Arquivo de outubro, 2008
50 anos de luta: bancários do ABC comemoram com mostra fotográfica
O Sindicato dos Bancários do ABC promove, de 7 a 23 de novembro, a exposição fotográfica “50 anos do Sindicato dos Bancários do ABC”, que resgata a trajetória da entidade criada em 1959. Além do resgate histórico, a mostra vai homenagear trabalhadores e sindicalistas que buscaram e buscam melhores condições de trabalho e vida.
Folha Bancária, registra em junho de 1960 a inauguração da agência do IAPB e ambulatório médico em Santo André Entre as curiosidades estão imagens obtidas no jornal Folha Bancária, de São Paulo, que reportam a conquista do Instituto de Pensão e Aposentadoria dos Bancários (IAPB) na região e uma passeata ocorrida em 1966. Na área documental, registros pesquisados junto ao Arquivo do Estado de SÃo Paulo com registros do Deops sobre sindicalistas da entidade nos anos 60.
Visitação
A mostra tem o apoio do Sesi Santa Terezinha, em Santo André, que cedeu seu saguão para a instalação. A visitação, gratuita, poderá ser feita das 9 às 19 horas, de segunda a sexta-feira. O Sesi fica na Praça Dr. Armando de Arruda Pereira 100.
Fonte: Agência Sindical
Trabalho infantil: municípios de São Paulo se mobilizam para combater
Os municípios do estado de São Paulo iniciam uma mobilização para erradicar o trabalho infantil. A iniciativa visa a oferecer ferramentas a técnicos de todos as cidades paulistas para a formulação e o desenvolvimento de estratégias de combate à exploração de mão-de-obra de crianças.
Foram programados 15 eventos em todo o estado. Nesses encontros, serão apresentadas informações sobre a construção dos Planos Municipais de Erradicação do Trabalho Infantil e sua inclusão nos Planos Plurianuais (PPAs) que as prefeituras deverão elaborar para a próxima gestão.
Cerca de 300 pessoas devem participar de cada evento. Na terça-feira (21), técnicos da capital, da Grande São Paulo e da Baixada Santista se reuniram em São Paulo. Os demais encontros serão realizados em cidades do interior até o mês de dezembro.
Fonte: Observatório Social
Itaipú: negociações sobre revisão avançam em três pontos
Houve avanço em três dos seis pontos propostos pelo Paraguai na reunião da comissão oficial formada pelos governos brasileiro e paraguaio para discutir a revisão do Tratado de Itaipu. Ontem (27) à noite, a assessoria de imprensa de Itaipu informou que a reunião realizada em Foz do Iguaçu (PR) durou cerca de sete horas e meia.
Ficou acertado o término das obras na subestação da margem direita de Itaipu, a gestão plena binacional da hidrelétrica e fiscalização conjunta das contas pelos órgãos auditores dos dois países. De acordo com a assessoria, a negociação com a Comissão Oficial de Negociação Brasil-Paraguai deve prosseguir no final de novembro. A data ainda não foi marcada, mas a reunião deve ocorrer antes de encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, previsto para dezembro.
A delegação paraguaia reivindica ainda a disponibilidade de 50% da energia de Itaipu a que tem direito para negociação com outros países, a revisão do saldo passivo da dívida contraída para construir a usina (a delegação chegou a propor o zeramento da dívida, hoje em torno de US$ 18 bilhões) e discussão do preço que o Brasil paga pela energia cedida.
Participaram da reunião o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia do Brasil, Márcio Zimmermann; o embaixador e subsecretário do Ministério de Relações Exteriores Ênio Cordeiro, que é também conselheiro da binacional; e representantes dos Ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, da Eletrobrás e de Itaipu.
Representando o Paraguai participaram, entre outros, o vice-ministro de Obras Públicas, Samuel González; o coordenador da mesa negociadora, Ricardo Canese; o assessor jurídico da Presidência, Hugo Ruiz Díaz; e o vice-ministro de Relações Exteriores, Jorge Lara Castro.
Durante a reunião, conforme a assessoria de Itaipu, a delegação brasileira também reiterou o interesse do presidente Lula em apoiar os projetos de desenvolvimento do Paraguai, como a construção de uma linha de 500 quilovolts (unidade de tensão elétrica) de Hernandárias a Assunção e uma nova subestação na margem direita.
Fonte: Ag. Brasil
Balança comercial tem primeiro déficit semanal desde agosto
O Brasil registrou pela oitava vez neste ano déficit comercial (saldo negativo das exportações menos as importações) semanal. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações na quarta semana de outubro somaram US$ 4,023 bilhões, valor menor do que o das importações (US$ 4,121 bilhões). Com isso, o déficit comercial foi de US$ 98 milhões.
Até então, o último déficit comercial semanal neste ano havia sido registrado na quarta semana de agosto, no valor de US$ 840 milhões. No mês, a balança comercial registra saldo positivo de US$ 776 milhões, contra US$ 3,432 bilhões registrados no mesmo período de 2007.
As exportações neste mês somam US$ 14,964 bilhões e as importações, US$ 14,188 bilhões. No acumulado do ano, o superávit comercial é de US$ 20,432 bilhões, com exportações de US$ 165,832 bilhões e importações de US$ 145,4 bilhões. De janeiro até a quarta semana de outubro de 2007, o saldo comercial era de US$ 33,589 bilhões.
Fonte: Ag. Brasil
Seminário de Saúde do Trabalhador mostra novos caminhos
A CUT realizou dia 16 de outubro de 2008 o III Seminário Estadual de Saúde do Trabalhador em Joinville, no auditório do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Regi”ao. O evento com a participação de cerca de 80 trabalhadores, entre dirigentes sindicais e pessoas lesionadas e adoecidas pelo processo do trabalho, tendo como objetivos o debate sobre o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário e a Atuação do Movimento Sindical quanto a Saúde.
Na Mesa de Abertura João Brugmann (Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Mecânicas de Joinville e Região) saudou e acolheu todos os trabalhadores, afirmando que o Seminário contribuiria com a atuação sindical em torno da defesa dos trabalhadores. Sebastião de Souza (Coordenador da Regional Norte da CUT-SC) afirmou que o tema abordado no Seminário é de suma importância e que as direções dos sindicatos devem ter atenção ao principal tema que deverá permear as futuras negociações coletivas.
Siderley Silva de Oliveira (INST/CUT Nacional) afirmou que a CUT, através do INST realiza Seminários Estaduais para levar a formação aos Dirigentes, aumentando o número de pessoas formadas em Saúde do Trabalhador. Neudi Antônio Giachini (Presidente da CUT-SC) lembrou que a CUT luta para conseguir melhores condições de Vida e saúde a todos os trabalhadores, ressaltou a luta pela Redução da Jornada de Trabalho em âmbito Nacional e a Luta por um Piso Estadual de Salário em Santa Catarina, lembrou da necessidade de um maior envolvimento das lideranças sindicais para com as lutas Gerais que a Central assume.
Pela manhã, Dr. Luiz Salvador da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas na Mesa de debate falou sobre o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário. Lembrou que os trabalhadores vivem sob o sistema capitalista, onde o que há de mais importante é o lucro. Lucro conquistado pelo trabalho de milhares de pessoas e sob condições não saudáveis. Afirmou que, o Brasil possui uma legislação muito avançada em Saúde, a exemplo do SUS, e que o problema está na estrutura que deveria estar aplicando a lei, mas na prática tem postura de burlar.
Citou como exemplo os Médicos Peritos, que estão contra o Nexo Técnico Epidemiológico, pois tiram das mãos dos peritos a autonomia de definição sobre o trabalhador adoecido, uma vez que o Nexo enquadra as doenças por categoria profissional e estabelece novos procedimentos ao INSS, deixando para a empresa a comprovação que tal doença não foi adquirida no local de trabalho. Salvador afirmou que para resolver esse e outros problemas será necessária a mobilização dos trabalhadores, pois o governo tem a pressão dos empresários e do capital.
À tarde, participaram na mesa de debate que abordou a Visão dos trabalhadores quanto a Saúde e Segurança dos Trabalhadores, Ana Maria Roeder (Presidente do SEC de Jaraguá do Sul e do Coletivo Estadual de Saúde do Trabalhador da CUT-SC) e Siderley Silva de Oliveira (Presidente do INST/CUT e Coordenador do Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador). Ana enfatizou que é necessário ter uma atuação mais eficaz quanto a Saúde do Trabalhador, pois o número de trabalhadores que estão ficando doentes e incapacitados de trabalhar é cada vez maior.
Segundo Ana, os desafios são muitos, mas a CUT-SC vem atuando intensamente na intervenção no Conselho Estadual de Saúde e na Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador, pautando as diretrizes da CUT, também está mapeando os conselheiros cutistas, a fim de municiá-los de informações e qualificá-los para intervir nos conselhos. Siderley resgatou o que foi a luta pela Jornada de trabalho para oito horas diárias, que culminou na morte de trabalhadores em Chicago. Naquele período os trabalhadores é quem ditavam o ritmo de trabalho, mas hoje em dia é a máquina que estabelece o ritmo, e vem produzindo uma massa de trabalhadores lesionados que batem nas portas das entidades sindicais.
Os sindicatos Cutistas devem atuar mais firmes no local de trabalho, negociando as condições de trabalho, e denunciando aos órgãos, o crime que está sendo cometido contra os trabalhadores.
Na mesa de Encaminhamentos, tendo as representações dos Ramos Cutistas, da CUT Nacional e Estadual, foram apresentados orientações para apreciação da Direção Estadual e Nacional da CUT. Entre as orientações foram apresentadas a produção de uma cartilha sobre os procedimentos junto ao INSS a partir do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário colocando em linguagem simples as siglas utilizadas pelas Agencias do INSS, como também chamar uma grande mobilização a Brasília para o dia 28 de abril de 2009, tendo como principal tema a Saúde do Trabalhador, articulando as Centrais Sindicais nesta mobilização. Também ficou marcada a próxima Reunião do Coletivo estadual de Saúde Trabalhador da CUT-SC, no dia 06 de novembro de 2008, em Florianópolis.
Com informações da CUT/SC. Fotos de Max Schwoelk
Leas, Sinos, Busscar Plástico e J. Junckes são semifinalistas
Após grandes jogos realizados no sábado (18/10) pela fase “mata-mata”, o 6º Campeonato de Futsal dos Mecânicos – Categoria Livre – conheceu os quatro semifinalistas de 2008. Leas Indústrias, Sinos Usinagem, Busscar Plástico e J. Junckes já garantiram as premiações fartas e bonitas que o Sindicato dos Mecânicos oferece todos os anos aos finalistas. No próximo sábado, 25 de outubro, acontecem as semifinais.
Dos finalistas, apenas a J. Junckes já conquistou o título e por isso é um dos favoritos para garantir a vaga na final. Outra equipe que pode chegar é a Leas Indústrias, que tem uma equipe altamente aplicada na marcação. Sinos Usinagem e Busscar Plástico tem as equipes mais rápidas e habilidosas. Agora é na quadra que a competência vai mostrar quem vai decidir o título na grande final agendada para 1º de novembro no Centro Esportivo do Sindicato.
Os resultados da rodada do “mata-mata” ficaram assim:
LEAS INDÚSTRIAS 8 X 2 SENABIO GAL .V.N
SINOS USINAGEM 11 X 1 SPEEDINOX
MODELAÇÃO S. ANTONIO 2 X 8 BUSSCAR PLASTICO
SCHNEIDER FUNDIÇAO 4 X 8 J.JUNCKES
Os jogos das semifinais já estão programados para acontecer a partir das 16 horas no Centro Esportivo – Rua Rui Barbosa – bairro Costa e Silva, com arbitragem da Liga Joinvilense de Futsal e provável transmissão pela rádio, faltando definir qual das emissoras vão assumir o compromisso. Já está certo que a final será transmitida. Anote a sequencia dos dois jogos semifinais e venha participar:
16 horas – LEAS INDUSTRIAS X SINOS USINAGEM
17 horas – BUSSCAR PLASTICO TEC X J.JUNCKES
Essas quatro equipes já garantiram no mínimo medalhas, troféus e mais a premiação em carne e cerveja que sâo oferecidas pelo Sindicato dos Mecânicos. O goleiro menos vazado, artilheiro e equipe mais disciplinada também recebem premiações.
Produção de aço cresce mais de 7% em nove meses
A produção brasileira de aço bruto fechou os nove primeiros meses do ano em 28 milhões de toneladas, um crescimento de 7,3% em relação a igual período de 2007.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) que apurou em setembro uma produção de 3 milhões de toneladas de aço bruto, resultado 5% superior à produção de setembro do ano passado.
“Os resultados das vendas acumuladas demonstram crescimento em todos os segmentos do setor, com destaque para produtos longos, impulsionado pela forte demanda da construção civil”, justificou o IBS.
Embora tenha havido retração na venda de laminados para o mercado externo, em razão da priorização do mercado interno, o aumento da comercialização de semi-acabados fez com que as vendas externas fechassem os primeiros nove meses do ano com expansão de 27,2%, em relação à igual período de 2007, tendo atingido um total de 6,97 milhões de toneladas. A exportação do produto gerou divisas de US$ 5,86 bilhões para o país.
Os dados divulgados pelo IBS indicam, ainda, que a produção nacional total de laminados, no mês de setembro, foi de 2,14 milhões de toneladas, representando queda de 0,7% devido à paralisação programada de equipamentos nas usinas de aços planos, segmento no qual a queda foi de 8,2%. Em produtos longos, a produção de 967 mil toneladas representou aumento de 10,3%.
Já as vendas internas de laminados no mês passado foram 10,3% superiores às de setembro de 2007, atingindo 1,9 milhão de toneladas. No acumulado do ano, aumentaram 15,8%.
Anistia: OAB quer decisão do Supremo
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, e o jurista Fábio Konder Comparato, presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia na entidade, ingressam hoje com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que Corte Suprema do país se pronuncie se a Lei da Anistia exime ou não militares e agentes policiais civis dos crimes de tortura praticados durante a ditadura militar.
Do golpe, em 1964, até o fim da repressão, em 1985, esses agentes cometeram atrocidades de todo o tipo nos porões da ditadura – torturas, desaparecimento de corpos, perseguições, estupros e assassinatos, impunes até hoje, infelizmente.
“A OAB entende que a lei tem por objeto, exclusivamente, os crimes comuns cometidos pelos mesmos atores de crimes políticos. Ela não abrange os agentes públicos que praticaram, durante o regime militar, crimes comuns contra opositores políticos, presos ou não”, declara a entidade na ação a que dará entrada na justiça e que tem a denominação técnico-jurídica de Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF).
Para mim e para a maioria das pessoas com sentimentos humanitários e conhecimentos jurídicos no país, sempre esteve claro que a Lei da Anistia não contempla torturadores, nem carrascos, simplesmente porque eles cometeram crimes contra a humanidade, portanto, declarados como imprescritíveis, seja pelas normas da Organização das Nações Unidas, seja por todos os demais dispositivos da legislação internacional.
Parabenizo, assim, a OAB por essa iniciativa, solidarizo-me e torço para que ela represente mais um passo, histórico, no sentido de resgatar a justiça e esclarecer, sem revanchismo, quem foram os autores dessas barbáries.
Fonte: Blog do Zé Dirceu
Bolsa Família investiu R$ 41 bilhões em 11 milhões de lares
O Bolsa Família, programa de transferência de renda do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), presente em 11 milhões de lares, completou cinco anos na segunda-feira. Desde outubro de 2003, já foram investidos R$ 41 bilhões, sendo a metade na região Nordeste. Os recursos têm contribuído para que o País alcance patamares inéditos no enfrentamento da pobreza e da fome.
Pesquisas mostram uma nova realidade na vida das famílias beneficiárias. Nos lares atendidos pelo Bolsa Família, as pessoas utilizam mais recursos em alimentação, material escolar e vestuário infantil. As crianças freqüentam a escola e há uma redução da pobreza, que caiu de 28% para 18% da população, entre 2003 e 2007. O recurso do Programa representa um incremento médio de 49% na renda das famílias.
O Programa permite que 94% das crianças beneficiárias façam três ou mais refeições por dia. Em 70% dos lares, a quantidade e a variedade de alimentos consumidos aumentaram. Entre 2004 e 2006, a insegurança alimentar grave caiu mais de 25%. E, ao lado de outros programas de transferência de renda, o Bolsa Família ajudou na redução em 30% do risco de desnutrição na região do Semi-Árido.
Futuro – Mas não é só no pagamento do benefício que o Programa muda a vida de brasileiros. Ao exigir condicionalidades, as co-responsabilidades dos cidadãos, o Bolsa Família reforça o acesso a educação e saúde e garante, assim, um futuro melhor para as gerações que virão. De 1996 a 2006, a desnutrição infantil caiu de 13% para 7%. A queda mais drástica foi no Nordeste que, no mesmo período, passou de um contingente de mais de 22% a pouco mais de 5%.
As crianças de famílias que recebem o benefício freqüentam mais a escola do que os demais alunos nas mesmas condições socioeconômicas. A taxa de freqüência escolar dos beneficiários com idades entre 7 e 14 anos é 3,6 pontos percentuais maior do que os que não fazem parte do Programa. Entre os beneficiários, a evasão escolar também é menor.
O município do Serro, em Minas Gerais, é um exemplo da importância do acompanhamento escolar na vida de crianças. Os diretores, professores e pais foram orientados a exigirem a freqüência das crianças. Cinco dias antes do encerramento do prazo de acompanhamento, todas as escolas devem devolver os formulários preenchidos. O próximo passo é buscar os alunos não-localizados e encaminhar ao Conselho Tutelar da cidade a lista com os nomes de estudantes faltosos, para visitas e orientações. Em uma dessas visitas domiciliares, técnicos descobriram uma comunidade em que as crianças não freqüentavam a escola porque desenvolveram a doença de anemia falciforme. O caso foi encaminhado à Secretaria de Saúde.
Preconceito – As pesquisas constatam também a relação do Bolsa Família com do trabalho. Um estudo demonstrou, por exemplo, que o índice de pessoas trabalhando é maior entre os beneficiários (77%) do que entre os que não recebem o benefício do governo federal (73%). Além disso, 99,5% dos cidadãos que recebem o benefício não deixam de procurar por trabalho.“Quem diz que as famílias se acomodam é quem não conhece o programa e os resultados que ele tem e acaba fazendo uma avaliação preconceituosa de que os pobres são preguiçosos e que não é o que a gente vê hoje a partir das avaliações do Bolsa Família”, argumenta a secretária de Renda de Cidadania do MDS, Rosani Cunha.
Desde o lançamento dos Objetivos do Milênio, o País já reduziu a extrema pobreza em 60% e antecipou o cumprimento da meta de 2015. Um terço dessa redução ocorreu a partir de 2003, com participação do Bolsa Família. Apesar dos resultados visíveis, ainda é preciso avançar mais na direção de um Brasil menos desigual. As estratégias futuras passam por integrar o Programa a outras ações de emancipação social e garantir a capacitação e a entrada de cada vez mais beneficiários no mercado de trabalho.
Criado em outubro de 2003, o Bolsa Família integrou quatro programas: Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Cartão Alimentação e Auxílio Gás. As estimativas anuais de inclusão de beneficiários foram definidas no ano de criação do Programa. Os valores atuais do benefício, destinado a famílias com renda de até R$ 120 por pessoa, variam de 20 a R$ 182. Para manter o benefício, as famílias atendidas precisam cumprir as condicionalidades: 85% de freqüência escolar para alunos com idades entre 6 e 15 anos, 75% para adolescentes de 16 e 17 anos, e acompanhamento médico para crianças, gestantes e bebês (vacinação, pré-natal).
Fonte: Sindicato do ABC
Balança registra superávit de US$ 334 milhões até terceira semana
Na terceira semana de outubro, entre os dias 13 e 19, a balança comercial brasileira registrou exportações de US$ 4,093 bilhões (média diária de US$ 818,6 milhões) e importações de US$ 3,759 bilhões (média diária de 751,8 milhões). O superávit comercial (diferença entre o valor exportado e o importado) foi de US$ 334 milhões (média de US$ 66,8 milhões) e a corrente de comércio (soma das exportações com as importações), US$ 7,852 bilhões.
Em relação às médias diárias apresentadas até a segunda semana de outubro – US$ 856 milhões de exportações e US$ 788 milhões de importações – houve, na terceira semana do mês, queda nas duas operações. As exportações retraíram 4,37% e as importações, 4,65%.
Nesta comparação, houve redução das vendas internacionais de bens semimanufaturados (-32,1%) e manufaturados (-10,4%). As exportações de produtos básicos, entretanto, aumentaram 24,2%. Sobre as importações, houve retração nos desembarques de equipamentos mecânicos, adubos e fertilizantes, instrumentos de ótica e precisão, plásticos e obras, e aeronaves e partes.
Mês
Até o dia 19 de outubro, as exportações brasileiras totalizaram US$ 10,941 bilhões, com média diária de US$ 841,6 milhões, valor 17,4% maior que o desempenho médio diário registrado em todo mês de outubro do ano passado (US$ 716,7 milhões), com aumento dos embarques de produtos das três categorias: semimanufaturados (+38,3%) – destaque para ferro fundido, semimanufaturados de ferro e aço, óleo de soja em bruto, ferro-ligas, açúcar em bruto e celulose – básicos (+25,5%) – principalmente minério de ferro, fumo em folhas, carne de frango, carne bovina, café em grão e petróleo em bruto – e manufaturados (+1,7%) – por conta de etanol, aparelhos celulares, açúcar refinado, laminados planos de ferro e aço e veículos de carga.
Sobre o desempenho médio diário das exportações em setembro deste ano (US$ 910,2 milhões), houve queda de 7,5% até a terceira semana do mês. Nessa comparação, observou-se retração nas vendas de manufaturados (-15,6%) e básicos (-5,2%). As exportações de produtos semimanufaturados, contudo, cresceram (+7,2%).
As importações, até a terceira semana de outubro, acumularam US$ 10,067 bilhões, com média diária de US$ 774,4 milhões. Por esse critério, ao se comparar com o desempenho médio apresentado em outubro do ano passado (US$ 560,7 milhões), verificou-se um crescimento de 38,1%, em função de aeronaves e peças (+119,6%), siderúrgicos (+86,4%), adubos e fertilizantes (+63,4%), combustíveis e lubrificantes (+58,6%), veículos automóveis e partes (+38,0%), produtos plásticos (+34,5%), equipamentos elétrico-eletrônicos (+32,1%) e equipamentos mecânicos (+27,4%).
Em relação ao valor médio diário importado em todo o mês de setembro deste ano (US$ 784,7 milhões), houve retração de 1,3% com redução das compras de adubos e fertilizantes (-18,5%), farmacêuticos (-14,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (-9,6%), instrumentos médicos, de ótica e precisão (-8,8%), automóveis e partes (-5,1%), equipamentos mecânicos (-5,0%) e equipamentos elétrico-eletrônicos (-3,4%).
O superávit observado até a terceira semana do mês foi de US$ 874 milhões (média diária de US$ 67,2 milhões). Na comparação com o desempenho médio diário do saldo comercial em outubro de 2007 (US$ 156 milhões), houve retração de 56,9% e sobre a média diária registrada em setembro deste ano (US$ 125,5 milhões), a queda foi de 46,4%
Ano
De janeiro à terceira semana de outubro (202 dias úteis), as exportações brasileiras somaram US$ 161,809 bilhões, com média diária de US$ 801 milhões, cifra 28% maior que a registrada no mesmo período do ano passado (US$ 625,6 milhões). As importações, no ano, totalizaram US$ 141,279 bilhões (média diária de US$ 699,4 milhões), um acréscimo de 51,2% sobre a média diária no mesmo período de 2007 (US$ 462,5 milhões).
O saldo comercial, no ano, acumulou US$ 20,530 bilhões (média diária de US$ 101,6 milhões), um decréscimo de 37,7% sobre o desempenho médio diário do mesmo período de 2007 (US$ 163,1 milhões).