Dilma defende contratos e estabilidade macroeconômica
“Conseguimos nos últimos anos solidez macroeconômica, buscando controle de inflação com metas e uma polÃtica fiscal com acúmulo de reservas e câmbio flutuante, com importante meta de superávits primários e redução do endividamento”, discursou durante encontro dos presidenciáveis da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Dilma lembra que, em paralelo, o Brasil conseguiu fortalecer o mercado interno e fazer emergir uma nova classe média, graças a esforços para colocar investimentos públicos na ordem do dia, retomando a polÃtica industrial e habitacional, dando origem a novos segmentos, como a indústria naval.
Em resposta à s demandas dos empresários, ela sublinhou que o governo do presidente Lula fez uma polÃtica pró-exportação. Além disso, lembrou que, apesar de ainda muito elevada, houve uma redução da taxa de juro.
“Em 2003, a taxa real de juros era de 15%, hoje de 6%. A taxa ainda é alta, mas com trajetória de queda, que garante sustentabilidade. Chegamos a acumular R$ 250 bilhões de reservas, o que levou a uma variação patrimonial positiva”, destacou.
A ex-ministra da Casa Civil afirmou que em seu governo vai voltar a elevar o percentual de meta de superávit primário e vai destinar mais recursos para o fundo soberano, que recebeu R$ 17 bilhões no ano passado, de sobra do orçamento.
Ela prometeu continuar com as reformas microeconômicas e a busca de mais desonerações tributárias, além de combater a miséria extrema.
“Levamos 25 milhões para as classes média. Chegamos a uma nova era de prosperidade, novo modelo de desenvolvimento e um novo horizonte de oportunidades para o Brasil. Temos um mercado interno robusto, baseado na mobilidade social, pela primeira vez em 20 anos. É possÃvel erradicar a pobreza extrema”, disse.
Dilma concordou que a população economicamente superior a de dependentes, jovens e velhos, é um bônus demográfico. “Isso requer mais qualidade da educação. E isso começa com os professores”, disse.
Ela defende a universalização do ensino superior completo dos professores, dentro de uma polÃtica de educação continuada.
“Não admito professor de ensino básico sem ensino superior”, afirmou. Sobre a segurança jurÃdica, ela reiterou que “respeitamos todos os contratos, mesmo não concordando com eles”.
A pré-candidata voltou a propor a criação de um ministério do Empreendedorismo, defendeu a contratação de funcionários com perfil técnico pela máquina federal e a internalização de cadeias produtivas completas.
Reforma tributária
A pré-candidata se comprometeu a perseguir a questão da estabilidade macroeconômica e a redução da dÃvida pública, que permitirão a queda dos juros. E mais: “assumo o compromisso com a reforma tributária. A reforma das reformas, que leva à melhoria da competitividade e a um salto de crescimento mais sustentável”.
Nesse sentido, Dilma prometeu desoneração do emprego, das exportações, da energia, do trabalho, dos remédios e da telefonia.
Fonte: Brasil Econômico
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