Arquivo de janeiro, 2008
Técnica permite prever derrame cerebral
Uma técnica descoberta por médicos brasileiros poderá definir quais os pacientes com maior risco de desenvolver o acidente vascular encefálico (AVE) ou derrame cerebral. Uma regulagem específica no aparelho de ressonância magnética permite identificar imagens de microemorragias, ou pequenos sangramentos, que aparecem como um sinal de alto brilho e denunciam a possibilidade de derrame cerebral. Com a nova técnica, o AVE deixa de ser imprevisível.
O coordenador da pesquisa e cirurgião cardiovascular do Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre, Luciano Cabral Albuquerque, explicou que na artéria com placa de gordura podem ocorrer, repentinamente, as microemorragias, que fazem com que a placa inche, se rompa, produza a formação de um coágulo, provocando o derrame cerebral.Segundo ele, esse processo poderá levar horas, dias ou poucas semanas, ocasionando até a morte.
“Essas áreas de microemorragia são um indício de que o paciente está prestes a ter um derrame cerebral. Essa imagem unida ao resultado do exame de sangue chamado Proteína C Reativa é capaz de identificar com 98% de precisão aqueles pacientes que têm doença carótida e que estão na iminência de desenvolver um derrame cerebral”.
O médico acrescentou que a nova técnica é aplicada em aparelhos tradicionais de ressonância magnética instalados em hospitais de todo o Brasil, inclusive nos credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Essa técnica não gera custos adicionais à técnica tradicional; ela pode ser aplicada por uma simples regulagem no aparelho; não há riscos para os pacientes e pode ser oferecida a doentes do SUS”.
Albuquerque disse que a técnica aplicada aos pacientes que têm placas de gordura nas artérias carótidas (principais artérias do pescoço e da cabeça, que alimentam o cérebro) também leva em conta o histórico familiar de derrame, as doenças que atingem o coração, como diabetes e colesterol alto. Ele salientou que todos esses fatores associados ao fumo, ao sedentarismo e à obesidade também podem produzir placas de gordura e causar o derrame cerebral.
O médico disse ainda que a avaliação deve ser incluída nos exames de rotina com o cardiologista. Pacientes homens com mais de 40 anos, mulheres após a menopausa e pacientes com histórico familiar para doenças do coração devem ser submetidos a avaliações regulares das carótidas.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o derrame é causa líder de morte, ultrapassando o infarto do miocárdio. Atualmente, cerca de 30 mil pessoas morrem por ano, no país, vítimas da doença, e 30 mil sobrevivem com deficiências físicas e mentais. De acordo com o ministério, a nova técnica ainda será analisada para a aplicação nos hospitais credenciados pelo SUS.
Fonte: Ag. Brasil
Emprego na indústria tem maior crescimento
O emprego na indústria cresceu em novembro do ano passado 3,9% em relação ao mesmo mês do ano de 2006, registrando o maior resultado desde dezembro de 2004, quando a expansão foi de 4,1%. Em relação a outubro de 2007, o crescimento foi de 0,3%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial de Emprego e Salário, divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esta é a quinta taxa positiva nos últimos cinco meses consecutivos e representa um crescimento acumulado na comparação mês a mês de 2,4%, descontados os efeitos sazonais – características específicas da economia como os feriados. Ainda segundo a pesquisa, a indústria acumula um crescimento de 2,1% de janeiro a novembro de 2007, superando os meses de outubro (2%) e setembro (1,8%). No acumulado nos últimos 12 meses, o índice passou de 1,8% em outubro para 2% em novembro.
O economista André Macedo, da coordenação de Indústria do IBGE, avalia que o resultado pode se manter nos dados de dezembro.“Os bons resultados do emprego na indústria estão relacionados ao dinamismo na atividade produtiva. Isso é confirmado pelo crescimento frente ao mês anterior e pelas comparações com iguais períodos de 2006”, declarou.
Para o crescimento do emprego na indústria destacaram-se os setores de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,1%), meios de transporte (11,8%), máquinas e equipamentos (10,3%), além de alimentos e bebidas (4,8%). Em queda, os setores de calçados e artigos de couro (-8,7%) e madeira (-5,8%).
Melhora a previsão de crescimento
O crescimento da produção industrial, o segmento de maior peso no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riqueza produzidas no país, foi revisado para 6% em 2007. A informação consta do boletim Focus divulgado hoje (14) pelo Banco Central, com resultados da pesquisa que o banco fez na última sexta-feira (11) com uma centena de analistas de mercado.
Houve melhora, portanto, em relação aos 5,89% estimados na pesquisa da semana anterior. Por isso, os especialistas elevaram, pela sexta semana seguida, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007, que deve ser divulgado em março. A expectativa anterior, de 5,20% passou para 5,21%.
A melhor perspectiva de crescimento da economia reduziu mais um pouco a projeção da dívida líquida do setor público em relação ao PIB. O cálculo anterior, de que a relação dívida/PIB terminaria 2007 em 43,30% caiu para 43,20%, o que significa dizer que mais de 43% da produção nacional está comprometido com o pagamento da dívida.
O boletim Focus manteve a projeção de 4,50% para a evolução do PIB em 2008, apesar de apostar na melhora da produção industrial, cuja expectativa aumentou de 4,60% para 4,80%. Em função disso, a expectativa de 42% para a relação dívida/PIB no final deste ano também foi mantida.
A expectativa dos analistas é de queda, porém, em relação ao saldo de conta corrente do país nas transações comerciais e financeiras com o exterior. A projeção de superávit (saldo positivo) está em queda há nove semanas, e cedeu de US$ 5 bilhões, na pesquisa anterior, para os atuais US$ 4,85 bilhões.
A estimativa para o saldo de conta corrente é pior, ainda, neste ano, em virtude da redução estimada no saldo da balança comercial (exportações menos importações), que deve cair de US$ 40 bilhões em 2007 para US$ 30,60 bilhões em 2008, nos cálculos do mercado. Em decorrência, a conta corrente deve registrar déficit (saldo negativo) de US$ 4,75 bilhões.
Fontes: IBGE e Ag. Brasil
Terceirização: trabalhadores querem mudanças
A terceirização é uma realidade incontestável no mercado de trabalho. Transformou-se em fenômeno mundial em fins dos anos 80 e início dos 90, desencadeada pela globalização. Se por um lado alguns defendem o processo, dizendo que ele trouxe mais oportunidades de vagas, os que representam os trabalhadores atestam que a terceirização tem contribuído com a precarização das relações trabalhistas, especialmente no Brasil, onde a falta de uma legislação para regulamentá-la prejudica os que atuam em empresas terceirizadas.
“A terceirização mudou as relações de trabalho para pior. Os trabalhadores terceirizados normalmente têm direitos e benefícios inferiores aos oferecidos pela empresa tomadora (que terceiriza). Muitas vezes fazem jornadas de trabalho maiores e em muitas situações sequer são contratados formalmente (com registro em carteira)”, diz Jefferson José da Conceição, economista do DIEESE.
Mas, de acordo com ele, a situação não é a mesma em toda a parte. “Na Alemanha, por exemplo, existe a regulamentação da atividade terceirizada. Se uma montadora terceiriza parte da produção, isso é feito com o respaldo de um contrato coletivo nacional, com garantia de piso salarial e outros direitos”, conta.
O Enunciado 331
Por enquanto, a atividade terceirizada no país está precariamente protegida pelo Enunciado 331, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que impede a terceirização na atividade-fim da empresa tomadora. O Enunciado também preserva uma responsabilidade “subsidiária” para a organização que terceiriza os serviços. Mas são várias as críticas à orientação do Tribunal.
Muitos atestam que o Enunciado admite a flexibilização da contratação e privilegia a lógica das empresas em detrimento da dos trabalhadores. Outro problema é que não há nessa medida nenhuma vinculação de especialização dos serviços com legalidade da terceirização.
Devido às várias lacunas, o Enunciado já incitou diversos debates nos tribunais. “Para começar, nem sempre é possível, para quem não está diretamente envolvido em um trabalho ou setor, diferenciar o que é atividade-fim e atividade-meio. Cada um pode ter uma interpretação diferente”, explica Jefferson. Quem não conhece de perto o setor envolvido não tem como entender a lógica do trabalho.”
Além disso, como bem frisa Jefferson, “é um Enunciado e não uma lei”. “E do que precisamos é de algo que efetivamente regulamente os vários aspectos envolvidos nessa questão”, defende.
O que tem sido terceirizado
Boa parte dos serviços terceirizados concentra-se nas chamadas atividades-meio (limpeza, segurança, transporte, alimentação e manutenção), cujas empresas são, na maioria, de pequeno ou médio porte, com estrutura financeira e organizacional frágeis, o que, muitas vezes, as leva à bancarrota.
“Já tivemos de ir a outras regiões atrás de dono de empresa que fechou, da noite para o dia, deixando 1.150 trabalhadores sem salário”, conta Genival Beserra Leite, presidente do Sindeepres (Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de-Obra, Trabalho Temporário, Leitura de Medidores e Entrega de Avisos do Estado de São Paulo).
Em seminário realizado este ano para comemorar os 15 anos de existência da entidade, que deu origem ao trabalho “Terceirização: uma realidade a ser conhecida e regulamentada”, o Sindeepres mostra que a fragilidade das instituições e a falta de uma legislação fazem com que os trabalhadores tenham menor salário (mais de 50% ganham, em média, dois salários mínimos) e a maioria também não tem carteira assinada.
Na opinião de Genival, a existência de uma legislação também é muito importante para dar um limite ao que se pode ou não terceirizar. “Hoje, se terceiriza tudo”, desabafa, numa referência à terceirização das atividades fim, que exigem uma maior qualificação, como o setor de compensação de cheques dos bancos, que, na opinião dele, não deveria ser terceirizado por envolver o sigilo de dados do cliente.
Problemas da terceirização
Fausto Augusto Júnior, técnico do DIEESE, diz que nem sempre o objetivo da terceirização é precarizar as relações de trabalho, mas que um dos grandes problemas envolve a responsabilidade sobre o funcionário terceirizado. Ele está sob o guarda-chuva da empresa-mãe ou daquela que o contratou? Para ilustrar, Fausto cita o caso clássico dos expositores de supermercados.
“Esses trabalhadores geralmente são contratados por uma empresa pequena ou média que presta serviço para uma grande (da área de alimentação, por exemplo) que, por sua vez, realizará serviços no supermercado. Se ele se machuca, qual das três empresas será responsável por dar a ele assistência?”
A falta de proteção e de alguns direitos básicos são as principais fontes de reclamações recebidas todos os dias pelo Sindeepres. “Os trabalhadores reclamam que não podem usar o mesmo refeitório ou armários. As empresas tomadoras não permitem, muitas vezes, que se use o espaço destinado a seus empregados”, explica o presidente da entidade.
Para tentar melhorar a situação brasileira, uma comissão, que reúne diversas entidades sindicais, discute a regulamentação da atividade terceirizada no Brasil. Jefferson conta que há uma proposta elaborada por um grupo de trabalho com representantes de várias entidades sindicais, que virou projeto pelas mãos do deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), e tramita na Câmara dos Deputados. No entanto, não há prazo para que o texto seja votado.
O problema é que, em contraposição a este projeto existe na Câmara um outro, de autoria do deputado Sandro Mabel (PL/GO), que permite não somente a terceirização da atividade fim, mas que o vínculo trabalhista não seja reconhecido e a terceirização na atividade pública. As representações dos trabalhadores têm fundamentado os debates na preocupação com a organização e a representatividade dos trabalhadores terceirizados.
“Seria importante que o governo retomasse também a discussão no Fórum Nacional do Trabalho, por meio de um grupo de trabalho que envolvesse todas as partes presentes no processo, para formatar um projeto de lei de consenso”, afirma o economista. Há questões importantes, como a idoneidade das terceirizadas, a responsabilidade compartilhada, o respeito às condições de trabalho que, segundo Jefferson, têm que aparecer numa lei.
As entidades sindicais de trabalhadores também têm tentado incluir as questões relacionadas à terceirização na negociação coletiva entre representantes dos trabalhadores e das tomadoras de serviços.
Fonte: Site Meu Salário
Centrais defendem programas sociais
Reunidos na última quinta-feira (10) na sede nacional da Central Única dos Trabalhadores, em São Paulo, dirigentes da CUT, Força, CGTB, UGT, CTB e NCST aprovaram uma ação conjunta em defesa dos recursos dos programas sociais e da manutenção dos acordos firmados com os servidores públicos – garantindo os reajustes e a realização de concursos para novas contratações.
A decisão das centrais é uma resposta a pressões da mídia e ameaças de setores do próprio governo de que estes cortes seriam necessários após a não-aprovação da CPMF. O desaparecimento desta contribuição criou um rombo de R$ 40 bilhões no Orçamento da União.
Cortes? Só no superávit primário e na especulação, foram taxativos os sindicalistas, para quem o Estado tem o papel de alavancar o desenvolvimento, não podendo abrir mão de recursos fundamentais para o atendimento das necessidades da população brasileira. Diante da queda de braço, as centrais acordaram mobilizar a sociedade e reapresentar ao governo e ao Congresso Nacional sua proposta de reforma tributária, formatada durante a Jornada pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho.
De acordo com a secretária de Política Sindical da CUT, Rosane Silva, que coordenou a reunião, “é fundamental a pressão desde a base para garantirmos políticas que pesem sobre os impostos diretos que taxem os ricos, como a constituição de uma nova estrutura da Tabela de Imposto de Renda e o aumento do hoje inexpressivo Imposto Territorial Rural – ITR. Exigimos também o aumento da taxação sobre a herança e a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas, conforme já previsto na Constituição Federal de 1988″.
Na avaliação de Antonio Carlos Spis, 1º tesoureiro da CUT e representante da Central na Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), “esta ação unitária é decisiva para fazer frente à campanha depreciativa e de desinformação feita pela mídia, que quer impor sua pauta contra o projeto político em curso, o que provocaria um retrocesso”. “Não vamos admitir em hipótese alguma a retirada de recursos das áreas sociais. A redução do superávit primário é a melhor alternativa, assim como maior taxação dos especuladores”, acrescentou.
Redução de jornada
A reunião, que contou com a presença da assessoria técnica do Dieese, decidiu preparar para o final de janeiro uma ação de envergadura em defesa da redução da jornada de trabalho, para garantir a representação dos trabalhadores nos Conselhos de Administração das empresas – já anunciada pelo presidente Lula no encontro com as centrais após a Marcha, em dezembro -, bem como constituir um Grupo de Trabalho das centrais para começar a formatar a forma de regulamentação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que tratam respectivamente do direito à negociação coletiva no serviço público e da coibição à demissão imotivada.
As centrais vão marcar uma reunião com o ministro Luiz Dulci, secretário geral da Presidência, e Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego, para agilizar estes encaminhamentos.
Fonte: Site PT, CUT e Sindicato do ABC
Bancos: estudo liga fusões do setor à demissões
O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou um estudo que mostra em detalhes como as fusões e aquisições ocorridas nos últimos anos provocaram milhares de demissões no setor bancário, “como forma de reduzir os gastos totais, e, em particular as despesas de pessoal”, segundo trecho da nota técnica.
“O documento chega num momento importante, quando a categoria luta para que a fusão entre o Santander e o ABN não traga como conseqüência novas demissões protagonizadas pelo Santander. Os bancos falam muito em responsabilidade social, mas não pensam duas vezes na hora de colocar pais e mães de família na rua, apesar dos fantásticos lucros que registram todos os anos”, destaca o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, lembrando da importância da ratificação, pelo governo brasileiro, da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas.
Um dos casos lembrados no estudo é o da privatização do Banespa. O banco passou por dois processos de demissões: um anterior à venda, entre 1992 e 1999, quando 17.052 empregos foram eliminados, e o segundo em 2001, um ano após a venda para o Santander, com o programa de demissão voluntária que contou com a adesão de 8.300 funcionários. Como conseqüência, em 2002, o Santander contava com apenas 13.722 bancários, contra mais de 37.000 em 1992.
Nacional e Bamerindus – A nota técnica destacou também as fusões do Nacional com o Unibanco, em 1995, e a do Bamerindus com o HSBC, em 1997. No primeiro exemplo, o número de funcionários do Unibanco, que havia crescido logo após a fusão, caiu nos anos seguintes 39,1%, com mais de 11 mil demissões.
No caso do Bamerindus, o enxugamento começou ainda antes da concretização da venda, com o número de bancários caindo de 30.434 para 22.950 entre 1992 e 1994. Nos anos seguintes, o HSBC iniciou um processo de demissões que fez o banco chegar a 1999 com apenas 18.845 funcionários.
Fonte: Observatório Social e Dieese
Estágio poderá ter jornada de 20 horas
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1223/07, que define uma jornada de 20 horas semanais para o estágio de nível médio ou superior, em empresas, órgãos públicos e instituições de ensino. A proposta, de autoria do deputado Iran Barbosa (PT-SE), ainda obriga os órgãos governamentais a realizar processo seletivo público para a contratação de estagiários.
Atualmente, a Lei 6494/77 estabelece apenas que a jornada de atividade em estágio deverá ser compatível com o horário escolar. Segundo a lei, nas férias escolares a jornada será estabelecida de comum acordo entre o estagiário e o empregador.
Jornada extensa
O parlamentar argumenta que não é suficiente estabelecer que a jornada de trabalho do estagiário deve ser compatível com o seu horário escolar. “Em muitos casos pode não haver tempo suficiente para o estudo complementar, para o aprofundamento nas matérias escolares e a pesquisa”, afirmou.
Barbosa lembrou também que o contrato de estágio, “ainda que tenha o enfoque principal no aspecto educacional, é uma espécie de contrato de trabalho”. Por esse motivo, ele prevê que a contratação de estagiário por órgão público só pode ocorrer mediante processo de seleção público.
Tramitação
O projeto tramita em conjunto com o PL 4065/93, que já foi analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. As propostas estão prontas para votação do Plenário.
Fonte: Câmara dos Deputados
DRTs passam a ser Superintendências Regionais
Foi publicado nesta sexta-feira (4) decreto presidencial transformando as Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) em Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego. Com a mudança, os órgãos passam também a supervisionar todas as políticas públicas do Ministério do Trabalho e Emprego implantadas nos 26 estados, além do Distrito Federal.
De acordo com o decreto 6.341 de 2008, compete aos superintendentes, com ligação direta ao gabinete do ministro do Trabalho e Emprego, executar, supervisionar e monitorar todas as ações do MTE, especificamente as de qualificação profissional.
De acordo com Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, a modificação trará maior transparência à gestão das políticas públicas do Ministério, modernizando a nomenclatura e atendendo cada vez mais a demanda dos trabalhadores e empregadores.
“As Superintendências serão nossos órgãos de ponta, estudando em seus estados as principais demandas, especificamente na qualificação do trabalhador, para podermos planejar melhor as ações”, afirmou Lupi.
Com o decreto, as 114 Subdelegacias do Trabalho espalhadas por todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal, passam a se chamar Gerências Regionais do Trabalho e Emprego.
“Com o crescimento da economia e o recorde na geração de empregos com carteiras assinadas, 2008 será o ano da modernização da estrutura do Ministério do Trabalho. Faremos concurso público para preencher vagas administrativas, fortalecendo o trabalho de ponta realizado com a população, além do investimento maciço na qualificação. Qualificar nossos trabalhadores é prepará-los para o mercado de trabalho que está surgindo no país,” declarou Lupi.
Foi publicado nesta sexta-feira (4) decreto presidencial transformando as Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) em Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego. Com a mudança, os órgãos passam também a supervisionar todas as políticas públicas do Ministério do Trabalho e Emprego implantadas nos 26 estados, além do Distrito Federal.
De acordo com o decreto 6.341 de 2008, compete aos superintendentes, com ligação direta ao gabinete do ministro do Trabalho e Emprego, executar, supervisionar e monitorar todas as ações do MTE, especificamente as de qualificação profissional.
De acordo com Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, a modificação trará maior transparência à gestão das políticas públicas do Ministério, modernizando a nomenclatura e atendendo cada vez mais a demanda dos trabalhadores e empregadores.
“As Superintendências serão nossos órgãos de ponta, estudando em seus estados as principais demandas, especificamente na qualificação do trabalhador, para podermos planejar melhor as ações”, afirmou Lupi.
Com o decreto, as 114 Subdelegacias do Trabalho espalhadas por todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal, passam a se chamar Gerências Regionais do Trabalho e Emprego.
“Com o crescimento da economia e o recorde na geração de empregos com carteiras assinadas, 2008 será o ano da modernização da estrutura do Ministério do Trabalho. Faremos concurso público para preencher vagas administrativas, fortalecendo o trabalho de ponta realizado com a população, além do investimento maciço na qualificação. Qualificar nossos trabalhadores é prepará-los para o mercado de trabalho que está surgindo no país,” declarou Lupi.
Fonte: MTE
Sindicato retorna de férias coletivas
O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região já retornou de suas férias coletivas nesta segunda-feira, 7 de janeiro de 2008, após uma breve parada de 16 dias para que a equipe recuperasse as energias. Conforme já divulgado anteriormente via boletim eletrônico, site, jornal mural e jornal impresso, além de cartazetes nos murais do Sindicato, Centro Esportivo e empresas, alguns setores só retornam a partir de 25 de janeiro.
Logo no primeiro dia os associados e trabalhadores procuraram o Sindicato em busca de informações sobre a Colônia de Férias, convênios, sindicalização, atendimento e orientação trabalhista, entre outras solicitações. Segundo o secretário de Finanças, Orony J. de Paula Júnior, o fluxo de pessoas no retorno das férias é normal. “Nossos associados sabem que podem contar com vários serviços, convênios e a atenção em todos os assuntos que afetam a sua vida. Já no segundo dia as coisas normalizaram”, explicou. Os setores que já estão atendento normalmente são a Recepção, Financeiro, Secretaria Geral e Rescisões.
A partir do dia 25 de janeiro, sexta-feira, retornam os advogados e dentistas, e no dia 28 os médicos. O Centro Esportivo não parou e está em plena atividade, enquanto a Colônia de Férias ferve com todos os 40 apartamentos sempre ocupados. A sub-sede de São Bento do Sul reabre no dia 15 de janeiro
Obras
Mal começou o ano e o Sindicato já investe em obras de infraestrutura na sede central. Aproveitando a redução dos atendimentos, os banheiros de uso público estão sendo reformados, visando adequar os espaços às normas de acessibilidade, dotando-os de portas mais largas, corrimão para pessoas com deficiência, entre outras adaptações. Também os consultórios dos dentistas estão sendo readaptados pelo mesmo motivo. Tudo para oferecer ainda mais comodidade a todos e todas que visitem ou utilizem a estrutura do Sindicato dos Mecânicos.
MPT investiga Justiça do Trabalho em SP
Decisões contraditórias de uma mesma juíza provocam danos a 18 ex-funcionários
Ao julgar as ações trabalhistas contra o
Após o clube fechar as portas em 2003, de 37 processos trabalhistas de funcionários demitidos, 18 trabalhadores até hoje não receberam seus direitos. Primeiramente, foi determinada a penhora do imóvel do clube, o que seria uma forma de arrecadar a quantia suficiente para pagar os direitos de todos os trabalhadores. Com a intenção
O
Entretanto, este segundo leilão foi anulado pela mesma juíza, da 51ª vara, que determinou a realização do primeiro leilão, sob alegação da existência do acordo com o autor principal da ação. Conseqüentemente, a juíza, mesmo apresentando divergências de opinião no mesmo processo, arquivou-o e considerou o caso como resolvido.
O SINTHORESP, indignado com as incoerências da juíza, que está provocando danos a 18 trabalhadores, recorreu a importantes instituições como OAB, AASP, OIT e o Ministério Público, que acatou a denúncia e investiga o caso. Estas 18 pessoas correm o risco de nunca receberem seus direitos, caso continuem existindo juízes que mudam de opinião repentinamente, sem se preocupar com o direito dos trabalhadores.
Fonte: SINTHORESP
País deve ter a maior colheita da história
Os produtores agrícolas devem ter “a maior colheita da história”, na safra de grãos 2007/2008, com aumento de 3,1% na produção de grãos, em relação à safra anterior. A previsão é do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, que divulgou hoje (8) o quarto levantamento sobre a produção agrícola, realizado no mês passado por técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ele acrescentou, contudo, que a manutenção do quadro depende das condições climáticas das próximas semanas, uma vez que algumas lavouras estão em fase de floração e frutificação, quando não pode faltar chuva. Segundo o ministro, de modo geral, todos os produtos mantêm boas performances, em especial o milho, a soja e o algodão, mas a oferta de feijão será 2,1% menor.
Stephanes ressaltou, porém, que apesar do aumento da produção, os agricultores sabem que terão mercado, porque “há excesso de demanda por alimentos no mundo, principalmente nos países asiáticos, e esse é um comportamento que veio para ficar”.
O ministro afirmou que a soja mantém a liderança entre os grãos, com produção estimada de 58,2 milhões de toneladas, seguida pela perspectiva de 53,4 milhões de toneladas de milho e de 11,9 milhões de toneladas de arroz. Em termos percentuais, o maior aumento em relação à safra passada será na colheita de trigo, que deve evoluir de 2,233 milhões para 3,831 milhões de toneladas, com crescimento de 71,5%.
Reinold Stephanes também anunciou a primeira estimativa para a produção brasileira de café em 2008, que deve ficar entre 41,3 e 44,2 mil sacas de 60 quilos de café beneficiado. Haverá, portanto, crescimento mínimo de 22,4% em comparação com a safra anterior, que foi de 33,740 mil sacas. A maioria, em torno de 76%, de café arábica, de melhor qualidade, e o restante de café robusta, também conhecido como conilon.
Fonte: Ag. Brasil