Busscar: Sindicato vai bloquear convênios por falta de pagamento

Publicado por Administrador 21 setembro, 2009 (4) Comentários Imprimir

A direção do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região decidiu dar um basta na falta de palavra de membros da direção da empresa Busscar Ônibus em relação ao pagamento dos gastos de convênios feitos pelos trabalhadores e trabalhadoras da empresa descontados em folha e não repassados ao Sindicato. A partir do dia 28 de setembro (próxima segunda-feira), os associados da Busscar não podem mais acessar a rede conveniada de farmácias, supermercados e muitos outros estabelecimentos por que a dívida da empresa para com o Sindicato atinge cifras altíssimas e que podem comprometer o orçamento da entidade.

Segundo o presidente João Bruggmann, a decisão é dura porque atinge também os associados, mas é necessária para pressionar a Busscar a pagar o que deve e não inviabilizar o Sindicato, já que a entidade está usando recursos próprios para pagar os convênios, quando deveria receber os valores descontados dos trabalhadores usuários em folha de pagamento e não repassados. “Isso se chama apropriação indébita, descontar do trabalhador o que ele gastou e não repassar ao Sindicato, que é o fiador da relação entre os associados e as empresas conveniadas. Vamos enviar carta explicando aos quase dois mil associados da Busscar as razões do bloqueio, para que também pressionem a empresa”, disparou Bruggmann.

O presidente critica a falta de transparência da direção e a criação de notícias fantasiosas sobre a produção de novos ônibus. “Essa situação de apropriação do dinheiro dos trabalhadores já tem cerca de quatro meses, e agora agravou ainda mais. Ainda existem mensalidades e imposto sindical em atraso, não depósito de FGTS. E a direção da empresa em vez de trabalhar para superar essas dificuldades, fica soltando notícias na imprensa falando de 1,2 mil ônibus para a Guatemala. Ora, essa história já é tão batida que já cansou. E tem mais: esses ônibus dependem ainda de empréstimo do BNDES para a Guatemala, e aí o governo de lá paga a Busscar aqui. Ou seja, quando isso vai acontecer?”, questiona João Bruggmann.

A direção informa que se a empresa pagar integralmente o que deve o bloqueio será cancelado. “Mas não adianta mais contar histórias, têm é de agir de verdade. Queremos que a empresa se recupere, mas não as custas dos trabalhadores. Vamos para a frente da empresa com o carro de som explicar as nossas razões aos companheiros e companheiras”, finalizou o Presidente.

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Sindicato processa devedores por apropriação indébita

Publicado por Administrador 31 março, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região oferece aos seus associados e dependentes toda uma estrutura física de atendimento médico, odontológico e de lazer, com preços subsidiados, além de oferecer uma enorme gama de convênios médicos, odontológicos, psicológicos, laboratoriais, clínicas e muito mais. O sistema utilizado é o de desconto em folha de pagamento, onde o valor gasto por cada associado ou dependentes é retido pela empresa, que posteriormente repassa ao Sindicato os valores para que a entidade pague os compromissos assumidos em seu nome.

Infelizmente, algumas empresas cultivam a prática de descontar o valor de seus funcionários, mas não repassar ao Sindicato, o que caracteriza apropriação indébita, como nos casos em que a empresa desconta o INSS ou Imposto de Renda de seus funcionários mas não paga os órgãos públicos, causando sérios problemas na hora da aposentadoria ou mesmo em casos de afastamento do trabalho. Após tentar exaustivamente receber os valores devidos por empresas costumeiramente inadimplentes, a diretoria do Sindicato resolveu radicalizar: vai processar as empresas devedoras por apropriação indébita dos valores descontados de seus funcionários pelos convênios utilizados.

Segundo o presidente João Bruggmann, os maus pagadores serão processados, e a partir daí, não haverá negociação de retirada de processo ou o que seja. “Quem tem débitos com o Sindicato, que venha urgentemente quitá-los conosco, porque após darmos entrada na Justiça, não voltaremos atrás. É uma vergonha que pessoas que se dizem empresários façam um ato tão ilegal como esse de se apropriar do que não é seu. Precisamos manter a atenção aos associados, e esse dinheiro não é nosso, é para pagar fornecedores dos serviços. Vamos cobrar prá valer”, disparou Bruggmann.

As empresas devedores terão seu nome divulgado no site e outros meios de comunicação do Sindicato assim que os processos forem protocolados na Justiça.

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