Lilás: Quanto mais, melhor para o Brasil
Cinco séculos de patriarcalismo, gerado a partir da exploração do trabalho escravo resultaram num país preconceituoso, racista, oligárquico e machista, preservado num terreno de crescimento regional desigual e de forte concentração de renda. As transformações que vêm ocorrendo no Brasil, nos últimos anos, criaram condições para romper com a sociedade patriarcal que herdamos, especialmente, através de políticas de valorização do papel da mulher na sociedade.
A CUT, ao deliberar pela disputa dos rumos do desenvolvimento, através da Jornada pelo desenvolvimento, com distribuição de renda e valorização do trabalho, inclui a luta contra a discriminação da mulher no mundo do trabalho e na sociedade, buscando para isso, consolidar o “empoderamento” das mulheres – alterar o estado de subordinação de gênero, de reconstrução da auto- imagem e elevação da auto-estima. Para que tenhamos uma sociedade de iguais, em que homens e mulheres possam dividir democraticamente os espaços sociais e políticos oferecidos pelo Brasil a seus filhos.
A capacidade de enxergar o trabalhador e a trabalhadora na sua integridade de ser humano e de cidadão, encarar e enfrentar outras contradições e outros conflitos que coexistem com o velho conflito capital/trabalho, possibilitou à CUT organizar trabalhadores e trabalhadoras de todo o País e em todos os ramos de trabalho, público e privado, do campo e da cidade. A garantia da representação e participação das mulheres nos espaços de poder é imprescindível para produzir mudanças nas estruturas de poder, já que o reconhecimento das diferenças é fundamental para a conquista da igualdade entre homens e mulheres na democracia.
E, é por isso que, nesse 8 de março de 2010, minha homenagem é a certeza de que juntos, mulheres e homens, avançaremos para uma outra sociedade, a dos nossos sonhos e aspirações mantendo sempre acesa a chama da luta por liberdade, democracia e desenvolvimento sustentável.
Escrito por Artur Henrique, Presidente da CUT Nacional
Artur Henrique é reeleito presidente da CUT Nacional
O eletricitário de Campinas (Sinergia-CUT), Artur Henrique da Silva Santos foi reeleito presidente da CUT Nacional na tarde de sexta-feira (7), último dia do 10º Congresso Nacional da CUT (CONCUT). A nova Direção Nacional foi aprovada por unanimidade pelos cerca de 2,5 mil delegados e delegadas de 16 ramos profissionais filiados à Central de todo o País, que participaram, desde o dia 3 de agosto, do CONCUT.
Na composição da Direção, o ramo metalúrgico foi representado pelos dirigentes, José Lopez Feijóo (eleito vice-presidente da CUT Nacional – metalúrgico do ABC); Quintino Severo (secretaria-geral – metalúrgico do Rio Grando do Sul) e Shakespeare Martins de Jesus (diretor executivo – metalúrgico de Minas Gerais).
No seu discurso de posse, Feijóo pediu uma salva de palmas para todos os delegados e delegadas que participaram do CONCUT e elogiou a CUT, mencionando que se hoje ela é a quinta maior central sindical do mundo é fruto da classe trabalhadora brasileira que é guerreira e construtora desta magnitude.
Sobre os grandes desafios da Central para o próximo período, o novo vice-presidente da CUT salientou a importância de construir um novo modelo de organização sindical, que garanta a liberdade de organização no local de trabalho e o fim do imposto sindical (ratificação da Convenção 87 da OIT). Também disse que é fundamental intensificar a luta pela disputa de hegemonia nos meios de comunicação.
Emocionado, Feijóo frisou que “a luta não continua, “a luta é contínua” e ao invés de vamos à luta, “nós sempre estamos em luta”.
O recém reeleito presidente da CUT, Artur Henrique, elogiou a unidade na eleição da nova Direção Nacional, que culminou na Chapa Única, e destacou que é relevante que esta unidade também continue nas ações sindicais desencadeadas pelas Confederações, Federações e nos sindicatos de base. “É importante esta unidade para que estejamos sempre preparados para enfrentar os desafios da conjuntura”.
Artur ressaltou que o “novo time” da CUT Nacional tem como tarefa e responsabilidade intensificar as lutas pela valorização do Salário Mínimo; o fim do fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho semanal de 44h para 40 horas, sem redução no salário.
O presidente também conclamou a todos os dirigentes a participarem em peso do Ato Nacional em Defesa dos Serviços públicos, que acontecerá no dia 14 de agosto, em Brasília.
DIREÇÃO EXECUTIVA NACIONAL DA CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – GESTÃO 2009/2012
Executiva
Presidente
Artur Henrique – Urbanitário SP
Vice-Presidente
José Lopez Feijóo – Metalúrgico SP
Secretário-geral
Quintino Severo – Metalúrgico RS
Secretário de Adm. e Finanças
Vagner Freitas – Bancário SP
Secretária de Comunicação
Rosane Bertotti - Rural SC
Secretário de Rel. Internacionais
João Antonio Felicio – Eucação SP
Secretária de Relações do Trabalho
Denise Motta Dau – Seguridade Social SP
Secretário de Formação
José Celestino (Tino) – Educação MG
Secretário de Organização e Política Sindical
Jacy Afonso de Melo - Bancário DF
Secretária da Mulher Trabalhadora
Rosane da Silva – Vestuário RS
Secretário de Políticas Sociais
Expedito Solaney – Bancário PE
Secretário da Saúde do Trabalhador
Manoel Messias – Comunicação PE
Secretária da Juventude
Rosana Sousa de Deus - Químico SP
Secretária de Meio Ambiente
Carmen H. F.Foro – Rural PA
Secretária de Combate ao Racismo
Maria Julia Nogueira - Seguridade Social MA
Diretores(as) Executivos
Julio Turra – Educação SP
Elisângela dos Santos Araújo - Rural BA
Adeilson Ribeiro Telles - Educação RJ
Rogério Pantoja - Urbanitário AP
Dary Beck Filho - Químico RS
Junéia Martins Batista – Municipais SP
Valeir Ertle - Comércio e Serviços SC
Ap. Donizeti da Silva - Químico SP
Jasseir Alves Fernandes - Rural ES
Antonio Lisboa Amâncio do Vale - Educação DF
Pedro Armengol – Administração Pública DF
Shakespeare Martins de Jesus - Metalúrgico MG
Conselho Fiscal
Titulares
Waldir Mauricio - Construção Civil
Joice Belmira da Silva – CNTV RS
Maria Josana - Fetraf
Suplentes
Marlene Ruza - Transporte SP
Sergio Irineu Bolzan - Alimentação MS
Rubens Graciano - SINTAPI
Fonte: CNM/CUT