Presidenciáveis irão debater propostas para a Amazônia

Publicado por Administrador 13 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A Amazônia será o tema principal de uma série de debates com os candidatos à Presidência da República que um grupo de empresas e organizações não governamentais promove. O candidato do P-SOL, Plínio Arruda Sampaio, será o primeiro a apresentar as suas ideias amanhã (13) às 16h, em Belém.

Os três principais candidatos da disputa presidencial já confirmaram participação. Marina Silva (PV) será ouvida em agosto. José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), em setembro.

A intenção dos organizadores do Fórum Amazônia Sustentável é conhecer as propostas dos presidenciáveis para o desenvolvimento do maior bioma do país, onde vivem 23 milhões de brasileiros. Entre os temas, estão questões como o combate ao desmatamento, estratégias de desenvolvimentismo sustentável para as populações tradicionais da região e o papel da floresta na política nacional de mudanças climáticas.

Os debates serão mediados pelo pesquisador do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Adalberto Veríssimo. Cada candidato terá duas horas para expôr o que considera os principais desafios da Amazônia, apresentar suas propostas para o desenvolvimento da região, responder a perguntas da plateia e fazer considerações finais.

Da Ag. Brasil

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Amazônia: consumo consciente é a saída para desmatamento

Publicado por Administrador 15 junho, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, elogiou hoje (15) a decisão de algumas redes varejistas de deixar de comprar carnes de agropecuaristas que criam gado em áreas de desmatamento na Amazônia.

“Acho ótimo. O consumo consciente é a chave da questão”, afirmou, ao participar de um debate sobre mudanças climáticas na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo Minc, o ministério do Meio Ambiente já havia firmado acordos semelhantes com produtores de soja e de madeira que trouxeram bons resultados. Ele explicou que o setor agropecuário desistiu de fazer o mesmo logo no início da crise financeira internacional, temendo ter prejuízos.

“Foi uma decisão equivocada, porque no momento da crise a questão ambiental facilitaria, sendo possível mostrar que o setor estava se modernizando.” O ministro também lembrou que em um ano houve uma redução de 55% nos níveis de desmatamento da Amazônia, garantindo o menor índice dos últimos 20 anos.

Fonte: Ag. Brasil

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Reportagem mostra retirada ilegal de madeira na Amazonia

Publicado por Administrador 8 junho, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Gigantes internacionais dos ramos de beneficiamento e de comercialização de madeira estão ligados a um esquema milionário que transforma madeira retirada ilegalmente da Floresta Amazônica em produtos legalizados. Entre os envolvidos estão órgãos ambientais e grandes exportadoras. A madeira é vendida para as maiores cadeias de vendas de pisos e móveis nos Estados Unidos, Europa, Asia e Oceania, muitas delas detentoras de selos de certificação de madeira. A reportagem completa está na próxima edição da revista do Observatório Social, que será lançada no dia 10, em São Paulo. A revista vai revelar quais são as empresas envolvidas, tanto no Brasil quanto no exterior.

Segundo a revista, 70% de toda a madeira comercializada no estado do Pará, maior vendedor de madeira amazônica no Brasil, tem origem ilegal. Essa madeira passa por um processo de “esquentamento” que funciona dentro de órgãos do governo. Autoridades do Ministério Público Federal e do Ibama confirmam o esquema e apontam o envolvimento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Segundo eles, o mercado de madeira amazônica é movido por um mercado paralelo – o de créditos de madeira.
A descoberta do esquema leva à constatação de que o Pará é o segundo estado brasileiro que mais compra madeira, atrás apenas de São Paulo. O comércio, entretanto, não chega a ser consumado. O único produto que viaja é o papel que registra o crédito e que permite o esquentamento de milhares de metros cúbicos provenientes de terras indígenas, áreas de preservação permanente e demais regiões onde a exploração comercial é proibida.

Ao lado de empresas fantasmas, de empresas que devem milhões em multas ambientais e de empresários que respondem por falsidade ideológica e escravidão de trabalhadores, grupos internacionais se beneficiam com o esquema. Entre os maiores, a dinamarquesa DLH Nordisk, o grupo europeu Kingfisher, das marcas Castorama e Brico Dépôt, e a norte-americana Lumber Liquidators, do milionário Tom Sullivan, patrocinador de programas como Dream Home, do canal Home and Garden Television, Extreme Makeover: Home Edition e This Old House.

A lista completa das empresas que compram madeira brasileira resultante desse esquema será revelada na próxima edição do Observatório Social Em Revista. A revista também vai mostrar como funciona o mercado interno ligado à destruição da Amazônia, revelando quais empresas dos setores de madeira, carne e grãos tem vinculação ou estão implicadas na compra de produtos oriundos de empresas com problemas ambientais ou envolvidas em trabalho escravo. Dentre as organizações, gigantes como Tramontina, ADM, Marfrig, Quatro Marcos e Metalsider.

A apuração, que demorou nove meses, foi realizada por jornalistas do Observatório Social, da ONG Repórter Brasil e da Papel Social Comunicação. Essa pesquisa foi uma iniciativa do Forum Amazônia Sustentável, do Movimento Nossa São Paulo e do Observatório Social.

Fonte: Observatório Social

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Amazônia: Projeto avalia impacto do desmatamento no clima

Publicado por Administrador 23 março, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O vapor d’água gerado na Amazônia e transportado pelas massas de ar tem impacto decisivo sobre o clima nas demais regiões do Brasil, principalmente sobre o ciclo de chuvas no Sul e no Sudeste. Essa é uma das constações do Projeto Rios Voadores, coordenado há dois anos pelo engenheiro e ambientalista Gérard Moss, com patrocínio de R$ 3,45 milhões do Programa Petrobras Ambiental e parceria da Agência Nacional de Águas (ANA).

O estudo revela a existência de uma forte recirculação de água entre a superfície e a atmosfera, causada pela transpiração das plantas que compõem a floresta, o que contribui para os altos níveis de precipitação na Amazônia, que chegam a ultrapassar 2.400 mm/ano.

Por isso, de acordo com Moss, a destruição da floresta provoca alterações, ainda difíceis de quantificar. “Uma árvore de grande porte coloca cerca de 300 litros de água por dia na atmosfera. Isso não atinge somente a Amazônia, mas todas as outras regiões para onde a água é transportada pelos ventos. Tivemos no Brasil cerca de 600 mil quilômetros de terras desmatadas nos últimos 30 anos. Ainda não sabemos mensurar com precisão qual o impacto sobre o clima”, afirmou.

Segundo o pesquisador, apesar da Amazônia Legal representar, em média, 10% da população e do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro (soma de todas as riquezas produzidas pelo do país), recebe pouco investimento em tecnologia.

“É justamente lá que deveria haver muito mais investimento. O clima de São Paulo não tem impacto sobre a Amazônia, mas a Região Amazônica faz toda a diferença para o restante do Brasil e até mesmo para outros países”, argumentou Moss.

As informações recolhidas pela equipe do pesquisador permitirão mostrar até que ponto o desmatamento da região amazônica pode afetar o clima brasileiro e como essa degradação pode alterar o ciclo hidrológico, que se refere à distribuição e circulação da água na natureza. O objetivo é compreender melhor as causas, tanto das grandes tempestades, quanto dos extensos períodos de seca.

“O objetivo do estudo é entender melhor o trajeto percorrido por esses verdadeiros rios voadores, que viajam sobre nossas cabeças e podem ter volume maior que a vazão de todos os rios do Centro-Oeste, Sudeste e Sul”, diz Gérard, que já fez 12 viagens sobrevoando o Brasil em um avião monomotor recolheu cerca de 500 amostras de vapor d’água em diferentes camadas atmosféricas.

As amostras, são recolhidas em um coletor externo instalado no avião que capta o ar ambiente e o direciona a um tubo de vidro, onde é resfriado em gelo seco (-80ºC), para condensar a umidade em uma gota dentro do tubo. As amostras são analisadas no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), em Piracicaba (SP) e com base nas propriedades dessa gota d’água são definidos origem, dinâmica e deslocamento da água carregada pela massa de ar.

A coordenação científica do Projeto Rios Voadores é de Enéas Salati, agrônomo e ex-professor da Universidade de São Paulo. Estudos realizados por ele há 30 anos revelaram que 44% do fluxo de vapor d’água que penetra na região amazônica vindo do Oceano Atlântico condicionam o clima da América do Sul e atingem as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

As pesquisas são usadas até hoje como base para o conhecimento hidrológico da região e foram fundamentais para a elaboração do Projeto Rios Voadores, que é um desdobramento do Projeto Brasil das Águas, selecionado pelo Programa Petrobras Ambiental em 2003.

Fonte: Amazonia.org.br

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Noruega vai doar US$ 20 milhões ao Fundo Amazônia este ano

Publicado por Administrador 16 setembro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

A Noruega vai doar este ano US$ 20 milhões ao Fundo Amazônia, criado com o objetivo de captar recursos para ações de preservação da floresta. O anúncio será feito hoje (16) durante reunião entre o primeiro-ministro norueguês, Jeans Stoltenberg, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a expectativa da Noruega é elevar a doação para cerca de US$ 100 milhões no ano que vem. Para isso, o Brasil terá que reduzir efetivamente a emissão de gases poluentes causada pelo desmatamento.

O valor total de doações da Noruega deve chegar a US$ 1 bilhão em 2015. Além de anunciar a destinação de recursos para o fundo, o primeiro-ministro daquele país vai assinar acordo de cooperação com o Brasil na área de meio ambiente.

Fonte: Ag. Brasil

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