FEM-CUT/SP continua negociações da Campanha Salarial

Publicado por Administrador 9 setembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP) continua nesta semana as rodadas de negociação da Campanha Salarial do ramo. Nesta segunda, dia 12, a Federação se reunirá, às 10h, com a bancada patronal do Grupo 3 (que reúne os setores de autopeças, forjaria e parafusos), na sede do Sindipeças, em Santo Amaro. 
Até agora, não houve avanços nas propostas econômicas apresentadas pelas bancadas patronais dos Grupos 2, 3, 8, 10 e Fundição. A FEM reprovou todos os índices propostos – que oscilaram entre 0,74% e 1,49% de aumento real, valores somados à reposição da inflação do período da data-base, 1º de setembro, que fechou em 7,4%.

 Com o G3, a proposta reprovada foi de 8,3% (0,97% de aumento real). O presidente da FEM, Valmir Marques, (Biro Biro) disse que os índices apresentados estão “muito distantes” e não atendem à categoria. “Os  Grupos patronais têm condições de avançar. Vamos continuar a pressão na mesa de negociação e os nossos sindicatos continuarão as mobilizações nas fábricas em todo o Estado”, conta Biro Biro.
Ao todo estão em Campanha Salarial 200 mil metalúrgicos na base da FEM-CUT/SP em todo o Estado. Confira o calendário das rodadas no Portal da Federação.

 Principais reivindicações dos metalúrgicos da CUT   
Reposição integral da inflação;
Aumento real no salário;
Valorização nos pisos salariais;
Licença Maternidade de 180 dias;
Ampliação nos direitos sociais;
Organização Sindical no Local de Trabalho;
Jornada de 40h semanais, sem redução no salário.

 Base FEM-CUT/SP 

 A FEM-CUT/SP tem 14 sindicatos metalúrgicos filiados, que representam 250 mil trabalhadores em todo o Estado. A data-base é 1º de setembro. A Federação negocia com sete bancadas patronais divididas nos seguintes setores:

 Montadoras (ABC paulista, Taubaté e São Carlos); - acordo fechado pelo período de dois anos – 10% (5% de aumento real no período do Acordo). 

 Fundição; ————–proposta reprovada 9% (8/09) 

 Estamparia;

 Grupo 2 (máquinas e eletrônicos); ——– proposta reprovada 8,5% 

 Grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos); — proposta reprovada 8,3% (5/09) 

 Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros); — proposta reprovada 8,5% (6/09) 

 Grupo 10 (reúne os sindicatos patronais dos setores de lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros). –  proposta reprovada 8,2%(6/09)

FEM-CUT/SP

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Trabalhadores continuam conquistando aumento real

Publicado por Administrador 19 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Os trabalhadores continuam fazendo campanhas salariais vitoriosas. No entanto, os índices de aumento real estão menores.

A constatação é de pesquisa do Dieese, ao analisar 353 negociações feitas no primeiro semestre deste ano. Do total, 298 (84%) delas conquistaram aumentos reais acima da inflação.

Mas o Dieese chama a atenção para ligeira queda no percentual dos ganhos reais entre 2010 e 2011.

A parcela de reajustes reais superiores a 3% representou 12% (42) dos acordos neste ano, contra 15% no ano passado.

Em 190 negociações (54%), os índices de aumento real ficaram entre 0,5% a 2%.

Nessa comparação, analisa José Silvestre Prado, coordenador da pesquisa, o fator determinante foi o crescimento da inflação nos primeiros meses de 2011, que impediu maior avanço salarial.

A inflação média no primeiro semestre foi de 6,4%, ante 4,9% no ano passado.

O que ele espera no segundo semestre são negociações com a inflação caindo mês a mês, porém com índice sempre maior quando considerada a taxa acumulada em 12 meses. Assim, as próximas negociações terão uma inflação passada em torno dos 7%.

Segundo o Dieese, outra diferença importante na pesquisa entre os dois anos está no percentual de negociações que não conseguiram alcançar aumento salarial acima da inflação.

Essa parcela ficou em 6,8% (20) no primeiro semestre de 2011, contra os 3,7% observados no mesmo período de 2010.

Praticamente o mesmo índice dos acordos em que os trabalhadores não conseguiram recuperar as perdas pela inflação (7%). 

Destaque vem dos comerciários
Por setores, nos 44 acordos feitos no comércio, 97% superaram o INPC e apenas 2,3% foram iguais à inflação média no período, de 6,4%.

Na indústria, 87% dos 161 acordos tiveram ganhos reais, 10% só zeraram a inflação e 3,1% ficaram abaixo dela.

Os serviços tiveram o pior resultado do semestre ao alcançar 77% dos acordos (148) acima da inflação, 9,5% iguais e 13% abaixo.

Em todos os três setores, as faixas médias de aumento real ficaram entre 0,5% e 2%. 

Negociações com montadoras continuam
A Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM) da CUT iniciou nesta quinta-feira (18) as negociações da Campanha Salarial 2011 com o grupo das montadoras, formado por Volks, Ford, Mercedes, Scania e Toyota. As conversas serão retomadas nesta sexta (19) pela manhã, em São Bernardo.

Nesta quinta também as discussões com o Grupo 3 (autopeças, parafusos e forjarias) a respeito das cláusulas sociais, especialmente às relacionadas aos direitos das mulheres.

Nesta sexta, a FEM volta a se encontrar com o Grupo 2 (máquinas e eletroeletrônicos).

SMABC

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Salário Mínimo vai ter aumento real em janeiro de 2011

Publicado por Administrador 11 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O Diário Oficial da União desta terça (10) traz a confirmação. A Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem, publicada no DO, informa: “Serão assegurados os recursos orçamentários necessários ao atendimento da política de aumento real do salário mínimo a ser definida em articulação com as Centrais Sindicais”.

“A boa notícia para quem ganha o mínimo também vale para toda a sociedade. Mínimo fortalecido impulsiona o mercado interno. E o reconhecimento do papel das centrais sindicais como negociadoras da classe trabalhadora fortalece a democracia”, avalia o presidente da CUT, Artur Henrique.

Pelo acordo firmado entre as centrais e o governo federal em 2007, o salário mínimo deve ser reajustado todo o ano a partir da soma da inflação mais o PIB positivo do período anterior. Como em 2009 o PIB foi negativo, em virtude da crise internacional, levantaram-se dúvidas a respeito do valor do salário mínimo em 2011.

A CUT, no entanto, tão logo foi divulgado o resultado negativo do PIB de 2009, enviou solicitação ao governo federal para que fossem abertas negociações pontuais para tratar do aumento de janeiro do ano que vem. Leia texto publicado no portal da CUT em 16 de abril clicando aqui. Confira nota da CUT que previa aumento real em 2011, publicada em 8 de julho, clicando aqui.

Da CUT Nacional

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CUT e Centrais debatem aumento real para aposentadorias

Publicado por Administrador 24 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A CUT e as centrais sindicais, junto com suas entidades de aposentados, participam nesta manhã, a partir das 11h, de audiência com o governo federal para debater reajustes e mudanças nas aposentadorias e pensões. A reunião acontece no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo em Brasília, e deve ter a participação de Luiz Dulci, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, e de José Pimentel, da Previdência.

O objetivo principal das centrais é aprovar um aumento real para as aposentadorias acima de um mínimo já em 2010 e 2011, próximas datas-base, e construir um conjunto de medidas que recuperem o poder de compra do valor recebido por aposentados e pensionistas.

Antes disso, no entanto, o primeiro ponto que a CUT deve destacar no encontro é a necessidade urgente de o Congresso Nacional aprovar a lei que cria a política de valorização do salário mínimo – aumentos que consideram a inflação do período mais a variação positiva do PIB registrado dois anos antes e que, portanto, beneficiam diretamente mais de 18 milhões de aposentados que ganham este valor. “O governo tem cumprido os termos do acordo, fechado com as centrais sindicais. Mas é preciso aprovar no Congresso, como forma de garantir o cumprimento depois de 2010″, explica Artur Henrique, presidente da CUT.
 Presidente Artur HenriqueA CUT avalia também que é preciso analisar com cuidado projetos em tramitação nas casas parlamentares, pois podem pôr em risco a valorização do salário mínimo, ainda não regulamentada.

Outro ponto que será defendido pelas centrais na reunião de hoje é o fim do fator previdenciário, fórmula matemática criada pelo governo FHC que reduz o valor das aposentadorias de quem já cumpriu o tempo de contribuição exigido mas que ainda não atingiu a idade mínima. A fórmula é injusta com quem começou a trabalhar muito cedo.

O cálculo das aposentadorias, tal como estabelecido hoje, ainda traz embutida a tábua de expectativa de vida. Por esta regra, a idade mínima para se aposentar aumenta na mesma proporção da média de vida da população brasileira. Hoje, por exemplo, a idade mínima para homens já é de 63 anos. A CUT defende o congelamento dessa tábua.

As negociações com o governo estão no início, mas há clareza entre as centrais sobre alguns pontos que devem ser defendidos com tenacidade. Além do fim do fator previdenciário, a CUT entende que a proposta do fator 84/95, apresentada pelo governo, não resolve os problemas nem é alternativa ao fator previdenciário. “Também prejudica quem começa a trabalhar muito cedo e ainda desconsidera o fato de que a alta rotatividade no mercado de trabalho impede que a maioria das pessoas contribua regularmente para a Previdência”, afirma Artur.

Como forma de avançar nas negociações, as centrais defendem outras propostas, como considerar o tempo em que o trabalhador recebe seguro-desemprego, ao longo de sua carreira, como tempo de contribuição. A CUT também acha necessário estabelecer estabilidade no emprego para brasileiros que estão a 36 meses de sua aposentadoria, como já ocorre em categorias bastante organizadas e que conquistaram essa garantia através de negociação coletiva.

Média de cálculo – Além de as aposentadorias terem sofrido o golpe do fator previdenciário e os benefícios acima de um salário mínimo serem reajustados com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que mede apenas a inflação), depois da reforma previdenciária do governo FHC o valor das novas aposentadorias passou a ser calculado levando em consideração a média dos 80% maiores salários, desde 1994.

Na opinião da CUT e das centrais, essa média de 80% das melhores contribuições pagas pelo trabalhador na ativa reduz o valor das aposentadorias, pois acaba incluindo períodos em que contribuinte ganhava salários reduzidos e, portanto, contribuiu menos para a Previdência. É a chamada média longa, que seria positiva para a maioria caso o mercado de trabalho no Brasil fosse estável e as pessoas alcançassem salários maiores à medida em que aumentasse o tempo de serviço.

Porém, em função da alta rotatividade, a maioria não é beneficiada pela lógica de ganhos maiores quanto maior o tempo de atividade. Por isso, em relação à média de cálculo, a CUT defende que sejam considerados 60% do total das maiores contribuições. Ao reduzir o espectro das chamadas maiores contribuições, o cálculo passará a considerar, de fato, períodos em que o contribuinte tinha salários melhores.

Em princípio pode parecer contraditório, mas não é. “Se a Previdência usar como base apenas 60% das maiores contribuições, eliminará 40% das menores. Quando usa como base 80% das chamadas maiores contribuições, acaba na prática eliminando só 20% das menores”, explica o presidente da CUT.

Ainda em relação à média de contribuições usada para calcular as novas aposentadorias, há outra proposta, em tramitação no Congresso, que pretende instaurar como base a média das últimas 36 contribuições pagas pelo trabalhador. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a proposta também é considerada ruim. “A maioria das pessoas não têm garantia de que estarão ganhando salários mais altos quando estiverem a apenas 36 meses de se aposentar”, diz Artur.

Fonte: CUT Nacional

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