Arquivo de abril 26th, 2006

1º de Maio, dia de reflexão contra neoliberalismo

Publicado por admin 26 abril, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

A diretoria do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região não poderia deixar de parabenizar a todos os trabalhadores e trabalhadoras pela passagem do Dia do Trabalhador, comemorado na segunda-feira – 1º de maio. Nossa luta reflete as necessidades de cada trabalhador e trabalhadora em relação à valorização profissional, melhores salários, respeito a seus direitos trabalhistas, e tantos outros. Por isso nosso esforço sempre é no sentido de trazer cada um a participar mais ativamente da vida sindical, pois a união de toda a categoria, e de todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil pressiona e conquista as mudanças que almejamos.
 


Como defensores dos direitos de cada trabalhador e trabalhadora, somos como um escudo, enfrentando as investidas de parte da sociedade, preconceituosa, dominadora, uma elite poderosa, que insiste em cada vez mais ter para si, sem pensar na distribuição de renda, igualdade, solidariedade. Como escudos de uma tropa invencível, se unida, não nos contentamos em apenas defender o que é nosso, mas também lutar para que nunca mais se tente flexibilizar direitos dos trabalhadores, como já foi feito no Governo FHC, do PSDB e PFL, de tão triste memória para o País. Mudanças na previdência social prejudicam os trabalhadores até hoje. O Banco de Horas e o contrato temporário de trabalho também são criações, verdadeiras aberrações, que impedem a verdadeira independência do trabalhador brasileiro.
 


Esta reflexão, neste momento em que comemoramos mais um Dia do Trabalhador, se faz necessária para que retomemos a nossa luta contra a tentativa de retorno dos neoliberais ao poder central no Brasil. Disfarçadamente, com um discurso diversionista que busca confundir a opinião pública, criando uma falsa impressão de descontrole no comando do Governo Federal, ocupado por um legítimo representante do sindicalismo brasileiro, eles reaparecem. Travestidos de moralistas, éticos e altamente competentes em gestão, os neoliberais buscam voltar a comandar o País, e a partir daí reiniciar a implantação da ALCA, privatizar tudo o que sobrou do patrimônio brasileiro, desmontar o Estado para que possam também fazer tudo o que desejarem sem qualquer impedimento. Eles sonham em cortar todos os nossos direitos, como FGTS, férias, décimo-terceiro salário, pagamento por horas-extras. Tudo em nome de um falso desenvolvimento. Afinal, eles tiveram oito longos anos de administração e comprovaram, sim, que são muito competentes, mas em transferir a renda nacional para os mesmos de sempre. Mas nós estamos atentos, vigilantes, e conclamamos a todos os trabalhadores e trabalhadoras para que lutem juntos contra esta tentativa de retorno neoliberal.


 


O Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu ainda fazer todas as mudanças necessárias que nós, trabalhadores e trabalhadoras, esperávamos. Mas é certo também que temos hoje outro tratamento do governo federal. Somos recebidos, ouvidos, sentamos a mesa para negociar. Não deixamos de pressionar e mobilizar por mudanças. Conquistamos aumentos substanciais ao salário mínimo, que já atinge R$ 350,00 depois de tantos anos penando. Também a tabela do Imposto de Renda foi reajustada, privilegiando a classe média, que já não agüentava tanto arrocho. Graças ao presidente Lula a ameaça que rondava nossos direitos trabalhistas, que estava no Congresso em uma lei proposta por FHC e seus amigos, foi retirada de pauta. Avançamos bastante, mas temos ainda muito a lutar para fazer valer a nossa força de trabalho para o Brasil. E não é com a volta dos neoliberais que vamos conseguir.


 


Entendemos que todos os dias são dias do trabalhador. Afinal, todos os dias um operário ou operária sai de casa e vai produzir a riqueza nacional nas fábricas em todo o País. Com este entendimento, vamos continuar a lutar contra os interesses neoliberais que estão bem representados no Congresso Nacional. Queremos conquistar a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem prejuízo aos salários, provocando assim mais contratações e geração de empregos. Vamos continuar pressionando pelo fim do Banco de Horas e o Contrato Temporário de Trabalho. Queremos a Reforma Sindical aprovada, e com ela poder instalar as Comissões de Fábrica, que darão a necessária liberdade de associação sindical aos trabalhadores. Quem sabe o presidente Lula não dá mais um presente aos trabalhadores e trabalhadoras legalizando o funcionamento das Centrais Sindicais em todo o Brasil?


 


Após esta reflexão que indicamos a todos, só temos a pedir a cada um que se uma ao Sindicato, associando-se e participando ativamente da luta dos trabalhadores. E além de parabenizar mais uma vez todos os companheiros e companheiras, dizer: Viva o trabalhador brasileiro!


 


A Diretoria

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