Arquivo de abril 21st, 2006

Assembléia aprova 5,65% de reajuste salarial

Publicado por admin 21 abril, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Reunidos na manhã de sexta-feira (21/4) às 9 horas, em assembléia geral, os trabalhadores da categoria mecânica de Joinville e região resolveram aprovar a contraproposta patronal de reajuste salarial, de 5,65%. Com este índice, a categoria garante ganho real de 36,14% sobre a inflação do período entre abril e março deste ano, medida pelo INPC, que foi de 4,15%. O piso salarial também foi aumentado. Para empresas com até 60 funcionários, o piso passa de R$ 340,00 para R$ 370 na contratação. Depois de seis meses, o piso passa para R$ 403,00. Empresas com mais de 60 funcionários, passam a pagar o piso de R$ 513,00. O piso nestas empresas, que era de R$ 484,00, teve reajuste de 6%.

Apesar da aprovação, a decisão não foi unânime, com muitas críticas ao sindicato patronal em virtude da falta de valorização dos trabalhadores, uma situação que a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville e Região já constatava nas consultas as bases nas fábricas. Empresas como a Busscar e a Duque, grandes empresas do ramo metalmecânico, anteciparam um aumento de 6% nos salários de seus funcionários, atingindo quase 4 mil trabalhadores. Uma diferença que mostra alguma divisão de interesses no setor patronal da categoria.

Para o presidente do Sindicato, João Bruggmann, que comanda uma categoria que representa cerca de 15 mil trabalhadores em um universo de mil empresas, o resultado só foi possível graças a insistência da comissão de negociação laboral. “O patronal iniciou as negociações com um atraso de um mês após a entrega da nossa proposta. A primeira oferta foi de ridículos 1,1% sem inflação do período, uma gozação para com os trabalhadores. Mas não desistimos. Continuamos agindo, negociando, chegamos ao índice da inflação, e finalmente, depois de muita pressão, o patronal assumiu pagar 1,5% de ganho real. É pouco ainda se compararmos com os altos lucros das empresas, mas temos muita responsabilidade para com os trabalhadores. Levamos à assembléia e os companheiros aprovaram”, revelou Bruggmann.

A assembléia iniciou às 9:30 horas com a presença de aproximadamente 250 trabalhadores no auditório do Sindicato, no centro de Joinville. Abriram os trabalhos o presidente da Federação dos Metalúrgicos da CUT SC/PR, João Batista Souza e o presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann, que explicaram o andamento das negociações em todo o Estado, as dificuldades encontradas, e a importância dos ganhos reais sobre os salários. “Na época da inflação alta, os trabalhadores achavam que ganhavam muito dinheiro ao receber 20, 30% de aumento. No dia ou mês seguinte, a inflação superava o reajuste, o que não adiantava nada”, explicou João Batista. O presidente João Bruggmann apresentou um quadro com todos os índices inflacionários, de 1999 até 2006, os reajustes conquistados, bem como os ganhos reais sobre a inflação. “Em sete anos, conseguimos garantir 7,83 pontos de ganho real sobre a inflação do período. Em uma economia com inflação baixa, é um resultado expressivo e verdadeiro para o bolso do trabalhador”, ressaltou.

Além do reajuste de 5,65% sobre os salários, o Sindicato conquistou a inclusão de uma nova cláusula social na convenção coletiva: a pré-aposentadoria para trabalhadores que estejam a apenas dois anos para se aposentar, e que tenham mais de 10 anos de casa. Isto significa que se o trabalhador não poderá ser demitido sem justa causa quando estiver próximo de encerrar sua participação e garantir o descanso tranquilo depois de longos anos de trabalho.

Os pisos salariais também foram reajustados em 8%. Outra novidade foi a garantia de reajuste integral a todo trabalhador que tiver sido contratado no período, quando ele for oriundo de empresas da categoria, já que anteriormente este benefício não constava da convenção coletiva. Todas as outras cláusulas sociais já pré-existentes foram mantidas. Como a data-base da categoria é 1º de abril, todos os cerca de 15 mil trabalhadores vão receber na folha de pagamento deste mês, a ser paga no início de maio, o reajuste de 5,65%.

“Não temos dados para demonstrar o quanto isso vai representar na massa salarial dos mecânicos, mas certamente vai injetar alguns milhões a mais na economia da cidade. Um dia os empresários vão compreender que o trabalhador não é um inimigo da empresa, e sim o principal participante do sucesso dela. Toda a valorização, representada por reajuste digno, que vai para o bolso do trabalhador, retorna à economia e também para as empresas. Terminamos mais esta campanha salarial com o dever cumprido com toda a categoria mecânica”, finalizou o presidente João Bruggmann.

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Ganhos reais sobre a inflação chegam a 12,23%

Publicado por admin 21 abril, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

O Brasil vem passando por uma mudança econômica positiva, com juros baixando, inflação também em baixa, sendo que em alguns meses chega até a haver deflação, fenômeno que demonstra a queda de preços. Algo inimaginável há alguns anos, quando diariamente as donas de casa ficavam apavoradas com o aumento de preços. Só que essa mudança econômica ainda é imperceptível por boa parte da população, principalmente os trabalhadores.

Pensando nisso, a diretoria do Sindicato apresentou durante a assembléia geral, um quadro explicativo (foto página inicial), mostrando todos os índices de inflação, reajustes e o resultado positivo ou negativo (ganhos reais ou perdas). Em sete anos, a luta dos dirigentes sindicais e trabalhadores se mostra bastante positiva: 12,83% de ganho real sobre toda a inflação do período (1999/2006). Neste período, os trabalhadores repuseram 68,85% sobre os salários, contra uma inflação de 61,02%, um ganho real de 7,83 pontos percentuais. A iniciativa foi importante para explicar aos trabalhadores a importância de se garantir ganhos reais para os salários, e não mais números altos de reajuste, como no passado, que no dia seguinte viravam pó diante da inflação alta.

“É importante mostrar os índices para que o trabalhador entenda melhor o que estamos aprovando ou rejeitando. Não ficamos felizes com o índice de reajuste, mas foi uma conquista levando em consideração a falta de interesse do patronal em valorizar o trabalho da categoria. A nossa luta vai continuar, agora com outras estratégias, mas com o mesmo objetivo: conquistar melhores salários, condições de trabalho e valorização dos trabalhadores da categoria mecânica”, explica o presidente João Bruggmann.

A convenção coletiva vai agora ser assinada pelas partes (laboral e patronal), e depois será enviada para homologação junto à Delegacia Regional do Trabalho – DRT, em Florianópolis (SC). Quem tiver interesse em conhecer a nova convenção coletiva, pode entrar em contato com o Sindicato pelo telefone 0800.726.1198, e solicitar cópias.



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