Arquivo de junho, 2008

ONU: racismo no Brasil ainda preocupa

Publicado por admin 17 junho, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

A situação de racismo no Brasil – com destaque para a presença da discriminação em comportamentos cotidianos – ainda é preocupante. A avaliação é do representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vincent Defourny.

Durante a abertura da Conferência Regional das Américas para a revisão da 1ª Conferência Mundial contra o Racismo, hoje (17), Defourny ressaltou alguns avanços brasileiros, como a implementação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da cultura e da história africanas na rede pública de ensino.

A Unesco, segundo ele, apóia a iniciativa por meio da tradução do idioma africano para o português, possibilitando a confecção de material pedagógico, além da capacitação de professores e do desenvolvimento de metologias “que permitam ao Brasil conhecer suas raízes africanas”.

“Isso é válido também para as culturas indígenas, que são parte da matriz brasileira. O conhecimento mínimo da formação da identidade brasileira é talvez uma chave para melhorar a discriminação racial”, disse o representante da Unesco.

Marie Pierre Pourier, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, lembra que o Brasil é uma nação que busca ser “de todos”, mas que a análise de indicadores sociais mostra uma situação de desigualdade.

A mortalidade infantil em crianças brancas, segundo ela, é consideravelmente menor do que a registrada em crianças negras. Também no acesso à educação, Marie Pierre destaca que o acesso de crianças e adolescentes à escola – apesar de ter alcançado 98% da população – aponta que dos 660 mil alunos fora da escola, 450 mil são afro-descendentes.

“Precisamos utilizar as boas práticas e os sucessos que o Brasil realmente conseguiu. Para que esse processo dê certo, uma apelo muito forte é para o diálogo com os jovens. Não desenvolver programas para eles, mas com eles, oferecendo oportunidades”, disse a representante da Unicef.

A Conferência Regional das Américas para a revisão da 1ª Conferência Mundial contra o Racismo segue até quinta-feira (19). Serão avaliados os avanços desde a primeira conferência mundial – realizada em 2001 na cidade de Durban, na África do Sul – e traçadas as metas regionais de igualdade racial para os próximos anos.

A Conferência de Revisão de Durban acontecerá em 2009, em Genebra, Suiça. Vão ser avaliados os progressos obtidos na implementação da Declaração e do Plano de Ação de Durban, além de identificadas e compartilhadas boas práticas no combate ao racismo, à discriminação racial, à xenofobia e a manifestações de intolerância.

Fonte: Ag. Brasil

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Sindicato + fiscais: projeto permite ação conjunta

Publicado por admin 17 junho, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei (PL) do deputado Vicentinho (PT-SP) que dá o direito aos sindicatos acompanharem os fiscais do trabalho em caso de inspeção. Para passar a valer, o PL tem de ser votado pela Câmara.

Segundo o deputado, os sindicatos são meros coadjuvantes no atual sistema de inspeção do trabalho adotado pelo Brasil, função exclusiva do Ministério do Trabalho. Para ele, essa situação decorre da resistência por parte das empresas.

“A participação dos sindicatos servirá para defender a aplicação da legislação trabalhista e previdenciária, evitando que alguma descumprimento seja atestado somente pelos fiscais. A medida fará parte de um novo modelo de atuação sindical”, enfatizou Vicentinho.

Positivo -
O presidente eleito do Sindicato, Sérgio Nobre, considerou positiva a proposta, pois, de fato, são os trabalhadores quem melhor conhecem as condições de cada local de trabalho.

“O melhor fiscal é sempre o trabalhador. O ideal seria ele ter poder de fiscalização, desde que amparado por uma legislação que reconheça a representação no local de trabalho”, completou.

Fonte: Sindicato do ABC e CNM/CUT

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Ministro lança plano de previdência complementar

Publicado por admin 17 junho, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, e o secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena, lançam hoje (17), às 20h, em Belo Horizonte, o Plano de Previdência Complementar da Unimed-BH, o primeiro administrado por um fundo de pensão – Petros, que cobrirá os cooperados. Este é também o primeiro fundo de pensão que vai contribuir em nome dos cooperados. “Eles iniciam o plano com um aporte de R$ 50 milhões – um dos maiores fundos instituídos do país”, diz o secretário Pena.

Para o ministro José Pimentel, esse aporte é uma “sinalização clara de credibilidade no sistema e na supervisão e regulação da previdência complementar no Brasil”. Ele lembrou, ainda, que essa modalidade de previdência complementar“ é a materialização de uma política de Estado, cujo objetivo é fomentar e expandir a cobertura previdenciária nacional.

A Unimed-BH possui 720 mil clientes e é o maior sistema de saúde suplementar de Minas Gerais. Formada por 4,6 mil médicos cooperados, conta com uma rede de 258 clínicas, laboratórios e hospitais credenciados e, em 2007, atingiu receita operacional bruta recorde de R$ 1,23 bilhão, uma evolução de 19,1% em relação a 2006.

Funcionamento – O novo plano de previdência complementar tem duas modalidades:



  • Plano Unimed-BH – terá um aporte de R$ 50 milhões e é destinado àqueles que se inscreverem nos primeiros 90 dias de funcionamento e tenham pelo menos seis meses de vínculo empregatício.

    Os participantes receberão aportes anuais por parte da cooperativa, além de pequenas contribuições mensais. Nessa categoria, a renda de aposentadoria poderá ser requerida em três épocas: aos 67, aos 72 ou aos 77 anos, com 20, dez ou cinco anos de inscrição, respectivamente.

    Os benefícios incluem, ainda, aposentadoria por invalidez permanente e abono por morte.



  • Plano Cooperado – o participante escolhe o valor de sua contribuição mensal. A aposentadoria pode ser requerida a partir dos 45 anos de idade e de seis meses de inscrição no plano.

    Petros - A administração dos recursos ficará a cargo da Petros – Fundação Petrobrás de Seguridade Social, vencedora de um processo de licitação no mercado.

    A Petros detém hoje o título de maior fundo multipatrocinado do país, administrando outros 27 instituidores de previdência associativa, mas a Unimed-BH é o primeiro desses instituidores em que os trabalhadores receberão contribuição monetária da entidade de classe.

    A Petros possui um patrimônio superior a R$ 38 bilhões, tem em sua carteira de clientes 32 empresas, 24 entidades de classe e conta com cerca de 120 mil pessoas inscritas em planos sob sua gestão, dos quais 53 mil aposentados.

    Os dois planos para os médicos da Unimed são da modalidade Contribuição Definida e terão custo administrativo de 6% das contribuições vertidas pelo participante, e 3% das contribuições vertidas pelo instituidor. Ambos foram aprovados pela SPC por meio das portarias 2.298 e 2.299 de 12 de junho último, com base na Resolução CGPC n° 12, de 17/9/2002, segundo o qual podem ser instituidores “as cooperativas que congreguem membros de categorias ou classes de profissões regulamentadas”.

    Criada pela Lei 109/2001, e regulamentada em 2003, a Previdência Associativa é um dos segmentos da Previdência Complementar Fechada que mais cresce no país. Ela possui hoje: 22 entidades fechadas criadas por instituidores; 150 planos de previdência administrados por entidades fechadas, criadas por instituidor ou por entidades fechadas com multiplano; 220 instituidores; 100 mil novos participantes; e ativos garantidores dos planos de benefícios da ordem de R$ 235 milhões.

    Além do ministro José Pimentel e do secretário Ricardo Pena, participam da solenidade de lançamento da Previdência Unimed-BH a diretora de Análise Técnica da SPC, Maria Ester Veras, o presidente da Unimed-BH, Helson Freitas, o Presidente da Petros, Wagner Pinheiro, e o presidente da Unimed do Brasil, Celso Correa de Barros.

    Fonte: Previdência Social
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    Busscar ouve diretores de base do Sindicato

    Publicado por admin 17 junho, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

    Um dos ganhos mais importantes para os trabalhadores e trabalhadoras da categoria mecânica da Busscar no processo de salvação da empresa em 2003/2004, quando das negociações que o Sindicato teve participação decisiva e garantiu a retomada da produção, foi a realização de reuniões mensais entre direção da empresa e direção do Sindicato. A última foi realizada semana passada e reuniu os diretores de base do Sindicato e as chefias e direção da Busscar.

    Segundo o presidente João Bruggmann, que participou do encontro, essas reuniões são importantes para dar transparência aos atos que a empresa realiza e resolver problemas de produção, de relacionamento no chão de fábrica, entre outras coisas. “É nesses momentos que temos informações sobre o andamento da produção, faturamento, melhorias e tudo o que interessa ao Sindicato e trabalhadores. Quando há transparência nos atos das empresas para com os trabalhadores, ninguém perde e todos ganham. O caso Busscar é um exemplo disso, e que ainda precisa ser bem mais aprimorado”, destaca Bruggmann.

    Hoje a empresa conta com quase mil chassis no pátio prontos para se transformarem em ônibus, e a carteira de pedidos está fechada até o final do ano. Há dificuldades de contratação de mão de obra, e a empresa inclusive voltou a contratar pessoas com o ensino fundamental, e não apenas com o ensino médio. “É uma forma de inclusão social, já que a empresa depois forma essas pessoas internamente, e foi um pedido do Sindicato” revela o presidente. Além de João Bruggmann, participaram da reunião os diretores de base do Sindicato Marcos Joriatti, Nivaldo Sena, Janio Campo, Jamil Rochadel e Wilsimar Rocha.

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    Trabalhadores mantém horário de almoço na Duque

    Publicado por admin 17 junho, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

    Os trabalhadores e trabalhadoras da Metalúrgica Duque decidiram democraticamente, via assembléia geral promovida pelo Sindicato com voto secreto, manter o acordo de redução do horário de almoço de uma hora para 30 minutos. Com 91% de aprovação, o acordo foi renovado por mais dois anos, garantindo assim a legalidade necessária diante da lei que determina que o intervalo para refeições seja de pelo menos uma hora diariamente.

    A assembléia geral foi solicitada pela empresa devido à proximidade do fim do último acordo. O Sindicato preparou toda a documentação, foi à empresa e explicou a todos e todas sobre o que seria deliberado na assembléia geral, esclarecendo dúvidas e deixando a decisão para a votação secreta. Agora o acordo será homologado na Gerência Regional do Trabalho (GRT) para dar legalidade ao ato.

    “É preciso ter claro que qualquer mudança precisa da presença do Sindicato para organizar, orientar e realizar assembléia geral para a aprovação ou não de qualquer proposta patronal. Quem faz os acordos à revelia do Sindicato está correndo sérios riscos de um grande passivo trabalhista”, alerta o presidente do Sindicato, João Bruggmann.

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    “Informar sobre vida pregressa é dever da Justiça”

    Publicado por admin 17 junho, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

    Pessoalmente favorável à restrição de elegibilidade para candidatos com pendências judiciais relacionadas a delitos de maior potencial ofensivo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, não conseguiu ver sua tese consolidada como um posicionamento da Corte. Em resposta a uma consulta, o TSE considerou, por maioria de votos,  elegíveis os candidatos que não sofreram condenação transitada em julgado.

    Ayres Britto, entretanto, se mostra disposto a estabelecer mecanismos para que o eleitor tenha maior conhecimento sobre a vida pregressa dos candidatos. Em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação, o presidente do TSE disse que o voto consciente do eleitor está diretamente condicionado ao amplo domínio do perfil dos postulantes aos cargos. O ministro evitou fazer críticas diretas ao Congresso Nacional, por não legislar a respeito, mas afirmou discordar de recente avaliação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que definiu a atual lei eleitoral como “hipócrita”.

    O presidente do TSE ainda prometeu maior rigor na fiscalização das contas de campanhas, mas ressaltou que o eleitor brasileiro tem em suas mãos um poder soberano, por meio do voto. “O eleitor que vota mal não é só uma vítima do eleito indevidamente, mas é um cúmplice e precisa se conscientizar disso”, disse o ministro.
    A entrevista é um dos destaques da edição desta noite do Repórter Brasil, que começa a partir das 21 horas na TV Brasil.

    EBC
    A questão de candidatos com ficha suja está na boca do povo. A sociedade tem se pronunciado por suas entidades, o próprio TSE já sinalizou a necessidade de um revisão na legislação. O Congresso não está entendendo essa mensagem?

    CAB – Estamos vivendo numa nova era democrática e há uma consciência popular mais nítida e mais clara de que aquela pessoa que se transmuta em agente público, para representar o povo politicamente há de ter uma vida pregressa pautada na ética, na democracia e na transparência. É uma evolução que deita raízes na própria Constituição de 1988, que é arvore frondosa de democracia e ética.

    EBC – Enquanto não se tem mecanismos para evitar as candidaturas de pessoas com vida pregressa pouco exemplar, que instrumentos a sociedade já detém para fazer a melhor escolha possível?

    CAB – O ideal seria que essa vida pregressa pautada por critérios éticos fosse reconhecida pelo TSE como condição de elegibilidade. Já que não foi possível, na resposta que o TSE deu a um consulta vinda do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, há outros mecanismos de informar o eleitor para que ele vote livre e conscientemente. É possível viabilizar informações quanto à vida pregressa, quanto à biografia do candidato, quanto ao seu passivo processual menor ou maior, para que o eleitor possa conscientemente votar.

    EBC – Como o TSE pretende deixar mais claro para o eleitor as características de determinado candidato?

    CAB – Deveremos viabilizar meios de acesso ao eleitor a um conhecimento mais detido da vida pregressa do candidato. A lei 9.504 [de 1997, a chamada Lei das Eleições] já exige que o partido político, quando do pedido de registro de candidatura, faça junta de certidões criminais do candidato. Esse dispositivo é complementado pelo artigo 30 da resolução do TSE 22717, que diz que os formulários de todos os documentos, que acompanham os pedidos de registro são públicos e podem ser consultados livremente pelos interessados. A Constituição também já consagra o direito à informação. É direito de todo indivíduo e de todo eleitor se informar e se inteirar quanto à personalidade e a vida pregressa do candidato. Se é um direito, isso corresponde a um dever estatal. Temos o dever de atender a esse direito fundamental do eleitor de se informar à plenitude.

    EBC – O presidente Lula disse recentemente que a lei eleitoral é hipócrita e possui um falso moralismo. Até que ponto esta avaliação é correta?

    CAB – O meu ponto de vista é diametralmente oposto. A lei das eleições, pelo seu artigo 41-A dispõe para proibir a captação ilícita de sufrágio, e no artigo 73-A, veta condutas. São dispositivos rigorosamente necessários. Imagine o que seria o país sem eles? Eles cumprem um papel saneador dos costumes eleitorais e concretizador do ideal republicano de que todos disputem a preferência do eleitor com paridade de armas, em igualdade de condições. Os dispositivos garantem o ideal de igualdade, a rotatividade e a renovação dos quadros dirigentes em bases éticas, democráticas e transparentes. Logo, não vejo nada de hipócrita nem de falso moralismo na Lei das Eleições.

    EBC – Outro tema importante para as eleições é uso da internet. O TSE decidiu analisar cada caso isoladamente. Há segurança jurídica para os candidatos aproveitarem esse instrumento?

    CAB – O ideal seria que disséssemos que não há proibição nenhuma em se fazer uso das múltiplas possibilidades da internet como veículo de comunicação privada, inclusive de conteúdo eleitoral. Meu ponto de vista pessoal foi esse, vencido porém. Outra alternativa seria listar os módulos válidos e lícitos de acesso a essa via moderníssima, mas esse ponto de vista também não passou. Assim, nós decidiremos as contendas e controvérsias que surgirem no dia-a-dia valendo-nos da legislação existente. É o caso concreto que vai pautar nossas decisões e isso traz uma certa instabilidade e insegurança para os candidatos. Devo reconhecer.

    EBC – Que providências o TSE adotou para melhorar a fiscalização das contas de campanhas?

    CAB- O TSE já baixou novas instruções na perspectiva do aprimoramento da fiscalização das contas dos partidos, comitês financeiros e ainda dos candidatos individualmente considerados. Fizemos um reunião e já transmitimos para os partidos políticos as novidades. Do ponto de vista técnico, interno, estamos velando para que o controle externo exercido pela Justiça Eleitoral se faça de modo rápido e eficaz.

    EBC – O brasileiro tem o desafio de também fiscalizar melhor o seu candidato?

    CAB – O eleitor é o dono da bola, do jogo eleitoral, e elege quem ele quiser. Eu venho comparando de forma didática eleição popular a concurso público. Os candidatos ao preenchimento dos cargos são os políticos, cujo nome resulte aprovado em convenção partidária e tenha o registro deferido pela Justiça Eleitoral. Quem são os examinadores? São os eleitores, que vão aprovar ou reprovar os candidatos nesse concurso. E se o eleitor dá uma nota injusta – aprova quem devia ser reprovado ou desaprova quem devia ser aprovado – vai sofrer as consequências na pele, na carne e na mesa, no seu transporte coletivo, no seu acesso à cultura e à educação, no policiamento bom nas ruas. O eleitor que vota mal não é só uma vítima do eleito indevidamente, mas é um cúmplice e precisa se conscientizar disso.

    EBC – A vivência partidária anterior que o senhor teve ajuda na condução da Justiça Eleitoral ou é um peso a mais para o exercício do cargo?

    CAB – Ajuda. Eu experimentei a condição de candidato a deputado federal [pelo PT, em Sergipe], participei de convenções partidárias, fiz pedido de registro de candidatura, ocupei espaço da propaganda eleitoral em rádio e televisão, participei de comícios e conheci mais de perto a psicologia do eleitor.

    Fonte: Ag. Brasil

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    A infra-estrutura da cidade pede socorro!

    Publicado por admin 17 junho, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

    Os trabalhadores e trabalhadoras de Joinville não tem recebido trégua por parte do poder público municipal. Quando não são aumentos abusivos das tarifas públicas como IPTU, água, é o abandono da cidade que judia dia a dia a quem precisa das vias públicas da maior cidade do Estado. É de impressionar o quanto se faz vistas grossas para problemas sérios que se acumulam, como buracos com ruas que os atravessam, o mato que toma conta dos já inexistentes acostamentos, a falta de ciclovias para quem produz a riqueza da cidade. Uma verdadeira lástima.

    Vamos tratar aqui de apenas uma via importante de acesso a bairros populosos e que oferecem equipamentos para o turismo e o lazer tanto de pessoas da cidade como a turistas que nos visitam: a avenida Santos Dumont. Vejamos o que temos naquela região pouco lembrada de Joinville: Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola; praia da Vigorelli. que dá acesso à Vila da Glória via ferry-boat; o maior centro de eventos populares – Sítio Novo; Univille; Udesc; inúmeras indústrias e empresas, e finalmente, as milhares de pessoas, todos trabalhadores que se deslocam diariamente por essa importante avenida, que moram nos bairros Aventureiro, Cubatão, Jardim Sofia, Jardim Kelly, Jardim Paraíso, Bom Retiro. O que pensam os turistas que chegam via Aeroporto?

    O quadro é desolador. Há locais em que o asfalto está cedendo, exatamente como há alguns anos quando uma cratera se abriu no meio da pista. O mato toma conta do quase inexistente acostamento; os buracos brigam por um lugar na pista, de tanto tempo que por ali não passa um recapeamento asfáltico; a mureta central em frente a antiga Malharia Manz é um convite a acidentes gravíssimos, e assim como toda a avenida, está com sinalização precaríssima; e ciclovias então, nem pensar. Azar de quem anda de bicicleta, devem pensar os interessados homens públicos que pensam e dirigem a cidade. Se um acesso a tantos locais importantes fica abandonado por longos anos, é lógico que se entende porque a cidade reclama tanto por atenção.

    Por tudo isso, fica aqui novamente o nosso apelo as autoridades locais, estaduais e até federais, por uma solução urgente de revitalização, recuperação e embelezamento da avenida Santos Dumont, como de resto desejamos a todas as regiões de Joinville. A população já cansou de apresentação de projetos bonitos. Ela quer ação prática. Resultados. E que fique como provocação aos interessados em assumir a Prefeitura: qual a solução que darão para problemas sérios como esse e tantos outros que vão desde a falta de asfaltamento e recapeamentos, até ao caos da saúde e falta de áreas de lazer? O eleitor joinvilense merece respostas, e precisa de ação séria e responsável. Que Deus possa arejar suas cabeças com mais idéias reais, e aos eleitores, por uma escolha correta.

    A Direção

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    Seu Mequias, 48 anos na luta com o Sindicato!

    Publicado por admin 17 junho, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

    O Sindicato dos Mecânicos teve a honra de receber a visita de um ícone da participação e luta sindical da categoria: o soldador e serralheiro Mequias Cidral Velloso, 64 anos, dos quais 48 deles dedicados a ajudar na construção do sindicato em Joinville. Com seus cabelos brancos, simpatia a flor da pele e ainda trabalhando – apesar de aposentado desde 1991 – para conseguir manter seu padrão de vida, Mequias lembra claramente de fatos inéditos do mundo do trabalho nestes quase 50 anos de trabalho.

    “Comecei na categoria trabalhando na Consul como soldador e terminei na Carrocerias Nielson, hoje Busscar, como serralheiro e soldador. Quando me associei em janeiro de 1960, o sindicato ficava na rua 3 de Maio e não tinha nada da estrutura que temos hoje”, revela Mequias. Natural de Joinville, ele atuou 26 anos como bombeiro voluntário, inclusive na época dos incêndios criminosos na década de 1970. “Fazia por gosto. Acho que cada um pode fazer algo voluntário pelos demais”, ensina. Músico, evangélico, e participando da banda Renascer, o soldador revela o valor pelos direitos dos trabalhadores.

    “Nunca trabalhei sem carteira assinada. Sempre falo com os colegas mais novos para que se associem ao Sindicato, porque tem dentista, médico, papelaria. E ainda nos defendem e garantem os aumentos de salário. Se deixar na mão do patrão, tá morto! Tem que ter alguém para defender a gente”, afirma Mequias, que começou a vida trabalhando na fábrica de balas de João Ostrowski. “Perdi meus dentes de tanto chupar bala”, fala rindo das estripulias que fazia na juventude. “Sou do tempo do Urca Bar, do Cine Colon e Palácio, do samba nos botequins. Mas hoje mudei, estou na igreja, mas não deixei de tocar minha bateria e viver alegre”, revela entre olhares atentos ao movimento na cozinha do Sindicato, onde travamos uma boa conversa.

    Perguntado sobre o que pensa sobre o Sindicato hoje, Mequias não pensa muito: “Está uma maravilha, tem tudo o que o trabalhador precisa, tem colônia de férias, advogado, médico, convênio. Quando entrei para a categoria, nem sede própria existia. Se não me engano, seu Adalcino é que inaugurou depois. Acho que todos deviam se associar”, indica Mequias. Com seis décadas de experiência de vida, o exemplo dele mostra o quanto é importante valorizar o seu Sindicato. Com cinco filhos, três homens e duas mulheres, todos casados, Mequias mostra com orgulho a sua carteirinha de associado número 050321 de 1 de janeiro de 1960. E continua na luta pela vida.


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    Masters iniciam campeonato marcando 26 gols

    Publicado por admin 17 junho, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

    Grupo Perfil, Metalúrgica Denk (São Bento do Sul), Ajax/Duque e Modelação Santo Antonio largaram na frente na primeira rodada do 4º Campeonato de Futsal dos Mecânicos – categoria Masters (acima de 35 anos). Folgaram as equipes do Basso E.C. e Schneider, atual campeão. Anilson do Grupo Perfil fez o primeiro gol do campeonato, e a rodada terminou com 26 gols anotados, uma média de 6,5 gols por jogo.

    Os jogos foram bem equilibrados, mas mostraram equipes mais entrosadas para a competição, como a Denk, Ajax/Duque. O campeonatoa apenas começou, e ainda há muito tempo de recuperação das demais equipes nas próximas rodadas. Abaixo seguem os resultados da rodada, a classificação por chave, e também os jogos da segunda rodada, que será disputada no próximo sábado – 21 de junho – a partir das 15 horas no Centro Esportivo:

    Jogos do sábado – 14 de junho – Abertura do Campeonato

    Grupo Perfil 6  x 5  Mondaí (A)
    Metalúrgica Denk 5   x 2  Busscar Pirabeiraba (B)
    Ajax/Duque  2  x 0   Internacional (A)
    Amigos Sinos 2   x 4   Modelação Santo Antonio (B)

    A classificação está assim:

    Chave A
    Grupo Perfil e Ajax/Duque – 3 pontos
    Mondaí/Maximec, Schneider e Internacional - 0 ponto

    Chave B
    Metalúrgica Denk (São Bento do Sul) e Modelação Santo Antonio – 3 pontos
    Busscar Pirabeiraba, Amigos Sinos Ferramentaria e Basso E.C. – 0 ponto

    Relembrando que as equipes do Basso E.C. e da Schneider estréiam agora, na segunda rodada. Confira abaixo os jogos programados para o próximo sábado:

    15 horas – Mondaí/Maximec    x    Internacional
    16 horas – Basso E.C.    x    Modelação Santo Antonio
    17 horas – Schneider    x    Ajax/Duque
    18 horas – Busscar Pirabeiraba    x    Amigos/Sinos Ferramentaria


    Folgam: Grupo Perfil e Metalúrgica Denk

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    IR: economista propõe cobrança progressiva

    Publicado por admin 13 junho, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

    O economista Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), defendeu no Senado mudança no Imposto de Renda com o objetivo de aumentar a renda das camadas mais pobres da população.

    A alternativa apresentada amplia das atuais duas faixas de desconto para 12, com cobrança progressiva entre 0% e 60%. 
    Os contribuintes com rendimentos até R$ 1.257,12 ficariam isentos. A partir desse valor até R$ 2.000,00, haveria alíquota de 5%.

    A alíquota de 27,5% seria aplicada a rendimentos mensais entre R$ 6.500,00 a R$ 8.000,00, enquanto a última faixa, de renda mensal acima de R$ 50 mil, pagaria 60%.

    “Isso não é novo. No Brasil, chegou haver 12 alíquotas que chegavam a 55%. Com isso, os mais pobres pagam menos imposto e, progressivamente, os mais ricos seriam mais tributados”, disse o economista.

    De acordo com o estudo do IPEA, outros países já adotaram uma cobrança do Imposto de Renda com mais alíquotas, divididas de acordo com a renda.
    Conheça a tributação de renda em alguns países do mundo:



    Fonte: Sindicato do ABC

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