Arquivo de maio 20th, 2008
Minc promete manter restrições a desmatadores
O governo não pretende voltar atrás na resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) de restringir a concessão de financiamento agrícola ao cumprimento de critérios ambientais, de acordo com o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que será empossado na próxima terça-feira (27).
De acordo com a ex-ministra Marina Silva, os governadores de Mato Grosso, Blairo Maggi, e de Rondônia, Ivo Cassol, estão fazendo pressões para que as normas sejam revogadas. As regras já valem para a safra 2008/2009, que começa em julho.
“A resolução do CMN está mantida. Uma mudança sinalizaria um liberou geral em relação às medidas preventivas ao desmatamento e às queimadas na Amazônia”, comparou. “Ponderei com o presidente Lula e com a ministra Dilma Rousseff [Casa Civil] que isso nem deveria ser discutido agora por uma questão de princípios” afirmou ao sair da primeira reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o convite para assumir o lugar de Marina Silva no MMA.
Minc afirmou que propôs ao presidente maior participação do Ministério do Meio Ambiente na definição das políticas industrial e tecnológica do país. “Até porque se alguma coisa der errado, quem vai cuidar dos prejuízos é a área ambiental, que vai ter cuidar dos répteis e pintar de verde as fachadas das empresas poluidoras”, argumentou.
Fonte: Ag. Brasil
Recurso trabalhista: deputados aprovam nova regra
A idéia principal do projeto seria fazer o depósito corresponder ao valor da condenação em primeiro grau, até o limite de 40 salários mínimos (R$ 16.600). Atualmente, o valor máximo é de R$ 3.485,03. Dr. Rosinha explica que o objetivo é “coibir o mau empregador de utilizar a Justiça do Trabalho como instrumento de rolagem e protelação da dívida trabalhista”.
A relatora considerou que essa proposta fere a Constituição. Para Andreia Zito, o valor do depósito ficaria tão alto que poderia impedir o empregador de exercer seu direito constitucional de recorrer à Justiça, “principalmente no caso das microempresas, das empresas individuais e dos profissionais liberais”.
Citação por edital
O substitutivo se limita a determinar que a citação ao empregador será feita pelos oficiais de diligência, cabendo ao autor da ação a correta indicação do nome e endereço. Se o empregador não for encontrado, após procurado por duas vezes em 48 horas, a citação poderá ser feita por edital, publicado em jornal oficial, ou, na falta deste, afixado na sede da junta ou juízo por cinco dias.
De acordo com Dr. Rosinha, a citação é importante para impedir que os maus pagadores se beneficiem. “Inúmeros subempreiteiros desaparecem deliberadamente sem deixar notícias ou endereço, exatamente para não terem de pagar os direitos trabalhistas de seus ex-empregados”, explica ele.
O rito sumaríssimo foi estendido à Justiça do Trabalho pela Lei 9.957/00, para os dissídios individuais cujo valor não exceda a 40 vezes o salário mínimo vigente na data do início da ação. Esse procedimento não pode ser usado nas causas em que a administração pública é parte.
Tramitação
A matéria tramita em caráter conclusivo e segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Câmara dos Deputados
Auxílio-doença: INSS convoca 8,4 mil segurados
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envia, nesta sexta-feira (16), o 11º lote de cartas para que 8.448 beneficiários façam a reavaliação dos auxílios-doença que foram concedidos há dois anos, com prazo para terminar em junho. A duração mais longa do benefício tem como objetivo facilitar a vida do trabalhador com doença grave e, também, melhorar o atendimento nas Agências da Previdência Social (APS).
Na carta, os beneficiários são informados da necessidade de agendar nova perícia no prazo de dez dias, contados a partir da data de recebimento da correspondência. Quem receber e não agendar, ou deixar de comparecer à perícia, terá o benefício cessado. Ao marcar a ida à APS, o benefício fica automaticamente prorrogado até a data da perícia.
Nos casos em que, mesmo após dois anos de licença, o segurado continuar hospitalizado ou impedido de se locomover, um representante legal tem que comparecer à APS mantenedora do benefício, no prazo de dez dias, também a partir do recebimento da carta, para comunicar a impossibilidade do segurado e solicitar que a revisão seja feita no local em que ele estiver. Deve levar, ainda, os documentos de identificação do beneficiário, como CPF e RG, exames, se possuir, e informar o endereço em que beneficiário está.
Agendamento – Os segurados podem marcar dia e hora para realizar a perícia médica de revisão de auxílio-doença pela Central 135 ou pela internet – www.previdencia.gov.br. Pelo 135, basta o segurado fornecer o número do benefício e a data de nascimento para marcar a perícia médica.
Pela internet, o segurado deve acessar a página da Previdência Social, clicar na guia “Serviços”, que fica à esquerda. Depois, é só escolher o atalho “Marcação de Exame Médico Pericial para fins de revisão de Auxílio-Doença”. O segurado, então, deve digitar o número do benefício e a data de nascimento.
Fonte: Previdência Social
Dieese: pisos se aproximam do mínimo
O piso salarial da maioria das categorias que recebem baixa remuneração se aproxima cada vez mais do valor do salário mínimo, segundo balanço divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O estudo destaca que apesar do salário mínimo ter dado ganho real de 19% aos trabalhadores dessa faixa, entre 2005 e 2007, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE), as negociações de pisos não vêm sendo feitas na mesma porcentagem.
Entre os 169 pisos salariais negociados no ano passado na indústria, segundo o Dieese, 55% oscilaram entre um a 1,25 salário mínimo. Ficaram também nessa faixa 67% de 68 negociações na área do comércio; 49% de 102 pisos fixados na área de serviços e 89% de 25 pisos fixados na área rural.
Ficaram com pisos salariais entre 1,51 salário mínimo a 1,75 salário mínimo 13% de 40 pisos firmados na indústria; 6% de seis pisos fixados para o comércio; 10% de 21 pisos na área de serviços, não tendo sido fixados pisos nessa faixa no setor rural.
Entre os pisos de mais de dois salários mínimos, 4,5% foram fixados em 14 acordos feitos na indústria; 9% de nove pisos no comércio; 14% de 30 negociações na área de serviços, não tendo sido fixado nenhum piso acima de dois salários mínimos em 2007 no setor rural.
O órgão destaca no estudo que a garantia de um valor mínimo “proporcional à extensão e complexidade do trabalho” está prevista na Constituição Federal como direito dos trabalhadores urbanos e rurais”.
Leva em conta ainda que a fixação de pisos acima do salário mínimo nacional “contribui para a elevação da massa salarial, apesar de não acompanharem o mesmo índice concedido ao salário mínimo”.
Outro fator apontado pelo Dieese é que a fixação de pisos mínimos favorece as faixas salariais imediatamente subseqüentes e inibem demissões pelos patrões sob pretexto de reduzir custos, reduzindo a rotatividade dos trabalhadores.
Fonte: Radiobrás e CUT Nacional
Sindicato não abrirá na sexta-feira (23/5)
O Sindicato dos Mecânicos não vai abrir nesta sexta-feira – 23 de maio – após o feriado de Corpus Christi da quinta-feira. O chamado “dia-ponte” entre um feriado e o final de semana será concedido como descanso aos funcionários do Sindicato, já que este será o último feriado do ano. Portanto, contadores, empresas, associados, trabalhadores e trabalhadoras ou outros interessados em contatar os diversos setores da entidade, devem antecipar seus assuntos, ou mesmo transferir para a próxima semana.
As atividades voltam ao normal na próxima segunda-feira, 26 de maio, em horário normal.
Assembléia aprova 6,30% de aumento salarial
Com ganho real de 0,80 ponto percentual sobre a inflação de 5,50% medida pelo INPC/IBGE (entre abril/2007-março/2008), cerca de 18% sobre o aumento do custo de vida ao trabalhador em um ano, a assembléia geral que reuniu os trabalhadores e trabalhadoras da categoria mecânica de Joinville e região aprovou a contraproposta patronal de 6,30% de aumento salarial. O reajuste é válido retroativo a 1º de abril, data-base da categoria. As empresas que repassaram apenas a inflação, devem pagar a diferença na próxima folha de pagamento. Quem não repassou nada, deve pagar integralmente na folha de maio. Não houve a inclusão de novas cláusulas sociais.
Em contrapartida, os pisos salariais da indústria mecânica foram reajustados da seguinte forma:
- Para empresas com até 60 funcionários, passou de R$ 425,00 para R$ 461,12
- Para empresas acima de 60 funcionários, passou de R$ 544,00 para R$ 590,24
Já nas retíficas passou de R$ 412,65 - ou seja, já perdia até para o salário mínimo que vale R$ 415,00 – para R$ 441,53 para trabalhadores sem nenhuma experiência. Após 180 dias o piso para esse iniciante passa para R$ 565,12. As demais cláusulas sociais de ambos os setores – indústria e retífica – permanecem as mesmas, com o destaque para a Pré-Aposentadoria, conquista recente da categoria que privilegia o trabalhador ou trabalhadora que estiver prestes a se aposentar e estiver prestando serviços na mesma empresa por pelo menos cinco (5) anos – retífica – e 10 anos – indústria – quando estiver há no máximo 24 meses (dois anos) de conquistar o direito a aposentadoria, mesmo que proporcional.
“Como em todos os outros anos as negociações foram muito difíceis, porque o patronal quer sempre mais lucros para os acionistas, sócios e donos de empresas, e sempre menos aumentos reais para quem realmente trabalha e produz, os trabalhadores e trabalhadoras. Conquistamos um ganho real razoável, mas que garante o poder de compra acima da inflação, e ainda aumentamos os pisos salariais em Joinville e São Bento do Sul entre 7 e 8,50%. Ainda não é o que queremos, mas conseguimos avançar”, destaca o presidente João Bruggmann.
Estudantes na assembléia
Uma novidade que pode mudar o futuro das relações negociais entre empresas e sindicato: acadêmicos da faculdade de recursos humanos da Fatesc Joinville prestigiaram a assembléia geral para conhecer mais sobre como funcionam as campanhas salariais. As estudantes Djéssica Mezadri, Daiane Souza, Adriana Godói e Sidnéia Coelho prestaram atenção nas falas dos diretores do sindicato e anotaram tudo o que acharam importante. Até gravação elas realizaram. As quatro faziam parte de um grupo de aproxiamadamente 30 estudantes do primeiro semestre do curso, na matéria “Legislação”, que tem como professor, Nelson Vilmar dos Passos.
“É a primeira vez que vemos o que é uma assembléia de trabalhadores. Precisamos conhecer mais sobre leis para trabalharmos nas empresas”, explicou Djéssica. Para o presidente João Bruggmann, a presença de estudantes no Sindicato mostra que a interação entre a entidade e a comunidade está se ampliando e ajudando a formar novos profissionais, mais sensíveis as questões dos trabalhadores. “Novamente recebemos estudantes de nível superior em nossa sede. Isso é representativo e deve promover mudanças interessantes nas negociações e também nas relações entre sindicato e trabalhadores com as empresas”, valoriza Bruggmann.
Boletim detalhado
Nos próximos dias o Sindicato levará aos trabalhadores e trabalhadoras da categoria o novo informativo “Tribuna dos Mecânicos”, em novo formato para ampliar os temas abordados. Neste informativo, algumas cláusulas estarão mais explicadas e detalhadas para a categoria, visando deixar mais claro alguns direitos que a categoria já conquistou, e que por vezes, não sabe que existem. “E também vamos disponibilizar, a pedido, cópias da convenção coletiva, para que todos possam conhecer e cobrar os seus direitos”, afirma o presidente.
Para mais detalhes sobre as novas convenções coletivas, o contato deve ser feito via telefone (47) 3027.1183 com Jaqueline ou Evangelista.
Campanha Salarial cumpre objetivos
Chegamos ao final de mais uma campanha salarial da categoria mecânica em Joinville e Região conquistando novamente ganhos reais para os companheiros e companheiras. Em São Bento do Sul e região chegamos a 6,5% de aumento salarial, com ganho real de 1 ponto percentual sobre a inflação que foi de 5,50% entre abril/2007 e março/2008. Já em Joinville, com muita luta e pressão da comissão de negociação junto ao sindicato patronal, conseguimos chegar a 6,30%, com ganho real de 0,80 ponto percentual sobre o mesmo índice de inflação, medido pelo INPC/IBGE.
Nossa pedida inicial, discutida e aprovada em assembléia geral em fevereiro, foi de 10% de aumento salarial e um piso único de R$ 650,00, além de cláusulas sociais novas. Não conquistamos o que desejávamos, é certo, mas conseguimos ganhos reais possíveis diante da articulação dos sindicatos patronais, que chegaram a propor apenas a inflação, o que, pelo ridículo foi imediatamente recusado. Afinal, a cada ano que passa o empresariado nacional, e em Joinville e São Bento do Sul não é diferente, enche os bolsos de acionistas, sócios e donos de empresas com gordos lucros. A economia em desenvolvimento impulsiona o crescimento e a produção. Mas os empresários só demonstram sua ganância. Não distribuem seus ganhos com quem os produz.
O fato é que a categoria, os trabalhadores e trabalhadoras, não tem nos proporcionado a participação devida nas assembléias gerais convocadas pelo Sindicato nas campanhas salariais. Se reuníssemos milhares de companheiros e companheiras para debater e encaminhar as propostas e contrapropostas, todos interessados e engajados na luta por melhores salários e condições de trabalho, a nossa força seria muito maior. Poderíamos rejeitar propostas com baixos ganhos reais, paralisar fábricas, mobilizar ações internas. Recentemente em uma manifestação realizada em frente à Metalúrgica Duque, um trabalhador comentou com a diretoria ter participado de uma grande reunião da diretoria da empresa em que foram motivados a dobrar a produção. E foram em massa.
Mas na mesma empresa, alguns dias depois, para discutir o que fazer com os lucros que dobraram em 2007 com relação a 2006, somente os acionistas e donos foram convidados. Ou seja, para distribuir lucros, somente sócios e acionistas. Para distribuir sobretrabalho, ganhando o mesmo, convoca-se os trabalhadores. Seria cômico se não fosse trágico. Queremos dizer com esse fato que é preciso que o trabalhador e trabalhadora participe maciçamente das reuniões do seu Sindicato. É lá que ele ganhará mais, com a luta! Com mais participação certamente teríamos resultados ainda melhores que este que já conquistamos, e que estamos conquistando todos os anos. E é bom que se ressalte: os aumentos não são dados pelos patrões ou pelo governo, mas são sim arrancados com muita negociação e luta na mesa com os patrões.
Finalmente, agradecemos especialmente aos trabalhadores e trabalhadoras que participaram da assembléia geral no sábado, 17 de maio, e que são a verdadeira alma, a chama que move a luta da categoria. É nosso dever chamar a categoria a participar, sair do comodismo. E é isso que vamos fazer nos próximos meses, novamente, ampliando a comunicação nas fábricas, nas casas, no sindicato e em todos os locais de circulação dos companheiros e companheiras. Para 2009, precisamos estar ainda mais unidos e fortes. Assim ganharemos muito mais. Parabéns aos mecânicos e mecânicas!
A Diretoria
Colégio paga indenização à professora demitida
A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho restabeleceu sentença que condenou o Colégio Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus, de Aracaju (SE), a pagar indenização por dano moral a uma professora demitida sem justa causa após ter tirado seu filho do colégio e o matriculado em outra escola. A demissão, além de ter indevido caráter punitivo, ocorreu um ano de a professora completar tempo suficiente para a aposentadoria.
A professora trabalhou por mais de 24 anos no Arquidiocesano, lecionando inglês. Com base em convenção coletiva, seu filho estudava no colégio com bolsa integral. Mais tarde, a família decidiu transferir o filho, já adolescente, para outro estabelecimento, conhecido pelos bons resultados no vestibular. Segundo informações prestadas no processo, no início do ano letivo de 2006 a professora foi comunicada, “de maneira abrupta e intensamente vexatória”, durante reunião da direção, que seu filho deveria retornar ao colégio, sob pena de ser demitida. Recusando-se a concordar com a exigência, recebeu aviso-prévio e foi demitida. Ainda de acordo com os autos, o diretor da escola teria dito à professora “que fosse pedir emprego na escola para qual seu filho foi transferido”.
Ajuizou então reclamação trabalhista em que pedia reintegração ao colégio, a declaração de nulidade da demissão e indenização por danos morais. Na inicial, explicava que a demissão causara “intenso abalo psicoemocional e verdadeiro sentimento de humilhação, inferiorização”, levando-a a tomar remédios controlados para tratar de depressão. O filho, sentindo-se culpado pela situação, também teria tido abalos psicológicos.
O colégio admitiu os motivos da demissão: na sua avaliação, a professora deixou claro que não enxergava com bons olhos a linha educacional adotada ali. Alegou que “não seria salutar” manter em seu quadro uma profissional que, apesar de seu “alto grau de sofisticação acadêmica” e dos anos de trabalho na instituição, externasse tal opinião, que deporia contra a escola. A demissão seria legítima, com base no princípio da livre-concorrência e no direito potestativo do empregador – e citou como exemplo uma revenda de automóveis. A cena proposta pelo Arquidiocesano é a de alguém que pretende comprar um automóvel da Ford e, ao chegar à concessionária, vê que o vendedor tem um carro da Fiat. Ao perguntar o motivo, recebe como resposta: “Ora, porque os automóveis da Ford não são bons. Bons são os da Fiat.”
A sentença de primeiro grau determinou a reintegração e fixou a indenização por dano moral no valor de R$ 10 mil. A condenação, porém, foi revogada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (SE). De acordo com o TRT/SE, a despedida de empregado que não detém estabilidade se constitui em poder meramente potestativo do empregador e, embora faltasse apenas um ano para a aposentadoria, não se tratava de despedida obstativa, pois não há norma legal que ampare a pretensão.
A professora recorreu então ao TST. O ministro Pedro Paulo Manus, redator do acórdão, afirmou em seu voto que o direito de o empregador demitir seus empregados não é ilimitado. Além disso, a Constituição Federal rechaça a idéia de mercantilização da educação, “sendo infeliz e despropositada a comparação do trabalho docente com a atividade de vendas de automóveis como pretenso fundamento à afirmação da livre concorrência”. Para o ministro, a decisão da professora de mudar seu filho de escola em busca de uma situação mais favorável ao estudante, antes de ser um direito, é um dever dos pais, não sendo sequer um ato reprovável. “Não há fundamento para obrigar o pai professor a matricular seu filho na escola empregadora, nem para impedir que promova mudança de escola”, afirmou. “Isso não significa, como quer fazer crer o colégio, reprovação ao seu desempenho escolar.”
Em seu voto, o ministro Pedro Manus ressalta que a professora ingressou no Arquidiocesano aos 22 anos de idade e, ao longo dos 24 anos de serviço, não tinha qualquer anotação em seus assentamentos. A demissão, portanto, foi um revide injusto e completamente desproporcional. O dano moral estaria caracterizado, também, pelo fato de a professora ser conhecida na cidade de Aracaju e ter colaborado na formação escolar de inúmeras pessoas que, de um momento para outro, passaram a saber de sua dispensa, sumária e sem motivo aparente. A decisão foi por maioria, ficando vencido o ministro Ives Gandra Martins Filho.
Fonte: TST
Recorde: quase 850 mil empregos gerados em 4 meses
Nos quatro primeiros meses de 2008, foram gerados 848.962 postos de trabalho com carteira assinada, equivalente ao crescimento de 2,93% no ano – desempenho recorde de toda a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Nos últimos 12 meses, verificou-se expansão de 6,29% no emprego formal (o mesmo que 1.764.735 novos postos), resultado que indica um maior dinamismo em relação aos dados registrados no mesmo período do ano anterior (+5,04% ou +1.360.799 empregos formais).
Somente em abril, foram gerados 294.522 postos celetistas, representando uma elevação de 1% em relação ao estoque de março. Esse resultado mensal foi o segundo maior já registrado na série histórica do Caged, muito próximo do recorde ocorrido em abril de 2007 (+301.991 postos ou +1,09%). Tal comportamento pode ser creditado à presença de fatores sazonais relacionados à cadeia produtiva da agroindústria, potencializado pelo dinamismo do setor de Serviços e da Construção Civil.
“Esse resultado só reforça a minha expectativa de que o ano de 2008 vai quebrar todos os recordes. Acredito em 1,8 milhão de novos postos e crescimento de 6%. A cadeia produtiva é muito forte e a força está na demanda interna”, destacou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, durante a coletiva de anúncio dos dados do Caged.
Setores da economia
Todos os setores e subsetores expandiram o número de assalariados com carteira assinada em abril de 2008. Em termos absolutos, o setor de Serviços foi o que mais contribuiu para o comportamento positivo do emprego no mês, apresentando saldo recorde para o período com 97.426 novas ocupações formais (+0,84%). Os ramos que mais contribuíram para o desempenho favorável no mês de abril foram os Serviços de Comércio e de Administração de Imóveis (+35.073 postos ou 1,18%), os Serviços de Alojamento Alimentação Reparação e Manutenção (+23.992 postos ou +0,57%) e os Serviços de Transportes e de Comunicação (+18.522 postos ou +1,18%).
Houve também um forte crescimento no subsetor de Serviços Médicos e Odontológicos, com 9.649 novos postos (+ 0,80%). “O combate à dengue foi responsável pelo aumento recorde de contratação nesta área. Principalmente por conta das contratações de médicos no Rio de Janeiro e São Paulo”, disse o ministro.
Destaque deve ser dado também à Indústria de Transformação, que foi responsável pelo acréscimo de 82.740 empregos (+1,16%), o segundo melhor resultado para o mês da série do Caged, sendo superado apenas pelo aumento ocorrido em abril do ano anterior (+103.763 postos de trabalho ou+1,54%). O subsetor que mais colaborou para este resultado foi a Indústria de Produtos Alimentícios e Bebidas, que respondeu pela geração de 46.354 empregos formais (+2,74%). Em menor medida destacaram-se, também, a Indústria Metalúrgica (+5.245 postos ou +0,72%), a Indústria de Material de Transportes (+ 5.368 postos ou + 1,08%), a Indústria Têxtil e do Vestuário ( +4.860 postos ou + 0,52%), e a Indústria de Calçados ( +4.152 postos ou +1,31%).
A geração de postos de trabalho celetistas no setor Agrícola também foi expressiva (+38.627 postos ou +2,50%), estimulada pela presença de fatores sazonais relacionados às atividades do Cultivo da Cana-de-açúcar, no Centro-Sul do país, porém foi inferior à ocorrida em abril de 2007 (+41.227 postos ou 2,70%). Em termos relativos, foi o setor que apresentou a maior taxa de crescimento no mês em questão.
O desempenho do Comércio e da Construção Civil também mereceu destaque. O Comércio respondeu pelo saldo positivo de 34.733 empregos (+0,54%), o segundo melhor resultado do mês da série do Caged, menor apenas que o aumento observado em abril de 2007 (+36.899 postos ou +0,61%). A Construção Civil, por sua vez, gerou 32.071 postos de trabalho (+1,97%), saldo recorde para o período.
Deve-se ressaltar, ainda, o comportamento dos setores da Administração Pública e da Extrativa Mineral, que registraram desempenho recorde para o mês em termos absolutos e relativos, ao gerarem 5.251 e 2.068 postos de trabalho, respectivamente, equivalente ao crescimento de 0,94% no caso da Administração Pública e de 1,25% no que se refere ao setor Extrativismo.
Regiões
As cinco regiões do Brasil apresentaram alta na geração de empregos no mês de abril e o Sudeste foi a que apresentou o maior saldo: 209.560 postos (+1,27%). O Sul ficou em segundo lugar com 47.512 postos com carteira assinada (+0,86%), seguido pelo Centro-Oeste (+25.770 postos ou +1,23%) – que registrou recorde para o mês de abril -; pelo Norte (+7.397 postos ou +0,61%) e pelo Nordeste (+4.283 postos ou +0,10%).
Estados
Entre as Unidades da Federação merecem destaque o estado de São Paulo: abril de 2008 o foi melhor desempenho absoluto e relativo do período, com 144.939 empregos com carteira assinada, uma alta de 1,47%. Minas Gerais gerou 35.594 postos (1,12%); Paraná, 26.347 (1,32%); e Rio de Janeiro, 20.824 (0,73%). Por motivos relacionados à presença de fatores sazonais negativos vinculados às atividades da cana-de-açúcar, os estados de Alagoas (-10.416 postos ou -4,48%) e de Pernambuco (-4.029 postos ou -0,49%) foram os únicos que não expandiram o estoque de emprego no mês de abril. Cabe ressaltar, ainda, que dentre as 27 Unidades da Federação, sete delas registraram o maior saldo da série histórica do CAGED e cinco obtiveram o segundo melhor desempenho.
Interior x região metropolitana
Em abril de 2008, o nível de emprego do conjunto das nove regiões metropolitanas cresceu 0,73%, resultante da criação de 89.724 postos de trabalho, enquanto o interior dos estados desses aglomerados urbanos gerou 151.837 vagas formais (+1,48%). Em geral, neste período, os municípios não-metropolitanos têm seu desempenho influenciado pelas atividades associadas à cadeia sucroalcooleira, cujo dinamismo é focado na região Centro-Sul do país. Dessa forma, o interior dos estados beneficiados pela sazonalidade positiva dessas atividades foram os que mais se destacaram: São Paulo (+101.472 postos ou +2,17%) Minas Gerais (+24.153 postos ou +1,22%) e Paraná (+19.034 postos ou +1,58%). No caso das áreas metropolitanas, as que mais se sobressaíram foram São Paulo (+43.467 postos ou +0,83%), Rio de Janeiro (+15.932 postos ou +0,74%) e Belo Horizonte (+11.441 postos ou + 0,95%).
Fonte: MTE