Cassação de LHS na pauta do TSE nesta quinta (28)

Publicado por Administrador 28 maio, 2009 Imprimir

Em 1970, Luiz Henrique da Silveira iniciou sua carreira política em Joinville, pedindo votos para uma vaga na Assembleia Legislativa. Passados 39 anos, ele vai estar na cidade que é seu berço político no dia em que sete ministros da mais alta corte eleitoral do País começam a julgar seu futuro político.

A partir das 19 horas, o processo de cassação do governador Luiz Henrique entra na pauta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Está previsto para o mesmo horário o discurso do governador que vai abrir a 41ª Convenção Estadual do Comércio Lojista.

O peemedebista não abriu mão de sua agenda oficial e garante que permanece no evento até o fim. Assessores vão se encarregar de mantê-lo informado sobre o que acontece em Brasília. Recheado de políticos e aliados históricos, o evento tem tudo para se tornar um ato pró-Luiz Henrique — seja qual for o resultado do TSE.

Interrompido em 21 de fevereiro do ano passado, quando três ministros haviam sugerido a perda do cargo de Luiz Henrique, o julgamento agora recomeça do zero. Os votos anteriores foram anulados para a inclusão do vice-governador Leonel Pavan (PSDB) no processo. Após se reunir com seus advogados na noite de terça-feira, Pavan almoçou com a bancada tucana no Senado e não disfarçava o nervosismo.

— As acusações são inócuas, mas estou apreensivo — admitia Pavan.

A aparente tranquilidade do governador não se reflete no corpo de advogados responsáveis por sua defesa. Instalado no apartamento de um familiar, em Brasília, o advogado João Linhares passou o dia desta quarta-feira revisando os argumentos que pretende usar na sustentação oral diante dos ministros.

Dividindo espaço na mesa ocupada por calhamaços de documentos, uma oração a Santo Agostinho repousava solene sobre o laptop.

— Sou devoto é de João Linhares — brincou o advogado, se referindo a si mesmo.

Nos últimos dias, Linhares conversou com pelo menos cinco ministros. Os encontros, prática recorrente no tribunal, serviram para reforçar os argumentos da defesa. O mesmo expediente foi utilizado pelos advogados da coligação Salve Santa Catarina (PP/PV/PMN/Prona), autora das ações contra Luiz Henrique e Pavan.

Nesta quarta, os quatro representantes de Espiridião Amin (PP), passaram o dia confinados em uma sala de um dos mais luxuosos conjunto de escritórios de Brasília. Eles selecionaram entre mais de 130 páginas os principais pontos que serão abordados na acusação.

— Este é um jogo de xadrez. Dependendo de como o relator conduzir o julgamento, podemos mudar toda a estratégia — comentou o advogado Glay Sagaz.

Fonte: A Notícia

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