Atenção! Sindicato fecha no feriadão de Carnaval e aniversário de Joinville
O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região informa que em virtude do feriado de Carnaval (8/2) e aniversário de Joinville (9/2) que ocorrem na próxima ssemana respectivamente na terça e quarta-feiras, estará fechado entre os dias 7, 8 e 9, voltando ao atendimento normal na quinta-feira (10) em horário normal.
Escritórios contábeis, empresas, associados, dependentes e demais prestadores de serviços devem verificar seus atendimentos, marcando para outras datas suas demandas, ou verificando junto à recepção do Sindicato sobre os encaminhamentos necessários. O telefone de contato é (47) 3027.1183.
José Alencar recebe homenagem no aniversário de São Paulo
O ex-vice-presidente da República José Alencar recebeu, no início da tarde de hoje (25), em cerimônia comemorativa ao 457º aniversário da cidade de São Paulo, a Medalha 25 de Janeiro, comenda de reconhecimento às pessoas que prestaram bons serviços à cidade.
Alencar deixou o Hospital Sírio-Libanês, onde está internado há quase três meses se tratando de um câncer no intestino, só para receber a homenagem na sede da prefeitura. “Eu queria agradecer São Paulo pela homenagem. A cidade está no meu coração. Estou hoje me sentindo em casa, numa das cidades mais importantes do mundo, a qual Minas aprendeu a reverenciar”, disse Alencar emocionado.
O ex-vice-presidente fez ainda um agradecimento especial ao prefeito Gilberto Kassab: “Eu gostaria muito de fazer agradecimento especial ao prefeito Kassab. Ele foi responsável por essa honra, por que, de fato, sou nascido em São Paulo. São 90 dias hospitalizado”.
Alencar também agradeceu as presenças da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Quando eu fiquei sabendo que a Dilma e o Lula vinham para o homenagem, eu chorei de emoção. Eu peço desculpas de estar aqui sentado, mas é o jeito”, disse Alencar, que passou o tempo todo em uma cadeira de rodas.
Sobre o próprio estado de saúde, o ex-vice-presidente disse que ainda não está bem, mas que se sente “bem melhor”. “A situação está tão boa pra mim que eu não tenho nem como melhorar. Está todo mundo rezando pra mim. Estamos vencendo com a força de todos”, disse para a plateia.
A presidenta Dilma parabenizou Alencar e afirmou que aprendeu muito com o ex-vice-presidente no convívio diário da gestão de Lula. “Eu acho que devemos reconhecer a importância desse homem, que saiu de baixo e construiu um império econômico. E nunca deixou de defender a soberania do país e aqueles que estavam na pobreza e na miséria. Estamos homenageando um exemplo para a nova geração”, disse Dilma.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador de São Paulo José Serra foram os primeiros a receber a Medalha 25 de Janeiro, no ano passado.
Agência Brasil
CUT: 25 anos como referência dos trabalhadores no Brasil*
Com muito orgulho pelas conquistas e com muitas lutas em construção, chegamos à marca de vinte e cinco anos de batalha em torno da organização dos trabalhadores. A maior central sindical da América Latina alcança essa idade histórica, marcada por momentos que permeiam a lembrança de quem lutou e luta pelo Brasil dos trabalhadores. Fecho os olhos e vejo camisas vermelhas, balões vermelhos, bonés vermelhos e as três letras imponentes vermelhas – CUT, que são sinônimos de esperança e garra, sendo empunhadas em bandeiras mil pelas mãos de pessoas das mais diferentes idades, origens, cores, sexos, atividades, classes sociais em busca da afirmação e da ampliação dos direitos de um país marcado pelo constante conflito das relações de trabalho. Independentemente da ligação com o movimento sindical, essas imagens emocionam e contam importantes capítulos da saga contemporânea do Brasil.
A CUT nasceu como instrumento de luta para organizar os trabalhadores e mudar um cenário de repressão causado por longos anos de ditadura. Definitivamente, o nascimento da central foi decisivo para a redemocratização do Brasil e a redefinição de suas políticas. Atendendo as necessidades dos brasileiros, ela já nasceu plural em suas lutas. Em 1983, depois de alguns anos de movimento pró-CUT, a entidade foi criada em meio à pauta de combater às políticas econômica e salarial do governo, contra o desemprego, pela reforma agrária, em defesa da liberdade e autonomia sindical, com o fim das intervenções nos sindicatos. Esse caráter de pluralidade é presente até hoje, de modo que a Central, como agente político, popular e coletivo, defende os interesses imediatos e históricos dos trabalhadores e da sociedade.
Os últimos vinte e cinco anos da história dos trabalhadores se confundem com a trajetória da CUT. Recordo-me da marcha à Brasília por Diretas Já, em outubro de 1984. Anos depois, em 1988, da Campanha Nacional de Recomposição das Perdas Salariais. Um pouco mais à frente, da Jornada de Abril contra o presidente Collor e em defesa do serviço público, em 1991. Já em outubro do ano seguinte, da campanha pelo impeachment de Collor, ingressando no Movimento pela Ética na Política. Já no final de 1993, do Movimento Nacional contra a Reforma Constitucional. Em 1994, a Jornada de Luta Contra as Privatizações do Governo FHC foi o início de um longo período de lutas. Em 1997, a campanha Reage Brasil foi uma resposta às políticas neoliberais de FHC. A Marcha dos 100 mil sobre Brasília, em 1999, mostrando que o governo precisava mudar foi um dos momentos inesquecíveis da história do movimento sindical. Em 2001, o povo voltou às ruas em uma grande Marcha Contra a Corrupção e pelo Reajuste Salarial dos Servidores Públicos.
Mesmo após a eleição do presidente Luís Inácio da Silva, em 2002, a CUT continuou sua política de independência em relação ao governo. No primeiro ano de mandato de Lula, a luta contra a Reforma da Previdência pautou nossas caminhadas. Em 2007, vivemos Dias de Luta pelo fortalecimento do serviço público e contra o arrocho salarial. E agora, em 2008, fortalecemos o nosso desejo pela redução da Jornada de Trabalho e pela ratificação da Convenção 151, que garante a negociação coletiva para o setor público.
Como se pode observar, nas últimas décadas, os trabalhadores puderam comungar da força dessa entidade, comemorando avanços importantes, como questões de carreira e salário. Por inúmeras vezes, somei-me às caravanas, passeatas, dias de luta, jornadas e outros atos organizados pela CUT carregando a bandeira de luta dos servidores públicos do Judiciário e do Ministério Público, categoria a qual represento, ou dos trabalhadores de modo geral. A Fenajufe e o Sindjus/DF, entidades em que exerço o papel de coordenador-geral, comemoraram relevantes conquistas nestes anos de filiação a Central Única dos Trabalhadores. Afinal, a CUT fortalece e legitima as batalhas cotidianas em prol de melhores condições de trabalho e maior qualidade de vida para a classe trabalhadora.
Para alegria do movimento sindical, o presente de aniversário da Central Única dos Trabalhadores chegou de forma antecipada com a regulamentação das centrais sindicais brasileiras, aprovado pelo Congresso em março de 2008. Tendo reconhecida juridicamente sua legitimidade, a CUT se fortalece a partir de uma maior autonomia e do direito de representar os trabalhadores na Justiça. Essa é uma conquista fundamental para os trabalhadores que vivem em um país onde o trabalho e o capital travam um conflito antagônico. Não podemos deixar o capital destruir os regulamentos de proteção social e minar o poder de representação dos sindicatos. Por isso, é fundamental intensificar a organização dos trabalhadores, desde os locais de trabalho até os processos de negociação coletiva.
São muitas as conquistas, mas ainda há muita luta pela frente rumo a uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais igualitária que tanto almejamos. Aos 25 anos, a CUT tem muitos desafios pela frente. Valendo-se do amadurecimento obtido ao longo do tempo e das batalhas, temos consciência de que é necessário alimentar a busca pela valorização do trabalho e do trabalhador, a ampliação dos direitos e o fortalecimento da nossa organização no intuito de promover a democratização da vida sindical de cada trabalhador. Parabéns CUT, pelo aniversário. Parabéns, trabalhador, por fazer parte desta central de lutas e sonhos coletivos.
* Por: Roberto Policarpo é coordenador-geral da Fenajufe e do Sindjus/DF, publicado no Site da CUT Nacional