Arquivo de dezembro, 2006
Congresso promulga Fundeb
O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (19) a emenda constitucional nº 53, de 2006, que cria o Fundeb, novo fundo da educação básica. Foi uma rápida sessão de quatro minutos que lembrou os dez anos de promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
Após a sessão, em entrevista, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que para o Fundeb entrar em vigor no ano que vem, a regulamentação da emenda terá de ser feita por meio de medida provisória, por falta de tempo hábil para a tramitação de um projeto de lei – o Congresso entra em recesso no dia 23 e só retoma os trabalhos em 1º de fevereiro.
Haddad disse que depende ainda de uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para fechar detalhes financeiros. E que dependerá da Casa Civil a definição sobre a forma como será feita a regulamentação do fundo. O ministro lembrou que o Fundeb receberá em torno de R$ 5 bilhões anuais do governo federal a partir do quarto ano de vigência – o saldo total estimado é de R$ 50 bilhões.
A sessão, com a presença de autoridades dos três Poderes, não teve discursos, apenas a leitura do texto da emenda constitucional promulgada pelo primeiro-secretário do Senado, Eduardo Campos (PSDB-TO).
Movimento defende projeto de lei
Integrantes do movimento Fundeb pra Valer defendem que o novo fundo da educação básica, homologado nesta terça pelo Congresso Nacional, seja regulamentado através de um projeto de lei.
O ministro disse hoje que para o Fundeb entrar em vigor no início de janeiro, a alternativa mais indicada é regulamentá-la por medida provisória, já que bastaria a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem discussão no Congresso Nacional.
No entendimento do coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (liderada pelo movimento Fundeb pra Valer), Daniel Cara, a opção pela MP não seria um “processo democrático”, mesmo sendo um caminho mais rápido. De acordo com ele, um projeto de lei permitiria um posicionamento maior da sociedade civil sobre pontos que ainda precisam de definição, como o cálculo do valor mínimo a ser investido por aluno conforme o nível de ensino.
“A nossa questão principal é pensar uma lógica em que a gente não prejudique um fundo que vai vigorar por 14 anos pela necessidade de urgência”, afirmou o coordenador.
Daniel Cara disse que se o governo realmente optar pela medida provisória, a sociedade civil deve buscar meios de exercer controle sobre a implementação do Fundeb. Ele sugere a indicação de um representante para integrar a chamada junta de acompanhamento, que deve ser criada pelo governo. Segundo o coordenador, todo o processo de elaboração do Fundeb se deu de forma participativa.
“Se a medida provisória for o caminho colocado, tem que ser um caminho aberto o suficiente para a gente poder trabalhar, operar, incidir, brigar, fazer com que de fato o Fundeb garanta a qualidade colocada no texto da própria regulamentação”, afirmou.
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação engloba cerca de 200 entidades de todo o país e é liderada pelo movimento Fundeb pra Valer, iniciativa conjunta de entidades, redes e organizações dos campos educacional e social.
Fonte: Ag. Brasil
Novas regras de informação de preços ao consumidor
O comércio varejista de todo o país tem até o próximo dia 20 de dezembro para se adequar ao decreto do Executivo que estabelece regras para a informação do preço dos produtos aos consumidores. O decreto estabelece, entre outros itens, que os preços dos produtos (à vista e financiado) devem estar em lugar visível e os comerciantes podem optar por três recursos na hora de marcar os preços: etiquetas fixas na embalagem, códigos de barras e código referencial.
Caso faça a opção pelo código de barras, o estabelecimento deverá fixar etiquetas com informações como preço, características e código próximas ao produto. Além disso devem instalar máquinas para leitura ótica a uma distância máxima de 15 metros dos produtos à venda.
O diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita, explicou que o decreto regulamenta um dos artigos mais importantes do Código de Defesa do Consumidor, que é o direito à informação que conseqüentemente garante ao consumidor duas proteções: a econômica e o exercício da liberdade de escolha.
“O consumidor hoje tem o direito garantido por lei de exigir, por exemplo, que produtos colocados nas vitrines das lojas, dos shoppings ou do comércio de rua constem o preço à vista mesmo que a loja venda a prazo. É importante porque o consumidor com a informação do preço à vista pode fazer uma avaliação se vale a pena ou não comprar aquele produto e se aquele financiamento é ou não adequado. Caso ele não encontre o preço à vista no produto ofertado ele pode reclamar e denunciar”, disse.
Já os bares e restaurantes serão obrigados a colocar na entrada um cardápio com o preço de todos os pratos oferecidos. “Essa medida vai evitar o desconforto para o consumidor que muitas vezes chega ao restaurante, senta, e quando o garçom traz o cardápio ele tem que sair sem consumir por causa do preço”, explicou Morishita.
Os estabelecimentos comerciais que se não se adequarem às novas regras estarão sujeitos a multas que variam de R$ 300 a R$ 3 milhões.
Fonte: Câmara dos Deputados e Folha
Parlamento Mercosul será constituído quinta (14)
Está marcada para quinta-feira (14) a sessão de constituição do Parlamento do Mercosul com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sessão será presidida pelo senador Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, e coordenada pelo presidente Pro Tempore da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul (CPCM) e da seção-Brasil da CPCM, senador Sérgio Zambiasi.
Participarão do ato, que será realizado no plenário do Senado, a partir das 10 horas, integrantes e presidentes das representações das Comissão parlamentar Conjunta do Mercosul da Argentina, do Paraguai, do Uruguai e da Venezuela, além de presidentes e representantes dos Congressos Nacionais dos quatro países, chanceleres e diplomatas.
A instalação do Parlamento do Mercosul atende à decisão do Conselho Mercado Comum (49/04) e também ao protocolo constitutivo firmado pelos chefes de Estado dos países integrantes, em dezembro de 2005, em Montevidéu, que determinou a sua constituição até 31 de dezembro de 2006. De acordo com o secretário-geral da representação brasileira na Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), o funcionamento efetivo do Parlamento está previsto para março de 2007.
O que é o Parlamento do Mercosul
A Câmara e o Senado aprovaram ontem, por meio dos projetos de Decreto Legislativo 2266/06 e 2238/06, a criação do Parlamento do Mercosul e do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento da Estrutura Institucional do Mercosul (Focem) no dia 6 de setembro deste ano.
O Parlamento funcionará como órgão consultivo do bloco, e não como órgão legislativo; já o Focem financiará programas destinados a reduzir as diferenças estruturais, jurídicas e econômicas entre os países do Mercosul.
Para o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), secretário-geral da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, com as duas votações, o Congresso deu demonstração de que considera o bloco estratégico. O presidente da comissão, senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), disse que o Parlamento do Mercosul deverá ser “austero, transparente e sintonizado com os anseios concretos das populações dos países do bloco”.
Caberá ao Parlamento garantir a segurança jurídica, a previsibilidade no desenvolvimento do processo de integração e a observância da manutenção da democracia nos Estados-parte, assim como velar pelo respeito aos direitos humanos.
Eleições em 2010
O Protocolo Constitutivo do Parlamento do Mercosul foi assinado em 9 de dezembro de 2005 pelos governos da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai. Com a aprovação pelos quatro Estados-parte, o Parlamento será instalado até o fim deste ano.
A primeira legislatura, que vai até 2010, contará com 18 representantes de cada país, indicados pelos parlamentos nacionais. “Apesar de não ser uma eleição direta, essa nova instituição democratizará mais o Mercosul, porque o povo estará representado”, disse.
Em 2010, deverão ocorrer as primeiras eleições diretas para representantes a esse novo Parlamento. “O Parlamento servirá de caixa de ressonância para os anseios e preocupações dos diversos setores da sociedade civil e, ao mesmo tempo, será o canal de comunicação entre as populações e as instâncias negociadoras da integração”, justifica Dr. Rosinha.
Harmonia nas leis
O Parlamento, que substituirá a Comissão Parlamentar Conjunta, vai produzir projetos e anteprojetos de normas, declarações, recomendações, relatórios e disposições. A idéia é harmonizar as legislações nacionais e agilizar a incorporação aos respectivos ordenamentos jurídicos internos das normas do Mercosul que requeiram aprovação legislativa.
O Parlamento também poderá acompanhar as negociações entre os países e interferir nesse processo, o que, segundo Dr. Rosinha, até hoje os Parlamentos nacionais não conseguiram fazer adequadamente.
Fonte: Câmara dos Deputados
Mínimo de R$420 não prejudicará o país, diz Dieese
O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Lúcio, avalia que o reajuste do salário mínimo para R$ 420 não trará prejuízos à economia nem afetará negativamente a Previdência Social.
“O aumento do mínimo tem um efeito importante na economia no sentido de aumentar a renda do trabalhador, o que ativa positivamente o mercado”, disse. “Cada real gasto significa dinheiro que está criando novos empregos e fazendo a economia crescer, o que gera impostos e melhora a capacidade do Estado em devolver em bens e serviços a arrecadação dos tributos”, completou Clemente.
Ele sustenta que os problemas no sistema previdenciário acontecem por má gestão, sonegação fiscal de empresas e pelo contingente de trabalhadores informais ou ilegais – segundo ele, cerca de 30 milhões de pessoas – que não recolhem tributos.
“O que não podemos aceitar é que a situação da Previdência, seja pela inadimplência, má gestão ou exclusão dos trabalhadores como contribuintes, afete uma política de médio e longo prazo para o salário mínimo”.
As declarações foram feitas no dia 6 de dezembro em um seminário na Câmara dos Deputados do qual participaram representantes de sete centrais sindicais que organizaram, em Brasília, a Marcha pelo Salário Mínimo. No evento, o Dieese distribuiu dois relatórios sobre os impactos do reajuste do mínimo sobre a economia e a Previdência.
Segundo a entidade, o aumento para R$ 367 vai gerar um impacto de 4,9% sobre a folha de benefícios, representando mais R$ 3,4 bilhões por ano. Se o mínimo for para R$ 375, os gastos da Previdência sofrerão variação de 7,1%, mais R$ 5,1 bilhões ao ano.
Caso o mínimo chega aos R$ 420 defendido pelas centrais sindicais, a folha da Previdência teria um impacto de 20%, representando um aumento de gastos de R$ 14,4 bilhões por ano.
Em outra análise, o Dieese faz uma comparação histórica do valor do mínimo em relação ao poder de compra de cestas básicas. Em 1995, um salário mínimo era suficiente para comprar 1,02 cesta básica. Em 2005, era possível comprar 1,6 cesta básica com um salário. Em 2006, na média de janeiro a outubro, o mínimo permite a aquisição de 1,91 cesta básica.
Se o mínimo chegasse a R$ 420, em abril do próximo ano seria possível comprar 2,34 cestas básicas.
Fontes: Ag. Brasil e CNM/CUT
Comissão aprova salário mínimo de R$ 375
Em reunião na manhã desta terça-feira (12/12), os integrantes da Comissão Mista do Orçamento aprovaram o relatório setorial de Trabalho, Previdência e Assistência Social do Orçamento para 2007. O relatório do senador Leomar Quintanilha (PCdoB-TO) prevê salário mínimo de R$ 375 em abril.
Quintanilha deixou de acatar sugestão feita pelo deputado Ricardo Barros (PP-PR), integrante da comissão. Barros sugeriu, por meio de destaque, que o Tesouro Nacional pague todos os benefícios “que não são frutos de contribuição”.
Como exemplo, ele citou a aposentadoria rural concedida a pessoas que nunca contribuíram para a Previdência, mas que recebem o benefício do caixa da Previdência. “Especialistas apontam que a concessão de benefícios sem a contribuição correspondente é uma das principais causas do déficit da Previdência, que está hoje em R$ 46 bilhões. Havendo contribuição, haverá repartição”, disse Barros.
Leomar Quintanilha disse vai recomendar ao relator-geral do Orçamento, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), atenção ao pedido de Ricardo Barros.
Centrais sindicais querem R$ 420
Representantes de sete centrais sindicais reuniram-se, na última quinta-feira (7/12), com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, para pedir que o Congresso participe das negociações, juntamente com sindicalistas e o governo, sobre o valor do salário mínimo. O encontro foi realizado um dia após a terceira grande marcha do salário mínimo, que uniu as maiores centrais sindicais do País, em evento que reuniu mais de 20 mil trabalhadores e trabalhadoras.
As centrais reivindicam um aumento de R$ 350 para R$ 420. O governo informa que a Previdência Social não suporta um salário mínimo maior que R$ 367. Já o Congresso, nas discussões do Orçamento de 2007, tem sinalizado com a possibilidade de o mínimo chegar a R$ 375.
Saídas para a previdência
Para o presidente da Força Sindical e deputado eleito pelo PDT de São Paulo, Paulinho da Força, a proposta do governo é inaceitável. “O governo fala de problemas com a Previdência, mas nós achamos que é preciso encontrar caminhos para a Previdência que não sejam segurar o salário mínimo. Eles falam que têm problemas com a Previdência desde quando o salário mínimo era de 50 dólares. Hoje o salário está em mais de 150 dólares e não quebrou a Previdência.”
Paulinho espera um acordo entre todas as partes para que, no final, se chegue a um valor para o salário mínimo que fique entre os R$ 375 sugeridos pelos parlamentares e os R$ 420 pedidos pelas centrais. “Se não tiver um acordo entre centrais sindicais e governo, a gente vem para cá e tenta fazer um acordo aqui dentro do Congresso.”
Para colaborar com as negociações, os sindicalistas pediram ao presidente da Câmara que indique deputados para participar das reuniões que serão feitas com o governo.
Fonte: Câmara dos Deputados
Sindicato está em férias coletivas até dia 7/1
A equipe do Sindicato dos Mecânicos entra em férias coletivas a partir do dia 23 de dezembro (sábado). O atendimento ao público será realizado até o meio-dia do dia 22 - sexta-feira. O retorno está previsto para o dia 8 de janeiro, sendo que alguns setores retornarão em outras datas, que você pode conferir logo a seguir.
Para evitar atropelos e problemas com atendimentos em homologações de rescisões e atendimentos médico-odontológicos, ou ainda, na atenção aos processos jurídicos, esporte e lazer e questões burocráticas e financeiras, a direção do Sindicato definiu datas de retorno dos profissionais à suas funções, como você pode conferir abaixo:
Dentistas
Dia 15 retornam ao atendimento os doutores Sérgio Bombonato, Luciana Bombonato e Silvia Mara.
Dia 26 retornam os doutores Bruno Lanna (tratamento de canal), Renata Bernardes e Milton Ramos.
Médicos
Os doutores José Eduardo Gauza (ginecologia), André Tuma (pediatria) e Marilone Pacheco (clínica geral) retornam todos a partir de 26 de janeiro.
Jurídico
O atendimento das advogadas Luiza De Bastiani e Morgana Frohner retorna normalmente a partir de 26 de janeiro.
Câmara de Conciliação – Homologação de Rescisões
Os contadores e empresas devem se organizar para evitar transtornos de última hora com rescisões. A Câmara de Conciliação funcionará até dia 22 de dezembro, e retorna apenas a partir de 8 de janeiro. Durante o período de férias coletivas, as rescisões devem ser homologadas no Ministério do Trabalho.
Recepção, Financeiro e Secretaria Geral
Fornecedores, convênios, associados, trabalhadores e trabalhadoras e demais interessados nestas áreas devem se agendar e resolver suas pendências e solicitações até dia 22 de dezembro. Estes setores retornam normalmente a partir do dia 8 de janeiro.
Centro Esportivo e Recreativo
As atividades esportivas e recreativas seguem até dia 23 de dezembro, inclusive o uso das quadras, retornando no dia 23 de janeiro de 2007.
Para maiores informações sobre o atendimento, entre em contato pelo telefone (47) 3433.1188.
Conta-Salário – Você escolherá o banco em 2007
Se o banco lhe procurar, exija tarifa zero
A partir de 1º janeiro, os trabalhadores têm uma boa oportunidade para exigir tarifa zero dos bancos. Nessa data entra em vigor a lei que permite transferir o seu dinheiro para uma conta corrente num banco de sua preferência sem pagar tarifas ou a CPMF. Nessa hora, você deve escolher o banco que lhe oferece as melhores vantagens, como a tarifa zero.
Alguns bancos já tentam ganhar os metalúrgicos do ABC de São Paulo. O HSBC, por exemplo, mandou cartas aos trabalhadores e trabalhadoras na empresa Grob, de São Bernardo. Na correspondência, convida o trabalhador a abrir uma conta corrente. Os companheiros na GM receberam carta semelhante do mesmo banco.
“Essa é a hora daqueles trabalhadores que ainda não tem a tarifa zero exigir o benefício do banco”, disse o diretor do Sindicato do ABC, José Paulo Nogueira.
Mais concorrência - Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a medida têm o objetivo de promover a concorrência entre os bancos. “Estamos dando ao trabalhador o direito de escolher o banco com que quer trabalhar”, observou Mantega, na semana passada, logo após o Conselho Monetário Nacional aprovar a operação.
“A competição leva à redução da taxa de juros. O que queremos é que os bancos corram atrás do cidadão e não que o cidadão fique pedindo favores para o banco. Queremos que isso seja invertido”, afirmou.
Mais da metade da categoria tem o benefício
O Sindicato do ABC deflagrou campanha pela tarifa zero na campanha salarial de 2004, quando constatou que as tarifas podem morder até um salário mínimo por ano de cada trabalhador. A reivindicação foi apresentada para todas as empresas e cerca de 60 mil companheiros obtiveram a conquista na base.
Folha lucrativa – Ter o pagamento de trabalhadores é tão lucrativo para os bancos que muitos deles compram as folhas de pagamento das empresas. Em setembro, o jornal Folha de S. Paulo denunciou que empresas de grande porte receberam dos bancos entre R$ 4 milhões e R$ 50 milhões. Os bancos contam recuperar o investimento com a venda de produtos financeiros aos trabalhadores e com a cobrança de tarifas.
Fonte: Metalúrgicos do ABC
Novembro recorde para indústria automobilística
Novembro foi o melhor mês em vendas para a indústria automobilística este ano. Embalada pela queda nas taxas de juros, que permite a redução das prestações e prazos mais longos para o financiamento, as montadoras venderam 182.770 veículos, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Foi o melhor novembro da história. Em relação a outubro, os negócios cresceram 4,25%.
Na comparação com igual mês de 2005, o aumento foi de 15,4%, segundo dados de licenciamentos dos órgãos de trânsito no período. No acumulado de janeiro a novembro, a indústria vendeu 1.722,9 mil veículos novos, superando o volume de todo o ano passado, de 1.714,6 mil unidades.
Em vendas mensais, o melhor resultado anterior foi o de dezembro do ano passado, com 183,6 mil unidades. Só o segmento de automóveis e comerciais leves teve vendas de 174,2 mil unidades em novembro, 4,3% acima do volume vendido em outubro e 15,3% melhor do que no mesmo mês de 2005. No ano, foram vendidas 1.638,9 mil unidades nesse segmento, volume 13,3% superior ao do mesmo período do ano passado.
Queda dos juros
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, disse que a queda dos juros tem se refletido mais rapidamente no mercado de carros do que em outros setores. Cerca de 70% das vendas de veículos são financiadas e há lojas que oferecem até 70 meses para parcelamento.
O executivo também ressaltou que a indústria automobilística tem dado sua contribuição para o crescimento do País, ao comentar a contradição entre o que ocorre no setor e a economia como um todo, que não consegue deslanchar no Produto Interno Bruto (PIB).
“O setor cresce acima da média do País”, afirmou. O PIB, até outubro, cresceu 2,3% e a produção das montadoras, no mesmo período, aumentou 4,5%.
A previsão da indústria é de produzir até dezembro volume recorde de 2,64 milhões de veículos, mantendo o crescimento de 4,5%. Já as vendas de veículos devem ter acréscimo de cerca de 10% e praticamente empatar com o recorde de 1997, de 1,9 milhão de unidades.
Liderança
Depois de perder por dois meses seguidos a liderança em vendas no mercado nacional de automóveis, o Gol, da Volkswagen, retomou o posto em novembro, mas com uma diferença de apenas 75 unidades em relação ao concorrente Palio, da Fiat. Foram 17.121 unidades do Gol ante 17.046 do Palio.
No ano, a Fiat segue na liderança das vendas totais, com 24,2% de participação. A Volkswagen detém 22,7%, a General Motors, 21,2% e a Ford, 11,4%. No segmento de automóveis e comerciais leves (sem caminhões e ônibus), que concentra a maioria das marcas, há acirrada disputa pelo segundo lugar entre GM e Volks.
O balanço completo da indústria automobilística em novembro, com dados de produção, exportações e nível de emprego, será divulgado na quarta-feira pela Anfavea.
Fonte: O Estado e CNM/CUT
DRT/PR resgata trabalhadores de semi-escravidão
Treze trabalhadores foram resgatados na quinta-feira (30) da fazenda Lago Azul, onde trabalhavam em condições análogas à escravidão no corte de eucalipto. Além dos auditores fiscais do Trabalho, da Delegacia Regional do Trabalho no Paraná (DRT/PR), a ação contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Militar. A fazenda fica entre os municípios de Bocaiúva do Sul e Rio Branco do Sul, região metropolitana de Curitiba.
Os trabalhadores estavam alojados na propriedade desde o dia 25 de outubro, em barracos de madeira e lona plástica, com janelas sem proteção, paredes sem vedação e com frestas entre as tábuas, além do piso de chão batido. Já nos três barracos de lona, anexos aos de madeira, foram encontrados tarimbas – uma espécie de cama de madeira – e fogareiros.
De acordo com os fiscais do Trabalho, não havia instalações sanitárias, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e nem água potável. A água era retirada de uma cacimba sem tratamento adequado e desprotegida. Todos estavam trabalhando sem registro em carteira de trabalho e em condições degradantes.
De acordo com o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), firmado após o resgate, o empregador tem prazo até amanhã (5) para apresentar à DRT/PR o registro de todos os trabalhadores e a rescisão, com o pagamento das verbas rescisórias (salário, aviso prévio, férias e 13º proporcionais, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, multa rescisória e indenização pelo dano moral individual). O proprietário da fazenda também deverá pagar uma indenização de R$ 10 mil por danos morais coletivos. O pagamento poderá ser feito em dez parcelas de R$ 1 mil, que será doado a uma creche de Campina Grande do Sul.
Caso descumpra com qualquer uma dessas obrigações, o fazendeiro pagará uma multa de R$ 1 mil para cada trabalhador encontrado, que será revertido para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Após a conclusão do trabalho, os trabalhadores receberão o formulário de seguro-desemprego.
Fonte: MTE
Inflação deve terminar o ano em 3,15%
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para a inflação oficial, deve terminar o ano em 3,15%, de acordo com pesquisa realizada pelo Banco Central com uma centena de analistas de mercado e de instituições financeiras, na última sexta-feira (1), e divulgada hoje, segunda-feira, (4/12) no boletim Focus.
O índice é o mesmo da inflação no varejo, apontada na pesquisa anterior, e bem abaixo do centro da meta de 4,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A perspectiva dos economistas do setor privado é de que a inflação permaneça abaixo da meta, pelo menos no médio prazo.
A pesquisa não detecta nenhuma pressão de preços, de modo que a tendência de inflação para os próximos 12 meses manteve-se estável, com ligeiro aumento de 4,17%, na semana passada, para 4,18% de hoje. A pesquisa manteve a projeção de 0,36% para o IPCA de novembro, que será anunciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima sexta-feira (8).
De acordo com a pesquisa realizada todas as sextas-feiras pelo BC para acompanhar as tendências do mercado sobre os principais indicadores da economia, o aumento verificado nos meses de outubro, quando o IPCA chegou a 0,33%, e em novembro, decorrem basicamente do reajuste de preços agrícolas, por causa da entressafra.
Como resultado desse movimento de alta, ainda que passageiro, o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe) da Universidade de São Paulo, elevou a projeção anterior de inflação para 2006, de 1,89%, para 2,09%. O indicador se refere ao comportamento de preços apenas na capital paulista.
A pesquisa aponta tendência de redução das projeções dos preços administrados por contrato, ou monitorados - combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, educação, transporte urbano, água, saneamento e outros. De acordo com os analistas de mercado, esses preços devem fechar o ano com inflação de 4,10%, contra 4,13% na pesquisa anterior. A projeção para 2007, que era de 4,20% na semana passada, cai agora para 4,08%.
Os indicadores de preços no atacado, medidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) são divergentes. Enquanto o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) mantém-se estável, com projeção de 3,95% no ano, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) aumentou de 3,82%, na pesquisa anterior, para 3,90%.
Fontes: Ag. Brasil, Terra e Folha