Arquivo de dezembro, 2006
Novas regras para publicidade de bebida alcóolica
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discutiu hoje (4/12), em Brasília, com representantes de sindicatos e associações, uma resolução que institui novas regras para propagandas de bebidas alcoólicas. Pela proposta, advertências que informem o consumidor sobre a dependência física, psíquica e química que o consumo de álcool excessivo pode causar, serão obrigatórias a partir de 2007.
As bebidas como a cerveja não poderão sugerir em suas propagandas a ingestão do produto e nem associar o efeito do consumo a estereótipos de sucesso e integração social. Propagandas de bebidas com o teor alcoólico mais alto que o da cerveja, como conhaques, cachaças e uísques, serão permitidas na televisão e no rádio apenas das 21h às 6h e não poderão associar o consumo à prática de esportes, celebrações ou condução de veículos.
De acordo com a gerente de monitoramento e fiscalização de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado Fagundes, o impacto do uso do álcool é muito nocivo à saúde da população e essas medidas buscam equilíbrio para que as pessoas também saibam o lado ruim de consumir bebidas alcoólicas excessivamente.
“Publicidade é pra vender produto, não há dúvida. Essa resolução vai possibilitar que além das propagandas dizerem que a bebida alcoólica pode ser consumida, devem mostrar que ela também pode causar doenças. Assim, teremos um certo pacto nas informações”, disse.
Para o Superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Marcos Mesquita é importante que haja um debate, mas a restrição em propagandas comerciais não é o caminho para se atingir uma diminuição do consumo. “É um erro pensar que a publicidade induz ao consumo. A publicidade apenas cumpre o essencial do capitalismo e da concorrência”.
Segundo ele, diminuir a publicidade faria com que os líderes de venda continuassem “eternamente no poder”. “Não é por existir lei que você transformará as coisas em algo mais efetivo. Ao contrário, quanto mais flexibilidade, maior será disposição de cumprir medidas que melhorem a sociedade”, afirmou.
Dados do 2º Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas, da Secretaria Nacional Antidrogas, apresentado no último dia 24, informam que nas 108 cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes, 12,3% das pessoas com idade entre 12 e 65 anos são dependentes de bebidas alcoólicas.
O levantamento indica ainda que as pessoas iniciam o consumo de álcool cada vez mais cedo. O número de dependentes na faixa de 12 a 17 anos, que em 2001 era de 5,2%, aumentou em 2005 para 7%.
Fonte: Ag. Brasil
Aumentos da água e IPTU: todos à favor?
Prepare o seu bolso! A partir deste mês de dezembro, a água que corre em suas torneiras virá com um aumento de 12%. Espere! Ainda tem mais 9,5% sobre o IPTU, que você pagará já a partir de fevereiro de 2007. É esse o grande presente de natal que a atual administração da Prefeitura de Joinville joga em suas costas, sob a surrada e desgastada desculpa de recuperar perdas, aumentar investimentos. Tudo engodo, disfarce, jogo de cena. A verdade, bem, esta é difícil de aparecer. Principalmente quando se tem uma confortável maioria de 15 vereadores para garantir a aprovação de tudo o que quiser. Uma infelicidade para os joinvilenses.
Convenhamos: seria admissível que a Prefeitura propusesse o aumento com base na inflação do período, afinal, pelo menos não perder é o que qualquer trabalhador ou trabalhadora quer, que dirá um administrador público, preocupado com a cidade. Até seria plausível uma proposta que contivesse uma recuperação de possíveis – e nunca explicadas convincentemente – perdas em períodos anteriores. Acontece que nos últimos 10 anos, pelo menos, os reajustes sempre foram bem acima da inflação. Quem paga esta conta, quem sente o dinheiro sumir do bolso com precisão? Os trabalhadores e trabalhadoras, os mais pobres. A classe empresarial e os grandes capitalistas, estes nem sentem, porque repassam tudo em seus produtos.
Outra questão que chama a atenção: onde estão os empresários de Joinville, as entidades patronais que tanto lutam e berram pela redução de impostos, pelo Custo Brasil, brigam tanto pela retirada dos direitos de trabalhadores, sob o manto indefensável da busca de competitividade (leia-se mais lucros)? Porque até agora não se manifestaram contrários aos abusivos aumentos que chegam a ser 200% superiores à inflação? O que os mantém mudos? Qual a regra para se gritar contra impostos, aumentos: a cor partidária? Os interesses? Os acordos sabe-se lá quais sejam? É preciso que também a classe empresarial defenda a revogação destes aumentos, senão também elas ficarão desmoralizadas, desqualificadas para criticar qualquer outro abuso, venham eles da esfera que for.
Quando se sentam à mesa de negociações salariais, estes empresários alegam não poder pagar salários dignos. Por vezes, e não são poucas, se negam até a repor a inflação do período. Os sindicatos lutam, e muito, para ver garantidos os ganhos reais acima da inflação, estes sim merecidos pelos trabalhadores e trabalhadoras, e o que se consegue é sempre aquém do esperado. Em
O povo de Joinville deve se indignar e mostrar que não aceita tal imposição da Prefeitura, e exigir respeito por seus direitos. Não se pode ter um governo que não atenda os anseios da população, falhe em setores fundamentais como saúde, educação e infra-estrutura, e a cada ano venha arrancar do bolso do cidadão a fatura por conta da sua incompetência. Neste momento, é preciso que entidades patronais, sindicais, associações, igrejas e movimentos sociais como um todo reajam. Senão, o silêncio será tão ensurdecedor que mostrará que somos todos, indistintamente, cordeiros condenados a ser tosquiados a cada período. Nós, do Sindicato dos Mecânicos, somos contrários a estes aumentos abusivos, os condenamos, e vamos participar de toda a ação que for pela revogação dos atos lesivos ao povo trabalhador de Joinville.
A Direção
Sorteio de senhas reúne mais de 450 pessoas
Entre 450 e 500 pessoas participaram no último sábado - 2 de dezembro – do sorteio dos apartamentos para uso entre o Natal e o Ano Novo na Colônia de Férias do Sindicato. Mesmo com o forte calor, associados e dependentes não arredaram pé do auditório até que a última senha fosse sorteada, ansiosos pela oportunidade de ocupar um dos 40 apartamentos disponíveis na belíssima praia de Itaguaçú, em São Francisco do Sul, onde está localizada a Colônia.
As 9 horas em ponto o presidente João Bruggmann deu início aos trabalhos, ressaltando a importância da participação dos trabalhadores e trabalhadoras no fortalecimento do Sindicato, que tráz, segundo ele, mas força e representatividade à categoria, e também ajuda na ampliação dos benefícios e obras para os associados. Destacou também que a iniciativa de sorteio é um princípio democrático utilizado para que todos possam ter a mesma chance de se beneficiar daquele grande equipamento de lazer dos mecânicos.
O sorteio é realizado apenas para estes períodos – entre Natal e Ano Novo – sendo que logo em seguida, a partir de 6 de janeiro, já retorna o modelo tradicional de reservas. O período mais cobiçado pelos associados é a semana no Ano Novo, que teve quase 300 pretendentes para apenas 40 vagas. O Natal ficou em segundo lugar. Para o associado Aristides Francisco Damasceno, 50 anos, trabalhador da Busscar, a iniciativa do Sindicato é correta. “Participo todos os anos por que entendo ser a forma mais certa de dar a chance a todos. Só tive sorte uma vez, e espero que hoje ela se repita para que possa levar a família para a praia nas festas”, revelou ele, que têm mulher e dois filhos.
Jair Leite, 46 anos, trabalhador da Duque e 14 anos associado ao Sindicato, participou pela primeira vez do sorteio, não conhece a Colônia, e foi o primeiro sorteado. “Nunca fui lá e não conheço. Ano passado eu vinha participar pela primeira vez, mas a festa de encerramento na empresa me impediu. Hoje vim, e olha só, já vou usufruir. O Sindicato está 100%, muito bom mesmo”, elogiou.
No auditório lotado, haviam muitas mulheres e crianças, o que mostra que a família mecânica estava interessada em dar férias na praia para seus familiares. O operador de CNC, Joceli Cristiano da Silva, 31 anos, trabalha na MB Usinagem. Para ele, que é associado há dois anos e meio, a sorte ainda não havia sorrido nos anos anteriores. “É o segundo ano que participo, e quero ganhar para o Ano Novo. A expectativa é grande, lá é muito legal, e espero ser sorteado. Além de bom, é barato”, destacou.
O presidente João Bruggmann ficou satisfeito com o resultado de mais um sorteio. “O ideal é que tivéssemos apartamentos para acomodar todas as famílias dos associados, mas infelizmente isso ainda não é possível. Já fizemos muitos investimentos, e na medida em que ampliarmos o quadro de associados, com apoio da categoria, vamos avançar e melhorar ainda mais a Colônia e todo o patrimônio do Sindicato”, finalizou.
Novo Salário Mínimo de R$ 420
O aumento do salário mínimo para R$ 420,00 e o reajuste de 7,7% na tabela do Imposto de Renda – zerando a inflação do governo Lula -, são questões fundamentais para o crescimento econômico e o desenvolvimento nacional. A marcha unificada das centrais sindicais no próximo dia 6, quarta-feira, faz parte da guerra da correlação de forças, da disputa pelo Orçamento público”, declarou o presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, durante intervenção no 3º Fórum Nacional dos Comitês Sindicais em Empresas Multinacionais, no Hotel Dowtown, em São Paulo.
Na avaliação do presidente cutista, “é decisivo que os trabalhadores, assim como os movimentos sociais, interfiram mais incisivamente, pressionando o governo e os parlamentares, a fim de que tenhamos um segundo mandato exitoso”. Por isso, além da mobilização na capital federal pela parte da manhã, explicou, as centrais estarão realizando um Seminário no Congresso Nacional, a fim de interferir junto aos líderes partidários, apresentando a pauta de reivindicações dos trabalhadores. Na quinta-feira, dia 7, serão realizados encontros nos Ministérios.
EXEMPLO - De acordo com Artur, o Projeto Ação Frente às Multinacionais CUT-FNV (Federação Holandesa de Sindicatos) é um exemplo de como construir a unidade de ação naquilo que é estratégico e fundamental, articulando, organizando, mobilizando e pressionando em defesa da manutenção de direitos e ampliação de conquistas.
Questões prioritárias para a disputa pela hegemonia na sociedade, e que devem ganhar maior dimensão neste momento, frisou Artur, é a comunicação e a formação política e ideológica dos dirigentes e militantes cutistas. “Precisamos dar maior visibilidade às ações, acompanhar e divulgar as experiências positivas que possibilitam uma integração maior das distintas experiências das diferentes estruturas da CUT e dos Ramos”, acrescentou.
Conforme o presidente da CUT, “se nos anos tucanos foi necessária uma atitude fundamentalmente de resistência, contra os ataques do neoliberalismo, hoje é necessário retomar rapidamente a estratégia de formação política sindical, com a quinta maior central sindical do mundo capacitando e potencializando a intervenção dos seus dirigentes”. Sublinhando que este é um objetivo que deve ser trabalhado em parceria com as CUTs estaduais e Ramos, “pois envolve finanças, gestão e formação”, Artur defendeu “a interiorização da CUT, para que tenhamos maior capilaridade, fortalecendo as relações de unidade e solidariedade”.
CONTRAPARTIDA SOCIAL - Um mecanismo importante de proteção aos trabalhadores que deve ser incorporado pelo governo, frisou Artur, é a contrapartida social, seja na defesa do emprego ou de direitos. “Para comprar a INCO, a Vale do Rio Doce teve de se comprometer a não demitir nenhum trabalhador nos próximos três anos. É um absurdo que em nosso país empresas que recebem recursos públicos não se comprometam com o emprego. É inaceitável que peguem dinheiro público do BNDES para reestruturações e inovações tecnológicas que ponham o trabalhador na rua e depois sejam utilizados recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para pagar seguro-desemprego”, sublinhou. Artur defendeu também a adoção da obrigatoriedade do respeito à negociação coletiva e à criação de Redes Sindicais.
FNV - O consultor da Federação Holandesa de Sindicatos (FNV), Patrício Sambonino, elogiou os avanços obtidos com o Projeto CUT-Multi e reiterou o seu compromisso com a continuidade da exitosa parceria. “Quando temos projetos como esse, que apresentam resultados tão positivos e impactam com benefícios para os trabalhadores, pensamos sempre em algo de mais longo prazo. A FNV acredita neste processo e acredita que este é um avanço sem retorno”, declarou.
MECÂNICOS PARTICIPAM - Uma comitiva de dez dirigente sindicais do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região segue para Brasília para representar a categoria da cidade na Marcha, que já se tornou um movimento tradicionalmente forte e representativo no Brasil. “Nossa presença lá reforça o interesse na união de esforços dos vários ramos sindicais para a ampliação de espaços aos trabalhadores, não só nas grandes cidades e capitais, mas também no interior do país, e principalmente nas cidades com grande força industrial, como Joinville e região”, declarou o presidente do Sindicato, João Bruggmann.
Fonte: CUT