Só no Brasil há saúde grátis e universal mas gasto privado maior

Publicado por Administrador 27 setembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Sistema Único de Saúde (SUS) completou dia (19) 21 anos exibindo um paradoxo. O Brasil é o único país do mundo que tem uma rede de saúde gratuita e aberta a toda a população e, ao mesmo tempo, vê o mercado (convênios e consultas particulares) gastar mais dinheiro do que o Estado.

O motivo da contradição, dizem especialistas, é a falta de recursos públicos para fazer com que o SUS se realize plenamente, tal qual previsto na Constituição, o que exigiria pelo menos dobrar seu caixa.

As despesas com saúde no Brasil são de 8,4% do chamado produto interno bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas pelo país durante um ano. Deste ponto de vista, o investimento está em linha com a média global, de 8,5% anuais, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A distinção está em quem puxa os gastos. No Brasil, 55% são privados (e beneficiam cerca de 46 milhões de conveniados) e 45%, públicos – favorecem todos os 190 milhões de brasileiros.

A fatia estatal representa 3,7% do PIB, um terço mais baixo do que a média internacional, de 5,5% do PIB, de acordo com a OMS. No resto do mundo, o gasto público equivale a 60% do total investido em saúde.

Quando se faz comparação com países com sistemas similares ao SUS – universais e gratuitos -, a disparidade é maior.

No Reino Unido, cujo modelo montado depois da Segunda Guerra Mundial é considerado clássico e inspirou o brasileiro, a despesa pública com saúde gira em torno de 7% do PIB. O Estado britânico responde por 82% dos gastos totais, os quais são de patamar semelhante aos do Brasil (8,7% do PIB).

No Canadá, que também conta com sistema público, o governo gasta cerca de 7% do PIB em saúde e o setor privado, 2,8%.

Em dois países escandinavos que são exemplo na área, Noruega e Suécia, o Estado gasta mais de 6% do PIB e responde por 72% do investimento em saúde.

“Se comparado com outros países do mundo que adotaram o sistema universal de saúde, o Brasil gasta muito pouco”, diz o médico e ex-ministro da Saúde Humberto Costa, atual líder do PT no Senado.

“O SUS tem um saldo positivo inegável nesses anos todos, mas tem esse paradoxo: é um sistema público e universal que gasta menos do que o setor privado”, diz Solon Magalhães Vianna, um dos relatores da Conferência Nacional de Saúde que, em 1986, esboçou o SUS.

Novas fontes
Para Vianna, o gasto público em saúde deveria duplicar, o que requer novas fontes de recursos para o setor. É a mesma posição do ex-ministro da Saúde Adib Jatene.

“Quando o SUS foi criado, diziam que era inviável, que os contituintes tinham sido irresponsáveis ao não apontar fontes de financiamento. Mas a Constituição apontou as fontes, nas disposições transitórias, só que elas nunca foram regulamentadas”, diz Jatene. “Eu estimo que o orçamento do SUS precise dobrar, mas não há nenhuma possibilidade de dobrar.”

Na avaliação de outro ex-ministro, José Gomes Temporão, é “significativo” o dado da OMS sobre o gasto privado superar o público no Brasil. Especialmente porque, enquanto o investimento estatal obedece a uma política nacional, o privado às vezes termina em plásticas.

“Na Argentina, 70% dos gastos com saúde são públicos. Aqui no Brasil, quem está arcando com o acesso à saúde são as famílias”, disse. “É importante a sociedade ter clareza que, ao investir no SUS, está investindo num patrimônmio que a sociedade construiu nos últimos 22 anos”.

O secretário de Saúde da prefeitura de São Paulo, Januário Montone, tem a mesma visão orgulhosa do sistema que faz aniversário. “O SUS foi uma vitória fantástica. É um sucesso, não existe nenhum sistema de saúde desse tamanho em nenhum lugar do mundo”, disse.

Ele é defensor da ampliação dos recursos para a saúde. Mas acredita que, depois de 23 anos da Constituição, o país precisa rediscutir o sistema de saúde e decidir se a iniciativa deve ou não participar dele. E, na opinião dele, deve. Até porque o próprio Estado precisa contratar serviços privados.

Da Carta Maior

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“Força do Brasil é cada vez mais respeitada no exterior”, afirma Dilma

Publicado por Administrador 26 setembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Ao comentar sua participação na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda, 26, que a força do Brasil é cada vez mais respeitada no exterior. “O Brasil está mostrando ao mundo que é possível fazer a economia crescer e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas melhorem de vida. Foi assim que conseguimos driblar a crise econômica mundial em 2008 e é assim que estamos nos preparando para evitar impactos maiores da crise atual sobre o Brasil e sua economia”, disse. “Voltei muito animada da Assembleia da ONU”, destacou.

No programa semanal ”Café com a Presidenta”, ela lembrou que a posição defendida pelo país, na semana passada, durante o encontro em Nova York é que a saída para a crise econômica mundial seja discutida por todos os países, de forma conjunta.

“É claro que os países desenvolvidos têm uma responsabilidade muito maior, porque foi lá que a crise começou. Mas todos os outros países sofrem as consequências de alguma forma, ainda que indireta. Então, todos devem ter o direito de participar das soluções”, ressaltou.

A presidenta voltou a dizer que o Brasil está bem preparado para enfrentar o atual cenário econômico, citando as reservas internacionais em dólar, o fortalecimento do mercado interno e a manutenção das taxas de desemprego.

Dilma avaliou ainda que é preciso aumentar o espaço das mulheres nas decisões mundiais. Segundo ela, os caminhos para a participação feminina estão “cada vez mais abertos”, mas é preciso avançar.

FEM-CUTSP

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Combate à miséria no Brasil é exemplo para o mundo

Publicado por Administrador 15 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O jornal espanhol La Vanguardia, editado em Barcelona, destacou em artigo publicado esta semana o exemplo do Brasil como país que está conseguindo, em tempos de crise internacional e pessimismo generalizado, vencer a pobreza.

O jornal destaca que os resultados da iniciativa brasileira “são inegáveis e transformam a experiência em um modelo para o mundo”.

A publicação espanhola ressalta ainda as estatísticas oficiais de que “28 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e 36 milhões ascenderam à ‘classe média´ na última década, com a ajuda dos programas sociais ativados durante o mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010)” e continuados pela presidenta Dilma Rousseff.

Entre os programas sociais destacados no artigo, o jornal cita o Bolsa Família, o Brasil sem Miséria e o Minha Casa, Minha Vida. Sobre esse modelo brasileiro de combate à pobreza, o La Vanguadia avalia que a “fórmula funciona bem porque existem recursos e um Estado forte que pode e quer administrá-los adequadamente, de modo que nem todos os países podem copiá-la facilmente”.

Veja abaixo íntegra do artigo.

Brasil tirou da pobreza milhões de pessoas que hoje contribuem para o crescimento

Nem tudo está perdido. Em tempos de crise mundial, pessimismo generalizado e fomes galopantes, vale a pena lembrar e pôr em dia o exemplo de um país em crescimento, o Brasil, que já ganhou alguns “rounds” da miséria. Sua estratégia tem pontos frágeis e seu êxito é às vezes exagerado, mas os avanços são inegáveis e transformaram a experiência em um modelo para o mundo. Embora seja preciso vê-los com cautela, os grandes números desse avanço são notáveis.

Segundo os dados oficiais, 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e 36 milhões ascenderam à “classe média” na última década, com a ajuda dos programas sociais ativados durante o mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e continuados por sua sucessora, Dilma Rousseff. Um progresso apreciável para uma população de 194 milhões de habitantes, até há pouco tempo vista como paradigma da desigualdade.

Convém fazer distinções. No Brasil se rotula de “classe média” as famílias com rendas entre 720 e 2.400 euros por mês, ou melhor, os indivíduos cuja renda per capita oscila entre 132 e 575 euros (depende da classificação que se escolha). E lá quase tudo é mais caro que na Espanha, especialmente os produtos importados e a moradia nas grandes cidades.

Por outro lado, e apesar da evidente melhora, mais de 16 milhões de brasileiros ainda sobrevivem com rendas familiares inferiores a 31 euros por mês; destes, 10 milhões habitam em lares com uma renda de menos de 17,50 euros. A situação era muito pior antes de se implementar o programa principal de Lula e Rousseff, chamado Bolsa Família e baseado na transferência direta de ajudas aos menos favorecidos: entre 14 e 67 euros mensais, segundo as necessidades. O dinheiro é entregue às mães, mas com condições. Os filhos em idade escolar têm de ir ao colégio, os calendários de vacinação devem ser cumpridos à risca e as mulheres grávidas precisam se submeter a um estrito controle médico. As dotações chegam a 12 milhões de famílias e são acompanhadas de cursos de capacitação, tanto para os gestores do plano como para seus beneficiários.

A fim de reforçar e aumentar a eficácia das ajudas, a presidente aprovou em junho o plano Brasil Sem Miséria, que estenderá os subsídios a 800 mil famílias até agora excluídas. A ampliação afeta 1,3 milhão de menores de 15 anos. O orçamento anual é de 8,8 bilhões de euros. “Não vamos mais esperar que os pobres nos procurem; é o Estado quem deve sair em busca da miséria”, disse a presidente ao lançar o projeto.

As ajudas diretas serão complementadas com investimentos em saúde, educação, saneamento e formação profissional. Nenhum desses programas estaria funcionando como hoje sem uma boa coordenação entre as administrações envolvidas, mas tampouco sem contar com a sociedade. Para afinar a participação social, 62 organizações civis fundaram em maio o movimento Brasil Sem Pobreza, em cujo espectro entram advogados, médicos, educadores, religiosos e representantes dos indígenas, entre outros. “O governo não pode fazer isso sozinho”, diz o secretário executivo do coletivo, Ulisses Riedel.

Outro ponto essencial dos programas é o caráter imediato e direto das ajudas, distribuídas mediante um cartão pessoal de débito que também facilita o acesso a microcréditos.

O fato de não haver intermediários não só economiza atrasos e custos burocráticos como evita chantagens e corrupção: um aspecto que se deve levar muito em conta em um país onde a “mordida” é pão de cada dia. Assim, por exemplo, o Ministério Público investiga o desvio de milhões de euros através de comissões ilegais de até 50% nos contratos das obras para reconstruir as cidades afetadas pelas chuvas de janeiro passado no Rio de Janeiro, que deixaram 900 mortos.

O modelo brasileiro de combate à miséria não é totalmente original, pois o conceito do Bolsa Família se baseou no plano Oportunidades do México. Entretanto, são as iniciativas de Lula e Rousseff que estão sendo tomadas como exemplo em outros 40 países – segundo o governo -, incluindo os EUA. A ONU, o Banco Mundial e o FMI, mas também muitas ONGs, elogiam os êxitos alcançados. A fórmula funciona bem porque existem recursos e um Estado forte que pode e quer administrá-los adequadamente, de modo que nem todos os países podem copiá-la facilmente.

Mas, na medida em que melhora a formação e favorece a independência econômica dos beneficiários, o sistema está promovendo por sua vez o crescimento econômico e o desenvolvimento humano do país. E esse é um círculo virtuoso que merece ser imitado em toda parte.

Moradia, o mais difícil
O governo brasileiro acaba de aprovar a segunda fase de seu programa de habitação social Minha Casa, Minha Vida, para o período 2012-2014. Trata-se de ampliar em 2 milhões de unidades o objetivo de 1 milhão traçado na etapa anterior, que começou em 2009 e deve acabar este ano. O plano subsidia as famílias mais necessitadas com o financiamento sem juros de apartamentos e casas de baixo preço. A cota para os mais desfavorecidos em áreas com solo barato pode ser inferior a 10 euros por mês. Mas há atrasos, problemas e queixas. Embora os contratos assinados para a primeira fase já superem a meta prevista, o volume de entregas beira os 25%.

Muitos beneficiários denunciaram problemas de qualidade na construção, distância dos serviços ou falta de transporte. O aumento dos preços imobiliários no Brasil está dificultando o projeto. O Executivo teve de elevar os tetos de custo das moradias, mas as construtoras continuam considerando-os pouco realistas. É o grande paradoxo: os programas sociais favoreceram o crescimento, mas este trouxe mais inflação (sobretudo na construção). E agora alguns programas saem caros demais.

PT

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Brasileiro continua otimista com situação socioeconômica

Publicado por Administrador 4 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O brasileiros permanecem otimistas em relação à situação socioeconômica do país em julho, aponta nesta quarta-feira (3) o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na sétima edição do Índice de Expectativas das Famílias (IEF). O indicador de julho foi de 63,5 pontos, valor ligeiramente inferior ao do mês anterior, quando ficou em 64,1.

A escala de pontuação de expectativas das famílias é medida com a seguinte dimensão do indicador: grande pessimismo (de 0 a 20 pontos), pessimismo (de 20 a 40 pontos), moderação (de 40 a 60 pontos), otimismo (de 60 a 80 pontos) e grande otimismo (de 80 a 100 pontos).

Em julho, 75,5% das famílias pesquisadas indicaram estar melhor financeiramente hoje do que há um anoO índice é resultado de uma pesquisa mensal do Ipea realizada em 3.810 domicílios distribuídos por mais de 200 municípios em todas as unidades da federação.

Dimensões da pesquisa
A pontuação do IEF resulta da combinação de cinco diferentes dimensões: a expectativa da família sobre a situação econômica nacional; a percepção da família sobre a condição financeira passada e a expectativa sobre a condição futura; a expectativa da família sobre decisões de consumo; a expectativa da família sobre o endividamento e condições de quitação de dívidas e contas atrasadas; e a expectativa da família sobre o mercado de trabalho, especialmente nos quesitos segurança na ocupação e sentimento de melhora profissional futura.

A expectativa das famílias para o mês de julho, no que diz respeito à situação econômica do país no curto prazo, aponta que 53,2% delas acreditam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses, um valor 3,6 ponto percentual menor que o registrado no mês anterior (56,8%).

Em julho, 75,5% das famílias brasileiras pesquisadas indicaram estar melhor financeiramente hoje do que há um ano, percentual ligeiramente superior ao apresentado no mês anterior. Ao mesmo tempo, verifica-se que houve queda de 22,8% para 21,3% na proporção de famílias que acreditam terem piorado financeiramente, diz o Ipea.

No que diz respeito ao consumo de bens duráveis, 49,5% das famílias brasileiras afirmam que o momento é propício, contra 45,4% que não acham o momento ideal.

No país como um todo, os resultados da percepção sobre endividamento mantiveram-se praticamente semelhantes em relação aos do mês anterior, com 9,2% que se consideram muito endividados e 52% que afirmam não possuir dívidas

Ainda considerando o país, cerca de 79% dos responsáveis pelos domicílios se sentem seguros em sua ocupação atual .

Do G1

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Oportunidades atraem cada vez mais estrangeiros para o Brasil

Publicado por Administrador 27 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Brasil está atraindo cada vez mais trabalhadores estrangeiros. Balanço do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que, apenas no primeiro semestre do ano, 26,5 mil estrangeiros conseguiram autorização para trabalhar no país. Na maioria, vistos temporários com validade de até dois anos. Aumento de 19,4% em comparação com 2010, quando foram emitidos 21,1 mil vistos para trabalhadores estrangeiros.

O país está recebendo, principalmente, portugueses, espanhóis, norte-americanos e trabalhadores dos países da América do Sul. Os profissionais vêm para ocupar vagas nos setores ligados à engenharia, infraestrutura e tecnologia, como construção civil,  portos, petróleo e gás e tecnologia da informação. Os estrangeiros também encontram oportunidades na área financeira, principalmente os especializados em contabilidade internacional, que enfrentam dificuldades para conseguir colocação no país de origem, em razão dos efeitos da crise econômica que atinge a Europa e os Estados Unidos.

A Consultoria Hays atua em 29 países e recruta executivos para empresas dos mais diversos segmentos. De acordo com pesquisa da consultoria, 80,4% das empresas do Brasil demonstraram a intenção de contratar. Para César Rego, gerente da Hays em Curitiba, o número de estrangeiros dispostos a trabalhar no país reflete o crescimento da economia brasileira. “Eles veem aqui a oportunidade de desenvolvimento profissional , para ganhar responsabilidade e visibilidade nas corporações. Além disso, a União Europeia e os Estados Unidos perceberam que a qualidade de vida aqui já está em padrões aceitáveis. Em alguns cargos, principalmente na área de financias, o executivo brasileiro já é mais bem remunerado”.

Segundo dados da Coordenação-Geral de Imigração, vinculada ao Ministério do Trabalho, órgão que concede os vistos de trabalho aos estrangeiros que querem trabalhar no Brasil, as cidades mais procuradas pelos estrangeiros são São Paulo e Rio de Janeiro.

O espanhol da cidade de Marbella Álvaro Torquemada, de 36 anos, é casado com uma brasileira. Formado em administração em 2009, ele terminou um curso de pós-graduação do tipo MBA (Master of Business Administration) no IE Business School, da Espanha. Como o país europeu também sofre com a crise econômica internacional, Torquemada decidiu vir para o Brasil. “Vi que no Brasil teria mais oportunidades que na Espanha para o crescimento profissional”, disse ele.

Torquemada conseguiu emprego de gerente de consultoria em Sustentabilidade da empresa Eccaplan e mora na capital paulista há um ano e meio. Segundo ele, o processo para conseguir o primeiro emprego aqui foi demorado. Levou quatro meses e seis entrevistas. Já a mulher dele, formada em publicidade e marketing, conseguiu emprego assim que chegou ao Brasil. “Hoje, os salários em São Paulo estão mais altos que na Espanha. Além do mais, já sou apaixonado pelo Brasil e adoro morar aqui “, disse Torquemada.

De acordo com César Rego, esse tipo de profissional qualificado que vêm para o Brasil traz práticas e tecnologias que ajudam a desenvolver e expandir a economia do país. E a chegada de profissionais estrangeiros não diminui as chances dos brasileiros de conseguir se posicionar no mercado de trabalho. “É porque o Ministério do Trabalho determina que, para trazer alguns profissionais, é preciso comprovar que não existe essa mão de obra no país”, explicou o consultor.

 Agência Estado

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Investimento estrangeiro no País quase triplica no semestre

Publicado por Administrador 26 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O investimento estrangeiro direto em empresas brasileiras cresceu quase 170% no primeiro semestre e chegou a US$ 32,5 bilhões, segundo dados do Banco Central.

O valor foi mais que suficiente para cobrir o deficit do Brasil nas suas transações com o exterior, que passou de US$ 23,8 bilhões, no primeiro semestre de 2010, para US$ 25,5 bilhões no mesmo período de 2011.

Os investimentos em ações no país caíram praticamente pela metade na mesma comparação, para US$ 3,5 bilhões, enquanto as aplicações de estrangeiros em títulos de renda fixa recuaram de US$ 9,3 bilhões para apenas US$ 133 milhões.

Em junho, o deficit nas transações recuou em relação ao mês anterior, para US$ 3,3 bilhões. O investimento direto subiu para US$ 5,5 bilhões.

Da Folha Online

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Brasil pode se transformar numa grande economia do século 21, afirma Dilma

Publicado por Administrador 19 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Na noite de quinta-feira, 14, durante a posse da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (CIERGS) a presidenta Dilma Rousseff assegurou que “o Brasil pode, de fato, se transformar numa das maiores economias do século 21” Para isso, o governo federal vai tornar disponível todos os mecanismos para que o setor produtivo se expanda.
“No comércio exterior”, disse a presidenta Dilma, “utilizaremos instrumentos ousados. Com clara ênfase nos produtos manufaturados. Continuaremos investindo.” Dilma Rousseff explicou também que é preciso atacar os problemas sociais e que uma das missões do seu governo é erradicar a miséria. Disse ainda que, por esse motivo, lançou recentemente o plano Brasil sem Miséria.
No seu discurso, a presidenta confirmou que apresentará no próximo mês o Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para que a indústria nacional possa fazer frente à concorrência internacional e que, em meio a disputa pelos mercados, possa inovar tecnologicamente.
Segundo contou, o governo dará importância à produção de equipamentos com conteúdo nacional, criará linhas de crédito para fazer frente à demanda do mercado e intensificará a política de compra governamental.
Porém, conforme explicou, todos os avanços conseguidos pelo setor produtivo devem também mirar a população brasileira, ou seja, devem apostar “naquilo que temos de mais forte que são os 190 milhões de cidadãos”. “Temos pela frente um caminho em que nós podemos trilhar sem sobressaltos. Mas, não significa que seja fácil. O Brasil provou, nos últimos anos, que é capaz de enfrentar essas turbulências e encontrar dentro de si a força para ir além”, disse a presidenta.

Com informações do Blog do Planalto.

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Brasil é referência mundial em energia limpa, afirma Dilma

Publicado por Administrador 12 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A presidente Dilma Rousseff disse  que o Brasil é uma referência mundial em produção de energia limpa. Dilma afirmou que 86% da energia brasileira vêm de fontes renováveis e citou como exemplo, ao falar da construção da usina de Santo Antônio, em Rondônia, o potencial hidrelétrico oferecido pelos rios que cortam o País. “É muito bom que a nossa energia seja uma fonte não poluente, que seja limpa e renovável”, afirmou, durante o programa semanal de rádio “Café com a Presidenta”.

Dilma defendeu a construção da hidrelétrica em Rondônia como um mecanismo de estímulo à economia local. “Quando uma obra desse tamanho é feita, a economia toda se movimenta naquela região – indústrias se instalam, empregos são criados, o comércio cresce”, disse. “Uma coisa vai puxando a outra.” A presidente lembrou que associado ao projeto existe R$ 1,3 bilhão para programas ambientais e sociais.

A hidrelétrica está sendo construída na cachoeira do Santo Antônio, no Rio Madeira, a cerca de 10 quilômetros de Porto Velho. Segundo a concessionária responsável pela usina, Santo Antônio tem potencial para gerar 19,5 milhões de megawatts-hora por ano, o equivalente a 4,3% da produção brasileira em 2007.

A presidente ainda falou sobre o teleférico inaugurado no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte do Rio de Janeiro que foi ocupado em novembro do ano passado pela polícia. De acordo com ela, a obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vai beneficiar 85 mil pessoas, além de expor o potencial turístico do local. “O Complexo do Alemão tem tudo para se transformar em um ponto turístico”, afirmou.

Da Agência Brasil

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Por que o carro no Brasil é tão caro. Falam os fabricantes

Publicado por Administrador 11 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Os fabricantes não gostaram da comparação dos preços dos carros vendidos no Brasil e em outros países. O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, disse que não se pode comparar “banana com abacaxi” (no caso, quem seria o abacaxi?).

Mas para explicar porque o carro é tão caro, a Anfavea, associação dos fabricantes, recorreu ao estudo feito pela consultoria PriceWaterhouseCoopers, que usa exatamente as comparações com outros países para mostrar o alto custo da cadeia produtiva no Brasil (em todos os setores e não apenas na indústria Automobilística): compara o custo dos insumos, da energia, da logística, da mão de obra.

O estudo mostra que o responsável pelo que os fabricantes chamam de Custo Brasil não é isoladamente o imposto, mas uma série de itens. Cledorvino Belini enumerou-os para a AutoInforme:

Em primeiro lugar aparece o problema do câmbio. A valorização do real frente ao dólar encarece os insumos e os serviços adquiridos no Brasil.

Em seguida vem o custo do capital. “Como a produção de veículos tem uma cadeira longa, os fornecedores trabalham com capital de giro elevado e isso custa caro. Os juros altos aumentam o encargo financeiro cobrado para a produção”, disse Belini.

O dirigente enumerou a energia como o terceiro problema na produção brasileira. Segundo o estudo, o custo do kw/hora no Brasil é de 0,10 de euros, sendo que na Europa é de 0,06, na Argentina 0,04 e no México 0,05. O aço também é responsabilizado pelo aumento dos custos, ele custa 40% a mais do que em outros países.

Segundo o levantamento, o custo da logística no Brasil é muito maior do que a média mundial: entre 16% e 17% do custo final do produto. “Num país competitivo – disse um representante dos fabricantes – o custo da logística não pode passar de 10%”. Isso vale para todos os setores.

O estudo da Price concluiu que a mão de obra no Brasil é muito cara: 5,3 euros por hora. Mas comparou esse item apenas com México (2,6 euros/hora), China (1,3) e Índia (1,2), ficando de fora Argentina, os países da Europa e os Estados Unidos. Só ficou o abacaxi.

Numa média geral, a produção no Brasil é 60% mais cara do que na China, 40% mais cara que no México e 55% mais cara que na Índia, concluiu o estudo.

O outro ponto que encarece o preço final do carro, segundo os fabricantes, é que, além do imposto direto, existe a tributação indireta e os custos dos encargos sociais, coisas que não existem em outros países.

Os fabricantes argumentam que, enquanto o mercado cresceu 115% de 2005 a 2011, a produção cresceu apenas 45%, isso significa que, por um lado, o mercado está sendo atendido por produtos importados, e por outro, as nossas exportações estão caindo. Ambos levam ao que a Anfavea teme, a desindustralização do País.

Os fabricantes têm a expectativa de ver contempladas algumas das questões levantadas no estudo na segunda edição do Programa de Desenvolvimento Produtivo, que está sendo preparado pelo governo.

SMABC

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Bons lucros tornam o Brasil atraente para montadoras

Publicado por Administrador 4 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Com custos até 60% mais altos na produção de automóveis em comparação à China e 20% maiores em relação ao México, o Brasil continua atraindo montadoras que ainda não estão no País e novas fábricas de marcas já instaladas. Há 13 projetos em construção ou em análises só de fabricantes de veículos. O número é bem maior quando somadas novas fábricas de autopeças. O mercado interno em crescimento contínuo desde 2004, com projeção de chegar a 6 milhões de veículos em menos de dez anos e bons lucros obtidos nas operações locais fazem do País atraente polo para o setor automobilístico mundial.

Apesar das reclamações contínuas do chamado “custo Brasil” – que tira a competitividade do produto nacional na exportação -,a Fiat e a Toyota estão construindo novas fábricas em Pernambuco e São Paulo. A japonesa Nissan confirmou unidade de US$ 600 milhões e 4 mil empregos, ainda sem local definido. Renault, PSA Peugeot Citroën e General Motors estudam novas filiais. No grupo de empresas que estão chegando está a coreana Hyundai, a japonesa Suzuki e as chinesas Chery e Lifan – esta em parceria com o brasileiro Effa, em um projeto de US$ 100 milhões. Entre os que ainda estudam fábricas estão BMW, Paccar/DAF e EBX, de Eike Batista.

O País já abriga 19 montadoras de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Juntas, elas mantêm 24 fábricas, sem contar as de componentes. A maioria está ampliando capacidade produtiva. A GM constrói unidade de motores em Santa Catarina e a Mitsubishi ao lado de sua linha de montagem em Goiás.

No segmento de autopeças, há pelo menos 15 multinacionais que vão abrir a primeira subsidiária em terras brasileiras. “O custo para produzir no Brasil é maior, mas o lucro obtido também é superior do que em outros países”, diz Fernando Trujillo, consultor de mercado da CSM WorldWide. Ele ressalta, contudo, que esse quadro está mudando. “Com a chegada de carros importados a preços competitivos as empresas estão reduzindo margens de lucro para enfrentar a concorrência.”

Exemplo comentado nos últimos dias é o do Honda City, fabricado em Sumaré (SP) e vendido por R$ 55 mil. A montadora exporta o modelo para o México, onde é revendido por R$ 26 mil. Segundo representantes do setor, além do real valorizado, o Brasil tem custo de venda diferente. Impostos, frete, manutenção de lojas, mão de obra e vários outros itens são mais caros.

Alegam ainda que quase tudo é mais caro no País: roupas, perfume, cosméticos e eletrônicos. O Big Mac, feito pela rede McDonald’s com os mesmos ingredientes em todos os países, custa US$ 1,95 na China, US$ 2,50 no México, US$ 3,73 nos EUA, US$ 2,82 na Coreia e US$ 4,91 no Brasil, mostra o Índice Big Mac, parâmetro internacional de preços.

Para Wim van Acker, sócio da consultoria americana Hunter Group, o lucro que as montadoras obtêm é um chamativo mas, em sua opinião, “mais atrativo ainda é o crescimento esperado para o mercado brasileiro”. “Todos os grandes grupos querem garantir presença nos mercados emergentes como o Brasil, que está entre os que mais crescem, assim como China, Índia e Rússia, os países do Bric”, confirma Michael Hanley, responsável global pela área automotiva da Ernst & Young.

O interesse também ocorre dentro do próprio bloco. “Como os mercados têm características similares, é mais fácil para um grupo chinês ou indiano vir para o Brasil do que para países como Alemanha e França”, diz Hanley. Em 2004, os brasileiros compraram 1,57 milhão de carros, número que saltou para 3,5 milhões em 2010, fazendo do País o quarto maior em vendas mundiais. Este ano deve ficar perto de 3,7 milhões. Para 2020, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) projeta 6 milhões de unidades, mas teme que fatia importante seja de importados. Hoje, 20% do que é vendido no Brasil vêm de fora.

Inovação será eixo de estímulo industrial, diz ministro Pimentel

O governo vai lançar na segunda quinzena de julho um programa para estimular o setor industrial brasileiro. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, o programa terá como eixo principal o estímulo à inovação para o aumento da competitividade da indústria nacional. “O eixo principal do programa é a inovação. O Brasil dificilmente conseguirá vencer a competição na área industrial com a China sem investir nisso”, afirmou Pimentel.

De acordo com ele, esse programa poderá fazer com que o Brasil deixe de ter as commodities como principal produto de exportação e passe a vender produtos industrializados para o exterior. Atualmente cerca de 50% da pauta de exportações brasileiras são de mercadorias básicas. “Precisamos trocar a lógica das commodities. Nós temos uma certa tradição histórica de ser exportador de commodities. O Brasil sempre será um grande produtor de recursos naturais, mas nós podemos equilibrar mais. Ter uma pauta de exportação de produtos industrializados mais volumosa”, afirmou o ministro.

O ministro informou ainda que esse programa de incentivo à indústria deve contemplar um conjunto de medidas nas áreas fiscal e tributária. Entre as medidas que devem estar incluídas no plano estão as desonerações da folha de pagamento, zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pago na compra de bens de capital e a recuperação imediata do PIS/Cofins pagos por quem adquire máquinas.

Jornal do Comércio

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