Manifesto por um Brasil com Juros Baixos: Mais empregos e Maior Produção

Publicado por Administrador 19 outubro, 2011 (1) Comentário Imprimir

O Brasil é um caso único na história econômica de prática de taxa de juros reais de dois dígitos por 16 anos seguidos, de 1991 a 2006. Por conta disso, enquanto a economia mundial crescia 4,5% e os emergentes entre 7% e 8% ao ano, nosso crescimento era, em média, de 3%.

No final de 2008, com a crise econômica que se abateu sobre o mundo, os países centrais logo reduziram as taxas de juros para próximo de zero; o Brasil, que estava no início de um processo de aumento de juros após ter atingido o mínimo de 11,25%, agiu na contramão do mundo e manteve a taxa em 13,75% a.a. O BC só reduziu a taxa em janeiro, quatro meses depois da crise se abater sobre o mundo, trazendo uma contração na produção industrial brasileira de mais de 20%.

Um país como o Brasil, com urgente necessidade de crescer e se desenvolver, não pode se dar ao luxo de transferir enormes volumes de capital na forma de renda improdutiva. Capitais especulativos afluem ao nosso sistema financeiro buscando rentabilidade que nenhum outro país oferece. Cerca de 36% do Orçamento Geral da União são destinados ao pagamento de encargos da dívida, recursos estes que poderiam atender as enormes carências de infraestrutura, saúde, transporte, telecomunicações, educação, saneamento etc.

Os altos juros não consomem apenas recursos públicos; pelo contrário, espalham para toda a economia o alto custo do crédito, fomentando o comportamento rentista e improdutivo, corroendo o poder de compra das famílias e drenando recursos do setor produtivo.

A crise de 2008/9 não passou. Europa, Estados Unidos e Japão são testemunhas de que ainda não se encontrou sequer um caminho de consenso que faça a atividade econômica retornar ao curso normal. Mesmo a China, responsável pelo crescimento da economia mundial nos últimos anos, está reduzindo seu ritmo de atividade. Com o cenário internacional precário e incerto, a redução dos preços das commodities e uma projeção de crescimento do PIB em torno de 3,5%, não há porque temer a inflação. Além disso, com o aumento das metas fiscais, o governo sinaliza para um déficit nominal zero, alterando as expectativas futuras dos agentes econômicos, abrindo mais uma oportunidade de redução das taxas de juros.

Dado o quadro de incertezas que nos cerca, passou da hora de caminharmos para taxas de juros mais próximas ao padrão internacional. Menor taxa de juros implica em menor entrada de capitais especulativos, câmbio mais realista e competitivo, redução do custo de oportunidade do capital, maior equilíbrio das contas públicas e maior renda para as famílias.

O COPOM, em sua última reunião, em 31 de agosto, iniciou um processo de redução da taxa de juros SELIC. Acreditamos que reduções adicionais dos juros darão ao país a oportunidade de iniciar um movimento de combate a crise, apoiado na maior competitividade de nossas exportações e no dinamismo de nosso mercado interno.

Assim, a redução da taxa básica de juros aliada a uma política industrial ativa e realista são fundamentais para preservarmos postos de trabalho e continuarmos a crescer com mais emprego e renda.

E é na defesa da redução dos juros que lançamos este Movimento por um Brasil com Juros Baixos, que, articulando trabalhadores, empresários e intelectuais, tem o firme propósito de contribuir com o governo e com outros setores da sociedade na defesa de um Brasil com maior crescimento e oportunidades para a sua população.

Assinam este Manifesto todos os interessados, que autorizam a publicação de sua adesão e esperam que este Movimento seja levado ao conhecimento das autoridades competentes.

SMABC

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Salário mínimo proposto para 2012 respeita acordo

Publicado por Administrador 6 setembro, 2011 (1) Comentário Imprimir

O salário mínimo de R$ 619,21 proposto pelo governo no Orçamento Geral da União de 2012 respeita o acordo feito entre as centrais sindicais e o governo da presidenta Dilma Rousseff, na avaliação de sindicalistas. Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, a fórmula de valorização do salário mínimo é uma conquista dos trabalhadores. 
Esse valor começa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2012 e poderá ser arredondado e chegar a R$ 622. O aumento do mínimo cunhado no projeto de lei orçamentária anual é de 13,61%. 
“Sabemos que, no governo do ex-presidente Lula, construímos a proposta de valorização do salário mínimo (inflação do último ano mais a variação do PIB). Ela é que vai garantir que se tenha, ao longo do tempo, um aumento real, de forma que se possa chegar ao proposto pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) ”, disse Artur Henrique. 
Artur Henrique ressaltou que o valor definido no projeto de lei orçamentária ainda é uma proposta, pois os números da inflação não estão fechados. “Esse valor proposto é uma referência, porque o Orçamento é com base em perspectiva. Temos que esperar até dezembro para saber qual o valor da inflação e somar o valor do crescimento do PIB, que é 7,5%, e calcular o valor do mínimo”, explicou.
 
Agência FEM-CUTSP

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CUT decide não participar de anúncio do programa de política industrial

Publicado por Administrador 3 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente da CUT Artur Henrique e presidentes das demais centrais sindicais se reuniram nesta segunda-feira (1º), no Palácio do Planalto, em Brasília, com cinco ministros e o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para conhecer detalhes sobre a nova política industrial – o plano Brasil Maior, que será anunciado nesta terça-feira (2) pela presidente Dilma Rousseff.

Participaram do encontro os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República (Gilberto Carvalho), da Fazenda (Guido Mantega), do Desenvolvimento (Fernando Pimentel), da Previdência Social (Garibaldi Alves), da Ciência e Tecnologia (Aloizio Mercadante), além de Luciano Coutinho, que preside o BNDES.

Gilberto Carvalho abriu a reunião dizendo que o governo trabalhou duramente nos últimos dias para elaborar o projeto, cujo objetivo é impedir que o país seja afetado pela crise econômica que abala países da Europa e Estados Unidos. O ministro fez questão de ressaltar que o governo analisou e tentou atender as demandas dos dirigentes sindicais, que se mobilizaram realizando seminários e até paralisações, como a dos metalúrgicos na Rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo, e entregou propostas ao governo. “A voz de vocês foi ouvida”, disse ele.

 O ministro Guido Mantega fez uma breve análise sobre a crise internacional, lembrando que a crise financeira de 2008 foi superada pelo Brasil, mas continuou na Europa e Estados Unidos e continua produzindo efeitos negativos. Os efeitos, disse ele, podem atingir o Brasil uma vez que, com o mercado internacional patinando, o aumento da capacidade ociosa e o mercado consumidor em baixa, as indústrias vêm buscar consumidor no Brasil. Por conta deste cenário, é preciso defender a indústria brasileira.

“O rol de medidas que vamos anunciar, é no sentido de dar competitividade a indústria brasileira e também para garantir que o emprego fique aqui”, disse Mantega.

Na sequência, o ministro falou sobre a desoneração da folha, item que, segundo ele, era de mais interesse dos dirigentes sindicais. Explicou que alguns setores terão desconto, que a diferença será contabilizada como crédito do tesouro, portanto, sem prejuízo para a Previdência Social. Disse também, que o governo acredita que esta decisão vai contribuir para a geração de empregos formais, além de melhorar a competitividade da indústria.

Mercadante completou dizendo que “o conjunto de medidas defendem a produção, o mercado interno e os empregos”.

Já Pimentel, ressaltou o aumento do financiamento para inovação, “para empresas que desenvolverem projetos aqui dentro”.

O presidente da CUT criticou o fato dos ministros focarem a apresentação da política industrial apenas no que se refere à desoneração da folha. “Todas as medidas de política industrial interessam aos trabalhadores,” afirmou Artur Henrique lembrando que a central entregou ao governo um documento com as propostas do movimento sindical e que o mesmo não foi levado em consideração. Disse ainda que os trabalhadores estão preparados para discutir o tema, tanto quanto os empresários e sugeriu a criação de uma mesa de diálogo tripartite para discutir não apenas a política industrial como também fazer um acompanhamento das medidas, “que podem até ser boas, não sabemos, mas não foi uma proposta construída na base do diálogo tripartite”.

Para encerrar, Artur lamentou o fato de o governo ter ignorado o acúmulo de discussões sobre a possibilidade de desoneração da folha feito pela CUT, que há meses vêm debatendo o tema e analisado possibilidades (pode gerar mais emprego desde que isto conste como uma exigência e esteja escrito no documento que beneficia os empresários) e consequências para a seguridade social. Além de emprego formal, disse ele, tem de ter outras contrapartidas sociais e econômicas, como a qualidade do emprego, meio ambiente etc.  

A falta de discussão do tema com o movimento sindical, levou as centrais sindicais a decidirem não participar do anúncio oficial da nova política industrial. “Somos contra desoneração da folha, da forma como ela vem sendo proposta, sem debate e sem contrapartidas efetivas”, disse o presidente da CUT.

CUT

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Centrais vão ao TST debater a estabilidade dos dirigentes sindicais

Publicado por Administrador 13 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen, recebeu a visita de representantes de cinco centrais sindicais que entregaram um documento propondo a revogação da Súmula 369 do TST. Essa súmula trata da estabilidade sindical e limita a sete o número de dirigentes de órgãos de classe com direito à garantia do emprego.

De acordo com os sindicalistas, o número é muito limitado e “impede a livre organização sindical, estimulando a demissão de dirigentes e ampliando a incidência de atos antissindicais”. Eles defendem que seja observado o tamanho da representação de cada órgão de classe para a definição proporcional da quantidade de diretores com estabilidade.

O ministro Dalazen ouviu as ponderações dos representantes de classe e informou que levará o documento para ser analisado pelos demais ministros da Casa. Ele disse que o Tribunal está aberto para este tipo de discussão no momento: na próxima semana, o TST vai parar as atividades judicantes ordinárias para discutir sua jurisprudência e as normas internas e externas relativas à prestação jurisdicional, e está recebendo sugestões neste sentido de instituições e entidades interessadas.

Estiveram presentes na visita ao presidente do TST os representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Sindical e Popular (Conlutas) e União Geral dos Trabalhadores.

TST

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Centrais não entram em acordo sobre confrontos em obras do PAC

Publicado por Administrador 29 março, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A reunião convocada pelo governo para tratar dos protestos de trabalhadores em canteiros de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não alcançou o acordo esperado por sindicalistas e empresários da construção civil. Centrais sindicais e representantes de empreiteiras fizeram um confronto de imagens supostamente gravadas nos canteiros das obras. As dos sindicalistas mostravam problemas que, segundo eles, apontavam para o desrespeito aos direitos dos trabalhadores. Nas imagens dos empresários, a situação dos canteiros aparentava normalidade.

Para tentar resolver o impasse, o governo marcou uma nova reunião para quinta-feira (31), quando deverá ser formada uma comissão com representantes dos três setores. A proposta, apresentada pela CUT e aceita por todos, tem como objetivo construir um acordo coletivo especifíco para as obras do PAC.

Enquanto os sindicalistas tentavam convencer o governo de que os problemas nos canteiros de obras são “graves” e “generalizados”, os empresários saíram da reunião de hoje classificando a postura das centrais de “exagerada”. “Não se trata de revolta nas obras do PAC. O problema aconteceu isoladamente em Jirau e Santo Antônio [duas usinas hidrelétricas em construção no Rio Madeira, em Rondônia]. O resto do Brasil está pacificado. O que está acontecendo é um exagero das centrais. Não adianta falar que existe trabalho escravo. Tem que provar”, disse o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady. Segundo ele, os conflitos nas usinas do Madeira foram pontuais. “Pode acontecer um desvio aqui, outro ali, em um canteiro com 30 mil trabalhadores”, disse.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Artur Henrique, rebateu: “Não interessa se tem um, 20, 30 ou 50 mil trabalhadores em condição indigna. Nós, das centrais, não estamos falando de ouvir falar. Estamos falando porque fomos até Jirau e Santo Antônio e tivemos um diagnóstico grave”. De acordo com Artur Henrique, houve, por parte do governo, um reconhecimento da necessidade de se planejar ações para minimizar o impacto dessas grandes obras sobre os municípios.

Paulo Safady acredita que, se houver acordo na reunião de quinta-feira, as obras em Jirau e Santo Antônio, paralisada há duas semanas por causa dos conflitos envolvendo os operários, podem ser retormadas. Na opinião de Artur Henrique, a questão de Jirau deve ser tratada com mais cuidado. “As obras em Jirau não estão paradas por decisão da empresa. Estão paradas por uma questão de polícia. A Força Nacional que foi para lá com o objetivo de conter as revoltas concluiu que não havia condições de trabalho”, disse o sindicalista.

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, que conduziu a reunião, deverá falar sobre o assunto ainda hoje.

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Centrais sindicais entregam carta para Barack Obama

Publicado por Administrador 22 março, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A CUT e as demais centrais Sindicais (CTB, CGTB, Força, Nova Central e UGT) entregaram neste sábado (19) uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, com temas de interesse da classe trabalhadora brasileira

Confira abaixo a carta: 

Carta aberta a Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América 

Senhor Presidente, 

As centrais sindicais, por ocasião da visita oficial de Vossa Excelência ao Brasil, externam algumas considerações e preocupações sobre temas de elevado interesse dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, como as que seguem:

1.       O movimento sindical brasileiro considera importante o fortalecimento do comércio entre o Brasil e os EUA. As relações comerciais entre os dois países apresentam sérios desequilíbrios. O Brasil acumula um crescente déficit comercial com os EUA, que passou dos US$ 4,4 bilhões em 2009 para US$ 7,7 bilhões em 2010, um aumento de 75%;

Tal situação é resultado, dentre outros motivos, da depreciação forçada do valor do dólar norte-americano e da imposição de injustas barreiras à entrada de produtos brasileiros nos EUA, especialmente de etanol, produtos siderúrgicos, tabaco e suco de laranja, segmentos que desenvolveram competências tecnológicas, produtivas e comerciais suficientes para atender o mercado dos EUA, sem utilizar qualquer tipo de procedimento que se contraponha às regras de comércio internacional estabelecidas pela Organização Mundial de Comércio – OMC. 

Demandamos a pronta retirada de todas as barreiras comerciais contra tais produtos, o que, no curto prazo, recolocaria o comércio entre nossos países em níveis mais justos, fazendo com que a balança comercial convirja para o equilíbrio; 

2.       Defendemos que o comércio internacional deve ser objeto de mais regulação. São necessárias medidas concretas para combater o protecionismo e os subsídios nas economias centrais, especialmente relativos aos produtos agrícolas e às compras governamentais, além de tornar efetivas cláusulas sociais e o estabelecimento de padrões trabalhistas mínimos, baseados no respeito às Convenções e Resoluções da Organização Internacional do Trabalho – OIT e das legislações nacionais, como forma de reduzir as graves assimetrias verificadas no comércio internacional. 

É fundamental estabelecer marcos regulatórios à atuação das empresas multinacionais, sendo que, no caso das relações trabalhistas, significa fortalecer e garantir os direitos das organizações sindicais com representação dos dois países e o diálogo social; 

3.       Queremos expressar nossa solidariedade aos servidores públicos de Wisconsin e de outros estados e aos sindicatos norte-americanos em luta contra as medidas de restrição das atividades sindicais e das negociações coletivas aprovadas por parlamentos locais.

Causa-nos estranheza, e por isso deixamos aqui nossos protestos, que sob a alegação de “razões orçamentárias” alguns governos estaduais norte-americanos venham a atingir e, inclusive, extinguir direitos básicos conquistados pelos funcionários públicos, fato grave que, por estar ocorrendo na maior economia do mundo, pode servir como “efeito demonstração” a outros países.

Demandamos o respeito aos ditames da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho – OIT que, embora não ratificada pelos EUA, é uma referência mundial e uma garantia importante dos direitos dos servidores públicos à plena liberdade de organização, à negociação coletiva, à expressão e manifestação; 

4.       Apoiamos e consideramos positivas as negociações diplomáticas entre os governos do Brasil e dos EUA para o estabelecimento de um acordo que possibilite aos trabalhadores/as brasileiros que contribuam com a previdência social nos EUA e trabalhadores/as norte-americanos que façam o mesmo no Brasil, contabilizem o tempo de serviço fora do país para fins de aposentadoria. Defendemos que o espírito dos avanços instituídos por este acordo seja estendido ao tema da imigração, da necessidade de se legalizar a permanência e o direito ao trabalho dos milhares de brasileiros que atualmente residem nos EUA; 

5.       Somamo-nos a todas as mulheres e homens que, em todo o mundo, preconizam uma política internacional de paz, de direitos humanos, de desarmamento, de não-intervenção, de autodeterminação e de soberania dos países e dos povos, elementos essenciais para a conquista de um ambiente político internacional calcado na liberdade e na democracia, princípios fundantes da grande nação norte-americana. Reivindicamos o fim do bloqueio econômico a Cuba, medida que, há décadas, impõe enormes sofrimentos e privações ao povo da ilha caribenha. (CTB) 

Receba nossas saudações sindicais, 

Brasília, 19 de março de 2011. 

Artur Henrique da Silva
Presidente da Central Única dos Trabalhadores 

Paulo Pereira da Silva
Presidente da Força Sindical 

Wagner Gomes
Presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Ricardo Patah
Presidente da União Geral dos Trabalhadores 

José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores 

Antonio Neto
Presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

Da CUT Nacional

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Mobilização das Centrais garante 7% de reajuste no Piso em Santa Catarina

Publicado por Administrador 2 fevereiro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

As Centrais Sindicais de Santa Catarina (CUT, CTB, Força, NCST e UGT) fecharam nesta segunda-feira (31) o acordo com os setores patronais que garante um reajuste de 7% no Piso Regional. A proposta foi entregue ontem diretamente ao Governador do Estado, Raimundo Colombo, que se comprometeu a encaminhá-la em regime de urgência para a Assembleia Legislativa.

Ainda que abaixo dos 10,85% pleiteados pelo movimento sindical nas negociações desde meados do segundo semestre de 2010, o reajuste concretiza a luta pela implantação, cumprimento e reconhecimento do Piso iniciado em 2006.

“O povo catarinense obteve uma extraordinária conquista do reajuste do piso salarial estadual e, com ele, o reconhecimento pela classe empresarial, da legalidade e importância desse instrumento na distribuição de renda e desenvolvimento sustentável do nosso Estado. Conseguimos um reajuste acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é de 6,46%”, destaca Neudi Giachini, presidente da CUT-SC.

De acordo com cálculos do Dieese, a mudança afetará os salários de aproximadamente 518 mil trabalhadores e torna o mínimo regional o segundo melhor do país.

 Conforme informou o presidente da CUT-SC, o reajuste, após a aprovação da assembleia, será retroativo a 1º de janeiro. Com o arredondamento dos números, este reajuste pode significar, para cada faixa salarial, um percentual em torno de 7,5%.

 Abaixo segue a nova tabela:

Nível do Piso  Lei 459/2009 Reajuste janeiro 2011
1º                              R$ 587,00                 R$ 630,00
R$ 616,00 R$ 660,00
R$ 647,00 R$ 695,00
R$ 679,00 R$ 730,00
          
     
     
CUT    
     
        
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CUT comemora 27 anos e lança TVweb, rádioweb e novo portal

Publicado por Administrador 25 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Diante do auditório do Sindicato dos Bancários, na região central de São Paulo, tomado por lideranças cutistas e representantes de meios de comunicação progressista, a Central Única dos Trabalhadores deu mais um passo na última sexta-feira (20) em defesa da democratização do acesso à informação no país.

O lançamento do novo portal da CUT, que agora conta também com rádioweb e TVweb, integrará os trabalhadores e os movimentos sociais na produção de conteúdo ignorado pelos grande latifundiários da mídia nacional. “Nossa produção se dará a partir da articulação dos sindicatos e dos movimentos sociais”, explicou a secretária de comunicação da central, Rosane Bertotti.
O evento que também comemorou o aniversário da CUT, fundada em 28 de agosto de 1983, e já foi transmitido ao vivo pelo site, começou com um debate sobre mídia e eleições em 2010.

Antes do início das discussões, um dos coordenadores da Rede Brasil Atual, Paulo Salvador, lembrou o investimento que o movimento sindical tem realizado para levar suas idéias à sociedade. Nos últimos anos, a criação do programa de rádio Jornal Brasil Atual e do impresso de mesmo nome, da Revista do Brasil, da Rede Brasil Atual e da TV dos Trabalhadores (TVT), que será lançada na próxima segunda (23), mostraram que era possível virar a página da informação. “Os trabalhadores precisam ter espaço para dizer o que pensam, porque sem uma nova mídia não vamos construir um novo Brasil”, falou.

Presidente da CUT, Artur Henrique, fez um balanço da história de luta e organização da classe trabalhadora para romper as barreiras impostas pelos meios de comunicação hegemônicos e indicou quais devem ser os passos seguintes. “Primeiro, devemos articular o conjunto de experiências já existentes e fazer com que essas informações cheguem às bases. Depois, precisamos ampliar estas informações e finalmente, buscar a sustentabilidade a longo prazo.”

Diretor da rede Telesul, Carlos “Beto” Almeida, ressaltou a dívida informativa e cultural do país com a população, apontando estatísticas da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que mostram o Brasil com menor número de leitores de jornal do que a Bolívia e a quantidade incipiente de bibliotecas e cinemas em território nacional. “Precisamos tomar parte nesse espaço de disputa de poder. Na verdade, a grande imprensa é que se mostra uma arma de destruição em massa de inteligência e consciência”, definiu.

Almeida falou também tratou do controle do poder empresarial, do econômico e dos anunciantes, com destaque para a distribuição das verbas públicas. “Temos 58% dos recursos públicos para comunicação nas mãos da Globo. Já 30% do Plano Nacional de Livros Didáticos fica com a editora Abril. Recentemente havia 14 páginas de propaganda da Petrobrás na Veja, valor que certamente sustentaria duas ou três rádios comunitárias. Não podemos abrir mão de pleitear a participação na distribuição desse recursos, queremos um processo de desenvolvimento da comunicação para a classe trabalhadora”, refletiu.

Citando a aprovação recente do Estatuto da Igualdade Racial, ele comentou qual deve ser a missão da CUT, que enfrenta no Brasil ainda mais obstáculos que em outros países da América Latina, como México, Argentina, Venezuela e Bolívia, onde já existem jornais públicos para realizarem contraponto à palavra oficial do monopólio. “O papel da TV, da rádio e do site da CUT será dar uma explicação viva do que representam os temas distantes dos grandes meios de comunicação para fazer com que nos tornemos um país mais justo.”

Lançamento e redes sociais – Por volta do meio-dia, Rosane apresentou oficialmente a rede CUT. Ela afirmou que o novo portal estreitará o contato da entidade com a rotina dos trabalhadores por meio de debates, entrevistas e prestação de serviço.

Outro avanço é a ampliação do diálogo com as estaduais da CUT, que a partir de agora terão autonomia para publicar vídeo e áudio no endereço da nacional. O plano de comunicação da central inclui ainda a construção de sites para as estaduais que ainda não possuem e a reconstrução para aquelas que já tem uma página na web.

Mais um ponto importante mencionado foi a atuação da CUT junto às redes sociais, que também será ampliada, da mesma forma que a parceria com os movimentos sociais e com rádios e TVs comunitárias.

Da CUT Nacional

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Assembleia da CMS em defesa do projeto popular e democrático

Publicado por Administrador 31 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Aproximadamente 3 mil militantes de diversos movimentos sociais e regiões brasileiras lotam desde as10h a Quadra do Sindicato dos Bancários, na capital paulista, realizando aAssembleia Nacional da Coordenação dos Movimentos Sociais.

“Essa Assembleia é uma forte,uma contundente demonstração de unidade dos movimentos populares do campo e dacidade que enviam um recado bastante claro: queremos consolidar as mudanças dos últimos anos, ampliar as conquistas, avançar nas mudanças que ainda faltam eimpedir qualquer retrocesso”, explica Antonio Carlos Spis, integrante da CMS.

A Assembleia Nacional da CMS vai aprovar e divulgar, ao final da atividade, um conjunto de propostas ereivindicações intitulado “Projeto Brasil”.
Lideranças de diversosmovimentos compõem a mesa coordenadora e falaram durante o ato. No início da tardeteve início o debate com os presentes.

Em todas as falas doperíodo da manhã, as lideranças citaram a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora- Assembleia que ocorre amanhã, dia 1º, no Estádio do Pacaembu, que terá apresença de mais de 30 mil militantes dos movimentos sindicais.

Artur Henrique, presidenteda CUT, lembrou que “a diversidade incrível representada por esta Assembleia daCMS, a luta das mulheres, dos negros, dos povos indígenas, dos sem-terra, dostrabalhadores do campo e da cidade, é essa diversidade que impediu o golpecontra o presidente Lula em 2005 e que vai garantir a manutenção do projetopopular para este país”, disse. “Ainda precisamos de mais mudanças, precisamosde uma, de uma mulher presidente da República”, conclamou.

Do Portal da CUT Nacional

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Centrais Sindicais criam o Fórum de Saúde do Trabalhador

Publicado por Administrador 19 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

As Centrais Sindicais decidiram criar o Fórum de Saúde do Trabalhador, que reunirá os representantes dos departamentos de saúde das entidades. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat) também farão parte do Fórum.

“Estavam acontecendo uma série de iniciativas, mas eram isoladas. O Fórum vai centralizar tudo em uma instância só com um conjunto de iniciativas, integrando as discussões sobre o Conselho Nacional de Saúde, comissões tripartite, Agência Nacional de Saúde Suplementar e Observatório de Saúde do Trabalhador. É mais um passo à frente no trabalho unitário”, afirmou o representante da CGTB, Jorge Venâncio.

Organização - O Fórum terá uma secretaria executiva para encaminhar as decisões, com rodízio entre a CGTB, CUT, Força Sindical, CTB, NSCT e UGT. A próxima reunião será no dia 4 de maio.

Da Ag. Sindical

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