Arquivo de julho 11th, 2005

Pesquisa aponta 76% de aprovação ao Sindicato

Publicado por admin 11 julho, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

A pesquisa encomendada pelo Sindicato dos Mecânicos para avaliação da gestão e dos serviços prestados pela entidade aos seus associados apontou um índice de confiança da categoria em relação à atual diretoria de 76%. Foram entrevistados 350 trabalhadores, entre associados e não associados, equivalente à 10% do número de sócios do Sindicato. A Síntese Pesquisa e Assessoria elaborou questionário com 29 questões com perguntas para respostas espontâneas e estimuladas. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95%, que foi realizada no período entre 14 e 23 de junho na porta de várias fábricas da categoria.


Outro índice que mostra a boa comunicação do Sindicato com seus associados é o de conhecimento dos serviços oferecidos, que chegou a 81,31%. Na avaliação sobre os convênios, 69,49% avaliaram como ótimo e bom os atuais convênios. O atendimento da secretaria também foi destaque com 62,15% dos entrevistados declarando ótimo/bom. Se fossem realizadas eleições hoje entre a atual diretoria e outra chapa concorrente, o resultado seria de 82,97% para a atual diretoria, o que ratifica o bom conceito que os trabalhadores têm da direção do Sindicato.


Os serviços de odontologia, atendimento médico e jurídico tiveram médias de aprovação que variaram (ótimo/bom) entre 26 e 50,28%. Destes serviços é importante destacar que um bom número de trabalhadores, entre associados e não associados, desconhece que o Sindicato oferece os benefícios, com índices que variam de 37,85% (odontologia) a 69,49% (jurídico) e 42,94% (atendimento médico). O fenômeno se repetiu na avaliação sobre a Colônia de Férias e Centro Esportivo, onde respectivamente 50,28% e 49,72% responderam que não sabem/não respondeu.


O presidente João Bruggmann ficou satisfeito com os resultados da pesquisa. Ele acredita que os dados vão ajudar no planejamento e execução de novas medidas em favor dos associados. “Não é fácil manter a estrutura que temos hoje, com a sede central sendo ocupada pela administração e ainda oferecendo o atendimento médico, odontológico, jurídico. Temos ainda a Colônia de Férias na praia de Itaguaçú (São Francisco do Sul) e o Centro Esportivo, oferecendo lazer aos associados. Investimos bastante em comunicação impressa, internet e contato nas fábricas, mas vamos ampliar ainda mais esse contato para servir cada vez melhor aos trabalhadores da categoria”, conclui.


 


 

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Mecânicos comemoram indicação de Marinho

Publicado por admin 11 julho, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville e Região considera a indicação do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, para o Ministério do Trabalho como um momento histórico para os trabalhadores e o movimento sindical brasileiro. “Ficamos felizes com a valorização que o presidente Lula dá aos trabalhadores. Luiz Marinho é um grande negociador, competente e fará um grande trabalho”, declarou o presidente João Bruggmann.


A entidade, que tem sede em Joinville (SC) e reúne cerca de 3,5 mil trabalhadores da categoria, acredita que apesar do tempo até o final do mandato do presidente Lula ser curto (1 ano e meio), o novo ministro do Trabalho terá o apoio maciço das centrais sindicais para fazer mudanças importantes como a aprovação da reforma sindical e a redução da jornada de trabalho sem perdas salariais. “Minha expectativa é que o ministro reveja também a legislação sobre os contratos temporários de trabalho e banco de horas, que prejudicam muito o trabalhador brasileiro. Se ele fizer essas mudanças passará para a história como o melhor ministro que o País já teve”, aponta João Bruggmann.


Para o diretor da Federação dos Metalúrgicos de SC/PR, João Batista de Souza, a atitude do presidente é importante para resgatar o que foi proposto na sua campanha à presidência. “Recuperar o salário mínimo, redução da jornada de trabalho, reajuste da tabela o imposto de renda, entre outros temas, são fundamentais para melhorar a oferta de novos empregos. Marinho é ótimo negociador e tem o perfil adequado para a pasta”, afirmou.


João Batista alerta ainda para que o novo ministro gaste toda sua energia no pouco tempo que falta de governo para mudar leis que não interessam mais nem ao trabalhador e tampouco ao capital. “Esta reforma sindical é fundamental para modernizarmos as relações entre capital e trabalho no Brasil”, acredita ele, acrescentando que, mesmo sendo uma grande perda para a CUT, era preciso que a Central desse a sua contribuição ao país neste grave momento político.


 

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Sindicalistas entregam carta de apoio ao Governo

Publicado por admin 11 julho, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

Cerca de mil representantes de movimentos sindicais manifestaram ontem (11/7) em Brasília, solidariedade ao presidente Lula e a seu governo. Durante encontro de uma hora, no Palácio do Planalto, entregaram a Lula uma carta em que afirmam que alguns setores “vêm se aproveitando de denúncias contra membros do governo e seu partido” para desestabilizar o atual governo.

No encontro, o presidente em exercício da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Gomes, disse que Lula pode contar com os sindicalistas para “fazer as reformas e as mudanças necessárias para tirar o país desse atoleiro que herdou”. Gomes, em seu discurso, também deixou um recado: “Não se aventurem em tentar mexer e desestabilizar o governo Lula, porque os trabalhadores, o movimento sindical, os estudantes e os movimentos sociais vão reagir. O movimento sindical está aqui para reivindicar, mas também para dar apoio a este governo”.

O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, também manifestou apoio ao presidente Lula. Ele afirmou que todos os cerca de mil sindicalistas reunidos à tarde no Planalto tinham um propósito: “Manifestar apoio no combate à corrupção e no enfrentamento dessa elite raivosa, para que a gente possa dar o Brasil aos brasileiros”.

O presidente da Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo, Paulo Lucânia, que também participou do encontro, destacou que Lula “é o único que pode salvar a situação desse povo tão sofrido, o povo brasileiro”.

O presidente Lula agradeceu e destacou que “todos deveriam aprender a fazer gestos de solidariedade contra e a favor de pessoas que tanto precisam”. Durante o encontro, representantes da delegação da CUT da Bahia presentearam o presidente com uma figa, carranquinha do Rio São Francisco, sabonetes de arruda e sal, e fita de Nosso Senhor do Bonfim.

Na carta entregue ao presidente, os sindicalistas também cobram mudanças na política econômica, como redução da taxa básica de juros; reforma política e eleitoral democrática; salário mínimo digno; redução da jornada de trabalho sem redução de salário; e reforma sindical democrática.


Com informações da Agência Brasil

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Luiz Marinho é o novo Ministro do Trabalho

Publicado por admin 11 julho, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente nacional da CUT, Luiz Marinho, aceitou a “convocação” do presidente Lula para assumir o Ministério do Trabalho. Em coletiva à imprensa, na tarde de sexta-feira (8), Marinho anunciou o seu afastamento da direção nacional da entidade e sublinhou que a CUT “manterá sua autonomia, sem qualquer dubiedade”. Marinho deve ser empossado pelo presidente na próxima sexta-feira (15/7).


 


O vice-presidente, Wagner Gomes, assume interinamente até junho de 2006, quando será realizado o 8º Congresso da entidade. “Buscarei cumprir a missão dada pelo presidente Lula. Sei da responsabilidade de deixar a presidência da CUT e assumir o Ministério. O que me espera é muito trabalho”.


 


Em sua intervenção, Luiz Marinho disse que vai procurar dar prosseguimento às realizações do ministro Ricardo Berzoini, “dando atenção especial à ampliação da fiscalização do trabalho infantil e do trabalho escravo”.


 


Na avaliação do líder metalúrgico, “é preciso dialogar com os delegados e delegadas regionais do trabalho de todo o país, com cuidado redobrado às áreas que são do interesse do conjunto do movimento sindical”. “Há uma determinação do presidente, e é um conceito que eu trabalho sempre, de conversar com todas as centrais sobre  os assuntos de interesse da classe trabalhadora”, acrescentou Marinho. Segundo ele, a unidade na diversidade é um elemento essencial para avançar nas conquistas e, particularmente, na construção “de uma política de valorização permanente do salário mínimo, bem como da correção da tabela do Imposto de Renda”. “Eu sei que esta não é uma atribuição direta do ministro do Trabalho, mas posso colocar isso na agenda do governo”, acrescentou.


 


Conheça um pouco sobre o novo Ministro do Trabalho:


 


Luiz Marinho, 45 anos, é casado e tem dois filhos. Nasceu em Cosmorama (SP) e trabalhou na lavoura até aos 15 anos. É metalúrgico desde julho de 1978, quando de tornou funcionário da seção de pintura da Volkswagen.

Foi membro da CIPA da montadora em duas gestões. Em 1984, foi eleito tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Nas gestões seguintes assumiu os cargos de secretário-geral e vice-presidente. De 1996 a 2003, exerceu o cargo de presidente. 

Em 7 de junho de 2003, foi eleito presidente da CUT Nacional – quinta maior central sindical do mundo – com 74% dos votos dos delegados presentes ao 8º Congresso da Central.

Como sindicalista, tem-se caracterizado pela firmeza nas lutas e pela capacidade de negociador. Entre as principais ações sindicais que conduziu estão as campanhas vitoriosas contra as demissões em massa no setor automotivo em 1998, entre elas os 10 mil cortes anunciados pela Volks e os 2.800 da Ford. 

No início de 2001, assumiu duas lutas que extrapolam fronteiras nacionais: em Miami, negociou com a direção mundial da Whirpool a extensão do prazo de fechamento da fábrica da Brastemp em São Bernardo; e, em Detroit, em defesa do emprego dos trabalhadores da Ford, conseguiu arrancar da cúpula da montadora uma garantia de emprego por cinco anos para o pessoal de São Bernardo. Uma estabilidade inédita na história das relações entre capital e trabalho no Brasil. No final daquele ano, conduziu uma luta vitoriosa dos trabalhadores da Volks cujo resultado foi a readmissão de 3.000 trabalhadores demitidos por carta e garantias por cinco anos de novos investimentos e do nível de emprego na fábrica de São Bernardo.

Marinho também é o principal responsável pela articulação de acordos setoriais, como o chamado acordo emergencial do setor automotivo, de 1999, e de projetos como o da renovação da frota nacional de veículos, idéias que olham para o futuro e para interesses estratégicos da economia e do País.

A partir da compreensão de seu papel de cidadão, é também um dos idealizadores da Câmara Regional do ABC, um instrumento de articulação de políticas regionais referência em todo o Brasil. Em julho de 1998, assumiu a coordenação do Mova (Movimento de Alfabetização)/Regional ABC, que já alfabetizou mais de 40 mil pessoas na região.

É presidente de honra da Unisol-União e Solidariedade das Cooperativas do Estado de São Paulo, uma iniciativa do sindicalismo cutista voltada a fomentar a criação de alternativas de economia solidária destinadas à geração de emprego e renda. A Unisol já representa hoje 11 cooperativas de produção no Estado.

No dia 25 de março de 2003, foi nomeado presidente do CONSEA – Conselho Nacional de Segurança Alimentar, pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Quinto anista do curso de direito da Uniban, mereceu o prêmio destaque do ano de 1999, concedido pela revista Livre Mercado. Foi apontado pela CNN-Time como uma das 50 lideranças latino-americanas para o novo milênio. 

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