Arquivo de maio, 2008

Política industrial injetará R$ 251,9 bi até 2010

Publicado por admin 13 maio, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

O volume de financiamentos previsto na nova política industrial, lançada ontem (12/5), pelo governo federal, atingirá os R$ 251,9 bilhões nos próximos dois anos. Desse total, R$ 210,4 bilhões virão de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os setores industrial e de serviços e R$ 41,5 bilhões virão do Programa de Apoio à Capacitação Tecnológica da Indústria do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Ao todo, 25 setores da indústria serão beneficiados com medidas de facilitação do crédito no BNDES e de desoneração, mas essa quantidade pode aumentar. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a política de desenvolvimento produtivo fará o governo deixar de arrecadar R$ 21,4 bilhões até 2011.

A nova política estabelece quatro metas. A primeira é elevar o investimento direto na economia de 17,6% para 21% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), em 2010. Com as medidas anunciadas, o governo também pretende aumentar os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento de 0,51% para 0,65% do PIB até 2010.

A Política de Desenvolvimento Produtivo prevê que as exportações brasileiras passem de 1,18% do comércio mundial (US$ 160,6 bilhões), registrado no ano passado, para 1,25%, o equivalente a US$ 208,8 bilhões no final de 2010. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, isso exigirá que as vendas externas do Brasil cresçam 9,8% ao ano.

O conjunto de medidas prevê, ainda, o incentivo para aumentar em cerca de 10% a quantidade de micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras que exportam. Em 2006, 11,8 mil MPEs venderam para o mercado internacional. O governo quer aumentar esse número para 12,9 mil.

Com o financiamento para o setor de infra-estrutura, que soma R$ 110 bilhões nos próximos dois anos, os desembolsos totais do BNDES deverão ser superiores a R$ 320 bilhões até 2010. O setor não está contemplado na política industrial.

Veja abaixo as principais medidas da Política de Desenvolvimento Produtivo:

Ampliação do crédito
•  Oferta de R$ 210,4 bilhões em financiamentos para os segmentos da indústria e serviços, pelo BNDES até 2010

•  Destinação de R$ 1 bilhão, de 2007 a 2010, nos financiamentos do Programa para o Desenvolvimento da Indústria de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (Prosoft)

•  Nova linha de crédito com juros especiais de 4,5% ao ano para empresas que invistam em pesquisa e desenvolvimento

•  Criação da linha capital inovador, que destinará R$ 6 bilhões para empresas que invistam em capacitação, engenharia e ativos intangíveis (bens não-físicos, como tecnologia, transparência e conhecimento). A linha terá juros equivalentes à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 6,25% ao ano

•  Ampliação do Programa Revitaliza, destinado a setores da indústria que sofrem com a concorrência do dólar barato, como calçados, couros, móveis e têxteis. Os recursos para essas áreas passarão de R$ 300 milhões para R$ 450 milhões

•  Criação de fundo soberano para financiar atividades de empresas brasileiras no exterior

•  Mudança de foco no Fundo Tecnológico (Funtec), do BNDES, em 2008 para financiar investimentos em saúde, energias renováveis e redução de emissões de gases

Facilitação do crédito
•  Redução do spread (diferença entre o que os bancos pagam para captar e cobram para emprestar) de 1,4% para 1,1%, ao ano, no conjunto das linhas de financiamento do BNDES e de 1,5% para 0,9%, ao ano, do spread para as linhas de compra e venda de bens de capital (máquinas e equipamentos). A operação custará R$ 350 milhões por ano ao banco

•  A taxa de intermediação financeira (remuneração da instituição financeira que repassa os financiamentos do BNDES) cai de 0,8% para 0,5%

•  Redução para 12 meses no prazo para as empresas se apropriarem de créditos do PIS e da Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) derivados da compra de bens de capital. Atualmente, as indústrias precisam esperar 24 meses para abater esses créditos nos dois tributos

•  Duplicação para dez anos do prazo das linhas do Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) para a indústria

Desoneração
•  Ampliação da lista dos bens de capital que não terão de pagar Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e PIS/Cofins. Os novos produtos ainda serão divulgados

•  Retirada da incidência de 0,38% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado nas operações de crédito do BNDES, Finame e Finep

•  Prorrogação, até 2010, da lei que permite a depreciação acelerada de máquinas e equipamentos usados para aumentar a capacidade de produção. O benefício permite que as indústrias paguem menos Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)

•  Redução pela metade, para 10%, da contribuição patronal para a previdência sobre a folha de pagamento dos trabalhadores de empresas de tecnologia da informação que elaborem programas de computador para exportação

•  Dedução das despesas com pesquisa e desenvolvimento na base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da CSLL para empresas de informática e automação

Estímulo às exportações
•  Redução para até zero da contribuição para o Sistema S das empresas de informática e automação, com base nas vendas externas

•  Medidas para eliminar a burocracia nas vendas para o exterior, como a redução de controles que atingem 9% das exportações

•  Ampliação do Programa de Financiamento às Exportações (Proex) de R$ 500 milhões para R$ 1,3 bilhão. O limite de faturamento para as empresas terem acesso ao programa subirá de R$ 60 milhões para R$ 150 milhões

•  Redução a zero da alíquota do Imposto de Renda para serviço de logística de exportação no exterior. O limite de declaração simplificada de exportação para pequenas e microempresas passará de US$ 20 mil para US$ 50 mil

•  Metas para tornar o país líder nas exportações de sete tipos de produto: bioetanol, carnes, celulose e papel, complexo aeronáutico, mineração, petróleo e gás natural e siderurgia

Setores beneficiados
•  aeronáutica •  indústria naval e cabotagem
•  artefatos •  indústria têxtil e confecções
•  bens de capital •  madeira
•  biotecnologia •  mineração
•  calçados •  móveis
•  carnes •  nanotecnologia
•  celulose •  plásticos
•  construção civil •  saúde
•  couro •  serviços
•  defesa •  setor automotivo
•  energia •  siderurgia
•  higiene pessoal, perfumaria               
e cosméticos •  sistema agroindustrial
•  tecnologias de informação e comunicação

Fontes: Ag. Brasil, Governo Federal e agências

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Escravidão: após 120 anos ela ainda existe no país

Publicado por admin 13 maio, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Hoje, 13 de maio, ao completar 120 anos de assinatura da Lei Áurea no Brasil, comemora-se o Dia da Abolição da Escravatura. Muito se avançou para enterrar definitivamente a exploração escravagista, porém uma prática perversa tem persistido no país: o uso da mão-de-obra análoga a de escravo. Dados da Secretaria de Inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que, desde 1995, já somam 28.786 trabalhadores resgatados pelo Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Trabalho Escravo no país, instrumento criado pelo governo para combater a utilização ilegal de mão-de-obra, principalmente em propriedades rurais.

De acordo com o coordenador do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, da Secretária de Inspeção do Trabalho do MTE, Marcelo Campos, a exploração escrava moderna se caracteriza por fatores bem específicos. “O cerceamento da liberdade do trabalhador: seja por não oferecer condições de locomoção ou mantê-lo sob vigia; obrigá-lo a trabalhar por dívida; submetê-lo a jornadas exaustivas ou submetê-lo a condições de trabalho degradantes são hipóteses que caracterizam o trabalho análogo ao de escravo”.

O Artigo 149 do Código Penal trata como crime submeter alguém a condições análogas ao de escravo. Ela existe desde o início do século passado, como uma extensão, no campo penal, da Legislação Trabalhista no meio rural (lei n.º 5.889 de 08/06/1973). A Organização Internacional do Trabalho (OIT) trata do tema nas convenções número 29, de 1930, e a 105, de 1957 que dispõem sobre a eliminação do trabalho forçado ou obrigatório em todas as suas formas – ambas ratificadas pelo Brasil.

A Escravidão Moderna
As ações de repressão ao trabalho escravo iniciam, quase sempre, com uma denúncia, geralmente de um trabalhador fugitivo, que não se submete as condições do empregador e procura ajuda. “Com a denúncia em mãos o grupo busca confirmar o relatado pelo trabalhador e infelizmente, na maioria das vezes, o que encontramos não deixa dúvidas quanto o uso ilegal da mão-de-obra”, avalia Campos.

Dentre as condições encontradas pelos auditores, a falta de alojamentos adequados e sem a mínima higienização e conforto, a não utilização de equipamentos de segurança, a carga horária excessiva e a cobrança no salário do trabalhador das despesas com comida, equipamentos de segurança, remédios, alojamentos e outras necessidades básicas que devem ser de responsabilidade do empregador, são as mais comuns. “A dívida do trabalhador com o empregador é a forma mais comum de servidão. Como ele acredita que deve ao patrão, trabalha para quitar essa dívida que nunca é saldada, pois a cada mês ele adquire mais despesas”, relata.

Lista suja
Para coibir o uso ilegal de mão-de-obra análoga a de escravo, o governo criou em 2004 um cadastro onde figura os empregadores flagrados praticando a exploração. Ao ser inserido nesse cadastro, o infrator fica impedido de obter empréstimos em bancos oficiais do governo e também entra para a lista das empresas pertencentes à “cadeia produtiva do trabalho escravo no Brasil”. O cadastro é utilizado pelas indústrias, varejo e exportadores para a aplicação de restrições e não permitir a comercialização dos produtos advindos do uso ilegal de trabalhadores.

Foi a partir da sua publicação, com casos comprovados de empresas flagradas e autuadas por trabalho escravo que foi possível a identificação da cadeia produtiva do trabalho escravo. Ela Inicia na propriedade rural que consta na Lista, passando por seus compradores primários e intermediários, até chegar aos mercados consumidores finais.

Foi também pela publicação da Lista Suja que o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Banco da Amazônia (Basa) e o Banco do Brasil suspenderam a concessão de créditos agrícolas dos Fundos Constitucionais aos integrantes da lista. O fundamental é que as empresas que estão na ponta, sejam do comércio ou da indústria, assumam a responsabilidade de verificar se lá no início há eventualmente uso de mão-de-obra escrava.

Pacto Nacional
Como sinal de comprometimento da sociedade com a erradicação do trabalho escravo, surge em 2005 o Pacto Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo. Articulado pelo Instituto Ethos, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONG Repórter Brasil, o Pacto se tornou uma referência. O Pacto tem também a intenção de modernizar as relações de trabalho nas cadeias produtivas dos setores signatários, para o cumprimento da legislação trabalhista e previdenciária e desenvolvimento de ações preventivas da saúde e segurança dos trabalhadores.

Entre as medidas sugeridas estão restrições comerciais, apoio às ações de reintegração social e laboral dos egressos do trabalho escravo, apoio às ações de informação e orientação aos trabalhadores, campanhas de esclarecimento e aperfeiçoamento.

Grupo Móvel
Além de auditores fiscais do Trabalho do MTE, participam do Grupo Móvel procuradores do Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal. No ano passado o Grupo realizou um total de 115 ações, resgatando um total de 5.975 trabalhadores de situação análoga a de escravo ou degradante de trabalho. Em 2008 já foram resgatados 1.036 trabalhadores, num total de 26 ações realizadas. O Grupo fiscalizou 52 estabelecimentos, registrando 353 trabalhadores sob ação fiscal, com um total de 1.076.951,60 pagos em indenizações trabalhistas.

Fonte: MTE

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Assembléia Geral decide sobre contraproposta !!

Publicado por admin 13 maio, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Após várias reuniões de negociação salarial com o patronal, a diretoria do Sindicato dos Mecânicos decidiu convocar uma assembléia geral para análise, discussão e votação da contraproposta patronal para este sábado – 17 de maio – a partir das 14:30 horas no auditório da sede central do Sindicato, situado na rua Luiz Niemeyer, 184 – Centro de Joinville. Na última reunião realizada dia 7 de maio a proposta patronal estacionou em 6,3%. A primeira proposta foi de 5,50% – a inflação apenas – e avançou graças a força de negociação do Sindicato. Todos os trabalhadores e trabalhadoras podem e devem participar da decisão que vai refletir em seus salários.

“Agora a decisão fica na mão dos companheiros e companheiras que vão dizer se devemos aceitar ou não esta contraproposta”, afirma o presidente João Bruggmann, que comandou a comissão de negociação. A campanha salarial 2008/2009 inicou em 25 de fevereiro com a realização da assembléia geral que deliberou por um pedido de aumento salarial de 10% (INPC+4,5 pontos) e um piso salarial único de R$ 650,00. Após mais de 40 dias, e graças a pressão do Sindicato via Gerência Regional do Trabalho (Ministério do Trabalho), a primeira reunião foi realizada no dia 4 de abril.

Nesta primeira reunião realizada na GRT – Gerência Regional do Trabalho de Joinville, o patronal não sinalizou com qualquer índice, mas foi impelido a iniciar as reuniões de negociação. Já na segunda rodada (14/4), o patronal ofereceu 5,50% (INPC), e na quarta reunião chegou a apenas 5,90%. No quinto encontro no dia 17/4, elevou a proposta para 6% apenas. No dia 24 chegou a propor 6,30%, tudo registrado em ata para garantir que nada voltasse atrás. No dia 7 de maio os dois lados se reuniram pela última vez e não houve boa vontade do patronal em elevar o aumento.

“Nós ainda aguardamos até o último momento por uma nova proposta do patronal que valorize verdadeiramente o trabalhador e a trabalhadora da categoria mecânica, que por mais um ano com sua dedicação e suor, produziu lucros enormes para as empresas da categoria. A assembléia geral é soberana, e vamos respeitar o que nela for decidido”, destaca João Bruggmann. Mais de 10 mil informativos impressos “Tribuna dos Mecânicos” estão sendo distribuídos nas empresas, convocando a categoria.

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Lula emociona metalúrgicos em noite histórica

Publicado por admin 13 maio, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi aclamado pelos trabalhadores metalúrgicos e sindicalistas nesta segunda-feira (12), no evento de comemoração dos 30 anos da greve da Scania, liderada por ele mesmo e Gilson Menezes, em 1978, quando Lula presidia o sindicato.

Iniciada
em 1978, a greve dos trabalhadores da Scania foi a primeira realizada após dez anos da promulgação do AI-5, que suspendeu a possibilidade de qualquer reunião de cunho político e recrudesceu a censura, entre outras medidas que deram poderes absolutos ao regime militar.

“A
greve de 1978 foi um divisor de águas na história recente do país. A luta que começou na Scania transformou o metalúrgico Lula no primeiro presidente operário do Brasil”, disse Carlos Alberto Granapresidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT).

Ao
chegar na sede dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, Lula foi acolhido com o tradicional grito ”Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula!”. ao entrar no salão da entidade, no 3º andar, onde participou da última mesa de discussão, que debateu justamente as três décadas da paralisação, a platéia, formada por mais de 500 pessoas recebeu o presidente com euforia

O
chefe da nação explicou os motivos pelos quais não assistiu ao documentárioLinha de Montagem“, de Renato Tapajós, restaurado e exibido pouco antes da chegada de Lula e que conta a história das greves do ABC em 1980 e a contribuição do movimento sindical da região para a redemocratização do País.

“Estou tomando
todo cuidado para não transformar este evento em uma na noite da nostalgia. Não é correto um presidente da República chorar. Por isso, eu não subi antes para ver o filme (no filme Lula chora em uma assembléia no próprio sindicato)”, pondera.

Sobre
a comemoração dos 30 anos da greve da Scania, o presidente da República, que iniciou no sindicalismo em 1968, matriculado com o número 25.986, como relembrou, afirma que devido aos atos de coragem e bravura do passado, hoje a classe trabalhadora não precisa mais fazer paralisação como antigamente.

“Conseguimos muitas
conquistas. A greve de 78 foi importante para a conquista da democracia. Muitas vezes as pessoas estão aqui e não dão o valor para tudo isso porque pegaram pronto e não se recordam do sacrifício feito no passado para que este resultado fosse possível. O que nós avançamos nesses 30 anos foi extraordinário“, destaca Lula, que também agradeceu a experiência adquirida dentro do sindicalismo.

Para
o presidente, a realidade dos sindicalistas do ABC paulista não é a mesma de sindicalistas de outros estados. “Quando chego na empresa e vejo aquele jornaliznho transitar na linha de montagem, vejo a comissão da fábrica com poder de resolver os problemas internos. Isso são conquistas históricas que o Brasil inteiro ainda não teve”, disse.

“As
vezes eu fico deitado olhando para o teto e me pergunto: será que eu sou mesmo o presidente da República? Tenho consciência que devo minha formação ética e política a essa categoria. Estou convencido que, desde 1959, quando o sindicato foi criado, é um dos mais importantes do País“, aponta. “Eu não sei quando vou morrer, mas sei que vivi o suficiente para dizer obrigado a todos vocês“, concluiu Lula.

Antigos
companheiros
A festa reuniu antigos amigos de Lula, mas também serviu para reaproximar ex-petistas. Gilson Menezes, que dirigiu a greve da Scania e foi eleito o primeiro prefeito petista do Brasil quando comandou Diadema.

Além
dele, também esteve presente na comemoração o primeiro prefeito de São Bernardo eleito pelo PT, Maurício Soares,

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Assembléia aprova 6,5% em São Bento do Sul

Publicado por admin 13 maio, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Reunidos em assembléia geral convocada pelo Sindicato no último sábado (10/5), os trabalhadores e trabalhadoras da categoria mecânica de São Bento do Sul e região aprovaram a contraproposta patronal de 6,5% de aumento salarial. A inflação do período entre abril/2007 e março/2008 medida pelo INPC/IBGE foi de 5,5%, garantindo aos trabalhadores e trabalhadoras um ganho real de 1 ponto percentual, ou seja, 18,3% acima da inflação do período.

As demais cláusulas sociais da convenção coletiva continuaram valendo. O aumento salarial e também dos pisos salariais para quem foi contratado no período da campanha salarial, devem ser repassados aos salários desde o dia 1º de abril, data-base da categoria, informa o presidente do Sindicato, João Bruggmann. “Os companheiros e companheiras devem ficar atentos em suas folhas de pagamento para ver se as empresas realmente pagaram o aumento salarial. Quem não repassou nada, deve fazer o pagamento integral na próxima folha de pagamento ou ainda, em folha complementar”, alerta o Presidente.

Os pisos salariais também tiveram um ganho real. De acordo com a convenção coletiva negociada para 2007/2008, os trabalhadores e trabalhadoras recebiam, na contratação, o salário de R$ 473,60, e após 90 dias passava para R$ 508,25. A partir da nova convenção coletiva que foi aprovada na assembléia de sábado, os novos valores dos pisos passam a ser de: na contratação R$ 508,84 e após 90 dias de trabalho o salário passa a ser de R$ 545,55. Um aumento real de 7,3% nos pisos salariais, que se ainda não são os adequados para o valor da categoria mecânica, avançaram bem nesta negociação.

“A campanha salarial foi difícil, mas conseguimos conquistar um bom aumento acima da inflação. Os patrões não dão nada de graça, tudo que conquistamos é fruto de muita luta, conversa e pressão. Agora ainda falta definir os índices para Joinville e região, o que será feito na assembléia geral do próximo sábado”, informa o presidente João Bruggmann. Um informativo impresso (Tribuna dos Mecânicos) será distribuído para a categoria nos próximos dias. Mais informações sobre a convenção coletiva podem ser obtidas pelo telefone (47) 3027.1183 com Jaqueline.

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300 pessoas marcadas para morrer, denuncia Bispo

Publicado por admin 6 maio, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Trezentas pessoas que vivem no interior do estado do Pará estão sendo ameaçadas de morte, por terem denunciado casos de tráfico de seres humanos, exploração sexual de crianças e adolescentes e pedofilia.

O número foi apresentado hoje (6) pelo bispo da Diocese da Ilha de Marajó (PA), dom José Luiz Azcona, em reunião extraordinária do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH). Ele é um dos quatro religiosos ameaçados de morte no estado.

Azcona afirmou que o governo do Pará, apesar de ter conhecimento do número, ainda não tomou providências para reduzir os casos. “Não me preocupa tanto a minha segurança pessoal. Se existem 300 homens e mulheres marcados para morrer, isso indica uma sociedade doente, pobre e moribunda”, criticou.

Segundo o bispo, dos 300 ameaçados de morte, apenas 100 estão sob proteção do governo federal. “Tem que ter uma mudança de mentalidade, uma conversão. [É preciso] Olhar para a Amazônia como a Amazônia é, não com os olhos de Brasília.”

O bispo disse ainda que há conivência de autoridades locais em casos de “prostituição, tráfico e consumo de drogas e uso de bebidas alcoólicas entre os jovens”.

Fonte: Ag. Brasil

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Resgatados corpos de dois mortos em mina de carvão

Publicado por admin 6 maio, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Dois trabalhadores morreram ontem (5) em um acidente na mina de carvão Novo Horizonte, localizada no município de Lauro Müller, no sul de Santa Catarina. Apesar do acidente ter ocorrido durante a madrugada, o resgate dos corpos só foi possível por volta das 13h, devido à grande quantidade de fumaça e fuligem dentro da mina, como explicou o  membro da Comissão de Segurança do Sindicato dos Produtores de Carvão, Cleber Gomes, que esteve no local.

Segundo o relato de outros 25 mineiros, que também trabalhavam no local,  uma explosão, por volta das 3h30 da madrugada, destruiu alguns tapumes de ventilação, o que encheu a mina de fumaça. Desses trabalhadores, seis sofreram ferimentos leves e um foi internado com suspeita de traumatismo facial, mas já se encontra fora de perigo.

De acordo com a assessoria de imprensa da Carbonífera Catarinense, empresa proprietária da mina, não houve desabamentos ou comprometimento da infra-estrutura da mina. A explosão pode ter ocorrido por um problema nos cilindros de oxigênio de um equipamento de solda.

A assessoria da Carbonífera Catarinense informou também que, hoje (6), deve começar a  perícia policial e técnica, com técnicos da empresa e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), para averiguar as causas do acidente.

Cleber Gomes explicou que existe uma comissão, que inspeciona periodicamente as minas de carvão, formada por  representantes dos trabalhadores, dos empregadores, do Ministério Público Federal do Trabalho, da Delegacia Regional do Trabalho e do DNPM.

Fonte: Ag. Brasil e Observatório Social

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Dieese: salário mínimo ideal seria de R$ 1.918,12

Publicado por admin 6 maio, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

O salário mínimo ideal para atender às necessidades de uma família deveria ter sido de R$ 1.918,12 em abril, conforme calculou o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no preço apurado da cesta básica no mês. De acordo com a entidade, o valor representa 4,62 vezes o piso em vigor, que é de R$ 415,00. O Dieese fez os cálculos com base na cesta básica registrada em Belo Horizonte, a mais cara do levantamento, de R$ 228,32.

O resultado representa um avanço na comparação com março, quando o salário mínimo ideal era de R$ 1.881,32 – 4,53 vezes o piso. O valor também é maior do que o registrado em abril do ano passado, de R$ 1.672,56, o que correspondia a 4,40 vezes o salário mínimo vigente na época, de R$ 380.

O Dieese chamou atenção para o fato de que o “grande aumento” da cesta básica em termos anuais foi muito superior à revisão do salário mínimo. No período de 12 meses até abril, a cesta básica de Belo Horizonte acumulou alta de 29,79% – o maior avanço apresentado no levantamento. Isso implicou a necessidade de uma maior jornada de trabalho para a aquisição de uma cesta básica.

Segundo o Dieese, o empregado que recebe um salário mínimo teve de trabalhar 106 horas e 57 minutos para comprar uma cesta. Este resultado é superior ao verificado em março, quando eram necessárias 102 horas e 16 minutos, e também ao registrado em abril de 2007, quando eram necessárias 96 horas e 07 minutos.

Fontes: CNM/CUT, Ag. Estado e Dieese 

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GM: trabalhadores entram em greve nos EUA

Publicado por admin 6 maio, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

Os trabalhadores da fábrica de montagem da General Motors em Kansas (EUA) iniciaram ontem (5/5) uma greve que pode colocar em perigo a provisão do modelo Chevrolet Malibu, um dos de maiores sucesso da fabricante.

Meios de comunicação locais informaram que aproximadamente 1.800 trabalhadores da unidade de Fairfax abandonaram seus postos de trabalho às 10h (12h de Brasília) diante da falta de acordo nas negociações entre o sindicato United Auto Workers (UAW) e a empresa.

O UAW disse que as negociações estão paradas no que se refere às garantias trabalhistas e ao reconhecimento do tempo de empresa dos funcionários.
Na semana passada, a General Motors disse que as vendas do novo Chevrolet Malibu aumentaram 12% em relação ao mesmo período de 2007. Essa é a empresa que anunciou instalação em Joinville.

Fonte: Agência EFE

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Produção industrial cresce 0,4% em março

Publicado por admin 6 maio, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

A produção da indústria brasileira apresentou expansão de 0,4% em março, depois do recuo de 0,5% no mês anterior. Na comparação com o mesmo período de 2007, houve crescimento de 1,3%.

Os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) foram divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, os índices de março revelaram um quadro positivo da atividade fabril, mas marcado por um ritmo menor de crescimento.

Entre os meses de fevereiro e março, houve expansão em 17 dos 27 ramos pesquisados. O resultado global foi puxado com mais intensidade pela indústria farmacêutica, que registrou acréscimo de 16% no período, recuperando parte da perda de 27,2% do mês anterior.

Também foram verificadas influências significativas nas indústrias de veículos automotores (1,6%), edição e impressão (2,4%), minerais não-metálicos (2,3%) e metalurgia básica (1,2%).

Segundo a pesquisa, o primeiro trimestre de 2008 aponta um crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Já na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a atividade industrial apresenta redução no ritmo de crescimento. O IBGE registrou expansão de 0,4% no primeiro trimestre do ano, enquanto a dos últimos três meses de 2007 foi de 1,9%.

Ritmo intenso de crescimento
A indústria mostrou ritmo de crescimento intenso no primeiro trimestre deste ano, em relação aos três últimos meses de 2007, de acordo com dados divulgados ontem (5) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na pesquisa trimestral Indicadores Industriais. Os números confirmam as expectativas da Sondagem Industrial, divulgada no mês passado e revelam o maior crescimento trimestral desde 2003.  A sondagem mostra a tendência do comportamento do setor para o trimestre.

O emprego aumentou 4,9% e a massa salarial cresceu 6,8%, o que indica aumento da produtividade. Os setores que mais cresceram, em relação ao primeiro trimestre do ano passado, foram os de equipamentos de transporte (30,7%), máquinas e equipamentos (15,3%) e veículos automotores ( 14,2%).


As horas trabalhadas cresceram 25% na área de alimentos e bebidas, 21% na área de máquinas e equipamentos e 17% na de veículos automotores, no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. A capacidade instalada ficou estável, o faturamento real variou 7,6% e as horas trabalhadas cresceram 6%.



O comportamento do setor, no mês de março, em relação à março do ano passado, no entanto, apresentou recuo, de 0,5% no faturamento e de 0,3% nas horas trabalhadas.

Fonte: Ag. Brasil

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