Arquivo de abril 18th, 2006
Exportações crescem 24,9% de janeiro à abril
Na segunda semana do mês de abril, de 10 a 16, as exportações atingiram US$ 2.031 bilhões, sendo a média diária de vendas externas de US$ 507,8 milhões. Comparando o período de janeiro até a segunda semana de abril de 2005 (US$ 27.416 bilhões) com 2006 (US$ 34.252 bilhões), verifica-se um crescimento de 24,9%.
Como as vendas externas superaram as importações nessa segunda semana de abril, o saldo foi de US$ 398 milhões, totalizando superávit US$ 1,694 bilhão até agora e US$ 11.040 bilhões no acumulado do ano. Neste mês (01 a 16 de abril), as exportações já alcançam US$ 4.864 bilhões.
Um dos principais motivos do crescimento das exportações no ano foi o aumento nas vendas das seguintes categorias de produtos: manufaturados (+16,9%, de US$ 248,1 milhões para US$ 290,2 milhões, por conta de gasolina, óleos combustíveis, motores e geradores elétricos), básicos (+16,3%, de US$ 141,6 milhões para US$ 164,8 milhões, principalmente, algodão em bruto, petróleo e fumo em folhas) e semimanufaturados (+15,1%, de US$ 61,9 milhões para US$ 71,3 milhões, com acréscimos, principalmente, em ligas de alumínio, alumínio em bruto e óleo de soja em bruto).
As importações somaram US$ 1.633 bilhão de 10 a 16 de abril e US$ 3.170 bilhões no total do mês, com média diária de US$ 325,2 milhões. O maior motivo desse aumento de 30% (US$ 17.717 bilhões de jan/abril de 2005 para US$ 23.212 bilhões de jan/abril de 2006), foram os gastos maiores com combustíveis e lubrificantes (+100,6%), cobre e suas obras (+59,1%), siderúrgicos (+50,8%), veículos e automóveis (+45,3%) e equipamentos eletrônicos (+38,5%).
A corrente de comercio já atinge US$ 57.464 bilhões, sendo a media de US$ 798,1 milhões em negociações por dia. No mesmo período no ano passado esse valor foi de US$ 45,133 bilhões, o que representa um aumento de 27,3%.
Fonte: MDIC
Inflação recua na segunda semana de abril
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas, na segunda semana de abril. Os dados divulgados hoje (18) mostram que a desaceleração mais forte registrou-se em Salvador, onde a taxa passou de 0,66% para 0,43%.
Depois veio Recife, de 0,78% pra 0,66%; São Paulo, de 0,11% para 0,00%; Belo Horizonte, de 0,51% para 0,41% e Brasília, de 0,24% para 0,22%. No Rio de Janeiro a taxa subiu de 0,22% para 0,30% e em Porto Alegre, de 0,42% para 0,48%.
O recuo nos preços dos combustíveis, do gás de botijão e na taxa de água e esgoto residencial foi o maior responsável pela desaceleração da inflação semanal. Os itens que apresentaram as maiores altas no período foram alimentos, roupas e remédios.
A nível nacional, o IPC-S de 15 de abril também desacelerou para 0,23%, ante a taxa de 0,30% registrada na semana anterior, conforme a FGV havia divulgado nesta segunda-feira.
O IPC-S tem como referência os preços de cerca de 450 produtos e serviços usados por famílias que ganham até 33 salários mínimos em sete capitais brasileiras.
Com informações da Ag.Brasil
Brasil é exemplo contra trabalho escravo
O Brasil é considerado um exemplo a ser seguido, porque evoluiu muito no combate ao trabalho escravo, afirmou Patrícia Audi, coordenadora nacional do projeto de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil, da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Durante seminário realizado nesta segunda-feira (17) pelo Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), ela acrescentou que o problema ainda existe em vários setores produtivos, como o da pecuária, o do algodão e da soja.
De acordo com a coordenadora, o setor privado avançou quando assinou, em maio de 2005, o Pacto Nacional contra o Trabalho Escravo, no qual se compromete a não adquirir produtos com origem no trabalho escravo.
“Em relação ao algodão, nós tivemos o apoio da Associação Brasileira de Indústrias Têxteis e de algumas empresas que prontamente aderiram a esse pacto. Aguardamos os resultados do Instituto Algodão Social, criado em Mato Grosso com a intenção de mudar essa realidade”, informou.
Para a organização, explicou, não importam as razões pelas quais as empresas estão aderindo ao pacto, e sim que o trabalho escravo realmente seja extinto: “O trabalho escravo é inconcebível, agride muito mais do que infringir as cláusulas trabalhistas, é a restrição da liberdade de milhares de brasileiros”.
A OIT iniciou um diálogo com as empresas do setor do algodão interessadas na extinção desse tipo de trabalho. Para isso, de acordo com Patrícia Audi, baseou-se na “lista suja” divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, contendo os nomes das empresas que utilizam algodão proveniente de mão-de-obra escrava.
Cerca de 10% das empresas relacionadas nessa lista, acrescentou, estão ligadas ao setor e abrangem em torno de 10% dos trabalhadores resgatados.
Para mudar essa realidade, a coordenadora apontou a atuação do setor público na fiscalização, uma vez que a principal causa da existência do trabalho escravo é a impunidade.
E disse ser necessária ainda a definição de competências para julgamento desses crimes. “Até hoje não temos ninguém na cadeia devido ao trabalho escravo”, disse.
Patrícia Audi ressaltou que o consumidor também deve contribuir, procurando saber quais as empresas que não aderiram ao pacto e exigir delas que o assinem. E exigir a aprovação, no Congresso Nacional, da Proposta de Emenda Constitucional que prevê a expropriação de terras onde forem encontrados trabalhadores em regime análogo à escravidão.
“É inconcebível imaginarmos que essa PEC ainda espera aprovação em segundo turno na Câmara e não teve sua votação garantida”.
As informações são da Agência Brasil.
Campanha Salarial acende o sinal vermelho
Nunca foram tão difíceis as negociações salariais como neste ano. Apesar da boa vontade da Comissão de Negociação do Sindicatos dos Mecânicos em negociar insistentemente, o sindicato patronal não cede e está inviabilizando um acordo que contemple o desejo de uma categoria que envolve 15 mil trabalhadores na região de Joinville (SC). Nesta quarta-feira (19/4), está marcada a assembléia geral do patronal para decidir sobre a proposta financeira e cláusulas sociais. Na próxima sexta-feira – 21 de abril – às 9 horas da manhã, os trabalhadores participam da assembléia geral que vai rejeitar ou aprovar a contraproposta patronal. Enquete encerrada hoje no site mostra o descontentamento da categoria com a não inclusão, por exemplo, de cláusulas sociais: 82% dos internautas não consideram correta a posição dos patrões.
Durante esta semana, estão sendo entregues 8 mil informativos em todas as fábricas da categoria, convocando os trabalhadores para a assembléia geral. O esforço é ampliado com a veiculação de chamadas em três rádios e uma emissora de televisão popular. Também o caminhão de som vai estar presente diariamente, em todos os turnos, informando aos trabalhadores da atual situação da negociação salarial. “Os trabalhadores estão ansiosos pelo resultado da negociação, e impacientes com a recusa patronal em aceitar um reajuste digno. Da nossa parte, vamos insistir até o último momento por uma proposta decente para apresentar à categoria”, informa o presidente João Bruggmann.
A data-base da categoria é 1º de abril, e desde o dia 16 de fevereiro a proposta do Sindicato está nas mãos do patronal.
Empresários neoliberais e o choro da China
Vira e mexe, o tema da redução dos custos do trabalho vem à tona. Agora, quando a negociação coletiva está em andamento, ouvimos repetidas vezes que não há condições de reajuste salarial, não há como melhorar cláusulas sociais, é impossível valorizar o trabalhador porque os custos trabalhistas impedem, etc e tal. A velha, batida e já recusada fórmula neoliberal, segue servindo de base para se tentar a continuidade da exploração dos trabalhadores. Acrescentada também por valorizações ou desvalorizações do dólar, e mais recentemente, da concorrência dos produtos chineses, o que chamamos de choro da China.
O mito dos custos do trabalho não se sustentam. O recente livro do sociólogo Adalberto Cardoso, do Iuperj – “As normas e os fatos. Desenho e efetividade das instituições de regulação do mercado de trabalho no Brasil”, desmonta a tese de que as leis trabalhistas encarecem produtos e inviabilizam a geração de empregos. Em sua pesquisa, o sociólogo apresenta dados sobre custos de dispensa de um trabalhador com três anos de casa: no Brasil é de 90 dias de salário; no México chega a 186 dias, e no Chile, um dos países latinos que os neoliberais vez por outra citam para contrapor ao caso brasileiro, 180 dias. E tem mais: o professor Adalberto Cardoso chega ao limite do que se chama de encargos trabalhistas externos ao salário, que não passam de 67,2% do salário nominal. Muito menos do que alardeiam alguns promotores neoliberais, de 103,46% sobre o valor pago ao trabalhador.
Para alguns empresários e apologistas neoliberais, férias, FGTS e até descanso semanal remunerado são considerados custos, quando na verdade são, isto sim, remuneração do trabalhador, pelo seu trabalho, e não apenas um benefício, como gostam de alardear os empresários que não vêem seus funcionários como seres humanos. O economista Marcio Pochmann, um dos mais renomados estudiosos do mundo do trabalho, ressalta há tempos que as relações de trabalho já foram flexibilizadas no Brasil, durante o desgoverno de FHC, com a implantação do contrato temporário de trabalho, banco de horas e outras invenções que, até hoje, não resultaram nas promessas de geração recorde de empregos. Pelo contrário, o que se viu nos oito anos de governo do PSDB e PFL foi um índice altíssimo de desemprego.
Agora, a moda é invejar a China. Entendem esses pensadores neoliberais que o país asiático agora é a modernidade, pois a mão de obra é baratíssima, para não dizer escrava, além de praticamente não existirem leis de proteção ao trabalhador. Ou seja, o paraíso neoliberal é a volta da escravatura, com pagamento de salários baixos, extinção de direitos trabalhistas, enfim, a barbárie que acontecia após a revolução industrial. Para esses “empresários”, oferecemos algumas dicas para melhorar a competividade de suas empresas: a redução das margens de lucros para níveis compatíveis e racionais; quebra do cartel salarial na categoria, que impede a valorização do profissional por sua capacidade e profissionalismo; redução da jornada de trabalho sem prejuízo dos salários; participação nos lucros da empresa sem a imposição de metas impossíveis de serem atingidas; alimentação adequada aos trabalhadores, entre outras sugestões.
É preciso que os empresários que pensam atrasado, e ainda usam o choro da China para tentar sensibilizar trabalhadores e governos, passem a respeitar os seus funcionários. Que passem a vê-los como parceiros, e não inimigos de seus negócios. Que deixem de ganhar demais e investir em fazendas e carrões importados, e passem a investir na força de trabalho que gera renda, mas também lucros. E que passem a respeitar definitivamente seus trabalhadores, garantindo aumentos reais nos salários, e não a atual política de negar sempre os seus ganhos, negar sempre o valor de cada trabalhador.
A Diretoria
Site supera o número de 2 mil visitas
O site do Sindicato dos Mecânicos superou a marca de 2 mil visitantes no mês de março. Exatos 2009 pessoas visitaram a página, surpreendendo até o mais otimista dos diretores da entidade. Dos visitantes, quase 900 acessaram pela primeira vez. A média diária de acessos é de 64 visitas, que ficam por até 9 minutos navegando pelas áreas disponíveis.
Outro dado interessante é quanto a visitas internacionais. Em média, 29% dos visitantes são de origem estrangeira, sendo a maioria oriundos dos Estados Unidos, Portugal e Holanda. As áreas mais visitadas são os quadros “Destaques” e “Notícias”, o que comprova o acerto da diretoria em apostar em uma ferramenta interativa e informativa.
Provavelmente ainda no mês de maio, o site terá suas notícias e informações atualizadas diariamente, privilegiando assim os visitantes assíduos e que têm sede de informação relevante, rápida e atualizada. Quem quiser receber a newsletter, só precisa se cadastrar no espaço de cadastro, na página inicial, e receberá as novidades em seu e-mail. A meta até o final de 2006 é chegar a 3 mil acessos por mês.