Arquivo de setembro, 2006

Banco de Currículos on-line já é realidade

Publicado por admin 12 setembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Já está no site do Sindicato (veja acima, à esquerda) a nova ferramenta socialmente responsável lançada para apoiar os trabalhadores e trabalhadoras na busca por emprego. Idéia inovadora no meio sindical e até empresarial, a iniciativa visa criar um canal direto entre os talentos dos trabalhadores e trabalhadoras, e as empresas que necessitam da mão de obra. Mais uma vez o Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região sai na frente e faz história no mundo do trabalho. O Banco de Currículos é voltado para todos os trabalhadores e trabalhadoras, não importando categoria ou atividade. “É um espaço aberto e democrático de apoio ao trabalhador”, afirma o presidente João Bruggmann.

Para ter o seu currículo cadastrado, basta o interessado clicar na imagem que está na página inicial do site com o nome “Banco de Currículos”. Ao fazer isso, abrirá uma nova tela com espaços para trabalhadores e empregadores. O trabalhador deve seguir os passos ali descritos, colocar todos os dados solicitados sobre experiência, profissão, cursos, e outros. Ao final, ele cadastrará também uma senha, que dará acesso permanente ao Banco para alterar dados do seu currículo, bem como consultar as vagas de emprego divulgadas pelas empresas.

Para as empresas o procedimento é o mesmo, com cadastramento e senha. Depois, o responsável pela contratação tem acesso livre para cadastrar vagas, retirar as vagas quando já tiver realizado a contratação, e ainda consultar os trabalhadores e trabalhadoras que estão com seus currículos disponíveis por área de atuação, escolaridade e outros itens. “Nós queremos que as empresas usem o sistema para buscar seus profissionais. Não há custo, fiscalização e nem qualquer outra barreira. A idéia é fazer da busca do trabalhador e da empresa um processo mais fácil. É bom para o trabalhador, e é bom para a empresa”, diz Orony João de Paula Júnior, secretário de Finanças do Sindicato, e um dos idealizadores da ferramenta.

Tanto para as empresas quanto para os trabalhadores, o secretário de Finanças está à disposição para esclarecimentos, dúvidas ou outras perguntas pelo telefone 0800 – 726 1198, ramais 202 e 203, durante o horário comercial.

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Acidentes de trabalho mutilam moveleiros

Publicado por admin 5 setembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Everaldo de Souza, Altair Leandro e José Adelino mostram as mãos sem dedos, mutiladas. Querem falar sobre o que sentiram, deixar de ser número na estatística, ecoar o grito que não saiu quando viram os membros partirem para sempre naquela viagem sem volta ditada pela pressão que embala o ritmo frenético das encomendas de móveis no interior de Santa Catarina.

Trabalhadores da pequena e empreendedora São Bento do Sul, que se destaca como a cidade pólo moveleiro do Estado responsável por cerca de 45% do total exportado pelo setor no país, suas vozes ganharam projeção nacional a partir de um recente estudo da Fundacentro – órgão ligado ao Ministério do Trabalho que trata da segurança e medicina – realizado na localidade.

A Fundacentro apurou que o incremento das exportações de móveis vem sendo seguido pelo aumento no número de acidentes de trabalho, que vitimam em sua maior parte trabalhadores mal remunerados (62%) – que ganham de um a dois salários mínimos mensais -, com até 29 anos (61,9%). Na distribuição segundo a parte do corpo atingida, dedos correspondem a 40,7% das ocorrências, as mãos ficaram com 17,8%. Outro dado significativo é o aumento do percentual de acidentes nos períodos superiores a oito horas de serviço, caracterizando assim a hora extra, que aumentou de 6,4% para 8,1% em três anos.

A existência de um único hospital na cidade e o apoio do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário facilitou o estudo de caso sobre a sub-notificação dos acidentes de trabalho e suas características na indústria moveleira de São Bento do Sul. A coleta de dados realizada entre 2000 e julho de 2003 apurou nada menos do que 2.597 ocorrências, 1.113 na indústria moveleira, com “uma tendência de alta no número de infortúnios ao longo dos anos”.

Verdade
A hipótese da existência de uma enorme sub-notificação foi confirmada pela confrontação com as 496 Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs) entregues pelas empresas ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). “Comparando este número dos dados oficiais com os 2.597 acidentes coletados na pesquisa, conclui-se que apenas 19,1% dos infortúnios foram registrados pelo INSS”, afirmam os técnicos da Fundacentro, para quem isso se deve à conjunção de três fatores: grande massa de trabalhadores na informalidade, falta de fiscalização federal e problemas estruturais do próprio INSS. 

Em todo o Norte catarinense há apenas dois fiscais do Trabalho, sendo que só em São Bento do Sul há mais de 2.500 empresas instaladas, o que sem dúvida é um prato cheio para a prática do “exportar é o que importa”.

De acordo com Airton Edson Martins de Anhaia, presidente do Sindicato dos Trabalhadores, a situação melhoraria caso não houvesse tanta intransigência por parte do patronato, que ainda teme a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). “Quando há CIPAS atuantes o trabalhador não apenas fica melhor preparado para se prevenir, como é informado sobre os seus direitos, sobre os prazos legais para indenização, recuperação e tratamento. As empresas deveriam investir sério em treinamento, valorizar a prevenção e a organização no local de trabalho. Infelizmente, não é isso o que acontece”, destacou Airton, cuja base é composta por 12 mil trabalhadores, 10 mil em São Bento do Sul e outros dois mil em Campo Alegre.

O sindicalista denunciou ainda que “na maioria absoluta das empresas, quando o fiscal do trabalho aparece, só ele entra, e o Sindicato fica na porta”. “Se temos apenas dois fiscais para cobrir todo o Norte catarinense entre Campo Alegre a Porto União e as empresas são as primeiras condenadas a indenizar em caso de mutilação, acaba havendo manipulação nas CATs e sub-notificação”, ressaltou o líder sindical, alertando para a precarização de direitos em larga escala.

Gravidade
Para o presidente da Confederação Nacional de Sindicatos de  Airton, presidente do Sindicato Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira (Conticom/CUT), Waldemar Pires de Oliveira, a situação tem se agravado no último período com o problema do câmbio, uma vez que com o real valorizado frente ao dólar houve diminuição das exportações e, conseqüentemente, demissão em massa. Conforme dados do Sindicato, ocorreram cerca de três mil demissões na base.

“Claro que a sobrevalorização é um problema real, pois diminuíram as encomendas do exterior, isso é inegável. Mas também não podemos permitir que os empresários joguem mais este ônus sob as costas dos trabalhadores, que não viram a cor do dinheiro obtido com seu suor nos momentos de prosperidade. Muitas vezes o número de demissões é desproporcional à retração, o que acaba garantindo altos lucros com o aumento da produtividade, às custas da saúde e da segurança do trabalhador”, acrescentou Waldemar. 

A gravidade das mutilações e das lesões neste e em outros setores, levou a Central Única dos Trabalhadores a colocar a questão da saúde e da segurança no trabalho como um dos destaques da sua Campanha Nacional Unificada, lembra a secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, que esteve em São Bento do Sul, no último final de semana, acompanhando a delegação da Conticom em sua visita à cidade.

Tendo perdido o dedo “para uma serra muito grande numa indústria de móveis que já faliu”, o operador de máquina Everaldo de Souza culpa a cobrança das chefias por ”mais e mais produção” pela grande maioria dos acidentes. Hoje com 35 anos, Everaldo lembra que o dedo foi embora quando “chanflava” com a peça de corte um dos quatro cantos de uma mesa de madeira. “Chamávamos bico de diamante aquela ponta da mesa, bonita, cortada em ângulo. Eu tinha apenas 20 anos e me indenizaram pagando 12 salários mínimos”.

Insuportável
“Ninguém agüenta, é difícil de sobreviver a tanta pressão, José Adelino perdeu 4 dedos principalmente nos momentos de pico da exportação, onde o que vale é o prazo para a encomenda. Aí soma-se tudo: lesões por esforço repetitivo, doenças nos braços, pulso aberto e, claro, mutilações”, denunciou Everaldo.

Segundo ele, “muitas empresas não dão segurança adequada, mas quando vão fazer a CAT, a coisa é encoberta pelo patrão. Preenchem na empresa e nem mandam para o INSS. Tiram você da seção e colocam seguranças, mais o chefe e o dono. Tentam colocar como auxílio-doença e não como acidente de trabalho, pois aí o trabalhador não pode recorrer e fica sem direitos”.

Atualmente com 34 anos, Altair Leandro perdeu o dedo polegar e o movimento do médio e do indicador aos 16 anos, não tendo recebido nenhuma indenização. “Não entendia de lei e o dono da empresa colocou o meu pai numa casinha. Pelo fato de sermos pobres, ficamos sem ação. Quando meu pai morreu e eles tiraram a casinha, não tinha mais o que fazer”, contou. “Mas o dinheiro é o de menos, o que mais sinto mesmo é o fato de que eu estava começando a aprender a tocar gaita. Aí foi pro espaço, né?”.

Aposentado recentemente por tempo de serviço aos 50 anos, José Adelino Novak perdeu em 1984 quatro dedos da mão esquerda na “fressa”, instrumento de corte que molda as peças.

“Era operador de máquina e a exaustão da serragem juntava muita poeira, que acabava entrando dentro do rolamento. A velocidade que o motor andava era grande e puxou a minha mão para dentro. Antes era principalmente o problema do maquinário, de uns anos para cá é mais da pressão dos gerentes e supervisores, que ficam cutucando o tempo inteiro. Eles dão em cima, tem a meta, o produto para ser exportado, vira pressão em cima de pressão, e quase nada de fiscalização. Tem muita gente nova que acaba se acidentando. Aos poucos, à medida que a gente ia participando mais do Sindicato, ia se impondo. Aí quando tinha uma máquina com problema, a gente simplesmente deixava ela parada, sem tocar, até que viesse o eletricista arrumar e deixar em condições de uso. É preciso que o trabalhador tenha consciência da força da sua união e cuide da sua saúde. Principalmente nas firmas que exportam, que dizem: tal dia tem que embarcar, a pressão não tem limite, e a terceirização também é grande. Como aposentado, aconselho os mais novos que tenham mais consciência e cuidado”.

Fonte: Ag. CUT Notícias

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Produção industrial cresce 3,2% em julho

Publicado por admin 5 setembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

A produção da indústria brasileira cresceu 3,2% em julho quando comparada ao mesmo mês do ano passado. Em relação a junho, o crescimento foi de 0,6%, após uma queda de 1,3% na passagem de maio para junho. Nos primeiros seis meses do ano, a alta é de 2,7% em relação ao mesmo período de 2005.

Os dados, da pesquisa Industrial Mensal, foram divulgados hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o crescimento foi generalizado, atingindo 17 das 23 atividades do setor.

O coordenador de Indústria do IBGE, Sílvio Salles, avaliou o resultado de julho como moderado, embora tenha destacado que a expansão pode significar a retomada de crescimento em vários setores. Ele citou como exemplo a extrativa mineral, que avançou 5,2% após a paralisação de plataformas de petróleo para manutenção, e a metalúrgica básica, com alta de 4,2%, depois da volta à atividade de um alto forno siderúrgico.

“A retomada na produção desses setores resultou em um crescimento que, mesmo moderado, mostra que a indústria continua sua trajetória de suave crescimento”.


Segundo Salles, outros setores que contribuíram para o avanço em julho foram o de veículos automotores (2%), de bebidas (4,4%) e de produtos químicos (2,9%). Ainda de acordo com o economista, a taxa de julho é um sinal positivo para o desempenho da indústria nos próximos meses.

Por setores
Com o crescimento de 0,6% observado no total da indústria entre junho e julho, após queda de 1,3%, o patamar de produção do setor ficou 0,8% abaixo do nível recorde atingido em maio passado. Dos vinte e três ramos que têm séries ajustadas sazonalmente, dezessete apresentaram crescimento entre junho e julho.

Entre aqueles que determinaram o comportamento global positivo, destacam-se a indústria extrativa (5,2%), refletindo o aumento em julho da extração de petróleo, após paralisação para manutenção em algumas plataformas ocorrida em junho, e a metalurgia básica (4,2%), que embora venha mostrando crescimento por cinco meses consecutivos, neste mês concentra o impacto da volta à plena operação de um grande forno siderúrgico.

Também merecem destaque as contribuições positivas vindas de veículos automotores (2,0%), outros produtos químicos (2,9%) e bebidas (4,4%). Por outro lado, as principais influências negativas vieram do refino de petróleo e produção de álcool (-3,4%) e da farmacêutica (-5,0%). Vale lembrar que a atividade de produção de derivados de petróleo e álcool vinha há três meses em expansão e, em junho, atingiu o mais elevado nível desde dezembro de 2004.

Ainda na comparação com o mês anterior, os segmentos de bens de capital e de bens intermediários alcançaram as taxas mais elevadas entre as categorias de uso (ambos com 1,0%), após recuarem 0,7% e 1,8% em junho, respectivamente. A produção de bens duráveis foi a única em queda na passagem de junho para julho (-0,2%), registrando assim o terceiro resultado negativo consecutivo, período em que acumula perda de 1,9%. O segmento de bens de consumo semi e não duráveis, com crescimento de 0,4%, exibe desempenho próximo à média global da indústria, após queda de 0,9% em junho.

Expansão em 20 dos 27 ramos pesquisados
Na comparação julho06/julho05, a produção registrou crescimento de 3,2%, com vinte dos vinte e sete ramos pesquisados assinalando expansão. Os maiores impactos positivos sobre o índice global, por ordem de importância, vieram de: alimentos (6,1%); máquinas para escritório e equipamentos de informática (49,3%); metalurgia básica (10,0%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (16,3%); indústria extrativa (6,6%); bebidas (12,8%) e veículos automotores (3,7%).

Os principais itens responsáveis pelo desempenho favorável dessas atividades foram, respectivamente: açúcar cristal e suco de laranja; computadores e monitores; vergalhões de aço; transformadores; minérios de ferro; refrigerantes e cervejas; e automóveis e caminhão-trator. As pressões negativas mais relevantes vieram de outros produtos químicos (-5,0%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-9,9%), influenciados, respectivamente, pelo recuo na fabricação de herbicidas e telefones celulares.

Ainda na comparação com julho de 2005, os índices por categorias de uso mostraram a liderança de bens de capital (8,4%), com ritmo bem acima da média industrial (3,2%). Este desempenho está sustentado pelos subsetores de bens de capital para transporte (7,6%), para uso misto (6,9%), para fins industriais (9,1%), para energia elétrica (34,7%) e para construção (9,4%). A produção de bens de capital agrícolas (-27,5%) permanece em queda há vinte e três meses.

A categoria de bens de consumo semi e não duráveis (3,3%) mostrou o terceiro resultado positivo consecutivo nessa comparação, com destaque para o subsetor de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (5,6%), principalmente por conta da maior produção de refrigerantes e sucos concentrados de laranja. Vale citar também as taxas positivas dos subsetores de carburantes (7,4%) e de outros produtos não duráveis (2,6%). O subsetor de semiduráveis foi o único que apresentou queda (-6,2%).

A produção de bens intermediários (3,2%), após o recuo de 0,5% em junho, volta a crescer e mostra ritmo igual à média da indústria. Praticamente todos os seus segmentos assinalaram aumento, sendo o principal destaque o grupo insumos industriais elaborados (2,8%), seguido por insumos industriais básicos (13,3%) e alimentos e bebidas elaborados para indústria (12,6%). Vale ressaltar o comportamento do grupo insumos da construção civil (7,5%), que marca o seu terceiro resultado positivo consecutivo.

Por outro lado, a pressão negativa se concentrou no subsetor de combustíveis e lubrificantes elaborados (-5,9%), principalmente, por conta do recuo no item óleo diesel. Com crescimento abaixo da média da indústria, bens de consumo duráveis (1,2%) permaneceu pressionado negativamente pela redução na produção de celulares (-12,4%). Entretanto, foi observado crescimento nos automóveis (3,2%) e eletrodomésticos (4,7%), principalmente os da linha branca (9,7%).

O indicador acumulado no ano mostrou aumento em 21 atividades
No indicador acumulado janeiro-julho frente a igual período de 2005, o crescimento de 2,7% reflete o aumento em vinte e uma atividades. A fabricação de máquinas para escritório e equipamentos de informática (56,8%) mantém a liderança em termos de impacto sobre o índice geral, com destaque para os itens computadores e monitores.

Outras contribuições positivas relevantes vieram da indústria extrativa (8,1%), sobretudo em função da expansão na produção de minérios de ferro e petróleo, e do setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (14,3%) devido, principalmente, ao aumento no item transformadores. Em sentido oposto, entre as seis atividades em queda, destacam-se: outros produtos químicos (-3,0%), madeira (-8,7%) e vestuário (-7,4%).

Por categorias de uso, ainda no indicador acumulado no ano, o perfil de crescimento ao longo de 2006 confirma o maior dinamismo observado na produção de bens finais: bens de consumo duráveis (6,6%), bens de capital (5,5%) e bens de consumo semi e não duráveis (2,8%) avançam a um ritmo acima da média global (2,7%). Por outro lado, a produção de bens intermediários (1,9%) mostra desempenho mais moderado, ao mesmo tempo em que, segundo dados da FUNCEX, o volume (quantum) das importações de bens intermediários atinge 13,0% de crescimento nos sete primeiros meses de 2006.

Em síntese, o avanço de 0,6% da produção industrial em julho último sobre o mês anterior, leva o índice de média móvel trimestral a manter suave trajetória de crescimento. Desde abril passado esse índice apresenta discreto aumento frente ao mês anterior, tendo acumulado nestes quatro meses taxa de 0,8%. Segundo essa mesma comparação, no corte por categorias de uso, o setor de bens intermediários mostra avanço de 1,4%, sendo a única categoria com ritmo acima da média da indústria. Bens de capital (0,6%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) também registram saldo positivo nessa comparação, enquanto bens de consumo duráveis (-2,1%) aponta clara desaceleração.

Com informações do IBGE e Ag. Brasil


 

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Contato com amianto deverá ser comunicado ao SUS

Publicado por admin 5 setembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro da Saúde, Agenor Álvares, assinou portaria que define critérios e procedimentos para que as empresas comuniquem ao Sistema Único de Saúde a lista dos trabalhadores que manipulam o amianto. As regras foram definidas na Portaria 1851, publicada no Diário Oficial da União.

A nova regra determina que as indústrias também devem comunicar a listagem dos trabalhadores que, no passado, tiveram contato ou ficaram expostos ao amianto, substância considerada carcinogênica pela Organização Mundial de Saúde e pela Organização Internacional do Trabalho.

“O amianto, em todos os seus tipos, causa agravos à saúde do trabalhador. Provoca doenças como a asbestose, que pode levar à morte por insuficiência respiratória, o endurecimento da pleura e tipos de câncer como o carcinoma broncogênico de pulmão e o mesotelioma de pleura”, explica o coordenador da Área Técnica de Saúde do Trabalhador, Marco Antônio Pérez.

A portaria ministerial dá início ao acompanhamento sistematizado da ocorrência de doenças provocadas pela substância. A coordenadora da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto, Fernanda Giannasi, revela que o número de doentes do amianto tem crescido. “Nossa base de dados não está sistematizada. Por isto ainda mais importância tem a Portaria 1851, que vai organizar essas informações perdidas”, avalia.

A maioria dos profissionais de saúde desconhece os prejuízos causados pela exposição à fibra. Além da publicação da portaria, o Ministério da Saúde vai promover capacitação desses profissionais para que saibam identificar e lidar com o problema.

Substância proibida - O amianto é vedado no país desde 1995. No entanto, diante das propriedades de alta resistência da fibra ao calor e a impactos diversos, a variedade chamada crisotila foi permitida a partir do Decreto 2.350, de 1997. A substância é utilizada na fabricação de telhas e pastilhas de freio.

Há normas para uso seguro do produto, como o cumprimento das condições estabelecidas por leis federais, estaduais e municipais relativas ao controle ambiental, de saúde e segurança no trabalho e de saúde pública. É necessário também o registro no cadastro de usuário no Ministério do Trabalho.

Informações completas e anuais - As empresas serão obrigadas a informar anualmente a listagem de trabalhadores expostos às atividades de extração, industrialização, utilização, manipulação, comercialização, transporte e destinação final de resíduos do amianto, assim como aos produtos e equipamentos que contenham a substância. “Com as informações, vai ser possível ao SUS o acompanhamento das pessoas submetidas ao amianto, melhorando a prevenção e o tratamento de doenças que vierem a ocorrer”, prevê o coordenador de Saúde do Trabalhador.

A lista deve conter informações como dados da empresa e do empregado, além dos exames realizados, incluindo radiografia de tórax e prova de função pulmonar, com o diagnóstico do profissional de saúde. Ela deve ser enviada pelas empresas, preferencialmente por meio eletrônico, até o primeiro dia útil do mês de julho. Receberão os dados a Secretaria Municipal de Saúde, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador ou o Serviço de Vigilância à Saúde do SUS, onde a empresa está situada.

As empresas que descumprirem as normas de segurança terão o alvará de funcionamento automaticamente cancelado e paralisado o fornecimento de materiais.

Fonte: Min. Saúde

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Resultados do Futsal dos Mecânicos

Publicado por admin 5 setembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Decisão de vaga é sempre recheada de gols. Não foi diferente com a última rodada da primeira fase do 4° Campeonato de Futsal dos Mecânicos, categorias livre e masters. Foram marcados 174 gols em 24 jogos. A segunda fase inicia somente no dia 16 de setembro por causa do feriadão da Semana da Pátria. Veja os resultados:

Livre

Busscar Plástico 0  x 0  Time da Quinta (não compareceram)
Busscar Termof  0  x 1  RMW Automação
Sinos Usinagem 10  x 4  Satake América Latina
Metais Dom Bosco 0  x 1  Manfer Ferram.
Ferr. Ribeiro 6  x 3  Nilson Busscar
ILS 1  x 0  Steel Oxicorte
KS Chapelins 2  x 9  J. Junckes
Mold Tool 0  x 1  Galvanoplastia Vila Nova
Senabio Usinagem 3  x 6  Amigos da Bola
Entre Amigos 1  x 3  Erzinger
Romagem Rossil 0  x 1  Space Musical
Afiatec Osipa 3  x 9  Basso E.C.
Oxiplasma 4  x 4  12 de Julho
Hengst 1  x 0  Compadre
Leas Indústrias 5  x 8  Autolândia
Laserville  6 x 2  MTJ Mafra Ferr.
Meditec 8  x 4  Micro Automação
Zanella Pneus 11  x 0  Indústrias Suin

Masters

Bertoli 4  x 11  Schneider
Swerk 0  x 1  ILS
Oxiplasma 2  x 7  Basso E.C.
Os Bigs 5  x 6  Beto Automecânica
Busscar Plásticos 5  x 16  CNC Service Comaic
Laboratório Gimenez 1  x 0  Plastmold 

A diretoria do Sindicato agradece o empenho, a garra e a participação de todas as equipes. As vencedoras, sucesso na segunda fase. Aos que não conseguiram classificação, o agradecimento e o pedido para que continuem a prestigiar os jogos e a categoria. Juntos, somos mais fortes.





 


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Futsal dos Mecânicos entra na segunda fase

Publicado por admin 5 setembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Terminou neste sábado – 2 de setembro – a primeira fase do 4° Campeonato de Futsal dos Mecânicos, categorias livre e masters. Na livre estão classificadas 27 equipes, que já estão divididas em nove grupos, cada um com três times. Cada grupo classifica duas equipes para a terceira fase, que será no sistema mata-mata.

Já nos masters classificaram-se oito equipes, que agora vão disputar as vagas para as finais em dois grupos com quatro times. Classificam-se os dois primeiros de cada grupo, que se cruzarão nas semifinais. Os classificados nas duas categorias são:

Livre

MEDITEC
  
RMKAUTOMAÇAO
   
MB USINAGEM
LASERVILLE
KARSTEN.US
   
EUROVILLE PLAS
OXIPLASMA
GALV.VILA NOVA
HEMGST
J.JUNCKES
SENABIO 
BASSO E.C
12 DE JULHO
FER RIBEIRO
AMIGOS DA B.
VIMAQ 
LEAS INDUST
ROMAGE MAPE
SO AMIGOS.TEC.V   
ZANELLA PNEUS
SINOS USINAGEM
SPACE.MUSIC 
ERZINGER IND.MC
AUTOLANDIA
SATAK AMERI.LAT 
AFIATEC OSIPA
MANFER FER
MEDITEC  
RMKAUTOMAÇAO
   
MB USINAGEM
LASERVILLE
KARSTEN.US
   
EUROVILLE PLAS
OXIPLASMA
GALV.VILA NOVA
HEMGST
J.JUNCKES
SENABIO 
BASSO E.C
12 DE JULHO
FER RIBEIRO
AMIGOS DA B.
VIMAQ 
LEAS INDUST
ROMAGE MAPE
SO AMIGOS.TEC.V   
ZANELLA PNEUS
SINOS USINAGEM
SPACE.MUSIC 
ERZINGER IND.MC
AUTOLANDIA
SATAK AMERI.LAT 
AFIATEC OSIPA
MANFER FER

Masters

Schneider
Amigos do Zico
Beto Automecânica
MD Santo Antonio
Laboratório Gimenez
Bertoli
Basso E.C.
CNC Service Comaic

Veja abaixo a tabela dos jogos da primeira rodada da segunda fase, por categoria:

Categoria Livre

13h30min   -   Laserville   x   Oxiplasma
13h30min   -   Karsten   x   Galvanoplastia Vila Nova
14h20min   -   Euroville Plásticos    x   Hengst
14h20min   -   12 de Julho   x   Vimarq
15h10min   -   Ferr. Ribeiro   x   Leas Indústrias
15h10min   -   Amigos da Bola   x   Romage
16h            -   Space Musical   x   Satake América Latina
16h             -  Erzinger Ind. Mec.   x   Afiatec Osipa
17h             -   Autolândia   X   Ferram. Manfer

Categoria Masters

10h    -    Schneider    x    Amigos do Zico
10h    -    Laboratório Gimenez    x    Bertoli
11h    -    Basso E.C.    x    CNC Comai C
17h    -    Beto Automecânica    x    MD. Santo Antonio

Então gente, é isso aí! Venha você também prestigiar o maior campeonato classista da região norte catarinense. Não esqueça, neste fim de semana não haverá jogos em virtude do feriadão da Semana da Pátria. Fique ligado neste espaço semanalmente, com os resultados, jogos e muita informação para você!



 


 

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Duque desrespeita Sindicato e trabalhadores

Publicado por admin 5 setembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

A Metalúrgica Duque, empresa com mais de 50 anos de atividades em Joinville, detentora inclusive de certificações de qualidade, parece não entender a realidade em que vivemos. Em pleno século 21, a empresa desrespeita trabalhadores e trabalhadoras ao pressionar a aceitação de mudança de data do feriado por meio de lista de assinaturas. Além de ser um ato anti-democrático e desamparado da lei, a Duque tenta passar por cima de um direito do trabalhador, que é a decisão no voto secreto e em assembléia.

“Até alguns meses atrás, o relacionamento entre empresa, sindicato e trabalhadores era bom, sem problemas. Acho que a reestruturação feita com chefias transformou um ambiente de respeito e entendimento, fechando as portas do diálogo, o que é muito ruim”, dispara o presidente do Sindicato, João Bruggmann.

Tudo começou quando a empresa resolveu trocar o dia de folga dos funcionários. A idéia era dar a folga nesta sexta-feira (8/9), emendando com o feriado da Independência do dia 7, mas fazendo com que os trabalhadores abrissem mão do feriado do dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida e da Criança. O Sindicato se propôs a realizar a assembléia para que os trabalhadores decidissem sobre o tema. A Duque, ainda não se sabe porque, foi intransigente e preferiu realizar a pressão com o apoio dos supervisores, e passar por cima da legalidade. O Sindicato aceita a decisão dos trabalhadores, desde que seja tomada em assembléia, como definido em convenção coletiva.

Para João Bruggmann, a empresa está retomando uma prática do passado que não traz boas lembranças aos trabalhadores e nem à empresa, que passou por várias greves ao desrespeitar frequentemente os direitos dos trabalhadores. “Entendemos que a instituição de um sistema ditatorial, a pressão, não combina com a responsabilidade social de uma empresa moderna, com certificação internacional. O Sindicato vai acatar a decisão de aceite ou não por parte dos companheiros e companheiras, desde que seja por assembléia. Caso contrário, tomaremos as medidas cabíveis para o caso”, afirma Bruggmann.

Esta semana será distribuído o informativo Tribuna dos Mecânicos em todas as fábricas, e na Duque, especialmente, será deslocado o caminhão de som para explicar aos trabalhadores a situação criada pela empresa.






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