Exposição a ruído no trabalho pode causar surdez definitiva, alerta a Fundacentro

Publicado por Administrador 3 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Passado um mês da copa do mundo na África do Sul, quem não se lembra das polêmicas vuvuzelas sopradas a plenos pulmões nos estádios de futebol? Pois a exposição a ruído excessivo pode ocasionar perda da audição e outros efeitos extra-auditivos, sejam passageiros ou irreversíveis, segundo pesquisa da Fundacentro sobre ruídos no ambiente de trabalho.

Segundo o pesquisador Irlon Ângelo Calmon, essas alterações decorrem de vários fatores, entre os quais, a intensidade; as freqüências; o tempo de exposição e a distribuição do ruído ao longo da jornada; a suscetibilidade individual e “até mesmo a própria percepção e atitude de cada indivíduo frente ao ruído”, ressalta.

Alertando para os possíveis efeitos extra-auditivos induzidos pelo ruído, como problemas psicológicos e fisiológicos, distúrbios de comunicação, do sono, circulatórios e comportamentais. Também são diagnosticadas alterações na atenção e concentração mental, no ritmo respiratório e ritmo cardíaco. Há aumento da irritabilidade e perturbações no trabalho, que acabam alterando o rendimento do trabalhador.

“Para se resguardarem dos danos causados pelo ruído no ambiente laboral os trabalhadores devem ser orientados e capacitados sobre os efeitos da exposição e que resultados negativos o ruído provoca na sua qualidade de vida”, observa Calomon.

O estudioso destaca ainda os procedimentos que as empresas devem adotar para auxiliar na redução da exposição ao agente emissor do ruído: a aplicação, os cuidados e as limitações do uso de protetores auditivos e as medidas e programas de controle da exposição, tais como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

Prevenção – Além de desenvolver estudos e prestar assessoria relacionada à prevenção, avaliação e controle da exposição ocupacional ao ruído, em atividades industriais, mineração, construção civil, área florestal etc., a Fundacentro também atua em parceria com outras instituições no desenvolvimento de atividades de campo.

Estudos e Difusão – A instituição criada para elaborar e difundir conhecimentos relacionados com a Segurança e Saúde no Trabalho tem diversas publicações abordando a questão do ruído no ambiente laboral, entre as quais, normas e procedimentos técnicos, manuais de recomendação, dissertações de mestrado e teses de doutorado.

A entidade também presta atendimento através de e-mail, telefone ou diretamente, no Centro Técnino Nacional, em São Paulo, e nas unidades descentralizadas e promove cursos abertos ao publico em geral sobre o assunto.

Legislação – A Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, NR-15 – das atividades e operações insalubres – conceitua o que é ruído contínuo ou intermitente e deimpacto e os limites de tolerância, no ambiente de trabalho.

Conceito – Segundo a norma do MTE, para fins de aplicação de Limites de Tolerância, entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo e por ruído contínuo e intermitente, todo e qualquer ruído que não seja de impacto.

Do MTE

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Novo telefone para deficientes auditivos em testes

Publicado por Administrador 27 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Um novo tipo de telefone público, adaptado para deficientes auditivos, já está em funcionamento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Estes novos “orelhões” especiais para os deficientes se assemelham a salas de bate-papo da internet.

O usuário conecta o fone a um teclado e digita a mensagem para que outra pessoa possa ler. A reposta deverá ser efetuada da mesma maneira. As conversas só podem ser feitas se os dois lados da linha utilizarem os novos modelos.

Os telefones foram instalados neste mês de julho em quase todos os blocos da Esplanada (menos nos blocos M e N). No Ministério do Planejamento (MP), foi instalado um terminal no bloco K e outro no bloco C, ambos nas portarias principais.

As pessoas que não possuírem deficiência auditiva, mas quiserem utilizar os novos telefones, poderão usá-los normalmente. O custo a ser cobrado pelas ligações será de mesmo valor ao já estabelecido para ligações efetuadas de telefones públicos.

A iniciativa de instalar os aparelhos partiu da Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (Spoa), ligada ao MP, em uma ação de inclusão social realizada em parceria com a operadora Oi Telecomunicações.

Do Ministério do Planejamento

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