Horas trabalhadas sobem em abril e massa salarial diminui
As horas trabalhadas na produção da indústria nacional aumentaram 1,5% entre março e abril, pelo critério dessazonalizado. Sem o ajuste sazonal, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) observou queda, de 2,7%. Em relação a abril de 2010, houve acréscimo de 0,7%. As horas trabalhadas são um indicativo da produção industrial.
Quanto à massa salarial real da indústria de transformação, foi registrada baixa de 3,5% na base mensal. No confronto anual, porém, o indicador apresentou avanço de 4,3%. De janeiro a abril de 2011, houve crescimento de 5,8%.
O nível de emprego industrial, por sua vez, encolheu 0,1% em abril, pelo critério dessazonalizado. Sem ajuste sazonal, foi verificado aumento, de 0,4%. Na comparação com abril de 2010, houve aumento de 2,8%; no ano; o indicador avançou 3,7%.
A CNI reclamou, em nota, que a alta de 1,5% nas horas trabalhadas não recupera a perda verificada en março, quando foi registrado recuo de 2,2% no indicador dessazonalizado.
Do Valor Online
China deve investir US$ 8 bilhões no Brasil este ano
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse hoje (16) que o país deve receber este ano cerca de US$ 8 bilhões em investimento chinês. Com o crescimento expressivo das trocas comerciais entre os dois países, Pimentel afirmou que Brasil e China vão criar um grupo técnico para intensificar os negócios.
“Vamos precisar de muita agilidade para tomar as decisões”, afirmou Pimentel que, hoje, teve alguns encontros com o ministro chinês do Comércio, Chen Deming, a quem se referiu como profundo conhecedor da economia brasileira e “disposto a resolver as questões”.
O ministro brasileiro disse que está satisfeito com o volume de exportações brasileiras para a China que, em 2010, ultrapassou os US$ 30 bilhões e deve, segundo ele, saltar para US$ 37 bilhões este ano. No entanto, explicitou sua preocupação no que se refere à concentração dos embarques. “Cerca de 80% do volume de exportações estão concentrados em apenas três produtos: minério de ferro, soja e petróleo”.
Chen Deming disse que “o Brasil tem muitos bons produtos, de boa qualidade, que o povo chinês não conhece”. Por isso, estimulou os empresários brasileiros, durante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), a trabalhar melhor a divulgação dos produtos nacionais.
O presidente do Conselho Temático de Integração Internacional da CNI, Paulo Tigre, que participou do encontro com empresários chineses, disse que o Brasil precisa resolver gargalos, fazer uma reforma tributária e aumentar investimentos. “Temos que fazer nossa lição de casa, com menos burocracia e uma base educacional melhor. Precisamos diminuir os nossos custos”.
Agência Brasil
Aumenta número de brasileiros que têm medo de perder emprego
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o número de brasileiros que têm medo de perder o emprego aumentou 3,1% em março deste ano ante o resultado de dezembro de 2010. Em comparação a março de 2010, o resultado é 0,3 ponto percentual mais baixo.
No mês passado, o Índice de Medo do Desemprego subiu para 81,7 pontos ante os 79,3 de dezembro, quando alcançou o menor nível da série história iniciada em 1996. O índice vai de zero a 100. Quanto maior o número, maior o medo das pessoas em perder o emprego.
A explicação da CNI é que com a queda na atividade industrial, registrada desde dezembro do ano passado, cresceu o receio em relação à estabilidade nos empregos. Mesmo assim, “o indicador mostra que as pessoas confiam na manutenção dos postos de trabalho”.
Para a CNI, mesmo com o aumento no medo do desemprego, o índice permanece baixo, pois 54% dos entrevistados disseram, entre as respostas consideradas válidas, não estar com medo do desemprego ante os 56,7% em dezembro de 2010.
O percentual de entrevistados que afirmou estar com muito medo do desemprego atingiu 15,7% em março, ante 13,6% na pesquisa anterior e a proporção de entrevistados que afirmou estar com pouco medo manteve-se praticamente estável, passando de 29,7% para 30,3%, informou a CNI.
A pesquisa trimestral que mede o Índice de Medo do Desemprego foi realizada entre os dias 20 e 23 de março, com 2.002 pessoas.
Agência Brasil
Dilma defende contratos e estabilidade macroeconômica
“Conseguimos nos últimos anos solidez macroeconômica, buscando controle de inflação com metas e uma política fiscal com acúmulo de reservas e câmbio flutuante, com importante meta de superávits primários e redução do endividamento”, discursou durante encontro dos presidenciáveis da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Dilma lembra que, em paralelo, o Brasil conseguiu fortalecer o mercado interno e fazer emergir uma nova classe média, graças a esforços para colocar investimentos públicos na ordem do dia, retomando a política industrial e habitacional, dando origem a novos segmentos, como a indústria naval.
Em resposta às demandas dos empresários, ela sublinhou que o governo do presidente Lula fez uma política pró-exportação. Além disso, lembrou que, apesar de ainda muito elevada, houve uma redução da taxa de juro.
“Em 2003, a taxa real de juros era de 15%, hoje de 6%. A taxa ainda é alta, mas com trajetória de queda, que garante sustentabilidade. Chegamos a acumular R$ 250 bilhões de reservas, o que levou a uma variação patrimonial positiva”, destacou.
A ex-ministra da Casa Civil afirmou que em seu governo vai voltar a elevar o percentual de meta de superávit primário e vai destinar mais recursos para o fundo soberano, que recebeu R$ 17 bilhões no ano passado, de sobra do orçamento.
Ela prometeu continuar com as reformas microeconômicas e a busca de mais desonerações tributárias, além de combater a miséria extrema.
“Levamos 25 milhões para as classes média. Chegamos a uma nova era de prosperidade, novo modelo de desenvolvimento e um novo horizonte de oportunidades para o Brasil. Temos um mercado interno robusto, baseado na mobilidade social, pela primeira vez em 20 anos. É possível erradicar a pobreza extrema”, disse.
Dilma concordou que a população economicamente superior a de dependentes, jovens e velhos, é um bônus demográfico. “Isso requer mais qualidade da educação. E isso começa com os professores”, disse.
Ela defende a universalização do ensino superior completo dos professores, dentro de uma política de educação continuada.
“Não admito professor de ensino básico sem ensino superior”, afirmou. Sobre a segurança jurídica, ela reiterou que “respeitamos todos os contratos, mesmo não concordando com eles”.
A pré-candidata voltou a propor a criação de um ministério do Empreendedorismo, defendeu a contratação de funcionários com perfil técnico pela máquina federal e a internalização de cadeias produtivas completas.
Reforma tributária
A pré-candidata se comprometeu a perseguir a questão da estabilidade macroeconômica e a redução da dívida pública, que permitirão a queda dos juros. E mais: “assumo o compromisso com a reforma tributária. A reforma das reformas, que leva à melhoria da competitividade e a um salto de crescimento mais sustentável”.
Nesse sentido, Dilma prometeu desoneração do emprego, das exportações, da energia, do trabalho, dos remédios e da telefonia.
Fonte: Brasil Econômico
Indicador de produção sobe em fevereiro, diz pesquisa da CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), que realizou pesquisa com 1.234 empresas entre 1º a 22 de março, informou nesta sexta-feira (26) que o indicador de produção passou de 49,2 pontos em janeiro para 50,8 pontos em fevereiro deste ano. Indicadores acima de 50 pontos revelam evolução positiva.
“Ainda que tenha superado a linha divisória de 50 pontos, o índice manteve-se muito próximo a ela, o que denota estabilidade da produção em relação ao mês anterior”, avaliou a entidade, por meio do documento “Sondagem Industrial”.
Segundo a CNI, a indústria continua operando abaixo do usual para o mês, uma vez que o índice de utilização da capacidade instalada (UCI) efetiva, em relação ao usual, permaneceu abaixo dos 50 pontos em fevereiro. Em fevereiro, somou 48,9 pontos, contra 48,3 pontos em janeiro.
“Na média da indústria, os estoques estão abaixo do planejado (índice abaixo dos 50 pontos)”, acrescentou a Confederação Nacional da Indústria. O indicador de estoques passou de 48,5 pontos em janeiro para 48,8 pontos em fevereiro, segundo a pesquisa.
As expectativas para os próximos seis meses, porém, seguem positivas. “O otimismo com relação à demanda e às compras de matérias-primas manteve-se praticamente inalterado. No tocante à quantidade exportada, o otimismo se tornou mais disseminado pela indústria: o índice passou de 53,5 para 54,6 pontos.”, informou.
De acordo com a CNI, destacam-se os setores de Bebidas e Material Eletrônico e de Comunicação, com UCI acima do usual para o mês e o elevado aumento no índice de expectativas com relação às exportações dos setores Bebidas e Madeira.
Da CNM/CUT
Confiança do empresariado é a maior desde janeiro de 2005
Os empresários industriais estão mais otimistas do que antes da crise econômica, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), que ficou em 58,2 pontos em julho, passou para 65,9 pontos em outubro. Esse patamar é considerado acima dos níveis pré-crise, segundo a confederação, e é o melhor resultado desde janeiro de 2005 (66,2 pontos).
A alta é de 7,7 pontos ante o dado anterior, de julho, e de 18,5 pontos em relação ao de janeiro deste ano, quando foi registrado o pior resultado desde o início da crise. De acordo com o documento divulgado hoje (26) pela CNI, “o resultado indica a consolidação do processo de crescimento e a possível retomada dos investimentos”.
O índice é elaborado pela CNI com o apoio das federações de indústrias de 22 estados e é apurado com base em pesquisa que avalia o posicionamento dos empresários e as expectativas para os próximos seis meses em relação à economia brasileira e à própria empresa.
A edição divulgada hoje, segundo a entidade, foi elaborada a partir de questionário respondido por 1.418 empresas, entre os dias 30 de setembro e 23 de outubro. Na nota sobre o resultado da pesquisa, o gerente executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca, considera que os resultados indicam que os empresários estão percebendo o fim da crise e apostam em uma recuperação sustentada no futuro.
De acordo com o documento, o Icei subiu principalmente devido ao componente que avalia as condições atuais da economia brasileira e da empresa em relação aos seis meses anteriores. O indicador passou de 47,2 pontos, em julho, para 60,5 pontos, em outubro, ultrapassando a barreira dos 50 pontos pela primeira vez no ano. Pelos critérios da CNI, valores abaixo de 50 indicam falta de confiança e, acima disso, otimismo.
O Icei mostra ainda que, para os próximos seis meses, a expectativa dos empresários também aumentou, passando de 63,6 pontos, em julho, para 68,7 pontos, em outubro.
Em comparação com os dados do mesmo período do ano passado, o índice teve crescimento maior entre as grandes empresas, uma alta de 8,7 pontos ante o resultado de julho, chegando a 68,1 pontos.
Entre as médias empresas, o indicador ficou em 65,9 pontos, 7,4 pontos a mais do que em julho. Entre as pequenas, o Icei foi de 63,1 pontos, 6,9 pontos acima do patamar de julho.
Fonte: Ag. Brasil
CNI: vendas reais da indústria crescem 3,2% em julho
As vendas reais da indústria de transformação cresceram 3,2% em julho, na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com ajuste sazonal, o faturamento real da indústria foi 0,4% maior na comparação de julho ante junho. Em relação a julho de 2008, as vendas tiveram queda de 9,2%. Os dados da CNI revelam ainda que no período de janeiro a julho deste ano, o faturamento teve queda de 8,2% ante igual período de 2008.
A utilização da capacidade instalada subiu em julho para 80,5%, de 79,7% em junho. Em julho de 2008, esse porcentual era de 83,8%. Pelo critério dessazonalizado, a utilização da capacidade instalada atingiu 79,9% em julho, ante 79,4% em junho e 83,2% em julho de 2008.
As horas trabalhadas na indústria subiram 2,8% em julho ante junho, de acordo com a CNI. Pelo critério dessazonalizado, as horas trabalhadas cresceram 0,1% na mesma base de comparação. Em relação a julho de 2008, as horas trabalhadas tiveram queda de 9,5% em julho deste ano. No acumulado de 2009 até julho, as horas trabalhadas recuaram 8,6% ante igual período do ano passado.
O emprego na indústria subiu 0,2% em julho ante junho, interrompendo oito meses seguidos de queda. Pelo critério dessazonalizado, o emprego na indústria ficou estável em julho ante mês anterior. Em relação a julho de 2008, o nível de emprego na indústria caiu 5% em julho de 2009. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, o emprego caiu 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
A massa salarial real subiu 3,7% em julho ante junho, mas caiu 1,3% na comparação com julho de 2008. De janeiro a julho de 2009, a massa salarial caiu 1,6% ante igual período de 2008.
Fonte: CNM/CUT