Arquivo de julho 18th, 2006
Joinville sedia evento sobre Assédio Moral dia 24
No Brasil, estima-se que pelo menos 40% dos trabalhadores e trabalhadoras já sofreram algum tipo de violência moral. O assédio moral tem se transformado em mais um problema de saúde pública. O Iº Encontro foi realizado em Jaraguá do Sul no mês de março.
Especialistas sobre o assunto, como os doutores Theo de Oliveira – Médico do Trabalho, ergonomista e assessor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – e José Roberto Heloani – Especialista em Psicologia do Trabalho e Assédio Moral, e doutor em Psicologia Social da PUC/SP, estarão apresentando estudos e conversando com sindicalistas, médicos, advogados, sociólogos e outros profissionais da saúde.
Maiores informações pelo telefone: (47) 3433.6224 – FEMCUT SC/PR.
Dieese: estimativa de crescimento do PIB é de 4%
No início de 2006, a economia brasileira manteve comportamento aquecido e o PIB – Produto Interno Bruto – registrou alta de 1,4% no primeiro trimestre. Ao contrário dos últimos anos – quando as exportações determinavam o ritmo econômico – em 2006 o crescimento foi impulsionado pelo mercado interno. Para isso contribuíram: a continuidade da queda na taxa de juros, a expansão do crédito e conseqüente elevação do consumo interno; o aumento da capacidade de consumo das faixas de menor rendimento; crescimento na indústria e na construção civil, entre outros fatores.
Por outro lado, ainda que a Balança Comercial continue apresentando saldos postivos, a redução do preço do dólar em relação ao real estimula a importação e causa impacto nas exportações. No quadro internacional, existem sinais negativos, como a alta no preço do petróleo; as expectativas em torno dos juros americanos e a redução do fluxo de capitais para mercados emergentes, como o Brasil.
A nota técnica do Dieese mostra que, apesar da estimativa de crescimento do PIB em torno de 4%, este ano, não são esperados impactos significativos sobre renda e emprego. Com isso, as negociações do segundo semestre do ano devem se dar num cenário sem significativas transformações, com indicações de uma forte presença, na agenda sindical, da discussão sobre os pisos (dada a elevação do mínimo) e, para as empresas exportadoras ou que competem com importações, um olhar atento no cenário externo.
Fonte: Dieese
Aposentado por invalidez pode ter acréscimo de 25%
O segurado do INSS aposentado por invalidez ou por acidente de trabalho que necessite de assistência permanente de outra pessoa tem direito a receber um acréscimo de 25%, calculado sobre o valor de seu benefício. Essa determinação, em vigor desde o dia 5 abril de 1991, ainda é desconhecida por muitas pessoas.
Mesmo que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo previdenciário, o acréscimo é devido. O valor será sempre recalculado quando o benefício que lhe deu origem for reajustado.
A legislação previdenciária define as situações em que o auxílio é devido. O segurado acometido de cegueira total, perda de nove dedos das mãos ou paralisia de dois membros superiores ou inferiores recebe o acréscimo.
Outras patologias relacionadas são a perda dos membros inferiores, quando não for possível o uso de prótese, perda de uma das mãos e de dois pés, ainda que a prótese seja possível, e a perda de um membro superior e outro inferior, quando a prótese for impossível.
Alteração das faculdades mentais com grave perturbação da vida orgânica e social, doença que exija permanência contínua no leito e incapacidade permanente para as atividades da vida diária completam a lista prevista pela legislação.
O benefício é cessado com a morte do aposentado e o seu valor não é incorporado ao valor da pensão deixada aos dependentes. O acréscimo é muito importante para as pessoas que se enquadram nessa situação, pois com ele o aposentado pode pagar pela assistência que necessita.
Com informações da Previdência Social de MG
Sanguessugas: CPI divulga nome de 57 parlamentares
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as fraudes de emendas parlamentares para a compra superfaturada de ambulâncias divulgou hoje o nome de 56 deputados e um senador investigados pela Procuradoria Geral da República. A lista foi tornada pública após negociação da presidência da CPMI e os ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal. Desse total, 15 parlamentares já foram notificados e já enviaram suas defesas por escrito. Outros 42 estão sendo notificados.
O presidente da CPMI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), enfatizou que a divulgação da lista não significa que os parlamentares são culpados. E, sim, investigados. “Nem a procuradoria e nem nós temos certeza dos culpados, porque se o procurador tivesse certeza, ao invés de pedir abertura de inquérito, teria feito as denúncias”, disse o petista. A abertura de inquérito contra os parlamentares foi feita com a autorização do Supremo Tribunal Federal, porque, pela Constituição, os parlamentares tem foro privilegiado.
Atualmente, as investigações estão sob sigilo de Justiça e esse era a principal questão para divulgar os dados. Contudo, Biscaia argumenta que a notificação oficial de parlamentares é uma forma de torna pública a investigação. “A simples divulgação não significa nenhuma violação de sigilo uma vez que o ministro Gilmar Mendes autorizou a CPI divulgar os investigados e não os autos”, explicou. “Não se pode impedir que a sociedade e os meios de comunicação tenham acesso aos nomes que estão sendo notificados.”
Veja abaixo a integra da lista:
1. Paulo Feijó (PSDB-RJ)
2. Paulo Baltazar (PSB-RJ)
3. João Caldas (PL-AL)
4. Cabo Júlio (PMDB-MG)
5. Pedro Henry (PP-MT)
6. Vanderval Santos (PL-SP)
7. Iris Simões (PTB-PR)
8. Benedito Dias (PP-AP)
9. Lino Rossi (PP-MT)
10. Edir de Oliveira (PTB-RS)
11. Tetê Bezerra (PMDB-MT)
12. Fernando Gonçalves (PTB-RJ)
13. Almeida de Jesus (PL-CE)
14. Pastor Amarildo (PSC-TO)
15. Milton Capixaba (PTB-RO)
16. Almir Moura (PL-RJ)
17. Reinaldo Betão (PL-RJ)
18. Isaías Silvestre (PSB-MG)
19. José Militão (PTB-MG)
20. Welington Fagundes (PL-MT)
21. Mário Negromonte (PP-BA)
22. Laura Carneiro (PFL-RJ)
23. Zelinda Novaes (PFL-BA)
24. Vieira Reis (PRB-RJ)
25. Junior Betão (PL-AC)
26. Ribamar Alves (PSB-MA)
27. Eduardo Gomes (PSDB-TO)
28. Eduardo Seabra (PTB-AP)
29. Osmânio Pereira (PTB-MG)
30. Jefferson Campos (PTB-SP)
31. João Batista (PP-SP)
32. Vanderley Assis (PP-SP)
33. João Mendes de Jesus (PSB-RJ)
34. Dr. Heleno (PSC-RJ)
35. Reinaldo Gripp (PL-RJ)
36. José Divino (PRB-RJ)
37. Alceste Almeida (PTB-RR)
38. Marcos Abramo (PP-SP)
39. Nélio Dias (PP-RN)
40. Ricarte de Freitas (PTB-MT)
41. Cleonâncio Fonseca (PP-SE)
42. Benedito de Lira (PP-AL)
43. Reginaldo Germano (PP-BA)
44. Ricardo Estima (PPS-SP)
45. Neuton Lima (PTB-SP)
46. João Corrêa (PMDB-AC)
47. Amauri Gasques (PL-SP)
48. Maurício Rabelo (PL-TO)
49. Coriolano Sales (PFL-BA)
50. Marcelino Fraga (PMDB-ES)
51. Ney Suassuna (PMDB-PA)
52. Raimundo Santos (PL-PA)
53. Edna Macedo (PTB-SP)
54. Irapuan Teixeira (PP-SP)
55. Itamar Serpa (PSDB-RJ)
56. Enivaldo Ribeiro (PP-PB)
57. Elaine Costa (PTB-RJ)
Com informações da Ag. Brasil
Reformas no Centro Esportivo são finalizadas
As reformas nos vestiários e banheiros no Centro Esportivo e Recreativo já estão prontas e vão oferecer mais comodidade e conforto a todos os associados, familiares e usuários. Foram investidos quase R$ 20 mil nas obras.
O presidente João Bruggmann e o secretário de Esportes, João Luiz Vieira, vistoriaram as benfeitorias para determinar os últimos retoques. Até o início do 4º Campeonato de Futsal dos Mecânicos, tudo estará preparado.
Os quatro novos vestiários receberam novo piso, chuveiros, e iluminação, garantindo assim as melhores condições para os atletas após o esforço físico em quadra. Também os banheiros masculino e feminino foram totalmente remodelados. Contam agora com novo piso, iluminação, divisórias e espelhos amplos, com pias adequadas. Mulheres e crianças tem agora muito mais limpeza e espaço para o asseio corporal.
“Estamos investindo no patrimônio do trabalhador e da trabalhadora da categoria. É assim que o dinheiro das contribuições e do imposto sindical é investido, retornando em forma de benefícios a todos. Quem frequenta o Centro Esportivo já pode notar a diferença, e quem vier no 4º Campeonato ficará bem mais à vontade”, afirma João Bruggmann.
Assédio Moral atinge saúde do trabalhador (a)
Ao todo, 4,37% dos bancários brasileiros já pensou ou ainda pensa em suicídio. A conclusão é da pesquisa “Assédio Moral no Trabalho: Impactos sobre a Saúde dos Bancários e sua Relação com Gênero e Raça”, coordenada pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco em 28 diferentes bancos públicos (48,14%) e privados (51,86%).
Além de situações extremas, vários sintomas de distúrbios psicológicos foram observados: falta de apetite (17,15% dos entrevistados), tremores nas mãos (21,20%), chora mais que de costume (19,10%), se sente incapaz de realizar um papel útil na vida (4,37%). “Ficamos chocados. São relações autoritárias que provocam adoecimento físico e mental. É uma realidade cruel”, ressalta a secretária-geral do sindicato e coordenadora da pesquisa, Suzineide Rodrigues de Medeiros.
A principal conseqüência relatada pelas vítimas é nervosismo, tensão ou preocupação (60,72%). Em menor escala, outros sintomas mais graves são manifestados. A vítima dorme mal (42,14%), se cansa com facilidade (38,76%), tem se sentido triste ultimamente (37,86%), tem dores de cabeça constantemente (37,37 %), tem dificuldade para realizar com satisfação suas atividades (36,55 %), sente-se cansado o tempo todo (36,36 %), sensações desagradáveis no estômago (33,40 %) e má digestão (31,87 %).
A coordenadora explica que os sintomas de depressão muitas vezes aparecem porque a pessoa “pensa que a culpa é dela, está com esse peso e não consegue distinguir o que é erro dela e o que é do gerente”. Por isso, segundo a coordenadora, quando ocorre uma denúncia, a vítima é encaminhada a um psicólogo para que o profissional faça uma análise da situação.
Enquanto 53% das mulheres se dizem estressadas, 46% dos homens têm a mesma queixa. Segundo o estudo, os homens são mais agressivos. Eles são acusados em 50,96% dos casos. As mulheres são responsáveis por 22,79 das agressões. Ambos os sexos respondem a 26,25% das acusações. Mas em 17,10% dos casos, a vítima afirma que o agressor não tem consciência do que faz.
Diferentemente do esperado, boa parte das agressões morais sofridas pelos bancários no ambiente de trabalho não são feitas pelo chefe. O superior hierárquico continua sendo o maior agressor (63%,71), mas não o único. Os colegas são apontados por 28,38% dos entrevistados e os subordinados por 5,46% dos 2.609 profissionais que participaram da pesquisa.
Com informações da AG. Brasil