Arquivo de novembro, 2005

Marcha à Brasília pedirá mínimo de R$ 400,00

Publicado por admin 7 novembro, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

Reunidos semana passada, CUT, CGT, CGTB, CAT, SDS e Força decidiram que a II Marcha Nacional pelo aumento do salário mínimo e pela redução da jornada, convocada para os dias 28, 29 e 30 de novembro, em Brasília, terá como principais bandeiras o mínimo de R$ 400,00 e o reajuste de 13% na tabela do Imposto de Renda.


 


O valor atual do mínimo é apenas 1,35% do maior salário do país, o do presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim (R$ 22.000,00). Pelo aumento proposto, o mínimo chegaria a 1,8% do maior salário, sendo feita uma projeção para que atinja ao longo dos próximos cinco anos 7% do salário do presidente do STF, o equivalente a R$ 1.500,00, o salário mínimo indicado pelo Dieese.


 


“O mais importante é estabelecer uma política permanente de recuperação gradual do poder de compra do salário mínimo, que abarca a parcela das categorias com menor poder de fogo, nas regiões mais pobres do país”, afirmou o presidente nacional da CUT, João Antonio Felício, lembrando que recebem o mínimo 14 milhões de aposentados e 6 milhões de trabalhadores. Para garantir os recursos do aumento no Orçamento, ressaltou Felício, “vamos ampliar a nossa mobilização por mudanças na política econômica, com a redução dos juros e do superávit primário. Os recursos existem, o que falta é dar prioridade para o salário”.


 


Uma das propostas da CUT, esclareceu Felicio, é a taxação sobre grandes fortunas, por meio da cobrança de 1,5%, em uma única vez, de quem possua patrimônio declarado superior a oito mil salários mínimos ou R$ 2,4 milhões. “Esta é uma das formas que a CUT encontrou para garantir um aumento real de 9% no salário mínimo durante sete anos”, acrescentou. 


 


MOBILIZAÇÃO -Conforme o secretário-geral da CUT, Artur Henrique da Silva, “é hora de colocar o conjunto da militância nas ruas para dar visibilidade à reivindicação, fazendo pressão sobre o governo e o parlamento”. Para isso, ressaltou, a presença de dirigentes da Central no dia 19 de outubro em Brasília contribuiu para somar força e voz pelo aumento do mínimo.


 


O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, sublinhou que o movimento sindical deve continuar “remando pra frente e sincronizado” para conquistar uma política de perenização do reajuste do salário mínimo, “pois não há nada que redistribua mais renda, que tenha tanto impacto positivo sobre o conjunto da economia”.


 


De acordo com Enilson Simões de Moura, presidente da Social Democracia Sindical, “o foco é a redistribuição de renda, pois hoje o Estado absorve renda para transformar em pagamento da dívida e dos juros. Nossa luta é unitária e firme em defesa de uma política econômica redistributivista”.


 


UNIFICAÇÃO - “O mais importante é que conseguimos nos unificar em torno destas duas bandeiras que dialogam com o conjunto da sociedade: o aumento do salário mínimo e o reajuste da tabela do Imposto de Renda”, frisou o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva.


 


Na avaliação de Reginaldo Bedra. presidente regional da CAT, “a unificação da marcha, com propostas conjuntas consensuadas, mostrará a força da classe trabalhadora brasileira”.


 


Ficou acertado que as centrais realizarão um grande acampamento-vigília em frente ao Congresso Nacional na noite do próximo dia 29.

 

Com informações da AgCUT

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CEF abre financiamento para computador popular

Publicado por admin 7 novembro, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

Desde ontem (7/11), a linha de financiamento para a compra de computadores populares está disponível em todas as agências da Caixa Econômica Federal (CEF) do país. Cada equipamento será vendido pelo preço máximo de R$ 1,4 mil como parte do Programa Cidadão Conectado – Computador para Todos, uma ação do governo federal para promover a inclusão digital no Brasil. Na Caixa, os interessados terão acesso ao financiamento de até R$ 1,2 mil, no prazo de até 24 meses, com juros de 2% ao mês.

“Quem está interessado em comprar, adquirir um computador dentro do programa Computador para Todos, pode se dirigir à Caixa Econômica Federal, munido de seus documentos, comprovante de residência, de renda e documentos pessoais, e a Caixa fará a sua avaliação. Com o crédito aprovado, ele se dirige a qualquer loja que esteja vendendo o computador, dentro das condições estipuladas pelo governo federal”, explicou o superintendente da CEF José Humberto Maurício de Lyra.

Segundo ele, quem não for correntista da CEF poderá abrir uma conta para usar a linha de crédito. “No ato da avaliação, a gente já abre a conta e faz a avaliação para o cliente, no mesmo ato, na mesma hora”. O superintendente afirmou que quem optar pelo financiamento em 24 meses, pagará uma prestação mensal de cerca de R$ 60.

De acordo com Lyra, não há limite de renda para ter acesso ao crédito. “Não tem limite de renda, a pessoa só tem que demonstrar a capacidade de pagamento da prestação, então se ela comprovar que tem capacidade de pagar os R$ 60, em média, o financiamento é liberado para ela”.

O Ministério da Ciência e Tecnologia definiu as características mínimas que os computadores populares deverão ter, tanto em termos de equipamentos quanto de programas. O computador terá um monitor de vídeo de 15 polegadas, teclado, mouse, CD-ROM, disco flexível de 1,44 MB, memória de 128 MB e fax modem. O ministério também é responsável pelo credenciamento dos fabricantes que poderão produzir os computadores para o programa. Eles vão ter isenção total de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o que permite uma redução no preço final do produto.

Os recursos para o financiamento são do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Em agosto, o Banco do Brasil já havia anunciado uma linha para os correntistas, que também prevê o financiamento de até R$ 1,2 mil, em 24 meses, com juros de 2% ao mês.


Informações da Agência Brasil

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Artigo: A economia com o freio de mão puxado

Publicado por admin 7 novembro, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

A análise de uma série de indicadores relevantes de desempenho macroeconômico do governo atual, na comparação com a média dos últimos anos, vai revelar uma melhoria substancial em quase todos eles. A exceção fica por conta da taxa de juros básicos reais (isto é, descontada a inflação), que supera atualmente os 14%. O pior é que os juros básicos dos títulos públicos nem de longe se aproximam das taxas cobradas no varejo: segundo o Banco Central, em setembro, a taxa média em empréstimos livres de pessoas físicas e jurídicas alcançou 49,5% ao ano. 

Com juros tão elevados, o Brasil é, de longe, o campeão mundial da modalidade. Se compararmos com os juros praticados em países que guardam semelhanças com o Brasil (grandes populações, extensos territórios), Rússia, Índia e China, nos deparamos com taxas reais incrivelmente menores: 0,5%, 1,0% e 3,1% respectivamente. Com esses níveis de juros fica fácil entender porque o Brasil cresce a uma taxa inferior ao crescimento mundial e aos países citados. Enquanto o PIB brasileiro cresceu 3,9% nos primeiros seis meses do ano, a Rússia cresceu 6,1%, a Índia 7,0% e a China 9,5%.

A taxa de juro não é certamente o único fator, mas explica em boa parte o baixo crescimento da economia brasileira. O Brasil não tem aproveitado as potencialidades oferecidas por um cenário externo singularmente favorável, que combina crescimento acima da média histórica, grande demanda por commodities, abundante oferta de crédito e baixas taxas internacionais de juros.

O conservadorismo da política de juros colocado em prática pelo Banco Central, apóia-se na idéia de que se o PIB crescer um pouco mais do que os previstos 3,5% para 2005, a inflação aumenta. Os juros altíssimos, ao esfriar a demanda global, segurariam os preços, centro da estratégia do governo. Esta é hipótese de comprovação prática bastante discutível. Aparentemente, a recente queda da inflação está muito mais ligada à diferença dos juros brasileiros em relação aos juros praticados nos mercados internacionais, fortíssima fonte de atração de capitais especulativos externos.

Este diferencial de juros, ao atrair compradores para os papéis brasileiros, explica uma boa parcela da valorização do real, da ordem de 25% desde maio de 2004. Este fator tem sido decisivo para a queda da inflação verificada nos últimos meses, e vai possibilitar ao Brasil atingir o centro da meta inflacionária definido para 2005. Ao mesmo tempo tende a reduzir o superávit comercial em 2006, já que as importações estão crescendo mais fortemente e as exportações vêm diminuindo o seu ímpeto. É natural que a moeda brasileira se valorize em relação ao dólar, que vem se desvalorizando em relação as principais moedas do mundo. O que não é natural é que o real lidere esta valorização em todo o mundo.

Além de segurar o consumo, taxas de juro como essas atingem diretamente
a produção. A produção industrial brasileira, segundo o IBGE, cresceu apenas 1,1% em agosto em relação ao mês de julho, descontadas as influências sazonais, depois de uma forte redução em julho (-1,9%). A partir de fevereiro deste ano o crescimento da indústria tem sido irregular, ora sendo puxado pelo comércio exterior, ora pelo crédito, principalmente o consignado. Na comparação com agosto de 2004, a produção industrial cresceu 3,8%, inferior ao crescimento dos últimos 12 meses verificado em julho, que tinha sido de 5,9%. Isto demonstra que o ritmo de expansão da indústria está caindo.

Uma razão que poderia justificar a manutenção de juros exorbitantes, a dependência brasileira do crédito interno e externo, foi aliviada nos últimos meses com os superávits comerciais recordes nos últimos dois anos. A dívida líquida do Setor Público caiu em 2005 para 52% do PIB, e a dívida externa, que representava 3,5 vezes as exportações brasileiras, representa em 2005, 1,7 vezes as exportações. 

Por outro lado, mais da metade dos bens e serviços apresentou, no último quadrimestre, comportamento predominantemente estável e os preços concorrenciais, que representam grande parte do consumo familiar, aumentaram bem menos do que a média da inflação do período. Mais do que uma opção técnica por esta ou aquela política, hoje no Brasil, trata-se de romper com a total falta de ousadia da equipe econômica.

José Álvaro de Lima Cardoso é e
conomista e supervisor técnico do DIEESE em Santa Catarina.

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Saúde do Trabalhador com problemas em Joinville

Publicado por admin 1 novembro, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

O Sindicato dos Mecânicos tem recebido muitas queixas nos últimos meses relacionadas ao atendimento à saúde do trabalhador na maior cidade do Estado de SC. Em média, são atendidas diariamente dez pessoas com diversos problemas trabalhistas. Destas, três são reclamantes sobre a atenção à sua saúde por parte das empresas e do INSS. Segundo o secretário Geral, Evangelista dos Santos, o aumento tem sido incomum.

As duas principais reclamações atingem o INSS e médicos conveniados com empresas e que emitem exames demissionais. O Instituto Nacional de Seguridade Social de Joinville, quando constatada a necessidade de afastamento do trabalhador por motivo de saúde, o enquadra para recebimento do auxílio-doença. O problema inicia exatamente aí porque ao liberar o benefício, o órgão já emite também uma “alta antecipada” para 30 dias, precipitando assim uma volta temerária do trabalhador à sua função. O trabalhador não é informado claramente sobre seu direito de requerer revisão do benefício com cinco dias antes do vencimento da “alta antecipada”, o que o obriga a voltar ao trabalho mesmo sem condições.

Evangelista diz que é comum que nesses casos o trabalhador, assim que se apresenta para o trabalho, seja demitido. Nestes casos o Sindicato tem encaminhado processos jurídicos pedindo reintegração do trabalhador à empresa e também para que o INSS reconheça o benefício. Esta demissão indevida também é o nascedouro da segunda reclamação mais presente: exames demissionais sem qualquer avaliação clínica.

Nos casos em que o trabalhador perde o seu prazo de revisão do auxílio-doença e tem que se reapresentar à empresa, os médicos conveniados com as mesmas estão emitindo seus atestados demissionais sem sequer realizar os exames, ou seja, simplesmente reproduzindo a tal “alta antecipada”, diagnóstico feito por seus colegas peritos do INSS, segundo denunciam os trabalhadores. O secretário Geral conta um caso em que o trabalhador perdeu seu prazo no INSS, foi ao médico da empresa que o avaliou ainda incapacitado para o trabalho e o reencaminhou à perícia do INSS. O órgão não aceitou conceder novamente o benefício e o trabalhador retornou ao médico da empresa. No mesmo dia, este mesmo médico que emitiu atestado demissional do trabalhador.

“Está havendo problemas sérios na área de saúde do trabalhador em Joinville, com demissões sumárias pelas empresa quando o trabalhador reclama de doença, no atendimento dos órgãos competentes, um desrespeito sem tamanho com quem produz a riqueza dos empresários e para a cidade”, denuncia Evangelista. O Sindicato está encaminhando todos os fatos ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – Cerest, e também acionando juridicamente empresas e envolvidos para que os trabalhadores tenham seus direitos garantidos.

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Enquete mostra rejeição à nova gestão da água

Publicado por admin 1 novembro, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

Sem valor científico, mas com grande valor popular, a enquete promovida pelo site semanalmente sobre temas polêmicos, mostrou que 80% dos internautas que navegaram no www.sindmecanicos.org.br estão rejeitando a nova gestão da água em Joinville (SC).

As perguntas colocadas eram duas muito simples: “Sim. A água já chega durante o dia em nossas casas, ou “Não. A falta de água continua durante o dia”. Vendida como a solução para os problemas do abastecimento de água na cidade, há quatro meses a Companhia Águas de Joinville assumiu os serviços em substituição à Casan. Com toda a arrecadação caindo nos cofres da Companhia, cerca de R$ 5 milhões mensais, o que se tem visto é muita publicidade e propaganda, mas pouca ação efetiva.

Entre a série de sete (7) ocorrências de desabastecimento em apenas 4 meses de trabalho, a principal ocorreu neste final de semana, a ainda se prolonga. Com o rompimento da adutora do Piraí na sexta-feira (28/10), 200 mil joinvilenses ficaram sem água durante 72 horas, alguns ainda não viram a água sair de suas torneiras até hoje pela manhã.

Participe da nossa nova enquete sobre a atuação do Governo Lula. Esta nova pesquisa fica no ar até o próximo sábado (5/11).

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Colônia de Férias: senhas já estão sendo entregues

Publicado por admin 1 novembro, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

Já estão definidos os detalhes para a utilização da Colônia de Férias pelos associados. A diretoria se reuniu e já está preparando tudo para que os associados possam desfrutar de mais um final de ano entre Natal e Ano Novo com muito lazer junto ao mar da praia de Itaguaçú, na ilha de São Francisco do Sul (SC).

Com uma estrutura de fazer inveja a muitas pousadas, a Colônia de Férias possui 40 apartamentos mobiliados (beliches, geladeira, colchões), área de lazer ampla, cozinha, churrasqueiras, tudo a apenas 40km de Joinville (SC). Veja mais sobre a Colônia de Férias.

Segundo presidente João Bruggmann, estão sendo trocados colchões, reformados os beliches, armários das cozinhas, entre outras melhorias para oferecer mais conforto a todos que se deslocarem até a Colônia. As senhas começaram a ser entregues no dia 1 de novembro na sede central do Sindicato, e serão distribuídas até o dia 2 de dezembro. O sorteio para os períodos de no máximo sete (7) dias acontece no dia 3 de dezembro (sábado), às 9 horas da manhã na sede central. O sorteio vale apenas para o período entre Natal e Ano Novo.

Para poder participar do sorteio, devem estar presentes o associado ou seu representante com a senha. As reservas podem ser feitas durante a semana após o sorteio. O custo da diária é de apenas R$ 15, que pode ser descontado em folha de pagamento. “Estamos mais uma vez nos preparando com antecedência para oferecer o melhor aos associados e seus dependentes. Afinal, depois de um ano inteiro de trabalho duro, nada mais justo que o descanso”, defende João Bruggmann. Para mais informações, ligue para 0800-726.1198.

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3ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador

Publicado por admin 1 novembro, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

Depois de 11 anos, o Brasil terá novamente a oportunidade de aprimorar a política de atenção à saúde do trabalhador. A 3ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, convocada por três diferentes ministérios envolvidos com a questão – Saúde, Previdência e Trabalho –, já realizou 700 encontros municipais e mobilizou cerca de 100 mil pessoas. São associações, sindicatos, movimentos populares, trabalhadores informais e profissionais da saúde, fiscais do trabalho e peritos da previdência.

As conferências municipais começaram em junho e terminaram no início de outubro. Já a etapa estadual se realiza até o início de novembro. A partir desses debates, vão surgir propostas e recomendações que serão compiladas para subsidiar as discussões do encontro nacional, entre 24 e 27 de novembro, em Brasília. O Sindicato dos Mecânicos sediou em setembro (14 a 17) a Conferência Municipal em Joinville (SC).

Para
o coordenador da Área Técnica de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Marco Peres, o caráter dessas etapas está mostrando uma participação popular interessante na discussão das propostas de como o SUS (Sistema Único de Saúde) deve fazer a gestão da saúde do trabalhador no país. “Vários temas importantes foram discutidos, como a atenção a acidentes de trabalho no país, problemas regionais de doenças relacionadas ao trabalho”, diz Peres, ao citar a exposição aos agrotóxicos dos trabalhadores rurais e as doenças causadas por intoxicações de produtos industriais.

Já o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Gabas, enfatiza a importância de que, pela primeira vez na história do país, uma conferência que trata da saúde do trabalhador foi convocada pelos três ministérios mais envolvidos com o tema. “Isso demonstra claramente a preocupação do governo Lula de criar um consenso nacional, uma política nacional que dê conta de tratar as questões de saúde do trabalhador”, diz.

Atualmente, o governo federal tem diversos desafios para garantir a atenção à saúde do trabalhador. Entre os principais, está a proposta de portaria interministerial que cria a Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador. O texto, elaborado por integrantes dos três ministérios, está sob consulta pública. As informações são da Agência Brasil.

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Falta água, e daí?

Publicado por admin 1 novembro, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

 


É mais ou menos assim que a Companhia Águas de Joinville, empresa pública ligada à Prefeitura de Joinville, responde à sociedade joinvilense quando problemas de abastecimento impedem o trabalhador de tomar seu sagrado banho após horas de trabalho, ou mesmo, de sua família ter a dignidade de poder satisfazer as mínimas condições de higiene em sua casa. Desde a última sexta-feira (28/10), um vazamento ou ruptura da adutora do rio Piraí deixou 200 mil pessoas sem água por pelo menos 72 horas. É isso mesmo: 3 dias sem água nas torneiras, caixas d’água. E o que fez a Águas de Joinville? Deixou a população sem saber o que fazer, ou o que tinha acontecido.
 


O discurso do prefeito Marco Tebaldi e do presidente da Águas de Joinville sempre foi o de que com a gestão municipal, todo o dinheiro ficaria aqui, e por conseqüência, todos os investimentos necessários seriam feitos. Já se passaram quase quatro meses desde a municipalização dos serviços. A uma arrecadação de aproximadamente R$ 4,5 milhões mensais, que repetimos, fica todinha em Joinville, não vai mais para a Casan, temos um montante arrecadado de R$ 18 milhões! E onde estão sendo investidos todos esses recursos, é a pergunta, já que continua a falta d’água durante o dia em todos os bairros, os desabastecimentos por problemas de rompimentos até aumentaram, e não há sinais de implantação do saneamento básico.


 


O que temos visto até o momento são gastos com publicidade, sempre a publicidade, que já é objeto de ação do Ministério Público contra a Prefeitura sobre desvios de mais de R$ 200 mil, fato que motivou até pedido de CPI na Câmara, até agora não criada por falta de assinaturas dos vereadores governistas. Quanto terá sido gasto já em publicidade? Outro “investimento”, segundo informações nos jornais, está sendo feito em consultorias para verificar o que a Águas de Joinville deve fazer para melhorar os serviços. Ora amigos, é só trabalhar mais no que é essencial: garantir o abastecimento de águas nos lares dos trabalhadores e trabalhadoras joinvilenses. E isto não vem sendo feito.


 


Talvez seja por já ter gasto muitos recursos em publicidade e propaganda, que a Companhia Águas de Joinville não divulgou maciçamente o grave problema nas emissoras de televisão, rádio, internet. Denúncias de trabalhadores afirmam que ligar para o 0800 era quase impossível, pois sempre havia uma voz eletrônica dizendo: “todas as linhas estão ocupadas. Ligue mais tarde”. Quando atendiam, a informação era de que não havia previsão de retorno. Péssimo serviço de interesse público prestou à comunidade. Não era para isso que os cidadãos apoiaram a municipalização. Externamos aqui o nosso apelo para que a Câmara de Vereadores de Joinville se manifeste sobre o ocorrido e cumpra suas atribuições de fiscalizar e cobrar os órgãos públicos, principalmente os que dizem uma coisa e fazem outra. Para eles é apenas isso: falta água. E daí?


 


A Diretoria

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Cursos de Informática para associados em 2006

Publicado por admin 1 novembro, 2005 Nenhum Comentário Imprimir

Uma parceria do Sindicato dos Mecânicos e Sindicato dos Metalúrgicos que já dura seis anos será intensificada em 2006: a promoção de cursos de informática básica, intermediário e corel draw. As diretorias estudam ainda uma forma de oferecer o curso técnico de AutoCad, que possibilitará ao trabalhador mais oportunidades de trabalho.

Para isso, os dois sindicatos estão substituindo todos os computadores antigos por novos. Estão sendo investidos nesta modernização R$ 25,2 mil na compra de 16 computadores de última geração, com as seguintes configurações: Intel Celeron, 2,53Ghz, 512 Mb de memória, HD 40 Giga, drive disquetes, CD Rom 52x, com placas de som, rede e caixas de som. O laboratório fica na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, na rua Ministro Calógeras, centro.

Os cursos iniciam ano que vem. Inicialmente serão oferecidos a Informática Básica, Intermediário e Corel Draw. Cada aluno terá um computador individual para as aulas. Os instrutores são estudantes de Sistemas de Informação da Univille, com grande conhecimento e didática para o ensino, fruto de convênio dos sindicatos com a Instituição. Os cursos são abertos somente para associados e dependentes dos Mecânicos e Metalúrgicos.

Mais informações nos telefones 0800.7261198 – Sindicato dos Mecânicos, e  433.2011 – Sindicato dos Metalúrgicos.

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Rua Luiz Niemeyer, 184 - Centro • Joinville / Santa Catarina
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