Arquivo de abril, 2010
Sindicato convoca assembleia geral para sábado – 1º Maio em São Bento do Sul
O Sindicato dos Mecânicos decidiu marcar para sábado – 1º de Maio, dia do Trabalhador – a assembleia geral da Campanha Salarial 2010/2011 de São Bento do Sul, para analisar e votar sim ou não para a contraproposta patronal.
A assembleia está marcada para às 9 horas em primeira convocação e 9:30 horas em segunda convocação na sede do Sindicato dos Moveleiros – rua Francisco Engel, 33 – próximo à Sociedade Bandeirantes no centro de São Bento do Sul.
Neste ano as negociações no Planalto Norte foram mais difíceis, mas os números que podem ser apresentados até o dia da assembleia devem avançar. “Penso que estamos próximos do acordo, e na assembleia vamos colocar em votação, buscando sempre o melhor para os trabalhadores, como fazemos todos os anos”, explica o presidente do Sindicato, João Bruggmann.
Dominó: Torneio de Duplas já está com inscrições abertas
Um dos esportes de mesa mais praticados no estado, o dominó, já tem data marcada para ser realizado: dia 12 de junho, um sábado. Este é mais um grande evento esportivo do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região que será realizado pela sexta vez.
Espera-se um número expressivo de duplas inscritas a participar, que podem ser mistas. A premiação será novamente expressiva com troféus, mais carne e caixas de cerveja em lata do primeiro ao quarto lugar. Os interessados devem fazer contato com o diretor esportivo do Sindicato, João Luiz, no Centro Esportivo.
As inscrições já estão abertas e vão até o dia do torneio às 8 horas da manhã, quando será realizado o sorteio das duplas.
Colônia de Férias recebe investimentos
A Colônia de Férias do Sindicato dos Mecânicos localizada na praia de Itaguaçú em São Francisco do Sul na estrada do Forte, distante apenas 40 km de Joinville, está recebendo mais investimentos, agora no aumento do reservatório de água.
Há três anos a diretoria do Sindicato quase dobrou a capacidade de armazenamento de água na Colônia, passando de 25 mil litros para 45 mil litros. Agora o investimento mais que dobra a água disponível para os associados e seus dependentes, principalmente no verão. As obras estão sendo realizadas em uma nova caixa d’água que terá capacidade de reservar 62 mil litros de água.
Assim a Colônia de Férias passa a ter mais de 100 mil litros de capacidade de armazenamento de água potável, suficiente para atender à demanda do grande número de pessoas que a utilizam anualmente. “Estamos trabalhando para manter o patrimônio dos trabalhadores em dia, e cada vez melhor”, diz o presidente João Bruggmann, que também avisa que logo serão feitos novos investimentos na Colônia, ainda antes do verão.
Campanha Salarial: Assembleia aprova 6% e Piso Único de R$ 685,00
Os trabalhadores da categoria mecânica de Joinville e Região aprovaram em assembleia geral realizada no sábado (24) pela manha no Centro Esportivo do Sindicato a contraproposta patronal de 6% de aumento salarial – 0,7 ponto percentual sobre a inflação entre abril/2009 e março/2010. O índice têm de ser aplicado nas folhas de pagamento de abril que serão pagas até o quinto dia útil de maio.
Outro avanço conquistado pela categoria foi o Piso Único no valor de R$ 685,00, uma conquista importante para uma grande massa de trabalhadores que antes recebiam na contratação o valor de R$ 511,00, ou ainda R$ 630,00 após a experiência. “Arrancamos um reajuste significativo para os trabalhadores, já que elevamos em 34,2% o Piso, que agora é único, e 8,8% aproximadamente se levarmos em conta o Piso que existia após a experiência. Esse avanço vai possibilitar reflexos fortes em todos os salários da categoria, pois eleva o nível em todos os sentidos”, destaca o presidente do Sindicato, Joao Bruggmann. O Piso Estadual de Salários aprovado em 2009 e já em vigor determina um Piso de R$ 679,00 para a categoria.
As demais cláusulas sociais permanecem todas, inclusive a Pré-Aposentadoria, que é um benefício obrigatório de estabilidade no emprego para quem tem 10 anos na empresa e está a dois anos de se aposentar. Outras categorias que estão em negociação coletiva no momento ainda não conseguiram avançar no índice de aumento salarial e também no Piso.
“Não é o que merecemos e o que queríamos, mas é um passo importante na medida em que a participação dos companheiros nas assembleias e negociações tem sido baixa. Quanto menos mobilizados, perdemos força na mesa de negociações. Mas o importante é que o Sindicato continua a lutar por mais e melhores salários e benefícios para a categoria. Agora vamos nos concentrar na negociação coletiva em São Bento do Sul que está emperrada”, finaliza João Bruggmann.
Crise da Busscar: Sindicato cancela reunião e vai entrar com ação na justiça
A diretoria do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região decidiu cancelar a reunião com a empresa Busscar Ônibus que aconteceria na próxima quinta-feira (22) às 9:30 horas na sede da Associação Empresarial de Joinville (Acij). O motivo do cancelamento foi a entrega de um comunicado da empresa no fim da tarde desta terça-feira na sede do Sindicato onde, além de mudar o local da reunião para o Hotel Le Canard após ter solicitado ao Sindicato que indicasse o lugar do encontro, não aceita a participação de outras entidades – Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho – na reunião, e indica quatro pessoas que não tem poder acionário e tampouco de decisão sobre os rumos da empresa para sair da crise, conforme o Sindicato dos Mecânicos já indicou repetidas vezes nos últimos meses. No comunicado a Busscar diz ainda que “não vê sentido na participação de outras entidades na reunião”, ou seja, na solução da crise que a está levando a um quadro de falência.
Diante dessa escolha da empresa em continuar o seu caminho solitário de gestão desastrosa, do desrespeito com os trabalhadores e trabalhadoras que dedicam e dedicaram anos de suas vidas ao crescimento da Busscar e ao Sindicato que os representa, e também ao descaso para com diversas pessoas que já empenharam seus esforços no setor político, empresarial e sindical para que a mesma empresa saísse do quadro de falência em 2003/2004 com apoio do BNDES e outros bancos e entidades, o Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região deseja sucesso aos acionistas que comandam a Busscar na busca por essas saídas mirabolantes que tentam vender à sociedade, mas afirma que vai lutar com todas as armas existentes, judiciais e extra-judiciais, para resguardar os direitos dos trabalhadores da empresa em relação ao 13º. Salário, FGTS, INSS e outras verbas que estão em atraso há longos meses somando cifras no montante de milhões de reais.
“A Busscar escolheu o seu caminho. Nós, que já fomos parceiros na sua recuperação no passado recente, e também agora na busca por soluções definitivas para a marca, seus trabalhadores e a sociedade joinvilense, decidimos cuidar do nosso caminho que é a defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores que está sendo agredido há meses. Nos sentimos desrespeitados diante das enrolações e adiamentos sucessivos, e agora da não presença do senhor Claudio Nielson e os outros acionistas na reunião que buscaríamos resolver o atual quadro. Por isso vamos já no início da próxima semana entrar com ação judicial com nosso departamento jurídico visando resguardar os direitos dos nossos trabalhadores, que é quem defendemos e vamos continuar a defender ainda mais a partir de agora”, afirma o presidente do Sindicato João Bruggmann.
Centrais Sindicais criam o Fórum de Saúde do Trabalhador
As Centrais Sindicais decidiram criar o Fórum de Saúde do Trabalhador, que reunirá os representantes dos departamentos de saúde das entidades. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat) também farão parte do Fórum.
“Estavam acontecendo uma série de iniciativas, mas eram isoladas. O Fórum vai centralizar tudo em uma instância só com um conjunto de iniciativas, integrando as discussões sobre o Conselho Nacional de Saúde, comissões tripartite, Agência Nacional de Saúde Suplementar e Observatório de Saúde do Trabalhador. É mais um passo à frente no trabalho unitário”, afirmou o representante da CGTB, Jorge Venâncio.
Organização - O Fórum terá uma secretaria executiva para encaminhar as decisões, com rodízio entre a CGTB, CUT, Força Sindical, CTB, NSCT e UGT. A próxima reunião será no dia 4 de maio.
Da Ag. Sindical
Fidel diz que Cuba é vítima de chantagem internacional
O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, afirmou hoje que Cuba não cederá à chantagem e ao que considera uma campanha internacional feita contra seu regime. Fidel disse num dos seus habituais artigos, chamados “Reflexões” e publicados na imprensa local, que a Revolução Cubana teve seus “erros e acertos”, mas que ele se manteve fiel a uma política baseada em princípios. A Revolução Cubana, afirmou, “nunca cedeu e não cederá ante à chantagem e ao terror midiático”.
Nas últimas semanas, o governo cubano denunciou uma suposta campanha, que seria orquestrada pelos Estados Unidos e a União Europeia, contra a ilha. Segundo as acusações de Cuba, a campanha teria sofrido uma escalada após a morte, por causa de uma greve de fome, do preso político Orlando Zapata, em fevereiro deste ano.
O presidente cubano Raúl Castro, irmão de Fidel, afirmou em discurso no começo de abril que a morte de Zapata “foi algo manipulado com cinismo”, bem como a greve de fome de outro preso, Guillermo Fariñas, que está na terapia intensiva e sendo alimentado artificialmente.
Fidel dedicou também boa parte da coluna a seu amigo e aliado Hugo Chávez, presidente da Venezuela, que visitou Cuba na quinta-feira e teve uma reunião com ele e com Raúl.
O ex-líder afirmou que Chávez é, atualmente, “a pessoa que mais preocupa ao império (aos EUA, segundo ele), pela sua capacidade de influenciar as massas” e pelos “imensos recursos naturais” do seu país.
Fidel não sai de casa desde que ficou gravemente doente há quase quatro anos. Em fevereiro de 2008, Raúl foi escolhido para governar a ilha, mas Fidel manteve o cargo de primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba.
Do Estadão
OIT: G20 salvou 21 milhões de empregos
Os países do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) salvaram ou criaram 21 milhões de empregos em 2009 e 2010 com as políticas para lidar com a crise econômica, informou nesta segunda-feira a OIT (Organização Internacional do Trabalho), agência da ONU (Organização das Nações Unidas).
Um estudo da OIT pediu ao governantes do G20 para não acionarem as estratégias de saída das medidas extraordinárias de estímulo prematuramente.
O material, preparado para um encontro dos ministros do Trabalho e Emprego em Washington nos dias 20 e 21 de abril, reconhece, contudo, a necessidade de uma consolidação fiscal.
“O crescimento permanece frágil e a demanda do setor privado segue fraca em muitos países”, disse a OIT.
“Medidas que deem suporte à proteção social e ao emprego devem ser mantidas até que o crescimento do emprego ganhe um fôlego mais significativo”, diz o organismo em comunicado sobre o estudo.
Condições fracas no mercado de trabalho que acumularam desde a segunda metade de 2008 permanecem elevadas no primeiro trimestre de 2010, apesar do início da recuperação econômica.
Fonte: Reuters
Líder de pescadores vive escondido por ser contra a TKCSA
Refugiado em seu próprio país. Assim se sente Luís Carlos de Oliveira, de 59 anos. Este pescador não vê a mãe, o pai, irmãos e filhos há exatamente um ano. Longe do local onde nasceu, cresceu e começou a exercer sua profissão, ainda aos nove anos, ele tenta se fortalecer e fugir da solidão tomando nota de pensamentos em um caderninho.
“A vida parece uma pista de corrida cheia de desejos e obstáculos. Basta ultrapassá-los. Nunca fui muito de escrever, mas agora tenho sentido vontade. É importante registrar a luta contra os desmandos dessa empresa”, conta, referindo-se à ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), cuja construção na baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, vem afetando seriamente o meio ambiente e a comunidade local, segundo movimentos sociais da região.
Sair de Jesuítas, no bairro Santa Cruz, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, não foi uma escolha, mas sim uma imposição do atual modelo de desenvolvimento implantado no país. Desde o início das obras da TKSCA, ele e outros pescadores foram responsáveis por motivar a população local a reivindicar seus direitos.
Ameaça de morte
À frente da Associação dos Pescadores dos Cantos dos Rios (Apescari), Luís Carlos organizou manifestações no mar e na porta da transnacional. Com as denúncias sobre o envolvimento de milicianos na segurança da empresa, a devastação ambiental e o uso privado de locais que eram excelentes viveiros de pesca, o pescador passou a ser ameaçado de morte.
A coerção, que primeiro era feita cotidianamente por telefone, passou a ser presencial. Certa vez, ao sair de casa, um carro encostou-se no dele, o vidro baixou e lhe mostraram uma arma. “Senti como um aviso de morte e tive que sair de casa de vez. Depois que fui embora, eles foram até a minha casa três vezes, perguntaram por mim no entorno. Chegaram a entrar e queimar roupas no quintal. O preço de enfrentar a destruição que essa empresa trouxe tem sido muito alto. Com certeza esse é o maior obstáculo que eu já enfrentei na vida”, admite, com a voz embargada.
Emoção e coragem são características bem perceptíveis neste pescador, que precisa usar cadeira de rodas para se locomover. As pernas secas por uma paralisia infantil, adquirida aos dois anos, nunca o impediram de levar uma vida de conquistas, mesmo com tanto sofrimento. Esteve internado dos sete aos 12 anos e teve que estudar no hospital.
Mas ele não traz à memória apenas lembranças tristes da juventude. Imagens de uma baía de Sepetiba farta e bonita não faltam. “Quando era pequeno, o médico me recomendou passar a lama medicinal do mangue e das praias nas pernas. Ficava de lama até a cintura. Era ótimo, muito bom para circulação. Agora está tudo contaminado de metal pesado, tudo sujo, os peixes estão mais uma vez morrendo”, compara.
Proteção federal
Hoje, Luís Carlos faz parte do Programa Federal de Defensores dos Direitos Humanos, que, além de um local seguro de moradia, disponibilizou um salário mínimo para sua sobrevivência. “Eu mando todo o dinheiro do Programa para a minha família. Por ser cadeirante, também recebo um salário mínimo pela Previdência. É com ele que tenho vivido, já que ainda não consegui reestruturar minha vida”.
Antes de ter sua atividade econômica totalmente inviabilizada com a chegada da empresa, o pescador chegou a obter, apenas com a pesca, renda de cinco salários mínimos. O barco de trabalho, construído por ele mesmo com a ajuda de um companheiro de profissão, hoje está danificado. “Fora da baía meu barco rachou, não serve mais. Gostaria de conseguir um novo, arrumar outro local para poder pescar. Não gostaria de ficar por muito mais tempo nessa situação. Foi com trabalho que consegui tudo na vida”, conta.
Invisível
O desrespeito aos modos de vida dos pescadores dentro de seu próprio país deixa Luís Carlos inconformado. Mesmo tendo participado de audiências públicas no Rio e em Brasília, mandado cartas ao Ministério Público e conversado com jornalistas de grandes meios de comunicação, suas denúncias contra a empresa nunca ganharam a devida visibilidade.
“O que se passa na baía de Sepetiba foi parar nos jornais da Alemanha. Tive mais voz no parlamento alemão do que no brasileiro. Já fui duas vezes a Brasília, tentei falar com o presidente Lula e ele nunca me recebeu. Tentei falar com o ministro da Pesca e mandaram o secretário conversar comigo. Pedi que olhassem para a baía de Sepetiba, para a população que vai ficar doente com tanta poluição. Nada aconteceu”, relata.
Luís Carlos acredita que não mais poderá voltar a viver em Santa Cruz. Longe da baía de Sepetiba, sente saudade de sua rotina: levantar todos os dias às cinco da manhã, sair para pescar e voltar apenas no final da tarde com o barco cheio de tainhas, corvinas, pescadas, guaibiras e piraúnas. A diferença entre esta e as outras histórias de pescador é que ela não é engraçada, não possui floreios ou traços de ficção. Quem dera tivesse.
Da Brasil de Fato
Celesc terá que adquirir sistema de segurança do trabalho
A juíza Ângela Maria Konrath, da 1ª Vara do Trabalho de Florianópolis, deu prazo até 23 de abril para a Celesc comprovar o cumprimento integral da decisão liminar proferida em julho do ano passado, atendendo pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Ação Pública proposta em 2005 para fazer cumprir as normas de segurança do trabalho pela estatal de energia e suas contratadas.
Sob responsabilidade da procuradora chefe do MPT em Santa Catarina, Cinara Sales Graeff, a ACP foi gerada por notícias da imprensa e denúncias do Sindicato dos Eletricitários sobre frequentes acidentes de trabalho de alta gravidade e com mortes, principalmente envolvendo terceirizados que operam nas linhas de alta tensão do sistema de distribuição de energia.
Entre as determinações da liminar, está a aquisição e implementação de sistema tecnológico avaliado em R$ 15 milhões para envio e armazenamento de ordens de serviço ao pessoal, através de comunicação por rádio digital. O atual sistema da empresa tem 14 anos de uso contínuo e está totalmente defasado.
Só neste ano, já foram registrados dois óbitos de trabalhadores terceirizados enquanto realizavam serviços em rede energizadas. Entre abril e novembro de 2009, quatro trabalhadores morreram em decorrência de acidentes de trabalho.