Participe! Semana Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional
O Conselho Municipal de Segurança Alimentar de Joinville (Comsean) promove a partir desta segunda-feira (10/10) a VII Semana Mundial da Alimentação. A abertura oficial é às 10h, no Restaurante Popular (rua: Urussanga, 442), com diversas atividades como avaliação nutricional, verificação de pressão arterial e orientação alimentar. O público-alvo são os usuários do Restaurante Popular e também a comunidade. A programação prossegue na outra semana, 17 a 21/10, confira abaixo.
O objetivo é reunir as diversas instituições que trabalham na promoção de segurança alimentar e nutricional e que atuam na defesa do direito humano à alimentação adequada de forma sustentável e permanente. É com este propósito que o Comsean tem este evento como ação permanente do conselho, promovendo desde o ano de 2005. Também conta com a parceria das secretarias municipais da Saúde, de Educação, Assistência Social, colégio Bom Jesus/Ielusc e Associação de Segurança Alimentar e Nutricional de Joinville.
O Dia Mundial da Alimentação é celebrado há mais de 20 anos e sempre no dia 16 de outubro. É o momento em que o mundo volta sua atenção para a fome e a insegurança alimentar que afetam centenas de milhões de pessoas. O tema é proposto pela FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. O Dia Mundial da Alimentação marca a criação, em 1945, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cujo objetivo é elevar os níveis de nutrição e de desenvolvimento rural.
No Brasil, a celebração do Dia Mundial da Alimentação é ampliada para a Semana Mundial da Alimentação, que ocorre na semana do dia 16 de outubro, ocasião em que entidades da sociedade civil, ministérios, governos estaduais e municipais promovem iniciativas relacionadas ao tema proposto, e que vão desde apresentação de experiências bem sucedida a debates sobre segurança alimentar e nutricional.
PROGRAMAÇÃO PARALELA
Além da programação oficial, vão ocorrer outros eventos paralelos durante os meses de outubro e novembro. No dia 21/10 até 1º/11, haverá a avaliação do Concurso de Hortas Orgânicas das Unidades de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde. De 26 a 28/10, será realizada a VII Semana Acadêmica de 2011: Universo da Nutrição: as diferentes linhas de atuação, no auditório do Bom Jesus/IELUSC, Saguaçu III, Rua Mafra, 84, bairro Saguaçu.
Confira a programação:
10/10
Abertura Oficial da VII Semana Mundial da Alimentação
Local: Restaurante Popular
Rua: Urussanga, 442 Bairro: Bucarein
Horário: 10h
Atividades:
Avaliação Nutricional, Verificação de Pressão Arterial, Orientação Alimentar.
Público-alvo: Usuários do Restaurante Popular e Comunidade.
17/10
Palestra: Segurança Alimentar e Nutricional e Fome Oculta
Palestrantes: Nutricionistas Eloise Schot e Tânia Jacob
Local: Auditório Bom Jesus Ielusc
Rua: Princesa Isabel, 438 Bairro: Centro
Público-alvo: Conselheiros do Comsean, Nutricionistas, Administradores de Unidades de Alimentação e Nutrição, Estudantes, Cozinheiros e Comunidade.
Horário: 16h
Inscrições no local
17/10
Unidade de Saúde do Bairro Costa e Silva
Atividade: Orientação sobre Segurança Alimentar e Nutricional, Distribuição da Cartilha de Alimentação do Comsean.
Público-alvo: Usuários dos serviços da Regional de Saúde e Comunidade do bairro
Horário: Das 7h às 19h
19/10
Unidade de Saúde do Bairro Comasa
Atividade: Orientação sobre Segurança Alimentar e Nutricional, Distribuição da Cartilha de Alimentação do Comsean.
Público-alvo: Usuários dos serviços da Regional de Saúde e Comunidade do bairro
Horário: Das 7h às 19h
20/10
Unidade de Saúde do Bairro Floresta
Atividade: Orientação sobre Segurança Alimentar e Nutricional, Distribuição da Cartilha de Alimentação do Comsean
Público-alvo: Usuários dos serviços da Regional de Saúde e Comunidade do bairro
Horário: Das 7h às 19h
21/10
Regional de Saúde de Pirabeiraba
Atividade: Orientação sobre Segurança Alimentar e Nutricional, Distribuição da Cartilha de Alimentação do Comsean
Público-alvo: Usuários dos serviços da Regional de Saúde e Comunidade do bairro
Horário: Das 7h às 19h
Fonte: Prefeitura de Joinville
Prévia da inflação oficial fica em 0,70% em maio
A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), diminuiu para 0,70% em maio, depois de registrar alta de 0,77% um mês antes. De acordo com dados divulgados hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice acumula alta de 3,86% no ano. Já nos últimos 12 meses, a elevação acumulada chega a 6,51%, superando o teto da meta estabelecida pelo Banco Central para a inflação em 2011 (6,5%). O centro da meta é 4,5%, com variação de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
Em maio de 2010, o IPCA-15 chegou a 0,63%.
De acordo com o levantamento do IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pelos alimentos e bebidas, cuja taxa passou de 0,79% para 0,54%, e pelos transportes (de 1,45% em abril para 0,93% em maio).
No caso dos alimentos, a redução foi puxada pelos produtos in natura e por aqueles consumidos fora do domicílio. O tomate, por exemplo, ficou 9,18% mais barato no mês. As frutas (-2,90%) e as hortaliças (-1,51%) também pesaram menos no bolso do consumidor. Já a taxa referente às refeições fora de casa diminuiu de 0,91% em abril para 0,47% em maio. Também ficaram mais baratos os lanches consumidos fora de casa (de 0,54% para – 0,63%).
O documento aponta que, por outro lado, o consumidor passou a pagar mais por outros itens, como a batata-inglesa (de 10,05% para 24,22%), o feijão-carioca (de 5,99% para 7,27%), o leite pasteurizado (de 1,58% para 3,82%) e o café moído (2,10% para 3,02%).
No grupo transporte, a redução na taxa foi influenciada pelo preço do litro do etanol, que ficou praticamente estável em maio (0,01%), depois de ter subido 16,40% em abril. Já a gasolina, ficou ainda mais cara, com alta de 5,30%. Um mês antes, a elevação havia sido de 4,28%. O produto foi responsável por um impacto de 0,21 ponto percentual, o maior do mês, representando 30% do IPCA-15.
Os produtos não alimentícios tiveram elevação de 0,75%, praticamente repetindo o resultado de abril (0,76%). A alta em itens como remédios, que tiveram reajuste médio de 4,77% em 31 de maio, energia elétrica (1,14%), além de água e esgoto (1,64%), impediram que houvesse redução da taxa desse grupo.
Regionalmente, Goiânia registrou o maior índice (1,07%), puxado pela alta na taxa de água e esgoto (2,49%), reajustada em 5,93% em 1º de maio, além da gasolina (6,71%). O menor resultado foi observado em Belém (0,36%), onde os remédios apresentaram variação de 0,68%, a mais baixa de todas as regiões pesquisadas.
Para calcular o IPCA-15 de maio, foram coletados preços no período de 13 de abril a 13 de maio e comparados aos vigentes entre 16 de março e 12 de abril.
De acordo com o IBGE, o indicador refere-se às famílias com rendimento de até 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba e do Rio de Janeiro, além das cidades de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está apenas no período de coleta dos preços.
Agência Brasil
Alimentos voltam a pressionar a inflação semanal, indica FGV
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), atingiu 1,09%, na segunda prévia de maio. Essa taxa foi 0,04 ponto percentual maior do que a apurada na primeira prévia (1,05%). A principal elevação foi constatada no grupo alimentação que passou de 1,26% para 1,52%.
De um total de 21 gêneros alimentícios pesquisados, 14 ficaram mais caros, entre eles, as hortaliças e os legumes (de 5,77% para 7,89%); as frutas (de 0,12% para 0,33%); os laticínios (de 2,72% para 2,84%), e a comida pronta e congelados (de 1,05% para 1,26%).
Também pesou mais no orçamento doméstico as despesas com habitação (de 0,63% para 0,76%), com reflexos das taxas de água e esgoto residencial (de 1,29% para 2,27%), e a tarifa de eletricidade residencial (de 1,31% para 1,63%).
Os cinco grupos restantes registraram alta, mas com taxas menores do que as obtidas no último levantamento. Embora o grupo de transportes ainda apresente índice elevado com 1,56% ante 1,94%, no período da apuração, entre os dias 7 e 15 de maio, houve expressa redução no ritmo de correção do álcool combustível (de 5,63% para 0,09%).
Em vestuário, a taxa atingiu 1,38% ante 1,60% sob a influência dos calçados (de 0,6¨% para 0,34%); em despesas diversas 0,61% ante 0,76%, com destaque para os cigarros (de 2,21% para 1,54%); em educação, leitura e recreação, o IPC-S passou de 0,35% para 0,26% com perda na velocidade de reajuste dos hotéis (de 1,32% para 0,83%) e em saúde e cuidados pessoais, a taxa aumentou de 1,06% para 1,04% com leve redução da pressão dos medicamentos (de 2,91% para 2,73%).
Os itens que mais ajudaram a elevar o IPC-S foram: a batata-inglesa (de 32,03% para 32,64%); a gasolina (de 6,01% para 5,12%); a tarifa de energia elétrica residencial (de 1,31% para 1,63%), o leite longa vida (de 4,53% para 4,68%) e a taxa de água e esgoto residencial (de 1,29% para 2,27%).
Agência Brasil
Especulação, clima e tensão política internacional pressionam preços dos alimentos, diz FAO
A notícia de que os preços mundiais de alimentos chegaram em fevereiro ao nível mais alto desde 1990 reforça a expectativa sobre que medidas poderão ser tomadas para evitar que a fome e a pobreza em escala planetária acabem aumentando. A agência da Organização das Nações Unidas para a alimentação (FAO) alerta que clima, aumento da demanda, uso de grãos para fabricar biocombustíveis e encarecimento do petróleo são os principais fatores para explicar o quadro atual.
Desde 2008, a FAO aponta elevação de preços. Naquele ano, o índice que reúne 55 produtos cresceu 25%, chegando pela primeira vez à marca dos 200 pontos na escala desenvolvida para o indicador. Na comparação com o começo da década, a inflação alimentar havia mais que dobrado. Desde então, após uma leve queda, o índice chegou em fevereiro a 236 pontos, o que levou a agência a lançar um novo alerta de que os países precisam, individual e coletivamente, tomar iniciativas para frear pressões inflacionárias.
“Há um problema estrutural, que é a oferta de alimentos, que está baixa em relação a uma demanda superaquecida por melhoria de vida e de renda nos países asiáticos, nos países latino-americanos e nos emergentes”, afirmou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em fevereiro. A preocupação recai especialmente sobre as populações pobres dos países emergentes e com as nações menos desenvolvidas. A Bolívia, dependente da importação de diversos produtos, passou a sofrer desabastecimento de açúcar e elevação de outros itens básicos da alimentação.
Alimento ou lucro?
A especulação financeira foi colocada no centro das apreensões da FAO. “É urgente introduzir novas medidas de transparência e de regulamentação para fazer frente à especulação nos mercados futuros de produtos agrícolas”, anotou Jacques Diouf, diretor da entidade, em artigo recente.
O problema tem início na década de 1990, quando as commodities agrícolas passaram a receber atenção de investidores do mercado financeiro. Commodities são produtos básicos cuja cotação é regulada internacionalmente por meio de negociação em bolsas de valores, como soja e café, por exemplo. Como em outras transações financeiras, esses produtos passaram a estar sujeitos a humores de investidores globais.
“O tipo de comportamento de ´manada´ dos investidores e a velocidade e magnitude das decisões de investimento nos mercados financeiros podem provocar pressões repentinas sobre a demanda de bens primários, inclusive em nível global”, adverte a FAO em seu relatório anual. Em linhas gerais, os preços dos alimentos têm ficado tão voláteis quanto o humor dos investidores, num fenômeno que a agência classifica como “financeirização” do setor.
Geopolítica
Um bom exemplo foi dado recentemente. Com as movimentações políticas nos países árabes, os homens do mercado financeiro apressaram-se para vender seus papéis, derrubando a cotação dos preços de grãos no mundo todo. “Algumas poucas empresas têm um tal nível no comércio internacional de commodities agrícolas que podem, sim, fazer um aumento artificial de preços”, avaliou recentemente o ministro da Agricultura.
Lucílio Alves, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), considera que a apreensão dos investidores com os fatos no mundo árabe já passou, o que permitirá a retomada das cotações tidas como normais. “Como as commodities já vinham em alta, o que se fez ao sinal das incertezas foi liquidar os contratos. Os investidores aproveitam os ganhos e entram em outros mercados.”
Ao mesmo tempo, o mundo árabe é rico em petróleo, e aí a tensão tem outro aspecto. A possibilidade de interrupção na produção petrolífera provoca um movimento de alta nos preços de combustíveis, o que por sua vez impacta nos custos da indústria de alimentos.
Clima
O clima é um dos fator conectado ao preço da alimentação, já que instabilidades provocam perdas de safras. Ainda é cedo para dizer qual impacto o aquecimento global terá sobre a cadeia produtiva, mas fenômenos pontuais nos últimos anos têm chamado atenção. Em 2007 e 2008, uma seca em países produtores, como Argentina e Austrália, além do leste europeu e de parte da Ásia, foi um dos fatores centrais.
Em 2011, novamente a baixa pluviosidade é apontada como uma das culpadas. Começou na Ásia, forçando a elevação dos preços do trigo. “Foi uma quebra violenta de safra. Então, os países tomam a decisão de não exportar. Como o trigo é utilizado para consumo animal, na falta dele passam a utilizar soja e milho, que também acabam pressionados”, resume Paulo Magno, analista de mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estatal vinculada ao Ministério da Agricultura.
O Brasil, que importa trigo para consumo interno, acaba pagando mais caro pelo produto, o que provoca pressão por aumentos do próprio e de seus derivados, como farinha, pão e massas. De todo modo, a inflação provocada por alimentos parece ter passado seu pior momento.
Da Rede Brasil Atual
Campanha de Alimentos para trabalhadores da Busscar ganha apoio da Conab e Servidores Públicos
Na terceira semana após ser deflagrada pelo Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região, a Campanha de Arrecadação de Alimentos para os trabalhadores da Busscar Ônibus – que não paga salários há três meses e o décimo terceiro à sete – começa a deslanchar com mais apoios.
Chegou hoje um carregamento vindo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do Governo Federal trazendo 28.800 quilos de feijão e mais 321 caixas de pepino em conserva. Da Associação dos Servidores Públicos Municipais vieram mil quilos de alimentos, e do Sindicato dos Metalúrgicos mais 1,2 mil quilos entre feijão, trigo, arroz, açúcar, entre outros alimentos. Na semana passada a CNM/CUT doou mil cestas básicas, que por problemas de burocracia ainda não chegaram a Joinville, vindas de São Paulo.
Até a chegada dessa grande doação de alimentos o placar da solidariedade estava em duas mil cestas básicas somente em Joinville. Agora as novas cestas estão sendo montadas com a chegada desses 2,2 mil quilos de alimentos, mas ainda não atende as necessidades dos quase três mil trabalhadores e trabalhadoras que passam graves dificuldades por falta do pagamento mensal.
Quem recebe as cestas em primeiro lugar são os salários mais baixos, e assim por diante, critério adotado pela comissão de trabalhadores da Busscar e diretores do Sindicato que lá trabalham, responsáveis por fiscalizar, organizar e entregar as cestas básicas.
Quem quiser participar e doar alimentos ligue para 47 – 3027.1183 e peça mais informações de como proceder. O Sindicato dos Mecânicos e trabalhadores da Busscar agradecem imensamente a solidariedade dos que já colaboraram, e esperam ainda mais apoio da comunidade.
Produtores orgânicos têm até o fim do ano para se regularizar
Produtores de orgânicos que ainda não se adaptaram às novas regras do segmento ainda têm até o fim de 2010 para se regularizar. As mudanças referem-se à produção e comercialização de orgânicos, incluindo armazenamento, rotulagem, transporte, certificação e fiscalização, estabelecidos por decreto. Assim que se adaptarem as novas regras, os produtos terão permissão para receber o selo do Sistema Brasileiros de Conformidade Orgânica.
Segundo a legislação brasileira, existem três maneiras de garantir a qualidade orgânica dos alimentos: a certificação, os sistemas participativos de garantia e o controle social para venda direta sem certificação. Organizações de vários estados que obedecem com as três características já estão em processo de regularização no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Para iniciar o credenciamento, basta procurar a Superintendência Federal de Agricultura (SFA) no estado.
Agricultura orgânica
A produção orgânica segue princípios de uso responsável do solo, água, ar e outros recursos naturais. Não é permitido o emprego de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente. Também não são aplicados fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos às culturas.
Para orientar o consumidor sobre os alimentos, locais de compra e legislação, foi criado o hotsite “Orgânicos – Entre para o mundo da vida saudável, prefira alimentos orgânicos”. Através do endereço, o internauta tem acesso a informações sobre o que são alimentos orgânicos, locais de venda dos produtos e a biblioteca multimídia, com vídeos e publicações sobre o tema.
Do Ministério da Agricultura
Campanha de Alimentos da Busscar ganha doação de mil cestas
Prestes a completar duas semanas de arrecadação a Campanha de Alimentos para os trabalhadores da Busscar Ônibus recebeu importante contribuição da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) esta semana: a doação de mil cestas básicas que devem ser entregues nos próximos dias.
Até a chegada dessa grande doação de alimentos o placar da solidariedade estava em 913 cestas básicas somente em Joinville. Agora a Campanha de Alimentos chega a quase duas mil cestas básicas, mas que ainda é pouco diante da grande necessidade dos companheiros. Em Rio Negrinho foram doadas 400 cestas por parte da Prefeitura do município segundo informações recebidas.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville também realizou uma arrecadação junto à categoria, um grande apoio para ajudar cerca de três mil famílias que estão sofrendo diante da crise e sem receber salários a quase três meses. Empresas, entidades e até pessoas físicas estão apoiando a causa. O Sindicato dos Mecânicos, que lidera essa campanha, alerta que ninguém está autorizado a bater nas portas de empresas e residências pedindo alimentos em nome da Busscar ou Sindicato. “Os alimentos devem ser enviados ao Sindicato ou ligar para 3027.1183 e pedir que alguém busque”, explica o presidente João Bruggmann.
Mesmo com o andamento razoável da Campanha de Alimentos, Bruggmann apela para que a comunidade continue ajudando, agora com outros produtos como de higiene pessoal e coisas do gênero, já que a situação é realmente preocupante. “Estamos trabalhando e pressionando a empresa e acionistas para que dêem solução, e ao mesmo tempo, atendendo a necessidade de alimentação dessas famílias contando com apoio de Joinville e quem mais quiser ajudar”, explica Bruggmann.
Quem recebe as cestas em primeiro lugar são os salários mais baixos, e assim por diante, critério adotado pela comissão de trabalhadores da Busscar e diretores do Sindicato que lá trabalham, responsáveis por fiscalizar, organizar e entregar as cestas básicas.
Quem quiser participar e doar alimentos ligue para 47 – 3027.1183 e peça mais informações de como proceder. O Sindicato dos Mecânicos e trabalhadores da Busscar agradecem imensamente a solidariedade.
Campanha de Alimentos para trabalhadores da Busscar precisa de apoio
Iniciada na quarta-feira (16/6) passada, a Campanha de Arrecadação de Alimentos para os trabalhadores e trabalhadoras da Busscar arrecadou até agora mil cestas básicas, sendo 600 em Joinville e 400 em Rio Negrinho, neste caso todas doadas pela Prefeitura daquele município onde a empresa possui uma unidade.
Apesar das mil cestas representarem 12 mil km de alimentos, a arrecadação ainda está longe de atender aos cerca de 3 mil trabalhadores da Busscar que estão há quase 90 dias sem salários e mais de 200 dias sem o décimo-terceiro de 2009.
Até o momento o Sindicato dos Mecânicos, promotor da iniciativa junto com os trabalhadores da empresa, doou 200 cestas. A Federação dos Metalúrgicos participou com 100 cestas, o Sindicato dos Metalúrgicos entregou 50 cestas e Sindicatos de Criciúma e Blumenau em torno de 100 cestas básicas, entre outros doadores individuais e empresas que já participaram. A todos, o Sindicato e trabalhadores agradecem.
O Sindicato dos Mecânicos apela para a comunidade joinvilense e da região para que enviem cestas básicas para ajudar a essas famílias que passam por graves dificuldades. “Quem tem filhos em casa sofre muito e sabe o quanto é difícil não ter alimento para oferecer em casa. Nós fazemos mais um apelo aos comerciantes, grandes redes de supermercado, empresas, entidades sociais e quem mais quiser ser solidário com essas famílias. É só ligar que informamos como fazer para o alimento chegar até o Sindicato, que encaminha às famílias”, apela e orienta o presidente João Bruggmann.
Para mais informações ou doações é só ligar para (47) 3027.1183 e falar com as recepcionistas do Sindicato. Todos agradecem o apoio e a divulgação da iniciativa social.
Dieese: cesta básica tem reajuste na maioria das capitais
O valor da cesta básica aumentou, no mês de janeiro, comparado a dezembro último, em dez das 17 capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A maior alta foi em Goiânia (4,61%), seguida por Salvador (1,43%), Florianópolis (1,10%) e João Pessoa (0,79%). As maiores quedas ocorreram em Belo Horizonte (-3,87%), Brasília (-3,49%), São Paulo (-1,39%) e Vitória (-0,86%).
Comparado a igual período do ano passado, houve redução nas 17 capitais com destaque para Belo Horizonte (-11,35%) e Goiânia (-9,38%). Apesar de a capital paulista estar entre as cidades com queda, em janeiro, nessa localidade a cesta é a segunda mais cara do país (R$ 225,02). O maior valor foi constatado em Porto Alegre ( R$ 236,55), em terceiro aparece Vitória (R$ 217,20) e Manaus (R$ 216,53).
Pelos cálculos do Dieese, a correção do piso do salário mínimo em 9,68%, em janeiro, que elevou o teto para R$ 510,00 implicou redução da jornada necessária para o trabalhador comprar os produtos da cesta básica, passando de 114 horas e 26 minutos, em dezembro, para 86 horas e 48 minutos, em janeiro.
Segundo o órgão, em dezembro, o assalariado que ganhava o mínimo vigente do no país comprometia 47,10% par comprar a cesta e, no primeiro mês de 2010, o índice estava menor (42,88%).Na cidade de São Paulo, o percentual era de 53,34% e passou para 47,96%.
Entre os itens que mais influenciaram para os aumentos da cesta básica está o açúcar com correções em 16 capitais, sendo a maior alta em João Pessoa (32,47%), seguido de Goiânia (19,18%) e vitória (16,97%). Sob o efeito da maior procura no mercado internacional, valorização do dólar e período de entressafra, conforme análise do Dieese, esse produto teve alta em todas as 17 capitais, nos últimos 12 meses. As ofertas mais cara foram encontradas em Salvador (78,38%) e em Belo Horizonte ( 21,71%).
O arroz teve aumento em 12 das 17 capitais com destaque para Belo Horizonte (8,51%) , Vitória (7,41%) e Goiânia (7,23%); a carne e o pão – com maior peso no valor da cesta- aumentaram em 10 capitais e a alta mais expressiva foi constatada em Goiânia (6,67%). E a batata foi reajustada em nove capitais com as maiores taxas em Porto Alegre (40,53%), Florianópolis (32,08%) e Curitiba (31,84%).
A pesquisa indica que oito itens apresentaram predomínio de quedas entre eles o tomate, com baixa de preço em 15 capitais; o óleo de soja, em 13 e o café, em 10.
Fonte: Ag. Brasil
Transgênicos: arroz da Bayer deve chegar a mesa dos brasileiros
Os consumidores brasileiros podem se preparar: a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) está prestes a liberar mais uma variedade transgênica no Brasil. Desta vez é o arroz, um dos alimentos mais consumidos no país. Os alimentos transgênicos estão mais perto do prato do brasileiro do que nunca.
Para discutir a aprovação do arroz LL62, da Bayer, será realizada no próximo dia 18 de março, em Brasília, uma audiência pública. A decisão foi divulgada na quinta-feira (12/2), na primeira reunião do ano da CTNBio, que continua vendada frente aos riscos que a população brasileira estará sujeita com essa liberação.
O regimento interno da CTNBio permite, durante a audiência pública, a exposição de argumentos de cientistas e da sociedade civil, mas a escolha desses expositores é feita exclusivamente pela própria Comissão. Não há critérios formalmente definidos para a seleção de quem pode falar durante a audiência e os cientistas da CTNBio podem se isentar de responder às perguntas da sociedade civil. O Greenpeace apresentou um pedido de participação como expositor e aguarda retorno da Comissão.
“Existem vários estudos e fatos que mostram as desvantagens do arroz da Bayer em termos ambientais, econômicas e de saúde, e é isso que queremos apresentar no dia 18. A audiência pública só fará sentido se a CTNBio levá-los em consideração em seus pareceres”, explica o coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace, Rafael Cruz.
Além do agendamento da audiência pública, a primeira reunião da CTNBio no ano foi marcada por um intenso debate sobre a necessidade de se “simplificar” o processo de aprovação de campos experimentais de cultivos transgênicos no país, proposta por Luiz Antônio Barreto de Castro. Uma nova votação sobre essa Resolução Normativa chegou a ser sugerida, para determinar essas novas regras – mesma votação realizada em novembro passado.
“Não faz o menor sentido estabelecer um novo conjunto de regras, após menos de quatro meses da última publicação. Ainda mais um conjunto que pretende aprovar irresponsavelmente campos experimentais”, argumenta Rafael.
O arroz transgênico LL62 da Bayer foi modificado geneticamente para resistir a um agrotóxico, com a introdução de uma sequência genética de bactéria – a mesma implantada no milho Liberty Link, também da Bayer. A propriedade adquirida pelo arroz é a resistência ao agrotóxico glufosinato de amônio.
Estudos independentes sobre os impactos do glufosinato na saúde humana e animal indicam que, quando testado em ratos, sua ingestão foi responsável por alterações no sistema nervoso, tremores, convulsões, reações alérgicas, além da permanência residual da substância no fígado, rins e no leite.
Fonte: Greenpeace