Portaria no Diário Oficial regulamenta aumento do IPI para automóveis

Publicado por Administrador 7 outubro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Ministério da Fazenda deve divulgar na segunda-feira (10), no Diário Oficial, a portaria que regulamenta a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis com menos de 65% de conteúdo nacional. Mas, segundo técnicos do governo, os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento já podem receber propostas da montadoras, como a JAC, que quer negociar a flexibilização da medida para instalar uma fábrica com capacidade de produção de 100 mil automóveis anuais, na Bahia.

Não há nenhum impedimento para a instalação da fábrica, mas, para evitar a tributação com 30 pontos adicionais do IPI, a JAC terá de apresentar uma proposta de nacionalização da fábrica, que será analisada pelo governo, informou ao Valor um assessor graduado do Ministério do Desenvolvimento.

O ministro Fernando Pimentel já informou que o governo está “aberto”  para analisar as propostas de montadoras em instalação no país, sem capacidade de cumprir os requerimentos de nacionalização no início do funcionamento. Há pouca disposição na equipe econômcia, porém, em criar exceções para novas montadoras, a não ser que haja compromisso firme de nacionalização em prazo curto, como informou o Valor na semana passada.

Do Valor Econômico

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Cresce população que usa veículo próprio

Publicado por Administrador 14 dezembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O percentual da população que usa automóveis ou motocicletas para se deslocar aumentou de 45,2% em 2008 para 47%, em 2009. Mesmo assim, quase metade da população ainda depende do transporte público, por não ter alternativa de transporte. Os dados foram divulgados hoje (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseados em estudos da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número de automóveis na área urbana é o dobro do da área rural, onde é maior o número de motocicletas, segundo o estudo. Os veículos de duas rodas estão presentes em cerca de 15% dos lares, com tendência a crescer, levando em conta os preços mais baixos das motocicletas.

Os domicílios da área urbana que têm carro somam 16,5 milhões, motocicletas 4,073 milhões e os lares que têm ambos os veículos são 3,2 milhões. Cerca de 25,9 milhões de residências ainda não têm quaisquer tipos de veículos. Na zona rural, 1,489 milhão de residências têm carro, 1,566 milhão têm motos e 570 mil têm carro e moto. Além disso, 5,123 milhões de lares não dispõem de qualquer tipo de veículo.

O Ipea destaca que a posse de veículos ocorre até mesmo nas camadas mais baixas da população. Na faixa de pobreza extrema, com renda de até um quarto do salário mínimo per capita, 17,7% das famílias têm carro ou motocicleta. Nas casas onde a renda é de até meio salário mínimo per capita cerca de 23% das famílias já têm veículos próprios.

As políticas para aumentar a renda da população mais pobre, segundo avaliação do Ipea, deverão provocar o aumento da aquisição de automóveis nos próximos anos. A posse de veículos é maior no país, proporcionalmente entre a população, em Santa Catarina, no Paraná, no Distrito Federal (DF) e em São Paulo. Em Santa Catarina, cerca de 70% das residências têm algum tipo de veículo. No Paraná 61,7%; no DF, 59,7% e em São Paulo, 59,1%. Em Santa Catarina, 28,5% das residências não dispõem de automóvel ou moto, no Paraná, 38,3%; no DF, 40,3% e em São Paulo, 40,9%.

A maioria dos trabalhadores brasileiros (68%) na área urbana ou rural gasta menos de 30 minutos para ir de casa ao trabalho, independentemente da forma de locomoção. Cerca de 10% da população gasta mais de uma hora nesse percurso. O tempo médio de percurso da residência ao trabalho, segundo o Ipea, mostra que a maior parte dos brasileiros prefere procurar trabalho próximo às suas moradias.

O Ipea considera que a taxa de motorização da população tende a crescer, gerando engarrafamentos e complicações no trânsito. Para o instituto, será necessário que os governos façam investimentos para melhoria da infraestrutura nas próximas décadas para minimizar o problema.

Da Agência Brasil

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Peugeot encerra produção do 607

Publicado por Administrador 27 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A Peugeot anunciou nesta segunda-feira (26) o fim da vida para o 607. O sedã deixa as linhas de produção após 11 anos de mercado, pois será substituído pelo recém-anunciado 508. Este chegará também para suceder o 407, que perde as versões a gasolina.

Em nota, a gigante francesa informou que o 607 deixou de ser produzido nesta semana. Nos próximos meses, apenas unidades em estoque serão comercializadas. Elas devem cobrir a demanda até a chegada do sucessor. O 607 foi bem-aceito na Europadesde 1999, sendo escolhido para carro oficial de vários órgãos. Ele também levava o presidente da França. No entanto, com o passar dos anos, as linhas cansaram, perdendo mercado.

Já o 407 teve a produção das versões a gasolina finalizada. A partir de agora, apenas o modelo a diesel será produzido até a chegada do 508. No Brasil chegam apenas os modelos 2.0 (sedã) e 3.0 V6 (SW), ambos a gasolina. Eles devem deixar de ser importados em semanas.

Fonte: Auto Diário

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Recalls de veículos dobra no primeiro semestre de 2010

Publicado por Administrador 13 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O número de recalls de carros no mundo chegou a 10,2 milhões no primeiro semestre deste ano, o dobro em relação ao mesmo período de 2009. Se o ritmo de convocações se mantiver, até dezembro esse número pode atingir 20 milhões de unidades – o maior desde 2004, quando foram convocados mais de 30 milhões de veículos.

O estudo foi feito pelo jornal americano “Detroit News” com base em dados da Administração Nacional para a Segurança nas Estradas dos Estados Unidos (NHTSA, na sigla em inglês) e aponta a montadora japonesa Toyota como a recordista em recalls, com mais de 4,63 milhões de veículos.

Para especialistas, o número exagerado de recalls nos últimos meses pode comprometer a marca das montadoras a longo prazo. “Não é a toa que montadoras antes marginalizadas estão ganhando mercado”, disse José Roberto Martins, da consultoria de marcas GlobalBrands. “É o caso da Hyundai, que percebeu que os líderes de mercado estavam com problema e começou a mostrar que pode fazer bons produtos”. Para Martins, fabricantes como a Hyundai podem alcançar a Toyota e a GM na liderança do mercado se o problema de recalls persistir.

Nos primeiros seis meses deste ano foram convocados 10,2 milhões de veículos, o dobro do número registrado no mesmo período de 2009. De acordo com o “Detroit News”, o aumento é resultado da ação do governo americano, que tem pressionado as montadoras a reagir mais rapidamente às reclamações dos consumidores.

“A indústria viu o que aconteceu com a Toyota e chegou à conclusão de que é melhor fazer recalls mais cedo e com mais frequência”, disse ao jornal americano Nicole Nason, que já foi presidente da NHTSA.

Ao todo, foram feitas mais de 300 campanhas de recalls no primeiro semestre de 2010. A Toyota foi responsável por 12 que, juntas, somaram 4,63 milhões de veículos. Em segundo lugar na lista de convocações está a americana General Motors, com 2,9 milhões de veículos – número superior ao total de recalls realizados em 2009. A terceira colocada é outra japonesa, a Honda, que teve 1,1 milhão de veículos convocados. Em seguida vem a americana Chrysler (960 mil) e a japonesa Nissan (780 mil).

Má fase
Quase três anos depois de ultrapassar e GM e se tornar a maior montadora do mundo, a Toyota entrou numa fase difícil. Desde o final de 2009 a fabricante japonesa já pediu o recall de mais de 8,5 milhões de veículos. O problema mais grave é no acelerador do carro, que fica travado e faz com que motoristas acelerem acima dos 160 km/h. O problema nos carros da Toyota chegou ao Brasil e a Justiça de Minas Gerais mandou suspender temporariamente as vendas do Corolla, um dos carros mais vendidos da marca.

As primeiras notícias de problemas nos carros da Toyota surgiram em 2004, mas só recentemente descobriu-se que a empresa fez de tudo para limitar um recall e, assim, evitar prejuízo de US$ 100 milhões. A reação equivocada da montadora em relação aos defeitos nos automóveis foi sentida no mercado financeiro. Em fevereiro, o valor de mercado da Toyota chegou a US$ 115 bilhões – queda de 30% em relação a janeiro de 2008. Procurada pela reportagem do iG, a Toyota não quis se pronunciar.

Com IG SP

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Novo Uno se torna maior trunfo da Fiat para se distanciar da Volks

Publicado por Administrador 29 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O dia 29 de junho de 2008 desperta memórias distintas para as duas maiores montadoras do país. Na Volkswagen, atual vicelíder de mercado, a data lembra um momento festivo: o lançamento da quinta geração do Gol, seu modelo mais vendido desde 1980. Para a Fiat, na dianteira do setor desde 2004, o dia 30 de junho traz um gosto amargo. Sem contar com nenhum grande trunfo, os executivos da operação brasileira da Fiat tiveram de assistir ao que parecia ser a maior tacada da Volkswagen na gestão do alemão Thomas Schmall, presidente da companhia havia pouco menos de dois anos. Os meses seguintes provaram que, de fato, a Fiat tinha o que temer. No último trimestre daquele ano, a Volks assumiu a primeira posição em vendas de automóveis no Brasil. O mesmo ocorreu em oito dos 12 meses de 2009, e entre março e maio deste ano. Enquanto a Volks avançava, a Fiat centrava- se no que viria a ser o maior lançamento de sua história de 34 anos no Brasil.

Apresentado oficialmente no dia 4 de maio, o novo Uno é resultado de 99 protótipos e 426 carros-teste, um investimento total de 1,2 bilhão de reais – o maior já realizado pela empresa italiana. Mal chegou às concessionárias, o novo Uno já responde por 45% das vendas totais do modelo (que inclui o Uno Mille, que continua a ser fabricado). A cada dia, saem da fábrica em Betim, na Grande Belo Horizonte, cerca de 800 carros, o dobro do previsto inicialmente pela Fiat. De quebra, o Uno se tornou o segundo modelo mais vendido do país, atrás do Gol – vale dizer que de janeiro a maio o Gol vendeu 70% mais que o Uno, mas na primeira quinzena de junho a diferença caiu para 20%. Nesse mesmo período, a distância entre Fiat e Volks aumentou 0,4 ponto percentual. Pode parecer pouco em números absolutos, mas, no disputado mercado automotivo, isso representa uma diferença de 60 000 veículos ao ano. “Com o novo Uno, recompusemos nossas forças para nos distanciar ainda mais da concorrência”, diz Carlos Eugênio Dutra, diretor de produto da montadora italiana.

O clima dentro da Fiat é de festa – e também de alívio. Os executivos da empresa vinham ensaiando a substituição do Mille desde 1996, quando foi lançado o Palio, mas uma sequência de contratempos adiou os planos. Os principais dizem respeito às vendas dos modelos Linea, Stilo e Punto, lançados de 2002 para cá. Segundo pessoas próximas à montadora, o desempenho desses carros no mercado é cerca de 20% inferior ao planejado pela montadora, afetando sua rentabilidade. (Oficialmente, a Fiat nega que as vendas estejam aquém do previsto.) Por se tratar de um modelo antigo, com investimento já amortizado, o Mille havia se convertido numa importante fonte de caixa para a empresa, mesmo com uma redução real de preço de 15% na última década. Nesse cenário, qualquer intervenção no modelo tornava-se uma operação extremamente delicada e arriscada. “Não podíamos cometer nenhum erro”, diz Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat. “Um escorregão poderia nos custar a liderança.”

Mesmo guardando inegáveis semelhanças com o Fiat Panda, modelo equivalente ao novo Uno vendido na Europa, o carro desenvolvido no Brasil conta com algumas peculiaridades – a começar pela concepção do projeto. Ao contrário do que geralmente ocorre nas montadoras, que levam para suas instalações grupos de consumidores para avaliar protótipos na fase final dos trabalhos, os executivos da Fiat brasileira destacaram uma equipe de 30 designers e engenheiros para conversar com potenciais clientes logo no início do projeto, de modo a entender suas necessidades e criar um carro quase sob medida para o mercado local. Entre março e maio de 2007, a montadora despachou os pesquisadores para abordar quase 350 pessoas, em locais como bares, universidades e exposições. “Trata-se de um processo semelhante ao realizado pela indústria de eletrônicos”, diz Dutra. “No fim, descobrimos que havia um enorme mercado para um carro que fosse divertido e robusto ao mesmo tempo, com porta-malas maior que o do Panda e voltado para o público jovem.”

A aceitação de outro carrinho da Fiat, o 500, também ajudou no desenho do novo carro (desde que começou a ser importado, em outubro de 2009, o 500 já vendeu mais de 1 200 unidades, o dobro do estimado pela Fiat). Do 500, a montadora tomou emprestado conceitos como adesivos para personalização das laterais e kits de modificação dos painéis, além das cores vibrantes. “Nosso maior desafio com o Uno é manter o frescor do lançamento no longo prazo”, diz Dutra. “Já estudamos a introdução de novas cores e aces sórios para o ano que vem.”

O sucesso do novo Uno nesses primeiros dois meses de lançamento pode ser creditado, em boa medida, à cautela da Fiat durante a crise financeira internacional em 2008. Na certeza de que o Brasil seria atingido pela turbulência ao longo do ano seguinte, a montadora italiana decidiu adiar o projeto de renovação do Uno por mais de seis meses, atrasando seu lançamento, inicialmente previsto para o final de 2009. A demora gerou uma enxurrada de especulações acerca do novo carro até que, no início de abril, as primeiras imagens vazaram para a imprensa. O burburinho gerado pela expectativa da chegada do automóvel, porém, teve um efeito colateral: queda de quase 30% nas vendas mensais do Palio, num momento em que o mercado como um todo sofria uma retração de 22%. Boa parte dos consumidores preferiu esperar a chegada do novo modelo em vez de comprar os que a Fiat já tinha à disposição.

Ao lançar um carro popular de cores e formas ousadas num mercado conservador como o brasileiro, a Fiat optou por assumir um risco. Aqui, ao contrário do que acontece na Europa e nos Estados Unidos, ainda se dá enorme valor aos veículos usados, sobretudo na troca por um carro novo – após três anos, um automóvel chega a manter até 60% de seu valor original, o dobro do registrado em mercados maduros. Nos anos 90, a GM percorreu um caminho semelhante ao introduzir o Corsa, um carrinho europeu de formas arredondadas e cores vibrantes como o amarelo-gema (algo que lhe rendeu o singelo apelido de Kinder Ovo). O modelo ficou entre os mais vendidos durante quase dez anos e, quando foi finalmente reestilizado para ganhar um ar mais sisudo, em 2002, caiu para a quinta posição, onde se mantém até hoje. Um engano que a Fiat, definitivamente, não poderá cometer.

Da CNM/CUT

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Toyota aceita pagar multa milionária

Publicado por Administrador 19 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A Toyota aceitou pagar uma multa de US$ 16,4 milhões imposta pelo governo dos Estados Unidos por ocultar durante quatro meses os defeitos nos aceleradores de seus veículos, informou hoje a rede de televisão “ABC”.
 
Sem dar detalhes, uma fonte governamental anônima disse que a multinacional japonesa aceitou pagar a multa para evitar um litígio nas cortes e espera-se que anuncie o acordo nas próximas horas.

A Toyota, que montou uma intensa campanha de propaganda para reparar o dano a sua imagem causada pela ligação com a revisão de mais de oito milhões de seus veículos no mundo, não fez comentários sobre o vazamento do suposto acordo.

O governo federal impôs a que se considera a maior multa contra um fabricante de automóveis após acusar a Toyota de conhecer o problema dos aceleradores em setembro do ano passado e esperar até janeiro para fazer a ligação para revisão.

De Folha Online

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Fabricante vai investir R$ 1,2 bi para produzir Tucson no Brasil

Publicado por Administrador 10 agosto, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente do grupo CAOA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, que representa a montadora Hyundai no Brasil se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (7) para anunciar investimentos de R$ 1,2 bilhão para iniciar a produção da Tucson no Brasil.

Segundo Andrade, até o final de 2010 a fábrica vai gerar 1.450 novos empregos para atingir capacidade de produção de até 100 mil unidades do veículo no país. A maior parte, segundo ele, é para atender o mercado interno. O empresário disse que são vendidos, em
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“Hoje a fábrica tem mais de 150 mil metros quadrados de área construída e está apta, totalmente robotizada, e pronta para fabricar o Tucson. Estamos contratando 950 funcionários para em dezembro lançarmos no novo Tucson, o Tucson nacional. Ele deixa de ser produzido na Coréia e vai ser produzido exclusivamente no Brasil”, explicou Andrade.

Os recursos serão aplicados entre esse ano e 2010 divididos em três etapas de R$ 400 milhões. Os primeiros recursos já foram aplicados e o restante deve ser investido entre o final desse ano e o começo de 2010. O restante será aplicado ao longo do ano que vem.

Fonte: CNM/CUT

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Vendas financiadas de veículos crescem 18,4%

Publicado por Administrador 15 junho, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

As vendas de veículos por leasing e crédito direto ao consumidor (CDC) cresceram 18,4% em abril deste ano em relação ao mês de abril de 2008.

O maior crescimento foi o das operações de leasing, que cresceu 64,8%,  saltando de R$ 38,9 bilhões para R$ 64,1 bilhões. O  saldo de CDC caiu 3,1%, de R$ 83,9 bilhões para R$ 81,2 bilhões.

“O crédito está acompanhando o momento favorável para a comercialização de veículos de passageiros e comerciais leves, impulsionado principalmente pela redução do IPI e redução gradual das taxas de juros”, avalia Luiz Montenegro, presidente da Anef.

Ele destaca que financeiras estão fechando negócios com valores de entradas maiores do que as verificadas anteriormente, o que auxilia, dentre outros aspectos, na contenção dos índices de crescimento da inadimplência para o setor”, avalia Luiz Montenegro, presidente da Anef.

Inadimplência cresce

Em relação à inadimplência acima de 90 dias, o mês de abril encerrou no patamar de 5,2% na carteira de CDC no mês de abril. O número mostra um crescimento em relação aos meses anteriores (4,8% em fevereiro e 5,1% em março). “Apesar da curva crescente, a inadimplência está em patamares administráveis e a tendência é que volte a apresentar retração a partir do segundo semestre do ano”, diz Montenegro.

Fonte: CNM/CUT

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Indústria automobilística brasileira reage à crise internacional

Publicado por Administrador 27 fevereiro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Depois dos cortes nos impostos, das muitas promoções e da volta do consumidor às concessionárias, o mercado de carros no Brasil respira. As vendas de novos e usados já se aproximam dos níveis de antes da crise. Tem até fila para comprar alguns modelos. Pelo menos, esse setor está conseguindo espantar a crise, principalmente na venda de novos.

Enquanto as vendas estão aquecidas, toda a cadeia produtiva se beneficia. Mas, como muitos metalúrgicos estavam em férias coletivas, alguns modelos mais procurados de carros já começam a faltar nas concessionárias.

A empresária Patrícia Silva tem pressa para comprar o carro novo. “Depois que passar a redução do IPI em março, volta o preço normal. As pessoas vão ter um pouco mais de dificuldades”, acredita.

O desconto do IPI vale até 31 de março. É ele que tem mantido aquecidas as vendas. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o aumento foi de 15,6% nas duas primeiras semanas de fevereiro na comparação com o mesmo período de janeiro e de 7,43% em relação a fevereiro de 2008.

“A gente estava precisando de um carro mais novo, já que a família está crescendo. O carro velho, às vezes, dá problema”, comenta o vendedor Gilmário Farias Batista.

No fim do ano passado, as montadoras ampliaram as férias coletivas, cancelaram contratos temporários e deixaram de contratar trabalhadores, apreensivas por causa da crise internacional. Com isso, a atividade nas fábricas diminuiu o ritmo. O consumidor brasileiro, no entanto, foi às compras ignorando o pessimismo. Por causa da procura acima do esperado, o consumidor pode esperar até 50 dias para levar o carro.

“Ele tem uma fila de espera na linha básica e na linha de entrada. Em alguns modelos mais caros, a procura também aumentou demais. Eu já estou com falta de opcionais e cores para oferecer pronta-entrega”, afirma o gerente de uma concessionária, Márcio Chadi.

Ana Cristina trocou de concessionária quando soube que teria de ficar na fila. “Quando a gente compra o carro, a gente quer o mais rápido possível”, diz.

Essa retomada do mercado já levou algumas empresas a reverem planos. Uma fábrica de autopeças em Piracicaba, no interior de São Paulo, cancelou as férias coletivas. “Temos esperança de que ia melhorar, mas nunca teríamos imaginado que nós poderíamos chegar a esses patamares”, conta o diretor da indústria, Hans Eckert.

Outra fábrica também pensa em retomar os investimentos. No auge da crise, ela demitiu 350 funcionários.

“Em março, vai atingir da ordem de 81% do pico de setembro. Significa que nós vamos estar apenas 19% abaixo do melhor mês do ano passado, no qual a gente atendeu a uma demanda de 300 mil veículos produzidos no Brasil”, calcula o diretor de vendas da indústria, Wilson Rocha.

Nas lojas, também cresceu a procura pelos usados. “O mercado está voltando ao normal. Já existem recursos por parte dos bancos. O financiamento está voltando ao normal. Nós acreditamos que esse movimento de veículos usados tende a aumentar”, afirma o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sérgio Reze.

O contador Haroldo da Silva comprou um carro 2008 e pagou R$ 12,5 mil a menos do que se levasse o mesmo modelo zero quilômetro. “Tem vários no estoque. Se deixarem de baixar o preço, a gente sai, vai em outra loja e compra. O que eles querem é se livrar dos usados”, diz.

Bom para quem quer carros mais potentes, como o motorista Vauderley Crispim. “Pelo preço que paguei num seminovo, eu comprei carro completo. Com esse valor, eu ia comprar um carro mil básico do básico. Para mim, não foi interessante”, comenta.

A montadora japonesa Mitsubishi confirmou que está estudando a possibilidade de aumentar a produção de sua fábrica em Goiás. Mais três modelos da marca podem passar a ser feitos no Brasil. Entre os fatores que pesam a favor, segundo a empresa, estão os elevados padrões de qualidade e a tecnologia da unidade brasileira.

Já a General Motors, que ameaça fechar as portas nos Estados Unidos, vai colocar 900 funcionários em licença remunerada no Brasil. São metalúrgicos das unidades de São Caetano, na Grande São Paulo, e da fábrica de São José dos Campos, no interior do estado. Ninguém da GM brasileira quis falar sobre o assunto.

Do G1 com informações do Bom Dia São Paulo

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Indústria automobilística deixará de produzir 200 mil carros

Publicado por Administrador 1 dezembro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

A indústria automobilística brasileira, sexta maior no ranking mundial, vai deixar de produzir, por causa das férias coletivas de novembro e dezembro, cerca de 200 mil carros. Isso equivale a dois terços do ritmo de produção mensal que vinha sendo registrado antes da crise global – em setembro, quando os reflexos da crise no País ainda eram pequenos, foram produzidos 300 mil veículos.

A conta leva em consideração os dias úteis em que as linhas de montagem ficarão desativadas e toma como média diária de produção os volumes dos dez meses deste ano, confirmados pelas montadoras, e as programações previstas para novembro e dezembro. As quatro maiores montadoras – Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford – respondem por cerca de 70% da produção brasileira. Com as paradas das linhas por períodos mais longos do que os previstos antes da crise, as montadoras não vão atingir a meta de produção prevista para este ano, que era de 3,4 milhões de veículos.

Com o anúncio, na quinta-feira, das férias coletivas na Mercedes-Benz e na Volkswagen Caminhões, já chega a aproximadamente 75 mil o total de trabalhadores das montadoras que ficarão em casa por prazos diferentes nesse fim de ano – quase 60% de toda a força de trabalho do setor. Fornecedores de autopeças, que, juntos, empregam 231,2 mil trabalhadores, também devem seguir as montadoras nas paralisações.

Fonte: Agência Estado

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