Aposentadorias: por aumento real, CUT vai ao Congresso
Nesta semana, após o feriado prolongado, o Escritório de BrasÃlia da CUT realiza panfletagem nos gabinetes de todos os deputados e senadores, em defesa da aprovação do acordo construÃdo entre as centrais e o governo federal para aumento real das aposentadorias e mudanças nas regras previdenciárias. O material que será distribuÃdo aos parlamentares é uma cartilha editada pela CUT, intitulada “Mudanças nas Aposentadorias. Saiba Mais”.
“O objetivo dessa ação no Congresso é reivindicar aos parlamentares que o projeto de lei que traduz nosso acordo seja apreciado e aprovado com a maior urgência possÃvel”, explica Antonio Lisboa do Vale, diretor executivo da CUT e um dos coordenadores do Escritório de BrasÃlia. “E também explicar e defender o conteúdo do acordo, que traz muitas melhorias e avanços em relação ao que temos hoje”, completa.
O acordo negociado entre centrais e governos prevê, entre as mudanças, que o aumento da expectativa de vida vai deixar de contar para fins previdenciários tão logo as mulheres atinjam 30 anos de contribuição ao INSS e os homens, 35.
Por exemplo, uma pessoa que se aposentasse aos 55 anos de idade em 1999, passaria a receber 84% do valor integral do benefÃcio a que teria direito. Já em 2008, uma pessoa em idênticas condições receberia só 72% do benefÃcio integral. Ou seja, atualmente, cada vez que aumenta a expectativa de vida, cai o valor dos benefÃcios de quem decide se aposentar antes de cumprir todas as exigências do fator previdenciário.
Em recente debate sobre aposentadorias, realizado no Sindicato dos QuÃmicos de São Paulo, o deputado federal Pepe Vargas (PT-RS) defendeu o acordo, transformado em projeto de lei, em primeiro lugar por preservar a polÃtica de valorização do salário mÃnimo, que rendeu um aumento real de 45% desde 2003.
Esclareceu também que o acordo traz benefÃcios para todas as aposentadorias e para todos os futuros aposentados. “Há outro projeto no Senado que só dialoga com a minoria que se aposenta por tempo de contribuição”, disse. Atualmente, apenas 26% daqueles que atingem a aposentadoria o fazem por tempo de contribuição.
Fonte: CNM/CUT
Quem diria! A CUT fazendo o papel de Judas. E deve ser por menos de 20 dinares.