Busscar: Sindicato marca reuniões preparatórias para trabalhadores

Publicado por Administrador 1 fevereiro, 2012 (86) Comentários Imprimir

A partir de março o Sindicato dos Mecânicos convoca reuniões preparatórias para informar, esclarecer e debater propostas com os trabalhadores da Busscar envolvidos nesse processo doloroso e injusto causado pela empresa, que já vai para 22 meses sem pagar salários, usando todos os artifícios possíveis para adiar o pagamento de suas dívidas, e insistindo com um plano de recuperação judicial que não tem nenhuma viabilidade e já foi denunciado pelo Sindicato.

Segundo o presidente João Bruggmann, o Sindicato já pediu a impugnação do plano apresentado pela Busscar, mostrando todos os furos e falhas no que se chama de uma bela obra literária, mas fraquíssima em termos financeiros, econômicos e de mercado. “Nós estamos defendendo de todas as formas os direitos dos trabalhadores desde o início dessa crise. Agora após a impugnação, esperamos que eles modifiquem tudo, já apontamos todos os erros e saídas, caso contrário o final será mesmo a desaprovação do plano que eles criaram sem qualquer base real. Enquanto isso vamos orientar a todos os trabalhadores que tem algo no processo da Busscar, informando o passo a passo, e ao mesmo tempo, debatendo as novas medidas que tomaremos até a assembleia de credores em abril”, explica Bruggmann.

Todas essas reuniões estão sendo preparadas pelo departamento jurídico do Sindicato, e serão realizadas antes da Assembleia Geral dos Credores que vai decidir o futuro da empresa, e dos seus salários. Já há datas definidas para essas reuniões que acontecerão na sede central do Sindicato, localizada na rua Luiz Niemeyer, 184 – centro de Joinville (SC). Anotem as datas e participem ativamente: dia 5 de março (segunda-feira) às 9 horas; dia 7 de março (quarta-feira) às 15 horas e dia 17 de março (sábado) às 9 horas. Acompanhe tudo no site aqui em nosso site – www.sindmecanicos.org.br, a fonte das notícias verdadeiras aos trabalhadores. A hora de decidir está chegando! Fique ligado com a gente.

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Busscar: Presidente Bruggmann concede entrevista nesta segunda (12/9)

Publicado por Administrador 9 setembro, 2011 (142) Comentários Imprimir

A crise sem fim da Busscar será tema de entrevista especial do presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann, nesta segunda-feira, 12 de setembro, para o programa Hora do Trabalhador que é apresentado na Rádio Clube AM 1590 de segunda a sexta-feira, das 13:30 às 14 horas. Quem quiser ouvir a entrevista pela internet também é possível. Basta acessar o site da rádio no www.radioclubejoinville.com.br para acompanhar o bate-papo.

Os interessados em mandar perguntas para o presidente Bruggmann podem enviar seus questionamentos para horatrabalhador@gmail.com, ou ainda imprensa@salvadorneto.com.br, que todas serão feitas ao Presidente do Sindicato, ou por falta de tempo, deixadas em suas mãos para resposta posterior.

Já são 17 meses sem pagar salários aos trabalhadores, e a Busscar já enfrenta os primeiros leilões. Tudo sobre a história dessa crise e as verdades que você precisa saber estarão nesta entrevista especial de meia hora com João Bruggmann. Não esqueça de mandar suas perguntas e ouvir a entrevista. Anote, será nesta segunda-feira, 12 de setembro, a partir das 13:30 horas na Rádio Clube AM 1590.

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Busscar: Sindicato espera que empresa não recorra da decisão do TRT/SC

Publicado por Administrador 14 junho, 2011 (24) Comentários Imprimir

Com julgamento do recurso da Busscar ao TRT/SC marcado para o dia 6 de julho às 13:30 horas em Florianópolis, a expectativa dos trabalhadores e trabalhadoras da empresa que são sistematicamente desrespeitados e “passados para trás” pela diretoria familiar formada por Rosita Nielson, Claudio Nielson e Fabio Nielson, é pela confirmação da condenação e, assim, o encaminhamento dos leilões dos bens até que se paguem todas as dívidas trabalhistas.

Essa é também a expectativa do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região, que sempre lutou para evitar a crise alertando os trabalhadores e oferecendo várias sugestões aos acionistas para que a Busscar continuasse forte no mercado de carrocerias de ônibus que só cresce no país. “Infelizmente, nem a maioria dos trabalhadores, tampouco os acionistas ouviram o Sindicato. Hoje a situação é de falência, com 14 salários atrasados, mais metade do décimo terceiro de 2009 e todo o décimo de 2010, sem contar com FGTS, INSS, e tantos outros débitos”, denuncia o presidente João Bruggmann.

O Sindicato também prefere acreditar que a Busscar não vá recorrer de uma sentença tão clara e cristalina: quem deve tem de pagar mesmo que com seus bens e não tentar adiar o fim por meio de recursos. “Esperamos que a empresa não recorra, por que ai enterra a memória dos seus fundadores. Tenho certeza de que onde estiverem, jamais aprovariam tamanha desfaçatez com os trabalhadores, fornecedores e a cidade que é seu berço. Os trabalhadores passaram e passam dificuldades, e os acionistas devem sim vender bens para pagar o que lhes devem. É uma questão de honrar o nome”, afirma Bruggmann.

Trabalhadores já se preparam para ir ao julgamento em Florianópolis, acompanhar tudo de perto e denunciar a situação vexatória que a empresa Busscar tem protagonizado, um péssimo exemplo de empresário em pleno século 21.

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Busscar 2: trabalho por pagamento diário é ilegal e imoral

Publicado por Administrador 8 fevereiro, 2011 (28) Comentários Imprimir

Uma empresa que não respeita seus trabalhadores e trabalhadoras, atrasando o pagamento de salários há 10 meses, mais décimo-terceiro salário de 2010 e parte do décimo de 2009. Que promete cumprir acordos, e não cumpre nenhum. Que desconta da folha de seus trabalhadores o dinheiro de INSS, IR, benefícios do Sindicato, e não paga o Governo nem Sindicato. E que agora elege poucos para ganhar R$ 80,00 por dia, enquanto deixa milhares a passar necessidades.

Que respeito devem trabalhadores e trabalhadoras à essa empresa e acionistas que burlam a lei, não cumprem com seus deveres, e ainda enrolam seus trabalhadores, convidando poucos a ganhar R$ 80,00 por dia, ilegal e imoralmente, deixando milhares sem salários? Essas são perguntas que o Sindicato faz aos trabalhadores e a sociedade joinvilense, que vê essas barbaridades acontecendo em pleno século 21.

“Essa empresa retrocede no tempo em que o mundo era terra sem lei, que eles podiam fazer tudo, explorando o trabalhador a troco de miseros centavos. Nós já avisamos a eles que não façam mais essa enganação de convidar alguns poucos para trabalhar a troco de R$ 80,00 por dia, alguns poucos privilegiados, chefias ligadas ao patrão, enquanto muitos não recebem. Os trabalhadores que aceitam isso estão sendo cumplices de uma administração falida”, dispara o presidente João Bruggmann.

O presidente faz esse desabafo em relação a atitude da Busscar em chamar por telefone alguns trabalhadores para finalizar alguns ônibus que estão no pátio da empresa, e esses aceitam e comparecem, ajudando a manter a atual situação de desrespeito, descaso, com milhares de famílias. “Nós não concordamos com isso, e ficamos entristecidos com esses que aceitam. Aceitando, ajudam a empresa a continuar enrolando a todos e não percebem! Eles tem de ser mais solidários, não aceitar o convite, e assim eles tem de dar uma decisão final nisso, pagando, vendendo, mas não deixando tudo como está”, destaca João Bruggmann.

Para o Sindicato, esses trabalhadores que aceitam ir trabalhar por diária ajudam a enganar os demais, não são solidários com seus companheiros, e deixam a empresa em situação cômoda, já que ainda consegue entregar os onibus que devem a seus clientes, enquanto não pagam salários atrasados, e mais, ajudam a ter dinheiro para pagar recurso na justiça no valor de R$ 240 mil, para não cumprir com suas obrigações.

“Será que os trabalhadores que aceitam esse pagamento diário acreditam que seus chefes ganham o mesmo que eles? Será que não sabem que eles ganham 70% dos salários para ficar lá todos os dias, chamando os trabalhadores  para as diárias? Esses companheiros tem de recusar a oferta e ser solidários com os companheiros que não recebem há meses. Só assim, com ninguém para produzir, é que a coisa vai andar, na pressão”, afirma o presidente João Bruggmann.

O Sindicato está denunciando em todas as esferas de fiscalização, inclusive citando os clientes que se beneficiam dessa enganação, e estuda colocar um posto de informações em frente à empresa para denunciar todas as ações em andamento.

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Busscar: Justiça condena empresa a pagar salários atrasados; bens vão à leilão

Publicado por Administrador 14 dezembro, 2010 (185) Comentários Imprimir

Finalmente a Justiça fez justiça com os trabalhadores da Busscar, em que pese ainda não colocar nenhum dinheiro no bolso de cada um dos milhares que passam necessidades há meses. Saiu hoje a sentença da 4a. Vara do Trabalho condenando a Busscar a pagar os salários atrasados – já são oito meses sem pagamento – mais o décimo terceiro de 2010 e parte do décimo de 2009, que ainda não foi pago. Todos os bens do grupo econômico e acionistas estão indisponíveis para penhora e futuro leilão para o pagamento dos valores atrasados. As decisões divulgadas hoje, terça-feira, são o resultado das ações feitas pelo Sindicato dos Mecânicos para proteger os direitos dos trabalhadores.

A partir dessa decisão proferida pelo juiz Nivaldo Stankiewicz, a empresa ainda poderá se manifestar, apesar de serem indefensáveis as razões para manter a empresa aberta sem pagar salários há oito meses e mais os décimos atrasados. Segundo o departamento jurídico do Sindicato, a decisão foi dura e a Busscar terá até o mês de janeiro para comprovar o pagamento dos salários de abril até o momento para os funcionários ainda ligados à empresa, aos desligados nesse meio tempo e para alguns que ainda tenham o décimo de 2009 a receber. “Depois disso, deve ser efetivado o cálculo para saber o montante total da dívida com os trabalhadores, e em seguida a Justiça verifica na lista enorme dos bens quais devem ir à leilão para satisfazer a totalidade do débito para com os funcionários. Então os bens são leiloados, e se determina o pagamento de todos. É lento, mas se fará a Justiça”, explica a advogada Luiza De Bastiani.

Outra obrigação prevista na sentença é o pagamento em dia dos salários que virão, caso contrário uma multa enorme será debitada e cobrada, caso a Busscar não encerre atividades. Também não está permitida a retirada de honorários, salários e vantagens por parte da diretoria, gerentes e outros, inclusive por outras empresas como a TSA, Climabuss e outras. Todos os bens móveis, imóveis, veículos, créditos bancários estão bloqueados e indisponíveis para pagamento dos salários atrasados.

Para o presidente João Bruggmann, essa é uma situação inédita que está sendo julgada pela Justiça. “Não se tem notícia na história de que uma empresa chegue a esse ponto, devendo tantos meses de salários sem fechar as portas. Para a Justiça isso é inédito, e para nós também. Já houve casos de não pagar salários, mas a empresa falia mesmo, fechava as portas, e depois se discutia na Justiça, mas como a Busscar nunca houve igual”, explica Bruggmann para mostrar a complexidade da situação da encarroçadora de ônibus.

Para a advogada Luiza De Bastiani, as ações do Sindicato foram prudentes, sensatas e protegeram os trabalhadores, e a Justiça foi atenta à esse momento atribulado e diferenciado. “Como é uma situação diferente de todas as outras, a Justiça nos atendeu com pautas especiais em vários momentos. É um momento delicado, emergencial, e lamentamos que com tudo isso ocorrendo, somente o Sindicato tenha se manifestado, e o senhor Claudio Nielson e diretoria tenham se omitido de dar respostas aos seus trabalhadores, imprensa e sociedade”, revela Luiza. Ela aproveita para agradecer à paciência dos trabalhadores que utilizaram o serviço jurídico do Sindicato.

“Nós agradecemos a quem acreditou no Sindicato e seu departamento jurídico. Essa situação da Busscar multiplicou por 100 o trabalho pela novidade, o número expressivo de pessoas que precisaram da nossa ação, e nem sempre conseguimos atender a contento, com a rapidez que gostaríamos. A quem soube entender, o nosso muito obrigado, até porque ainda teremos muito mais trabalho à frente quando o processo for executado para os pagamentos saírem”, agradeceu Luiza.

O presidente João Bruggmann, que conduz toda essa crise há mais de um ano ao lado da diretoria, parabeniza a equipe, a categoria que acreditou e acredita no trabalho do Sindicato, e enaltece a posição da Justiça até o momento. “Estamos enfrentando uma crise gigante que se abateu sobre milhares de trabalhadores na maior empresa da categoria, um monte de boatos, mentiras, jogo de esconde-esconde, e buscamos sempre a melhor saída para todos. Salvamos os direitos dos trabalhadores com essas ações, que se ainda não colocaram o dinheiro no bolso dos trabalhadores, vão colocar logo no próximo ano. Que seria de todos se o Sindicato não estivesse agindo? Tudo estaria perdido. Assim, temos uma sentença, uma boa notícia no final de um ano duro para todos nós. Vamos agora aguardar mais um pouco para ver os prazos, mas os direitos estão garantidos, e o rumo que o Sindicato tomou se mostrou correto. Parabéns a todos”, afirma Bruggmann, que dará entrevista coletiva nesta quarta-feira (15) para a imprensa local, estadual e até nacional.

Quem quiser ter acesso às sentenças deve entrar no site http://www.trt12.jus.br/portal/ e buscar pelos números dos processos: 002207-2010-030-12-00-5 e 0003206-25-2010-5-12-0030.

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Busscar: sai hoje pagamento de metade do décimo-terceiro de 2009

Publicado por Administrador 1 outubro, 2010 (41) Comentários Imprimir

Atenção trabalhadores e trabalhadoras da Busscar: O Sindicato dos Mecânicos informa a todos que finalmente o dinheiro da negociação com o Banco Bic saiu, e hoje ainda já estará disponível em qualquer agência do Itaú a metade do décimo-terceiro salário de 2009, conforme o Sindicato vinha negociando junto à empresa com a comissão de trabalhadores provisória. Somente os trabalhadores que aderiram ao PDV não terão esses valores depositados, pois a empresa alega ter colocado tudo no parcelamento, e que isso será discutido judicialmente ou de outra forma logo mais adiante.

Todos os trabalhadores receberão via ordem de pagamento. Para isso precisam se dirigir até uma agência do Banco Itaú mais próxima, apresentar documentos com foto – carteira de identidade, carteira de trabalho – mais o CPF ao caixa e sacar o seu dinheiro. Somente o titular, trabalhador da Busscar, é que poderá sacar no caixa. A próxima parcela, a outra metade do décimo de 2009, deve sair no prazo previsto anteriormente, ou seja,  por volta do dia 11 de outubro.

Para o presidente do Sindicato, João Bruggmann, a notícia é boa para quem está há tanto tempo sem ver o seu dinheiro devido, mesmo sendo ainda  pouco diante do que a Busscar deve. “Aconteceu o que falamos, que o Sindicato estava negociando e o dinheiro sairia agora, com outro diálogo que abrimos com uma comissão de trabalhadores provisória eleita há quase três semanas. Sabemos que ainda é pouco, mas é a metade do décimo terceiro que ninguém mais acreditava receber. Estamos trabalhando para que ainda em outubro tenhamos mais boas notícias”, informa Bruggmann.

Mais dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 47 – 3027.1183 com as recepcionistas do Sindicato.

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Crise Busscar: Operação financeira com BicBanco avança

Publicado por Administrador 23 setembro, 2010 (84) Comentários Imprimir

Após várias reuniões entre a diretoria da Busscar, Comissão de Trabalhadores e Sindicato nos últimos dias, algumas novidades começam a acontecer. A Busscar aceitou liberar os cerca de 380 trabalhadores que estavam com seus processos de rescisão indireta prontos para entrar na Justiça do Trabalho, um empréstimo de R$ 6,5 milhões com o BicBanco deve ser assinado essa semana, e a venda da TSA, antiga Tecnofibras, caminha bem para uma solução até no máximo dia 30 de outubro, segundo a empresa informou.

A Comissão de Trabalhadores foi eleita em assembleia geral realizada dia 14 de setembro na sede do Sindicato, e é provisória até que se chegue a uma solução final para os problemas e a crise. Se a empresa for recuperada, e andar bem, uma nova eleição por assembleia será realizada para formar uma Comissão de Fábrica, nos moldes que existe já nos países de primeiro mundo, na Europa, e até no ABC paulista. Ela é formada por trabalhadores da Busscar, dois diretores da Busscar e diretores do Sindicato dos Mecânicos. Dessa forma o diálogo foi reaberto, e alguns avanços já acontecem.

Um dos avanços foi a liberação dos cerca de 380 trabalhadores que entrariam com os processos de rescisão indireta que já estavam no jurídico do Sindicato. Esses casos serão liberados sem processo, a empresa aceitou é claro, não pagando as rescisões que deverão ser buscadas juridicamente, facilitando assim o acesso ao FGTS e Seguro Desemprego. A empresa chamará 100 destes por semana para comparecer no RH e fazer exames demissionais, liberando a carteira e documentos para entrada nos órgãos competentes. Os demais que ainda tem interesse em sair da empresa devem entrar com a rescisão indireta.

O empréstimo do BicBanco pode sair essa semana, com a liberação do terreno para garantias ao Banco. O Sindicato assinou carta dando garantias de que os recursos serão investidos no pagamento do décimo-terceiro de 2009 em duas parcelas (R$ 5 milhões em duas de 2,5 milhões), e os R$ 1,5 milhão restantes para compra de matéria-prima para a finalização de 25 ônibus, dando uma oportunidade para um tímido recomeço da produção, que só será retomada em níveis satisfatórios com a venda da TSA. Caso o contrato seja assinado essa semana com o Banco, a primeira parcela do décimo de 2009 deve ser paga até semana que vem, em forma que está sendo negociada para que chegue nas mãos dos trabalhadores, inclusive dos que saíram no PDV em fevereiro passado.

A venda da TSA está em bom andamento, com a consultoria Virtus apresentando a empresa, saneada e pronta para venda, em sistema em que os investidores a conhecem, e até o dia 8 de outubro apresentam propostas. Essas propostas serão analisadas, e a melhor no valor e condições de pagamento é aceita. Após esse processo, o ganhador que compra a TSA vai auditar a empresa com seus auditores, e aprovando, a negociação é levada até a Justiça do Trabalho com a presença do Sindicato para que seja liberada, já que o acordo é a quitação dos salários atrasados, e com o restante investir no retorno da produção em níveis bem menores, adequados à realidade atual, com nova gestão aberta, com a participação dos trabalhadores a ser discutida pelo Sindicato, diretores da empresa e comissão de trabalhadores.

Para o presidente João Bruggmann, a reabertura do diálogo com os trabalhadores via Sindicato foi a saída para os diretores da Busscar, já que sem isso a falência seria o único caminho, e o pior para todas as partes. “Penso que estamos conseguindo algo importante, conversar sem intermediários, sem politização como sempre o Sindicato disse e fez, com uma comissão composta com trabalhadores e eleita em assembleia. Os recursos para pagar o décimo vão sair, e depois vamos trabalhar para que a venda da TSA se concretize e os demais salários atrasados sejam pagos. A partir daí podemos começar uma nova história da Busscar, lentamente, mas firme e segura, com gestão aberta, nova, buscando novos parceiros, respeitando os trabalhadores. Mas repito, ainda estamos trabalhando nessa direção. Esperamos ter sucesso”, explica Bruggmann.

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Crise Busscar: Justiça bloqueia terreno liberado; Tecnofibras à venda

Publicado por Administrador 16 setembro, 2010 (109) Comentários Imprimir

O Sindicato dos Mecânicos avançou mais um pouco nesta história tumultuada da crise sem fim da Busscar Ônibus, empresa que já deve cinco salários e o décimo-terceiro de 2009 aos seus funcionários. Após não cumprir a determinação judicial definida pela 4a. Vara da Justiça do Trabalho em ação de pagamento de salários movida pelo Sindicato – a data final foi 9 de setembro passado – a Justiça determinou novamente o bloqueio das contas e movimentação financeira das empresas do Grupo, Tecnofibras (TSA Tecnologia), HVR e Climabuss, bem como o bloqueio do terreno na zona sul da cidade, liberado a pedido da empresa sob alegação de negociação com o banco BIC para quitação das folhas em atraso.

Essa determinação da Justiça atendeu apelos do Sindicato, que atende aos apelos de milhares de funcionários que passam grandes necessidades pela falta dos seus salários. Tal medida levou a que finalmente o Presidente da empresa, Claudio Nielson, seu irmão Fábio que é diretor financeiro e advogados comparecessem à Justiça do Trabalho na última terça-feira (14) para dar explicações e busscar uma saída, já que as empresas que tiveram as contas bloqueadas novamente encontram-se em pleno funcionamento, e segundo Nielson, a TSA – antiga Tecnofibras – está em processo de negociação para venda.

No momento em que o empresário estava na Justiça do Trabalho, centenas de trabalhadores estavam no Sindicato,que fica poucos metros da Justiça, realizam assembleia geral para definir os novos rumos, já que a situação está caótica para todos. Informados da presença de Nielson, os trabalhadores e a direção do Sindicato foram à frente do órgão e aguardaram sua saída, levando-o pela primeira vez a uma conversa na sede dos trabalhadores. O diálogo, duro e franco, aconteceu na presença de diretores do Sindicato, trabalhadores e advogados na sala do Presidente João Bruggmann.

Diante das respostas de Nielson, os trabalhadores realizaram nova assembleia geral, elegendo uma comissão de trabalhadores, agora oficialmente criada com aval do Sindicato dos Mecânicos – legítimo representante dos trabalhadores – para permanentemente fiscalizar os próximos passos e discutir as saídas possíveis para o que ficou parcialmente acertado: a venda da TSA para pagamento dos salários atrasados de todos, e com o saldo restante, possível reinício de atividades em formato a ser definido com a participação dos trabalhadores e análise da Justiça.

Na quarta-feira, 15 de setembro, os diretores do Sindicato capitaneados por João Bruggmann, acompanhados da Comissão de Trabalhadores formada e aprovada pela assembleia geral realizada na terça, 14, se reuniu com os diretores da Busscar para discutir e decidir sobre a liberação dos trabalhadores sem a necessidade da entrada com processos judiciais como a rescisão indireta. Esse acordo foi definido e a empresa vai fazer as rescisões dos interessados em sair, sem óbviamente o pagamento das verbas rescisórias por absoluta falta de dinheiro, mas desta forma os trabalhadores podem acessar o seguro-desemprego e também o FGTS sem necessitar da Justiça neste momento.

Outra discussão é o futuro da produção caso a venda da TSA aconteça, com uma nova gestão com a participação dos trabalhadores e o reinício com os pés no chão. Mas essa é uma discussão que ainda via amadurecer, e depende fundamentalmente da efetivação da venda da TSA para pagamento das verbas devidas aos trabalhadores, e da reconstrução da confiança com os trabalhadores e Sindicato. Segundo o presidente do Sindicato, João Bruggmann, a situação ainda é muito complexa, mas agora se abriu o diálogo direto, sem a participação de personagens complicadores.

“A situação ainda é dura, crítica, mas conseguimos finalmente abrir diálogo direto, agora com uma Comissão de Trabalhadores de verdade, legitimamente eleita em assembleia geral promovida pelo Sindicato. Está definido que a venda da TSA, que segundo o Claudio está em andamento e por isso o pedido da liberação das contas foi aceito pelo Juiz e Sindicato, vai passar pelo crivo do Juiz e Sindicato, com a Comissão de Trabalhadores, sob a obrigação do pagamento dos salários atrasados. Isso está inclusive na petição assinada pela empresa. Agora estamos evoluindo, e esperamos chegar logo a um fim que agrade a todos”, explicou Bruggmann.

Por conta de um contrato de confidencialidade firmado com a empresa interessada na compra da TSA, o nome dos interessados não foram divulgados. O Sindicato continua atento e trabalhando para resolver definitivamente a crise da Busscar, e conta com o apoio e participação positiva de todos. As informações verdadeiras estarão sendo publicadas no site sempre que houver novidades.

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Busscar: quinto mês sem salários e o silêncio continua

Publicado por Administrador 31 agosto, 2010 (183) Comentários Imprimir

Hoje é dia 31 de agosto, mais um mês se encerra e o silêncio da Busscar Ônibus dói nos ouvidos de milhares de trabalhadores e suas famílias. Na casa desses trabalhadores que lutaram tanto pela empresa falta comida, água, luz, cobradores visitam a todo momento, e as crianças pedem, cobram, e seus pais não podem oferecer nada. Por quê? Porque a Busscar, por seus acionistas já passam a dever cinco salários e mais o décimo-terceiro de 2009.

A diretoria do Sindicato dos Mecânicos tem agido firmemente contra esse abandono e descaso que a empresa deixou seus trabalhadores. Duas ações foram feitas na Justiça do Trabalho: uma cobrando pagamento dos salários atrasados, que a Justiça mandou pagar e a empresa tem agora até o dia 9 de setembro para quitar conforme manda o prazo determinado pelo Juiz. A outra que bloqueou todos os bens da empresa, empresas do grupo (são mais de 10) e acionistas, impedindo que o patrimônio seja vendido e os trabalhadores não recebam seus direitos.

Outra ação importante do Sindicato foi a assembleia geral que decidiu pela entrada com as rescisões indiretas, que nada mais é que o empregado dar a justa causa à empresa por ela não cumprir com o que manda o contrato de trabalho. Até o momento quase 500 trabalhadores deram entrada, e a Justiça determinou a liberação dos trabalhadores, obrigando a Busscar a dar baixa nas carteiras de trabalho, emitir as guias de saque do FGTS que está depositado, e também as guias de encaminhamento do seguro-desemprego. Dos 400 que entraram inicialmente, cerca de 150 já foram liberados. O Sindicato está ligando a todos na medida que a carteira é liberada.

Hoje a Busscar já acumula em torno de 600 processos na Justiça, e sua dívida somente com salários e décimo-terceiro de 2009 mais os demitidos no PDV em fevereiro gira em torno de 40 milhões. Já há audiências marcadas para outubro em relação aos processos de rescisão indireta. Para o presidente João Bruggmann – que tentou hoje novamente contato com os diretores e acionistas, sem sucesso - a Busscar chegou ao fundo do poço e precisa dar satisfações à sociedade.

“Em pleno século 21 ainda vemos esse tipo de atitude por parte de uma empresa tradicional de Joinville. Esse silêncio mancha a história da empresa, enterra uma marca tão sólida e com mercado tão promissor. É preciso uma decisão, sair do silêncio. Há muitos interessados em alugar a empresa, comprar, nós somos sondados mas não temos esse papel, e os acionistas sequer atendem. Só nos resta pedir duramente a intervenção do Ministério Público do Trabalho caso a empresa não se manifeste”, dispara Bruggmann.

A entidade estuda a forma da nova ação via Ministério Público do Trabalho, mas ainda acredita que pode haver solução para manter os empregos e a produção. “Basta que a Busscar, seus acionistas, falem com as pessoas, com a sociedade e com interessados, mas principalmente, com seus trabalhadores pagando seus salários em atraso”, cobrou o presidente João Bruggmann.

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Busscar não paga e Sindicato bloqueia uso de cartões de convênios

Publicado por Administrador 16 julho, 2010 (14) Comentários Imprimir

O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região decidiu em reunião de diretoria tomar a difícil decisão de bloquear o uso dos cartões de convênios para os associados ligados à Busscar para evitar o crescimento da dívida da empresa para com o Sindicato. Se essa medida não fosse tomada, todos os demais associados seriam atingidos porque a entidade não tem condições de arcar com essa despesa financeira sem receber nada da Busscar, que se apropria dos valores e não repassa ao Sindicato há meses.

A dívida da empresa para com o Sindicato chega a quase R$ 500 mil, envolvendo atrasos do imposto sindical de 2009, 2010, mensalidades dos associados, e os gastos dos trabalhadores com os médicos, laboratórios, supermercados e outros gastos. A empresa descontou da folha de pagamento, mas não repassou os valores ao Sindicato, que arca sozinho com as despesas há meses, sem qualquer sinalização de pagamento por parte da empresa, assim como ela faz com seus trabalhadores, não pagando salários há três meses, mais o décimo-terceiro de 2009, FGTS e outros direitos.

O Sindicato está apoiando os trabalhadores da Busscar com a pressão para pagamento dos salários atrasados via Justiça do Trabalho, tendo duas ações já acatadas e prestes a ter efetividade: a ação de pagamento dos atrasados em que o Juiz já determinou pagamento em 15 dias – dia 24 é o último dia para a empresa pagar – e a ação que bloqueou os bens de acionistas, das empresas do Grupo, garantindo assim que a dívida seja paga nem que seja via leilão dos bens.

Outra atitude concreta é a Campanha de Alimentos que já arrecadou cerca de 2,5 mil cestas básicas com o apoio de outros sindicatos, empresas, entidades, pessoas físicas, tudo para atender as famílias dos trabalhadores da Busscar que não recebem salários e passam por sérias dificuldades financeiras. Para o presidente João Bruggmann, a medida é dolorosa para todos e não foi fácil para a diretoria tomar, mas o Sindicato fez o que pode até aqui para segurar.

“Nós seguramos essa pendência até agora, mas ficou impossível manter o uso dos cartões sem recebimento por parte da Busscar. Daqui a pouco todos os associados ficariam sem atendimento, inviabilizando todos os serviços. É uma medida dolorosa para todos, mas a única para o momento. Fizemos tudo, e continuaremos fazendo em outras formas como estamos fazendo. Agora é a vez da empresa fazer a sua, pagando os salários atrasados, ajudando também na Campanha de Alimentos, liberando os funcionários para tocar suas vidas. Até agora o que eles fizeram é só intransigência, falta de solidariedade, não pagamento dos direitos dos trabalhadores, uma lástima. Agora é a vez dos acionistas fazerem sua parte, a sociedade joinvilense espera com urgência”, dispara o presidente Bruggmann.

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