Arquivo de setembro, 2010
Agosto registra menor taxa de desemprego desde 2002
A taxa de desemprego no país foi de 6,7% em agosto deste ano, a menor taxa desde o início da série histórica, em março de 2002. O índice é menor do que os 6,9% registrados em julho deste ano e do que os 8,1% de agosto de 2009. O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, o número de trabalhadores com Carteira de Trabalho assinada no setor privado foi de 10,2 milhões, o que mostra estabilidade em relação a julho e crescimento de 7,2% no ano.
A massa do rendimento médio real habitual dos ocupados chegou a R$ 32,9 bilhões, um aumento de 1,8% em relação a julho deste ano e de 8,8% na comparação com agosto de 2009.
Já o rendimento médio do trabalhador foi de R$ 1.472,10, um aumento de 1,4% ante julho deste ano e de 5,5% em relação a agosto do ano passado.
Da Ag. Brasil
Preconceito familiar é barreira para inserção de pessoas com deficiência no ensino
O preconceito dos parentes ainda é uma barreira para a plena inserção de pessoas com deficiência na sociedade e, principalmente, na escola. Pesquisa feita entre outubro de 2008 e outubro de 2009, com 190 mil famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), mostrou que 52% das famílias acreditam que não adianta colocar o deficiente na escola. O BPC atende a idosos que não recebem nenhum tipo de auxílio previdenciário e a pessoas com deficiência, incluindo crianças e adolescentes, oferecendo um salário mínimo.
Para tentar mudar essa realidade, o Ministério da Educação reuniu hoje (17), em Brasília, especialistas dos ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e da Saúde, além de representantes do Ministério Público e da Secretaria dos Direitos Humanos para traçar ações que ajudem na inserção de pessoas com deficiência na escola. Para isso, foi instituído o programa BPC na Escola.
A diretora do Departamento de Benefícios Assistenciais do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Maria José de Freitas, disse que o intuito do programa é de identificar barreiras sociais no dia a dia. Segundo ela, a iniciativa deverá combater as desigualdades e o preconceito que os deficientes encontram para ter acesso à educação.
“A ideia do BPC na Escola é promover e garantir a permanência das crianças nas escolas, tendo como eixo principal a identificação de crianças que estão fora da escola e quais as barreiras que as impedem de estudar ou, em alguns casos, de continuarem no ambiente escolar. A ação articulada é uma maneira de confrontar essa realidade e trazer soluções a esse grupo”, disse.
A pesquisa também indicou que 68% dos beneficiários atualmente vão à escola; 18% já foram, mas hoje estão fora da sala de aula, enquanto 14% nunca frequentaram o ambiente escolar. O programa BPC foi estendido à assistência escolar a fim de oferecer subsídios aos portadores de deficiência no acesso à educação.
Outro dado importante da pesquisa destaca a dependência das pessoas com deficiência para ir à escola. De acordo com o levantamento, 80% dos beneficiários que frequentaram a escola precisavam de alguém que os levassem, e dos que estão matriculados, 73,6% necessitam de um acompanhante.
Atualmente cerca de 2,6 mil municípios brasileiros, equivalente a 47% do total, têm o programa BPC. De acordo com a diretora, a ideia é capacitar mais técnicos para que o acesso à iniciativa abranja todos os municípios.
Agência Brasil
Trabalhador pode receber seguro-desemprego em conta poupança
Os trabalhadores brasileiros que têm direito a receber o seguro-desemprego poderão ter as parcelas do benefício depositadas em conta poupança ou conta simplificada da Caixa Econômica Federal. A resolução foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do FAT no último dia 26 de agosto.
A nova metodologia trará mais comodidade ao trabalhador e mais segurança no pagamento do benefício, pois permitirá ao trabalhador retirar pequenos valores ao invés de sacar o recurso de uma só vez na boca do caixa.
O seguro-desemprego é um benefício pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para prover assistência financeira temporária quando o trabalhador formal fica desempregado em virtude de dispensa sem justa causa.
Têm direito ao benefício os trabalhadores dispensados sem justa causa, inclusive a indireta, que comprovem ter recebido salários consecutivos no período de seis meses imediatamente anteriores à data da dispensa.
Para receberem o seguro-desemprego os trabalhadores demitidos não poderão estar recebendo qualquer benefício previdenciário de prestação continuada, exceto o auxílio-acidente e a pensão por morte; e não poderão possuir renda própria de qualquer natureza, que seja suficiente à sua manutenção e de sua família.
Site Meu Salário
SUS amplia rede de atendimento a dependentes de álcool e drogas
Portarias do Ministério da Saúde publicadas hoje (21) no Diário Oficial da União instituem, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), os Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e Outras Drogas 3 – 24 horas (Caps AD 3).
Entende-se por Caps AD 3 o estabelecimento destinado a proporcionar atenção integral e contínua a pessoas com transtornos decorrentes do uso abusivo e da dependência de álcool e outras drogas. Os centros deverão funcionar durante 24 horas do dia, inclusive nos feriados e fins de semana.
O incentivo financeiro para implantação dos Caps AD 3 será de R$ 150 mil e de R$ 100 mil para a adaptação dos já instalados Caps AD 2, que poderão introduzir novas atividades. Os incentivos serão transferidos em parcela única aos respectivos fundos de saúde dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, sem onerar os respectivos tetos da assistência de média e de alta complexidade.
Do Sindicato do ABC
Produção de aço no Brasil aumenta 7,8% em agosto
A produção de aço bruto do Brasil cresceu 7,8% em agosto, em relação ao mesmo mês do ano passado, para 2,886 milhões de toneladas, informou hoje (21) a Associação Mundial de Aço (WSA, na sigla em inglês).
Em relação a julho, quando a indústria brasileira produziu 2,95 milhões de toneladas de aço bruto, houve queda de 2,2%.
No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as siderúrgicas no Brasil produziram 22,119 milhões de toneladas, salto de 40,5% sobre o fraco desempenho de igual período de 2009, quando o setor ainda estava impactado pela queda na demanda ocasionada pela crise financeira internacional.
Apesar disso, o setor ainda está abaixo dos níveis históricos de 2008, quando o volume produzido de janeiro a agosto foi de 23,832 milhões de toneladas, de acordo com os números da WSA.
“A produção de aço bruto mundial de agosto ficou quase no mesmo nível de agosto de 2008, antes da crise econômica se fazer sentir. Entretanto, enquanto China, Turquia e Irã mostraram aumento de produção em agosto sobre o mesmo mês de 2008, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Brasil e Japão ainda não se recuperaram para níveis pré-crise”, afirmou a WSA em comunicado.
Procurado, o Instituto Aço Brasil (IABr) informou que os números referentes ao desempenho das siderúrgicas no país – incluindo vendas, exportações e importações, além de produção – estão sendo finalizados e devem ser divulgados pela entidade ainda esta semana.
No mundo, a indústria siderúrgica nos 66 países acompanhados pela WSA teve uma produção em agosto de 112,871 milhões de toneladas de aço, um incremento de 4,2% sobre agosto de 2009 e 0,1% abaixo do mesmo mês de 2008.
Nos oito meses, houve produção de 931,984 milhões de toneladas, expansão de 21,9% na comparação com o mesmo período de 2009 e 0,2% acima do verificado em 2008.
A China, maior país produtor e consumidor de aço do mundo, teve produção de 51,636 milhões de toneladas em agosto, queda de 1,1% sobre o mesmo período de 2009, em meio a pressões do governo para fechamento de usinas obsoletas e com baixa eficiência no consumo de energia.
Como comparação, a capacidade anual de produção de aço do Brasil é de 42,1 milhões de toneladas.
Em termos de utilização da capacidade instalada global, a taxa de agosto seguiu trajetória de queda iniciada em abril, recuando de 74,4% em julho para 73,1% no mês passado.
ABC
Consumo nacional turbina setor automotivo do Mercosul
A proximidade do mercado brasileiro colocou o Uruguai na rota de investimentos de montadoras asiáticas e abriu novas perspectivas para as companhias do setor que já estão instaladas na Argentina.
Um movimento que tende a se acentuar com o crescimento da economia local e a implantação de uma política tarifária única para o Mercosul.
Hoje, no setor automotivo vigora um acordo bilateral entre o Brasil e a Argentina, com prazo de duração de seis anos, do qual outros membros do bloco estão excluídos. “Esse acordo vai até 2014.
A partir de então, pretende-se que ele se mantenha permanentemente, estendendo-se para os demais participantes”, disse recentemente Ivan Ramalho, secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A ideia é que o alongamento dos prazos possibilite que o empresariado faça um plano de investimentos com maior segurança, já que, na avaliação do secretário, quem investe em um país “não está pensando apenas no mercado doméstico, mas no comércio regional”.
É certamente com o que contam fabricantes asiáticos que vêm se instalando no Uruguai.
A primeira foi a Chery, para montar o utilitário Tiggo. Depois a Kia, que começou em meados de agosto a produzir no país vizinho o pequeno caminhão Bongo K2500. Neste ano, quem resolveu adotar estratégia semelhante foi a Lifan, em parceria com o grupo uruguaio Effa.
Localizada em São José, na região de Montevidéu, planeja exportar 85% de sua produção para o Brasil. De lá sairão cerca de cinco mil unidades por ano, de modelos como o compacto 320 e o sedã 620, inspirado no Corolla, da Toyota.
“Essa é a tendência, como aconteceu com o México e os EUA”, diz José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB). “Principalmente se a taxa de câmbio (que torna investir no Brasil mais caro), e a carga tributária se mantiverem”.
Olavo Henrique Furtado, coordenador de pós-graduação e MBA da Trevisan Escola de Negócios, concorda. Para ele, é um caminho natural para a maioria das indústrias buscar países limítrofes onde a mão de obra ou os custos de produção em geral sejam mais baixos.
Para a Argentina, que já tem um parque de montadoras antigo e consolidado, a alta da demanda por automóveis no Brasil serve para facilitar a atração de investimentos em produção e reduzir o déficit da balança comercial de autopeças.
Ford e Volkswagen recentemente divulgaram aportes na ampliação da produção em suas unidades argentinas, de olho no mercado da “América do Sul”, hoje puxado basicamente pelo Brasil.
E as exportações de componentes para a montagem de carros deste lado da fronteira cresceram 42,13%, de janeiro a agosto, batendo na casa dos US$ 902 milhões. “As perspectivas extremamente positivas para o Brasil reverberam na América Latina”, diz Furtado, da Trevisan.
Do Brasil Econômico
Banco Central apreende R$ 13,3 milhões em cédulas falsas neste ano
O Banco Central informou nesta terça-feira (21) que foram apreendidas 269,9 mil cédulas falsas neste ano, até esta segunda-feira (20), no valor de R$ 13,35 milhões. Em todo ano de 2009, dados da autoridade monetária mostram que foram apreendidas 490 mil cédulas falsas, volume abaixo de 2008 (528 mil) e de 2007 (666 mil).
Ao todo, de acordo com a autoridade monetária, há 4,16 bilhões de cédulas da primeira família do real em circulação no Brasil, no valor de R$ 123 bilhões.
Em polímeros (plástico), a instituição informou que há 5,76 milhões de unidades circulando no país, no valor de R$ 57,6 milhões.
Como reconhecer
Em sua página na internet, a autoridade monetária orienta as pessoas como agir para reconhecer uma cédula falsa.
A instituição alerta que é preciso verificar os chamados “elementos de segurança” da cédula, que são a a marca d’água, a imagem latente (que fica do lado da cédula que contém a numeração, olhando a partir do canto inferior esquerdo, colocando-a na altura dos olhos, sob luz natural abundante: ficarão visíveis as letras “B” e “C”), a estrela do símbolo das Armas Nacionais nos dois lados da cédula (olhando a nota contra a luz, o BC informou que o desenho impresso em um lado deve se ajustar exatamente ao mesmo desenho do outro lado), além de observar a textura do papel.
“A maioria das cédulas falsas não possui marca d’água. O fato do papel ser verdadeiro, porém, não garante que a cédula seja autêntica. Parte das falsificações do Real são obtidas a partir da lavagem de cédulas de menor valor”, informou o BC.
A instituição acrescenta que as notas falsas não são trocadas pelo Banco Central ou pelo governo. O BC diz que apenas examina se elas são verdadeiras ou não. O dinheiro suspeito pode ser apresentado, para exame, diretamente no Banco Central ou por intermédio dos bancos.
Crime
A autoridade monetária lembra que a falsificação de céculas é um crime previsto pelo artigo 289 do Código Penal, com pena prevista de três a 12 anos de prisão. “Quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade, mesmo que a tenha recebido de boa fé, pode ser condenado a uma pena de 6 meses a 2 anos de detenção”, informou o BC.
Como proceder
Caso receba uma cédula suspeita de um terminal de auto-atendimento, o BC orienta para que o cidadão a retirar um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e depois encaminhar-se ao gerente da agência para pedir providências.
“Se não obtiver solução satisfatória com o gerente do banco o cidadão deve procurar uma delegacia policial mais próxima (Civil ou Federal) para registrar uma possível ocorrência”, acrescentou.
Se receber a cédula fora de uma agência, ou do horário do expediente bancário, o cidadão deve retirar um extrato que comprove o saque e procurar em seguida uma delegacia policial mais próxima (Civil ou Federal) para registrar uma possível ocorrência. E, na primeira oportunidade, dirigir-se ao gerente de sua agência bancária para pedir providências.
“Caso tentem lhe passar uma cédula ou moeda que, após observação dos elementos de segurança e/ou comparação com uma cédula legítima apresente sinais evidentes de que pode se tratar de uma falsificação, é um direito do cidadão recusar o recebimento da mesma”, informou o BC, sobre as cédulas recebidas na rua.
Para a instituição, é fundamental sempre recomendar ao dono do exemplar suspeito que procure uma agência bancária ou uma representação do Banco Central do Brasil para solicitar o exame do referido exemplar.
O globo
Dilma abre 30 pontos sobre Serra
A menos de duas semanas das eleições, a candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), abriu 30 pontos de diferença em relação a José Serra (PSDB) no tracking Vox Populi/Band/iG. A ex-ministra da Casa Civil segue com 53% das intenções de voto, de acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira. Já o tucano soma 23%, um ponto a menos que na medição anterior.
Marina Silva, do PV, segue com 9%. O quadro garantiria a eleição da petista logo no primeiro turno. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. O número de eleitores que ainda se dizem indecisos ou não responderam em quem pretendem votar é de 10%. Brancos e nulos seguem com 4%. Outros candidatos, juntos, somam 1% das intenções de voto.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor, Dilma é também a candidata mais lembrada: 45%, contra 19% de José Serra e 7% de Marina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ainda lembrado por 2% dos eleitores.
A cada dia, o Instituto Vox Populi realiza 500 novas entrevistas presenciais em todas as regiões do País, numa amostra consolidada com 2.000 pessoas. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o nº 27.428/10.
ABCDMAIOR
Aumento recorde dos metalúrgicos vai injetar R$ 837,5 milhões na economia
O aumento salarial de 10,81% mais abono de R$ 2.200,00 conquistados pelos metalúrgicos da CUT nas montadoras vão injetar R$ 837,5 milhões na economia, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre. Somente de abono, serão R$ 88 milhões. Os dados são da Subseção Dieese do Sindicato. “O salário tem a capacidade de ser indutor de crescimento na economia”, diz Nobre. Segundo ele, somente os sindicatos da FEM-CUT (Estado de São Paulo) serão responsáveis pela entrada de quase R$ 840 milhões na econômica do ABC, do Estado, do País.
“Não fosse nossa conquista, esse dinheiro estaria parado, rendendo para os bancos e agora vai para o bolso dos metalúrgicos, que vão consumir mais e movimentar a economia brasileira, gerando, com isso, mais empregos e desenvolvimento”, afirma Sérgio Nobre, ao justificar porque o aumento de uma categoria como a dos metalúrgicos acaba refletindo e influenciando nas demais.
NEGOCIAÇÃO E MOBILIZAÇÃO – “Foi muito importante para os trabalhadores e empresários da Região chegar a um acordo desse porte sem greve, sem conflito, na mesa de negociação. Greve não é bom para ninguém”, disse Sérgio Nobre.
Para Sérgio Nobre, a dobradinha mobilização/negociação foi fundamental na construção desse acordo recorde. Os metalúrgicos conquistaram neste domingo (19) o maior aumento salarial da história no ramo: 10,81%, sendo 9% da data-base mais 1,66% de correção da tabela salarial e R$ 2.200,00 de abono. O índice será pago integralmente na data base, 1° de setembro, e o abono quitado totalmente em 20 de outubro.
As montadoras (Ford, Scania, Mercedes-Benz e Volkswagen) responderam no domingo (19) positivamente à reivindicação feita pelos trabalhadores em assembleia realizada no sábado (18). Eles reivindicaram a unificação das datas de pagamento do aumento salarial e da correção da tabela (os 10,8%) e também que abano fosse pago de uma única data. Originalmente, a proposta era de pagar o 1,66% somente em agosto de 2011 e o abono parcelado em duas vezes.
“É o maior acordo da história na categoria porque a indústria automobilística também vive o melhor momento da sua história. É uma conquista que vai ficar marcada na vida dos metalúrgicos do ABC”, completa.
Também terão a mesma composição de aumento salarial (índices mais abono) os metalúrgicos de Taubaté, São Carlos e Tatuí que são representados pela FEM-CUT na mesa de negociação. A base da FEM nas montadoras é de 45 mil trabalhadores. Desse total mais de 32 mil no ABC.
ABC
Previdência apresenta superávit no setor urbano de quase R$ 6 bilhões
A Previdência Social registrou superávit no setor urbano, com um total acumulado, desde janeiro, de R$ 5,901 bilhões. O valor representa um crescimento de 578,6%, em relação ao mesmo período de 2009, quando o resultado somou R$ 869,6 milhões.
Em agosto, a arrecadação líquida urbana foi de R$ 16,9 bilhões, com crescimento de 2,8% em relação a julho e de 15,5% em comparação com agosto de 2009 (R$ 14, 634 bilhões). A despesa com pagamento de benefícios foi de R$ 15,490 bilhões, que é superior em 2,3% aos R$ 15,148 bilhões registrados em julho. Houve também crescimento de 1,9% em relação ao gasto registrado em agosto de 2009, que foi de R$ 15,201 bilhões.
A informação foi divulgada no início da tarde desta segunda-feira (20) pelo ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, segundo o qual esses números demonstram que não existe déficit na Previdência. Segundo ele, a necessidade de financiamento do setor rural é coberta pelo Tesouro Nacional.
O ministro disse também que a Previdência não vai recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que mandou reajustar os benefícios de aposentadorias ocorridas em 1998 e 2003 pelo teto do regime geral previdenciário em vigor na época.
Segundo Carlos Eduardo Gabas, a decisão vai beneficiar 154 mil aposentados e custará R$ 1,5 bilhão à Previdência. Depois de calculado quanto cada segurado terá direito, os cálculos serão discutidos com o Ministério da Fazenda e levados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para decidir se o pagamento será integral ou parcelado.
Rede Brasil Atual