Arquivo de março, 2006

Alckmin quer retomada da Alca e privatizações

Publicado por admin 21 março, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Candidato tucano já discute linhas gerais de seu programa de governo com um grupo apelidado de “República dos Bandeirantes”. Entre as propostas estão a retomada das privatizações, o fim do Ministério de Desenvolvimento Agrário e defesa da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).



·          Reforma trabalhista radical, com corte de encargos e direitos; privatização de todos os bancos estaduais;


·          fusão dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário;


·          adoção da política do déficit nominal zero;


·          redução de despesas constitucionalmente obrigatórias em áreas como saúde e educação;


·          menor peso ao Mercosul e retomada das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca):



Essas são algumas das idéias defendidas pelo grupo que vem se reunindo com Alckmin, com o objetivo de desenhar o esboço de um eventual programa de governo.

Em matéria publicada em 9 de janeiro deste ano, o jornal “Valor Econômico” anunciou: “Alckmin toma aulas para campanha”. Segundo a matéria, o ex-presidente do BNDES e ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros já se destaca como provável homem forte da “República dos Bandeirantes”.

Já participaram de reuniões da “República dos Bandeirantes”, entre outros: Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações de FHC), Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central), Paulo Renato de Souza (ex-ministro da Educação de FHC), Roberto Giannetti da Fonseca (empresário, ex-secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior), Sérgio Amaral (ex-ministro do Desenvolvimento e ex-porta-voz da Presidência da República durante o governo FHC), Xico Graziano (ex-presidente do Incra e ex-secretário da Agricultura de São Paulo), Arnaldo Madeira (ex-líder de FHC na Câmara e atual secretário da Casa Civil de SP), Raul Velloso (especialista em contas públicas) e José Pastore (sociólogo, especialista em relações do trabalho). As “aulas” deste grupo a Alckmin têm um objetivo claro: “o governador está em processo de entendimento dos problemas nacionais”, disse Mendonça de Barros ao “Valor”.

DÉFICIT NOMINAL ZERO

Repercutindo o mesmo tema, a “Folha de São Paulo” publicou em 10 de janeiro: “Alckmin já prepara plano econômico”. A matéria também fala das reuniões da “República dos Bandeirantes”, destacando conversas de Alckmin com Armínio Fraga e o economista Yoshiaki Nakano, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a Folha, “Alckmin pretende utilizar na campanha as lições que tem recebido”. “Ele tem defendido, por exemplo, a idéia de déficit nominal zero, uma proposta antiga de Yoshiaki Nakano, um dos seus interlocutores mais freqüentes”, acrescenta. Segundo essa proposta, o governo teria que ter receitas para pagar todas as suas despesas, incluindo aí os gastos com juros da dívida pública. Como não há espaço para aumento da carga tributária, a proposta prevê o corte de despesas pelo governo e o aumento do limite de desvinculação de receitas da União.

Além de procurar “entender os problemas nacionais”, Alckmin também teria como objetivo, através das reuniões, demarcar aquela que seria uma de suas principais diferenças em relação ao prefeito de São Paulo, José Serra, outro líder tucano que postulava a candidatura à presidência da República. Serra seria centralizador e Alckmin um gestor moderno que governaria com especialistas. Com o fim dessa disputa, Alckmin dedica-se agora ao detalhamento de sua agenda para o Basil.

As idéias dos especialistas ouvidos por Alckmin dão uma idéia dessa agenda que está em construção. Roberto Giannetti da Fonseca, por exemplo, segundo a reportagem do “Valor Econômico”, é “pouco simpático ao Mercosul no formato atual, cobra evolução mais rápida dos acordos comerciais com a Alca e as negociações com a União Européia”. Já o sociólogo José Pastore “propõe uma reforma trabalhista radical, com corte de encargos e direitos”. Além disso, é um crítico da obrigatoriedade do abono de férias e o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no formato atual. O deputado Xico Graziano, por sua vez, defende a fusão dos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e a criação de uma agência reguladora voltada exclusivamente para o agronegócio. E Raul Velloso propõe a redução de despesas constitucionalmente obrigatórias em áreas como saúde e educação.

CHOQUE DE GESTÃO E PRIVATIZAÇÕES

Apontado como “homem forte” do grupo, Luiz Carlos Mendonça de Barros defende uma redução mais rápida da taxa de juros para conter a valorização do real. Considerado um dos principais representantes da ala desenvolvimentista do governo FHC – que acabou derrotada pela ala do ex-ministro Pedro Malan – Mendonça de Barros não propõe mudanças profundas em relação ao modelo atual. Se, por um lado, é crítico da política de juros praticada hoje pelo Banco Central, por outro, ficou ao lado do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na recente polêmica com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, crítica da tese do déficit nominal zero e defensora do aumento de investimentos nas áreas social e de infra-estrutura. Definida a candidatura Alckmin, um dos carros-chefe de seu programa deve ser o discurso do “choque de gestão” a ser aplicado no Estado brasileiro, proposta que representa uma variação das teses do estado mínimo.

Outra proposta da agenda tucana para o país que caminha nesta direção diz respeito às privatizações. Em entrevista concedida ao jornal “O Globo” (15 de janeiro de 2006), ao ser indagado se pretendia retomar a política de privatizações implementada pelo governo FHC, Alckmin respondeu positivamente e citou os bancos estaduais entre suas prioridades. “A maioria já foi privatizada, mas deveriam ser todos. Tem muita coisa que se pode avançar. Susep, sistema de seguros, tem muita coisa que se pode privatizar”, respondeu. Perguntado se os Correios estariam nesta lista de empresas privatizáveis, o governador paulista foi mais cauteloso, mas não descartou a possibilidade. “Correios acho que teria que amadurecer um pouco. Tem muita coisa que não precisa privatizar”, afirmou sem especificar quais. E, além das privatizações, acrescentou que pretende valorizar as parcerias público-privadas em um eventual governo tucano.

POLÍTICA EXTERNA: PRIORIDADE PARA A ALCA

Mas uma das principais diferenças em relação ao governo Lula aparece mesmo é no plano da política externa, onde os tucanos criticam a proximidade com o governo de Hugo Chávez, da Venezuela, e defendem a retomada das negociações da Alca com os EUA. Após a palestra realizada pelo presidente George W. Bush, durante sua visita a Brasília, no início de novembro, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) elogiou a fala do líder norte-americano, destacando a questão da Alca.

Na avaliação do senador tucano, essa aliança comercial é de interesse do Brasil e “deve ser buscada e perseguida e não suportada ou adiada”. Para Virgílio, a Alca surgirá com ou sem o Brasil. “Sem o Brasil, fará a alegria do México”, comentou, defendendo que a prioridade da política externa brasileira deveria fazer um pacto político com os EUA em troca de vantagens comerciais claras, incluindo aí a queda de barreiras alfandegárias.

Em relação ao governo Chávez, a posição tucana ficou muito clara nas palavras de Virgílio. Para ele, Chávez só se sustenta na Venezuela “graças às milícias que procuram intimidar as oposições e ao alto preço do petróleo”. A simpatia do PSDB em relação à Alca manifesta-se também através de outras iniciativas. Em 2003, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, encaminhou correspondência ao presidente Lula apresentando a candidatura de Belo Horizonte para abrigar a sede permanente da secretaria geral da Alca.

Na carta, Aécio defendeu, entre outras coisas, que o Brasil deveria incluir, na sua pauta de negociação sobre a criação da área de livre comércio hemisférica a proposta de trazer para cá a sede da organização. “A questão da cidade-sede da área de livre comércio torna-se particularmente estratégica. São evidentes os ganhos oriundos de abrigar a Alca não apenas para Minas Gerais, mas para todo o Brasil”, escreveu o governador mineiro. Essas são algumas das idéias e prioridades que estão sendo alimentadas no ninho tucano para disputar o voto dos brasileiros este ano.

Fonte: Agência Carta Maior


 

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Sindicalistas do futuro

Publicado por admin 21 março, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Entender, e bem, de economia e seus índices quase indecifráveis para leigos. Conhecer e saber utilizar a informática em todas as suas possibilidades. Compreender as técnicas de administração e gestão de empresas, buscando nelas as respostas para as inúmeras negativas por parte de empresários. Intensificar a comunicação com os trabalhadores da categoria, utilizando para isso todos os meios disponíveis. Eis aí alguns atributos indispensáveis para os futuros dirigentes sindicais no Brasil. Alguns irão dizer: olha aí, estão pensando como os patrões. Enganam-se.


 


Entender o pensamento dos patrões. Essa é a chave para transformar negociações difíceis e duras em acordos viáveis para os trabalhadores. Antigamente, os dirigentes sindicais lutavam com o que tinham, da forma que podiam, para defender os direitos dos trabalhadores, e ganhar o máximo possível nas reposições salariais. A greve era instrumento primordial. Mesa de negociação era quase sempre uma utopia, já que na maioria das vezes, os empresários sequer cogitavam discutir as melhorias reivindicadas. Por quê? Os empresários sempre sabiam a forma e o meio por onde os sindicatos e seus dirigentes iriam agir. Isso sem contar o controle econômico sobre várias instâncias de poder.


 


A pressão econômica não mudou muito sobre as instâncias de poder. Também não há sinais de que tenha mudado em relação aos meios de comunicação, que quase sempre estão ao lado do capital. Espaço para notícias dos sindicatos e trabalhadores, somente se for para apoiar o interesse econômico de algum setor. Em relação às lutas dos trabalhadores, muito poucas linhas foram ou estão sendo impressas. No Estado, os neoliberais assumiram o poder a partir da década de 1990, impondo gradativamente o seu pensamento e seus projetos. Redução do Estado; “flexibilização” das leis trabalhistas, leia-se corte dos direitos como FGTS, 13º, etc. Essa prática conduzida no governo, trabalhando corações e mentes da sociedade, produziu uma redução da força do movimento sindical.


 


Portanto, aprender a pensar a lógica dos empresários é abrir caminho para novos formatos nas relações entre trabalho e capital. Conhecendo os números da economia, as manobras contábeis, fiscais e financeiras empresariais para encobrir lucros; observando suas atitudes e denunciando junto à base trabalhadora nas fábricas e locais de trabalho; mas sobretudo, se preparar intelectualmente, com formação específica e abrangente, é o caminho para o futuro dos dirigentes sindicais. Buscar a igualdade com a qualificação dos quadros sindicais, vai garantir a evolução e recuperação do movimento sindical brasileiro.


 


Muito já avançamos neste sentido. Melhoramos a consciência dos dirigentes sindicais, que não deixaram de ir à frente das fábricas em cima do caminhão de som protestar e mobilizar os trabalhadores; muito menos se afastaram da luta por melhores salários e condições de trabalho. Agora, mais preparados em vários fundamentos, negociamos de igual para igual na mesa com os empresários. Exemplo disso foi nossa decisiva participação na manutenção dos empregos da Busscar em 2003. Assim, apoiados ainda na futura aprovação da Reforma Sindical em tramitação no Congresso Nacional, vamos estabelecer as bases sólidas para o fortalecimento dos sindicatos, centrais sindicais, e toda a classe dirigente sindical brasileira.


 


A Diretoria

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Lula anuncia entrada de trabalhadores no sistema S

Publicado por admin 21 março, 2006 Nenhum Comentário Imprimir


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não decepcionou os trabalhadores e sindicalistas em sua visita à São Francisco do Sul (SC), na última sexta-feira (17/3). Lula anunciou em sua fala para mais de 500 lideranças presentes no Porto de São Francisco a assinatura de um decreto que possibilita a participação dos trabalhadores no Conselho Deliberativo do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc, Senac, Sebrae, Senar, Sest, Senat e Sescoob). “É mais uma conquista com o Governo Lula”, destacou o presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann. O presidente anunciou ainda que nos próximos dias assina outro decreto determinando a participação dos trabalhadores também nos conselhos das empresas públicas nacionais.
 


Os sindicalistas catarinenses ganharam espaço privilegiado para acompanhar a visita do Presidente, bem em frente ao palanque. Para o secretário-geral do Sindicato dos Mecânicos, Evangelista dos Santos, é a diferença de tratamento para com os movimentos sociais a marca principal do Governo Lula. “Antes, nós nem éramos lembrados. Agora não apenas somos lembrados, mas também participamos da mudança por que o Brasil vem passando”, declarou.

Para o secretário de Formação da CUT nacional, José Celestino Lourenço (Tino), “a medida consolida uma reivindicação histórica desde o nascimento da central e representa um grande avanço rumo à democratização de fato do Sistema S”. “Vamos acumular rumo à paridade na composição dos Conselhos que são parafiscais, portanto públicos, reforçando a importância de haver uma gestão administrativa, financeira e política-pedagógica voltada ao trabalhador. Não temos interesse de ser executores da formação profissional, mas queremos pôr em prática uma concepção integral, para que os trabalhadores tenham acesso a uma educação de qualidade – que articule os conhecimentos adquiridos ao longo da vida com os científicos e tecnológicos acumulados – que lhes possibilitem intervir na realidade social. Isso é diferente da concepção desenvolvida até aqui, salvo raras exceções, voltada para a lógica do mercado, desconsiderando que o trabalhador é um cidadão, sujeito no processo. Na prática, a educação implementada era um mero adestramento”, acrescentou.
 


Nesse sentido, Tino acredita que a participação da CUT, ao lado das outras centrais, garantirá um debate de maior qualidade, profundidade e fecundidade. “Indicaremos companheiros com capacidade de intervenção para construir uma logística e qualificar a nossa intervenção na direção do Sistema S e nas coordenações estaduais”. Outra questão, enfatizou, é o investimento no ensino superior: “o Sistema S está constituindo redes privadas de formação com um percentual baixíssimo de participação dos trabalhadores e isso precisa ser urgentemente reformulado”.
 


Ex-presidente da CUT, atual coordenador do Fórum Nacional do Sistema S e presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli acredita que ”essa é a oportunidade do chão de fábrica entrar no Sistema S e fazer parte do seu processo de decisão”. “Ninguém melhor que os trabalhadores para dar subsídios aos empresários e governo sobre as necessidades do setor”, declarou.
 


O orçamento do Sistema S para 2006 chega a R$ 15 bilhões. O decreto presidencial abre seis vagas para representantes dos trabalhadores em cada um dos nove conselhos nacionais e entre uma e três vagas em cada representação estadual das entidades. No total, isso representa 30% de participação dos trabalhadores.

Com informações da Ag.Cut

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Cancelada agenda de Lula em Joinville

Publicado por admin 15 março, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Na manhã desta quarta-feira (15/3) o Gabinete da Presidência da República, reunido com sindicalistas joinvilenses no Hotel Bourbon – centro de Joinville (SC), decidiu cancelar a agenda do presidente Lula na cidade. O presidente vai pernoitar na cidade de quinta para sexta-feira, quando partirá para a agenda de visita aos portos catarinenses nas cidades de São Francisco do Sul, Itajaí e Imbituba, roteiro original da programação organizada pelo Planalto. O surgimento de excesso de convites para compromissos de última hora forçou o adiamento da visita para outra data a ser confirmada.

O presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann, participou da reunião que aconteceu às 7 horas junto com outros sindicalistas metalúrgicos. Segundo Bruggmann, o representante da Presidência da República ponderou sobre o pouco tempo disponível para uma visita representativa à maior cidade do Estado. “A vinda do presidente Lula despertou o interesse de outros segmentos que queriam a sua presença. Além da ida ao Cefet, estava cogitada uma visita à Busscar. Depois surgiu a intenção dos companheiros da Tupy, e outras agendas, e faltaria tempo para uma visita. Ficou acertado uma nova vinda do companheiro Lula para abril ou maio, talvez, específicamente em Joinville”, informou João Bruggmann.

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Um governo de um trabalhador para trabalhadores

Publicado por admin 14 março, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Na luta diária por melhores condições de trabalho e salários, valorização e dignidade do trabalhador da categoria mecânica, estamos sempre muito próximos do povo nas portas das fábricas, nas assembléias, e mesmo no chão de fábrica com os nossos dirigentes sindicais. Ouvimos as necessidades de cada trabalhador e trabalhadora, seus anseios, sonhos e projetos de futuro. É a nossa matéria-prima, o motor que movimenta a nossa entidade. Sendo assim, passamos a buscar o sentimento da categoria em relação à ação do Governo Lula em suas vidas, já que estamos em um ano eleitoral e vamos decidir quem vai nos conduzir por mais quatro anos na Presidência da República.

Primeira constatação: os trabalhadores e trabalhadoras estão satisfeitos com o Governo. Dizem eles: o desemprego diminuiu, os preços dos alimentos e a inflação caíram; novos empregos foram gerados, as oportunidades de acesso à educação profissional aumentaram; a confiança e a auto-estima também se elevaram. Enfim, uma percepção da base, do cidadão comum e trabalhador, que sente no bolso e nas relações familiares, uma mudança positiva nos últimos anos. Em resumo, a grande maioria da categoria mecânica considera muito bom o desempenho do governo do presidente Lula. De trabalhadores para o trabalhador na presidência, o recado é claro para a continuidade das políticas implantadas até aqui.


 


Segunda constatação: no governo anterior, do príncipe FHC e seus correligionários, havia desespero pela falta de empregos, salários achatados, inflação altíssima, preços abusivos na alimentação e saúde; faltavam oportunidades de acesso à educação superior e tecnológica. Segundo resumo: a vida dos trabalhadores e trabalhadoras estava muito ruim, sem perspectivas de futuro para eles e suas famílias. As relações entre capital e trabalho pendiam cada vez mais para o capital, com o beneplácito do governo neoliberal dos tucanos e pefelistas. A precarização do trabalho estava a passos largos, e até projetos de lei para acabar com décimo-terceiro, férias, fundo de garantia e outros direitos dos trabalhadores estavam na pauta do Congresso Nacional.

Terceira constatação: com a chegada ao poder de um ex-sindicalista, torneiro mecânico por formação, líder político das classes populares, esquecidas das políticas públicas federais, o Brasil melhorou em todos os setores. Com o Bolsa Família, que já tira quase 9 milhões de famílias da miséria em todo o País, o governo mostrou a mudança radical de prioridades nacionais. Na economia, recordes são batidos todos os anos na balança comercial, inflação caindo, empregos formais em ascensão, crédito facilitado para recuperação de empresas e incremento da produção (Busscar, Tupy e outras que o digam). Projetos como o Escola de Fábrica, que prepara jovens adolescentes para ingressar no mercado de trabalho, viabilizam oportunidades para a juventude, antes completamente esquecida.


 


Quarta constatação: a educação pública gratuita foi reconstruída, com a retomada da expansão do ensino técnico federal e a interiorização das universidades federais. Com os centros federais de ensino tecnológico – Cefets – em construção por todo o Brasil – Joinville também vai ganhar um – os filhos de trabalhadores de baixa renda poderão ter acesso à formação profissional gratuita e de qualidade. Antes, tudo estava nas mãos do mercantilismo. Brevemente, a cidade ganhará um espaço que promete revolucionar o mercado de trabalho, com a inclusão de milhares de jovens na educação profissional. Também a vinda de um pólo da universidade federal para Joinville este ano marca o fim de uma injustiça cometida por muitos anos com a cidade. Somente no governo de um trabalhador, que governa com os olhos e coração atentos para a maioria trabalhadora, a maior cidade do Estado foi lembrada e reconhecida. Queiram ou não queiram alguns líderes políticos e empresariais.


 


Receber o nosso companheiro, presidente Lula, é motivo de alegria e orgulho para nossa. Como exemplo de persistência e superação, merece toda a nossa estima e admiração. Como Presidente da República, responsável por tantos investimentos que mudarão a cara da cidade, merece toda a atenção e as honras de Chefe de Estado que vem transformando o Brasil. Lula não é um governador de algum Estado em visita à cidade. É o Presidente,e como tal, deve ser recebido com todo respeito por toda a comunidade. E Oxalá, possamos continuar a tê-lo como Presidente por mais quatro anos!


 


A Diretoria


 

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Simpósio sobre assédio moral em Jaraguá do Sul

Publicado por admin 13 março, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Uma iniciativa da Secretaria da Mulher da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos da CUT SC/PR – FEMCUT – o Simpósio sobre Assédio Moral será realizado nesta quinta-feira (16 de março) no Centro de Profissionais Liberais – rua Marina Frutuoso, 587 – em Jaraguá do Sul (SC), a partir das 19 horas. Os trabalhos devem se encerrar às 22 horas, após o debate. Participam dos debates Liliana Piscki e Elsina Eger (Secretaria da Mulher da FEMCUT/SC); João Batista Souza (Presidente da FEMCUT SC/PR); Vilmar Sizino Garcia (Presidente do Sindicato dos Trab. Metalúrgicos de Jaraguá do Sul e Região); deputado federal Mauro Passos; Theo Oliveira (Médico do Trabalho, ergonomista e assessor de saúde do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC).

Assédio moral é o mesmo que violência moral. É quando a trabalhadora, ou trabalhador, é humilhado dentro de seu ambiente de trabalho.  A humilhação pode ser com o uso de palavras ou atitudes autoritárias que geram constrangimentos, como revistas íntimas, ou ainda, atitudes que transformem o local de trabalho em um ambiente ruim. O prejuízo à saúde é uma das mais drásticas consequências do assédio moral. 

Além do estresse, podem ocorrer aumento de peso ou emagrecimento exagerado; distúrbios digestivos; palpitações; dores no peito, pressão alta, tremores; aumento no consumo de bebidas alcóolicas e outras drogas; depressão, medo acentuado, tristeza, perda de auto-estima; pesadelos, sentimentos suicidas; mudança de personalidade, passando até a praticar violência na família, entre outras problemas de saúde.

Embora o assédio moral ainda não seja considerado crime, é possível reagir diante dessa violência que também atinge as vítimas de acidentes de trabalho, os homossexuais, os portadores de necessidades especiais, ou ainda pessoas que se sobressaem por sua postura crítica e que contestam regras injustas. O deputado federal Mauro Passos é autor do projeto de lei 2369/03, que torna crime esta prática em todo o Brasil. As mulheres grávidas ou com filhos pequenos, e ainda se for negra, com mais de 40 anos ou portadora de alguma doença relacionada ao trabalho, estão entre as que mais sofrem com o assédio moral.

Para mais informações sobre o Simpósio, ligue 0800.726.1198 com Evangelista na secretaria Geral.

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Assembléia define delegados para o 9º CECUT

Publicado por admin 13 março, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Todos os associados do Sindicato dos Mecânicos, com situação em dia, podem participar da Assembléia que escolherá os delegados da categoria mecânica para o 9º Congresso Estadual da CUT/SC, que será realizado entre o dias 4 a 6 de maio na Escola Sul da CUT, em Ponta das Canas – Florianópolis (SC). A assembléia acontece no dia 25 de março a partir das 9 horas na sede central do Sindicato dos Mecânicos – rua Luiz Niemeyer, 184 – Centro de Joinville (SC).

O Sindicato vai apresentar delegados para participar ativamente da nova direção da CUT em Santa Catarina. Desde 2003, todo o ramo metalúrgico do Estado não está presente na entidade. A decisão agora é de pleitear vagas para marcar a força e representatividade da categoria, fortalecendo assim a todo o projeto cutista. Em todo o Estado, devem ser escolhidos cerca de 40 delegados para o Congresso Estadual. O 9º CECUT vai definir também os delegados para o 9º CONCUT, o Congresso Nacional da CUT.

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Guias para compras não serão mais emitidas

Publicado por admin 13 março, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

A partir do dia 16 de março – quinta-feira – o Sindicato não emitirá mais guias de compras para os associados nos convênios com papelarias, farmácias, óticas e laboratórios. Os associados devem se dirigir até a sede e pedir o seu cartão de compras para não ficar sem acesso à estes benefícios. Desde agosto de 2005 a diretoria decidiu implantar o sistema de compras via cartão, o que facilita a vida dos trabalhadores.

Com o cartão, o associado não precisa ir até a sede pegar guias, indo direto ao estabelecimento comercial conveniado que deseja, efetuando as compras normalmente. O desconto segue os procedimentos normais, ou seja, virá descontado em folha de pagamento, no limite liberado pela secretaria de Finanças do Sindicato. Existem dois tipos de cartões, sem custos: PlenoCard e Masterfarma.

Além de buscar ou pedir seu cartão, é necessário que o associado leve sua última folha de pagamento para que se possa calcular o seu limite de crédito, e também atualize seus dados cadastrais junto ao Sindicato. “É uma medida que melhora a vida do associado, reduz custos para o Sindicato, beneficiando assim a todos. Contamos com o apoio das áreas de recursos humanos das empresas, escritórios de contabilidade e todos os envolvidos, para que divulguem à seus trabalhadores a mudança no sistema de compras”, destaca o secretário de Finanças, Orony João dos Santos Jr.

Para mais informações, ligue 0800.726.1198 e peça para falar com a secretaria de Finanças, com Denise.

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Presidente Lula visita Joinville

Publicado por admin 13 março, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Joinville vai receber na próxima sexta-feira (17/3) a visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um momento histórico para a cidade, e especialmente para a categoria mecânica e metalúrgica. Lula foi torneiro mecânico e atuou no movimento sindical do ABC paulista, onde forjou toda a sua trajetória vitoriosa na política, chegando ao maior posto de comando do país. É a primeira vez que um trabalhador chega à tão alto posto e exerce o poder em favor da maior parte da população brasileira. Lula deve chegar a Joinville na noite de quinta-feira (16/3).

A visita às obras do novo Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET – às nove horas (17/3), que está sendo construído no bairro Costa e Silva, marca um novo momento para a educação profissional no município. Esquecida por governos anteriores, que só pensavam em mercantilizar o ensino superior e tecnológico, Joinville ganha só agora uma sede própria da escola federal. “Temos orgulho de receber o nosso companheiro Lula, principalmente porque é com ele que os trabalhadores de baixa renda da cidade poderão estudar gratuitamente, com qualidade e em local apropriado. O Sindicato dos Mecânicos agradece e muito o presidente por mais essa ação”, destaca o presidente João Bruggmann.

O Cefet funciona atualmente junto ao prédio do Centro Esportivo dos Mecânicos – rua Rui Barbosa, 495, Costa e Silva – oferecendo o curso técnico em enfermagem. No último concurso vestibular, a disputa por uma vaga chegou a quase 30 por um. O Sindicato apoiou a vinda do Cefet, inclusive não cobrando qualquer taxa de aluguel desde a sua instalação em 2000 até 2004. Apenas água e luz eram custeados pela entidade federal.

O presidente João Bruggmann ressalta também a participação decisiva do Presidente Lula na liberação dos recursos federais, via BNDES, para a Busscar em 2003, seu primeiro ano de governo. Graças a essa atitude, quase 4 mil empregos foram mantidos. “É preciso valorizar o empenho do presidente Lula, e também do deputado Carlito, que foram fundamentais na nossa luta pela manutenção dos empregos da Busscar. Antes, nos governos anteriores, o BNDES não servia para manter empregos”, revela Bruggmann.

A Busscar, fabricante de carrocerias para ônibus, passou por uma grave crise financeira que quase à levou a falência. O Sindicato se empenhou por uma solução pacífica, quando todos esperavam uma radicalização. Hoje a empresa está a todo vapor, contratando trabalhadores e fortalecendo toda a economia de Joinville e Santa Catarina. Outra ação do Governo Lula que está presente em Joinville é a Escola de Fábrica, também na Busscar. A iniciativa oportuniza a jovens carentes estudar, de forma prática, nas funções profissionais, preparando-os para a entrada no mercado de trabalho futuramente. A empresa completa 60 anos em setembro.

“Vamos receber o presidente Lula com muita alegria. Seu governo tem mostrado resultados surpreendentes até para os mais descrentes, com muito sucesso na área econômica, social, educacional e outras. Mesmo com todo o preconceito contra ele, Lula mostra que um trabalhador pode sim dirigir o Brasil”, afirma o presidente João Bruggmann.


 

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Homenagem às mulheres foi um sucesso

Publicado por admin 13 março, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

O dia Internacional da Mulher, comemorado no último dia 8 de março – quarta-feira passada – ficou marcado para muitas trabalhadoras da categoria mecânica. Quando saíam do trabalho, receberam surpresas as rosas oferecidas pela diretoria do Sindicato dos Mecânicos, acompanhada de um panfleto especial. A grande maioria das trabalhadoras não recebeu nenhuma homenagem em suas empresas. “Algumas diziam para a gente: só o sindicato mesmo para lembrar da gente. Até os maridos queriam levar a rosa e o panfleto para suas esposas”, conta o secretário Geral, Evangelista dos Santos, que fez parte da equipe que percorreu as fábricas durante todo o dia.

Foram entregues 700 rosas vermelhas. Para cobrir todas as fábricas e não deixar nenhuma mulher trabalhadora sem sua flor, seriam necessárias cerca de 1,2 mil rosas. Esta é a estimativa dos dirigentes sindicais. A iniciativa é realizada há três anos. Na primeira edição foram entregues 300 rosas; na segunda, 500 unidades.  A estimativa da entidade é de que existam cerca de 1,1 mil mulheres na categoria, em um universo de 15 mil trabalhadores. O Sindicato representa os trabalhadores em 1,6 mil empresas da região.


Este ano, além da homenagem, um panfleto especial foi produzido, trazendo informações sobre a luta das mulheres contra o assédio moral, abuso sexual, igualdade salarial, além de mostrar os benefícios oferecidos pelo Sindicato. Uma pequena poesia homenageava a todas as trabalhadoras. A idéia foi sensibilizar a mulher a se sindicalizar. “Todas receberam muito bem o material. Temos a certeza que ganharemos muitas novas filiadas”, comenta Evangelista dos Santos.

O local onde mais se concentraram mulheres para receber a homenagem foi na Metalúrgica Duque. No mesmo dia Internacional da Mulher, o Sindicato marcou uma assembléia geral para decidir sobre reposição de horas trabalhadas. Assim, além de ouvirem detalhes sobre a questão, as mulheres presentes puderam receber diretamente a mensagem do Sindicato. “A maioria das empresas dificulta o nosso acesso aos trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, um momento como esse ajuda muito na nossa comunicação”, ressalta Evangelista. Para o próximo ano, quarta edição da homenagem, a diretoria já pensa em incrementar as ações voltadas às mulheres trabalhadoras. Uma comissão já estuda as novidades.









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