Arquivo de maio, 2007
Sindicato alerta para a realização de assembléias
O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região alerta a todas as empresas da categoria e escritórios de contabilidade sobre a obrigatoriedade de realização de assembléias com os trabalhadores e trabalhadoras para proceder a qualquer mudança nas relações de trabalho. A tentativa de acordo sem a presença do sindicato pode dar muita dor de cabeça para os empresários, já que o Ministério do Trabalho pode autuar a empresa pela mudança ilegal, e a partir daí se forma um grande passivo trabalhista.
Segundo o presidente João Bruggmann, não há mais espaço para listas de assinatura, que correm as máquinas com a pressão de supervisores e chefetes, pois essas alterações assim feitas podem e serão contestadas junto ao Ministério do Trabalho e outros órgãos competentes. Casos como troca de feriados (compensações de horas), banco de horas, intervalo entre refeições e outras mudanças, devem ser colocadas em votação por assembléia geral e registradas em ata própria. Depois, são protocoladas junto ao Ministério do Trabalho para garantir legalidade e cumprimento.
O Sindicato dos Mecânicos vem denunciando sistematicamente as empresas que insistem em burlar a lei, ou ainda, retaliar os trabalhadores e trabalhadoras que não decidem da forma que eles, os empresários, desejariam. A responsabilidade social de algumas é só fachada, está bonito no papel, mas na prática não existe. “O Sindicato quer é garantir o direito de escolha democrática, por assembléia. A aceitação ou não das mudaças propostas é um direito deles, que nós lutamos para garantir”, destaca o presidente João Bruggmann.
Graças a essa campanha permanente de divulgação da obrigatoriedade de realização de assembléia, o Sindicato têm sido muito procurado para atender aos pedidos formulados pelas empresas. Para evitar complicações e atrasos, o Sindicato recomenda que a empresa se organize com antecedência mínima de três dias para que os dirigents sindicais possam preparar a assembléia, inclusive publicando edital nos murais dos locais de trabalho. Sem essa medida, a empresa corre o risco de não ver a sua assembléia realizada.
Para mais informações sobre a realização de assembléias nas empresas, faça contato no Sindicato com Evangelista ou Jaqueline pelo telefone (47) 3433.1188.
OAB Nacional é contra a Emenda 3
O presidente da OAB Nacional, Cezar Britto, manifestou nesta segunda (7) que é contrário à emenda 3 e a favor do veto presidencial. Ele fez a declaração durante audiência com o presidente nacional da CUT, Artur Henrique. Cezar Britto afirmou ainda que essa é a posição majoritária dentro da entidade. Seu posicionamento vai contra a OAB-SP, que na semana passada lançou campanha de apoio à emenda 3, cujo lema é “Fiscal Não é Juiz”.
Britto criticou a seção estadual paulista. “Se fiscal não é juiz, devo dizer que juiz não é fiscal. Cada um tem sua atribuição, que devem ser respeitada e preservada”, disse o presidente. O Conselho Federal, que esteve reunido durante todo o dia, não havia manifestado sua posição oficial até o fechamento desta reportagem.
Para Artur Henrique, as CUTs estaduais devem procurar as OABs locais para também angariar apoio. “Precisamos mostrar à sociedade que a CUT não está isolada nessa luta, como querem fazer crer a maioria dos meios de comunicação”. Os presidentes das duas entidades combinaram de examinar possíveis ações futuras contra o que Cezar Britto classifica de “avanço do Estado policial e do autoritarismo de Estado no Brasil, o que constitui ameaça à cultura democrática”.
Largo São Francisco – Novo apoio. A Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) – principal instituição de pesquisa e ensino de ciências jurídicas do País – paralisará as atividades acadêmicas nesta quinta-feira (10), a partir das 10h, por uma hora e meia em solidariedade a cinco metroviários demitidos após a greve contra a emenda 3 do último dia 23. Professores do Departamento do Direito do Trabalho e da Seguridade Social Marcus Orione e Jorge Luiz Souto Maior e estudantes do Centro Acadêmico XI de Agosto organizam o ato.
O chefe do departamento, Marcus Orione, explica que a concepção do movimento partiu dos estudantes. “A idéia de apoio foi dos alunos, que procuraram o professor Souto Maior, para mobilizar a faculdade contra a demissão dos metroviários. Juntei ao grupo porque temos de tomar uma postura”, conta o juiz federal. “Às 10h, vou parar minha aula e afirmarei que estou em greve em solidariedade aos metroviários”, diz.
Fonte: Ag. CUT Notícias
Empresa humilha trabalhadores em Jaraguá do Sul
Os serventes de pedreiro Antônio Aparecido Oliveira e Eliandro Pereira procuraram o Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário (Siticom) na manhã desta quinta-feira (3) para denunciar as péssimas condições de vida nas obras de conclusão da Arena Jaraguá, a cargo da empreiteira subcontratada pela Proma, denominada Milton Ferreira Teixeira ME. “Ficamos cinco dias sem comida e tivemos que pedir dinheiro emprestado. A empresa fornece alimentação no refeitório somente para quem esteja trabalhando, acabou o serviço, nem o pagamento é efetuado”, reclamou Antônio.
“Não vamos admitir que empresas busquem o pessoal no Paraná e não ofereçam as mínimas garantias de sobrevivência”, protesta a vice-presidente do Siticom, Helenice Vieira dos Santos, que ainda denuncia: “Muitos dos que trabalharam na Arena Jaraguá não foram registrados, não receberam os direitos trabalhistas de lei e ficaram sem alimentação e alojamento”, denuncia Helenice.
Os dois trabalhadores da Milton Teixeira ME foram demitidos sem receber os valores devidos e tiveram a Rescisão de Contrato de Trabalho homologada com ressalvas pelo Sindicato. O servente Antônio recebeu apenas R$ 131,00 em verbas rescisórias, enquanto Eliandro ficou com R$ 46,01, porque em seu cartão-ponto constam somente 20 horas trabalhadas durante todo o mês de abril.
“Sofri um acidente e nem emitiram a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), tive que ir a Curitiba para consultar o médico e não recebi qualquer auxílio da empresa, só me pagaram a passagem”, contou Eliandro. A queixa também é grande em relação aos maus tratos na empreiteira. “Eles rebaixam muito a gente, chegaram a chamar a polícia para impedir nossa entrada no refeitório”, denunciaram.
Naturais de Guarapuava e Curitiba (PR), os dois trabalhadores vieram para Jaraguá do Sul em fevereiro e março, respectivamente. Em contato telefônico feito pelo Siticom, o proprietário da empreiteira, Milton Teixeira, não reconheceu os direitos dos trabalhadores, tão pouco o não-fornecimento da alimentação.
“Os trabalhadores nos garantem que ficaram cinco dias sem receber alimentação. Vamos acionar o Comitê sobre Condições de Trabalho na Indústria da Construção Civil (CPR-MR) e até o Ministério Público do Trabalho, se necessário, para evitar que esse tipo de humilhação continue ocorrendo nas empresas subcontratadas
Fonte: CUT/SC
Mães, trabalhadoras, super-mulheres
Pão e rosas. O pão da estabilidade econômica, as rosas da qualidade de vida. Eram estes os propósitos da manifestação das mais de 14 mil mulheres,
Somos todos reféns da maternidade. Elas nos dão à luz, nos educam, alimentam, vestem, limpam, nos ensinam a respeitar para ser respeitados. Ao mesmo tempo, e sem se perder entre uma e outra atividade, são trabalhadoras, esposas, namoradas, amigas. Quem pode ser assim senão a mãe, mulher de fibra que sempre se desdobra para ser mais, e fazer mais. Por nós, filhos e filhas, netos e netas, maridos, namorados. E dizer que ainda há no mundo quem abandone a sua mãe à própria sorte. Não retribui nem parte do carinho que recebeu desde o berço.
O Sindicato dos Mecânicos tem lutado muito para garantir às mães e mulheres da categoria mecânica o seu valor e o seu lugar no mundo do trabalho. Não tem sido fácil porque enfrentamos em nossa cidade e região um sistema capitalista, com um patronato ainda atrasado em relação às boas práticas de responsabilidade social. Não precisamos dizer muito. Agora, nesta campanha salarial que está terminando, tentamos instituir o auxílio-creche e o auxílio-funeral, ambos os benefícios que visam dar mais tranqüilidade à mãe com seus filhos. E os patrões negaram.
Mesmo assim, nossa luta não vai parar, porque queremos muito mais para as nossas mães trabalhadoras, guerreiras que muitas vezes são a salvação da família com o salário que recebe depois de duras horas de trabalho. Nosso compromisso se renova a cada dia na busca por mais associadas, mais igualdade nos locais de trabalho, tanto em salários quanto nas funções, melhores condições de trabalho que tragam mais dignidade e qualidade de vida. Afinal, devem saber também os empresários: são as mães que dão os filhos para a nação.
O Sindicato dos Mecânicos presta então a sua homenagem a todas as mães pelo amor e dedicação presentes em todos os momentos, seja no lar ou no trabalho; no lazer ou no amor; na escola ou na vida. Na escola da vida. Parabéns a todas as mães! É o que deseja toda a diretoria do Sindicato.
Discriminação no trabalho: OIT apresenta relatório
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentará, na quinta-feira, dia 10 de maio, na sala de sessões plenárias do Tribunal Superior do Trabalho, o segundo relatório global sobre discriminação no trabalho, intitulado “Igualdade no Trabalho: Enfrentando os Desafios”.
O documento analisa os avanços realizados nos mecanismos institucionais e legais de luta contra a discriminação, incluindo os progressos na ratificação das Convenções da OIT relativas ao Tema. Examina as formas tradicionais e novas em que a discriminação se apresenta.
Em Brasília, o relatório será apresentado pela diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo. O evento conta com a parceria do Tribunal Superior do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Trabalho, da comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
A apresentação formal será feita no mesmo dia, em Bruxelas, pelo diretor-executivo da OIT, Kari Tapiola, pelo ministro do Trabalho da Bélgica, Peter Van Velthoven, e a especialista da OIT, Manuela Tomei, autora do relatório.
O relatório constata a existência de novas formas de discriminação, como o tratamento injusto ao contratar trabalhadores jovens ou mais velhos, pessoas com deficiência e portadores de HIV, e discriminação com base na orientação sexual. Também explora os novos desafios apresentados por práticas que afetam os que têm predisposição genética a desenvolver certas doenças, ou os que têm estilo de vida considerado pouco saudável por situações como tabagismo e obesidade.
A OIT ressalta que as formas tradicionais de discriminação por gênero, idade, raça e origem social, que afetam milhões de pessoas, continuam vigentes, apesar dos esforços realizados para combatê-las, incluindo mudanças na legislação. O relatório conclui com uma série de sugestões de políticas e oferece um plano de ação para obter a igualdade para todos no trabalho.
Há quatro anos, a OIT publicou o primeiro relatório global com uma avaliação confiável sobre o tema. Pediu a governos que adotassem um enfoque mais integrado para eliminar a discriminação no trabalho, que gera grandes custos para a economia mundial na forma de lucros não realizados. O relatório deste ano apresenta novas recomendações baseadas nas lições aprendidas, com o objetivo de avançar ainda mais na eliminação de todas as formas de discriminação.
Fonte: Observatório Social
Doenças mentais no trabalho aumentam
Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) e do INSS mostra que o número de trabalhadores com problemas mentais vem aumentando nos últimos anos. Bancários, frentistas, trabalhadores do comércio, metalúrgicos, rodoviários e transportadores aéreos estão entre as categorias de maior risco. No levantamento, 48,8% dos trabalhadores que se afastam por mais de 15 de dias do serviço sofrem algum tipo de doença mental.
Anadergh Barbosa Branco, coordenadora do Laboratório de Saúde do Trabalhador da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB, afirma que a depressão é o problema que mais afeta os trabalhadores. “Acreditamos que toda essa mudança tecnológica e feita de uma forma inclusive muito rápida no Brasil causou um impacto considerável. Além disso, temos um problema, principalmente nos últimos dez anos, que é o aumento da violência social. E a gente percebe que a violência social está interferindo de uma forma muito acentuada no trabalho”, diz.
Os bancários e os trabalhadores no comércio são os profissionais que mais sofrem diariamente com assaltos. Anadergh também relata que a pressão dos chefes nesses dois setores é constante e acaba prejudicando o trabalhador. Para a coordenadora, existem profissões que afetam a saúde mental das pessoas. “Acho que é muito o caso dos bancários, dos caixas. Você trabalha com dinheiro, trabalha com valores dos outros e sem ter um controle total dessa situação. A gente está vendo aí um aumento grande dos assaltos a bancos”, diz.
A pesquisa também aponta que a doença mental nunca vem sozinha. O alcoolismo é a conseqüência mais comum, que surge da depressão, do medo e do isolamento da família e dos amigos. A professora ressalta que profissionais que trabalham isolados, como os controladores de vôo, devem receber cuidados especiais.
Segundo levantamento, mais de 99% dos benefícios concedidos pelo INSS para trabalhadores com transtornos mentais foram considerados problemas pessoais dos trabalhadores, não relacionados com a profissão. “O problema é que na doença mental é difícil você pontuar o que causa o que. Sempre uma coisa leva a outra.
Em muitas vezes, a depressão leva ao alcoolismo, e este vai agravar a depressão. Porque a pessoa recorre ao álcool na tentativa de sair daquele estado. Isso é mais recorrente particularmente em homens, que tem uma maior dificuldade de se aceitar doente”, afirma.
Entre as principais dificuldades para prevenir as doenças mentais do trabalho estão os diagnósticos imprecisos dos médicos, tratamento deficitário e a dificuldade do próprio trabalhador em aceitar a doença.
Fonte: Ag. CUT Notícias
Crianças e adolescentes em perigo diante da TV
Liberação da programação recebe duras críticas
Entidades ligadas aos direitos da criança e do adolescente criticaram duramente o mandato de segurança que desobriga as TVs a exibir sua programação em horários determinados na classificação por idade feita pelo governo federal em fevereiro último.
Com a decisão da Justiça, mesmo programas definidos como não recomendáveis a menores de 10, 12, 14, 16 ou 18 anos podem ir ao ar no horário que as redes de TV bem entenderem. Desde fevereiro, uma portaria do governo federal proibia sua transmissão antes das 20h.
Agora, as emissoras podem voltar a transmitir um filme com cenas de extrema violência ou programas com altas doses de erotismo e conteúdo potencial para perturbar os jovens a qualquer momento. Crianças e adolescentes estarão desprotegidos contra essa invasão.
O mandato de segurança foi conseguido pela Abert (associação de TVs) no Superior Tribunal de Justiça. A intenção das emissoras foi tornar sem efeito a portaria de classificação dos programas. O Ministério da Justiça vai recorrer da decisão, que tem caráter provisório.
Emissoras não admitem regras
“É inadmissível que algo tão delicado como é a exposição de crianças e jovens a cenas incompatíveis com seus respectivos desenvolvimentos físico e mental fiquem a critério exclusivo dos empresários de comunicação”, protestou o sociólogo e professor de comunicação da USP, Laurindo Leal Filho.
“As emissoras de televisão no Brasil, concessionárias de um serviço público, não admitem qualquer tipo de regras ao seu funcionamento”, prosseguiu. “Trabalham num vácuo legal e pretendem continuar assim”, criticou Leal.
A campanha Quem financia a baixaria é contra a cidadania, da Câmara dos Deputados, soltou nota de protesto contra a decisão do STJ. “É lamentável a manobra jurídica das TVs para desrespeitar os direitos das crianças e adolescentes”, afirma.
“As emissoras receberam carta em branco para o princípio do vale-tudo, isto é, se uma emissora quiser exibir cenas de sexo explícito na hora do almoço, ela pode”, denunciam integrantes da campanha.
Dinheiro está atrás de tudo
A definição de faixas etárias pelo Ministério da Justiça foi um passo importante para civilizar a programação televisiva e cumprir as determinações da Constituição de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990. As emissoras de TV não aceitaram e começaram uma barulhenta campanha de oposição à medida.
Termos como censura, autoritarismo e atentado contra a liberdade de expressão foram usados pelos donos das televisões contra o governo federal.Pela portaria, um programa classificado como não recomendado a menores de 14 anos não poderia ser transmitido antes das 21h; se fosse não recomendado a menores de 10 anos, não poderia ir ao ar antes das 10h; daí por diante. Tudo isso caiu.
A vinculação classificatória existe em dezenas de países, principalmente nos desenvolvidos. Na verdade, as emissoras não estão interessadas em liberdade de expressão. O que desejam é transmitir o programa que mais lhes dê dinheiro na hora que quiserem, sem se preocupar se o conteúdo prejudica crianças e adolescentes.
A classificação mexia na liberdade total de exploração da miséria humana e prejudicava os lucros das empresas. Por isso os barões da mídia recorreram à Justiça e, por enquanto, venceram a disputa.
Interesses e lucro são de poucos
Só com publicidade, as televisões brasileiras faturam cerca de R$ 7 bilhões ao ano. Toda essa fortuna é dividida por poucos. Das 331 emissoras de televisão no Brasil, 296 são controladas por apenas seis grupos. As demais são as televisões públicas.
Enquanto elas falam o que querem e como querem, 175 milhões de pessoas escutam caladas. Segundo o Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação, a Globo é dona de 204 veículos de comunicação (emissoras de tv, jornais, revistas etc). Destes, 96 são emissoras de televisão aberta em UHF ou VHF.
Na sequência, vem o SBT. Dos seus 180 veículos de comunicação, 94 são emissoras de televisão. A Bandeirantes é dona de 128 veículos e de 43 emissoras de tevê.
A Record, com 105 veículos de comunicação, é proprietária de 45 televisões. Os demais são divididos entre a RBS e a CNT, que concentram sua atuação nos estados da região Sul.
Fonte: Sindicato do ABC
Saúde destaca atenção à saúde do trabalhador
O Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira, (27) seis protocolos de atenção integral à Saúde do Trabalhador. Os documentos irão orientar os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre o diagnóstico, tratamento e notificação de acidentes de trabalho, exposição a chumbo metálico e benzeno, Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair), pneumoconioses (Pneumopatia devida à inalação de pó ou poeira) e dermatoses ocupacionais. O evento marca o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças de Trabalho – “Dia 28 de abril”. Em todo o mundo, a data lembra o outro lado do trabalho: o que pode acidentar, incapacitar e matar.
Na ocasião também foi discutida a segurança e a saúde dos trabalhadores frente ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O programa prevê a destinação de R$ 503,9 bilhões até 2010 para estimular o crédito e o financiamento de obras, aperfeiçoar o marco regulatório e baixar impostos do setor. Estarão presentes aos debates representantes da Casa Civil da Presidência da República, dos ministérios da Previdência Social, da Saúde e do Trabalho e Emprego e da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador do Conselho Nacional de Saúde.
De acordo com o coordenador da Área Técnica de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Marco Pérez, um dos problemas para se dimensionem os acidentes de trabalho no Brasil é a subnotificação nos serviços de saúde. “Os profissionais de saúde fazem o diagnóstico da doença e indicam o tratamento, mas não relacionam com as atividades profissionais dessas pessoas. O objetivo dos protocolos é instruir os trabalhadores do SUS a reconhecerem as doenças e os agravos causados durante o trabalho”, afirmou Perez.
Em todo o mundo, anualmente, cerca de dois milhões de trabalhadores perdem suas vidas no trabalho. No Brasil, os números apontam para 2.708 mortes em 2005 ¿ uma a cada três horas de trabalho ou sete por dia. Outros 491.711 brasileiros se acidentaram no mesmo período. No entanto, as estatísticas se restringem aos casos ocorridos com trabalhadores segurados pela Previdência Social, com direito ao seguro de acidentes de trabalho, o que representa apenas 35% da População Economicamente Ativa (PEA). Os acidentes mais comuns durante o trabalho são: ferimentos, fraturas e traumatismos de punho e mão, amputações, queimaduras, corrosões e esmagamento.
Atenção ao trabalhador
O Ministério da Saúde desenvolve uma Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador, incluindo a assistência às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, em todos os níveis do SUS. As ações visam também à promoção de ambientes saudáveis, à vigilância dos locais de trabalho e ao desenvolvimento de estudos e pesquisas na área.
Entre as estratégias dessa política, está a Rede Nacional de Atenção Integral em Saúde do Trabalhador (Renast). Hoje a Rede conta com 150 Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). Os Cerest funcionam como uma ferramenta estratégica para a disseminação das práticas em Saúde do Trabalhador no SUS, a partir da explicação da relação entre o trabalho e o processo saúde/doença.
Fonte: Ministério da Saúde e sites de notícias
Assembléia aprova 5% em São Bento do Sul
Os trabalhadores e trabalhadoras da categoria mecânica da região de São Bento do Sul aprovaram, em assembléia geral realizada no último sábado (28/4) na sede do Sindicato dos Moveleiros, a contraproposta patronal de 5% de aumento salarial. Este índice é quase 52% a mais que a inflação do período entre março de 2006 e abril de 2007, que foi de 3,30%. Esta negociação foi uma grande vitória para a categoria e o Sindicato, que se empenhou e batalhou pelo melhor aumento possível.
Para o presidente João Bruggmann, o sindicato patronal da região compreende melhor o que representa valorizar o trabalho e a dedicação de seus funcionários. “Nossa negociação sempre correu em bom nível, entendimento e discussão em torno dos números atuais e futuros da economia. Prevaleceu o bom senso e a assembléia aprovou. Agora todos receberão, se ainda não receberam, o reajuste retroativo à 1º de abril, que é a nossa data-base”, comentou Bruggmann.
Para informações mais detalhadas sobre a convenção aprovada, ligue para (47) 3626.2205 com Cícero na sub-sede São Bento do Sul.
Mecânicos realizam assembléia geral
Encerradas as negociações com o sindicato patronal após várias reuniões que ocuparam quase dois meses de esforços da comissão de negociação, a diretoria do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região está convocando assembléia geral para o próximo sábado – 5 de maio – a partir das 14:30 horas no auditório da sede central situado na rua Luiz Niemeyer, 184 – centro de Joinville. Todos os trabalhadores e trabalhadoras, associados ou não à entidade estão convocados a participar e decidir se aceitam ou não a contraproposta.
A proposta de aumento salarial de 7,30% aprovada pelos trabalhadores e trabalhadoras da categoria mecânica no dia 3 de março em assembléia geral foi fruto da reposição da inflação do período (abril/2006 a março/2007), que foi de 3,30%, mais quatro pontos percentuais de ganho real. Além disso, seis novas cláusulas sociais foram incluídas para negociação. A data-base da categoria é 1º de abril e foi prorrogada devido ao emperramento das negociações.
O sindicato patronal foi insensível a todas as novas cláusulas propostas e também a reconhecer o valor do trabalho dos companheiros e companheiras. Até a mediação da DRT foi solicitada. O Sindicato tentou de todas as maneiras conseguir um bom índice, e ainda aguardará uma proposta melhor até o momento de iniciar a assembléia. Para o presidente João Bruggmann, é importante que todos e todas participem da assembléia para conhecer exatamente o que foi tratado nas negociações.
“A luta dos trabalhadores e trabalhadoras é permanente, e o sindicato é a representação dessa luta. Mas o sindicato somos todos nós, e por isso a participação na assembléia é tão importante, porque valoriza o processo, democratiza a participação e fortalece a nossa caminhada. Afinal, o resultado final vale para o bolso de todos e todas”, destaca Bruggmann.
Portanto, anote aí companheiros: Assembléia Geral para votação da contraproposta patronal; sábado – 5 de maio – 14:30 horas, na sede central do Sindicato. Compareça!