Arquivo de novembro, 2006

Sindicalismo cria organização internacional

Publicado por admin 7 novembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

Os sindicalistas de todo o mundo perceberam que não há como influenciar os rumos da globalização sem entrar no jogo. Na sexta-feira – 3 de novembro – foi fundada em Viena, Austria, a maior organização de trabalhadores do mundo, a Confederação Sindical Internacional (CSI). Fruto da fusão entre a Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres (CIOSL), a Confederação Mundial do Trabalho e outra entidades representativas independentes, a CSI já nasce com 170 milhões de associados, espalhados por 150 países.

“Demos um passo importante para a necessária articulação contra o capital globalizado e a guerra fiscal, que movem empresas entre países e precarizam as condições de trabalho”, afirmou Artur Henrique, presidente da CUT Nacional, à revista Carta Capital – edição 418. A CUT era ligada à antiga CIOSL, e é a entidade mais representativa dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

O novo caminho para o movimento sindical em todo o mundo foi sintetizado por Artur. “Vamos lutar para que garantias trabalhistas mínimas sejam estendidas a todos os países”, disse. Para o presidente do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região, João Bruggmann, as empresas terão que respeitar os direitos dos trabalhadores de forma internacional. “A médio prazo, as coisas vão começar a acontecer. É preciso que os donos do capital entendam que o lucro deve vir pela capacidade de empreender, e não da exploração da mão de obra”, destacou Bruggmann.

Com informações da revista Carta Capital

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Haddad propõe parceria com sistema S para educação

Publicado por admin 7 novembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro da Educação, Fernando Haddad, lançou nesta segunda-feira, dia 6, em Brasília, uma proposta de parceria com o sistema S — serviços de aprendizagem da indústria (Senai), do comércio (Senac), de transporte (Senat) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Haddad defendeu a destinação de 30% dos recursos das contribuições sociais do sistema ao ensino profissionalizante da rede pública, especialmente ao ensino médio.

A proposta foi feita durante a 1ª Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, que começou no domingo, dia 5, e vai até quarta-feira, 8, na capital federal. “É preciso unir forças para proporcionar um horizonte profissional ao jovem. E o sistema S, enquanto paraestatal, precisa se comprometer com a educação e adotar a escola pública”, disse o ministro. Entidades Paraestatais não integram a administração direta nem indireta, sendo pessoas jurídicas de direito privado. Estão ao lado do Estado desenvolvendo atividades privadas de interesse público. Os recursos vêm de contribuições autorizadas pelo governo.

Haddad fez também sugestões que envolvem educação de jovens e adultos, vinculação da educação profissional ao ensino médio e iniciação profissional. Segundo o ministro, o ensino profissionalizante deve ser inserido na educação formal de jovens e adultos já na quinta série do ensino fundamental. A idéia é relacionar o aprendizado de disciplinas como matemática e português à realidade social do aluno da rede pública. “É impossível enfrentar a evasão sem promover uma articulação entre o conteúdo escolar e a vida profissional”, afirmou.

A necessidade de integração entre o nível médio e a educação profissional tem um forte argumento, na visão do ministro. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) revelam que aproximadamente dois milhões de jovens, entre 15 e 17 anos, estão fora da escola. Por isso, Haddad propõe a aproximação cada vez maior entre qualificação profissional e aumento da escolaridade como forma de evitar a evasão. “Hoje, isso ocorre de forma dissociada porque quem tem apenas diploma de ensino médio não consegue emprego”, exemplificou.

Ao se referir ao sistema S o ministro indicou a iniciação profissional como uma ação de baixo custo para o empresariado que pretende apoiar o ensino profissionalizante. Ele  citou como exemplo o programa Escola de Fábrica, por meio do qual o MEC oferece bolsas de iniciação técnica ao jovem no ambiente de trabalho. Cerca de 40 mil estudantes entre 16 e 24 anos são atendidos pelo programa.

Fonte: MEC

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A opinião pública derrota a mídia

Publicado por admin 7 novembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir


A liberdade de imprensa no Brasil é a das grandes empresas midiáticas deitarem e rolarem no esforço concentrado de servir o poder, ou, por outra, a si próprias. Assistimos neste momento ao lamentável espetáculo encenado pela mídia, ainda e sempre disposta a esconder o seu ódio de classe, o seu facciosismo, o seu golpismo, por trás do biombo da neutralidade.

Tenho a forte impressão de que o biombo está a ficar transparente. A eleição de Lula é a derrota da mídia. Patético é o esforço de insistir na idéia da eqüidistância e da isenção, como faz, por exemplo, o diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel. Diz ele que tal é a tradição global. Os porta-vozes de outras empresas de comunicação diriam o mesmo, impavidamente.

A tradição, de verdade, é aposta àquela pretendida, ainda que o tom da mídia, em 2002, tenha seguido pauta diferente daquele de 2006. Quando, há quatro anos, a eleição de Lula se desenhou como inevitável, o comportamento foi muito mais cauteloso, comedido, brando, do que desta vez. Pelo contrário, há um ano e meio, a mídia postou suas baterias e abriu fogo sobre Lula, o governo e o PT. Corrente para frente. E lá pelas tantas, concluído o primeiro turno, iludiu-se que a vitória de Alckmin seria possível.

Antes de chegar à encruzilhada da minha vida profissional, há quase 31 anos, para ser obrigado a partir de então a inventar meus empregos, tive patrões e sei que os homens se detestam. Não excluo exceções, mas, em geral, no plano pessoal e empresarial, um não tem o menor apreço pelo outro. Unem-se, porém, compacta e indissoluvelmente, sempre que divisam o risco comum.

Exemplos clássicos, que envolvem todos, e para não remontar aos sumérios, comecemos pela renúncia de Jânio Quadros e pela posse na Presidência do vice João Goulart. Ali começou a fermentar a idéia do golpe, já aflorada durante o governo constitucional de Getúlio Vargas, e, logo após, o de Juscelino Kubitschek. A mídia implorou pela intervenção dos gendarmes, e ao se dar, enfim, a avançada grotesca dos tanques, saudaram-na como revolução, a redentora.

Depois da escravidão, o golpe de 1964 é a maior tragédia brasileira consolidada, digamos, pelo golpe dentro do golpe em dezembro de 1968. A ele os senhores da mídia não regatearam apoio em uníssono. Hoje alguns, com a extraordinária desfaçatez que os caracteriza, falam em anos de chumbo. Não para a maioria. Folha, Globo e Jornal do Brasil nunca foram censurados. O Estado foi, teve, porém, a regalia de preencher os cortes censoriais com versos de Camões. E assim, vale acentuar que uma briga entre golpistas convocou as tesouras, a mesma disputa capaz de condenar Carlos Lacerda à cassação.

A UDN de São Paulo queria mais poder do que o concedido pela ditadura. Mais esperto, Roberto Marinho entendia-se às mil maravilhas com o ministro Armando Falcão. Unidos, novamente, os donos da mídia, na oposição à campanha das Diretas Já, com a única exceção da Folha de S.Paulo. A equipe da Globo foi escorraçada pelos manifestantes durante o comício da Praça da Sé, dia 25 de janeiro de 1984.

E unidos a favor da candidatura Collor, o fio desencapado da vez, necessário, entretanto, para evitar Lula, em 1989. E unidos no apoio deslumbrado a Fernando Henrique Cardoso, para o primeiro e para o segundo mandato, aquele que resultou no maior engodo eleitoral da história da incipiente democracia brasileira. Foi quando Roberto Marinho confiou nos artigos de Miriam Leitão, a qual garantia que o real não seria desvalorizado.

Entre muitos lances da cobertura da campanha eleitoral neste ano, chamou-me atenção o espaço dado ao ex-presidente FHC na sua bem-sucedida exumação de Carlos Lacerda. Sem qualquer gênero de maravilha, ou surpresa, ou mesmo espanto, observo a atuação de inúmeros jornalistas que se prestam a fazer o jogo do patrão. Mas não é que o chamam de colega?

Na edição desta semana da Carta Capital, o artigo de Marcos Coimbra sobre a vitória da opinião pública contra a mídia que, como de hábito, tentou manipulá-la, desta feita em vão, é leitura indispensável. De minha parte, apresso-me a homenagear os colegas que se recusaram a assinar o documento encaminhado às redações da Globo em todo o País pela chefe de produção do Jornal Nacional, Mônica Maria Barbosa. Não foram poucos, e alguns que subscreveram de imediato o texto que lhes apresentava o redator-chefe, acabaram por retirar suas assinaturas. Ora viva, nem todos são sabujos.

* Mino Carta é jornalista e editor da revista Carta Capital.

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Colônia de Férias está pronta para associados

Publicado por admin 7 novembro, 2006 Nenhum Comentário Imprimir


Após um ano de muita luta e trabalho, nada mais justo que o descanso, não é mesmo? Melhor ainda se for em uma das praias mais belas de Santa Catarina, a praia de Itaguaçú em São Francisco do Sul, onde o Sindicato mantém a Colônia de Férias.

Entrega de senhas

Como em todos os anos, a reserva de apartamentos para o Natal (23 a 29) e Ano Novo (30 a 5 de janeiro) será feita por sorteio.Após este período não as reservas voltam ao modelo normal. A entrega de senhas começou no dia 6 de novembro e vão até o dia 1º de dezembro. O sorteio das reservas
será feito no dia 2 de dezembro (sábado) às 9 horas, na sede central do Sindicato.

Regulamento para senhas

É importante informar que será entregue somente uma senha por sócio, que deverá escolher a época da reserva, Natal ou Ano Novo. Outro alerta é para que no dia do sorteio esteja presente o associado ou seu dependente. Não será permitido que um sócio substitua o outro no sorteio.

Transporte

Excepcionalmente, o Sindicato oferece transporte gratuito dos associados à Colônia de Férias, exclusivamente. Os ônibus ou vans sairão sempre às 7 horas da manhã da sede central do Sindicato, retornando sempre aos domingos às 19 horas. Confira no calendário abaixo, observando os horários de saída – coluna de cima – e retorno, coluna de baixo:

Saídas (aos sábados – 7 horas)


23/12/2006 (sábado) – 7 horas
30/12/2006 (sábado) – 7 horas
6/1/20067 (sábado) 7 horas
13/1/2007 (sábado) 7 horas
20/1/2007 (sábado) 7 horas
27/1/2007 (sábado) 7 horas
3/2/2007(sábado) 7 horas


Retornos (aos domingos – 19 horas)


25/12/2006 (2a-feira) 19 horas
1/1/2007 (domingo) 19 horas
7/1/2007 (domingo) 19 horas
14/1/2007 (domingo) 19 horas
21/1/2007 (domingo) 19 horas
28/1/2007 (domingo) 19 horas
4/2/2007 (sábado) 19 horas

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