Arquivo de agosto, 2009

Produção industrial cresce pelo sétimo mês seguido

Publicado por Administrador 31 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A produção industrial brasileira cresceu em julho deste ano pelo sétimo mês consecutivo. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, divulgada hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o desempenho de julho, 2,2% maior do que o de junho, é superior ao da média mensal de crescimento apresentada neste ano, que é de 1,5%.

Segundo a a gerente de Análise e Estatísticas Derivadas do IBGE, Isabella Nunes, esse é um dos melhor resultados deste ano, empata com o de fevereiro e perde apenas para o de janeiro. Apesar disso, janeiro, que teve aumento de 3%, só obteve um desempenho melhor que junho porque o mês de comparação – dezembro de 2008 – foi o pior da crise econômica, no Brasil, com uma queda de 12,5%.

De acordo com Isabella Nunes, o desempenho foi puxado principalmente pelo bom resultado das indústrias de bens de consumo duráveis, em especial, os setores de automóveis, motos e de eletrodomésticos da linha branca, como geladeiras e fogões.

“Esse aumento de produção de bens finais traz impactos para a cadeia produtiva, principalmente para os bens intermediários ligados à siderurgia – que religou alguns fornos que estavam parados –, à química e à borracha, que são principalmente da cadeia automotiva e também da cadeia de eletrodomésticos”, afirmou.

Segundo Isabella Nunes, o resultado positivo na produção de bens duráveis é explicado pelo aumento do consumo interno, impulsionado por incentivos como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e pela retomada do crédito no país.

Comparando com dezembro de 2008, o pior mês da crise, julho teve um crescimento de 12%. Apesar disso, o setor industrial ainda não conseguiu recuperar as perdas acumuladas no processo e está 10,6% abaixo da produção histórica registrada em setembro do ano passado. Em relação a julho do ano passado, a redução é de 9,9%.

Fonte: Ag. Brasil

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Futsal de Masters inicia quinta edição com 32 gols em quatro jogos

Publicado por Administrador 31 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O 5° Campeonato de Futsal dos Mecânicos – Categoria Masters (acima de 35 anos) iniciou neste final de semana no sábado (29) com quatro jogos envolvendo oito das 10 equipes participantes inscritas. As partidas aconteceram intercaladas às partidas da Categoria Livre, que já está na segunda fase. Foram marcados 32 gols em quatro jogos, média de oito por partida. Veja abaixo quais as equipes participantes e seus grupos:

CHAVE – A
ELITE 2
ELEGANCE DESIGN INTERIORES
SCHNEIDER
USINAGEM  VIEIRA
SINOS B.K.SUL

CHAVE – B
BUSSCAR MATERIAIS
MOD.SANTO ANTONIO
BUSSCAR PLASTICO
MEGA TRICOLOR
LEAS/BASSO EC

Segundo o secretário de Esportes, João Luiz Vieira, os jogos foram bons, e mais importante que os gols é a participação dos veteranos na vida do Sindicato. “Queremos ver os companheiros junto com a gente, e pelo futsal reunimos centenas aos sábados, isso dá força para a direção continuar a luta”, destacou João Luiz. Veja abaixo os resultados da primeira rodada e a programação de jogos para o próximo sábado (5/9):

ELITE 2  0 X 5  ELEGANCE DESIGN  INTER 
BUSSCAR MATERIAIS  1 X 6  MOD SANTO ANTONIO 
BUSSCAR PLASTICO  3 X 9  MEGA TRICOLOR 
SCHNEIDER  7 X 1  USINAGEM  VIEIRA 
  
IIª  RODADA – DIA 5/9/2009 – (SÁBADO)

17:40 - SINOS B.K.SUL    X    USINAGEM VIEIRA 
17:40 – SCHNEIDER    X    ELITE 2 
18:30 - LEAS/BASSO EC    X    MEGA TRICOLOR 
18:30 – BUSSCAR PLASTICO    X    BUSSCAR MATERIAIS

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Piso Salarial será votado na Comissão de Economia da Alesc nesta quarta (2/9)

Publicado por Administrador 31 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir
O Projeto de Lei Complementar (PLC/0030.2/2009) que institui um Piso Salarial para Santa Catarina está tramitando na “Comissão de Finanças e Tributação”, cujo presidente é o deputado Silvio Dreveck e o relator o deputado Renato Hinnig, e ambos são contra a aprovação da matéria. A votação será realizada nesta quarta-feira, 2 de setembro, às 18h na sala das comissões da Assembléia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Na reunião anterior os empresários lotaram o plenário, e inclusive pediram para se pronunciar, e o movimento sindical foi minoria. Nesta quarta-feira os empresários estarão novamente mobilizados na Alesc e por a importância do movimento sindical estar presente neste dia, para que o projeto passe por mais esta Comissão e seja aprovado sem Emendas.
O projeto foi enviado pelo Governo do Estado após uma intensa campanha do movimento sindical catarinense com grande abaixo assinado e pressão para a aprovação de um piso salarial mínimo para os trabalhadores e trabalhadoras catarinenses.
Com informações do Dieese/SC
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CUT 26 anos: nas ruas, como sempre

Publicado por Administrador 31 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Na manhã da última sexta-feira (28/8), a Central Única dos Trabalhadores comemorou 26 anos de luta da mesma forma que construiu sua história: com mobilização. Cerca de duas mil pessoas partiram da região do Brás, na zona leste de São Paulo, onde fica a sede da CUT, e caminharam até a Praça Ramos, no centro histórico da capital paulista.

Saudados durante toda a passeata por moradores e pedestres, os manifestantes carregavam bandeiras e cartazes onde apontavam as principais reivindicações dos trabalhadores, como a redução da jornada sem redução de salários, o fim do fator previdenciário, a queda da taxa de juros e a defesa do pré-sal e da Petrobrás.

Ao passar pelos prédios da região central, a carreata que pintou as ruas de São Paulo de vermelho, foi recebida por uma chuva de papéis picados. Ao longo do trajeto, dirigentes da CUT Nacional, da CUT São Paulo e das principais categorias se revezaram no microfone do caminhão de som.

Em frente à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, local caracterizado como “covil do tucanato” pelo secretário de finanças da CUT, Vagner Freitas, os manifestantes agitaram bandeiras e levantaram faixas pela ratificação da Convenção 151 da OIT, que estabelece a negociação coletiva no serviço público. Vagner denunciou que o governo Serra mantém uma política de intransigência e arrocho salarial, que vai na contramão da valorização dos serviços e dos servidores, atentando contra os interesses da população.

O secretário geral da CUT Nacional, Quintino Severo, destacou o papel protagonista “de organização, mobilização e conquista” da Central, que honra com luta nas ruas e nos locais de trabalho a trajetória de militantes que deram as suas vidas, fazendo da Central a maior do país e a quinta maior do mundo.

O secretário de Políticas Sociais da CUT Nacional, Expedito Solaney, resgatou a importância da luta pela implantação do Piso Nacional da Educação e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), como políticas públicas fundamentais de inclusão e justiça social.

Conforme a secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, ao unir trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, do setor público e privado, jovens e idosos, a Central potencializa a ação coletiva, ampliando a pressão por um projeto de desenvolvimento

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, destacou a importância da melhoria dos salários para o desenvolvimento do Brasil. “O crescimento nacional deve muito ao fortalecimento do poder de compra dos trabalhadores. O aumento dos salários impacta na elevação do consumo, das vendas e da produção”, disse.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sintapi-CUT), Luizão Epaminondas, ressaltou em sua fala, na rua São Banto, que a atuação recente da Central em defesa da valorização das aposentadorias começa a reverter um processo de perda do poder de compra. “Muitas vezes as mudanças exigem muito tempo. Por isso, só uma entidade que se mantém coerente consegue visualizar o objetivo e alcançar”.

A secretaria geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira Leite, lembrou que, como a CUT, a categoria bancária aniversaria no dia 28, “lutando pela redução dos juros, das tarifas e do spread, para que o trabalhador não continue sendo penalizado pela postura do sistema financeiro”. Além da luta corporativa das nossas categorias, acrescentou o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, estamos juntos nas ruas defendendo uma política de desenvolvimento para o Brasil, com menos especulação e mais crédito para a produção.

Sobre o Viaduto do Chá, guardas civis metropolitanos em greve contra o sucateamento da categoria promovido pelo prefeito Gilberto Kassab, se juntaram ao ato. Diante da sede do gabinete de Kassab, o presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, destacou a dificuldade do governo paulistano em agir de forma democrática e ouvir os trabalhadores da segurança pública.

“Foi graças à aversão do prefeito ao diálogo que a GCM entrou em greve há uma semana. Nossos companheiros entregaram uma pauta ao poder público no início de abril e até agora não obtiveram qualquer resposta. Em nome dos trabalhadores da CUT, quero dizer que apoiamos a greve e não vamos abrir mão da negociação coletiva”, afirmou.

Representantes de sindicatos em campanhas salariais também integraram a manifestação e apontaram os principais pontos defendidos pelas categorias. Presidente da Confederação Nacional do Ramo Químico, Geraldo Melhorine Filho, destacou que “a partir do dia 1º de setembro, nenhum trabalhador do ramo farmacêutico deverá trabalhar mais de 40 horas semanais. Essa é uma conquista que queremos ampliar para outros setores”. “Temos que reduzir a jornada sem reduzir salários para podermos qualificar nossos companheiros, gerarmos emprego e principalmente, oferecermos mais qualidade de vida às pessoas”, destacou.

No ato de encerramento, o deputado federal e ex-presidente nacional da CUT, Vicente Paulo da Silva (PT-SP), lembrou das duras condições em que foi fundada a Central, na tensão dos preparativos pelo conflito com a ditadura militar, no frio que fazia em São Bernardo do Campo, na coleta solidária de roupas nas fábricas do ABC para vestir delegados e delegadas do Nordeste, e da determinação em “não ceder um milímetro na construção de uma central de base, democrática e comprometida com uma nova sociedade”.

Nesta semana, relatou Vicentinho, “vi com o coração batendo de alegria a presença da CUT no Congresso Nacional, com o companheiro Artur comandando o movimento sindical brasileiro na luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais”. De acordo com Vicentinho, é com compromisso militante com a classe e com o Brasil que a Central se renova, enfrentando a ira da direita e sua mídia, “como a Globo e a Veja, que não engolem os avanços de um governo presidido por um operário”, que são contra a soberania nacional, a Petrobrás e o controle social sobre o pré-sal.

Ao concluir o ato, o presidente nacional Artur Henrique reafirmou que a história da classe trabalhadora não poderia ser compreendida em toda sua extensão sem passar pela história da CUT, “o maior e mais poderoso instrumento de luta e de organização dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”. No período da manhã, em resposta a pergunta de um dos jornalistas presentes a encontro da imprensa com a Executiva Nacional, Artur já havia dito que a representatividade da CUT se mede não apenas pelo número de entidades, mas muito mais especialmente pelo número de associados voluntariamente a sindicatos cutistas. “Somos mais de 7 milhões.  De todos os trabalhadores que são filiados a alguma central, nós temos 39%. Pra se ter uma ideia, a segunda colocada tem só 11%”.

Artur atacou duramente as políticas neoliberais em curso no Estado de São Paulo, onde “o Serra vendeu o último banco público, continua diminuindo a estrutura dos serviços à população e, com a ajuda do prefeito Kassab, faz uma dobradinha de salários achatados para o funcionalismo”. Por outro lado, o presidente da CUT destacou o esforço do movimento sindical, e da CUT em especial, para construir um sólido aumento real para as aposentadorias acima de um salário mínimo já em 2010 e 2011 e novas regras para as futuras aposentadorias, que devem elevar os benefícios em até 39%.

“Nos firmamos cada vez mais como os representantes dos interesses gerais da classe, isso é um fato, mas também devemos lembrar que o ambiente para o diálogo e a negociação com o governo federal são os melhores na história republicana”, afirmou. E avisou: “No ano que vem a nossa Plataforma da Classe Trabalhadora para as Eleições 2010 estará nas ruas, e com ela vamos disputar os projetos políticos do País”.

Fonte: CUT

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Pré-Sal: Governo vai manter sistema de participação especial para estados produtores de petróleo

Publicado por Administrador 31 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Depois de cinco horas de reunião com governadores do Sudeste, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter o atual sistema de participações especiais para os estados produtores de petróleo, atendendo à reivindicação dos governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de São Paulo, José Serra, e do Espírito Santo, Paulo Hartung.

Esse modelo será mantido até o governo enviar um novo projeto de lei sobre o assunto ao Congresso Nacional.

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o único a falar após o jantar no Palácio da Alvorada, ficou acertado que o projeto de lei com o marco regulatório do pré-sal terá “ligeiras mudanças” em relação aos royalties e manterá o sistema de participações especiais, o que não estava previsto na proposta inicial do governo federal. Com essa decisão, os estados produtores receberão uma fatia maior dos recursos com a exploração do pré-sal.

“Introduziremos um dispositivo na lei dizendo que, até que o governo federal envie uma nova mensagem, ficará em vigor a lei atual”, explicou Lobão.

Pela Constituição, estados e municípios próximos aos campos são beneficiados por serem afetados pela exploração do petróleo, que demanda mais investimentos em infraestrutura e traz danos ambientais. O Rio de Janeiro, o Espírito Santo e São Paulo concentram as maiores reservas de petróleo da camada pré-sal e os governadores têm criticado a proposta do governo de partilha dos royalties.

Atualmente, 50% dos royalties e participações especiais vão para a União. Os estados produtores ficam com 40% e os municípios com 10%.

Perguntado se a decisão de manter o sistema atual não contraria a proposta do governo de partilhar os royalties entre a União, estados e municípios, inclusive os não produtores de petróleo, Lobão negou e disse que há mecanismos legais para o governo ter tomado essa atitude. O ministro afirmou que os governadores estarão no lançamento oficial do marco regulatório hoje (31). Nenhum dos três governadores falou com a imprensa após o jantar.

Fonte: Ag. Brasil

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Gripe A: aumento exagerado de produtos é crime, diz MP

Publicado por Administrador 24 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A 29ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com apoio do Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), recomendou, em reunião realizada no Edifício-Sede da Instituição com representantes de supermercados e farmácias, que os comerciantes não realizem o aumento arbitrário de produtos como luvas descartáveis, máscaras cirúrgicas e álcool 70%, único útil para a desinfecção.

O MPSC alerta que, segundo o Código de Defesa do Consumidor e a Legislação Federal, se estes aumentos forem praticados sem justificativa, o comerciante está cometendo um crime e fica sujeito a multas e a penas de até 5 anos de reclusão. A recomendação foi assinada pelo Promotor de Justiça Aor Steffens Miranda e entregue aos representantes da Associação Catarinense dos Supermercados (ACATS) e Conselho Regional de Farmácia (CRF). A recomendação também foi entregue aos representantes dos Procons Estadual e Municipal e da Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado, no sentido de que os órgãos intensifiquem a fiscalização aos estabelecimentos comerciais, inclusive distribuidores atacadistas.

Segundo o Promotor de Justiça, a recomendação é preventiva e busca evitar um problema que já ocorreu durante as cheias que assolaram o Estado em novembro de 2008, quando houve desabastecimento e aumento de preços injustificados para aproveitar de uma situação trágica para obtenção de lucro fácil. O Coordenador-Geral do CCO, Promotor de Justiça Rodrigo Amorim, completou ressaltando que as consequências do aumento abusivo destes produtos são extremamente graves, pois afastam da prevenção as camadas sociais mais carentes.

O Gerente do Procon Estadual, Sidinei Parisotto, informou que o órgão já realiza pesquisas de preços dos produtos e está atento, inclusive, a casos de retenção de estoque que visem provocar desabastecimento e consequente aumento de preço. O Gerente de Produtos e Serviços da Saúde da Vigilância Sanitária Estadual, Samir José Ferreira, se comprometeu, ainda, a emitir nota técnica para orientar estabelecimentos e consumidores quanto à qualidade e uso adequado do álcool. “Ao contrário do que muita gente pensa, o álcool 96º, apesar de mais concentrado, não é eficiente para esterilização, pois evapora muito rápido. O correto é usar o álcool com concentração de 70%”, explicou Ferreira.

Fonte: MP/SC

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“Redistribuir o tempo de trabalho”

Publicado por Administrador 24 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Avanços técnico-científicos deste começo de século criam nas sociedades modernas condições superiores para a reorganização econômica e trabalhista. De um lado, o aparecimento de novas fontes de geração de riqueza, cada vez mais deslocadas do trabalho material, impõe saltos significativos de produtividade. Isso porque o trabalho imaterial liberta-se da existência prévia de um local apropriado para o seu desenvolvimento, conforme tradicionalmente ocorre em fazendas, indústrias, canteiros de obras, escritórios e supermercados, entre tantas outras formas de organização econômica assentadas no trabalho material.

Com a possibilidade de realização do trabalho imaterial em praticamente qualquer local ou horário, as jornadas laborais aumentam rapidamente, pois não há, ainda, controles para além do próprio local de trabalho. Quanto mais se transita para o trabalho imaterial sem regulação (legal ou negociada), maior tende a ser o curso das novas formas de riqueza que permanecem -até agora- praticamente pouco contabilizadas e quase nada repartidas entre trabalhadores, consumidores e contribuintes tributários.

Juntas, as jornadas de trabalho material e imaterial resultam em carga horária anual próxima daquelas exercidas no século 19 (4.000 horas). Em muitos casos, começa a haver quase equivalência entre o tempo de trabalho desenvolvido no local e o realizado fora dele. Com o computador, a internet, o celular, entre outros instrumentos que derivam dos avanços técnico-científicos, o trabalho volta a assumir maior parcela no tempo de vida do ser humano.

De outro lado, a concentração das ocupações no setor terciário das economias. No Brasil, 70% das novas ocupações abertas são nesse setor. Para esse tipo de trabalho, o ingresso deveria ser acima dos 24 anos de idade, após a conclusão do ensino superior, bem como acompanhado simultaneamente pela educação para toda a vida.

Com isso, distancia-se da educação tradicional, voltada para o trabalho material, cujo estudo atendia sobretudo crianças, adolescentes e alguns jovens. Tão logo concluído o sistema escolar básico ou médio, iniciava-se imediatamente a vida laboral sem mais precisar abrir um livro ou voltar a frequentar a escola novamente.

Para que os próximos anos possam representar uma perspectiva superior à que se tem hoje, torna-se necessário mudar o curso originado no passado. Ou seja, o desequilíbrio secular da gangorra social. Enquanto na ponta alta da gangorra estão os 10% mais ricos dos brasileiros, que concentram três quartos de toda a riqueza contabilizada (“Os Ricos no Brasil”, Cortez, 2003), há apenas 6% da população que responde pela propriedade dos principais meios de produção da renda nacional (“Proprietários: Concentração e Continuidade”, Cortez, 2009).

Em contrapartida, a ponta baixa da gangorra acumula o universo de excluídos (“Atlas da Exclusão Social no Brasil”, Cortez, 2004), que se mantêm historicamente prisioneiros de brutal tributação a onerar fundamentalmente a base da pirâmide social. No mercado nacional de trabalho também residem mecanismos de profundas desigualdades, como no caso da divisão do tempo de trabalho entre a mão de obra.

Em 2007, por exemplo, a cada 10 trabalhadores brasileiros, havia 1 com jornada zero de trabalho (desempregado) e quase 5 com jornadas de trabalho superiores à jornada oficial (hora extra). Além disso, 4 em cada grupo de 10 trabalhadores tinham jornadas de trabalho entre 20 e 44 horas semanais, e 1 tinha tempo de trabalho inferior a 20 horas por semana.

O pleno emprego da mão de obra poderia ser alcançado no Brasil a partir de uma nova divisão das jornadas de trabalho, desde que mantido o nível geral de produção. A ocupação de mais trabalhadores e a ampliação do tempo de trabalho dos subocupados poderia ocorrer simultaneamente à diminuição da jornada oficial de trabalho e do tempo trabalhado acima da legislação oficial (hora extra). Com redistribuição do tempo de trabalho o reequilíbrio da gangorra social, torna-se possível.

Por Márcio Pochmann

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Analistas reduzem para 4,32% projeção da inflação este ano

Publicado por Administrador 24 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,37% para 4,32% neste ano, segundo o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central, elaborada com base em estimativas de analistas de mercado para os principais indicadores da economia. Para 2010, a expectativa permanece em 4,30%.

O IPCA é o índice escolhido pelo governo para a meta de inflação, que tem como centro 4,5% e margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A meta é válida para este ano e 2010.

O BC usa a taxa básica de juros, a Selic, para controlar a inflação e assim perseguir a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Em 2009, a Selic teve queda de 5 pontos percentuais e atualmente está em 8,75% ao ano. Os analistas não esperam mais cortes nos juros básicos neste ano. Em 2010, no entanto, a expectativa é que a Selic suba e encerre o período em 9,25% ao ano.

A projeção para o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) neste ano foi ajustada de 4,11% para 4,12%.

Os analistas de mercado esperam maior deflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste ano. As estimativas de queda desses dois índices passaram de 0,31% para 0,57% e de 0,63% para 0,73%, respectivamente.

Em 2010, a expectativa é de alta de 4,5% para o IPC-Fipe, IGP-DI e IGP-M.

A projeção para os preços administrados caiu de 4,25% para 4,20% em 2009 e permaneceu em 3,5% em 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo, entre outros).

Fonte: Ag. Brasil

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Piso Salarial em SC: relatório volta ao debate nesta quarta (26/8)

Publicado por Administrador 24 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Como todos sabem, o Projeto de Lei Complementar (PLC/0030.2/2009) que institui o Piso Salarial em Santa Catarina está tramitando em regime de urgência na Alesc, desde o dia 14/07. O projeto já foi aprovado por unanimidade na “Comissão de Constituição e Justiça”, está sendo discutido na “Comissão de Finanças e Tributação”, e ainda deverá passar pela “Comissão de Trabalho, de Admin. e de Serv. Public.” e “Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia”.

O relatório do deputado Manoel Motta na próxima quarta-feira, dia 26 de agosto, às 9h, na Sala das Comissões (Alesc). Os coordenadores da luta pelo Piso solicitam às entidades sindicais que estão engajadas na campanha pelo piso salarial, enviem seus dirigentes para acompanhar esta atividade na próxima quarta-feira. É muito importante nesta etapa a presença do movimento sindical na Alesc.

Na Comissão de Finanças
A tramitação do PLC que institui o Piso Salarial Estadual na Comissão de Finanças e Tributação gerou na semana passada um amplo debate entre seus deputados membros. A polêmica foi em torno do relatório apresentado por Manoel Mota que declarou não ser de competência daquela comissão, e sim da de Economia, a analise do PLC.

Os deputados Décio Góes e Kennedy Nunes sugeriram ao relator a inclusão do voto favorável da comissão e, ai sim, seu encaminhamento à comissão de mérito. Mota não aceitou a proposição, o que acabou provocando o pedido de vistas em gabinete do deputado Kennedy que tem até esta quarta-feira para reencaminhar a CFT. O objetivo é acrescentar a aprovação da comissão no relatório.
 
O projeto tramita em regime de urgência e ainda deverá passar pelas comissões de Economia e de Trabalho da Alesc. A previsão para a votação em plenário é para o dia 11 de setembro.

Fonte: Dieese

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Mantega vê Brasil preparado para novo ciclo de desenvolvimento

Publicado por Administrador 24 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta segunda-feira sua avaliação de que a economia brasileira está deixando a crise de forma antecipada e previu que o Brasil deve terminar o ano com de 600 mil a 800 mil novos empregos.

Em uma exposição sobre como o país enfrentou a crise econômica global, o ministro reafirmou que a economia brasileira estava bem preparada antes do abalo global e que por esse motivo o país é um dos primeiros a exibir uma recuperação.

“O Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair. Já estamos deixando para trás os índices negativos de crescimento”, afirmou Mantega durante abertura de um seminário econômico.

“Já estamos no limiar de um novo ciclo de desenvolvimento. Tivemos um ciclo de 2003 a 2008 e estamos preparados para outro”, disse o ministro, acrescentando que apenas 32 por cento da população brasileira sentiram os efeitos da crise.

De acordo com o ministro, a inflação este ano ficará abaixo do centro da meta do Banco Central, que é de 4,5 por cento e tem margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ele também afirmou que déficit nominal no final do ano será de 2,2 ou 2,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Mantega disse ainda que o Brasil está entre os países que menos precisaram gastar em pacotes de estímulo econômico para sair da crise e citou o volume das reservas internacionais para exemplificar a recuperação da economia. Segundo ele, o país entrou na crise com 250 bilhões de dólares em reservas internacionais e este mês chegou a 213,7 bilhões de dólares.

O ministro também voltou a creditar a expansão do crédito por parte dos bancos públicos como fator importante para ajudar o país a sair da crise, na contramão dos bancos privados, que, segundo o ministro, “foram conservadores” na oferta de crédito. “Se não fossem os bancos públicos, a recuperação da economia brasileira teria sido muito mais demorada”, afirmou.

Fonte: Ag. Estado

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