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Bancada feminina destaca projetos prioritários para 2010

Publicado por Administrador 8 março, 2010 Nenhum Comentário Envie para um amigo Imprimir

Para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta segunda-feira, a bancada feminina da Câmara selecionou três propostas como prioritárias para serem votadas pelo Plenário. Licença-maternidade, participação de mulheres na Mesa Diretora, e medidas para garantir igualdade no mercado de trabalho são os temas das matérias que as parlamentares pretendem ver aprovadas nesta semana.

A lista de prioridades foi apresentada ao Colégio de Líderes na semana passada. De acordo com a coordenadora da bancada, Alice Portugal (PCdoB-BA), por enquanto os líderes se comprometeram a colocar em votação uma das propostas: a PEC 30/07, de autoria da deputada Angela Portela (PT-RR), que amplia a licença-maternidade de 120 para 180 dias.

O texto também aumenta, de cinco para sete meses após o parto ou adoção, o período em que a trabalhadora não poderá ser demitida sem justa causa. “Vamos fazer pressão nesta semana para que os outros dois sejam contemplados”, disse Portugal.

Mesa diretora
A PEC 590/06, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), assegura no mínimo uma vaga para mulheres nas mesa diretoras e nas comissões da Câmara e do Senado. Erundina acredita ser o momento certo para colocar o texto em votação. “Se não for votada neste ano, corre o risco de na próxima eleição da mesa continuar essa distorção”, disse a autora, lembrando que, em 184 anos de Legislativo, nunca uma parlamentar ocupou um cargo titular na Mesa.

A terceira proposta considerada prioritária pela bancada feminina é o Projeto de Lei 6653/09, elaborado pela Secretaria Especial de Proteção às Mulheres, da Presidência da República, e subscrita pela deputada Alice Portugal. O texto determina que o Estado e as empresas criem ações de incentivo à igualdade de oportunidades entre mulheres e homens no trabalho e de prevenção a abusos, como o assédio sexual e moral.

Segundo a proposta, será dever do Estado promover medidas que reduzam, por exemplo, a dupla jornada de trabalho das mulheres. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2008), do IBGE, entre a população ocupada, as mulheres consomem 21 horas semanais com afazeres domésticos, enquanto os homens gastam 9 horas semanais.

“Na medida em que as mulheres foram entrando no mercado de trabalho, não houve a compensação da participação dos homens nos afazeres domésticos”, aponta Patrícia Rangel, assessora para Poder e Política do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea).

Esse acúmulo de jornada é apontado, inclusive, como um dos fatores que ainda afastam as mulheres da política. “Quando um homem vai para a política, ele acumula duas jornadas. Quando a mulher vai, acumula três. Isso é um forte fator impeditivo”, aponta Rangel.

Da Câmara dos Deputados

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Trabalho escravo: Pastoral da Terra alerta para denúncias não fiscalizadas

Publicado por Administrador 8 março, 2010 Nenhum Comentário Envie para um amigo Imprimir

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou no final de fevereiro os resultados de sua Campanha de Combate ao Trabalho Escravo, relativos ao ano de 2009. Os dados referem-se a denúncias, casos registrados e libertações de trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão.

Dos 4.274 trabalhadores libertados no país no ano passado, 1.582 (37%) foram localizados na Região Sudeste – com destaque para o Rio de Janeiro, com 715 (16,7%) registros. São cerca de mil casos a mais do que os registrados em 2008, quando a região sudeste foi palco de 555 libertações – 10,5% do total daquele ano.

Para Xavier Plassat, frade dominicano e coordenador da campanha da CPT, os números relativos a 2009 se devem a dois fatores principais. Um deles, o chamado “efeito canavial”, deve-se ao grande número de trabalhadores libertos ao mesmo tempo nessas circunstâncias. “Quando a libertação se dá em um canavial, não são três ou quatro pessoas. São 200 ou 500 pessoas”, diz Xavier.

O outro efeito está ligado à maior abrangência das operações das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs). Isso gera, segundo o coordenador, “um empenho maior da fiscalização em regiões onde os fiscais não chegavam para averiguar a questão do trabalho escravo”.

Como ponto preocupante, Xavier destaca que algumas denúncias de trabalho escravo, em especial as colhidas na Região Norte, acabam não sendo devidamente averiguadas. Nessa Região, foram 113 denúncias oferecidas em 2009, e apenas 62 fiscalizações. “Praticamente uma em cada duas denúncias não foi fiscalizada”, diz Xavier. “Ou seja, aqueles prováveis escravos que a denúncia apontava não chegaram a entrar nas estatísticas porque ninguém foi lá para ver”.

Do Observatório Social

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Convenção 151 da OIT é aprovada em Comissão do Senado

Publicado por Administrador 8 março, 2010 Nenhum Comentário Envie para um amigo Imprimir

Articulação da CUT foi fundamental para aprovação do projetoA capacidade de articulação e mobilização da CUT resultou em mais um importante passo para a democratização das relações de trabalho no Brasil.

Depois de uma audiência com integrantes da direção executiva da Central, o relator da ratificação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), resolveu pautar o projeto em votação na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

O resultado foi a aprovação unânime do relatório na manhã desta quinta-feira (4). O projeto vai agora ao plenário do Senado e depois vai à promulgação, já que se trata de ratificação de norma internacional.

A 151 foi uma das bandeiras que a Central lutou para incluir na 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, em novembro do ano passado, em Brasília. Ela garante o direito de organização e negociação dos servidores públicos e prevê pontos como: proteção contra os atos de discriminação que acarretem violação da liberdade sindical em matéria de trabalho; independência das organizações de trabalhadores da função pública face às autoridades públicas e proteção contra atos de ingerência das autoridades públicas na formação, funcionamento e administração das organizações de trabalhadores da função pública.

Luta histórica dos trabalhadores - A organização no local de trabalho é pauta histórica da central desde o seu nascimento. Em 2006, a ratificação foi uma das deliberações do 9.º Congresso Nacional da CUT (Concut).

No ano seguinte, em encontro com o presidente Lula ao final da 4.ª Marcha da Classe Trabalhadora, as centrais cobraram o envio da 151 para o Congresso, fato que ocorreu em 2008.

Para o presidente da CUT, Artur Henrique, a ratificação iniciará uma grande discussão a respeito da organização no local de trabalho. “Isso abre um debate sobre a forma de organização do funcionalismo, não apenas em âmbito federal, mas também nos estados e municípios.”  

Pressão total - Armengol acredita que mantida a mobilização dos trabalhadores, a ratificação deve ser votada nos próximos 30 dias. “A aprovação da 151 na Comissão de Relações é uma grande conquista porque fica admitida a legitimidade da convenção. A classe trabalhadora deve manter a pressão sobre os senadores na capital federal para que aprovem ainda neste ano o direito de negociação e organização dos servidores”, comentou.

Desde o início da semana, a CUT e as demais centrais promovem uma ocupação do Congresso Nacional em defesa de bandeiras como a 151 e a redução da jornada de trabalho.

Fonte: CUT

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Lei Maria da Penha é uma das mais avançadas do mundo, diz ONU

Publicado por Administrador 8 março, 2010 Nenhum Comentário Envie para um amigo Imprimir

A Lei Maria da Penha, que tornou mais rigorosas as penas contra crimes de violência doméstica, é considerada pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) uma das três leis mais avançadas do mundo, entre 90 países que têm legislação sobre o tema.

Em vigor desde 2006, a lei trouxe várias conquistas, entre elas facilitou a tramitação das ocorrências de violência doméstica e familiar contra mulheres com a criação de juizados e varas especializadas. A primeira foi criada em Cuiabá, onde atualmente existem duas varas, cada uma com cerca de 5 mil processos em tramitação.

Segundo a juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 1ª Vara de Cuiabá, a implantação da lei aumentou o registro de ocorrências. “As pessoas estão convencidas de que dá resultado, que não acaba em cesta básica. Hoje se prende por ameaça, antes que vire homicídio. Bater em mulher era cultural. Estamos mudando essa cultura”, afirmou a juíza.

Já a promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero Pró-Mulher do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MDFT), Laís Cerqueira, destaca que a Lei Maria da Penha esbarra no aspecto punitivo. “A sociedade ainda não consegue ver a violência doméstica como um ato de violação aos direitos humanos. Temos uma legislação avançada. Garante-se a proteção, mas há dificuldades no aspecto punitivo. Existe resistência em se punir o homem como autor da violência”, destacou.

A mulher vítima de agressão deve se dirigir a uma Delegacia Especial para Mulheres (Deam). Após o registro, a delegacia tem 48 horas para encaminhar a ocorrência ao juizado ou à vara especial que terá prazo igual para analisar e julgar o caso.

Segundo a promotora, hoje as mulheres podem registrar ocorrências policias de forma tranquila e pedir medida de proteção, como o afastamento do marido do lar, a proibição de contato e da visita aos filhos e a perda do porte de arma. Entretanto, em alguns casos, os prazos de tramitação da ocorrência não são cumpridos e muitas mulheres desistem da acusação.

“Na prática esse pedido [de medidas de proteção] não é avaliado pelo juiz sem ter uma audiência com a mulher, para verificar qual o tipo de agressão, se é realmente necessário tirar o homem de casa. Isso, na minha avaliação, já é uma violação à lei”, argumentou.

A promotora considera um retrocesso a decisão sobre a Lei Maria da Penha tomada no dia 24 de fevereiro pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A determinação é de que o Ministério Público só poderá propor ação penal nos casos de lesões corporais leves com a presença da vítima.

“A alegação é de que sendo uma lesão leve, como olho roxo ou braço quebrado com recuperação em menos de 30 dias, o Ministério Público não pode agir independentemente da vontade da vítima, pois estaria interferindo na autonomia da mulher e talvez impedindo uma reconciliação”, criticou Laís Cerqueira. O Ministério Público do Distrito Federal pretende ir ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão.

Do Sindicato do ABC

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Lula: Portal Brasil é o início de uma nova era na comunicação

Publicado por Administrador 8 março, 2010 Nenhum Comentário Envie para um amigo Imprimir

O Portal Brasil, lançado na semana passada em Brasília, foi considerado pelo presidente Lula como sendo “o começo de uma nova era na área de Comunicação, entre o Estado brasileiro e a sociedade brasileira”. A avalição foi feita no programa semanal da rádio Café com o Presidente desta segunda-feira (8/3).

“Você imagina que hoje, para que uma pessoa tenha informação do governo, às vezes ela tem que sair de casa, pegar um ônibus, ir a 500 repartições ou fazer 200 telefonemas para ter “uma” informação. Com o Portal Brasil, ela vai poder acessar o Portal Brasil e vai ter pelo menos 500 tipos de informações diferentes do Brasil”, disse o presidente.

Outro tema abordado pelo presidente Lula foi a inauguração do projeto de irrigação Salitre, em Juazeiro (BA), na última sexta-feira (5/3). De acordo com Lula, o projeto é importante não apenas para aquela região, mas para o País.

“Só no Nordeste brasileiro nós ainda temos 750 mil hectares de terras prontas para serem irrigadas; no Sudeste, nós temos 3 milhões de hectares; no Sul, nós temos 3,2 milhões de hectares; no Centro-Oeste, 4 milhões de hectares; e na região Norte do País, mais de 14 milhões de hectares. Então, você percebe que nós temos uma quantidade enorme de terra para ser irrigada”.

Fonte: Blog do Planalto

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Mulheres trabalham 23,9 horas semanais no lar

Publicado por Administrador 8 março, 2010 Nenhum Comentário Envie para um amigo Imprimir

O aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho ainda não trouxe grandes mudanças na jornada doméstica. Mesmo com a redução do número de horas, de 29 para 23,9 entre 2001 e 2008, o valor ainda é considerado alto, tendo em vista o trabalho “fora de casa”.
 
Dados divulgados nesta segunda-feira (8) pelo Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada) mostram que uma das explicações para esta redução está na ampliação do acesso a bens e serviços, como água encanada, saneamento, eletrodomésticos, que facilitam a vida de quem responde pelo trabalho doméstico.
 
No entanto, apesar da redução das horas de trabalho, os homens ainda realizam tarefas mais esporádicas, tais como consertos e cuidados com o jardim, enquanto as mulheres se incumbem das tarefas mais cotidianas, como cuidar dos filhos, limpar a casa, lavar e passar roupa.
 
Se for considerado o emprego formal, de 40 horas semanais, as mulheres têm um jornada de trabalho de 63,9 horas, ou seja, quase três dias na semana dedicados somente ao trabalho. A proporção para os homens, no entanto, chega a 9,2 horas de trabalho doméstico que, somado ao trabalho formal chega a 49,2 horas.
 
O excesso de horas gastas em serviços domésticos prejudica a inserção das mulheres no mercado de trabalho, segundo o Ipea. Devido à necessidade de procurar trabalho mais perto de casa, ou de ter uma jornada parcial, para cuidar dos filhos e de doentes, as mulheres têm menor disponibilidade para ocupar cargos de gerência.

Fonte: R7

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Justiça determina o fim da cobrança por ponto extra na TV paga

Publicado por Administrador 8 março, 2010 Nenhum Comentário Envie para um amigo Imprimir

A juíza da 6ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo Cynthia Thomé determinou que as operadoras de TV por assinatura não cobrem mais pela pela utilização do ponto extra.

Segundo a juíza, a prática está proibida por resolução da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e caracteriza-se como enriquecimento ilícito e prática abusiva, pois, não há a prestação contínua de serviço que justifique a cobrança. O descumprimento da liminar resultará em multa diária de R$ 30 mil.

Com a decisão, está liberada apenas a cobrança pela instalação do novo ponto e a manutenção da rede e dos decodificadores.

O Procon de São Paulo, órgão responsável pela ação civil pública que originou a liminar, considerou a determinação uma “vitória do consumidor”, pois o ponto extra vinha sido cobrado de forma indevida, mesmo após a Anatel ter expedido uma resolução sobre o assunto. A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) disse que ainda está estudando a decisão para poder se pronunciar.

Das Agências

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Brasil aumenta imposto de importação de produtos norte-americanos

Publicado por Administrador 8 março, 2010 Nenhum Comentário Envie para um amigo Imprimir

A lista de produtos e serviços que será usada pelo Brasil como forma de retaliar os EUA por subsídios ilegais dados aos produtores americanos de algodão foi liberada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). A relação dos produtos está no Diário Oficial da União e inclui arenque, um tipo de peixe, peras, cerejas e batatas, além de trigo e automóveis.

Também foram incluídas na lista gomas de mascar sem açúcar, águas-de-colônia, xampus e pasta de dente. O maior peso, no entanto, poderá mesmo ser na importação do trigo, cuja tarifa, embora passe de 10% para 30%, e em tese poderia afetar a população de menor poder aquisitivo.

Mas a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Lytha Spíndola, descarta esse problema porque o Brasil conta hoje com mercados alternativos para a compra de trigo.

“Esse assunto foi estudado com o Ministério da Agricultura e examinada a necessidade de importação do Brasil. Nós temos uma produção interna, que aumentou e temos fornecedores como a Argentina, o Uruguai e o Canadá, além de outros mercados”, disse.

O valor total da retaliação chega a US$ 591 milhões. Outros US$ 238 milhões serão aplicados nos setores de propriedade intelectual e serviços, mas a decisão sobre a forma de adotar essas medidas deve ser definida até o dia 23 de março.

A retaliação tem prazo de 30 dias para ser aplicada e as novas alíquotas do Imposto de Importação para as mercadorias escolhidas pela Camex têm vigência de um ano.

No ano passado, a Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o governo brasileiro a retaliar os Estados Unidos em até US$ 829 milhões depois de uma ação do Brasil contra subsídios proibidos pelas regras da organização, mas concedidos pelos Estados Unidos a seus produtores de algodão.

No início de fevereiro, a lista já havia sido aprovada, mas precisava de ajustes técnicos. Inicialmente, o valor da lista chega a US$ 560 milhões. O restante será usado à retaliação em serviços e propriedade intelectual, que poderá ser usada se o Brasil julgar necessário.

O diretor do Departamento de Economia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Carlos Márcio Cozendey, explicou que o governo resolveu incluir outros setores, além do agrícola, para despertar interesse de industriais norte-americanos que não se beneficiam do algodão, de modo a pressionar o Congresso daquele país.

“O industrial americano vai se perguntar porque está sendo retaliado, perdendo mercado no Brasil para defender uma política do setor de algodão que prejudica vários países em desenvolvimento e os da África?”, disse.

O governo brasileiro espera o cumprimento do governo americano das medidas. O prazo de 30 dias também indica que o diálogo não está fechado, segundo Cozendey. Por isso, ele espera que no ano que vem não seja necessário a criação de uma nova lista de bens e serviços para manter a retaliação.

Da Ag. Brasil

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Câmara aprova PEC sobre piso salarial de policiais e bombeiros

Publicado por Administrador 3 março, 2010 Nenhum Comentário Envie para um amigo Imprimir

O Plenário aprovou nesta terça-feira, em primeiro turno, a PEC 446/09, do Senado, que remete a uma lei federal a definição de um piso remuneratório para os policiais civis e militares e bombeiros dos estados. A matéria foi aprovada por 393 votos, com duas abstenções, e os deputados precisam ainda analisar os destaquesMecanismo pelo qual os deputados podem retirar (destacar) parte da proposição a ser votada para ir a voto depois da aprovação do texto principal.

A parte destacada (artigo, inciso, alínea) só volta a integrar a proposição se for aprovada nessa votação posterior. Nesse caso, os interessados em manter o trecho destacado é que devem obter o quorum necessário à sua reinclusão no texto. Podem requerê-lo 10% dos deputados (51) ou líderes que representem esse número. Nesse caso, é chamado destaque de bancada. , o que ocorrerá a partir desta quarta-feira.

O texto aprovado é o de uma emenda assinada por vários partidos, semelhante à PEC original vinda do Senado. As principais diferenças são a diminuição do prazo para implementar o piso, que passa de um ano para 180 dias; e a previsão de um piso nacional provisório até que seja editada a lei.

Esse piso transitório será de R$ 3,5 mil para os policiais de menor graduação (soldados, no caso da PM) e de R$ 7 mil para os oficiais do menor posto.

Subsídio
A emenda aprovada, assim como a PEC original do Senado, determina que a remuneração será paga na forma de subsídio. Nessa sistemática, não há soldos ou gratificações e sim apenas um valor único, adicionado de valores não tributáveis, como auxílio-alimentação, auxílio-creche e vale-transporte ou diárias.

As regras valem tanto para os servidores da ativa quanto para os inativos e pensionistas. Como a remuneração desses profissionais é de responsabilidade dos estados, a mesma lei que estabelecer o piso nacional regulamentará o funcionamento de um fundo com parte da receita tributária da União para complementar o pagamento do piso. A lei também definirá o prazo de duração do fundo.

O piso será implementado de forma gradual, observando prioridade a ser estabelecida por decreto do Poder Executivo federal.

Distrito Federal
Apesar de ter preferência regimental na votação, o texto da comissão especial, de autoria do relator Major Fábio (DEM-PB), não prevaleceu perante o texto que foi a voto. O substitutivo da comissão para a PEC 300/08, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), vinculava os salários dos policiais militares e bombeiros de outros estados aos desses profissionais no Distrito Federal.

Consequentemente, as menores remunerações seriam de R$ 4,5 mil e R$ 9 mil para a menor graduação e o menor posto.

Cláusula pétrea
Poucos deputados se manifestaram contra a emenda aprovada, argumentando que ela fere a cláusula pétrea da Constituição que prevê autonomia dos entes federados (estados, municípios e União).

Outro empecilho apontado contra o sucesso da PEC é a dificuldade de implementar o subsídio para essas carreiras, pois essa sistemática de remuneração acaba com o recebimento das parcelas incorporadas (como quintos, funções e causas ganhas na Justiça).

Da Ag. Câmara

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Dengue: cinco estados concentram 71% dos casos

Publicado por Administrador 3 março, 2010 Nenhum Comentário Envie para um amigo Imprimir

Cinco estados brasileiros concentram alta incidência de casos de dengue nas seis primeiras semanas de 2010, revela balanço parcial do Ministério da Saúde. Rondônia, Mato Grosso do Sul, Acre, Mato Grosso e Goiás registraram índices que vão de 423,2 a 891,7 casos por 100 mil habitantes (veja tabela). O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (até 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta (acima de 300).

Em números absolutos, esses cinco estados registraram 77.117 notificações da doença, o equivalente a 71% dos 108.640 registros em todo o país entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro. Mais de um terço (34%) das notificações concentrou-se em cinco municípios: Campo Grande-MS (12.712 casos), Goiânia-GO (12.316), Aparecida de Goiânia-GO (3.280), Rio Branco-AC (5.056) e Porto Velho-RO (3.412). No mesmo intervalo de 2009, foram 51.873 casos no Brasil.

O balanço parcial mostra ainda uma diminuição nas mortes por dengue no país. Nas seis primeiras semanas de 2010, foram confirmadas 21 mortes, contra 31 no mesmo período de 2009. O número de óbitos pode sofrer alterações, uma vez que todas as mortes por suspeita de dengue são submetidas a investigação laboratorial.

MG, SP e DF - Minas Gerais registrou, nas primeiras seis semanas do ano, 15.626 casos de dengue. Porém, a incidência no estado (78 casos por 100 mil habitantes) é considerada baixa, conforme os parâmetros do Ministério da Saúde. Em Minas, o aumento nas notificações concentrou-se em sete municípios: Belo Horizonte (2.000 casos), Montes Claros (1.840), Arcos (1.168), Uberaba (764), Carangola (756), Bom Despacho (681) e Pirapora (667).

São Paulo e Distrito Federal, por sua vez, também apresentaram aumento nas notificações. Mas a quantidade de casos é pequena, quando comparada à população de cada unidade federada. Em São Paulo, foram 2.930 casos no período (incidência de 7,1 casos por 100 mil habitantes). Destes, 70% ocorreram em quatro municípios: São José do Rio Preto(1.114 casos), Ribeirão Preto(455), Ituverava (293) e Araçatuba (231). No Distrito Federal, 1.167 casos foram confirmados (incidência de 44,8 casos por 100 mil habitantes), todos nas regiões de Vila Planalto, Itapoã e Paranoá.

ALERTA – O aumento de casos neste início de ano pode estar relacionado ao forte calor e aos altos volumes de chuvas em diversas regiões do país. Outro fator que vem contribuindo para o crescimento das notificações é a circulação do sorotipo viral DEN-1, o que motivou o Ministério da Saúde a alertar todas as unidades da federação, pois esse sorotipo, que circulou com maior intensidade na década de 90, voltou a predominar em alguns estados no final de 2009.

No Brasil, circulam os sorotipos DEN-1, DEN-2 e DEN-3. O sorotipo DEN-4 não tem registro de circulação no país até o momento. Embora os sintomas da doença sejam iguais para os três tipos de vírus, a circulação ocorre de forma heterogênea nos estados. Quando um indivíduo contrai a doença por um sorotipo, fica imunizado apenas contra ele. Posteriormente, pode ser novamente infectado por outro sorotipo. E, quando o paciente contrai a doença mais de uma vez, aumenta o risco de desenvolver formas graves de dengue.

“Há um contingente muito grande de pessoas que não estão imunizadas contra o sorotipo DEN-1, em especial crianças e adolescentes”, ressalta o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho. “Ainda é cedo para avaliar, mas entre os fatores que podem influenciar o prognóstico estão o período de maior transmissão da doença no Nordeste, que começa em março, e também o sorotipo viral que circulará predominantemente na região.”

ACÕES DE COMBATE À DENGUE - Diante da situação, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, encaminhou um alerta aos governadores de todos os estados nordestinos e prefeitos das capitais. Ele recomenda a intensificação das ações para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti e a articulação com outros setores que podem ajudar no controle da doença, como limpeza urbana, saneamento e meio ambiente.

O ministro também voltou a reforçar a necessidade de aplicação dos planos de contingência locais de acordo com as Diretrizes Nacionais de Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, lançadas em julho de 2009 pelo Ministério da Saúde e Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais (CONASS) e Municipais (CONASEMS) de Saúde. Campanhas de comunicação e mobilização também precisam ser intensificadas pelos estados e municípios, para que a população realize as medidas de prevenção dentro dos domicílios.

Este apelo vem sendo feito pelo Ministério da Saúde desde 2009. Em novembro, os resultados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) revelaram que 102 municípios brasileiros estavam em estado de alerta por apresentarem larvas do mosquito da dengue em mais de 1% dos imóveis pesquisados. Outras dez cidades estavam com risco de surto, pois apresentaram focos do mosquito em pelo menos 4% dos imóveis pesquisados.

Entre as cinco cidades que concentraram mais de um terço dos casos de dengue entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro, quatro estavam em situação de alerta, segundo o LIRAa 2009: Rio Branco (3,9% dos imóveis com larvas); Porto Velho (2,6%), Goiânia (2,5%) e Aparecida de Goiânia (1,5%). Campo Grande informou ao Ministério da Saúde que apenas 0,5% dos imóveis pesquisados tinham focos do Aedes aegypti, o que configurava situação satisfatória, segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A correlação entre os resultados do LIRAa e o aumento de notificações nestas cinco cidades confirma a importância do levantamento para ajudar a planejar e direcionar as ações de campo, como visitas domiciliares, aplicação de inseticidas e mobilização popular. “Os prefeitos têm um mapa confiável da infestação, o que pode evitar surtos e epidemias da doença se ele for bem utilizado”, ressalta Giovanini. O LIRAa, cuja realização não é obrigatória, é feito anualmente, desde 2004, pelas Secretarias Municipais de Saúde, antes do período de maior transmissão da dengue.

Logo após a divulgação dos resultados do LIRAa, o Ministério da Saúde intensificou o apoio aos estados que atualmente registram maior incidência de dengue. Naquele mês, eles já começavam a apresentar tendência de crescimento nas notificações. Visitas de assessoria técnica, envio de equipamentos da reserva estratégica nacional, além de remessas extras de medicamentos, inseticidas e larvicidas estão entre as ações do Ministério.

Do Ministério da Saúde

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