Enem: 5,4 milhões estão habilitados para a prova deste ano
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano tem 5,4 milhões de candidatos habilitados para fazer a prova. O número final de inscritos foi informado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Mais de 6,2 milhões de estudantes fizeram a inscrição pela internet, mas o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) aguardava a confirmação do Banco do Brasil sobre a quantidade de inscrições cujas taxas foram efetivamente pagas.
O número de participantes da edição 2011 é recorde. Em 2010, cerca de 4,6 milhões se inscreveram para fazer a prova. O exame será aplicado nos dias 22 e 23 de outubro, em 12 mil locais de prova distribuÃdos por 1.599 municÃpios.
Em 2009, o Ministério da Educação (MEC) deu inÃcio ao projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem como forma de ingresso no ensino superior. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de todo o paÃs.
A partir de 2012 a prova terá duas edições ao ano, uma no primeiro semestre e outra no segundo. A primeira edição do ano que vem já está confirmada para os dias 28 e 29 de abril. A data da segunda edição ainda não foi definida em função das eleições municipais, que ocorrerão em outubro, mês de aplicação do Enem nos anos anteriores.
A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados em uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os benefÃcios são distribuÃdos a partir do desempenho do candidato no exame e podem ser integrais ou parciais, dependendo da renda da famÃlia. Para participar do programa é preciso ter cursado todo o ensino médio na rede pública.
Rede Brasil Atual
Dilma comemora pesquisa e Serra exalta experiência
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, usou seu programa de rádio desta terça-feira (31) para comemorar as pesquisas que apontam vitória da petista no primeiro turno da corrida presidencial, enquanto seu principal adversário, José Serra (PSDB), recorreu a uma metáfora futebolÃstica para exaltar sua experiência e criticar a rival.
“O Brasil vai mudar de presidente, e o que for resolvido nessa eleição vai ter muito a ver com o futuro do PaÃs. E olha, quem vai governar é o presidente que for eleito, ninguém vai governar com ele, não”, disse Serra.
“É como um técnico de futebol que a torcida gosta e recebe uma proposta e vai para o exterior. Aà ele diz: ‘ó, eu vou indicar o meu substituto, mas não se preocupem. Vocês não conhecem ele direito, mas eu vou orientá-lo, eu vou continuar dirigindo o time de longe’”, comparou. “Não tem o menor cabimento. Quem vai escalar o time em cada jogo, quem vai fazer as substituições no meio. Não se dirige de longe, não se terceiriza, não se governa na garupa. Quem é presidente tem que comandar a Presidência, é insubstituÃvel.”
A capanha de Dilma usou o inÃcio do tempo que tem reservado no rádio para comemorar a ascensão da candidata nas pesquisas eleitorais, mencionando levantamento do Ibope divulgado no fim de semana no qual ela aparece 24 pontos à frente de Serra com 51% das intenções de voto, o que lhe garantiria vitória já no primeiro turno.
“Cresce a certeza. É Dilma presidente para o Brasil seguir mudando”, disse um locutor enquanto ao fundo tocava uma música que dizia: “Olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma!”
O principal tema da propaganda da petista foi a saúde. “O governo de Lula e Dilma fez muita coisa nessa área e criou uma base sólida para continuar melhorando”, garantiu um locutor.
Numa distante terceira colocação nas pesquisas de intenção de voto, a candidata do PV, Marina Silva, usou o tempo reduzido que tem no rádio para fazer um apelo pelo segundo turno na disputa pelo Palácio do Planalto. “Os dois candidatos que ocupam o tempo da TV quase todo fazem uma campanha de chantagem emocional, como se o povo fosse menino pronto para ser enganado”, acusou.
“Eu confio em você para a gente decidir essa eleição no segundo turno, com tempo igual para os candidatos, com debate para tratar dos problemas reais e achar soluções reais”, pediu.
Abril