Arquivo de maio 25th, 2010

Crise Busscar: Sindicato acampa em frente à empresa e entra com ação cautelar

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 (7) Comentários Imprimir

A partir do não pagamento dos salários de abril e também da segunda parcela seguida das rescisões do Programa de Demissão Voluntária (PDV) proposto e bancado unicamente pela Busscar, sem contar o atraso de seis meses do décimo-terceiro salário de 2009, FGTS e tudo o mais, a diretoria do Sindicato resolveu acampar em frente à empresa buscando respostas definitivas para resolver a crise.

A medida é mais uma forma de pressionar e sensibilizar os acionistas a tomar a decisão de salvar a Busscar, salvando também seus empregos, mas pagando os salários de seus trabalhadores em dia, décimo-terceiro, FGTS, e colocando a produção a andar. O Sindicato entende que as atitudes sonhadoras em favor do IPI não são de resultado imediato. E que os pleitos junto ao BNDES não caminham por falta de garantias reais.

Diante disso, a solução mais racional é a mudança de gestão com a entrada de novos sócios, novos administradores, e com a participação dos trabalhadores em um conselho de administração. Afinal, há dinheiro público investido nesta empresa há pelo menos sete anos. Essa semana o grupo de trabalhadores conseguiu apoio de políticos e está levando os trabalhadores à Brasília para falar com o presidente Lula. O Sindicato entende a ansiedade, deseja sorte e boa viagem a quem vai, mas acredita que a solução está aqui em Joinville.

Pelo menos até sexta-feira desta semana o Sindicato manterá uma tenda e diretores para atender os trabalhadores da Busscar, tirar dúvidas, esclarecer de forma transparente o quadro atual. Na semana que vem já terá mais um salário a pagar, e a empresa sequer deu datas ainda para que isso se realize. Enquanto isso, já tem famílias com água e luz cortadas, sem crédito para comprar no mercado, alguns até com ação de despejo.

Convocando trabalhadores
O Sindicato está usando três rádios comerciais para chamar os trabalhadores da Busscar para a frente da fábrica durante esta semana para conversar e apoiar a pressão em favor dos seus salários e direitos. Comerciais de 30 segundos estão sendo disparados durante dois dias. Além disso um carro de som corre os bairros fazendo a convocação, e o boletim eletrônico chama os cadastrados para recebe-lo via site.

“Sabemos a nossa responsabilidade, e não vamos arredar dela mesmo que para alguns olhos pareça que não. Vamos defender até o fim os direitos dos trabalhadores, seus salários, FGTS, qualidade no trabalho, e também a manutenção dos empregos, mas com razão, sem paixões, religiões e política no meio. Inclusive entramos com uma ação cautelar para resguardar os direitos dos trabalhadores em caso de um final nada feliz”, ressaltou o presidente João Bruggmann.

Ação Cautelar
Preocupados com o andamento da crise da Busscar e visando resguardar os direitos de todos os trabalhadores da empresa em caso de uma situação de falência, os diretores do Sindicato decidiram entrar com uma ação cautelar junto a Justiça do Trabalho para que os bens das nove empresas e também dos acionistas não sejam vendidos, ou alienados, e assim os trabalhadores não tenham segurança de receber seus créditos.

A ação, que corre sob o número 02207-2010-030-12-00-5 na 4ª Vara do Trabalho de Joinville, teve um pedido de liminar negado, por ora, pelo Juiz do Trabalho Nivaldo Stankiewicz, que entretanto mandou notificar as empresas Busscar Ônibus S/A, Busscar Ônibus Unidade Plástico, Climabuss Ltda, Tecnofibras S/A, Nienpal Empreendimentos e Participações, Lambda Participações e Empreendimentos, Busscar Comércio Exterior, Busscar Investimentos e Empreendimentos, Tecnofibras HVR Automotiva S/A, Rosita Nielson, Claudio Roberto Nielson e Fabio Luis Nielson para que prestem esclarecimentos.

Com essa iniciativa o Sindicato garante de antemão, caso aconteça o pior – e reiteramos, não é interesse da entidade – de que os acionistas não se desfaçam de todos os patrimônios existentes em tantas empresas e que podem ser colocados em garantia para recebimento de créditos trabalhistas. Segundo a diretoria sindical, o trabalho continua em favor dos direitos, da salvação da empresa por meio de mudanças na gestão e entrada de novos sócios com recursos para viabilizar a retomada da produção.

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Dilma defende contratos e estabilidade macroeconômica

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

“Conseguimos nos últimos anos solidez macroeconômica, buscando controle de inflação com metas e uma política fiscal com acúmulo de reservas e câmbio flutuante, com importante meta de superávits primários e redução do endividamento”, discursou durante encontro dos presidenciáveis da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Dilma lembra que, em paralelo, o Brasil conseguiu fortalecer o mercado interno e fazer emergir uma nova classe média, graças a esforços para colocar investimentos públicos na ordem do dia, retomando a política industrial e habitacional, dando origem a novos segmentos, como a indústria naval.

Em resposta às demandas dos empresários, ela sublinhou que o governo do presidente Lula fez uma política pró-exportação. Além disso, lembrou que, apesar de ainda muito elevada, houve uma redução da taxa de juro.

“Em 2003, a taxa real de juros era de 15%, hoje de 6%. A taxa ainda é alta, mas com trajetória de queda, que garante sustentabilidade. Chegamos a acumular R$ 250 bilhões de reservas, o que levou a uma variação patrimonial positiva”, destacou.

A ex-ministra da Casa Civil afirmou que em seu governo vai voltar a elevar o percentual de meta de superávit primário e vai destinar mais recursos para o fundo soberano, que recebeu R$ 17 bilhões no ano passado, de sobra do orçamento.

Ela prometeu continuar com as reformas microeconômicas e a busca de mais desonerações tributárias, além de combater a miséria extrema.

“Levamos 25 milhões para as classes média. Chegamos a uma nova era de prosperidade, novo modelo de desenvolvimento e um novo horizonte de oportunidades para o Brasil. Temos um mercado interno robusto, baseado na mobilidade social, pela primeira vez em 20 anos. É possível erradicar a pobreza extrema”, disse.

Dilma concordou que a população economicamente superior a de dependentes, jovens e velhos, é um bônus demográfico. “Isso requer mais qualidade da educação. E isso começa com os professores”, disse.

Ela defende a universalização do ensino superior completo dos professores, dentro de uma política de educação continuada.

“Não admito professor de ensino básico sem ensino superior”, afirmou. Sobre a segurança jurídica, ela reiterou que “respeitamos todos os contratos, mesmo não concordando com eles”.

A pré-candidata voltou a propor a criação de um ministério do Empreendedorismo, defendeu a contratação de funcionários com perfil técnico pela máquina federal e a internalização de cadeias produtivas completas.

Reforma tributária

A pré-candidata se comprometeu a perseguir a questão da estabilidade macroeconômica e a redução da dívida pública, que permitirão a queda dos juros. E mais: “assumo o compromisso com a reforma tributária. A reforma das reformas, que leva à melhoria da competitividade e a um salto de crescimento mais sustentável”.

Nesse sentido, Dilma prometeu desoneração do emprego, das exportações, da energia, do trabalho, dos remédios e da telefonia.

Fonte: Brasil Econômico

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BBC produz série de reportagens sobre a ascensão do Brasil

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A rápida recuperação do Brasil após a crise financeira internacional, o crescimento econômico e a ascensão do país no cenário global são temas de uma série de reportagens especiais que a BBC leva ao ar nesta semana em seu canal internacional de notícias, BBC World News, e no site de notícias em inglês BBC News.

As reportagens, transmitidas em inglês, devem abordar temas que vão da economia à cultura, passando pelo futebol e questões como a violência e a discussão sobre cotas raciais.

Os programas de transferência de renda do governo, como o Bolsa Família, e as críticas a este tipo de assistência serão abordados em uma das reportagens, assim como o problema do turismo sexual no país.

Outra reportagem discutirá a modernização da agricultura e a ascensão do Brasil como um grande exportador de alimentos.

O crescimento do setor aéreo brasileiro, assim como os gargalos que impedem uma maior expansão serão tema de outra matéria da série, assim como a ascensão de uma nova classe média no país.

Na quinta-feira, o âncora da BBC Matt Frei apresentará o programa BBC World News America ao vivo, direto de São Paulo. Ele deve apresentar reportagens sobre a ascensão do Brasil como um ator global e os desafios que o país ainda precisa superar.

Frei estará novamente ao vivo na sexta-feira, transmitindo a partir do Rio de Janeiro. Neste programa, um dos temas abordados deve ser o impacto do crescimento econômico no futebol, e a volta de jogadores brasileiros que jogavam no exterior. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 20h, horário de Brasília.

Do Sindicato do ABC

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MPF encaminha denúncia sobre propaganda antecipada de Serra

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) encaminhou denúncia à Procuradoria Geral Eleitoral, em Brasília, à Procuradoria Geral de Justiça de Santa Catarina e à Promotoria da Comarca de Camboriú acerca de possível propaganda eleitoral antecipada do pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra.

De acordo com o representante do Ministério Público Eleitoral, procurador da República Marcelo da Mota, a denúncia recebida está embasada em notícias extraídas da internet, nas quais se relata que o 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários, realizado no feriado do dia 1º de maio em Camboriú, contou com a presença do pré-candidato José Serra. O evento teria recebido um patrocínio de R$ 300 mil do Governo do Estado de Santa Catarina, cujo titular, Leonel Pavan, é filiado ao PSDB, e outro de R$ 240 mil da Prefeitura de Camboriú, cuja titular, Luzia Coppi, também é filiada ao mesmo partido. Segundo a denúncia, durante o evento, teria sido praticada propaganda eleitoral antecipada em prol de José Serra.

Para o procurador Marcelo, diante do conteúdo da denúncia, há dois possíveis ilícitos, um sob o aspecto eleitoral e o outro na esfera cível-administrativa. Por tratar de propaganda eleitoral antecipada em eleição presidencial, a denúncia deve ser dirigida pelo Procurador Geral Eleitoral ao Tribunal Superior Eleitoral.

Quanto ao outro aspecto da denúncia, o da eventual prática de improbidade administrativa pelos mandatários do governo do estado e da prefeitura, os fatos devem ser apurados, respectivamente, pela Procuradoria Geral de Justiça e pela Promotoria de Camboriú.

Do MPF/SC

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Trabalhador que sofreu lesão em uma das mãos será indenizado

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A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso em que uma indústria paranaense, fabricante de papelão, tentou se isentar do pagamento de indenização por danos materiais e morais devidos a um empregado que machucou a mão direita gravemente, ao realizar a limpeza de uma máquina desfibradora de madeira.

O empregado trabalhou na empresa de 1989 a 2000, exercendo as funções de servente e operador de desfibrador e o acidente ocorreu em 1990. Já no final do seu turno de trabalho, quando ele estava retirando excessos de raspas de madeira no interior da prensa, que fizera a máquina a parar de funcionar, ela estava ligada e acabou prendendo sua a mão. Segundo a empresa, o acidente ocorreu por culpa dele que antes de começar a limpeza deveria ter desligado o equipamento.

Inconformada com a decisão regional que manteve a sentença a responsabilizando por negligência e imprudência, em razão de não ter orientado corretamente o empregado a respeito dos procedimentos para a limpeza da máquina, a empresa recorreu à instância superior, sustentando a culpa do trabalhador no sinistro. Argumentou que o acórdão regional fundamentou a decisão em hipotética falha de segurança do equipamento, sem que houvesse qualquer comprovação.

Analisado na Terceira Turma do TST pelo ministro Horácio Senna Pires, o recurso foi rejeitado, porque não conseguiu demonstrar desacerto na decisão regional. O empregado já trabalhava mais de dez anos nas funções de servente e desfibrador quando o acidente ocorreu, ressaltou o relator, acrescentando que o que ficou comprovado foi que a “empresa não adotou medidas preventivas necessárias às normas de segurança do trabalho”.

O relator destacou que a lesão sofrida pelo empregado foi considerada permanente, ou seja, ele não poderá usar mais uma das mãos para a atividade laboral, do que se deduz que “a cada não utilização a dor íntima que sente será lembrada”, devendo-se levar em conta ainda que a sua imagem perante a terceiros foi afetada.

Ao final, ficou mantida a condenação que impôs à empresa pagar ao empregado R$ 25 mil por danos morais e pensão mensal, por indenização de danos materiais no “valor correspondente ao salário mensal auferido na data da rescisão contratual, multiplicado pelo número de meses faltantes, inclusive 13º salário, para completar 65 anos de idade – quando se daria sua aposentadoria voluntária.” Seu voto rejeitando (não conhecendo) o recurso de revista da empresa foi aprovado por unanimidade na Terceira Turma.

Do TST

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Brasileiros valorizam bem-estar do próximo e estabilidade social

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Pesquisa inédita do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) descobriu que o bem-estar do próximo e da humanidade e a estabilidade social são os valores mais importantes para os brasileiros. Os resultados, divulgados hoje (25), mostram que, pelo menos no discurso, o “jeitinho brasileiro” pode estar perdendo espaço para características como a honestidade e a lealdade. Mas a grande surpresa do levantamento foi a estabilidade social, apontada como o terceiro valor mais importante, à frente da autonomia e do êxito pessoal.

“É um elemento novo. Em levantamentos semelhantes, [a estabilidade social] costumava aparecer em sétimo lugar”, compara o economista e coordenador do relatório, Flávio Comim.

A justificativa para a estabilidade social ser um valor importante para os brasileiros pode estar na estabilidade econômica – que já permite o planejamento material, deixando para trás a preocupação com a inflação. Também pode ser explicada por um fator negativo: a falta de credibilidade em algumas instituições e o medo de que elas falhem.

De acordo com a pesquisa, as mulheres e os mais velhos são os mais que mais prezam valores como o bem-estar do outro, a tradição e a segurança. Do lado oposto, estão os homens jovens, que dão mais importância a valores como o poder, a realização e o prazer.

O levantamento, que ouviu 4 mil brasileiros em mais de 300 municípios, também traça perfis de valores de acordo com a inserção no mercado de trabalho, filhos e a escolaridade. Quem trabalha tende a valorizar mais a abertura a mudanças, relacionada à independência, à liberdade e à ambição. “Pessoas com filhos ficam mais conservadoras, dão menos importância a valores de autopromoção”, acrescenta Comin.

Um dado revela que a educação das mães influencia a escolha de valores importantes para os filhos. Quanto maior a escolaridade da mãe, mais autônomo e aberto a mudanças é o filho.

A pesquisa também avaliou quais os valores mais importante para os brasileiros de acordo com a região em que vivem. Os que vivem no Sudeste e no Centro-Oeste são os mais preocupados com o bem-estar da natureza, o chamado universalismo. No Nordeste, a segurança, a determinação e a conformidade são os valores mais admirados. No Sul, a realização é o valor principal.

O chamado Perfil dos Valores Brasileiros (PVB) fará parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2009/2010, que deve ser lançado em agosto pelo Pnud. Pela primeira vez, os valores dos brasileiros serão considerados na sugestão de políticas públicas de desenvolvimento para o país.

Da Ag. Brasil

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CUT defende sanção presidencial ao reajuste de 7,7% e ao fim do fator previdenciário

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 (3) Comentários Imprimir

A Executiva Nacional da CUT reitera ao presidente Lula que sancione o reajuste de 7,7% para as aposentadorias acima do salário mínimo e também o fim do fator previdenciário. O reajuste vai beneficiar mais de oito milhões de brasileiros e brasileiras e funcionar como mais um fator de incremento da renda. O fim do fator corrige uma série de injustiças iniciadas em 1999, durante o governo FHC.

Deixamos claro, igualmente, que somos contrários à proposta de idade mínima, mencionada por alguns parlamentares como alternativa ao fator previdenciário. A idade mínima penalizaria quem começa a trabalhar bastante jovem.

O atual debate em torno das aposentadorias acima do mínimo poderia ter tido um resultado mais amplo e profundo, indo além do reajuste do período e criando uma política de valorização permanente das aposentadorias e pensões, a exemplo da que conquistamos para o salário mínimo – que atende 18,3 milhões de aposentados, ou 69%  do total, além de outros 25 milhões de brasileiros que dele dependem direta ou indiretamente. Infelizmente, essa discussão estacionou no Congresso, desde o ano passado.

Queremos uma mesa de negociação permanente, com a participação de governo e entidades representativas dos aposentados, para construção de uma política de valorização não só das aposentadorias, mas das condições de vida dos idosos. Não deixaremos de apresentar propostas e pressionar pela criação dessas políticas.

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Aos 18 anos, CNM/CUT consolida o seu papel no sindicalismo

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Representando mais de um milhão de trabalhadores, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CNM/CUT) está completando sua maioridade.

Ela chega a 18 anos de existência como referência na unificação das lutas da categoria e como uma importante interlocutora dos 92 sindicatos filiados para o diálogo e as negociações com o governo e as entidades empresariais do ramo.

Assim como os metalúrgicos acabaram sendo pioneiros, ao deflagrarem, em plena ditadura militar, greves no ABC paulista – entre o final da década de 1970 e ao longo da década seguinte – também a sua organização nacional no âmbito da CUT foi a primeira.

Em 1989, foi criado o Departamento Nacional dos Metalúrgicos, para organizar, sob bandeiras nacionais, os sindicatos do complexo metal-mecânico.

Renovação da frota

Três anos depois, em seu 2º Congresso, o Departamento transformou-se na Confederação.

De lá para cá, a entidade colaborou, de forma consistente, a defesa do emprego, dos salários e de melhores condições de trabalho para os metalúrgicos.

E, para minimizar os efeitos do desemprego que se abateu sobre os trabalhadores em todo o Brasil durante a década de 1990, além de negociações com o empresariado dos diversos setores do ramo, formulou propostas para que o governo federal criasse a Câmara do Setor Automotivo, em 1992, que estabeleceu uma série de medidas para reaquecer a produção das indústrias de automóveis e de autopeças.

Ainda no final dos anos 1990, a CNM/CUT lançou também a campanha pela renovação da frota de veículos, numa das primeiras ações conjuntas com sindicatos de metalúrgicos vinculados a outras centrais sindicais, reivindicando dos governos estaduais e federal ações que estimulassem as vendas e, por consequência, aumentassem a produção e mantivessem o nível de emprego.

Também foram os metalúrgicos da CUT a primeira categoria a defender a bandeira do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, por entender que um dos mais fortes ramos da economia brasileira tem condições de estabelecer, em todo o País, patamares mínimos de direitos para os trabalhadores, a começar por um piso nacional de salários e por jornada e condições de trabalho igual em todo o ramo.

Paralelamente, já desde a sua fundação – quando foi decidido pela filiação à Federação Internacional dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas (FITIM) – os laços da CNM/CUT com as entidades de classe de outros países foram intensificados e vários intercâmbios e ações sindicais conjuntas foram desenvolvidos.

E, como resposta ao processo de fusões e parcerias tecnológicas de empresas multinacionais, a Confederação tem estimulado e apoiado a organização de redes e comitês de trabalhadores por empresas.

Hoje, 30 comitês estão articulados em escala nacional ou mundial.

Vários seminários e conferências com representações de trabalhadores brasileiros e de outros países também foram realizados, com o objetivo de traçar estratégias comuns de ação sindical.

De todas essas ações, nasceram parcerias consistentes com várias entidades, entre as quais: CAW (Sindicato Canadense dos Trabalhadores no Setor Automotivo), IG Metall (Sindicato dos Metalúrgicos da Alemanha), FM-CCOO (Federação Mineiro-Metalúrgica das Comissões Obreiras da Espanha) e IF Metall (Sindicato dos Metalúrgicos da Suécia).

A estruturação da CNM/CUT

Seis setores do ramo estão representados pela Confederação: automotivo, siderúrgico, eletroeletrônico, naval, aeroespacial e bens de capital (máquinas e equipamentos industriais).

Para o desenvolvimento de ações sindicais, a CNM/CUT tem uma preocupação constante em acompanhar, junto com sua assessoria técnica, o seu desenvolvimento econômico, o nível de emprego e as condições de salário e trabalho de cada um deles.

È através desse instrumento que a entidade tem bases concretas para formular propostas para negociações com os empresários e com o governo.

Ele também é importante para municiar os sindicatos de base com informações necessárias para o cotidiano de suas ações junto às empresas e os trabalhadores de suas cidades ou regiões.

Esse trabalho está aliado a uma política constante de formação voltada a dirigentes dos sindicatos e representantes de comissões e comitês de empresas.

Emprego e produção

Além do aspecto econômico, uma outra vertente da CNM/CUT é a formulação de ações relativas à saúde, à segurança e ao meio ambiente no trabalho, propondo, inclusive, a transformação das atuais CIPAs (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) em Comissões de Saúde, como mecanismo para garantir a integridade física e mental dos metalúrgicos em seu trabalho.

As mulheres metalúrgicas também têm atenção especial da entidade (ver matéria na página 18), com um trabalho voltado para garantir a sua participação na vida sindical e as lutas de combate às desigualdades que enfrentam no cotidiano das fábricas.

Enfim, a CNM/CUT tem aliado, ao longo de seus 18 anos, a organização sindical de metalúrgicos e metalúrgicas de todo o Brasil, em suas lutas cotidianas por salários e condições de trabalho, à formulação de estudos setoriais e propostas para o desenvolvimento do ramo metalúrgico para negociações com empresários e governo.

Foi o que ocorreu entre 2008 e 2009, quando eclodiu a crise econômica mundial. A Confederação foi protagonista na adoção de medidas que buscaram preservar o nível de emprego e garantissem o crescimento da produção.

Ou seja, a categoria e as suas entidades de classe continuam na linha de frente do movimento sindical brasileiro e ganham cada vez mais importância nos debates sobre o desenvolvimento econômico e social do País.

Da Redação com Imprensa CNM/CUT

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Senado aprova reajuste de 7,7% e o fim do Fator Previdenciário

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Em votação simbólica e relâmpago na noite de quarta-feira (19), o Senado aprovou a medida provisória que reajusta em 7,7% as aposentadorias acima de um salário mínimo e o fim do famigerado fator previdenciário, mecanismo de arrocho dos benefícios introduzido por FHC. A Medida Provisória segue agora para sanção presidencial.

“Por uma questão de estratégia, estou deixando de mexer no fator previdenciário, que isso precisa ser feito. Eu recomendo a aprovação do projeto, ficando da forma que veio da Câmara”, declarou o relator do projeto na Casa e líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Fruto de acordo entre as lideranças, os senadores mantiveram o texto como veio da Câmara, fazendo vibrar a galeria e a tribuna de honra do Senado, tomadas por aposentados e pensionistas de todo o país, que comemoraram a longa e árdua batalha por justiça. Caso o Senado fizesse qualquer alteração, a matéria retornaria à Câmara, correndo o risco de caducar, já que o prazo final para a sanção termina no dia 1º de junho.

Conforme dados da Previdência Social, a medida contempla mais de 8,4 milhões de aposentados e pensionistas, cerca de 30% do total do segmento. Os outros 70%, que recebem o salário mínimo, já são beneficiados pela política de valorização acordada pelas centrais sindicais com o governo, que concedeu 9,67% de reajuste desde o primeiro mês do ano.

 “O fato das lideranças partidárias na Câmara e no Senado terem unificado a proposta em torno de um aumento no valor dos benefícios em 7,7% para esta parcela que ganha mais, percentual equivalente a 80% da variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás mais a inflação, é uma questão de justiça. Abre caminho para recompormos as perdas acumuladas ao longo do desgoverno tucano”, declarou Epitácio Luiz Epaminondas (Luizão), presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sintapi/CUT). “Quanto ao fator previdenciário, ele já vai tarde”, acrescentou Luizão, condenando o “dispositivo de arrocho criado por FHC para dificultar a aposentadoria dos trabalhadores e que penaliza principalmente os que começaram a trabalhar mais cedo”.

O presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas, Warley Martins, saudou o esforço e a dedicação das Federações e Sindicatos que “investiram na mobilização e colocaram pressão sobre os parlamentares, garantindo um ganho real significativo”. “Se não fossem as batalhas travadas, o reajuste seria de apenas 3,5% (índice da inflação). Ou seja, a luta rendeu aos aposentados mais que o dobro do reajuste concedido inicialmente”, frisou.

Além de comemorar a elevação dos benefícios, o senador Paulo Paim (PT-RS) festejou a derrota do fator previdenciário: “era um mecanismo perverso que, ao privilegiar a aposentadoria por tempo de contribuição tardia, punia drasticamente a considerada precoce, penalizando sobremaneira a maioria dos trabalhadores de menores rendimentos, pessoas que ingressaram mais cedo”.

Conforme análises, a medida injetará cerca de 1,7 bilhões de reais na economia, aumentando o consumo, fortalecendo a produção e a geração de empregos.

Da CUT Nacional

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Crianças de 2 a 5 anos devem se vacinar contra gripe H1N1

Publicado por Administrador 25 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Agora as crianças de dois anos a menores de cinco anos devem se vacinar contra a gripe H1N1. A partir da próxima segunda, dia 24, os pais já podem levar os filhos para um dos 36 mil postos de saúde em todo país. O prazo termina no dia 2 de junho.

A vacina é tomada em duas meias doses. Uma agora e outra 21 dias depois da primeira. Portanto, os pais devem ficar atentos, pois as crianças terão que ir duas vezes ao posto de saúde.

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou hoje a inclusão deste novo grupo na campanha de vacinação contra a gripe H1N1. Depois daqueles grupos que já foram vacinados, as crianças entre 2 a 5 anos incompletos é o grupo mais vulnerável.

Outros grupos – A campanha de vacinação para pessoas de 30 a 39 anos e gestantes ainda continua até 2 de junho. O Ministério recomenda que os municípios vacinem os grupos que ainda não atingiram a meta de 80% (doentes crônicos e adultos de 20 a 29 anos). Isso vale também para a vacina contra a gripe comum destinada aos idosos.

A campanha até agora imunizou 61 milhões de pessoas, o que corresponde a 70% do público que é considerado de risco para a gripe. A vacinação da gripe H1N1 praticamente atingiu, em apenas dois meses, a cobertura da maior campanha de vacinação realizada até então no Brasil, contra a rubéola (2008), que teve duração de seis meses.

Além da gripe H1N1, o Ministério da Saúde também promove a campanha de vacinação contra a gripe comum em pessoas acima de 60 anos nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Para os idosos com doença crônica, as duas vacinas são tomadas em conjunto, uma em cada braço. O prazo da vacinação contra gripe comum termina 21 de maio, mas o Ministério recomendou a prorrogação até 2 de junho aos municípios que necessitem.

Do Ministério da Saúde

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