Arquivo de abril 27th, 2010

Crise da Busscar: Empresa tenta reaproximação com Sindicato

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 (6) Comentários Imprimir

Ainda sem solução para a grave crise em que está mergulhada a Busscar Ônibus, através do seu Diretor Claudio Nielson,  tenta agora uma reaproximação com o Sindicato dos Mecânicos. Em contato telefônico com o presidente João Bruggmann, o diretor informou que estão tentando marcar audiência em Brasília e que gostariam que o Sindicato acompanhasse a comitiva, caso a agenda seja marcada.

O contato tenta corrigir o equívoco provocado pela Busscar no tratamento com o Sindicato que representa os trabalhadores, ignorando o apelo para reuniões produtivas e diretas para que se definisse uma saída para a crise. O descaso com o Sindicato e seus trabalhadores resultou no cancelamento da reunião que teria a presença dos representantes do Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, já que a empresa entende não ser importante e necessária a participação de entidades tão importantes na defesa dos direitos dos trabalhadores.

Para o presidente João Bruggmann, se houver a audiência e tiver objetivo definido, o Sindicato deve sim participar. “Nós temos a nossa opinião sobre essa crise, e ela se mantém igual. É preciso mudança na gestão da empresa, mas não é só da diretoria não, é preciso que seja geral em todos os níveis, além da participação dos trabalhadores, e todas as outras sugestões que demos. Não nos negaremos nunca a defender os trabalhadores e seus empregos, mas dentro de uma solução definitiva”, explicou Bruggmann.

Convênios liberados
A empresa, ou seus representantes, tem tentado jogar os trabalhadores contra o Sindicato no caso do bloqueio dos convênios, medida que foi tomada diante da apropriação indébita da Busscar dos valores correspondentes aos gastos feitos pelos trabalhadores, descontados na folha de pagamento, mas não repassados ao Sindicato, que é quem paga todos os fornecedores de farmácias, supermercados e muito mais.

“Os convênios via Sindicato foi a única coisa que restou para os trabalhadores da Busscar, que já cortou Unimed, farmácia e outros benefícios. Mas a empresa se apropriou do dinheiro dos trabalhadores que foi descontado na folha de pagamento e não repassou a nós para que honrássemos os compromissos. Por isso foi feito o bloqueio, para evitar novos gastos que inviabilizam a administração do Sindicato e pressionar a empresa a efetuar o pagamento. Agora que foi feito, está tudo normalizado. Esperamos que a Busscar pague em dia e não se aproprie mais do dinheiro dos trabalhadores”, detalha o presidente João Bruggmann.

Emails desrespeitosos
Outra atitude infantil e que pode acarretar processos judiciais são os emails desrespeitosos e com acusações falsas que estão sendo postados no site do Sindicato, certamente com orientação de alguns puxa-sacos que ajudam a afundar a Busscar na crise.

A maioria deles ataca pessoalmente o presidente João Bruggmann, e em outros o Sindicato, todos levianamente e com base em emails falsos facilmente obtidos na rede mundial de computadores. Esses emails e mensagens são todos rastreados pelo IP – endereço da máquina onde foram postados – e tem origem, quase todos eles, de dentro da empresa. Todas as medidas cabíveis para o caso serão tomadas nos próximos dias.

“Nosso papel é de defesa dos direitos dos trabalhadores. Não fosse a pressão do Sindicato com carro de som, entrevistas e outras ações, ninguém destes que nos atacam teriam recebido seus salários. Nada veio de graça, tudo depende da luta que travamos pelos empregos da Busscar, pelos direitos. E vamos continuar assim, mesmo que alguns teimem em defender o que é indefensável, a má-gestão que levou a empresa ao atual estágio”, dispara João Bruggmann.

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CUT/SC realiza a Marcha dos Catarinenses nesta quarta (28)

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Neste ano 2010, além dos inúmeros desafios específicos e próprios do movimento sindical, como a campanha nacional pela redução da jornada de trabalho para 40 horas e as inúmeras eleições sindicais, teremos as eleições gerais. Ou seja, é mais um ano de disputa de projetos de sociedade, disputa de concepções de desenvolvimento e de Estado.

A exemplo das marchas que anualmente realizamos a Brasília, quando pautamos as políticas em âmbito nacional, queremos realizar a Marcha dos Catarinenses, conforme deliberação do 10º Congresso Estadual da CUT – CECUT, unificando nossas bandeiras em um grande ato estadual.

Nosso objetivo é pautar nossas reivindicações também no âmbito do Estado, cobrando os compromissos do Governo Estadual e dos Gestores públicos municipais em relação às políticas públicas que atendam as demandas da classe trabalhadora, com investimentos de fato em políticas educacionais, de saúde, de segurança pública, de moradia, de fortalecimento da agricultura familiar; em políticas de geração de empregos e renda e numa política que garanta as condições dignas de trabalho aos servidores públicos  de todas as esferas de Governo. 

Com este propósito, estamos organizando e mobilizando a marcha junto às demais centrais sindicais e movimentos sociais, focando os eixos: saúde; redução da jornada para 40 horas; piso nacional dos trabalhadores da educação; piso estadual de salários; reforma agrária e política agrícola; pela valorização dos serviços e servidores públicos; contra a criminalização dos movimentos sociais, contra a corrupção.

Companheiros(as), vamos mobilizar e colocar nas ruas da capital o maior número possível de trabalhadores(as) e dar o recado que não admitimos desrespeito e retirada de direitos. Pelo contrário, queremos avançar, conquistando mais direitos.

A concentração na capital será no dia 28 de abril, com inicio às 13horas, na Praça Tancredo Neves, com termino previsto para as 16horas em frente a  Assembléia Legislativa de Santa Catarina – ALESC e Tribunal de Justiça .

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Política do PSDB pôs Brasil “no acostamento”, diz Dilma

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, alfinetou novamente hoje o adversário do PSDB, José Serra, e o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). A uma plateia de caminhoneiros que lotou o auditório do Senado, onde foi realizado o congresso da categoria, Dilma recorreu a expressões usadas por motoristas, como “roda presa”, para provocar o rival e dizer que a política do PSDB pôs o Brasil “no acostamento”. “Se caminhão parado não tem frete, o Brasil parado também não tem desenvolvimento”, afirmou a petista. “Tenho certeza de que vocês não vão permitir a volta do atraso e da estagnação.”

Mesmo sem citar os nomes de Serra e de Fernando Henrique, Dilma não deixou dúvidas sobre quem se referia. “O Brasil precisa impedir a volta daquela política de roda presa, que engarrafou o desenvolvimento e congestionou o progresso, a política que colocou o País no acostamento.” Aplaudida pelos caminhoneiros, a quem chamou de “queridos companheiros e companheiras”, Dilma afirmou que a categoria tem uma “generosidade imensa”.

Ao lado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e do pré-candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, a ex-ministra da Casa Civil fez promessas típicas de campanha: pregou a renovação da frota de caminhões e disse que o governo Lula foi o que mais atendeu às reivindicações da categoria, definidas por ela como “justíssimas”.

“Vamos pavimentar estradas da vida, e não da morte, estradas da liberdade, e não do sofrimento e dificuldades, estradas do desenvolvimento do nosso País, e não da estagnação”, discursou. Do Senado, a pré-candidata do PT foi para a Câmara, mas preferiu não caminhar do Salão Azul para o Verde. Embora o trajeto fosse curto, tomou um carro e, já no plenário da Câmara, participou da homenagem ao vice-presidente da República, José Alencar.

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Baile do Trabalhador com Corpo e Alma no Sítio Novo

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Nada melhor que comemorar o seu dia com uma grande festa não é mesmo? É isso que o Sindicato dos Mecânicos promove pelo sétimo ano consecutivo, em parceria com o Sinditex e Sindicato dos Metalúrgicos, com o Baile do Trabalhador marcando a passagem do Dia do Trabalhador – 1º de Maio.

O bailão será realizado no Centro de Eventos Sítio Novo – Av. Santos Dumont, próximo ao Aeroporto – a partir das 22 horas  com a Banda Signus. Depois, pela meia noite, a Banda Corpo e Alma anima o restante da noite varando pela madrugada festiva dos trabalhadores e trabalhadoras.

Os ingressos, somente para associados, começam a ser entregues dia 19 de abril – próxima segunda – das 8 às 18 horas na recepção da sede central do Sindicato – rua Luiz Niemeyer, 184 – Centro de Joinville. Os ingressos são gratuitos e limitados. Você trabalhador e trabalhadora associado ao Sindicato, não pode perder esta grande festa que visa homenagear a força e o talento de quem move o país.

Nos anos anteriores a média de participação é de 5 mil trabalhadores, o que deve se repetir este ano. Haverá segurança e organização para dar tranquilidade e conforto aos companheiros e companheiras. O CTG Sítio Novo oferece espaço amplo, com completo serviço de bar e cozinha, além de estacionamento compatível com a magnitude do evento. 

“O trabalhador que luta dia a dia pelo sustento da família merece essa festa, um verdadeiro congraçamento entre as famílias, uma bela parceria entre os Sindicatos. Esperamos todos e todas lá no Sítio Novo, para manter acesa a chama da nossa luta por mais e melhores direitos”, explica o presidente João Bruggmann. Para mais informações ligue 3027.1183.

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Relator propõe reajuste unificado de 7% para aposentadorias

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Os líderes partidários não chegaram a um acordo nesta terça-feira sobre o reajuste no valor das aposentadorias superiores a um salário mínimo, previsto na Medida Provisória 475/09. O relator da proposta e líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que vai propor um reajuste unificado de 7% (sem escalonamento).

O relator afirma que a expectativa é que a votação em plenário ocorra no máximo até amanhã à noite. “Chova ou faça sol, nós vamos votar nesta semana.”

Segundo Vaccarezza, o governo se mantém na defesa da sua proposta inicial (6,14%). “O Congresso continua sem se entender. Nós vamos debater e quero vencer com 7%. Se perdermos, o governo vai ver o que vai fazer”, afirmou o líder.

Vaccarezza destacou ainda que considera o reajuste de 7,7% (proposto pelas centrais sindicais) “um número cabalístico sem pé nem cabeça”. Segundo ele, a proposta de reajuste de 7% foi amplamente debatida com a área econômica, com o ministro da Fazenda e com o ministro da Previdência e é considerada viável do ponto de vista das contas públicas.

O líder do governo recuou em relação à proposta de índices escalonados, conforme o valor da aposentadoria. De acordo com essa proposta, os reajustes seriam de 7,7% para quem ganhasse até três salários mínimos e de 6,14% para quem ganhasse acima desse valor.

Pressão aumenta
A expectativa de votar a MP nesta semana aumenta a pressão sobre o deputado Cândido Vaccarezza. Os aposentados e pensionistas ligados à Força Sindical e CUT organizam um corpo-a-corpo para sensibilizar os parlamentares a favor do percentual de 7,7%.

No comando do movimento, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, acredita que a pressão de um ano eleitoral vai permitir a aprovação da aposta mais alta, que corresponde à recomposição da inflação mais 80% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Como o Congresso é contra o povo por natureza, só vota em ano eleitoral as coisas do povo, então ainda bem que tem eleição e por isso nós temos que pressionar e aproveitar o ano eleitoral para votar”, diz o parlamentar. Paulo Pereira afirma que o líder governista Cândido Vaccarezza está isolado dentro da base aliada com a manutenção da proposta de 7% de reajuste, como prevê em seu relatório.

Concordância do governo
No entanto, o líder do PT, deputado Fernando Ferro (PE), nega que o partido esteja isolado, e acredita que o avanço acima dos 6,14% foi feito com a concordância do próprio governo. “Existe uma preocupação numa tentativa de nos isolar na votação dessa matéria. Nós não ficaremos isolados até porque fomos nós que promovemos essa conquista, convencendo o governo e apresentando uma proposta”, diz Ferro.

Na avaliação do parlamentar, “o melhor é iniciar um processo de recuperação gradativa dos salários dentro dessa possibilidade do Estado, até porque nesse governo os aposentados não tiveram perdas.”

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Preconceito e desinformação prejudicam portadores de deficiência

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que a contratação de pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho caiu 7% no Brasil entre 2007 e 2008. A informação é da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape).

Para a entidade, a redução na contratação de deficientes é justificada por algumas empresas pela falta de mão de obra para dar cumprimento à Lei 8.213/1991, conhecida como Lei de Cotas, que estabelece um percentual de pessoas com deficiência a ser contratado pelas empresas.

O gerente de Inclusão e Capacitação Profissional da Avape, Marcelo Vitoriano, disse à Agência Brasil que a partir da ampliação da fiscalização implementada pelo Ministério do Trabalho, muitas companhias passaram a admitir deficientes em seus quadros, mas poucas se preocuparam  em criar uma gestão que contemplasse a retenção dessas pessoas e propiciasse a elas programas de educação continuada dentro das próprias organizações. “Ou seja, pessoas perderam o emprego por conta disso”.

Segundo a Avape, não falta mão de obra para preencher o que estabelece a Lei de Cotas no que diz respeito aos profissionais com deficiência. Vitoriano afirmou que a questão da discriminação melhorou, mas o preconceito ainda existe sob diferentes formas, entre elas a não realização de investimentos nas instalações físicas para dar acessibilidade aos portadores de deficiência, a compra de um software (programa de computador) para cegos, por exemplo. “Esse tipo de discurso é preconceituoso no sentido de não investir recursos para poder receber pessoas com diferentes perfis”.

O gerente da Avape lembrou, contudo, que  a educação e  a capacitação de pessoas é um problema ainda sério no Brasil, independentemente de elas serem deficientes ou não. Segundo a Avape, a não absorção no mercado de trabalho formal se agrava para as pessoas com deficiência intelectual, que apresentam alguma dificuldade de cognição ou de escolaridade. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 10% da população mundial têm algum tipo de deficiência. Desse total, 50% são indivíduos com deficiência intelectual.

“A gente percebe um movimento um pouco mais lento na contratação de pessoas com deficiência intelectual. Ainda hoje, elas integram a menor parte da população com deficiência contratada”, disse Vitoriano. Ele explicou que as pessoas confundem deficiência intelectual com doença mental, o que cria estereótipos negativos, associados à loucura, inibindo a contratação pelas empresas e prejudicando as pessoas portadoras desse tipo de problema.

O censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Brasil tem 14,5% de deficientes, o que equivale a 27 milhões de indivíduos. Considerando-se os dados da OMS, os deficientes intelectuais brasileiros seriam 13,5 milhões de pessoas, dos quais boa parte poderia estar trabalhando. Entretanto, apenas 2% estão empregados.

Números do Ministério do Trabalho  acumulados até março deste ano indicam que há no Brasil uma preferência pela contratação de tipos específicos de deficiência, informa a Avape. A maior contratação (47,5%) é feita com deficientes físicos, seguindo-se deficientes auditivos (32,5%) e reabilitados (8,4%), enquanto os deficientes intelectuais e visuais têm índices de apenas 5,8% e 4,7%, respectivamente.

A Avape defende que sejam realizadas pelo governo campanhas informativas que desmistifiquem os conceitos que muitas pessoas ainda têm sobre os deficientes intelectuais e visuais. “Você só desmistifica e quebra preconceitos com muita informação”, afirmou Marcelo Vitoriano. Ele sugeriu que os ministérios da Saúde e do Trabalho se engajem nesse tipo de campanha, para mostrar à sociedade que esse deficiente pode exercer muitas funções em empresas como restaurantes, bancos e, inclusive, montadoras de automóveis, “respeitadas as suas características”.

Desde que foi criada em 1982, a Avape já conseguiu colocar no mercado de trabalho 15 mil pessoas com deficiência. De acordo com a Rais, o estado de São Paulo, pela sua característica industrial muito forte, é o maior empregador de pessoas com deficiência no país, passando de 600 indivíduos em 2001 para 112,1 mil no ano passado. Em outros estados, contudo, foram registradas quedas na contratação. 

As maiores baixas são observadas em Goiás (76,9%), na Bahia (50,3%) e em Mato Grosso do Sul (26,8%). Vitoriano comentou que falta a esses estados iniciativas voltadas à promoção e defesa dos deficientes, além de maior fiscalização por parte do Ministério Público, como já ocorre na capital e no estado de São Paulo. “A gente espera que  esse movimento vá também para outros estados”, afirmou.

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Acidente de Trabalho: Centrais querem mudar legislação

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Esta quarta-feira, 28 de abril, Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidente de Trabalho será marcada por iniciativas que buscam melhorar a legislação sobre a saúde dos trabalhadores.

Parlamentares e representantes das centrais sindicais vão apresentar várias propostas de reformulação da legislação previdenciária, com o objetivo de aperfeiçoa-la, ampliar e garantir os direitos constitucionais dos trabalhadores vítimas de acidentes do trabalho no Brasil.

As centrais também realizarão ato público com o objetivo de denunciar a irresponsabilidade dos patrões com relação aos acidentes e doenças do trabalho. Os dirigentes vão também cobrar do Estado nas esferas municipais, estaduais e federal ações de proteção a saúde do trabalhador e apoiar o fortalecimento das organizações que lutam pela melhoria da saúde e das condições de trabalho.

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Justiça mantém proibida venda do Toyota Corolla em MG

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A juíza Mariangela Meyer Pires Faleiro, titular da 7ª Vara de Fazenda Pública Estadual e Autarquias, negou hoje pedido de liminar da Toyota do Brasil e de mais nove revendedoras para que a proibição da venda do modelo Corolla em Minas Gerais fosse considerada ilegal. O Ministério Público, por meio do Procon estadual, determinou na última semana a suspensão da comercialização do modelo em todo Estado. Com isso, continua mantida a decisão administrativa cautelar, assinada pelo promotor Amauri Artimos da Matta, tomada após alguns modelos terem apresentado problemas de aceleração contínua.

A proibição passou a valer na última quinta-feira. Após a decisão do MP mineiro, a Toyota se comprometeu a fazer um recall em todo o País para verificação dos tapetes do Corolla, o que deverá envolver mais de 100 mil veículos.

O mandado de segurança com pedido de liminar contra o ato que proibiu a venda do modelo foi impetrado na última sexta-feira. Segundo o Fórum Lafayette, a fabricante e as revendedoras argumentaram que a medida é ilegal, pois fere princípios constitucionais, inclusive o da livre iniciativa e da ampla defesa. Alegaram que antes do término do prazo para a apresentação de defesa administrativa, ocorreu a aplicação da penalidade – a suspensão da venda. Os autores da ação alegaram também que até o momento não tiveram acesso aos documentos contidos no processo administrativo.

Omissão

Na decisão, a magistrada citou o decreto federal 2.181, de março de 1997, que dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e garante a aplicação de medidas cautelares quando as regras do Código de Defesa do Consumidor não forem observadas. Para a juíza, o Procon estadual tem “competência para a instauração de processo administrativo, bem como para a aplicação de penalidades”.

A magistrada endossou a conclusão do MP, de que a fabricante teria apresentado um comportamento “omissivo” diante do problema. Ela lembrou que a decisão administrativa foi tomada após o depoimento de pelo menos três proprietários do Corolla, que relataram acidentes causados pela aceleração indevida do carro, em razão do deslizamento do tapete e o travamento do pedal do acelerador. Segundo a juíza, a Toyota não negou a ocorrência do defeito, mas também não tomou nenhuma “medida efetiva e segura” para proteger os consumidores.

“Diante da demora por parte da montadora Toyota do Brasil em dar uma solução para o caso, presente ainda o risco à vida e segurança dos consumidores que possuem e que venham a adquirir veículos modelo Corolla, outro caminho não resta senão o de assegurar eficácia à decisão proferida pelo promotor de Justiça de Defesa do Consumidor do Procon Estadual”, concluiu a juíza no seu despacho

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Após seis anos, Mercosul e União Europeia retomam negociações

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O Mercosul e a União Europeia retomaram as negociações para um acordo de comércio, informou nesta terça-feira (27) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Segundo ele, as tratativas estavam paradas desde 2006.

“O Mercosul já fez concessões. Vamos lá nos próximos dias para ver o que a União Europeia vai fazer”, disse ele, acrescentando que o processo acontece em paralelo com as negociações da rodada de comércio de Doha.

Miguel Jorge afirmou, porém, que as negociações com a União Europeia estão em “estágio inicial”. “Fizemos concessões na área de industrial e esperamos concessões na área agrícola. É preciso fazer um acordo, mas estamos no começo das discussões. Não esperamos fazer um acordo no curto prazo. É difícil sair ainda em 2010″, afirmou ele.

Investimentos
Miguel Jorge se reuniu nesta terça-feira, em Brasília, com ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Rainer Brüderle, para tratar de investimentos alemães no Brasil. Segundo ele, há interesse de empresas alemãs em investir em infraestrutura no país, o que incluiria os projetos para a Copa de 2014, para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, além de outros setores, como defesa.

Segundo o ministro brasileiro, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) vai ser o ponto de contato entre as empresas alemãs e brasileiras. “Ela fará os contatos necessários para saber quais são os interesses das empresas alemãs e as oportunidades que existem no Brasil.  Tomamos decisões para operacionalizar os contatos entre as empresas, não só para Copa e Olimpíadas, mas para os outros projetos”, disse ele.

De acordo com o ministro alemão, Rainer Brüderle, os temas de transporte são importantes. “Há decisoes importantes que vão ter de ser tomadas, como sobre o trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo. E aí levanta-se a questão se é melhor usar um trem de limitação mais magnética, ou um sistema roda trilho. Ainda estamos trocando impressões”, disse ele.

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Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes do Trabalho

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

No dia 28 de abril, Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidente de Trabalho, a CUT e as demais centrais (CTB, CGTB, Força, NCST e UGT) estarão em Brasília para a realização de um ato público e  reunião com o deputado Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados, onde haverá a protocolização das propostas em projetos de lei para alterações de artigos da Lei 8213/91. 

Além do ato nacional, que contará com a participação do presidente da CUT, Artur Henrique e do secretário de Saúde do Trabalhador, Manoel Messias, a CUT também convoca às Estaduais, Ramos e Sindicatos a desenvolverem atividades em defesa da saúde do trabalhador na semana de 28 de abril.

O objetivo é denunciar a irresponsabilidade do setor patronal no que diz respeito aos acidentes e doenças do trabalho; cobrar do Estado na esfera municipal, estadual e federal ações efetivas de proteção a saúde do trabalhador; apoiar as lutas dos trabalhadores e o fortalecimento de suas organizações pela melhoria da saúde e condições de trabalho – como a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), Sistema Único de Representação (SUR), Comissão de Fábrica e outros.

No Brasil, só no ano de 2008 foram registrados 747 mil de acidentes de trabalho com 2.757 mortes e 12.071 casos de trabalhadores/as que sofreram incapacidade permanentemente. Todos os anos são gastos bilhões em recursos públicos com os acidentes de trabalho. Em 2008 foram 46 bi, com a assistência médica, benefícios por incapacidade temporária ou permanente, e pensões por morte de trabalhadores e trabalhadoras vítimas das más condições de trabalho. Embora dramáticos, esses dados abrangem tão somente trabalhadores regidos pela CLT, ou seja, trabalhadores públicos, autônomos e informais estão fora das estatísticas. 

No último período, as doenças relacionadas com o trabalho tiveram maior visibilidade nas estatísticas com a implantação no Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), metodologia que cruza os afastamentos por doenças com o código de atividade da empresa, gerando dados mais próximos da realidade e, ao mesmo tempo, denunciando a fragilidade dos sistemas de prevenção das empresas. O NTEP atende parcialmente a uma antiga reivindicação do movimento sindical, de enfrentar a sonegação da emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) por parte das empresas. 

História 
A data de 28 de Abril, em memória das vitimas de acidentes de trabalho surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical, espalhando-se por diversos países através de sindicatos, federações, confederações locais e internacionais. 

O dia foi escolhido em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos no ano de 1969. A OIT, desde 2003, consagra a data à reflexão sobre a segurança e saúde no trabalho. 

Em maio de 2005, a data de 28 de Abril foi instituída no Brasil como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, pela Lei nº 11.121.

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