Metalúrgicos fazem greve geral no sul de Santa Catarina
Após 10 anos da última greve, os metalúrgicos de Criciúma e mais 29 cidades do Sul de Santa Catarina pararam as atividades na segunda-feira (2). São cerca de 1.400 trabalhadores que atuam na região. O protesto desta segunda-feira fechou três empresas. Uma de Criciúma e duas de Cocal do Sul envolvendo cerca de 600 trabalhadores com adesão de 100%. A paralisação foi aprovada na segunda assembleia da categoria realizada em 30 de julho, no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Criciúma e região.
Os trabalhadores reivindicam 6% de ganho real e 4,75% do INPC do período. Os empresários ligados ao Sindicato Nacional das Indústrias de Máquinas (Sindimaq) ofereceram a inflação e somente 2,56% de aumento real. Segundo o Presidente do Sindicato, Oderi Gomes, a categoria está descontente com a proposta e votou pela paralisação. “Como as empresas estão com a produção a todo vapor e falta de mão-de-obra, é hora de lutar para garantir um melhor salário e outras vantagens”, explica.
Segundo o sindicalista, se não houver avanço nas propostas, outras metalúrgicas devem aderir à greve a partir de hoje. Elas produzem cilos, tubulação e estamparia para cerâmicas entre outros para fábricas do estado. O atual piso pago após 90 dias na empresa é de R$ 758,65.
Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Criciúma
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