Investimentos da Petrobras devem gerar um milhão de empregos

Publicado por Administrador 28 maio, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Os investimentos da Petrobras no Brasil devem gerar mais de 1 milhão de novos postos de trabalho entre 2009 e 2013. Dos US$ 104,6 bilhões que a companhia pretende aplicar no período nas áreas de exploração e produção, US$ 92 bilhões vão ficar no Brasil e aquecer o mercado interno. O investimento global da empresa nos próximos cinco anos soma 174,4 bilhões de dólares.

A companhia prevê a criação de 267 mil novos postos de trabalhos diretos até 2013. Outros 777 mil postos indiretos estão relacionados à cadeia produtiva e ao chamado efeito renda, quando a renda dos trabalhadores se transforma em consumo.

As informações são do diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella. Ele participou nesta quarta-feira (27) de audiência pública conjunta das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e Minas e Energia da Câmara. O deputado Luiz Alberto (PT-BA) foi um dos autores do requerimento para o debate.

Segundo Guilherme Estrella, o Brasil precisa “aproveitar a oportunidade” proporcionada pela descoberta do pré-sal. “A Petrobras passa por um momento importante em relação ao seu compromisso com o desenvolvimento do país. É um momento que traz uma série de oportunidades para o Brasil, e nós não podemos perder essa oportunidade”, afirmou.

Durante a audiência pública, o diretor de Exploração e Produção destacou a “postura agressiva” da empresa desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 1999 e 2002, a carteira exploratória da Petrobras atingiu uma média anual de 22.737,5 quilômetros quadrados. Nos três primeiros anos de governo Lula, a média anual saltou para 32.377,3 quilômetros quadrados. “Isso nos dá a garantia e o conforto de ter uma área suficiente de exploração para os próximos 15 anos. A Petrobras vinha perdendo essa agressividade antes de 2003″, afirmou Guilherme Estrella.

O diretor da Petrobras informou que os investimentos específicos no pré-sal – que estavam previstos para 28,9 bilhões de dólares no período 2009-2013 – devem alcançar 111,4 bilhões entre 2009-2020. A produção de óleo do pré-sal deve crescer a uma taxa anual de 35,3% entre 2013 e 2020. A expectativa é de que, em 2013, sejam produzidos 219 mil barris por dia, ante 1,8 milhão previstos para 2020.

Estrella afirmou que, nas próximas décadas, as chamadas energias fósseis devem ocupar uma posição hegemônica entre as demais modalidades energéticas. “O Brasil tem uma situação privilegiada porque conta com grandes reservas de óleo e gás. A descoberta do pré-sal é uma grande oportunidade para o desenvolvimento industrial, tecnológico e científico do país”, afirmou.

O deputado Luiz Alberto, que durante 20 anos foi técnico químico da Petrobras, destacou o rigor administrativo da empresa. Ele criticou os partidos de oposição que defendem a instalação de uma CPI no Senado para investigar a companhia.

“Enquanto o Senado instala uma CPI, o jornal inglês Financial Times elogia o papel da Petrobras, sua capacidade de gestão e o domínio da tecnologia de prospecção de petróleo. No campo internacional se reconhece a importância da empresa. No Brasil, de forma irresponsável, tenta-se jogar a Petrobras no centro da arena política”, afirmou.

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo da Rocha, também criticou a instalação da CPI no Senado. Ele classificou a investigação como “absurda”.

Fonte: CNM/CUT

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“CPI da Petrobrás: o que tem lá no fundo”

Publicado por Administrador 28 maio, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

É revoltante assistir velhos personagens do PSDB e do ex-PFL falarem em “moralidade”, “comportamento republicano” e outros valores que eles sempre foram pródigos em pisotear. Há muitos mecanismos de fiscalização e controle sobre as empresas, privadas ou públicas. Mecanismos de Estado e até mesmo de mercado, importantes para apurar possíveis desvios e corrigi-los se houverem. Defendemos a intensificação desses instrumentos e da efetividade deles.

A Petrobrás, por ter maioria acionária pertencente à União, deve mesmo prestar contas de sua gestão, com maior rigor até que outras corporações, a título de exemplo e para fazer valer seu papel social em todos os momentos. A CUT sempre defendeu isso e acredita inclusive que deve haver participação social direta na gestão, com a presença de representantes eleitos pelos trabalhadores e pelos demais setores produtivos.


Que fique claro de uma vez. Tem de haver controle, mas não pode ser o controle do PSDB e do ex-PFL. A instalação da CPI – que o próprio ex-PFL achava precipitada, ligeira demais – tem evidente conotação eleitoral, e todos pelas ruas sabem disso. Dentre os objetivos inconfessáveis da oposição, o que mais aparece é a tentativa de inviabilizar o governo Lula.


Outras intenções perversas ainda não são tão evidentes assim. O papel dos movimentos sociais é trazer essas razões para a superfície, através das mobilizações que já iniciamos a partir da última quinta, no Rio de Janeiro.


Quais essas razões? Os movimentos sociais e os partidos de esquerda estão elaborando propostas e pressionando o governo federal para a implementação de uma nova lei do petróleo, que acabe com os leilões para exploração das jazidas e especialmente para garantir que as imensas riquezas da camada pré-sal sejam geridas por um fundo social soberano. Através desse fundo, parte expressiva dos resultados financeiros da comercialização do petróleo seria destinada para programas e políticas públicas de educação, combate à pobreza, cultura, saúde, infraestrutura, pesquisa, segurança e outras, destinadas ao pagamento da dívida social existente em nosso país.


Com a possibilidade cada vez maior de nascer um novo marco regulatório com essas características, a CPI, detonada a partir de denúncias que os mecanismos de controle podem facilmente resolver, é uma iniciativa oportunista de implodir uma mudança de tamanha monta.


Assim, a oposição espera manter tudo como está, com a vigência da legislação criada no governo FHC e que permite a multinacionais e ao capital especulativo continuar se apropriando das reservas brasileiras. Lembremos que a fonte de energia representada pelo petróleo é cada vez mais escassa no mundo, especialmente nos países do Hemisfério Norte. Segundo dados apresentados em nosso Seminário Energia, Desenvolvimento e Soberania, realizado ano passado, os Estados Unidos têm reservas próprias para mais quatro anos, no máximo. O PSDB e o ex-PFL, artíficies da privatização tresloucada dos anos 1990, portam-se como a 4ª Frota estadunidense, que passou a lançar olhares ameaçadores sobre nossa costa assim que foi anunciada a descoberta do pré-sal, quando a era Bush começava a naufragar.


Além de querer minar possibilidades de futuro, a oposição não hesitará em causar a interrupção de obras que têm investimentos da Petrobrás. Há muitos projetos, seja no âmbito do PAC ou não, com investimentos vindos dessa estatal. Se a CPI se degenerar totalmente, pode comprometer desde já obras essenciais para o desenvolvimento regional e nacional. Num cenário de crise internacional e sendo a Petrobrás o maior investidor do país – 92% de todos os investimentos puxados por estatais e com desembolso maior que a própria União – a oposição quer fazer o Brasil patinar em meio à crise.


Agora, através de ações na mídia, tentam vincular nossas mobilizações a patrocínios ou convênios que os movimentos sociais receberam da empresa. Esquecem de dizer que entidades empresariais, incluindo a mídia, e ONGs ligadas à oposição também recebem esse tipo de investimento, algo comum a uma empresa do porte da Petrobrás. De nossa parte, podemos dizer com tranquilidade que todas as ações da CUT Nacional em parceria com qualquer empresa ou órgão do governo foram realizadas e suas prestações de contas aprovadas pelos órgãos controladores.


Escrito por Artur Henrique, presidente nacional da CUT

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CPI da Petrobrás é atitude irresponsável da oposição, diz ministro

Publicado por Administrador 18 maio, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, qualificou como irresponsável a atitude da oposição de insistir numa CPI para investigar possíveis irregularidades tributárias na Petrobras. Ele falou na manhã de hoje (18) ao chegar a uma audiência pública sobre o Programa Minha Casa Minha Vida, na Assembleia Legislativa do Paraná.

“No afã de dificultar as coisas para o governo, pode prejudicar uma das maiores empresas do mundo. Mas, não vão conseguir, porque o governo vai continuar investindo na Petrobras e na área do pré-sal para manter a Petrobras como a grande empresa que é.”

Apesar das considerações, Bernardo afirma que o governo vai fornecer todas as informações pedidas. “[Fazer a CPI] é um direito constitucional e que está no regimento do Congresso.”

Para Bernardo, o PSDB gostaria mesmo era de privatizar a Petrobras, o que não conseguiu no governo anterior. “Provavelmente está querendo desmoralizar a empresa para fazer isso no futuro”, disse. “Vamos acompanhar as ações da oposição sem paralisar as ações do governo. Nem as ações de investimento nem nem o Programa Minha Casa Minha Vida”, completou.

Fonte: Ag. Brasil

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CPI ouve Ministro sobre denúncia de grampo no STF

Publicado por Administrador 2 setembro, 2008 Nenhum Comentário Imprimir

A CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas ouve nesta terça-feira (2) o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Felix, a quem está subordinada a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ele será questionado sobre denúncia publicada no fim-de-semana pela Veja. A revista diz ter recebido de um servidor da Abin uma gravação de conversa telefônica entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A gravação teria sido entregue à revista como prova de que ministros do STF estavam sendo grampeados pela Abin. Esse servidor, que não foi identificado, disse à revista que os principais ministros do governo também eram grampeados.

Em razão da denúncia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afastou ontem temporariamente o diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, seu vice, José Milton Campanha, e o diretor de contra-espionagem, Paulo Maurício. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o grampo. A reunião será realizada às 14h30 no plenário 2.

Fonte: Câmara dos Deputados

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