Inadimplência do consumidor tem a maior alta no semestre

Publicado por Administrador 11 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O consumidor teve mais dificuldades para honrar os pagamentos no primeiro semestre deste ano, segundo mostra o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, que subiu 22,3% entre janeiro e junho ante igual período do ano passado. Foi a maior alta desde 2002 com destaque para as dívidas contraídas com os bancos que aumentaram 8,1%.

Nas operações não bancárias, que incluem os cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água, a inadimplência aumentou 5,4%. O índice de cheques sem fundo aumentou 18,9%. Já os títulos protestados apresentaram um recuo de 11,7%, o que ajudou a segurar o índice médio de inadimplência.

Na comparação com maio, houve ligeira queda no indicador passando de 8,2% para 7,9%. Sobre junho do ano passado, a taxa avançou 29,8%, variação bem acima da medida entre maio deste ano e maio de 2010 (21,7%).

Os economistas da Serasa justificaram, por meio de nota, que o crescimento da inadimplência é consequência dos “efeitos da política monetária para controle da inflação, alta dos juros, IOF [Imposto sobre Operações Financeiras] e encarecimento do crédito”.

Para eles, deveria haver uma mudança no critério de avaliação de risco para a concessão de crédito, seguindo a tendência mundial com base no cadastro positivo em que a análise é mais abrangente.

Agência Brasil

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Consumidor que não recebeu faturas do cartão da loja deve ser indenizado

Publicado por Administrador 30 junho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A Ricardo Eletro e a Losango Promotora de Vendas Ltda. foram condenadas a indenizar em R$ 3 mil um consumidor que foi inscrito indevidamente nos cadastros de inadimplentes. O consumidor adquiriu um produto na loja pelo cartão da Losango e não recebeu as cobranças em casa. A decisão da juíza do 4º Juizado Especial Cível de Brasília foi confirmada pela 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais. Não cabe mais recurso ao Tribunal.

O autor alegou que comprou um produto no valor de R$ 329,04, ocasião em que contratou um cartão de crédito administrado pela Losango. Segundo o consumidor, as faturas nunca foram enviadas ao seu endereço, mesmo após várias tentativas junto às rés. O autor, que inclusive reclamou ao PROCON/DF, teve o nome incluído em cadastro de inadimplentes.

A Ricardo Eletro alegou que a responsabilidade pela emissão das faturas seria da Losango. A segunda ré, por sua vez, alegou que a responsabilidade pelo endereço é do titular do cartão, que teria informado o nome do condomínio e o CEP incorretos.

Na 1ª Instância, a juíza afirmou que o consumidor não iria até o PROCON nem entraria na Justiça se não tivesse tentado anteriormente obter suas faturas. “É ônus da administradora do cartão levar ao consumidor o boleto ou fatura para pagamento”, afirmou a magistrada. A juíza argumentou que a ré poderia ter entrado em contato com o consumidor ou mesmo ter procurado o número correto do CEP, com base no endereço indicado, até porque a mercadoria foi entregue na residência do consumidor.

A Losango entrou com recurso, alegando que o único responsável pelo não pagamento das faturas foi o consumidor. Mas o entendimento dos juízes da 3ª Turma Recursal foi diferente. Para o relator do processo, as provas revelam que houve falha na prestação do serviço, pois a recorrente deixou de enviar as faturas ao consumidor e ainda inscreveu o nome dele nos órgãos de proteção ao crédito. Os juízes da 3ª Turma Recursal decidiram, por unanimidade, manter a sentença da 1ª Instância, que condenou a Ricardo Eletro e a Losango a pagarem R$ 3 mil ao autor por danos morais e enviar a ele as faturas para o pagamento.

Correio Forense

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Oferta de crédito ao consumidor deve desacelerar no 2º semestre

Publicado por Administrador 8 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O consumidor brasileiro deve tomar crédito no segundo semestre num ritmo menor que o verificado no primeiro, segundo pesquisa da empresa de análise de crédito Serasa Experian, divulgado nesta quarta-feira (1º). O indicador de perspectiva de crédito ao consumidor caiu 1,7% em julho, marcando o sexto mês consecutivo de redução, chegando a 102,1 pontos.

Segundo a Serasa, isso sinaliza que as concessões de crédito para pessoas físicas “deverão evoluir mais lentamente no segundo semestre de 2010″, na comparação com o primeiro.

- A retirada dos estímulos fiscais às aquisições de bens duráveis e a elevação do comprometimento de renda do consumidor, tendo em vista a forte expansão do crédito registrada ao longo dos últimos 12 meses, dificultando, portanto, a capacidade de absorção adicional de novos créditos (…), deverão ocasionar o crescimento mais moderado do crédito aos consumidores durante o segundo semestre.

Dados da própria Serasa divulgados no último dia 12 mostraram que o consumidor brasileiro terminou o primeiro semestre com mais dívidas e isso faz com que a segunda metade do ano comece com aumento nos níveis de inadimplência: o calote ficou 3,9% maior em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado – terceiro aumento seguido. “O consumidor tem enfrentado dificuldades na hora de honrar seus compromissos. Além das compras feitas nas datas comemorativas em maio e junho e das constantes promoções do varejo, com prazos mais alongados para diluir a elevação da taxa de juros, o consumidor também carrega dívidas desde março, quando aproveitou a redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] para comprar veículos e eletrodomésticos da linha branca”. 

 
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Condenações da Toyota poderão ultrapassar US$ 10 bilhões

Publicado por Administrador 31 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Um juiz federal dos Estados Unidos, James Selna, concedeu à Toyota trinta dias para que Toyota entregue a maior parte dos documentos solicitados pelos advogados do processo conjunto sobre as primeiras reclamações de aceleração involuntária, informou na sexta-feira, 28, a agência Automotive News. A decisão representa derrota para a empresa ante as dezenas de ações apresentadas por consumidores e consolidadas no ultimo mês.

A Toyota enfrenta uma potencial condenação por responsabilidade civil, estimada em mais de US$ 10 bilhões, para recuperar a crise de segurança que obrigou a empresa a chamar recall de mais de 8 milhões de veículos.

Muitas das ações judiciais alegam que ao menos parte das ocorrências de aceleração está relacionada a uma indefinida falha de eletrônica, que é negada pela Toyota.

Dois importantes legisladores estadunidenses disseram que suas análises preliminares dos documentos entregues ao Congresso sugerem que a Toyota “consistentemente descartou a possibilidade” de falhas eletrônicas por anos sem uma análise aprofundada da questão.

Da CNM/CUT

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Dados do consumidor só podem ser repassados com autorização

Publicado por Administrador 18 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir
O consumidor tem direito a manter seus dados em sigilo, sem ter que consentir expressamente com a vedação de sua divulgação. Com base nesse princípio, amparado em normativas, a Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor deverá alterar sua ficha de associação (enviada pelo Correio e disponibilizada no seu site) e incluir opção para que o consumidor possa se manifestar expressamente somente caso deseje a disponibilidade de seus dados pessoais a terceiros.
 
A determinação está em sentença proferida em ação civil pública ajuizada pela 29ª Promotoria de Justiça da Capital. A sentença confirmou medida liminar concedida em julho de 2009, na mesma ação.
 
Na ficha anteriormente disponibilizada aos interessados em associar-se à entidade constava em letras reduzidas, como nota de rodapé, a informação de que o consumidor deveria assinalar uma alternativa caso não desejasse que seus dados fossem disponibilizados a terceiros.
 
Na ação, o Promotor de Justiça Fábio de Souza Trajano argumentou que Portaria da Secretaria de Direito Econômico (Portaria n° 05, de 27 de agosto de 2002) considera abusiva cláusula que imponha ao consumidor, nos contratos de adesão, a obrigação de manifestar-se contra a transferência, onerosa ou não, para terceiros, dos dados cadastrais confiados ao fornecedor.
 
A sentença proferida pelo Juiz de Direito Luiz Antonio Fornerolli determina que a Pro Teste altere em sua ficha a opção: “Nosso banco de dados pode ser fornecido a instituições qualificadas. Caso não queira receber informações dessas instituições, assinale aqui ( )”. Caso a entidade não cumpra a liminar, poderá receber multa diária de R$ 2 mil.

Do Ministério Público de SC

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Inflação semanal desacelera e fecha abril em 0,47%

Publicado por Administrador 4 maio, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve alta de 0,47% no fechamento de abril, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). A pesquisa aponta que houve redução no ritmo de aumento, uma vez que o IPC-S ficou abaixo das taxas da terceira prévia de abril (0,58%) e do encerramento de março (0,61%).

A desaceleração do grupo alimentação, de 1,12% para 0,64%, foi o fator que mais ajudou a conter a elevação do IPC-S, com destaque para as frutas que passaram de uma alta de 4,36% para 1,03%. As hortaliças e legumes avançaram 4,47%, índice menor do que o apurado na pesquisa anterior (5,12%). Dos sete grupos pesquisados, dois desaceleraram, um se manteve estável, um apresentou queda e três tiveram avanços.

Em transportes, a variação foi mantida deflação de 0,14%, porém, em processo de recuperação de preços, porque na pesquisa passada a queda havia sido mais intensa (-0,17%). O grupo educação, leitura e recreação, apresentou o mesmo recuo da terceira prévia de abril (-0,19%). Habitação atingiu alta de 0,28%, ante 0,33%, resultado que reflete a oferta no mercado de produtos eletrodomésticos com preços em queda mais acentuada (de -0,11% para -0,87%), além da desaceleração do custo para se manter empregados domésticos (de 1,41% para 0,86%).

Em movimento contrário, o grupo despesas pessoais indicou o maior avanço do período, passando de 1,81% para 2,43%, pressionado pelos preços dos cigarros, que aumentaram, em média, 7,48%, ante 5,24%. Em saúde e cuidados pessoais, o IPC-S acelerou de 0,85% para 0,99%, puxado pela taxa dos medicamentos (de 1,65% para 2,71%), e em vestuário, alcançou 0,49%, ante 0,44%.

Fonte: Ag. Brasil

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Portabilidade de planos de saúde começa nesta quarta (15/4)

Publicado por Administrador 13 abril, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Quem não estiver satisfeito com o plano de saúde terá, a partir desta quarta-feira (15), uma facilidade a mais para pedir a transferência para outra operadora. É quando começa a valer a portabilidade dos planos de saúde, que vai permitir ao consumidor mudar de empresa sem ter que cumprir novamente todo o período de carência. A medida vale para os contratos fechados após janeiro de 1999.

Para pedir a transferência para um novo plano é preciso fazer parte do antigo há pelo menos dois anos. Também tem que estar em dia com a mensalidade. O período para fazer a mudança é restrito: ela só pode acontecer entre o mês de aniversário do contrato e o seguinte. Ou seja, apenas dois meses a cada ano. É preciso que o plano escolhido tenha as mesmas características do antigo. 

Para ajudar o consumidor nessa escolha será publicado nesta terça-feira (14) na página da ANS na internet um guia, que trará os planos considerados similares. Se o consumidor atender aos requisitos, a operadora não poderá recusar o novo cliente.

Para o diretor do Procon, Paulo Goes, a portabilidade é um avanço e deverá estimular a concorrência entre os planos de saúde. Mas ele diz que é preciso ampliar o número de beneficiados pela medida. “Entendemos que esses critérios devem ser ampliados para que o maior número possível de consumidores possa se beneficiar desse instituto da portabilidade e para que haja uma concorrência maior no mercado”, diz Goes.

A operadora de saúde é obrigada a aceitar o cliente que cumprir todos os requisitos no prazo de até 20 dias. Se a empresa não der uma resposta para o consumidor neste período, ele será considerado aceito automaticamente. Mas, é importante ressaltar que a portabilidade vale apenas para os consumidores que têm planos de saúde individuais e familiares. Hoje, a maioria dos planos é coletiva.

Fonte: G1

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Juros ao consumidor tem a taxa mais alta desde junho de 2006

Publicado por Administrador 25 novembro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

As compras financiadas de final de ano vão sair mais caras para o consumidor. A avaliação é do chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, que recomendou compras à vista.

“Aqueles que ainda não fizeram [as compras] provavelmente vão comprar à vista e, se não, vão comprar financiado a taxas mais elevadas”, disse Lopes.

Em outubro, a taxa geral anual de juros (42,9%) foi a mais elevada desde junho de 2006 (43,2%). Para as pessoas físicas (famílias), a taxa de 54,8%, a maior desde junho de 2006 – 55,8%. No caso das empresas, os juros anuais de 31,6% são os mais altos desde dezembro 2005 (31,7%).

Neste mês, as taxas não caíram em relação a outubro. Até o dia 12 de novembro, com oito dias úteis, na comparação com o mesmo período de outubro, a taxa geral de juros chegou a 45%, uma alta de 2,1%. Para as famílias, a taxa subiu cinco pontos percentuais e ficou em 59,8%. No caso das empresas, a alta foi menor – 0,2 ponto percentual – e chegou a 31,9%.

No caso do cheque especial – uma das modadlidade mais caras – a taxa chegou a 170,8%, a mais elevada desde julho de 2003 (173,9%).

O motivo para a elevação, segundo Lopes, é o conservadorismo dos bancos diante da crise financeira internacional. “As taxas têm crescido fundamentalmente por ação do sistema financeiro. Em momentos como esse, de fato [o sistema] se coloca de forma mais conservadora, exige mais garantias e há elevação de spread aquela parcela vinculada a risco. O que se espera é que, passado esse estresse, essas taxas se acomodem”.

O spread, a diferença entre os juros que a instituições para aos investidores e os que cobra dos tomadores de empréstimos, é responsável por boa parte do lucro dos bancos. Na comparação dos oito primeios dias úteis de outubro com os de novembro, o spread geral subiu 2,2 pontos percentuais (30,5 pp). Para as famílias, a alta foi de 4,8 pontos percentuais (44,5 pp) e para as empresas, 0,5 ponto percentual (18%).

No mês de outubro, o spread bateu recorde. Para as famílias, a taxa de 39,7 pontos percentuais é a mais elevada desde janeiro de 2007 (39,9 p.p). No caso das empresas, a taxa de 17,5 pp é a mais elevada desde outubro de 2002 (17,7 pp).

Mesmo com os juros mais altos, Lopes avalia que não há alteração significativa na inadimplência, uma vez que é verificado aumento de renda da população. A taxa geral de inadimplência de setembro para outubro passou de 4% para 4,1%. Para as famílias, de 7,3% e para 7,4% e para as empresas de 1,6% para 1,7%.

Fonte: Ag. Brasil

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Empresa abastecerá entidades por conta de danos ao consumidor

Publicado por Administrador 11 novembro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir
Quatro entidades filantrópicas da Comarca de Porto União receberão doação mensal de papel higiênico e guardanapos. Os produtos serão entregues durante dois anos pela empresa Abbaspel Indústria e Comércio de Papéis Ltda, conforme termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado perante o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
 
Segundo o Promotor de Justiça Rodrigo Kurth Quadro, da Promotoria de Justiça com atuação na Defesa do Consumidor da Comarca de Porto União, o TAC foi proposto à empresa como maneira de compensar os danos causados aos consumidores ao produzir papéis higiênicos e guardanapos fora das normas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
 
Além de doar os produtos às entidades, a empresa se comprometeu à adequar a produção às normas técnicas, em especial respeitar o tamanho mínimo de largura e comprimento. Caso não cumpra o estabelecido no TAC, a empresa fica sujeita a multa de R$ 2 mil por infração cometida, que será revertida ao Fundo para o Fundo para a Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), além de ficar sujeita a ações judiciais cabíveis.
 
Entidades beneficiadas:
  • Abrigo de Menores de Porto União
  • Lar de Idosos de Irineópolis
  • Projeto Crer no Ser
  • Fundação Hermon

Fonte: MP/SC

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