Arquivo de novembro, 2006
E a Consciência Negra em Joinville?
A população negra, composta de negros e pardos, tem uma presença marcante em nosso país, representando 46% da população brasileira – segundo os dados do Censo 2000 do IBGE. Mas apesar da sua forte presença e importância na construção e desenvolvimento do Brasil, os negros são alvos, ainda em pleno século 21, de muita discriminação. O movimento negro brasileiro criou há 35 anos o Dia da Consciência Negra – comemorado no dia 20 de novembro – para marcar a sua luta por mais cidadania, liberdade e igualdade de oportunidades. Em cerca de 230 municípios brasileiros, de um total de
Os indicadores mostram o tamanho da desigualdade e discriminação vivida pelos negros no Brasil: maior proporção de negros entre os 10% das famílias de menor renda, menos anos de estudo em comparação com a população não-negra, maior taxa de mortalidade por assassinato. No mercado de trabalho, mais discriminação no emprego, rendimento e qualidade da ocupação (Dados PNUD 2005). Em nosso país, durante grande parte do século 20, foi disseminada a idéia de que a nossa sociedade vivia uma situação plena de democracia racial, após séculos de escravidão. Infelizmente, a nossa realidade era, e ainda é muito distante da imagem que se quis marcar. E Joinville não é diferente.
Mesmo não havendo dados concretos em pesquisas científicas, com estatísticas confiáveis, o fato é que na maior cidade do Estado vivem milhares de negros que ajudaram e ajudam no desenvolvimento econômico e cultural da cidade. Mas, assim como a elite dirigente trata a maior parte da população de forma excludente, também a população negra sofre, e muito mais, com o descaso. E esse descaso não é só decorrente da posição elitista da nossa sociedade, mas também da falta de ação dos movimentos sociais para a mudança efetiva da realidade local. Por que em Joinville não houve eventos culturais para marcar a data? Qual a iniciativa do poder público municipal em promover a cultura afro? Será que em nossa cidade não há discriminação?
Assim como o Brasil vem mudando em relação ao atendimento das necessidades já históricas das minorias em nossa sociedade desde a posse do presidente Lula em 2003, quando criou as secretarias de Políticas para a Mulher, da Promoção da Igualdade Racial, Direitos Humanos, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, entre outras iniciativas, é preciso que a classe dirigente desperte e focalize esse novo olhar. Não é possível que em pleno século 21 Joinville ainda volte às costas para o seu povo mais humilde e trabalhador. Não é concebível que uma sociedade que conviveu com desfiles de escola de samba, o Kênia Clube, e convive com a feijoada, o pagode em todos os locais de lazer e música, o samba no Mercado Público, não tenha políticas públicas voltadas aos negros e sua cultura, tão presentes na construção da cidade, assim como outras etnias como alemães, italianos, noruegueses e tantos outros.
Fica aqui o nosso recado para reflexão das autoridades políticas, empresariais, comunitárias, religiosas, sindicais e demais movimentos sociais para o despertar de um novo tempo. A política deve ser realizada para todos, independente de raça, credo, cor ou condição social. O Brasil é de todos. Joinville também é de todos que vivem aqui. Não se trata de buscar culpados, mas sim de se projetar uma nova cidade, com garantias de participação e oportunidades para todos e todas, sem distinção. Só assim os problemas de segurança, violência, drogas e descaminho da juventude poderão ser enfrentados. Com mais participação dos movimentos sociais e apoio público, teremos uma sociedade mais solidária.
A Direção
Férias Coletivas do Sindicato iniciam dia 23/12
Como em todos os anos, o Sindicato dos Mecânicos também entra em férias coletivas para proporcionar aos seus colaboradores o descanso merecido com seus familiares e amigos.
Para evitar atropelos e problemas com atendimentos em homologações de rescisões e atendimentos médico-odontológicos, ou ainda, na atenção aos processos jurídicos, esporte e lazer e questões burocráticas e financeiras, a direção do Sindicato definiu datas de retorno dos profissionais à suas funções.
O funcionamento será normal até o dia 22 de dezembro (sexta-feira) ao meio-dia, quando encerram as atividades do ano. O Sindicato reabre ao público no dia 8 de janeiro de 2007 (segunda-feira), no horário normal em alguns setores, sendo que outros retornam em datas diferentes. Veja abaixo as datas de retorno de cada um dos setores:
Dentistas
Dia 15 retornam ao atendimento os doutores Sérgio Bombonato, Luciana Bombonato e Silvia Mara.
Dia 26 retornam os doutores Bruno Lanna (tratamento de canal), Renata Bernardes e Milton Ramos.
Médicos
Os doutores José Eduardo Gauza (ginecologia), André Tuma (pediatria) e Marilone Pacheco (clínica geral) retornam todos a partir de 26 de janeiro.
Jurídico
O atendimento das advogadas Luiza De Bastiani e Morgana Frohner retorna normalmente a partir de 26 de janeiro.
Câmara de Conciliação – Homologação de Rescisões
Os contadores e empresas devem se organizar para evitar transtornos de última hora com rescisões. A Câmara de Conciliação funcionará até dia 22 de dezembro, e retorna apenas a partir de 8 de janeiro. Durante o período de férias coletivas, as rescisões devem ser homologadas no Ministério do Trabalho.
Recepção, Financeiro e Secretaria Geral
Fornecedores, convênios, associados, trabalhadores e trabalhadoras e demais interessados nestas áreas devem se agendar e resolver suas pendências e solicitações até dia 22 de dezembro. Estes setores retornam normalmente a partir do dia 8 de janeiro.
Centro Esportivo e Recreativo
As atividades esportivas e recreativas seguem até dia 23 de dezembro, inclusive o uso das quadras, retornando no dia 23 de janeiro de 2007.
Para maiores informações sobre o atendimento, entre em contato pelo telefone (47) 3433.1188.
Violência doméstica: aumenta a consciência
A constatação foi da pesquisa IBOPE que detectou maior consciência com a violência doméstica nas regiões Sudeste e Sul. O nível de preocupação cresceu, respectivamente, 7 e 6 pontos percentuais. Na periferia das grandes cidades esta preocupação passou de 43%, em 2004, para 56%, em 2006. Já no Norte e Centro-Oeste, foram constatados um patamar mais alto (62%).
A pesquisa nacional foi realizada no primeiro semestre de 2006, antes, da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340, de 07/08/06) -com apoio da Fundação Ford e UNIFEM – Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher. A Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher foi sancionada pelo presidente Lula, dia 7 de agosto, e recebeu o nome de Lei Maria da Penha Maia, autora do projeto.
O projeto foi elaborado por um grupo interministerial a partir de um anteprojeto de organizações não-governamentais. O governo federal o enviou ao Congresso Nacional no dia 25 de novembro de 2004. Lá, ele se transformou no Projeto de Lei de Conversão 37/2006, aprovado e agora sancionado.
Os principais resultados da Pesquisa
• De 2004 a 2006 aumentou o nível de preocupação com a violência doméstica em todas as regiões do país, menos no Norte / Centro-Oeste, que já tem o patamar mais alto (62%). Nas regiões Sudeste e Sul o nível de preocupação cresceu, respectivamente, 7 e 6 pontos percentuais. Na periferia das grandes cidades esta preocupação passou de 43%, em 2004, para 56%, em 2006.
• 33% apontam a violência contra as mulheres dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade.
• 51% dos entrevistados declaram conhecer ao menos uma mulher que é ou foi agredida por seu companheiro.
• Em cada quatro entrevistados, três consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra a mulher são irrelevantes e que a justiça trata este drama vivido pelas mulheres como um assunto pouco importante.
• 54% dos entrevistados acham que os serviços de atendimento a casos de violência contra as mulheres não funcionam.
• 65% dos entrevistados acreditam que atualmente as mulheres denunciam mais quando são agredidas. Destes, 46% atribuem o maior número de denúncias ao fato de que as mulheres estão mais informadas e 35% acham que é porque hoje elas são mais independentes.
• 64% acham que o homem que agride a mulher deve ser preso(na opinião tanto de homens como mulheres); prestar trabalho comunitário (21%); e doar cesta básica (12%). Um segmento menor prefere que o agressor seja encaminhado para: grupo de apoio (29%); ou terapia de casal (13%).
• Perguntados sobre o que acham que acontece quando a mulher denuncia, 33% dos entrevistados afirmaram que “Quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha mais”; 27% responderam que não acontece nada com o agressor; 21% crêem que o agressor vai preso; enquanto 12% supõem que o agressor recebe uma multa ou é obrigado a doar uma cesta básica.
Fonte: Ag. CUT Notícias
Campanha pelo fim da violência contra as mulheres
Uma em cada cinco brasileiras já sofreu algum tipo de violência física, sexual ou outro abuso praticado por um homem. Além disso, 16% das agressões são físicas, 2%, psicológicas e 1% por assédio sexual. Os dados são da Fundação Perseu Abramo.
Para denunciar essa situação e romper com ela, a Organização Não-Governamental feminista Agende convoca a sociedade para lutar. Hoje (14) a ONG apresentou à imprensa a campanha 16 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.
Este é o quarto ano que a ONG realiza o evento que, no Brasil, começa no dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra. Serão veiculadas mensagens de 30 segundos no rádio e na TV, narradas por atores, contando histórias reais.
A campanha ajuda a luta contra a violência, na visão da socióloga Lourdes Bandeira, coordenadora do núcleo de Estudos sobre a mulher da Universidade de Brasília.
“A campanha tem resultados efetivos porque, quando ela é publicizada, significa que as muitas mulheres, inclusive de seguimentos médios, que têm vergonha, acabam tendo ânimo e reforço para procurarem a delegacia, procurarem a segurança pública, o juiz, para denunciar a situação de violência na qual vivem”, disse.
A campanha mundial ocorre oficialmente do dia 25 deste mês ao dia 10 de dezembro, em 130 países, e conta com o apoio da Organização das Nações Unidas. Para a advogada Elizabeth Garcez, integrante do conselho diretor da Agende, a violência à mulher não é um problema só brasileiro.
“Essa campanha é emblemática, traz para a mídia esse assunto. É importante que a gente entenda que são 130 países falando a mesma coisa no mundo inteiro. É uma coisa que está aí no mundo e a gente precisa mudar”, afirmou.
Segundo ela, a lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto deste ano, mudou o sistema anterior. “Ele reforça o poder da delegacia, resgata o poder de investigação, de atitude do delegado e traz para o judiciário medidas protetivas inovadoras, urgentes, que vão mudar o foco, ou seja, hoje o que se quer é proteger a mulher, muito mais do que ficar muito preocupado se o agressor vai ser preso ou não vai ser”.
Fonte: Ag. Brasil
Emprego na indústria cresceu 0,4% em setembro
O nível de emprego na indústria brasileira subiu 0,4% de agosto para setembro deste ano. O resultado reverte uma queda de 0,2% registrada entre julho e agosto, conforme divulgou hoje (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com setembro do ano passado, o número de contratações na indústria teve uma leve alta de 0,1% sobre o número de demissões. A taxa ficou negativa (-0,3%), porém, no acumulado de janeiro a setembro e estável no acumulado dos 12 meses fechados em setembro (-0,4%) na comparação com o resultado de agosto deste ano (-0,4%).
De acordo com a Pesquisa de Emprego e Salário na Indústria do IBGE, em setembro o contingente de trabalhadores aumentou em oito das 14 áreas e em 10 dos 18 setores investigados.
As regiões que mais contrataram foram Norte e Centro-Oeste (10,1%) e o estado de São Paulo (0,5%). A maioria dos postos de trabalho foi criada no setor de Alimentos e Bebidas (7,0%), Refino de Petróleo e Produção de Álcool (16,6%) e Meios de Transporte (2,4%).
Houve demissões principalmente nos setores de Calçados e Artigos de Couro (-13,6%), Vestuário (-7,8%) e Máquinas e Equipamentos (-4,3%).
Em setembro, a folha de pagamento dos trabalhadores da indústria cresceu apenas 0,1% na comparação com o mês anterior, depois de ter aumentado 1,0% entre julho e agosto.
Em relação a setembro do ano passado, o total de rendimentos recebidos pelos trabalhadores do setor subiu 1,8%. No acumulado do ano, os salários na indústria aumentaram 0,8% e nos últimos 12 meses, 1%.
Fontes: Agência Brasil e IBGE
Tribuna dos Mecânicos já circula nas fábricas
A Tribuna dos Mecânicos, boletim informativo da categoria mecânica editado há 13 anos, já está circulando nas mãos dos trabalhadores e trabalhadoras desde a última sexta-feira (10/11). Este é a última Tribuna do ano, e esta edição está trazendo muitas informações sobre as atividades do ano. Além da entrega nas portas das fábricas, os associados estarão recebendo por mala direta em suas residências.
Entre os principais assuntos estão as finais do 4° Campeonato de Futsal dos Mecânicos – 2006; o 2° Torneio de Dominó, as obras e ações realizadas pela direção, a entrega de senhas para a Colônia de Férias, a vitória do companheiro Lula na eleição presidencial e dados preparatórios da Campanha Salarial 2007/2008. A diretoria pede a todos os associados que atualizem seu cadastro, com endereço completo e outros dados, junto à secretaria do Sindicato, para que a comunicação seja a mais perfeita possível.
Fique atento e não perca a sua Tribuna de novembro!
Centrais Sindicais mobilizam por mínimo de R$ 420
As centrais sindicais CUT, CGTB, CGT, CAT, Força e SDS decidiram nesta quinta-feira (9) organizar atos estaduais conjuntos no próximo dia 29 de novembro e realizar a III Marcha Nacional do Salário Mínimo em Brasília no dia 6 de dezembro, em defesa do aumento do salário mínimo para R$ 420,00, da continuidade da política de reajuste progressivo – que garantiu 25% de ganhos reais no governo Lula – e a correção da tabela do Imposto de Renda, com reajuste de 7,77%, zerando as perdas dos últimos 4 anos. Também no dia 6, ao final da Marcha, está programada uma atividade no Congresso Nacional, para debater o tema, e a entrega da pauta ao governo federal.
“Estaremos cada vez mais unidos e mobilizados pressionando o governo e o Congresso Nacional em torno dos interesses do conjunto da classe trabalhadora. A valorização do salário mínimo é a nossa principal arma de distribuição de renda, de crescimento e desenvolvimento. Por isso, além de batalharmos pelos R$ 420,00, estamos reivindicando uma política de valorização permanente, que se transforme em política de Estado, mais do que de governo”, declarou o presidente nacional da CUT, Artur Henrique. Para ele, inclusive, a maior vitória desse movimento será a adoção, por parte do governo, dessa política de estado de valorização anual do mínimo.
Na avaliação do líder cutista, a Marcha é parte de um processo de debate das centrais sindicais e do Dieese que vai além, pois objetiva o crescimento econômico com geração de emprego e distribuição de renda. “O salário mínimo é um primeiro passo. Temos claro que a roda da economia vai girar mais rápido e positivamente com o fortalecimento do poder de compra dos trabalhadores. Essa história que o salário mínimo não pode aumentar já foi descartada. Está demonstrado que ele representa uma forma de impulsionar o desenvolvimento econômico, trazendo melhorias para toda a sociedade, o que nos garante inclusive o apoio de setores do empresariado”, ressaltou.
A MAIOR CAMPANHA SALARIAL DO MUNDO
Para Artur, o objetivo da Marcha, que ele definiu como a “maior campanha salarial do mundo”, é a disputa pelo Orçamento Público, garantindo os recursos necessários para melhorar as condições de vida de milhões de trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas que têm seu sustento ligado ao mínimo.
Segundo levantamento do Dieese, baseado em pesquisas de diferentes fontes, 47 milhões de brasileiros são beneficiados a cada reajuste real do salário mínimo – 22 milhões de trabalhadores do mercado formal e informal que ganham até um mínimo; 11 milhões de trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos; 14 milhões de aposentados que ganham até um mínimo. Se somados ao número de pessoas que se beneficiarão com o reajuste da tabela do IR, esse contingente de trabalhadores faz da Marcha, sem dúvida, a maior campanha salarial do mundo.
“O momento é de organização, mobilização e pressão para que as nossas reivindicações sejam atendidas tanto pelos governos federal, estaduais e municipais”, frisou Artur, que destacou também que a luta pelo reajuste do salário mínimo não se esgota na grande mobilização do dia 6, mas se prolonga pelo tempo necessário de pressão e negociação com o governo até o fechamento de acordo em torno das reivindicações. “Portanto, diversas maneiras de mobilização continuarão sendo necessárias até lá”.
A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário e a implementação da MP 316, que inverte o ônus da prova nas questões referentes à saúde e segurança no trabalho para o empregador por meio do nexo técnico-epidemiológico, penalizando progressivamente as empresas que mais lesionam, também são importantes bandeiras a serem levantadas durante a marcha, acrescentou o presidente da CUT.
CRESCIMENTO - O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Antonio Neto, avalia que o governo tem se comprometido a fazer a roda da economia girar para frente, mas é preciso mais investimentos para potencializar o crescimento. “É uma questão lógica: se há renda, há consumo e necessidade de contratação. O Brasil precisa crescer 5, 6, 7% e para isso é preciso fortalecer o poder de compra dos trabalhadores, impulsionando o mercado interno”, enfatizou.
Neto lembrou que a utilização do propalado “déficit” da Previdência como desculpa para conceder reajustes menores é um absurdo, pois não condiz com a verdade. “A Previdência Social brasileira é superavitária, número positivo que chegou a R$ 56 bilhões em 2005. O déficit é uma falácia, pois no conceito de seguridade social, ela incorpora outras contribuições além da folha de pagamento como o PIS, Cofins e a própria Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido das empresas”, alertou.
Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), “o momento é de fortalecer a unidade e a ação das centrais sindicais para além do salário mínimo, encarando outros embates tendo como prioridade o desenvolvimento econômico e a justiça social”. Juruna lembrou que até 1995 a tabela era corrigida automaticamente de acordo com a inflação do período, princípio que deve ser retomado, sem prejuízo da luta pela recomposição das perdas do governo FHC.
O presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Antônio Carlos dos Reis (Salim), lembrou que as mobilizações unitárias nos Estados, no próximo dia 29, será um aquecimento para a marcha em Brasília. “Em grandes ações políticas estivemos juntos e assim vamos continuar, amadurecendo. Caminharemos juntos em Brasília com as mesmas propostas, construindo com maturidade a nossa pauta do crescimento”, declarou Salim, frisando a importância de garantir do governo o cumprimento do acordo que antecipa o pagamento da data de reajuste do mínimo neste ano para o mês de março.
DIEESE - De acordo com Clemente Ganz Lúcio, do Dieese, “o aumento do salário mínimo gera benefício direto para o desenvolvimento, dinamizando a economia mais pobre, o que o converte em um grande mecanismo de distribuição de renda”. Itens como alimentação, vestuário e transporte, que impactam mais na população de menor renda, explicou, registram uma substancial melhoria quando do reajuste. “Os ricos passam a acumular menos e os pobres vão ter uma participação diferenciada na renda nacional, havendo uma mudança no padrão de desigualdade”, explicou.
O reajuste da tabela do Imposto de Renda, declarou Clemente, é outro ponto extremamente necessário, uma vez que o congelamento da tabela durante o governo Fernando Henrique fez com que as perdas dos trabalhadores se agravassem, sendo taxados trabalhadores que ganham cada vez menos.
“A desigualdade de renda é muito grande no país. Enquanto a renda dos mais ricos tem vários mecanismos de fuga na tributação, os mais pobres são penalizados. Hoje o Imposto de Renda é regressivo, quem ganha menos paga mais, quem ganha mais paga menos. É importante aumentar o número de faixas, ampliando o percentual para os mais ricos. Outra forma a ser pensada é a introdução de impostos sobre as propriedades e as grandes fortunas”, disse.
Na questão da tabela, avalia, além de zerar a defasagem da tabela durante o governo Lula, assegurando os 7,77%, é preciso que o movimento sindical debata a defasagem de cerca de 45% do governo Fernando Henrique numa política de longo prazo.
Governo estuda correção de 10%
Para compensar as perdas econômicas da classe média nos últimos anos, o governo autorizou o relator do Orçamento da União de 2007, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), a realizar estudos para corrigir a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física.
Segundo o Investnews, o parlamentar adiantou que trabalha com dois cenários. Um deles prevê correção de 10%. O outro percentual em estudo no Congresso é de 7,6%, que corresponde à defasagem de correção acumulada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o senador Valdir Raupp, o impacto nas contas da União, estados e municípios será de R$ 1,6 bilhão ou R$ 2 bilhões, dependendo de qual reajuste for adotado. Se a correção aprovada for de 7,6%, o limite de isenção passará para R$ 1.352,66. Caso a atualização seja de 10%, o teto subirá para R$ 1.382,83. Hoje, é de R$ 1.257,12.
Com informações da CNM/CUT, CUT, Terra.
13º injeta R$ 53 bilhões na economia
O 13º salário vai injetar R$ 53 bilhões na economia brasileira até o final do ano, segundo estimativa do Dieese. Esse dinheiro inclui a parcela que será paga aos trabalhadores com carteira assinada e aos aposentados do INSS.
No total, 61 milhões de pessoas receberão o pagamento. Cerca de 24 milhões (40%) são aposentados ou pensionistas, que ganharão R$ 12 bilhões. Os trabalhadores formais correspondem a 37 milhões (60%). Eles embolsarão R$ 41 bilhões.
O Dieese calcula que o número de pessoas que ganhará o 13º em 2006 é 3% superior ao de 2005. Em torno de 1,6 milhão de pessoas passou a receber o benefício por ter requerido aposentadoria ou pensão. Os demais se incorporaram ao mercado de trabalho ou formalizaram o vínculo empregatício.
O 13º salário é pago em duas etapas. A primeira até 30 de novembro. A segunda parcela tem de ser depositada até 20 de dezembro.
Fonte: CNM/CUT e Sind. dos Met. do ABC
Analistas apostam em corte maior dos juros
A maioria dos analistas econômicos ouvidos semanalmente pelo Banco Central mudou de idéia quanto ao rumo do juro básico, prevendo agora corte maior da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, Copom, marcada para os próximos dias 28 e 29 de novembro. Até o fim de outubro, o mercado esperava por redução de 0,25 ponto percentual, mas na semana passada essa estimativa mudou para 0,5 ponto, o que faria a Selic terminar 2006 a 13,25% ao ano.
Ao que tudo indica, os analistas foram influenciados pelo discurso desenvolvimentista adotado pelo governo para o segundo mandato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, cresce a expectativa de cortes maiores na taxa de juro. Contudo, as previsões sobre a Selic para o ano que vem ficaram inalteradas: 12% no fim de 2007.
As perspectivas dos analistas para inflação, câmbio e crescimento do PIB também pouco mudaram, ficando praticamente estáveis em relação às previsões do fim de outubro. Para o IPCA, índice de inflação no qual o Copom se baseia para calibrar o juro básico, as previsões foram arredondadas para 3% ao fim de 2006 e 4,14% em 2007 inteiro. Para a taxa de câmbio, as estimativas são R$ 2,18 por dólar este ano e R$ 2,23 no ano seguinte.
Com relação ao crescimento da economia, as perspectivas continuam estacionadas em 3% este ano e 3,5% em 2007 – pelo menos até que o discurso desenvolvimentista do governo se traduza em realidade.
Fonte: CNM CUT
VI Encontro das Mulheres Metalúrgicas de SC
Para debater as questões que afetam o dia a dia das mulheres no local de trabalho, seus direitos e perspectivas, a Secretaria da Mulher da FEMCUT/SC e o Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região promovem o VI Encontro das Mulheres Trabalhadoras Metalúrgicas de Santa Catarina. O encontro será realizado dia 25 de novembro na Colônia de Férias do Sindicato, que fica na praia de Itaguaçú, na cidade de São Francisco do Sul (SC), distante 50 quilômetros de Joinville.
Para Joinville, serão disponibilizadas 20 inscrições para as mulheres que confirmarem a presença até dia 22 de novembro. O deslocamento e a estrutura de alimentação e hospedagem correm por conta do Sindicato. As inscrições e demais informações podem ser feitas na sede central do Sindicato – rua Luiz Niemeyer, 184, Centro, ou pelo telefone (47) 3433.1188 com Jaqueline. Questões como inserção da mulher no mercado de trabalho, saúde, assédio moral e outros temas estarão na pauta.