Meirelles: economia do Brasil passou por teste
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, voltou a dizer que a política econômica brasileira passou por um grande teste, comprovando que o crescimento experimentado nos anos anteriores não era fruto apenas da expansão benigna que acontecia no mundo. Segundo ele, durante muitos anos se questionou se o Brasil crescia ancorado apenas nas condições mundiais favoráveis.
“Então o teste veio. Preferíamos ter tido um teste mais suave. Mas ele veio e o sistema se manteve ancorado e sustentado em bases sólidas”, afirmou Meirelles na abertura do seminário sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária, promovido pelo BC, em São Paulo.
Ele disse que o País deu respostas precisas a cada um dos problemas gerados pela crise. Lembrou que o Banco Central disponibilizou R$ 100 bilhões dos recursos dos depósitos compulsórios para garantir a proteção à liquidez do sistema financeiro, e destacou as ações adotadas pelo BC para conter a deterioração do mercado de câmbio, como a atuação no mercado de dólar e com linhas de empréstimos aos exportadores, o que foi possível, segundo ele, devido à política de acúmulo de reservas.
O presidente do BC também mencionou ainda as ações de estímulo fiscal e alívio monetário, adotadas dentro do regime de metas de inflação. “Foram respostas rápidas à problemas específicos”, afirmou Meirelles.
Fonte: Sindicato do ABC
Banco Central deve cortar juros em 0,50 ponto percentual
Os analistas das principais instituições financeiras do País mantiveram a previsão de corte na taxa básica de juros para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira (22). Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, a Selic será reduzida em 0,50 p.p. (ponto percentual), ou seja, de 9,25% para 8,75% ao ano.
A reunião do Comitê para definir os rumos da política monetária do País começa terça e a decisão sobre a taxa sai na quarta, após o fechamento dos mercados financeiros. Caso a aposta se confirme, os juros cairão, novamente, para o menor patamar da história. No fim do ano passado, quando o BC deu início a uma sequência de cortes por conta da crise econômica mundial, a Selic estava em 13,75% ao ano.
No entanto, os economistas afirmam que esse será o último corte nos juros este ano. Isso porque, segundo o levantamento, a Selic deve terminar o ano justamente em 8,75%. Em 2010, o mercado aguarda uma recuperação da economia e, portanto, acredita que a taxa irá fechar o ano em 9,38%.
PIB – Os economistas mantiveram a mesma estimativa da semana passada em relação ao crescimento da economia brasileira em 2009. Segundo a pesquisa, o PIB (Produto Interno Bruto) deve registrar desaceleração de 0,34% em 2009. Há duas semanas, a previsão era de -0,50%.
Caso a estimativa se confirme, será a primeira contração da economia desde 1992 (quando o PIB diminuiu 0,54%) e a maior desde 1990 (queda de 4,35%). Já para 2010, a expectativa de crescimento subiu de 3,5% para 3,6%.
A previsão do BC para o PIB foi revisada de uma alta de 1,2% para uma expansão menor, de 0,8%. Já o governo federal voltou a diminuir sua previsão e agora espera que a economia cresça 1% – antes do agravamento da crise financeira mundial, a projeção de crescimento era de 5%.
Taxa de câmbio – Em relação ao dólar, o mercado diminuiu a estimativa para 2009, de R$ 2 para R$ 1,95. Para o fim do ano que vem, a projeção dos analistas ficou estável em R$ 2.
Inflação – A expectativa do mercado financeiro para o IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo), índice que mede a inflação oficial no País, aumentou de 4,5% para 4,53% este ano. A meta do BC é de 4,5% para 2009, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Em relação a outros indicadores inflacionários, a projeção do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) caiu de 0,95% para 0,90%; o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) recuou de 0,50% para 0,44%; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) passou de 4,10% para 4,11%.
Fonte: Diário On Line
Analistas de mercado reduzem para 9,15% projeção da Selic em 2010
Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) esperam que taxa básica de juros, Selic, chegue a 9,15% ao ano ao final de 2010 e não mais a 9,25% ao ano, como previsto anteriormente. A informação é do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC.
Os analistas não mudaram, no entanto, as projeções para a Selic ao final deste ano e neste mês, quando ocorre reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para amanhã (9) e quarta-feira. As estimativas são de 9% ao ano e 9,5% ano ano, respectivamente. Atualmente, a taxa básica está em 10,25% ao ano.
A Selic é usada pelo Banco Central como instrumento para controlar a inflação. Quando a inflação está em alta, o BC sobe a taxa e faz o inverso quando os preços estão em baixa.
A previsão dos analistas de mercado para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano também não foi alterada e permanece em 4,33%, há três semanas. Para 2010, os analistas mantêm a estimativa de 4,30%, há duas semanas. As expectativas para os dois anos estão abaixo do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 4,5%. A meta tem margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite inferior é de 2,5% e o superior de 6,5%.
Quanto aos demais índices, as projeções para este ano estão em queda. Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), os analistas alteraram a estimativa de 1,82% para 1,80%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa caiu de 1,47% para 1,46%. No mercado paulista, o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) deve ficar em 4,29% e não mais em 4,33%. Para 2010, as projeções dos três índices foram mantidas em 4,5%.
A expectativa para os preços administrados em 2009 foi alterada de 4,35% para 4,30% e mantida em 4% em 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).
Fonte: Ag. Brasil
Inflação: Expectativa para esse ano tem queda para 4,25%
A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano teve leve recuo de 0,01 ponto percentual e ficou em 4,25%. A estimativa, em queda há seis semanas, consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base em projeções de instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia.
Para 2010, a expectativa para o índice oficial de inflação caiu de 4,46% para 4,42%. Estimativas para este ano e para o próximo estão abaixo do centro da meta de inflação de 4,5%. A meta tem margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite inferior é de 2,5% e o superior de 6,5%. O Banco Central usa como instrumento para controlar a inflação a taxa básica de juros, a Selic, que, na previsão dos analistas, deve ser reduzida de 11,25% para 10,25% ao ano na reunião marcada para os dias os dias 28 e 29 deste mês. Ao final deste ano, os analistas mantêm a previsão de que a Selic estará em 9,25% ao ano. Para 2010, a estimativa foi ajustada de 9,38% para 9,50% ao ano.
Quanto aos demais índices de inflação, a expectativa dos analistas também é de queda. Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a redução foi de 3,03% para 2,41%. A projeção para o Índice de Geral de Preços de Mercado (IGP-M) caiu de 2,71% para 2,22%. Em 2010, a expectativa para os dois índices é de 4,5%. No caso do Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), a estimativa caiu de 4,37% para 4,36%. Para 2010, a projeção para os três índices é de 4,5%, a mesma da semana anterior.
A estimativa para os preços administrados em 2009 foi mantida em 4,5%. Para 2010, foi alterada de 4,5% para 4,3%. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).
Fonte: Ag. Brasil
Meirelles: “Temos que tomar muito cuidado com a crise importada”
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira (9), que a atual crise financeira é “grave” e de “grande profundidade e complexidade”. “A crise é séria, nos afeta, e temos que tomar muito cuidado com ela e termos ações muito firmes (…) É uma crise importada, externa”, acrescentou ele, durante o IV Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea, em Brasília.
Apesar dos adjetivos utilizados para caracterizar a atual crise financeira, Henrique Meirelles avaliou, porém, que o Brasil, segundo instituições internacionais, como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é um dos países mais bem preparados para enfrentá-la.
“Isso não nos isenta de sentir as consequências da crise, mas o Brasil está melhor preparado do que outros países”, disse Meirelles, acrescentando que as empresas não devem se pautar por “movimentos de curto prazo” e evitar “atitudes excessivamente agressivas”, que podem acabar “exacerbando” os efeitos da crise na economia brasileira.
Crescimento forte antes da crise
O presidente do BC lembrou que o país vinha registrando um ritmo forte de crescimento econômico antes da piora da crise financeira, em meados de setembro, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 6,8% no terceiro trimestre de 2008, na comparação o mesmo período do ano anterior, enquanto a demanda interna atingia 9,3%, o consumo das famílias avançava 7,3% e os investimentos subiam 19,7%.
Todos estes indicadores, argumenta ele, proporcionam ao país melhores condições para enfrentar a crise financeira. “O PIB médio de 2004 a 2008, foi cerca de 5% ao ano. Se compararmos de 1999 a 2003, foi de 1,9%. Portanto, é um patamar não só sensivelmente superior, mas de maior consistência. Evidentemente, tudo isso, alguns podem dizer, é parte da história. Verdade. Enfrentamos os efeitos da crise internacional, mas outros países entraram na crise em posição mais fragilizada”, avaliou.
Reservas internacionais e depósitos compulsórios
O presidente do BC voltou a avaliar que as reservas internacionais brasileiras, ainda acima de US$ 200 bilhões, e o alto nível de depósitos compulsórios proporcionam mais segurança ao Brasil durante a crise. Com as reservas, o BC pôde intervir no mercado de câmbio, no volume de US$ 61 bilhões, e injetar outros R$ 99,2 bilhões no mercado com a liberação de depósitos compulsórios – que estavam retidos na autoridade monetária.
“O BC está usando as reservas [internacionais] para proteger o país. Com vendas de dólar com recompra, leilões à vista, linhas de crédito para exportações e venda de swaps cambiais. E, finalmente, um dado muito importante, o acordo de troca de moeda com o FED. Ainda não tomamos a decisão de efetivar a troca [de moedas com o FED] porque não foi necessário”, disse ele, acrescentando que a autoridade monetária pode emprestar ainda até US$ 36 bilhões das reservas para empresas com dívidas no exterior.
Fonte: G1
Juros: economistas esperam corte para 12% em março
A taxa básica de juros deve cair dos atuais 12,75% para 12% ao ano na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), no dia 11 de março. A estimativa foi feita pelos economistas ouvidos pelo BC na pesquisa semanal Focus.
Na última reunião, em janeiro, o Copom cortou a taxa Selic de 13,75% para 12,75% ao ano. Foi o maior corte de juros em cinco anos, motivado pela desaceleração da economia verificada nos últimos meses. Para o final do ano, foi mantida a previsão de juros em 10,75% ao ano, o menor patamar da história do Copom.
Fonte: CNM/CUT
Banco Central: juros estarão no menor patamar até final de 2009
A expectativa de analistas aponta que a taxa básica de juros deva encerrar 2009 em 11%, o que seria o patamar mais baixo desde que o Banco Central passou a divulgar meta para a taxa Selic (taxa básica de juros) para fins de política monetária, em março de 1999. Segundo o boletim Focus publicado na segunda-feira (26) pelo BC, os analistas modificaram a previsão para os juros, que até o relatório anterior estava em 11,25%.
Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) surpreendeu o mercado ao cortar a taxa Selic em um ponto percentual, para 12,75% ao ano. Para 2010, a projeção também caiu. O mercado espera juros em 10,75% no ano que vem, contra os 11% da estimativa anterior.
O resultado saiu logo depois de diversas manifestações promovidas pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e por outras entidades, filiadas a CUT. Os trabalhadores pediram a redução dos juros e o corte do spread bancário. De acordo com o presidente da Central, Artur Henrique, os trabalhadores continuarão no pé do Copom e dos banqueiros. “Não permitiremos que a selic volte a subir e ainda lutaremos para que os banqueiro liberem o crédito para os trabalhadores.”
IPCA
Os analistas diminuíram a perspectiva para a inflação em 2009 pela segunda semana seguida. A projeção é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se situe em 4,64% neste ano em vez dos 4,80% aguardados antes. Desta vez, a previsão está bem próxima do centro da meta, que é de 4,5%.
Para 2010, as projeções estão estacionadas no centro da meta do governo, em 4,50%, há 34 semanas. Para os demais índices de preços, a estimativa também foi reduzida. A expectativa para o IGP-DI de 2009 saiu de 4,91% para 4,49%, enquanto a projeção para o IGP-M caiu de 4,77% para 4,41%. Sobre o IPC-Fipe, os agentes estimam que o índice avance 4,50% em vez de 4,54%.
Segundo o Focus, os analistas esperam que o dólar comercial encerre o ano a R$ 2,30, sem mudança, e terminará janeiro em R$ 2,35, pouco acima da estimativa passada, de R$ 2,33. Para o encerramento de 2010, a mediana das expectativas dos analistas aponta dólar a R$ 2,28, repetindo o prognóstico contido no boletim anterior.
O mercado financeiro manteve estável a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 em 2%. Para o próximo ano, a previsão é de que a economia brasileira tenha expansão de 3,80%, pouco menos do que os 3,90% aguardados anteriormente.
Em termos de produção industrial, a projeção média foi reduzida de alta de 2,15% para 2% em 2009 e de 4,30% para 4,05% nos 12 meses à frente. Na balança comercial, a previsão é de superávit de US$ 14,5 bilhões em 2009, sem alteração. A conta de transações correntes do País deve encerrar este exercício com déficit de US$ 25 bilhões, também igual ao do levantamento precedente.
Conservadorismo
Na avaliação do deputado Pedro Eugênio (PT-PE), a análise do empresariado reflete um certo conservadorismo em algumas estimativas, como o crescimento da economia em 2%. “O empresariado tende a ser mais pessimista no crescimento econômico. Se os empresários avaliarem mais objetivamente, considerando separadamente os setores exportadores, que são os que sofrem mais impacto direto da crise, verão que seus planos de investimento deverão continuar em 2009 e que nossa taxa de crescimento deverá ser maior do que 2%. Já ouvimos uma taxa de 4%, que é a estimativa da equipe econômica do governo”, avaliou.
Outro ponto a ser destacado, disse, é a previsão de queda na taxa de juros. Segundo Pedro Eugênio, há espaço para uma redução ainda maior da taxa Selic. “O BC tende a ser conservador, mas há espaço para uma redução maior da nossa taxa. Temos de ter referências na inflação, na qual a expectativa do mercado é correta – a inflação ficará dentro da meta, inclusive devido à redução do ritmo de expansão da economia -, mas também temos de olhar as taxas de juros internacionais, que estão mais baixas do que nunca, se aproximando de zero em alguns países”, afirmou.
Fonte: Sindicato do ABC