Ford Brasil exporta tecnologia flex

Publicado por Administrador 6 dezembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A Ford do Brasil está colaborando na adoção da tecnologia dos motores flex-fuel (álcool e gasolina) para unidades da companhia em outras partes do mundo, entre as quais a Tailândia, que está estruturando processo de produção para ter carros com essa motorização.
Segundo o diretor de assuntos governamentais e corporativos da Ford América do Sul, Rogelio Golfarb, em termos financeiros, ainda não é possível precisar quanto isso deve gerar de resultados para a subsidiária, mas as perspectivas são positivas.
Embora a principal aposta da montadora no mundo para os próximos dez anos sejam os carros elétricos, no curto prazo, a empresa tem procurado melhorar a eficiência dos motores a combustão e investido também em difundir a tecnologia do etanol, apontou o diretor global de sustentabilidade, meio ambiente e segurança da companhia, John Viera, que participou na segunda, 5, do 1ª Seminário Ford de Sustentabilidade, em São Paulo.

Elétricos
Viera projetou que, em 2020, até 25% dos carros produzidos no mundo já terão alguma tecnologia de motor elétrico. E a montadora, que foi a primeira a trazer para o Brasil um carro 100% híbrido (que combina motor a combustão com outro a bateria) – o Fusion Hybrid, que desembarcou em 2010 – está reforçando seu portfólio nessa área. No ano que vem, introduz nos Estados Unidos outro modelo, o C-Max Plug-in, que tem 100 quilômetros de autonomia sem a necessidade de recarga da bateria. A empresa vê essa opção como tendência, que deve reduzir, na frota mundial, em 30% a emissão de CO2 entre 2006 e 2020.
Ter carros menos poluentes faz parte da estratégia da companhia para aliar a preocupação com questões socioambientais com o retorno financeiro. Utilizar material com maior conteúdo reciclável é outra preocupação da empresa. Atualmente 100% dos automóveis produzidos localmente utilizam PET reciclado no carpete do assoalho, forração dos tetos, caixas de rodas e mantas de proteção acústica. Em média, cada veículo utiliza 5 kg a 7 kg desse material.

Nas fábricas
Viera destaca que, além dos produtos, outro pilar em termos de sustentabilidade é a melhoria de indicadores ambientais nas fábricas. No Brasil, a companhia já conquistou nos últimos quatro anos reduções no consumo de energia (10%) e de água (22,5%) e de geração de resíduos (34%). Um exemplo de melhoria dos processos se deu na área de pintura da fábrica de São Bernardo, onde foi instalado equipamento (o regenerador de gases de pintura), que elimina em até 99% as partículas em suspensão geradas no processo de secagem, liberando na atmosfera somente vapor de água e menos de 1% de CO2.

Investimentos
A direção da Ford anunciou, em novembro, um investimento de R$ 500 milhões na fábrica de motores e transmissões de Taubaté, que deve gerar pelo menos 500 novas vagas. Segundo a empresa, com a expansão, a capacidade de produção de motores Sigma, que equipa alguns modelos de plataforma global da montadora norte-americana, será elevada a 500 mil por ano e a de transmissões a 520 mil.
Para o presidente da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP), Valmir Marques (Biro Biro), o investimento já anunciado pela Ford reforça que a montadora está confiante no Brasil e na economia brasileira. “Esses investimentos acarretarão em mais postos de trabalho para os metalúrgicos e também alavancarão a economia local”, concluiu.
As novas contratações devem acontecer em duas etapas.  O primeiro ciclo será entre dezembro deste ano e março do ano que vem, com a abertura de cerca de 400 postos de trabalho na unidade. Mais 100 vagas serão abertas no segundo semestre do próximo ano. Atualmente, a Ford emprega cerca de 1.700 trabalhadores na planta de Taubaté.

FEM/CUT

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Governo anuncia medidas para incentivar consumo

Publicado por Administrador 2 dezembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O consumidor deve pechinchar e exigir das lojas um desconto maior do que a redução de impostos estabelecida pelo governo. A sugestão é do ministro da Fazenda, Guido Mantega (foto), que nesta quinta-feira (01/12) anunciou uma série de medidas para estimular o consumo e manter a atividade aquecida dentro da estratégias do governo de manter a produção da economia brasileira e os empregos, em cenário de crise econômica externa.

“Espero que chegue ao consumidor não só o que foi reduzido de impostos, mas que as lojas façam promoções vendendo além disso. O consumidor deve pechinchar e discutir com o varejista, dizendo: o governo está reduzindo 10 pontos percentuais no imposto da geladeira, eu quero mais do que isso. E com um financiamento mais barato”, disse Mantega.

Um dos decretos publicados em edição extraordinária do Diário Oficial da União reduz o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado no crédito para pessoa física. A taxa anual do IOF cai de 3% para 2,5%.

Houve também redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de eletrodomésticos da chamada linha branca. O IPI do fogão caiu de 4% para 0%. A geladeira terá o imposto reduzido de 15% para 5% e a máquina de lavar, de 20% para 10%. No caso de máquinas de lavar semiautomáticas (tanquinhos), a redução será de 10% para zero. As medidas também valem para os estoques nas lojas. Essa desoneração vale para os produtos com índice de eficiência energética Classe A e terá vigência até 31 de março de 2012.

Por meio de uma medida provisória, o governo reduziu de 9,25% para zero as alíquotas de PIS/Cofins sobre massas até o dia 30 de junho de 2012 e prorrogou até 31 janeiro de 2012 a desoneração desses tributos sobre trigo, farinha de trigo e pão comum.

Essa medida provisória também estabelece a elevação, de R$ 75 mil para R$ 85 mil, do valor do imóvel para classificação como popular, no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida. Também foi reduzida a alíquota do Regime Especial de Tributação (RET) da Construção Civil aplicável às incorporadoras imobiliárias com projetos no programa habitacional, de 6% para 1%. As empresas pagam o RET sobre o faturamento como um tributo único que substitui o PIS, a Cofins, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Também foi reduzido, de 10% para 5%, o IPI sobre esponja de lã de aço e de 15% para zero o tributo sobre papel sintético (papel de plástico), destinado à impressão de livros e periódicos, com o objetivo de alinhar as alíquotas àquelas incidentes sobre produtos similares.

No Diário Oficial, está ainda decreto que reduz a alíquota do IOF de 2% para zero sobre os investimentos externos em ações – tanto oferta primária (IPO) quanto no mercado secundário –, venture capital (capital de risco) e cancelamento de recibos de ações de empresas brasileiras negociadas no exterior. Para o Ministério da Fazenda, a medida incentiva a entrada de capital estrangeiro com perfil de investimento de longo prazo.

Também foi reduzida, de 6% para zero, a alíquota do IOF cobrada sobre aplicações de estrangeiros em títulos privados (debêntures) de longo prazo com duração acima de quatro anos.

O terceiro decreto regulamenta o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), que prevê a devolução de impostos no montante equivalente a até 3% das receitas de empresas exportadoras de bens industrializados.

O Reintegra é uma das medidas do Plano Brasil Maior, lançado em agosto. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, serão beneficiados pelo regime 8.630 códigos tarifários que responderam, em 2010, por mais de US$ 80 bilhões em exportações. Como regra, poderão ser beneficiados os produtos cujos custos dos insumos importados não forem superiores a 40% do preço de exportação. No entanto, para bens considerados de alta tecnologia (produtos farmacêuticos, materiais elétricos, aeronaves e outros), esse limite foi elevado a 65%, porque são setores com necessidade maior de importação de componentes para a garantia da competitividade.

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Brasil enfrentará crise com consumo e produção, diz Dilma

Publicado por Administrador 13 setembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a crise econômica internacional não deve “atemorizar” o Brasil, e que o país enfrentará as turbulências mantendo o consumo e a produção.

“Nós sabemos que a melhor forma de resistir à crise no Brasil é… continuar consumindo, produzindo, investindo em infraestrutura, plantando e colhendo, e assegurando às nossas indústrias o seu componente nacional”, disse Dilma durante evento em Araçatuba (SP).

A presidente foi ao interior paulista participar do lançamento da pedra fundamental do Estaleiro Rio Tietê, cujas primeiras embarcações devem ser entregues em 2012.

Ela assinou ainda protocolo de intenções para investimentos em obras na hidrovia Tietê-Paraná, que conecta os cinco maiores Estados produtores de grãos do país –Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. O aporte federal chega a 900 milhões de reais.

Os investimentos são parte do objetivo de “reconstruir a matriz de transporte no país”, segundo Dilma, e facilitar e baratear o escoamento da produção.

“Nós também estamos dando um passo para tornar o nosso país mais forte para enfrentar a crise internacional”, disse a presidente.

“Enquanto eles (países europeus) discutem como é que fica a crise da dívida dos seus bancos, nós estamos aqui gastando o nosso dinheiro em parcerias público-privadas, em parcerias entre o governo federal e o governo estadual para criar desenvolvimento, emprego e renda para o nosso país”.

Dilma também elogiou a relação com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), numa “parceria” de “princípio republicano”.

Ainda nesta tarde, Dilma assina, ao lado de Alckmin, termo que autoriza o início da construção do trecho norte do Rodoanel, em investimento de 6,11 bilhões de reais –1,75 bilhão de reais em recursos federais.

Exame.com

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Mercado de trabalho favorece intenção de consumo das famílias

Publicado por Administrador 22 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Em agosto, a intenção de consumo das famílias brasileiras apresentou alta de 2,5% em relação ao mês de julho, e de 1,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. É o que revela a pesquisa nacional de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com a Divisão Econômica da entidade, as condições favoráveis do mercado de trabalho mais uma vez contribuíram significativamente para a elevação do índice. No entanto, mesmo com a alta, os resultados dos componentes diretamente ligados ao consumo ainda indicam uma expansão mais moderada dos gastos das famílias brasileiras em relação ao ano passado. Neste cenário de desaceleração do consumo, a previsão da Divisão Econômica da CNC é de que o volume de vendas do varejo encerre 2011 com crescimento em torno de 6,0%.

Monitor

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Prévia da inflação oficial diminui para 0,23% em junho

Publicado por Administrador 21 junho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, diminuiu para 0,23% em junho. A taxa representa menos da metade do índice registrado em maio (0,70%). Com esse resultado, a inflação acumulada no segundo trimestre de 2011 ficou em 1,71%, acima da taxa de 1,30%, registrada no mesmo período de 2010. No acumulado do ano, a inflação registra alta de 4,10%, também superior aos 3,35% do primeiro semestre do ano passado.

Os dados divulgados hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os reajustes nas tarifas dos ônibus urbanos (1,30%) e das tarifas aéreas (12,8%) foram os principais impactos do mês. Ainda assim, o grupo transportes foi o que mais contribuiu para a forte desaceleração do IPCA-15.  Segundo o IBGE, esse comportamento é explicado pela gasolina, que ficou 3,43% mais barata, seguida pelo etanol, que passou a custar 16,53% menos em junho. Juntos, os preços dos combustíveis tiveram queda de 4,56% e um impacto de -0,23 ponto percentual no IPCA-15 do mês.

Os alimentos também colaboraram para a desaceleração do resultado, ao passarem de 0,54% em maio para 0,11% em junho. Entre os produtos que ficaram mais baratos estão o arroz (-2,02%), as frutas (-4,08%), os peixes (-5,14%) e a batata-inglesa (-13,03%).

Entre os produtos não alimentícios, a variação passou de 0,75% em maio para 0,27% em junho. Os destaques foram os itens cujos preços são controlados ou monitorados, como energia elétrica (de 1,14% para 0,46%), taxa de água e esgoto (de 1,64% para 1,16%), os remédios (de 2,77% em maio para 0,53% em junho) e os salários dos empregados domésticos (de 1,14% para 0,33%).

O grupo que apresentou o resultado mais alto foi vestuário (de 1,30% em maio para 1,28% em junho), com destaque para as roupas infantis (de 1,59% para 1,84%).

Para o cálculo do IPCA-15 de junho, os preços foram coletados entre os dias 14 de maio e 13 de junho e comparados aos preços vigentes de 13 de abril a 13 de maio. O indicador leva em conta os gastos das famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e residentes nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

Da Ag. Brasil

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Importados absorvem dois terços do aumento do consumo

Publicado por Administrador 10 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A produção industrial brasileira e as vendas no varejo seguiram a tendência de alta no primeiro trimestre deste ano, mas um levantamento da Fiesp revela que o consumidor está gastando mais na compra de importados.

A indústria nacional aproveitou apenas um terço, ou 35,9%, do crescimento de 4% do consumo aparente, sobre o primeiro trimestre de 2010, enquanto os produtos estrangeiros captaram 64,1% do mercado interno.

Os dados são dos Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que foram divulgados nesta segunda-feira (9/5). O CEI é calculado trimestralmente pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade.

“Vemos um mercado interno robusto, mas não é a produção brasileira que está se beneficiando disso”, avaliou Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Derex. “Para reverter esse quadro precisamos de medidas macroeconômicas, como uma política industrial competitiva, e estímulos à reação dos empresários”, observou.

Coeficientes
O coeficiente de exportação da indústria, que representa o volume total exportado sobre a produção, subiu 0,4 ponto percentual (de 17,1% para 17,5%) nos três primeiros meses do ano sobre o mesmo período de 2010, o que mantém o índice bem abaixo do patamar histórico para os primeiros trimestres — em torno de 21% em 2007. “O aumento ainda é tímido, com um viés anti-exportador”, concluiu Giannetti.

Já no coeficiente de importação da indústria, o avanço de 1,7 ponto percentual nesse mesmo período (de 19,9% para 21,6%) contribuiu para sustentar o índice em nível acima da média histórica, que gira em torno de 18%.

Segundo Giannetti, a progressão acelerada desse coeficiente nos últimos dois anos caracteriza um processo de desindustrialização no Brasil.

“A desindustrialização ocorre quando há substituição da produção interna pela importada, e isso tem acontecido no Brasil de forma mais acelerada que em outros países”, avaliou. “A perda de competitividade da indústria é sistêmica, porque nesse processo o empresário deixa de investir e pode ficar defasado lá na frente. É preciso romper a inércia”, frisou.

Pela primeira vez, o levantamento fez um recorte para a indústria de transformação, que exclui a extrativa, e o cenário para o setor é mais modesto ainda em exportação.

O coeficiente do volume exportado sobre o produzido obteve o segundo pior resultado da série (14,7%), considerando os primeiros trimestres. Houve alta de 0,7 ponto percentual em relação ao acumulado de janeiro a março de 2010, mas o índice ficou 1,2 ponto percentual abaixo do registrado no último trimestre do ano passado.

Já a taxa de importados sobre o consumo aparente é semelhante à da indústria geral (20,4%).

Se comparada ao movimento da exportação, subiu mais em relação ao primeiro trimestre de 2010 (1,8 ponto percentual) e caiu menos sobre os últimos três meses do ano passado (0,8 ponto percentual).

Setores
Em exportação, 16 dos 33 setores analisados pela pesquisa estão retomando o patamar pré-crise. Os principais são ferro-gusa e ferroligas (51,5%), máquinas para agricultura (33,3%) e siderurgia (20,5%).

Já segmentos como o de aeronaves (32,8%), calçados (18,8%) e produtos de madeira (22,2%) ainda não retomaram o ritmo anterior à crise financeira de 2008.

A maioria dos setores, ou 26 deles, continua apresentando alta no coeficiente de importação. Os principais são máquinas, aparelhos e materiais elétricos (33,5%), produtos de couro (30,7%) e máquinas industriais 49,2%.

A metalurgia de metais não-ferrosos (31,8%), a fabricação de aeronaves (38,2%) e de equipamentos médico-hospitalares (60,8%) são três dos seis setores que estabilizaram ou diminuíram o coeficiente de importação.

Do Brasil Econômico

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Consumo de energia cresce 7,8% no Brasil em 2010

Publicado por Administrador 25 janeiro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O consumo de energia no Brasil cresceu 7,8% em 2010, na comparação com o ano anterior, e atingiu 419.016 gigawatts-hora (GWh). O avanço foi puxado pela recuperação da indústria, que um ano depois dos efeitos da crise internacional viu o consumo de energia subir 10,6% em relação a 2009, atingindo 183.743 GWh e contribuindo com 4,5 pontos percentuais para a alta geral de 7,8%.

“Esse resultado [do consumo industrial] supera os valores de consumo do ano 2008, antes da crise financeira internacional”, diz a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada hoje pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

As demais classes de consumo, apesar do crescimento expressivo, tiveram altas mais modestas. Os clientes residenciais consumiram 6,3% a mais de energia que em 2009, mantendo o mesmo patamar de avanço e registrando 107.160 GWh, enquanto o comércio subiu 5,9%, para 69.086 GWh. A rubrica outros clientes teve alta de 4,5% no consumo em 2010, para 59.027 GWh.

Entre as indústrias, o maior crescimento do consumo de energia ficou no Sudeste, com elevação de 13,1%, depois de um tombo de 9,6% em 2009.

“Com forte presença de indústrias dos ramos extrativo-mineral e metalúrgico, em grande parte voltadas para exportação e, portanto, muito afetadas pela crise, Espírito Santo e Minas Gerais apresentaram crescimentos altos, de 32,6% e 18,2% respectivamente”, diz a EPE.

A segunda maior expansão do consumo da indústria ficou com o Sul, com 9,7%, seguido pelo Nordeste, com 7%; pelo Norte, com 5,7%; e pelo Centro-Oeste, com 3%.

Em termos gerais, o Nordeste registrou o maior aumento no consumo de energia em 2010, de 8,8% de alta frente a 2009, com 70.993 GWh. A seguir vieram o Sudeste, com 8,4% de crescimento e 225.108 GWh; o Norte, com 7,6% e 25.914 GWh; o Sul, com 6,1% e 70.803 GWh; e o Centro-Oeste, com 5,2% e 26.199 GWh.

Em dezembro de 2010, o consumo de energia no país subiu 4,9% frente a dezembro do ano anterior, com 36.187 GWh. Mais uma vez o avanço foi puxado pela indústria, que viu o consumo avançar 6,3% frente a dezembro de 2009, para 15.524 GWh. A seguir, vieram as residências, com alta de 4,6% e consumo de 9.288 GWh; outros clientes, com 3,5% e 5.098 GWh; e o comércio, com 3% e 6.276 GWh.

Valor Online

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Inflação: estimativa para esse ano sobe pela quinta vez

Publicado por Administrador 22 fevereiro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) elevaram pela quinta semana seguida a projeção para a inflação oficial. Segundo o boletim Focus, divulgado hoje (22), a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) agora é de 4,86%, contra 4,80% previstos na pesquisa anterior. Há quatro semanas, a expectativa era de 4,60%.

A estimativa dos analistas para o IPCA está acima do centro da meta de inflação para este ano, de 4,5%. A meta tem margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e para isso usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic.

Quando considera que a trajetória da inflação é de alta e a economia está aquecida, o BC aumenta os juros básicos. É isso o que os analistas esperam para a Selic neste ano. A expectativa é de que os juros cheguem a 11,25% no fim de 2010, a mesma da semana anterior. Atualmente a Selic está em 8,75% ao ano.

Para 2011, a projeção para a Selic caiu de 11,25% para 11% ao ano. No próximo ano, os analistas espera que o IPCA fique no centro da meta de 4,5%.

O boletim Focus também traz as projeções para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que deve ficar, neste ano, em 5,58%, contra 5,51% previstos anteriormente. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 5,26% para 5,30%. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, foi alterada de 5,28% para 5,26%. Para 2011, a estimativa para todos os índices – IGP-DI, IGP-M e IPC-Fipe – permanece em 4,5%.

A estimativa para os preços administrados passou de 3,55% para 3,60%, em 2010, e permaneceu em  4,50%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

Fonte: Ag. Brasil

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Pobres já gastam 5% a mais que ricos no Brasil

Publicado por Administrador 9 novembro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste. Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com uma cesta de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza. Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B (R$ 8,4 bilhões) que vivem no Sudeste do País no mesmo período com esses itens, revela estudo exclusivo da LatinPanel, maior empresa de pesquisa domiciliar da América Latina.

Em igual período do ano passado, a situação era exatamente inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste. “Houve uma reversão”, afirma Christine Pereira, diretora da empresa e responsável pela pesquisa.

Ela atribui a mudança a fatores conjunturais. Inflação em baixa, que dá mais poder de compra ao consumidor, ganhos de renda dos trabalhadores que recebem salário mínimo e o fato de a crise não ter afetado as camadas de menor renda explicam, segundo Christine, o avanço do consumo dos bens não duráveis pelos mais pobres. Os dados da pesquisa foram obtidos a partir de visitas semanais a 8,2 mil domicílios para auditar o consumo de 65 categorias de produtos.

Embora em maior número, as famílias das classes D e E do Norte e do Nordeste têm renda agregada bem menor que a das famílias das classes A e B do Sudeste. No Norte e no Nordeste, há 6,9 milhões de lares que recebem até quatro salários mínimos (R$ 1.860) por mês, o que corresponde a 40% do total de famílias das classes D e E do País. Já as classes A e B somam 4,9 milhões de domicílios no Sudeste ou 45% dos lares desse estrato social do Brasil. Essas famílias têm renda mensal superior a dez salários mínimos (R$ 4.650).

Para o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, boa parte do avanço do consumo dos mais pobres se deve ao aumento real do salário mínimo de 5,7% concedido neste ano. “O salário mínimo pesa muito nas regiões Norte e Nordeste”, diz.

Nas contas dele, a massa real de renda dos ocupados, pensionistas da Previdência e também beneficiários do Bolsa Família cresceu 7,7% no Norte e Nordeste no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2008. O acréscimo é mais que o dobro do registrado para essa população que vive no Sudeste do País, que foi de 3,1% nas mesmas bases de comparação.

Além disso, Borges ressalta que a inflação dos mais pobres, que ganham até cinco salários mínimos (R$ 2.325), medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), perdeu fôlego este ano. Após fechar 2008 com alta de 6,5%, a maior taxa desde 2003, o INPC deve encerrar 2009 com aumento de 4,5%, prevê.

Fonte: O Estado S.Paulo

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CUT comenta o resultado do PIB brasileiro

Publicado por Administrador 14 setembro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O avanço de 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre, divulgado nesta sexta-feira (11), demonstra mais uma vez a importância da presença decisiva do Estado para impedir uma possível recessão. Diante deste registro positivo, a Central Única dos Trabalhadores reafirma que a retomada do crescimento deve de fato se dar com a intervenção do Estado.

Este comportamento na economia tem como um dos principais fatores o crescimento da produção industrial, estimulada a partir de medidas adotadas pelo Estado, como ação dos bancos públicos, que tiveram papel decisivo na oferta de crédito, ao contrário dos bancos privados que reduziram os investimentos.

São medidas importantes para garantir a continuidade da produção e a manutenção dos empregos. A CUT reitera que financiamentos feitos a partir dos bancos públicos, em especial pelo BNDES, devem ser acompanhados de contrapartidas sociais no sentido de garantir e ampliar emprego e renda. A CUT está atenta para que o Estado exija o cumprimento dessas ações por parte das empresas beneficiadas com créditos públicos.

Ressaltamos que a intervenção da CUT e do movimento sindical foi fundamental para a adoção de medidas que distribuem renda e ampliam o consumo e que continuaremos a luta em defesa do emprego e renda dos trabalhadores. Portanto, nossa expectativa é que o PIB continue a crescer e feche o ano de 2009 em percentuais positivos.

Fonte: CUT Nacional

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