Brasileiro considera carro e casa como investimento
O baixo nÃvel de conhecimento sobre finanças faz com que muitos brasileiros acreditem que comprar um carro, a casa própria ou até mesmo estudar para buscar um emprego melhor sejam modalidades de investimento. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa divulgada ontem pela Comissão Nacional de Educação Financeira (Conef), responsável Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef).
“Essa pesquisa mostrou um grau de desinformação bastante elevado em relação à s caracterÃsticas dos serviços financeiros oferecidos no mercado”, diz a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, que integra a Enef.
A pesquisa mostrou que o brasileiro tem uma visão estereotipada dos investimentos. Ações são diretamente relacionadas a alto risco e grandes retornos. Muitos não sabem o que são fundos ou Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Em muitos casos, os CDBs chegam a ser confundidos com tÃtulos de capitalização. Houve até quem achasse que seguro de vida é aplicação financeira. Já a poupança não é vista como um investimento, mas como um lugar onde o dinheiro é colocado por segurança.
Apenas 40% dos entrevistados afirmaram ter conta corrente e conta poupança. Outros 27% possuem só conta corrente, 16% só poupança e 17% dos consultados não possuem conta nenhuma. Realizado em 2008, mas divulgado apenas ontem, o estudo ouviu 1.809 pessoas.
Do Valor Econômico
Mais brasileiros têm acesso à internet no trabalho e em casa
Segundo pesquisa Ibope Nielsen Online divulgada nesta sexta-feira (18), mais pessoas têm acesso à internet no domicÃlio ou no trabalho O levantamento, que colheu dados até fevereiro deste ano, demonstra que mais de 73,9 milhões de pessoas utilizam a rede em qualquer ambiente, como no trabalho, em casa, na escola, em lanhouses e em outros locais.
O crescimento indica aproximadamente 9,6% de usuários a mais do que o ano de 2009. O número dos acessos de origem nos domicÃlios ou no trabalho tiveram mudança significativa, sendo que de fevereiro de 2010 para o mesmo mês do ano atual mais de nove milhões de pessoas obtiveram acesso em pelo menos um desses lugares, totalizando cerca de 56 milhões de usuários.
A pesquisa, que considera apenas pessoas com mais de 16 anos, aponta que apesar do número de usuários contabilizados em todo o paÃs ser alto, nem todos são ativos. Aproximadamente 41,4 milhões se conectam à rede todos os dias e gastam em média 62 horas por mês utilizando o computador. O percentual é 12,7% maior em comparação ao ano passado.
Rede Brasil Atual
A classe que sonha com ´C´
Especialistas dizem que maiores sonhos de consumo da nova classe média brasileira são o carro, computador, carteira assinada e casa própria
Os marqueteiros que se dedicam a estudar o fenômeno da nova classe média brasileira aproveitaram o “C”, de classe C, para definir essa parcela da população que ascendeu socialmente na última década. “Basicamente, tudo o que coloca esses brasileiros no meio da pirâmide começa com a letra C”, diz Renato Meirelles, do instituto de pesquisa Data Popular. “Carteira assinada, canudo (diploma), consumo, computador, casa própria, carro zero, cruzeiro, cartão de crédito, e por aà vai.”
Apesar de terem caracterÃsticas comuns, os integrantes da nova classe média têm perfis e necessidades diferentes em cada região do PaÃs. No Nordeste, por exemplo, os 18 milhões de habitantes que pertencem à classe C usam muito mais cartão de crédito do que em qualquer outra região. Lá, 67% dos consumidores da classe C fazem compras com cartão. É mais até do que nos estados do Sudeste, onde esse porcentual é de 64% e no Sul, com 54%, segundo levantamento do Data Popular. “Essa situação está diretamente ligada à inclusão bancária”, diz o presidente da Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços. Paulo Caffarelli. “Muita gente no Sul tem conta corrente, mas pode não ter cartão. E no Nordeste há muito mais gente com cartão e sem conta corrente.”
A aposentada pernambucana Elieldelza Souza de Albuquerque, de 71 anos, compra tudo com cartão de crédito. Costuma usar os cartões de loja e o Hipercard, que não cobra anuidade. Uma das últimas aquisições foi um fogão de quatro bocas, comprado no fim do ano passado, com o cartão da filha. “A data do cartão dela fica melhor para mim, porque não coincide com o vencimento dos meus cartões”, explicou. Com o salário do marido, a renda na casa de Edieldeza é de R$ 2 mil. Pagando à vista, seria impossÃvel ter trocado a geladeira por uma duplex no ano passado, emendando a compra do fogão novo.
Caixa de uma unidade da rede Eletro Shopping, com 110 estabelecimentos espalhados pelas cidades do Nordeste, Edilza Moreira garante que de cada 10 clientes de baixo poder aquisitivo, sete pagam com cartão de crédito. “Só os mais bem remunerados pagam no débito”, afirmou.
Embora esteja no Nordeste o maior crescimento da população de classe C nos últimos anos, é o Sul do PaÃs que tem a maior concentração da nova classe média. “Lá temos um perfil bem diferente: uma classe C que lê mais jornal, mais escolarizada e, consequentemente, com intenções de consumo distintas”, diz Renato Meirelles, do Data Popular. Um exemplo: o Sul é a única região do PaÃs em que o computador não lidera a lista de futuras aquisições da classe média. No topo do ranking, está o carro – um bem muito mais valioso.
Contrariando o senso comum, é Florianópolis a cidade mais classe C do PaÃs: metade da população da capital catarinense, de 409 mil habitantes, tem renda familiar entre R$ 1,5 mil e R$ 6 mil – faixa que classifica essa categoria da pirâmide social. “É uma cidade com uma classe média mais antiga”, diz Marcelo Néri, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas.
Alguns fatores ajudam a entender essa predominância: funcionalismo público, migrantes em busca de qualidade de vida e baixa “favelização”. Pesquisas apontam que o nativo da Ilha de Santa Catarina já é minoria entre a população. Pelo menos 60% da população é originária do interior do Estado, mas também com grande ascendência gaúcha, paulista e paranaense. Segundo o Departamento Intersindical de EstatÃsticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), dois em cada cinco trabalhadores da capital catarinense estão empregados em um dos três nÃveis do setor público.
A cidade que se mostra um oásis para a classe C em busca de qualidade de vida, exclui naturalmente famÃlias com renda mais baixa. “Por ser uma capital cara, a população das classes D e E acaba se instalando em cidades vizinhas, da região metropolitana”, explica o economista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Jurandir Sell.
A história de Francisco Assis Marcelino, de 52 anos, é emblemática. Ex-agente de portaria, ele já foi office-boy e hoje trabalha como técnico do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em Florianópolis. Ele se mudou para a capital catarinense, em 1983, quando deixou o municÃpio de Tubarão, depois da morte do pai.
Na ilha, com a mulher Kirana Marcelino, hoje bancária aposentada, Francisco experimentou a ascensão da renda. Depois que virou funcionário público, conseguiu trocar a casa alugada por um imóvel próprio, com quatro quartos. Já teve um Fusca 1986 e duas Paratis usadas. Mas só no ano passado, conseguiu comprar o primeiro carro zero, um Ford Fiesta. A casa de praia, onde a famÃlia foi fotografada, está em reforma.
“Vivo realizando sonhos. Não posso reclamar. Tudo que a gente faz e conquista é do nosso jeito, devagar, economizando e batalhando”, diz. “Hoje, temos segurança para planejar e desfrutar de pequenas coisas.”
O próximo plano está definido: um cruzeiro de 15 dias pela costa brasileira – presente de aposentadoria que Kirana se prometeu. “A mala foi comprada assim que me aposentei.”
Do Estadão
Trabalhadores poderão usar FGTS em consórcio imobiliário
Trabalhadores poderão usar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para liquidar e pagar parte das prestações de consórcios imobiliários, a partir de amanhã (18). A medida foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS no final do ano passado e regulamentada pela Caixa Econômica Federal esta semana.
A instituição lembra que o trabalhador já pode usar o saldo da conta vinculada para complementar a carta de crédito e para composição de lance. Para essas modalidades, as regras são as mesmas.
Segundo a Caixa, o trabalhador interessado em usar o saldo da conta vinculada deve procurar a administradora de seu consórcio, que tomará as providências necessárias.
O novo serviço estará disponÃvel para trabalhadores inscritos em consórcios que já tenham sido contemplados com a carta de crédito e adquirido o imóvel. Para ter direito ao benefÃcio, é preciso observar algumas regras. É necessário que o imóvel adquirido seja localizado onde o trabalhador exerça ocupação principal ou resida há mais de um ano (incluÃdos os municÃpios vizinhos ou da mesma região metropolitana).
Outra regra é que o trabalhador não pode ser proprietário de imóvel no local onde exerça ocupação principal, nem ser detentor de financiamento ativo do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) em qualquer parte do território nacional, na data de aquisição. O imóvel e a cota de consórcio devem estar em nome do trabalhador titular da conta vinculada.
Além disso, o imóvel tem que ser residencial urbano e deve ter sido adquirido com os recursos da carta de crédito do consórcio. O valor avaliado para o bem, na data da aquisição, deve respeitar o limite estipulado pelo SFH, atualmente de R$ 500 mil reais.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), mais de 65 mil consorciados foram contemplados em 2009. No primeiro mês de 2010, esse número chegou a 5,2 mil.
A Caixa disponibiliza um manual com informações sobre o uso do FGTS para a compra de imóveis.
Minha Casa Minha Vida supera mil financiamentos em um mês
O programa Minha Casa, Minha Vida completou um mês com 1.089 financiamentos concedidos pela Caixa Econômica Federal (CEF), aprovação de dez projetos e 1.730 unidades habitacionais. As famÃlias mais beneficiadas até agora foram as com renda entre três e seis salários mÃnimos – 684 financiamentos obtidos e 645 moradias aprovadas. O total financiado chega a R$ 48 milhões, sendo que R$ 2,7 milhões são recursos do Orçamento Geral da União e R$ 8,2 milhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Segundo o superintendente regional da CEF em São Paulo, Válter Nunes, foi possÃvel assinar empréstimos dentro das condições novas já no primeiro mês porque o banco possuÃa projetos em sua carteira que se enquadravam no perfil do programa. “Migramos projetos já avaliados pela Caixa para o Minha Casa, Minha Vida”, diz ele.
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A segunda faixa de renda que mais obteve financiamento neste primeiro mês foi a de até três salários mÃnimos, com 211 assinaturas, enquanto a de seis a dez salários conseguiu 194 empréstimos. A Caixa não possui informação sobre onde ficam os empreendimentos comprados por essas famÃlias.
Dos dez projetos aprovados, com valor de venda total de R$ 90,7 milhões, dois atendem à s famÃlias com renda até três salários mÃnimos e sete se destinam à faixa de três a seis mÃnimos. Apenas um projeto é voltado para famÃlias com renda entre seis e dez mÃnimos.
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São Paulo receberá a maioria dos empreendimentos, com sete obras nas cidades de Piracicaba, Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, Taubaté e na capital. Os projetos somam 647 unidades habitacionais no Estado: 560 para famÃlias com renda entre três e seis salários mÃnimos, e 87 (na capital) para a faixa de seis a dez.
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Os dois únicos empreendimentos com subsÃdio total para quem ganha até três salários mÃnimos ficam no Mato Grosso. Os outros dois conjuntos para famÃlias na faixa de três a seis salários serão construÃdos em Minas e Rio Grande do Sul. Segundo a CEF, há mais 270 projetos sendo avaliados, somando mais 50 mil unidades. No Feirão da Casa Própria em São Paulo (21 a 24 de maio), 26,6 mil imóveis dos 38,6 mil inscritos se enquadram no Minha Casa, Minha Vida, e a expectativa é que o evento impulsione ainda mais as vendas.
Até o momento, 16 Estados e 340 municÃpios aderiram formalmente ao programa, mas segundo Nunes, todos os governadores e prefeitos das capitais já demonstraram disposição para ajudar a viabilizar os investimentos. “Recebemos manifestação de interesse de todos os Estados e das capitais, e muitos governos começaram a realizar eventos para a divulgação do programa”, diz Nunes. Entre as capitais, 12 já aderiram.
A CEF cadastrou até o dia 11 de maio 198 mil pessoas que querem obter financiamento pelo programa. O universo de pessoas interessadas, porém, é muito maior, considerando que famÃlias de até três salários mÃnimos devem fazer seus cadastros nas prefeituras.
Fonte: Folha de São Paulo
Minha Casa, Minha Vida: municÃpios já podem aderir ao programa
A Caixa Econômica Federal disponibiliza aos estados e municÃpios, a partir de hoje (13), o termo de adesão ao Programa Minha Casa, Minha Vida, que tem como meta a construção de 1 milhão de casas. O banco também fornece o modelo de instrução de doação de terreno. As construtoras e os movimentos sociais interessados em participar podem apresentar as propostas nas 78 superintendências regionais da Caixa.
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Segundo o banco, para as famÃlias com renda de 0 a 3 salários mÃnimos, serão priorizados projetos de regiões que recebam impacto de grandes empreendimentos de infra-estrutura, como usinas, hidrelétricas, porto e de áreas atingidas por catástrofes definidas pela defesa civil.
Também terão preferência empreendimentos de estados e municÃpios que ofereçam maior contrapartida e desoneração fiscal de ICMS, ITCD, ITBI e ISS, entre outros critérios.
De acordo com a Caixa, as propostas deverão apresentar casas térreas ou prédios, de acordo com as especificações publicadas na cartilha.
Os empreendimentos destinados à s famÃlias com renda de 3 a 10 salários mÃnimos não obedecerão à s especificações pré-estabelecidas e serão aqueles oferecidos normalmente pela indústria da construção civil.
Fonte: Ag. Brasil