Arquivo de novembro, 2008
Serviço de saúde atende mais de 12 mil pessoas em 10 meses
Poucas pessoas e observadores da cena cotidiana da cidade e até do país se dão conta da importância dos Sindicatos na atenção à saúde pública. Cada um da sua forma atende aos associados e dependentes oferecendo, além da defesa dos seus direitos de trabalho, benefícios em várias áreas, com convênios médicos, laboratoriais, papelarias e até na saúde, com dentistas e médicos.
O Sindicato dos Mecânicos, que está prestes a completar 50 anos de trabalho em favor dos trabalhadores, oferece uma estrutura invejável a qualquer outra entidade, inclusive com médicos e dentistas em sua sede, bem como por meio de convênios. Levantamento feito pela equipe de atendimento do setor de saúde do Sindicato revela a importância do serviço para a categoria, e também para os associados.
Contando apenas entre 28 de janeiro e 21 de novembro deste ano, em apenas 10 meses foram realizados 12.404 atendimentos médicos e odontológicos. Somente no setor odontológico foram feitos mais de 31 mil procedimentos(extrações, tratamento canal, etc). Ou seja: milhares de pessoas deixaram de ocupar as filas do SUS e do atual caos da saúde pública em Joinville, uma significativa contribuição para o setor da maior cidade do estado. O quadro de atendimentos ficou assim distribuído:
Dentistas: 9.393
Clínico Geral: 2.022
Ginecologia: 707
Pediatra: 282
Total: 12.404 atendimentos, média de 1,2 mil ao mês.
“É por essas e outras que não cansamos de dizer que o Sindicato é sim um grande parceiro do setor público, e também da iniciativa privada, além de oferecer qualidade de atendimento em saúde ao trabalhador”, destacou o presidente João Bruggmann, que garante a continuidade da atenção à categoria.
Juros ao consumidor tem a taxa mais alta desde junho de 2006
As compras financiadas de final de ano vão sair mais caras para o consumidor. A avaliação é do chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, que recomendou compras à vista.
“Aqueles que ainda não fizeram [as compras] provavelmente vão comprar à vista e, se não, vão comprar financiado a taxas mais elevadas”, disse Lopes.
Em outubro, a taxa geral anual de juros (42,9%) foi a mais elevada desde junho de 2006 (43,2%). Para as pessoas físicas (famílias), a taxa de 54,8%, a maior desde junho de 2006 – 55,8%. No caso das empresas, os juros anuais de 31,6% são os mais altos desde dezembro 2005 (31,7%).
Neste mês, as taxas não caíram em relação a outubro. Até o dia 12 de novembro, com oito dias úteis, na comparação com o mesmo período de outubro, a taxa geral de juros chegou a 45%, uma alta de 2,1%. Para as famílias, a taxa subiu cinco pontos percentuais e ficou em 59,8%. No caso das empresas, a alta foi menor – 0,2 ponto percentual – e chegou a 31,9%.
No caso do cheque especial – uma das modadlidade mais caras – a taxa chegou a 170,8%, a mais elevada desde julho de 2003 (173,9%).
O motivo para a elevação, segundo Lopes, é o conservadorismo dos bancos diante da crise financeira internacional. “As taxas têm crescido fundamentalmente por ação do sistema financeiro. Em momentos como esse, de fato [o sistema] se coloca de forma mais conservadora, exige mais garantias e há elevação de spread aquela parcela vinculada a risco. O que se espera é que, passado esse estresse, essas taxas se acomodem”.
O spread, a diferença entre os juros que a instituições para aos investidores e os que cobra dos tomadores de empréstimos, é responsável por boa parte do lucro dos bancos. Na comparação dos oito primeios dias úteis de outubro com os de novembro, o spread geral subiu 2,2 pontos percentuais (30,5 pp). Para as famílias, a alta foi de 4,8 pontos percentuais (44,5 pp) e para as empresas, 0,5 ponto percentual (18%).
No mês de outubro, o spread bateu recorde. Para as famílias, a taxa de 39,7 pontos percentuais é a mais elevada desde janeiro de 2007 (39,9 p.p). No caso das empresas, a taxa de 17,5 pp é a mais elevada desde outubro de 2002 (17,7 pp).
Mesmo com os juros mais altos, Lopes avalia que não há alteração significativa na inadimplência, uma vez que é verificado aumento de renda da população. A taxa geral de inadimplência de setembro para outubro passou de 4% para 4,1%. Para as famílias, de 7,3% e para 7,4% e para as empresas de 1,6% para 1,7%.
Fonte: Ag. Brasil
ProUni abre inscrições até o dia 12 de dezembro
O Ministério da Educação está, até 12 de dezembro, com as inscrições abertas para bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni). O processo seletivo permitirá o ingresso em cursos de instituições particulares de educação superior no primeiro semestre de 2009.
O ProUni oferece bolsas integrais e parciais de 50% da mensalidade. Podem se candidatar às integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 622,15 em valores de hoje). As parciais destinam-se àqueles com renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos (R$ 1.245).
Os candidatos devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2008 e obtido, na prova objetiva e na redação, média de no mínimo 45 pontos. Precisam ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, no caso de escola particular, na condição de bolsista integral. Mais informações na página eletrônica do ProUni.
Fonte: MEC
Trabalhadores da pecuária e construção civil são libertados
Libertações do grupo móvel da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Mato Grosso (SRTE-MT) tiraram 80 pessoas de situação análoga à de escravos. Três empreiteiras mantinham 69 operários de construção civil numa propriedade em Tapurah (MT), que fica a 320 km de Cuiabá. Os outros 11 libertados - incluindo um adolescente de 15 anos - estavam na Fazenda Santa Rita de Cássia, que fica em Juara (MT), a 700 km da capital do estado.
A ação na Fazenda Santa Rita de Cássia, propriedade de pecuária, teve início em 27 de outubro e foi motivada por uma denúncia de um trabalhador à SRTE/MT. As 11 pessoas faziam o “roço de juquira” (preparação do pasto para a criação extensiva de gado), além de montar cercas, operar motosserras para o desmatamento e exercer a função de boiadeiros. Eles vinham de regiões próximas à fazenda, e o funcionário mais antigo estava no local desde março deste ano. Os outros estavam há 15 dias no local.
Na propriedade, houve flagrante de servidão por dívida, prática prevista como crime no Artigo 149 do Código Penal: alimentação, ferramentas de trabalho e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) eram descontadas dos salários. Ninguém tinha carteira assinada. O pagamento era feito no final do serviço e, em conseqüência dos descontos, não chegava a um salário mínimo. A dificuldade de acesso ao local fez com que os fiscais também caracterizassem o isolamento geográfico dos trabalhadores.
Os empregados dormiam em barracos de lona e em uma pequena casa de madeira, ambos com chão de terra batida. Eles utilizavam a água de um poço para consumo diário. No local também não havia banheiros.
O empregador Fabiano Queiroz pagou os direitos trabalhistas dos libertados, incluindo dano moral individual. Fabiano assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), proposto pela procuradora do Trabalho, Fernanda Estrela Guimarães, e pagou R$ 100 mil por dano moral coletivo, além de se comprometer a regularizar a situação.
Construção civil
A operação em Tapurah durou de 21 a 31 de outubro e também foi motivada pela denúncia de um trabalhador. Os fiscais flagraram 16 funcionários em um galpão, sem paredes laterais, com chão de terra batida. O local que abrigava as pessoas não tinha instalações sanitárias e as camas eram improvisadas. “Nem todos dormiam em beliches, alguns usavam um pedaço de madeira com um colchão para dormir e um pedaço do isopor como travesseiro”, detalha Leonardo César Lima, auditor fiscal e coordenador da operação. Os outros empregados dormiam em um abrigo de madeira, com paredes que não iam até o teto, permitindo, assim, a entrada de diversos insetos durante a noite. “Eles tinham que dividir dois chuveiros e um banheiro”.
A água consumida por todos vinha de um poço e há relatos de gente que ficou doente após consumi-la. A cantina fornecia as refeições para todos. “Alguns recebiam marmitas no alojamento para não perder tempo indo até a cantina”, conta a procuradora Thalma Rosa de Almeida.
Os locais para alimentação não eram adequados, sem abrigos para proteção do sol ou da chuva. Alguns sentavam no chão para comer. “Os funcionários relataram que a comida era insuficiente para a quantidade de pessoas e muitos acabavam ficando com fome. Não eram feitos descontos nos salários pelo fornecimento da comida”, adiciona Leonardo.
A maioria dos trabalhadores era do Maranhão. Eles estavam há um mês na fazenda e ainda estavam sem receber salário algum. Teriam o desconto da passagem até Tapurah efetuado no pagamento, o que é ilegal. Outros eram de regiões próximas e tinham recebido adiantamentos de modo irregular. Nenhum trabalhador tinha registro na carteira de trabalho. O contratante também não tinha a certidão liberatória, documento exigido pelo MTE para o transporte de trabalhadores de um estado para outro.
Foram lavrados 23 autos de infração e os trabalhadores receberam as verbas rescisórias devidas, que somaram R$ 130 mil, incluído o pagamento de indenização por danos individuais. A procuradora Thalma acertou ainda a assinatura de três TACs pelas empreiteiras envolvidas. “Mas o dono da fazenda também foi autuado pelas condições de trabalho do local. A responsabilidade também é do proprietário que contratou a obra”.
Fonte: Repórter Brasil
Racismo velado dificulta ações na Justiça do Trabalho
Em 1997, um jornal paulista publicou um anúncio de vaga para “empregada doméstica branca”. Em busca de trabalho, Simone Diniz entrou em contato com a pessoa que ofereceu a vaga e, por telefone, foi informada de que sua contratação havia sido aprovada. Ao revelar que era negra, Simone foi rejeitada de imediato.
Ela entrou com uma ação na Justiça do Trabalho no estado de São Paulo, mas, sem obter sucesso, acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O resultado da iniciativa de Simone foi a condenação da República Federativa do Brasil por violação de direitos humanos.
“Este é um caso exemplar, que mostra o quão omissa pode ser a Justiça trabalhista, tratando de forma diferenciada negros e brancos”, argumenta o advogado e professor de direito no Distrito Federal Douglas Martins. Para ele, a atitude de Simone tem, acima de tudo, “um grande valor didático”, pois “denuncia de forma clara quão limitada pode ser a percepção da sociedade e da Justiça trabalhista sobre o racismo”.
“Na Justiça do Trabalho, quando se trata de relação de emprego, não é comum lides que tenham como matéria de fundo conduta discriminatória em decorrência de raça”, informa o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Carlos Alberto Reis de Paula – o primeiro ministro negro a fazer parte de uma corte superior.
“Mas não significa que isso não ocorra, quer na contratação do empregado, quer durante o contrato ou mesmo por ocasião da extinção do vínculo empregatício”, completa.
Em Salvador, mais de 70% da população é negra. No entanto, a proporção de trabalhadores negros em shoppings centers e bancos, principalmente nos setores de atendimento ao público, era absolutamente inferior em 2005.
“Os negros não estavam ocupando esses postos e isso evidenciava o racismo institucional desses ambientes. Acionado, o Ministério Público do Trabalho propôs uma ação civil pública para que as contratações refletissem a diversidade da população baiana. A intenção foi simplesmente fazer com que bancos e shoppings contratassem negros também”, explica Martins.
A ação foi julgada improcedente “porque a magistratura trabalhista de lá achou que não havia qualquer deliberação discriminatória, alegando que os negros não eram empregados nos setores de atendimento ao público por contingências da vida ”, lembra o ministro.
“O juiz declarou que o fato de a população ser predominantemente negra e, nos espaços públicos, haver imposição estética branca, não representa racismo”, acrescentou.
“É claro que não se pode esquecer que os juízes vêm de uma sociedade que, apesar de todos os avanços nessa área, tem uma conduta discriminatória para com os negros, geralmente de forma velada. E isso pode, obviamente, influenciar os juízos de valor do julgador. Essa circunstância é relevante e torna indispensável que os juízes sejam despertados para o fato. Para isso, as Escolas de Formação dos Magistrados são fundamentais”, alertou o ministro do TST.
Para Martins, “há muitas pessoas que não apenas se dizem [não racistas], mas, de fato, não se sentem racistas”, e “essa imperceptibilidade acaba causando a naturalização de algumas práticas racistas ainda mais evidenciadas quando se observa casos como o do juiz baiano, insensível à diferença entre os postos de trabalho ocupados por negros e brancos”.
Carlos Alberto entende que em muitos casos este fenômeno é, em parte, influenciado pela “falta de consciência dos que estão sendo ou foram discriminados”. Segundo Reis, “é fundamental que as pessoas estejam cientes de seus direitos e de que a Justiça é o meio adequado para que o princípio da cidadania, ofendido quando há discriminação racial, seja afirmado”.
A advogada militante do movimento negro Vera Santana Araújo destaca que nas reações de trabalho várias medidas devem ser acionadas além das ligadas ao aspecto criminal comum, pois o caso também pode configurar falta administrativa, agravada se cometida no âmbito da administração pública.
“Em qualquer hipótese, além da sanção criminal também deve ser feito o ajuizamento de ação por danos morais e materiais conforme cada caso, avaliadas todas as circunstâncias que envolvam o fato”, sugere a advogada.
O secretário executivo do Programa de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), Ronaldo Teixeira, associa a desigualdade na oportunidade de trabalho ao histórico escravagista do país e, conseqüentemente, aos reflexos na questão da segurança.
“A história deu menos oportunidades para o negro na sociedade formal do trabalho. Essa situação desfavorável, em alguns casos, resultou na necessidade de ele buscar soluções alternativas, assim como qualquer outro indivíduo tenderia a fazê-lo, independentemente da raça a que pertence, caso se encontrasse na mesma situação”, avalia.
Segundo o ministro, o papel da Justiça trabalhista, e em especial do Judiciário, é também cada vez mais relevante no âmbito social. “É muito importante que o Judiciário se descubra como o campo adequado não para manter o status quo (situação atual), mas como um agente transformador da sociedade enquanto assenta sua atuação nos princípios fundados na redução das desigualdades sociais e no repúdio ao racismo”.
Copa do Mundo vai acelerar execução de obras, diz Ministro
O ministro do Turismo, Luiz Barretto, afirmou que a Copa do Mundo de Futebol em 2014 vai acelerar a execução de obras importantes para o País, principalmente as de mobilidade urbana. “As obras de infra-estrutura nas cidades são um legado inquestionável”, disse o ministro, que participou hoje, na Câmara, da abertura do 10º Congresso Brasileiro da Atividade Turística (Cbratur).
A planilha de gastos com as obras, no entanto, só poderá ser elaborada com exatidão a partir de março de 2009, depois que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciar as 12 cidades brasileiras que sediarão os jogos. Dezoito cidades concorrem.
Barretto lembrou que, após a definição das cidades-sede, o governo federal lançará uma linha especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para garantir as obras nessa área e também em outras, como a de saneamento e o setor de portos e aeroportos.
Ainda segundo o ministro, o governo firmou acordo com a Fundação Getúlio Vargas para a elaboração anual, até 2014, de um diagnóstico dos problemas de 65 cidades que são destaque para o turismo, com ênfase nas 12 que sediarão os jogos. A partir desse diagnóstico, será possível direcionar investimentos. Barretto afirmou, no entanto, que o sucesso da empreitada dependerá de uma parceria com a iniciativa privada. Ao governo, disse, cabe cuidar da infra-estrutura. Já os investimentos em estádios e gastos com seleções ficarão por conta da Fifa e dos clubes de futebol.
Setor aéreo
No evento, a presidente da Empresa Estadual de Turismo do Estado do Amazonas (Amazonastur), Oreni Braga, cobrou investimentos na integração aérea do País. “Como a logística aérea vai se comportar em uma Copa do Mundo? Como acomodar o turista que precisa se deslocar com velocidade para assistir aos jogos?”, questionou, lembrando as deficiências do setor aéreo brasileiro.
O presidente da Frente Parlamentar de Turismo, deputado Alex Canziani (PTB-PR), informou que os parlamentares estão empenhados no desenvolvimento do turismo no Brasil. Como exemplo, ele lembrou que a proposta orçamentária de 2008 previa R$ 539 milhões para o Ministério do Turismo, mas os parlamentares conseguiram aprovar R$ 2,6 bilhões. Desse valor, disse, mais de R$ 2 bilhões foram direcionados a investimentos.
Oportunidade
Na opinião do ministro do Esporte, Orlando Silva, que também participou da abertura do Cbratur, a Copa é uma oportunidade única de promover o Brasil, uma vez que o evento será transmitido para todo o mundo. “Devemos aproveitar a oportunidade e difundir o que há de melhor no País, que possui estabilidade política e econômica”, disse.
Orlando Silva disse estar confiante de que o Brasil promoverá um evento de sucesso, mas lembrou que as cidades escolhidas para os jogos deverão apresentar à Fifa um contrato de responsabilidade. Quem não entregar esse contrato poderá ser excluído do evento.
O presidente da Comissão de Turismo e Desporto, deputado Albano Franco (PSDB-SE), afirmou que vencer a Copa fora de campo é um desafio maior do que vencer a competição. Ele disse que o sucesso dependerá de todos os brasileiros, e o Congresso Nacional terá participação ativa nos preparativos.
O Cbratur está sendo promovido pela Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, em conjunto com as seguintes entidades: Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, frentes parlamentares do Turismo e do Esporte, Confederação Nacional do Comércio (CNC), Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O Cbratur também tem o apoio dos ministérios do Esporte e do Turismo. O evento reúne parlamentares, empresários, gestores públicos e profissionais ligados ao turismo e ao esporte. O encerramento está previsto para as 18 horas.
Fonte: Ag. Câmara
Especialista cobra gestão compartilhada do Aqüífero Guarani
Representantes do Paraguai, Brasil, Uruguai e Argentina decidem hoje (25), em Foz do Iguaçu, os próximos passos para a gestão compartilhada do Aqüífero Guarani. As atividades do projeto, criado em 2003, terminam em janeiro de 2009. O assunto está em debate no Fórum de Águas das Américas, que se encerra hoje na cidade.
Segundo o coordenador do Programa do Aqüífero Guarani ( PAG), Luiz Amore, os resultados dos estudos indicam a necessidade da gestão compartilhada do manancial. O Aqüífero Guarani é um reservatório de água subterrânea, um conjunto de rochas arenosas e porosas. Esses materiais depositaram-se neste lugar entre aproximadamente 245 e 144 milhões de anos.
O aqüífero é transfronteiriço, pois está localizado por baixo do território de quatro países sul-americanos: na Argentina, a extensão é de 225,5 mil quilômetros, no Brasil, de 840 mil, no Paraguai de 71, 7 mil e no Uruguai 58,5 mil quilômetros. O que totaliza 1,2 milhão de quilômetros ao sudeste da América do Sul.
De acordo com o especialista, além do sistema de informação e do monitoramento, o PAG criou modelos matemáticos que permitem prever o comportamento do aqüífero em situações como exploração mais intensa, suscetibilidade à contaminação em áreas próximas da superfície ou uso para o turismo termal.
Ao todo, foram desenvolvidos quatro projetos-pilotos nas cidades de Concórdia (Argentina) e Salto (Uruguai) – para águas termais; Ytapua, no Paraguai – sobre o impacto da agricultura no aqüífero; Ribeirão Preto (SP), devido ao intenso uso da água do aqüífero para abastecimento público e industrial, Rivera (Uruguai) e Santana do Livramento (Brasil).
“Nessas duas cidades o aqüífero está em regiões de afloramentos e apresenta níveis da água bastante superficiais, o que o torna vulnerável a contaminação. Tal é o caso de Rivera, onde se fez necessário fechar os poços por apresentarem altos índices de nitratos. Em Livramento, apesar da cobertura de saneamento ser similar, não se registrou tal tipo de contaminação”, explicou.
Nesse sentido, o projeto mostrou que o aqüífero não é um mar de água doce, como chegou a ser difundido mas são como bolsões de água com diferentes características “ora águas quentes, ora acessíveis e vulneráveis, ora muito profundas e protegidas”.
Com a conclusão dos estudos, que envolveram US$ 26 milhões – US$ 13 milhões do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) do Banco Mundial e US$ 13 milhões de contrapartida dos países – a responsabilidade agora, segundo o coordenador, é com as lideranças, técnicos, pesquisadores, autoridades e populações dos países envolvidos para que este conhecimento seja disseminado.
Amore disse que um dos benefícios do PAG foi colocar na agenda política dos países a questão das águas subterrâneas e do Aqüífero Guarani. Um ponto importante foi a legislação que autoriza o uso (outorga) e até a cobrança, que já ocorre em algumas regiões no Brasil, como nas bacias dos rios Paraíba do Sul e Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).
Uma das propostas apresentadas no Fórum de Águas das Américas, que termina hoje em Foz do Iguaçu, foi a transformação do atual Conselho Superior do Projeto em Conselho de Cooperação para dar continuidade e estabelecer instâncias em cada país.
Fonte: Ag. Brasil
Colônia de Férias: sorteio das senhas será neste sábado (29)
As senhas para utilização da Colônia de Férias pelos associados já estão sendo entregues desde o dia 1 de novembro na sede central do Sindicato, e serão distribuídas até o dia 28 de novembro, sexta-feira. O sorteio para os períodos de no máximo sete (7) dias acontece no dia 29 de novembro (sábado), às 9 horas da manhã na sede central. O sorteio vale apenas para o período entre Natal e Ano Novo.
Para poder participar do sorteio, devem estar presentes o associado ou seu representante com a senha. As reservas podem ser feitas durante a semana após o sorteio. Com uma estrutura de fazer inveja a muitas pousadas, a Colônia de Férias possui 40 apartamentos mobiliados (beliches, geladeira, colchões), área de lazer ampla, cozinha, churrasqueiras, tudo a apenas 40km de Joinville (SC). Todos os anos a diretoria realizada obras de manutenção do patrimônio, sempre visando o bem estar dos associados e dependentes.
Fique atento e não esqueça de participar do sorteio democrático para as vagas entre Natal e Ano Novo! E venha curtir alguns dias de descanso com seus familiares.
Sindicato entra em férias coletivas dia 19 de dezembro
Como ninguém é de ferro, e depois de trabalhar duro um ano inteiro em favor dos trabalhadores e trabalhadoras da categoria mecânica e seus dependentes, o Sindicato entrará em férias coletivas a partir das 12 horas do dia 19 de dezembro, retornando às atividades normais no dia 5 de janeiro a partir das 13 horas. Os médicos, dentistas e advogadas só retornam ao atendimento normal dia 21 de janeiro. As homologações de rescisões retornam também no dia 5 de janeiro às 13 horas.
No entanto, durante as férias coletivas, as empresas que tiverem rescisões a homologar, devem proceder ao depósito em conta corrente do trabalhador para posterior homologação quando do retorno às atividades normais do Sindicato, ou podem se dirigir ao Ministério do Trabalho que tem essa prerrogativa por lei. Já a recepção, durante o período de 5 a 21 de janeiro, funcionará no horário das 8 às 12 horas, e das 13 às 18 horas. Sugerimos aos trabalhadores, associados, contadores, empresas e usuários em geral que antecipem suas atividades em relação ao Sindicato para que não haja transtornos.
Mais informações pelo telefone (47) 3027.1183.
Lula convida centrais sindicais para debater a crise
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou os dirigentes das centrais sindicais e lideranças dos movimentos sociais para uma reunião no Palácio do Planalto na próxima quarta-feira (26), às 13h30. Na oportunidade, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fará uma exposição da situação econômica do país.
Esta semana os dirigentes das centrais, CUT, Força Sindical e outras, formalizaram documento que será entegue ao presidente Lula. O documento diz que as Centrais propõem, nesse momento de crise, o resgate dos principais pontos que orientaram a construção da Agenda dos Trabalhadores pelo Desenvolvimento, tendo como prioridade absoluta, medidas voltadas para a geração de emprego e renda.
E prossegue: “O movimento sindical brasileiro pretende preservar o caminho do crescimento. Diante dos riscos de desaceleração da atividade econômica, apoiamos o teor das medidas emergenciais tomadas pelo governo. Entretanto, consideramos que são necessárias a adoção de políticas e medidas de contrapartidas sociais que visem a proteção
dos trabalhadores e da população pobre.”
O documento finaliza afirmando que: “Reconhecemos, ademais, que a superação mundial da crise vai depender de uma nova arquitetura do sistema financeiro mundial. A desmontagem da especulação financeira cobra um preço alto daqueles que não fizeram parte da festa dos ganhos fáceis. O Brasil terá voz decisiva na construção desse novo arranjo internacional se for capaz de propor uma agenda viável para o enfrentamento da pobreza e da concentração de renda. Em parte, isso está em curso no nosso país. Mas, é preciso avançar muito mais. O Movimento indical dos Trabalhadores está pronto a exercer papel ativo e ser importante referência na construção desta nova ordem econômica e social. Enfrentar a especulação financeira, controlar os fluxos de capitais, tributar com justiça e, sobretudo, reforçar as políticas sociais que garantam a inclusão de todos, fazem parte dessa agenda para viabilizar a superação da crise na direção que interessa aos trabalhadores e ao povo”.
Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC