Arquivo de maio, 2006
Greve paralisa INSS por três dias em 19 estados
Brasília - Os funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 19 estados e no Distrito Federal estão em greve desde hoje (30). A paralisação vai durar três dias, em protesto ao não cumprimento, pelo governo federal, do acordo assinado durante a greve de 2005.
Se as reivindicações não forem atendidas, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Pedro Luís Totti, disse não descartar a possibilidade de mobilização por tempo indeterminado. “A nossa base está chamando a greve para alertar o governo no sentido de que as coisas precisam começar a acontecer porque, se não, não vamos ter outra alternativa senão começar a discutir a greve por indeterminado”, disse em entrevista à Agência Brasil.
Segundo ele, como a paralisação termina na sexta-feira (2), as agências do INSS estão com as portas totalmente fechadas. Nem mesmo os serviços mínimos, como perícia médica, estão funcionando. “São três dias, então, não fizemos essa discussão de manter os 30% [de atendimento, como determina a legislação]“.
Totti afirmou que os trabalhadores ainda não receberam o reajuste salarial previsto no acordo da paralisação do ano passado, que durou 72 dias. A categoria deveria ter recebido aumento entre 4% e 8% retroativo a fevereiro e de 3% a partir de março, como parte dos 47,11% de reajuste conquistado pela categoria em decisão judicial. A previsão, acrescentou, é que o aumento seja concedido por medida provisória, mas ainda não há informação sobre a data de publicação.
De acordo com o diretor, o plano de carreira também não foi aprovado pelo governo. “Por enquanto, não tem nenhuma sinalização que o acordo será cumprido”, afirmou. “Estão sendo feitas reuniões para discutir essa carreira faz seis meses, mas até agora, de concreto, não conseguimos avançar em praticamente nada nessas discussões”.
Segundo Totti, confirmaram em assembléia a adesão ao movimento os seguintes estados: Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Sergipe, Bahia, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Amazonas, Rio Grande do Norte, São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Goiás, e o Distrito Federal. O levantamento sobre o índice de participação dos funcionários ainda está sendo feito. No próximo sábado (3), a coordenação do movimento deve se reunir para avaliar os resultados da paralisação.
São Paulo – Os previdenciários aguardam do ministro da Previdência, Nelson Machado, a apresentação de um plano de carreira para a categoria por parte do governo e querem participar das decisões finais de sua formulação. Além disso, querem discutir a reposição das perdas salariais, segundo um dos diretores do sindicato da categoria em São Paulo (Sinsprev), José Rubens Decari.
Segundo Decari, os previdenciários reivindicam a adoção de um plano de carreira há cerca de 20 anos. Após a greve do ano passado, o governo criou um grupo de discussões em que os previdenciários apresentaram uma proposta, discutida nacionalmente, mas na última reunião sobre o assunto, teriam sido informados que suas participações seriam apenas consultivas. “Ontem, nós tivemos uma primeira audiência com o ministro Nelson Machado. Ele, aparentemente, colocou que desconhecia isso e ficou de nos dar uma resposta”, disse.
O sindicalista disse a categoria realiza uma paralização de 72 horas para pressionar o governo. “Queremos discutir as propostas que foram feitas pela categoria a nível nacional”, afirma Decari. Sobre as reposições de salários concedidas pelo atual governo nos anos anteriores, Decari diz que vieram na forma de gratificações. “Essas gratificações podem ser retiradas a qualquer momento pelo Supremo Tribuna Federal, e elas são variáveis em termos de produtividade; os aposentados recebem menos dos que estão na ativa. Queremos ter essas gratificações incorporadas, ter um piso salarial decente e ascensão funcional”, cobrou.
O ministro da Previdência Social, Nelson Machado, afirmou que o ponto dos funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que estão em greve deve ser cortado. “O corte de ponto já é dado com um dia, dois dias. O corte de ponto já é feito. Isso é da lei, e vamos cumprir a lei”, disse.
Machado disse estar surpreso com a greve iniciada pelos funcionários do INSS em 19 estados e no Distrito Federal. A paralisação deve durar mais dois dias. Segundo Machado, o governo desde o início do ano já reajustou os salários – a medida estava prevista no acordo que terminou com a greve no ano passado.
Outra reivindicação dos grevistas é o plano de carreira da categoria. O ministro respondeu que, no acordo de 2005, o governo teria prazo até o dia 30 de junho deste ano para apresentar o plano de carreira. “Avaliamos que é uma greve injusta, todas as cláusulas que nós negociamos com as federações foram cumpridas. Estamos fortemente empenhados na construção de uma carreira dos servidores da previdência e do INSS”, disse.
Com informações da Agência Brasil
CUT denuncia projeto sobre a “terceirização”
Em tramitação na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comercio (CDEIC) da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 4.330/2004, que dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho decorrentes, “atenta contra os direitos dos trabalhadores”. A proposição é do deputado Sandro Mabel (PL/GO). Na avaliação da CUT, “o projeto tira a co-responsabilidade do empregador e dos usuários da terceirização sobre os trabalhadores das empresas terceirizadas, transferindo a essas suas obrigações”. O projeto é altamente prejudicial aos trabalhadores, pois altera todo o conceito de empresa preponderante, que tem a obrigação de manter sob sua responsabilidade as relações de trabalho dos empregados envolvidos nas atividades meio e fim da empresa. Dessa forma, quem fica responsável pelas relações de trabalho é a empresa terceirizada. Caso seja aprovada na CDEIC, a proposição deverá passar em seguida pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) e pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). A reunião será nesta quarta-feira, 31/5, às 10h.
Com informações da Ag.CUT
Metalúrgicos entram em greve na Volkswagen
Os 12.400 trabalhadores da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), vão fazer uma greve de 24 horas nesta quarta-feira, dia 31, em protesto contra o anúncio de 3.672 demissões só nesta fábrica, até 2008. A empresa pretende ainda fazer uma série de cortes em direitos adquiridos pelos trabalhadores em um grave desrespeito à legislação brasileira. A fábrica de São Bernardo produz 960 veículos por dia (Fox Europa, Gol, Kombi, Santana, Polo Reti e Sedan).
Será feita uma assembléia no pátio dos ônibus da Volkswagen às 6h40 e depois haverá uma passeata com o objetivo de mostrar à população que as demissões da empresa também vão repercutir no comércio local e afetam toda a cadeia de produção. Para cada trabalhador de montadora, existem outros 47 empregados em 27 setores da economia envolvidos na produção de um veículo.
A greve vai acontecer simultaneamente nas fábricas de São Bernardo e Taubaté, em São Paulo; e São José dos Pinhais, no Paraná. A Volkswagen do Brasil emprega mais de 21 mil funcionários e anunciou que pretende demitir 5.773 trabalhadores.
Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Busscar: empregos gerados superam números de 2003
A imagem que está estampada na abertura da notícia no site mostra o auge da crise da Busscar, no final de 2003, quando a empresa estava prestes a fechar as portas. Problemas de gestão e brigas entre sócios levaram uma das maiores fábricas de Joinville e do estado de Santa Catarina a demitir, entre fins de 2003 e início de 2004, cerca de 1,1 mil trabalhadores. Hoje, graças a participação responsável e decisiva do Sindicato dos Mecânicos, apoio de algumas lideranças políticas e comunitárias, e liberação de recursos federais pelo Governo Lula, a Busscar já gerou 1 mil e 672 empregos, superando o número de trabalhadores que tinha em 2003.
Estes dados foram informados pela diretoria da Busscar à diretoria do Sindicato dos Mecânicos, e faz parte da política de transparência e participação dos trabalhadores no processo de recuperação da empresa. No final de 2003 e início de 2004, havia rumores de que o Sindicato iria promover uma mobilização da categoria para cobrar salários, e caso não fossem pagos, inviabilizar o que restava da produção, fechando definitivamente a fábrica. De forma moderna, e preocupada em garantir os empregos e o sustento de milhares de famílias, a diretoria do Sindicato optou pela negociação, e o resultado que se vê ratifica o acerto da decisão. Novos empregos que garantem a movimentação econômica forte em Joinville e região.
Segundo o presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann, a Busscar produziu ano passado (2005), 3.225 ônibus e faturou R$ 450 milhões. Em 2006 a projeção é fechar o ano com 4,2 mil unidades produzidas, que representarão R$ 570 milhões de resultado. O otimismo com o novo modelo de gestão permite à Busscar planejar até 2007: produzir 4,6 mil ônibus e chegar a R$ 660 milhões de faturamento.
“Mensalmente a direção da empresa nos chama para mostrar a quantas anda o negócio, produção, metas, problemas. Os trabalhadore são reunidos em grupos de 500, quando tudo também é explicado. A recuperação da empresa é o mais forte exemplo local de que os trabalhadores podem ser parceiros, desde que também tenham seus direitos respeitados e sejam ouvidos”, ressaltou Bruggmann.
Em 2003 a Busscar tinha descido à 5% de participação no mercado nacional. Hoje já está chegando a 22%, voltando a ocupar lugar de destaque na concorrência do ramo de carrocerias. Para João Bruggmann, em um futuro bem próximo, talvez daqui há dois anos, a empresa já poderá reconhecer financeiramente, nos salários ou mesmo com participação nos lucros, o esforço e o voto de confiança que os trabalhadores deram para a retomada da produção.
“Em 2003 nós poderíamos ter fechado as portas da Busscar, já que os trabalhadores estavam dispostos a tudo para verem seus direitos respeitados. Escolhemos o caminho da negociação para manter empregos, e creio que estamos conseguindo resultados bons para tão pouco tempo, ou seja, não só a manutenção de empregos como a geração de novos postos de trabalho. Tenho a convicção de que a empresa saberá recompensar o trabalho de cada companheiro da categoria que se empenhou e garante esta retomada forte da produção”, finalizou Bruggmann.
Compensação de horas só com Assembléia
O Sindicato dos Mecânicos alerta à todas as empresas ligadas ao ramo mecânico que qualquer acordo de compensação de horas sem a realização de assembléia geral com a participação do Sindicato, é ilegal. Só não há obrigatoriedade para as empresas que concederem as horas, por exemplo em feriados ou até jogos da Copa do Mundo, sem cobrá-las depois por meio de realização de horas extras ou atos parecidos. Como estamos entrando em um mês que terá Copa do Mundo e também feriado de Corpus Christi (5/6), muitas empresas estão programando suas atividades. Após realizadas legalmente, a ata de realização é protocolada no Sindicato e Ministério do Trabalho.
Esta semana o secretário Geral, Evangelista dos Santos, vai realizar duas assembléias para tratar destes assuntos nas empresas Somar e Herten. Na semana passada (22/5), a KS Chapelins chamou o Sindicato para mediar a forma de compensação para os jogos do Brasil na Copa, e também sobre o feriado, que será em uma quinta-feira (15/5). Na Somar a assembléia será nesta quarta-feira (31/5) às 13 horas, e a proposta é trabalhar neste sábado (3/6) para folgar dia 16 de junho. Para os jogos da Copa a idéia é antecipar o início do trabalho em duas horas, liberando os trabalhadores mais cedo antes da partida. A Herten ainda não marcou a data da assembléia.
Evangelista alerta ainda os empresários que não estão querendo nem compensar e muito menos liberar os trabalhadores das horas em que a Seleção Brasileira estiver jogando. Segundo ele, o resultado da insatisfação dos trabalhadores é muito maior em possíveis prejuízos. “O empresário que não quer dar folga e nem compensar horas, deixando seus funcionários sem poder assistir aos jogos do Brasil corre riscos desnecessários na produção, prejudica o ambiente de trabalho e também o empenho de cada um para o crescimento da empresa. Afinal, é preciso respeitar a cultura do brasileiro”, destaca o secretário Geral do Sindicato.
Para marcar as assembléias ou obter informações sobre como realizá-las, as empresas devem ligar para 3433.1188 e falar com a Secretaria Geral, com Evangelista ou Jaqueline.
Câmbio: será que o problema é mesmo ele?
Nos últimos meses o debate sobre o câmbio retornou com alguma força, motivado por setores da economia. Exportadores reclamam que perdem dinheiro com o dólar baixo, e usam isso como desculpa para demissões e as chamadas “reestruturações”, que não passam de disfarce para inibir os trabalhadores com o terror do desemprego. O que chama a atenção neste debate é que, quando o dólar estava supervalorizado frente ao real, os mesmos empresários não só não reclamavam, como também não distribuíam seus lucros com os trabalhadores. Será que o problema é mesmo com o câmbio?
Uma reportagem da revista Istoé desta semana (24 de maio – edição 1909), traz à luz um outro olhar sobre o tema. Com o título “O outro lado da moeda”, matéria assinada por Milton Gamez, a revista mostra que com o real valorizado frente ao dólar reduz as receitas das empresas exportadoras, mas por outro lado, essas mesmas empresas ganham, e não é pouco, com as importações de insumos e equipamentos, já que pagam menos por esses produtos, o que permite maior competitividade no comércio exterior. Segundo a matéria, 70% das compras externas são de matérias primas e bens de capital. Com o modelo atual do câmbio flutuante, quem sai ganhando são os consumidores, já que os preços caem e podem ser adquiridos mais facilmente. Interessante, não?
Ainda bem que existe uma imprensa não engajada no projeto neoliberal, que consegue produzir matérias isentas e com um ponto de vista diferenciado. Na grande maioria dos jornais, os destaques são para a repetição pura e simples do discurso de alguns setores da economia, que reclamam de altos prejuízos e que por isso, têm de demitir trabalhadores. Já abordamos neste espaço que alguns empresários defendem o modelo chinês de desenvolvimento, ou seja, ausência de direitos trabalhistas e representatividade sindical, jornadas de trabalho escravas de até 14 horas diárias, enfim, o modelo explorador da mão de obra pelo capital. Até empresa que se diz joinvilense tem transferido parte da produção para a China, gerando empregos e impostos lá, contando inclusive com o apoio do Prefeito, que foi aplaudir a ação no outro lado do mundo, detalhe, com dinheiro público. O nosso dinheiro, arrecadado com nossos impostos.
Nos últimos três anos, o real valorizou 37% em relação ao dólar. Em 2005, as exportações brasileiras somaram US$ 118,3 bilhões, e até a primeira quinzena de maio deste ano, este número já chega a US$ 43,6 bilhões. As importações, neste início de ano, chegaram a US$ 29,2 bilhões. Outro dado importante e revelador: 9 das 10 maiores exportadoras do país estão entre as maiores importadoras. Por isso, novamente questionamos: será que o problema é o câmbio? Se o modelo é tão ruim mesmo, porque as exportações não caem, mesmo com o dólar tão baixo, como reclamam alguns setores? Onde estavam estes mesmos setores quando o dólar estava nas alturas? Por quê não choravam? Será porque o silêncio garantiu o embolso de lucros enormes?
O fato é que a política econômica do Governo Lula, apesar de ainda não ser a dos sonhos dos trabalhadores, é muito melhor que a dos oito anos de Fernando Henrique, capitaneado pelo PSDB e PFL. Além de queda do risco país, recordes na balança comercial, acerto da distribuição de renda através do bolsa-família, aumento dos recursos para habitação, agricultura e tantos outros, o dado mais forte foi divulgado nesta terça-feira (23/5), a geração de mais 569 mil e 506 postos formais de trabalho. Até agora, quase 4 milhões de empregos formais foram criados no Brasil em apenas três anos, contra apenas 700 mil de FHC em oito anos. Enquanto isso, empresas que se dizem nacionais transferem produção para países exploradores da mão de obra. Será que é o câmbio mesmo que incomoda a estes setores? Fica aos leitores a reflexão.
A Diretoria
Volks será paralisada por 24 horas
Durante 24 horas da próxima semana, 21,7 mil empregados da Volkswagen do Brasil cruzarão os braços em São Bernardo, Taubaté e São José dos Pinhais (PR). Com a paralisação, sem data definida, aproximadamente 2,7 mil veículos deixarão de ser produzidos em resposta à ameaça de corte de 5.773 trabalhadores e ao plano de reestruturação anunciado pela montadora.
As fábricas de motores em São Carlos e ônibus e caminhões em Resende (RJ) participarão do movimento, com protestos de apoio. Atos públicos também estão previstos nas cinco cidades. Além disso, semanalmente serão realizadas as mesmas atividades em todas as plantas da Volks no Brasil.
A decisão foi tomada segunda-feira por sindicalistas das cinco unidades da multinacional no país, reunidos em São Bernardo. As lideranças dos trabalhadores também redigiram um documento, a ser entregue nesta terça-feira a diretores da Volks, rejeitando negociar separadamente a situação de cada fábrica.
Segundo os sindicalistas, a montadora marcou para esta terça-feira reuniões em São Bernardo e Taubaté, no dia 25 em Curitiba e 30 em São Carlos. ‘Recusamos discutir em separado. Queremos uma mesa comum’, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT), José Lopez Feijóo.
A paralisação da produção nas três das cinco fábricas da Volks no país, segundo Feijóo, inicia o processo de mobilização dos trabalhadores. ‘Estamos em luta para reverter a reestruturação, e uma batalha de longo prazo’, indicou o sindicalista. ‘Não vamos negociar demissões nem perda de direitos’, frisou.
Na avaliação do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (filiado à CUT), Valmir Marques da Silva, o Biro-Biro, outras fases da reestruturação serão prejudiciais aos trabalhadores. ‘Depois das demissões, vem redução com custo de mão-de-obra, alterando valores de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados), planos de saúde, alimentação e transporte.’
Na quinta-feira passada, empregados de São José dos Pinhais paralisaram as atividades por duas horas em protesto a demissões de 69 trabalhadores do dia 2 a 18 deste mês. ‘A empresa já tem processo de redução de custos antes mesmo de discutir com sindicato’, avalia o vice-presidente do Sindicato da Grande Curitiba (filiado à Força Sindical), Cláudio Grann.
Global – O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, que esteve reunido no México com sindicalistas de plantas da Volks no mundo, anunciou a confecção de adesivos com frase contra o plano de reestruturação.
Vicentinho se reúne com o BNDES para discutir crédito à Volks
O metalúrgico e deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT-SP), o Vicentinho, encontrou segunda-feira o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Demian Fiocca, em São Paulo, para discutir o empréstimo de R$ 497,1 milhões concedido pelo órgão estatal à Volkswagen.
Segundo informações obtidas pela parlamentar no banco, os recursos correspondem a 54% do investimento na produção dos modelos Fox e CrossFox e na modernização das plantas de São Bernardo, Taubaté e São Carlos.
Com a reunião, Vicentinho quis se certificar de que o dinheiro público não seria destinado ao plano de reestruturação da montadora, que prevê corte de ‘milhares’, conforme divulgado pela companhia. Mas, mesmo com o anúncio de possíveis demissões, o BNDES mantém recursos à montadora.
‘O dinheiro público será destinado para o crescimento da empresa. O BNDES deu garantia de que o recurso não é para financiar demissões. Não posso pedir suspensão do empréstimo porque não quero boicotar o investimento no país’, explicou o deputado Vicentinho.
‘Reestruturação em montadoras é tendência global’
A CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos), da CUT (Central Única dos Trabalhadores), recebeu segunda-feira em São Bernardo líderes sindicais da Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Espanha para a realização do Seminário Setor Automotivo Mercosul-União Européia. Acrescentado de última hora à pauta, o plano de reestruturação da Volkswagen ganhou destaque nas discussões.
Além disso, o presidente da CNM, Carlos Alberto Grana, explica que o evento tem o objetivo de diagnosticar o setor automotivo no Mercosul e Europa, avaliando, por exemplo, tendências do mercado mundial. ‘Os planos de reestruturação de diversas companhias são globais’, considera o sindicalista.
O encontro, segundo Grana, promove também a criação de redes de comunicação entre os trabalhadores. ‘Queremos maior cooperação entre confederações e comissões para estimular a integração, como o caso do Comitê Nacional de Trabalhadores da Volkswagen. Precisamos de comitês em outras empresas’, disse o presidente da CNM.
Fonte: CNM
Gerente Executivo do INSS visita Sindicato
O gerente executivo do INSS em Joinville (SC), Luis Fernandes, esteve em visita ao Sindicato dos Mecânicos na última sexta-feira (19/5) acompanhado de alguns servidores do órgão federal. Fernandes veio trazer notícias sobre alguns assuntos relacionados à procedimentos na área de benefícios, e pedir apoio para a divulgação dos serviços via internet oferecidos.
Benefícios como o auxílio-doença, por exemplo, podem ser solicitados via internet, evitando assim que o segurado precise se deslocar até a agência para realizar o pedido. Para agendar a perícia, o segurado entra no site www.previdencia.gov.br e marca o dia, hora e local para ser atendido, e assim só precisa comparecer na agência para a realização do exame. Segundo Luis Fernandes, se sindicatos e empresas divulgarem e apoiarem a iniciativa, as filas podem ser reduzidas drasticamente.
O presidente João Bruggmann disse que o sindicato vai se estruturar para oferecer o acesso à internet para os associados e trabalhadores da categoria, já que grande parte não tem acesso à internet, e muitas vezes não sabem usar o computador. Bruggmann também cobra dos setores de recursos humanos das empresas o oferecimento desta ajuda aos funcionários, já que todas elas têm internet e podem realizar esta ação que beneficia ao trabalhador, e também ao órgão federal.
Luis Fernandes também deixou informações sobre os novos procedimentos adotados na área de benefícios. O memorando circular 17 – INSS/DIRBEN, de 6 de abril deste ano, orienta, entre outras coisas, sobre a análise de períodos sujeitos as condições especiais e categoria profissional. Segundo o memorando, quando da análise do Equipamento de Proteção Individual (EPI), e níveis de pressão sonora, deve ser solicitado à empresa a apresentação de documentos que comprovem as condições de funcionamento, validade e certificado de aprovação do EPI. Caso a empresa não comprove todas as condições exigidas, será considerado o período, ainda que o uso de EPI atenue a exposição.
O Sindicato está estudando todas as novas determinações para fiscalizar e cobrar junto às empresas as novas medidas, em proteção a todos os trabalhadores.
País gera quase 570 mil empregos formais este ano
Em abril, foram gerados no país 229.803 empregos com carteira assinada. Este é o melhor quadrimestre da série histórica do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged) – de janeiro a abril de 2006, os novos postos de trabalho somam 569.506. Nos últimos 12 meses, foram gerados no país 1.265.170 postos de trabalho. Entre janeiro de 2003 e abril de 2006, o total chega a 3.992.196.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Para ele, o desempenho favorável do quadrimestre é atribuído a fatores sazonais relacionados ao agronegócio, potencializados pelos efeitos positivos da balança comercial, da redução da taxa de juros e de medidas de incentivo à construção civil.
Crescimento - Os setores que mais cresceram nos primeiros meses do ano foram os serviços, com a geração de 231.327 empregos, e a indústria de transformação, responsável pela criação de 146.509 vagas. Em terceiro lugar está a agropecuária, que gerou 71.796 postos, seguida pela construção civil, com a abertura de 54.068 vagas – o melhor resultado do setor para o quadrimestre, desde a criação do Caged.
Em abril, o principal responsável pela expansão do emprego foi o setor da indústria de transformação. Foram geradas 78.481 vagas, número bem próximo ao melhor desempenho do setor, registrado no mesmo mês de 2005 (+ 79.495 postos). Todos os ramos da indústria de transformação contribuíram para esse resultado favorável, mas o destaque foi a indústria de produtos alimentícios, que gerou 48.675 empregos com carteira assinada.
O setor de serviços foi outro que apresentou o segundo melhor resultado para abril, com a criação de 72.627 postos. Desse total, 24.814 foram criados no ramo de administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos e profissionais, enquanto 17.347 foram gerados pelos serviços de alojamento, alimentação, reparação e manutenção.
Os demais setores também apresentaram resultado positivo. A agricultura foi responsável por 32.718 vagas em abril e 71.796 no primeiro quadrimestre, especialmente nas atividades relacionadas à cana-de-açúcar. Tanto no mês quanto no ano, a agricultura foi o terceiro setor que mais criou empregos. O comércio gerou 26.656 postos em abril, revertendo o resultado negativo de março, quando foram fechadas 8.573 vagas. E a construção civil também obteve um desempenho positivo, com a criação de 12.628 empregos.
Em termos geográficos, os destaques no crescimento de emprego são as regiões Sudeste (+ 164.296 postos) e a Nordeste (+ 12.721). Já na Região Sul, foram criados 34.923 postos; na Região Centro-Oeste, 11.356 e, no Norte, 6.507 empregos celetistas. Os estados com saldos positivos mais expressivos foram: São Paulo (+107.735 vagas), Minas Gerais (+29.990 postos), Paraná (+20.330 postos) e Rio de Janeiro (+18.293 vagas).
Já o conjunto das nove regiões metropolitanas foi responsável, em abril, pela ampliação de 64.963 postos de trabalho com carteira assinada. As áreas metropolitanas de São Paulo (+30.574 postos) e Rio de Janeiro (+12.918 postos) foram as que evidenciaram maior dinamismo. No interior dos estados desses aglomerados urbanos foram gerados 130.500 empregos, com destaque para o interior de São Paulo (+77.161 postos) e de Minas Gerais (+24.166 postos) O bom desempenho dos municípios não integrantes das regiões metropolitanas pode ser atribuído à agroindústria.
O dados podem ser acessados no seguinte endereço eletrônico: http://estatistica.caged.com.br/
Com informações do MTE
INSS não pode tirar auxílio-doença sem perícia
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A Justiça Federal determinou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que, antes de cancelar o auxílio-doença, sempre submeta o beneficiário à perícia médica para verificar se persiste ou não a incapacidade para o trabalho ou para a atividade habitual. |