BNDES financiará exportação de ônibus brasileiros para a Colômbia
O BNDES aprovou financiamento no valor total de US$ 90 milhões para exportação, pela Scania Latin America Ltda, de até 454 ônibus fabricados no Brasil para a Colômbia.
Os veículos serão destinados às operadoras de serviços de transporte público de passageiros do Sistema Integrado de Transporte Público de Bogotá (SITP), o denominado sistema TransMilenio, em fase de expansão.
O TransMilenio é um Bus Rapid Transit (BRT) construído e gerenciado pela prefeitura de Bogotá. Trata-se de um serviço de transporte de passageiros por meio de linhas-tronco e alimentadoras.
Para as linhas-tronco, foi construída uma estrutura de corredores exclusivos para ônibus, separados fisicamente do tráfego comum. Todo o sistema de transporte rodoviário é gerenciado pela TransMilenio S.A.
O BRT de Bogotá é considerado um dos mais importantes do mundo. Desde que foi inaugurado, em dezembro de 2000, o tempo de deslocamento dos usuários foi reduzido em 32% e a emissão de poluentes diminuiu 40%. O sistema transporta, hoje, 1,7 milhão de passageiros/dia.
Entre os méritos do projeto financiado pelo BNDES, destaca-se a oportunidade de os fabricantes brasileiros de chassis e carrocerias de ônibus consolidarem posição no mercado sul-americano.
O projeto viabilizará, ainda, maior exportação de serviços de manutenção, criação direta e indireta de empregos e, em uma perspectiva de mais longo prazo, aumento na competitividade externa do Brasil e sua consolidação como plataforma de exportação de empresas globais do setor.
O BNDES já apoiou, em 2001, exportação de ônibus brasileiros para a primeira fase do sistema TransMilenio.
BNDES
CUT decide não participar de anúncio do programa de política industrial
O presidente da CUT Artur Henrique e presidentes das demais centrais sindicais se reuniram nesta segunda-feira (1º), no Palácio do Planalto, em Brasília, com cinco ministros e o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para conhecer detalhes sobre a nova política industrial – o plano Brasil Maior, que será anunciado nesta terça-feira (2) pela presidente Dilma Rousseff.
Participaram do encontro os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República (Gilberto Carvalho), da Fazenda (Guido Mantega), do Desenvolvimento (Fernando Pimentel), da Previdência Social (Garibaldi Alves), da Ciência e Tecnologia (Aloizio Mercadante), além de Luciano Coutinho, que preside o BNDES.
Gilberto Carvalho abriu a reunião dizendo que o governo trabalhou duramente nos últimos dias para elaborar o projeto, cujo objetivo é impedir que o país seja afetado pela crise econômica que abala países da Europa e Estados Unidos. O ministro fez questão de ressaltar que o governo analisou e tentou atender as demandas dos dirigentes sindicais, que se mobilizaram realizando seminários e até paralisações, como a dos metalúrgicos na Rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo, e entregou propostas ao governo. “A voz de vocês foi ouvida”, disse ele.
O ministro Guido Mantega fez uma breve análise sobre a crise internacional, lembrando que a crise financeira de 2008 foi superada pelo Brasil, mas continuou na Europa e Estados Unidos e continua produzindo efeitos negativos. Os efeitos, disse ele, podem atingir o Brasil uma vez que, com o mercado internacional patinando, o aumento da capacidade ociosa e o mercado consumidor em baixa, as indústrias vêm buscar consumidor no Brasil. Por conta deste cenário, é preciso defender a indústria brasileira.
“O rol de medidas que vamos anunciar, é no sentido de dar competitividade a indústria brasileira e também para garantir que o emprego fique aqui”, disse Mantega.
Na sequência, o ministro falou sobre a desoneração da folha, item que, segundo ele, era de mais interesse dos dirigentes sindicais. Explicou que alguns setores terão desconto, que a diferença será contabilizada como crédito do tesouro, portanto, sem prejuízo para a Previdência Social. Disse também, que o governo acredita que esta decisão vai contribuir para a geração de empregos formais, além de melhorar a competitividade da indústria.
Mercadante completou dizendo que “o conjunto de medidas defendem a produção, o mercado interno e os empregos”.
Já Pimentel, ressaltou o aumento do financiamento para inovação, “para empresas que desenvolverem projetos aqui dentro”.
O presidente da CUT criticou o fato dos ministros focarem a apresentação da política industrial apenas no que se refere à desoneração da folha. “Todas as medidas de política industrial interessam aos trabalhadores,” afirmou Artur Henrique lembrando que a central entregou ao governo um documento com as propostas do movimento sindical e que o mesmo não foi levado em consideração. Disse ainda que os trabalhadores estão preparados para discutir o tema, tanto quanto os empresários e sugeriu a criação de uma mesa de diálogo tripartite para discutir não apenas a política industrial como também fazer um acompanhamento das medidas, “que podem até ser boas, não sabemos, mas não foi uma proposta construída na base do diálogo tripartite”.
Para encerrar, Artur lamentou o fato de o governo ter ignorado o acúmulo de discussões sobre a possibilidade de desoneração da folha feito pela CUT, que há meses vêm debatendo o tema e analisado possibilidades (pode gerar mais emprego desde que isto conste como uma exigência e esteja escrito no documento que beneficia os empresários) e consequências para a seguridade social. Além de emprego formal, disse ele, tem de ter outras contrapartidas sociais e econômicas, como a qualidade do emprego, meio ambiente etc.
A falta de discussão do tema com o movimento sindical, levou as centrais sindicais a decidirem não participar do anúncio oficial da nova política industrial. “Somos contra desoneração da folha, da forma como ela vem sendo proposta, sem debate e sem contrapartidas efetivas”, disse o presidente da CUT.
CUT
Indústria nacional quer reter no país os ganhos do petróleo
Enquanto os estados e a União brigam pelos royalties do petróleo, as indústrias e a Petrobras atuam de forma mais pragmática. Tratam de lutar pelo conteúdo nacional nos investimentos a serem feitos pela estatal e pelos grupos privados – nacionais e estrangeiros, na próxima década. Incluindo-se o pré-sal, a Petrobras pretende aplicar US$ 220 bilhões até 2014. Mas grupos privados, nacionais e estrangeiros, também farão maciças inversões. Estima-se que só o pré-sal exigirá 97 plataformas de produção, 510 barcos de apoio e 49 navios.
Os estaleiros já estão duplicando sua capacidade anual de processamento de aço, hoje em 600 mil toneladas. As indústrias de base, como a do aço e os produtores de equipamentos e peças se defrontarão com uma demanda que corresponde, a grosso modo, ao dobro do que é movimentado anualmente pelo mercado de eletrodomésticos. Mas há ameaças, como a distorção cambial, o Custo Brasil em geral e os subsídios de grandes nações e de emergentes como a China.
Nesse cenário, o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval), tendo à frente Ariovaldo Rocha, e a Fundação ARO vão realizar, dia 5 de agosto, no J.W. Marriot, na Zona Sul carioca, o I Fórum Conteúdo Local. Já estão confirmados no evento o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o titular de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine e altos dirigentes do BNDES e Petrobras.
O conteúdo local é mais do que uma exigência da política do Governo Federal e dos contratos de concessão da Agência Nacional do Petróleo (ANP). É o caminho para tornar os ganhos que serão obtidos com o pré-sal em desenvolvimento efetivo, com incentivo à melhoria da produção, maior qualificação dos trabalhadores e produção de tecnologia nacional. Este caminho já vem sendo trilhado por muitas empresas, mas não sem percalços.
Alguns questionam a capacidade do empresariado nacional; outros acham que o caminho é simplesmente buscar o melhor preço, no exterior; outros, ainda, enxergam obstáculos e divergências artificiais. Petróleo é riqueza, mas precisa ser bem trabalhado. Países como Noruega e Inglaterra usaram esse produto básico para se consolidar como líderes em indústria e tecnologia. Outros, como Holanda e Venezuela, se extasiaram com o lucro fácil e deixaram escorrer pelas mãos os benefícios caídos do céu – ou tirados da terra e da água. O Brasil quer seguir o caminho certo e esse Fórum pretende ser um importante passo rumo a lucros econômicos e sociais.
Monitor Mercantil
Brasil receberá investimentos de R$ 1,6 tri até 2014
O Brasil receberá um total de investimentos da ordem de R$ 1,6 trilhão de 2011 a 2014, afirmou na noite de hoje o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que participa do Destaque Agência Estado Empresas 2011, relativo ao ranking de 2010, elaborado em parceria com a Economática.
O valor, de acordo com o presidente do BNDES, representa um crescimento de 62% sobre os investimentos realizados de 2006 a 2009, num montante de R$ 987 bilhões. Ainda de acordo com Coutinho, o valor previsto de investimentos para o período de 2011 a 2014 representará, na média anual do período, um crescimento de 10,2%.
Coutinho disse também que o retorno sobre o Patrimônio Líquido (PL) das empresas de capital aberto chegou a quase 15% no ano passado, depois de ter permanecido abaixo de 4% por muitos anos.
Da Agência Estado
BNDES eleva juros para financiamento de ônibus e caminhões
As taxas de juros de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a compra de ônibus e caminhões aumentaram na última sexta-feira (01/04). A partir deste mês, até o final de 2011, os juros serão de 10% ao ano, dois pontos percentuais a mais do que o índice anterior (8%). Já no BNDES Procaminhoneiro, direcionado à compra de veículos por caminhoneiros autônomos, a taxa subiu de 4,5% para 7% ao ano.
Os novos índices foram definidos após o governo federal decidir prorrogar o PSI (Programa Sustentação do Investimento), que terminaria no mês passado, até o final deste ano. O programa foi lançado em julho de 2009 como parte das medidas do governo para reduzir os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira e permitiu que as empresas do País mantivessem os planos de investimento.
De acordo com o BNDES o objetivo da elevação dos juros para financiamentos de diversos equipamentos é contribuir para a desaquecimento da economia, mantendo os investimentos.
Uma novidade do novo pacote é que foi incluído o financiamento de ônibus com tração elétrica e tração híbrida, combinando o uso da eletricidade com algum outro combustível (diesel, biodiesel, etanol etc). Os equipamentos também terão de ser acessíveis para deficientes físicos e serão comercializados com taxa de 5% ao ano.
Banco da Volks tem recorde
O Banco Volkswagen fechou o ano passado com 198.768 novos financiamentos e um crescimento de 24,5% em sua carteira de crédito, que atingiu R$ 17,5 bilhões em 2010, valor recorde. Dos novos financiamentos, 87,3% correspondem aos automóveis da Volkswagen e 12,6% aos caminhões e ônibus da marca.
De acordo a instituição financeira os resultados foram impulsionado pelo aumento das operações de CDC (Crédito Direto ao Consumidor), BNDES Finame e Floorplan. O Finame, linha para a compra de ônibus e caminhões, registrou o maior avanço entre as modalidades, com crescimento de 38,3% em comparação ao ano anterior.
Mercedes
O Banco Mercedes-Benz fechou negócio com o Grupo Binotto para o financiamento de 50 caminhões modelo Axor 3344 S para utilização inicial nas áreas de bioenergia e campo florestal. O volume do negócio, realizado por meio do BNDES Finame, foi de R$ 16 milhões.
Do ABCD Maior
BNDES: Brasil receberá R$ 3,3 trilhões em investimentos até 2014
O investimento em alta,será a principal locomotiva para o crescimento econômico do país nos próximos anos,segundo prevê BNDES.Um estudo do banco estatal de fomento, a ser divulgado nesta segunda-feira (28), mapesou investimentos que somarão R$1,6 trilhão netre 2011 e 2014.
Isso equivale a uma alta de 62,5% sobre o que foi investido nestes setores pesquisados no período entre 2006 e 2009, que somou R$ 978 bilhões. Como o levantamento é parcial – abrange 60% dos setores industriais, 95% da infraestrutura e 42% da construção civil, representando 48% dos investimentos do país –, o banco estima que nos próximos quatro anos o investimento total no Brasil somará R$ 3,3 trilhões.
Esse volume deve fazer com que a taxa de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país), atualmente na casa dos 19%, suba para 22,4% em 2014. Caso estes números se confirmem, o investimento ocupará, de certa maneira, o espaço que foi das exportações no começo da gestão Lula e do aumento do consumo interno nos últimos anos como principal indutor do crescimento econômico.
Enquanto os investimentos crescerão na casa dos 10% ao ano, o consumo das famílias deve se expandir na casa dos 4% nos próximos anos. Com isso, o país deverá crescer 5,8% ao ano na média entre 2010 e 2015, ante 3,5% da média mundial.
“Na margem, podemos dizer que o investimento puxará o crescimento – embora, claro, a expansão do consumo das famílias será muito importante. O fato importante é que, depois de 25 anos, teremos novamente a possibilidade de crescer de 30% a 40% acima da média mundial”, afirma Ernani Teixeira Torres Filho, superintendente da Área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico do BNDES.
O levantamento do BNDES leva em conta não apenas os investimentos financiados pelo banco, mas informações de diversos setores. Economistas da instituição fazem um filtro sobre investimentos anunciados e os que realmente têm chance de sair do papel, com base na experiência da instituição e dados de mercado.
Neste levantamento, o BNDES incluiu setores na análise, como a indústria têxtil e o impacto da construção civil, e fez a estimativa para os setores que não entraram na pesquisa, devido à dificuldade de colher informações. Foi o caso do setor de alimentos e bebidas e da construção civil individualizada.
Vermelho
BNDES define condições para financiamento do trem-bala
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai aportar o máximo de R$ 19,977 bilhões no financiamento do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. O valor será atualizado pelo IPCA e limitado a 80% de itens financiáveis pelo banco de fomento ou 60,3% do investimento total, o que for menor. O custo do financiamento para o trem-bala será de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 6% ao ano, mais uma taxa de risco de crédito de 1% ao ano para o consórcio vencedor da licitação. O prazo de pagamento será de 30 anos, com seis meses de carência após a data prevista para o início da operação comercial. A concessão terá prazo de 40 anos e o consórcio vencedor da licitação será responsável pelo projeto, construção, operação e manutenção do trem-bala, com obrigatoriedade de transferir a tecnologia utilizada. O aporte estimado dos acionistas privados é de cerca de R$ 7 bilhões e a taxa de juros total do financiamento poderá ser reduzida, caso a receita operacional bruta nos primeiros dez anos de operação fique abaixo do previsto nos estudos de viabilidade financeira.
A taxa de juros também poderá ser reduzida para compensar eventual faturamento abaixo do projetado. O valor máximo da repactuação será de R$ 3 bilhões do primeiro ao quinto ano e de R$ 2 bilhões do sexto ao 10º ano. A taxa mínima de juros resultante da repactuação será de 3% ao ano. Os consórcios interessados na licitação deverão entregar os envelopes até 29 de novembro e a sessão pública do leilão acontecerá em 16 de dezembro. A assinatura do contrato de concessão deverá acontecer em 11 de maio do ano que vem. O valor máximo da tarifa cobrada pelo TAV será de R$ 199 entre Rio e São Paulo, com o teto de R$ 0,49 por quilômetro, para uma viagem com 1h30 de duração. Segundo nota divulgada pelo BNDES, as projeções de demanda feitas pelo consórcio Halcrow-Sinergia – contratado para realização de estudo sobre o trem-bala – apontam para 32 milhões de passageiros por ano, com receitas anuais superiores a R$ 2 bilhões. O prazo previsto para implantação é de seis anos. O banco de fomento ressaltou que os estudos da Halcrow-Sinergia foram avaliados por técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); pela Nathan Associates, empresa especializada em análises econômicas de projetos de grande porte, e pela Universidade Católica do Chile, centro de referência em estudos desse tipo.
Ao fim do processo, o custo foi estabelecido – a uma taxa de câmbio de R$ 1,70 por dólar – em US$ 35,36 milhões por quilômetro, o que, segundo o BNDES “está dentro da margem de custos médios globais praticada neste tipo de empreendimento”. “Segundo os estudos referenciais realizados pelo governo, o custo médio mundial dos projetos de trem de alta velocidade era de US$ 32,7 milhões por quilômetro. O relevo acidentado da região demanda investimentos maiores do que os realizados em áreas de planície, justificando a estimativa mais elevada”, diz a nota divulgada pelo BNDES.
Ig
BNDES patrocina mostra internacional de música no Nordeste
• MIMO une cultura, entretenimento e projetos educativos para alunos de periferias
O BNDES patrocina a sétima edição da Mostra Internacional de Música em Olinda, a MIMO 2010. Esta é a quarta vez consecutiva que o BNDES patrocina a mostra. O festival acontecerá nas cidades de Olinda (PE), Recife (PE), e João Pessoa (PB), entre 1º e 7 de setembro, e apresentará mais de 30 concertos de música instrumental, erudita e popular.
Durante os sete dias do evento, músicos consagrados, nacionais e internacionais, se apresentarão em igrejas e monumentos de importância histórica e arquitetônica para as cidades. O BNDES também apoiou a restauração e conservação de alguns desses monumentos, como a Basílica de Nossa Senhora das Neves, o Convento de São Francisco e a Igreja do Rosário dos Homens Pretos.
Além dos concertos, acontecerá simultaneamente o Festival MIMO de Cinema, com palestras, debates e exibição de filmes de temática musical em conventos e praças públicas. Haverá um telão para cinema mudo na Igreja da Sé, onde o pianista Cadu Pereira executará ao vivo a trilha sonora dos filmes projetados.
Na etapa educativa do evento, sob a coordenação da violinista Ana de Oliveira e do maestro e violonista Caio Cezar, artistas como Mike Stern, Cristina Braga, Carlos Malta e Leo Gandelman ministrarão aulas e workshops de música para alunos da periferia de Olinda. Haverá ainda master classes, oficinas de formação de orquestra e curso de regência, este sob a orientação de Isaac Karabtchevsky.
Um dos aspectos mais importantes do festival é a formação da Orquestra Sinfônica MIMO, que reunirá 60 alunos participantes da capacitação de músicos durante o evento. A semana de aprendizado culminará em um concerto em homenagem ao músico brasileiro Wagner Tiso, com a orquestra formada pelos alunos e regência de Guilherme Bernstein.
Bndes
Crise da Busscar: Bancos negam financiamento e situação é crítica
No final da última sexta-feira, 18 de junho, o Sindicato dos Mecânicos recebeu a notícia de que os bancos credores da Busscar negaram o pedido de financiamento em relação ao projeto Guatemala. As razões são o alto risco de refinanciamento e grande incerteza de retorno desses novos recursos, caso fossem liberados, e garantias incompatíveis para o montante exigido em relação à urgência que a empresa precisa. Ou seja, a crise continua e ainda mais grave.
Até o momento os trabalhadores da Busscar Ônibus amargam um atraso de 75 dias nos salários e 202 dias no décimo-terceiro de 2009. Com uma situação desta, não há condições de sobrevivência das famílias de mais de três mil trabalhadores ainda ligados à empresa. O Sindicato inclusive lançou campanha de arrecadação de alimentos para reduzir o sofrimento dessas famílias, e que precisa de apoio da comunidade.
Ontem, segunda-feira (21/6), o Sindicato participou de reunião com trabalhadores da empresa e seu diretor presidente, Claudio Nielson, num clima de desesperança que se via no ambiente. O presidente João Bruggmann apresentou mais duas sugestões para a empresa diante de todos os trabalhadores presentes: liberação dos trabalhadores com baixa em carteira para que possam receber seguro-desemprego e FGTS, e que os acionistas, donos da empresa, apresentem uma carta de intenções aos bancos credores para que entrem como acionistas e façam a empresa funcionar e retomar a produção.
“A situação dos trabalhadores e trabalhadoras é gravíssima, as pessoas passam por graves dificuldades financeiras, faltando alimentos em casa, prestações atrasadas, pensões alimentícias atrasadas e tudo o mais. Se a empresa não paga os salários e não dá solução a tudo isso, que liberem as pessoas que quiserem. O Sindicato homologa a rescisão com ressalvas. Pelo menos os trabalhadores podem ter alguma renda para colocar a vida em dia e buscar um novo rumo na vida”, declarou Bruggmann.
Na questão da carta de intenções aos credores para que entrem como acionistas em troca das dívidas e administrem uma nova fase, João Bruggmann entende ser urgente a iniciativa para que os bancos credores se posicionem se querem ou não assumir a empresa, reerguê-la para continuar a gerar empregos e renda.
“Vejo que há entraves, como já dizíamos tempos atrás sobre mudança na administração. Tecnicamente os bancos credores não admitem conceder mais recursos, faltam garantias e tudo o mais. Então que os acionistas coloquem claramente a intenção de abrir a empresa para os novos acionistas, os bancos credores e até o BNDES, e que eles digam se aceitam ou não assumir esse desafio. Nós pensamos que é a melhor saída porque pode fazer a empresa retomar a produção, manter empregos, gerar renda e deixar forte uma marca forte do Brasil. Seria bom para Joinville, Santa Catarina e o país”, destaca o presidente João Bruggmann.
Hoje uma comitiva formada por trabalhadores da empresa, acompanhados de dois diretores do Sindicato, seguiu à Brasília para ainda tentar alguma coisa sobre créditos do IPI junto ao Governo Federal, assunto do qual o Sindicato já tem posicionamento conhecido. O Sindicato cumpre assim o que prometeu: acompanhar até o fim todos os passos da crise da Busscar, seja o fim qual for.
Além das já conhecidas ações do Sindicato para cobrar esses salários atrasados e décimo atrasado, direitos trabalhistas e outros detalhes, há também a ação na Justiça do Trabalho, ainda sem despacho do Juiz. Essa ação visa impedir a venda dos bens da empresa e acionistas para garantir, em caso de falência, o pagamento de todos os trabalhadores. O Sindicato continua à disposição dos trabalhadores e trabalhando para que essa crise tenha um final, se possível ainda feliz.
Busscar: Sindicato dedica atenção especial para solução da crise
O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região está dedicando atenção especial à crise da Busscar há meses, e na semana passada esteve com seu Presidente João Bruggmann à frente das articulações e agendas no BRDE, Badesc, BNDES e até na CUT Nacional em busca de saídas para o pagamento dos salários atrasados, rescisões do PDV, FGTS e também a retomada da produção para garantia de empregos e renda.
Bruggmann esteve na reunião com o governador Leonel Pavan em Florianópolis na terça-feira passada (8/6), na quarta-feira (9) esteve no BNDES no Rio de Janeiro e na quinta (10) foi à São Paulo articular com a CUT Nacional em defesa dos empregos que a Busscar mantém. No BNDES, o Presidente do Sindicato participou ativamente das discussões com os 14 bancos credores, empresa e BNDES, sempre alertando para o desespero dos pais de família que ainda não receberam seus salários.
Na CUT Nacional, Bruggmann buscou alternativas para atuação junto ao Governo Federal caso as outras saídas não sejam viáveis e aprovadas. Lá ele entregou o abaixo-assinado colhido pelos trabalhadores da Busscar que contém 64 mil assinanatura, o que prova claramente a importância da sobrevivência da empresa e seus empregos para as famílias, Joinville e o Brasil.
Para Bruggmann, a saída encontrada para que a empresa retome a produção e quite salários em atraso, e os mantenha em dia, é o Projeto Guatemala no valor de R$ 180 milhões que precisa da aprovação dos bancos credores.
“Eles, os credores, pediram 10 dias para responder, e essa data expira na próxima sexta-feira (18/6) para esse caso. A empresa precisa responder algumas coisas, correr atrás também. Esperamos, e trabalhamos, para que a resposta seja positiva. Os trabalhadores precisam receber”, destaca Bruggmann. Ele ressalta ainda que essa não é a saída final, mas apenas paliativa.
“A saída final todos sabem qual é e está clara para quem participa das reuniões. Mas o Sindicato esteve, está e estará sempre ao lado dos trabalhadores até que a solução final para a crise e empregos seja encontrada e colocada para funcionar”, afirma Bruggmann, dando assim todo o apoio do Sindicato neste momento difícil.