Idosos na força de trabalho sobem 65% em dez anos

Publicado por Administrador 16 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

Censo mostra que 5,4 milhões de pessoas acima de 60 anos ainda fazem parte do mercado de trabalho, ante 3,3 milhões em 2000

Outro recorte nos dados do Censo 2010 mostra forte tendência de envelhecimento do trabalhador brasileiro na última década. A quantidade de pessoas com mais de 60 anos que está no mercado de trabalho cresceu 65% desde 2000. O número pulou de 3,3 milhões para 5,4 milhões em 2010.

O crescimento foi registrado em todas as regiões. Prova disso é que, entre os Estados que lideram o ranking, estão locais tão distantes quanto Distrito Federal (151%), Amapá (135%) e Santa Catarina (104,7%).

Traduzidos na realidade, os números indicam tanto um aumento absoluto na média de idade da população quanto a disposição dos brasileiros em trabalhar por mais tempo, mesmo depois de se aposentar. As regiões Norte e Centro-Oeste, locais de forte crescimento econômico nos últimos anos e recente formalização do mercado de trabalho, concentram a maior proporção de trabalhadores acima de 60 anos na sua força de trabalho.

Nessas duas regiões, quase 30% da população economicamente ativa tem mais de 60 anos. Já os Estados do Nordeste, com população mais jovem e baixa escolaridade nas gerações mais velhas, registram média menor que 25%. Pesa também o fato de a qualidade de vida do Brasil aumentar gradativamente, ajudando a elevar a expectativa de vida do brasileiro, hoje em 73,5 anos, segundo a última medição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Motivos
São dois os principais motivos que servem de estímulo para os trabalhadores com mais de 60 anos voltarem ao mercado de trabalho: complemento da renda e satisfação pessoal.

A professora aposentada Maria Gisella Puglisi, de 73 anos, ficou 18 anos sem exercer atividade remunerada e “depois que os filhos casaram” voltou a procurar emprego. Hoje, já tem três netos. “Eu sou dada a mudanças, gosto de me manter ativa”, diz ela, que há oito anos trabalha numa unidade da Pizza Hut. “Cada dia tem uma novidade. Aqui sempre tem novidade, trabalho com muitos jovens”, enfatiza. “Eu falo sempre para eles (os jovens) serem bons profissionais, porque é muito importante. Eles estão construindo o alicerce da carreira”, diz Maria Gisella. Ela garante que o ritmo do trabalho não a assusta – são seis dias por semana, das 11 às 17 horas.

Além do salário complementar, a professora aposentada destaca os benefícios. “Além da ajuda (financeira), tem também o seguro saúde, o que acho fantástico.” Desde 2003, a empresa contrata pessoas com mais de 60 anos e essa faixa etária já responde por 10% dos 700 funcionários da rede. O trabalho inicial é no atendimento, mas há casos de profissionais que já chegaram a gerente.

A presença dos trabalhadores com mais de 60 anos no mercado também é reflexo da falta da mão de obra qualificada. Segundo o diretor de Operações da consultoria de RH Human Brasil, Fernando Montero da Costa, com o aquecimento do mercado de trabalho, as empresas estão tendo de recorrer aos profissionais mais velhos para preencher vagas de nível técnico mais alto.

“Existia no mercado uma onda dizendo que as pessoas mais jovens têm mais energia, disposição. Depois da crise econômica, houve uma mudança e passou-se a valorizar também a experiência”, diz. “Os selecionadores começaram a enxergar as pessoas mais seniores e também uma distribuição maior entre jovens e seniores nas equipes”, diz Costa.

O aquecimento do mercado de trabalho foi importante para compensar a queda no número de empregadores, como indica o último Censo. Enquanto no início da década 2,9% dos brasileiros empregavam outros trabalhadores, hoje esse porcentual caiu para 1,9%. Isso significa que houve maior concentração no tamanho das empresas.

SMABC

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Brasil será a 4ª economia em 2030, diz consultoria

Publicado por Administrador 26 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Brasil vai se tornar a quarta maior economia do mundo até 2030, segundo projeção da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit).
Atualmente, o país ocupa a sétima posição no ranking global, considerando o PIB (Produto Interno Bruto) medido em dólares. A crise que afeta as economias dos países desenvolvidos, minando sua capacidade de expansão no longo prazo, vai beneficiar a ascensão do Brasil.
A EIU previa, antes, que o país alcançaria o quinto lugar no ranking mundial na próxima década. Mas reduziu recentemente sua projeção para o crescimento do Japão. Com isso, espera agora que a economia brasileira se torne maior do que a japonesa em 2027. “Antes, tínhamos o Brasil superando a França, a Alemanha e o Reino Unido, mas não o Japão. Essa projeção agora mudou”, afirma Robert Wood, analista sênior da EIU.
O analista ressalta que a economia brasileira deixará para trás a dos quatro países desenvolvidos, mas será ultrapassada pela indiana no meio do caminho.
A EIU prevê que o Brasil crescerá 3,9%, em média, por ano nas próximas duas décadas. A expansão será mais forte que os 2,9% registrados nos últimos 25 anos, mas menor que as taxas previstas para Índia (6,6%) e China (5,7%) nos próximos vinte anos.
Wood acredita que o dinamismo dos emergentes asiáticos grandes, principalmente a China, continuará sendo um importante motor do crescimento do Brasil: “Mesmo que a China faça uma transição para um modelo de crescimento mais apoiado no consumo do que em investimento ainda vai demandar as commodities que o Brasil produz, principalmente alimentos”.

Peso da China
Ao longo da última década, a China contribuiu três vezes mais para a expansão da economia brasileira do que os EUA, segundo cálculo do economista Tony Volpon, chefe de pesquisas de mercados emergentes da corretora japonesa Nomura.
“A correlação entre o crescimento da China e do Brasil é forte desde o início da década passada, mas deve ter aumentado em anos recentes”, afirma Volpon.
Ele ressalta que a China se tornou o principal parceiro comercial do país.
Além de vender produtos como alimentos e minério para a China, o Brasil se beneficia do efeito da demanda asiática sobre os preços das commodities, que tiveram forte alta nos últimos anos.
O analista diz que outros fatores como uma população ainda jovem e o potencial comercial das descobertas de petróleo da camada pré-sal contribuem para as perspectivas de crescimento de longo prazo do Brasil.
Mas ele ressalta que o país deveria fazer reformas para evitar problemas que afetam países desenvolvidos atualmente, como o envelhecimento da população.

FEM/CUT SP

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Crescimento econômico estimula doméstica a mudar de emprego

Publicado por Administrador 13 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O crescimento econômico brasileiro vem estimulando a migração de empregadas domésticas para outros setores da economia, como empresas de telemarketing, supermercados ou clínicas hospitalares.

Nas seis principais metrópoles do país, onde mais de 1,6 milhão desempenham serviços domésticos, a tendência tem sido de queda consecutiva no número de empregados no setor desde setembro, aponta o economista Rodrigo Leandro de Moura, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) com a possível migração para outros setores. Nos últimos 12 meses, após alguns anos de sobe-desce, as estatísticas mostram que a categoria perdeu 81 mil pessoas, a maioria em empregos sem carteira assinada.

“Ao longo da última década, houve um encolhimento do setor informal da economia, e acredito que as domésticas também estejam seguindo este caminho. É provável que outros setores estejam ‘roubando’ essas trabalhadoras, que estão procurando emprego com carteira assinada”, analisa.

Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), relaciona o fenômeno ao fato de o Brasil estar perto do pleno emprego e assistindo à ampliação do chamado ´apagão de mão-de-obra´, mas com características bem específicas.

Enquanto a expressão costuma ser usada para designar a falta de mão-de-obra qualificada, neste caso, diz Neri, é o mercado de trabalho das categorias de base que está pressionado. “No fundo, temos um apagão de mão-de-obra não qualificada. Está faltando peão de obra, agricultor, garçom, empregada. Não há sinais na base de haver uma reserva de mercado e os salários estão sendo pressionados”, diz.

Fuga da nova geração
Com maior escolaridade, renda e desejo de ingressar no mercado de trabalho formal, sobretudo mulheres mais novas têm buscado empregos em outras áreas. É o que indica, por um lado, a redução do percentual de jovens entre empregadas domésticas, e, por outro, o aumento da idade média das domésticas em atividade, hoje de 39 anos.

De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o contingente de mulheres jovens de 18 a 24 anos empregadas no setor caiu pela metade entre 1999 e 2009, passando de 21,7% para 11,1%. Já as mulheres de 30 a 44 anos passaram a representar 42,5% das trabalhadoras do setor, contra 37% em 1999.

“Estamos vendo um envelhecimento da categoria. As mais jovens, em função do aumento da escolaridade, vão se deslocar para outras ocupações”, diz Luana Pinheiro, pesquisadora do Ipea. “O trabalho doméstico é um trabalho precário, de baixa qualidade. Se a pessoa tem a possibilidade de se ocupar em outros lugares com a sua qualificação, é evidente que vai optar por isso.”

“O trabalho doméstico é um trabalho precário, de baixa qualidade. Se a pessoa tem a possibilidade de se ocupar em outros lugares com a sua qualificação, é evidente que vai optar por isso.”

Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular – instituto de pesquisas e consultoria em São Paulo – diz que a categoria perde trabalhadoras de duas formas: há tanto as domésticas que conseguem migrar para outras carreiras após alguns anos na profissão quanto pessoas que, pelo perfil sócio-econômico, seriam historicamente levadas ao trabalho doméstico, mas que já entram no mercado de trabalho por outros caminhos.

A história da carioca Bárbara José Antunes Baptista, de 24 anos, é um exemplo bem-sucedido dessa mudança de rumo. O investimento da mãe, que trabalhou como doméstica até falecer em 2005, na educação da filha rendeu frutos. Formada em biotecnologia, a jovem faz hoje mestrado em imunologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Eu não segui a profissão da minha mãe, mas isso porque ela me deu muito apoio e uma direção para que eu buscasse uma profissão que pudesse me dar um retorno melhor na vida, e melhores condições financeiras”, diz Bárbara.

“A nova geração foge do emprego doméstico”, reitera Meirelles. “Não é pelo salário, é pela perspectiva de crescimento. Com o emprego formal, podem até ganhar menos quando se conta na ponta do lápis, mas passam a ter benefícios, a segurança da carteira assinada e, principalmente, perspectiva de crescimento profissional.”

Para ele, a mudança se dá, sobretudo, pela democratização do ensino. Entre 2002 e 2011, a pesquisa do Data Popular mostra que a proporção de trabalhadoras com ensino médio completo quase dobrou (passando de 12,7% para 23,3%).

“Com uma renda maior, elas estão investindo em educação, e ao investir em educação elas deixam de ser domésticas”, diz Meirelles.

A renda da categoria teve aumento acima da média entre 2002 e 2011. Enquanto o brasileiro médio teve aumento de 25% no período, no caso das domésticas, o incremento foi de 43,5%. A categoria movimenta hoje R$ 43 bilhões com o dinheiro do próprio salário, um salto de 66% em relação a 2002 (quando a renda somava R$ 25,9 bilhões).

A educação foi o caminho da carioca Leila Ramos Barbosa para deixar o serviço doméstico em busca de ascensão profissional.

Filha de uma família destroçada após o abandono da mãe e o alcoolismo do pai na infância, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, ela começou a trabalhar como empregada doméstica aos 13 anos. Depois de já ter sobrevivido de restos de feira livre catados nas ruas e rejeitado a escolha de amigas da adolescência que seguiram o caminho da prostituição, Leila voltou para a escola aos 17 anos para completar o ensino fundamental e médio. Hoje é técnica de enfermagem. “Eu não me envergonho de ter trabalhado em casa de família, mas eu tinha um sonho, o sonho de melhorar.”

Serviço de luxo
Para Rodrigo Leandro de Moura o Brasil pode estar caminhando para uma realidade mais próxima à dos países ricos. O serviço doméstico, outrora amplamente acessível à classe média, pode vir a se tornar um “serviço de luxo”, considera.

Na semana passada, o ministro da Economia, Guido Mantega, afirmou em Londres que as empregadas domésticas são uma parte subutilizada do mercado de trabalho no Brasil, e começam a preencher empregos gerados pelo aquecimento da economia no país.

“As empregadas domésticas são algo que quase não existe mais nos países avançados, e é uma reserva de trabalho que o Brasil tem”, disse.

BBC Brasil

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Produção industrial brasileira volta a crescer em maio

Publicado por Administrador 1 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A produção da indústria brasileira aumentou 1,3% em maio na comparação com o mês anterior, quando a taxa havia ficado em -1,2%. Em relação ao mesmo período de 2010, houve expansão de 2,7%, revertendo dois meses seguidos de taxas negativas na mesma base de comparação.

De acordo com dados divulgados hoje (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano o índice acumula alta de 1,8% e nos últimos 12 meses, de 4,5%.

A alta observada na passagem de um mês para outro atingiu 19 dos 27 ramos da pesquisa, com destaque para alimentos (3,9%), produtos de metal (12,8%) e veículos automotores (3,5%). Já as principais pressões negativas foram exercidas pela indústria farmacêutica (-12,1%), metalurgia básica (-1,9%) e pelas bebidas (-2,2%)

Em relação a maio do ano passado, também houve expansão em 19 das 27 atividades, principalmente veículos automotores (6%) e refino de petróleo e produção de álcool (8%).

O IBGE informou que revisou o dado relativo a abril na comparação com março. Em vez da queda de 2,1% divulgada anteriormente, houve retração de 1,2%.

Agência Brasil

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Governo eleva projeção de crescimento da economia para 6,5%

Publicado por Administrador 20 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A previsão oficial de crescimento da economia em 2010 saltou de 5,5% para 6,5%. Os números foram divulgados há pouco pelo Ministério do Planejamento que liberou o relatório de avaliação de receitas e despesas do terceito bimestre.

A nova estimativa está no limite mínimo previsto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na semana passada. Após reunião com empresários da União Europeia, o ministro afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) deve fechar o ano com crescimento de 6,5% a 7%.

O relatório também revisou para baixo a projeção da inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que caiu de 5,5% para 5,2%. A média da taxa Selic (que mede os juros básicos da economia) aumentou de 9,19% para 9,6% ao ano.

Da Ag. Brasil

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Mercado espera crescimento de 7,13% e inflação a 5,5% em 2010

Publicado por Administrador 29 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O mercado financeiro segue otimista com relação à economia brasileira neste ano. Segundo relatório Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), os analistas entrevistados esperam que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 7,13% em 2010, alta comparada à previsão observada no documento anterior, 7,06%. Para 2011, a projeção se mantém a 5% de expansão há 17 semanas.

Por outro lado, houve uma queda na perspectiva para a inflação, passando de 5,61% para 5,5%, um ponto percentual acima da meta prevista para 2010 (4,5%). Para o próximo ano, os consultados aguardam alta de 4,80% do principal índice que me de a inflação, o IPCA (mesmo patamar há 11 semanas).

Queda também ocorreu na expectativa para o IGP-DI, ao passar de 9,09% para 9,05%. Também caiu o prognóstico para o IPC-Fipe, mas de forma bem menor (de 5,30% para 5,29%). Já o IGP-M apresentou ligeira alta na previsão alcançando 4,08%, ante 4,07%, verificada no último Focus. Com relação a 2011, as estimativas não foram alteradas. Tanto o IGP-DI (há oito semanas), quanto o IGP-M (há cinco semanas) estão na casa dos 5%, e o IPC-Fipe é previsto para fechar em 4,50% (há 23 semanas).

Sem muitas alterações sobre as expectativas para os índices inflacionários, a perspectiva para a taxa básica de juros (Selic) permanece a 12% ao ano para fechar 2010, e a 11,75% (há duas semanas) para 2011. As projeções para o câmbio deste ano estão estabelecidas em R$ 1,80 conforme os 14 últimos relatórios, porém sofreu alteração para 2011, passando de R$ 1,89 para R$ 1,90.

Segundo os especialistas entrevistados pelo BC, a dívida líquida do setor público deve terminar em 41% do PIB, enquanto no próximo ano deve ser de 39,50%, queda com relação ao registrado no documento anterior (39,70% do PIB).

O mercado projeta que a produção industrial deve apontar crescimento de 11,94% em 2010, ante 11,32% observado no último Focus, e expansão de 5% em 2011 (mesmo patamar há 17 semanas). Com relação à conta corrente, os consultados revisaram suas expectativas de déficit de US$ 47,57 bilhões para recuo de US$ 47,78 bilhões, em 2010. Para 2011, houve ligeira queda, ao passar de déficits de US$ 57,99 bilhões a US$ 58 bilhões. A balança comercial é esperada a encerrar este ano em US$ 15,10 bilhões, ante US$ 15,36 bilhões conforme previsão anterior, e 2011 em US$ 7 bilhões, alta comparada à estimativa passada de US$ 6 bilhões.

O relatório Focus do Banco Central mostra que o mercado elevou sua projeção para o crescimento econômico em 2010 de 7,06% na semana passada para 7,13% ontem.

Do Portal Gestão Sindical

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Mantega: PIB mostra que país teve uma das melhores recuperações no mundo

Publicado por Administrador 8 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O resultado do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de bens e serviços produzidos no país – no primeiro trimestre deste ano tem como base de comparação um ano fraco e de crise como foi 2009. A avaliação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em nota divulgada hoje pela assessoria de imprensa. Segundo o ministro, que está em Frankfurt, na Alemanha, a trajetória é de um crescimento moderado. Ele afirmou que a economia do país caminha para um crescimento sustentável.

Mantega lembrou, por exemplo, que a indústria teve um desempenho negativo em 2009 e agora, em 2010, a economia brasileira deve ter crescimento de 6% a 6,5%. “Fiquei muito satisfeito com o resultado. Foi mais do que eu esperava. Eu esperava 2,5%. Ele mostra que a economia brasileira teve uma das melhores recuperações do mundo”, diz o ministro na nota.

Ele lembra que o resultado faz parte de um conjunto de medidas de políticas monetária e fiscal que ele considera bem sucedidas. Para o ministro, na comparação internacional, apenas a China teve um crescimento dessa magnitude e o resultado do PIB brasileiro mostra o vigor e o dinamismo da economia brasileira.

“Temos que destacar a qualidade do crescimento, principalmente pelo crescimento da indústria (4,2%) e da Formação Bruta de Capital Fixo (7,4%) na comparação com o quarto trimestre de 2009. O investimento está crescendo 18% em relação ao primeiro trimestre de 2009”.

Mantega destaca que o primeiro trimestre de 2010 foi o auge da retomada do crescimento e todos os estímulos estavam em vigor, como as desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a redução do compulsório dos bancos e a taxa de juros, que estava em seu menor patamar.

“Ainda tivemos os estímulos dos gastos do governo. Eu também destacaria o aumento do consumo das famílias [1,5% em relação ao quarto trimestre do ano passado].”

Para o segundo trimestre, a análise do ministro é que já há dados de desaquecimento. Ele destaca porém que no ano o crescimento será alto. Isso porque quase todos os impostos que foram zerados ou reduzidos durante a crise voltaram a seus patamares anteriores, provocando queda na demanda. Além disso, ajudarão a volta do compulsório, a taxa de juros e o corte de R$10 bilhões nos gastos do governo.

“Outro fator que ajudará no desaquecimento é a crise europeia, que diminui a disponibilidade de crédito para a economia brasileira e dificulta a rolagem da dívida das empresas. Também vai dificultar os IPOs [sigla em inglês de Initial Public Offering, a abertura do capital de uma companhia no mercado acionário] e vai diminuir a abertura de capital das empresas”.

Da Ag. Brasil

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Brasil deve registrar 2º maior crescimento global

Publicado por Administrador 31 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O Brasil deve ocupar o segundo lugar no ranking das maiores taxas de crescimento do mundo no primeiro trimestre, à frente até mesmo da China. O dado oficial só será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira da semana que vem, mas, levando-se em conta as projeções do mercado financeiro, já é possível cravar que o País será um dos líderes em expansão no período.

O Itaú Unibanco, por exemplo, estima uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o quarto trimestre do ano passado. É uma das projeções mais elevadas de todo o mercado. Em um cálculo anualizado – ou seja, assumindo que o ritmo se manteria pelo resto do ano -, seria o equivalente a crescer 12,6% em 2010.

Para ter uma ideia, a China se expandiu a um ritmo anual de 11,2% entre janeiro e março. O líder do ranking deve ser a Índia, que avançou a uma taxa anual de 13,4%. Os Estados Unidos, que ainda lutam para se recuperar da forte crise que atingiu o país em 2008, cresceram 3%.

O economista- chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, observa que há risco de a expansão brasileira no trimestre ser ainda mais forte. O departamento econômico da instituição calcula a alta do PIB mensalmente. Considerando os resultados de janeiro, fevereiro e março nesse levantamento, o crescimento no trimestre seria de 3,6%.

Fonte: Agência Estado

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Lula: Economia voltou a crescer de forma robusta

Publicado por Administrador 4 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao discursar ontem (3) no evento em comemoração aos dez anos do jornal Valor, ressaltou a importância da demanda interna para o crescimento econômico do país, assim como a mudança da política comercial implementada por seu governo. Lula ressaltou o retorno do ritmo forte de crescimento econômico do país, após a crise internacional.

“O fato é que enquanto as nações mais ricas se debatem entre desemprego e desequilíbrio fiscal, ameaçadas por um labirinto financeiro ainda não equacionado, a economia brasileira, após breve interregno, voltou a crescer de forma robusta como não acontecia há 20 anos”, disse Lula.

O presidente afirmou que em março o consumo de energia subiu 12% em relação ao mesmo mês de 2009, puxado pela indústria. Citou dados que reforçam essa retomada: redução do nível de desemprego, confiança do consumidor no maior patamar desde 2008, estimativa de recorde na safra agrícola para este ano e o crescimento recente na indústria de São Paulo, a mais afetada durante a crise.

Lula voltou a defender o Mercosul e a diversificação de mercados, justificando que os EUA não podem ser mais considerados como o principal importador do mundo.

“A ênfase Sul-Sul e o comércio regional não cabem no espaço pequeno do preconceito ideológico nem podem ser tratadas superficialmente numa gincana eleitoral”, disse Lula, numa referência às críticas que o pré-candidato tucano à Presidência da República vem fazendo ao bloco.

Para o presidente, a economia brasileira terá que se apoiar “cada vez mais” no mercado interno e na diversificação das parcerias comerciais internacionais.

Com informações do Valor

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Indústria cresce pelo quarto mês consecutivo

Publicado por Administrador 4 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A indústria brasileira cresceu 2,8% de fevereiro para março, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o quarto mês de expansão da produção industrial segundo a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Brasil, acumulando ganho de 5,7% no primeiro trimestre deste ano.

Nos 12 meses encerrados em março (resultado anualizado), no entanto, o setor apresentou queda de 0,3%, mas passou a registrar queda menos intensa, desde janeiro de 2009 (1,0%). Em comparação com março do ano passado, a atividade industrial cresceu 19,7%.

O primeiro trimestre deste ano comparado a igual período de 2009 mostrou crescimento de 18,1%. Quando a comparação é com o quarto trimestre do ano passado, o crescimento foi de 3,0%.

Dos 27 setores pesquisados pelo IBGE, 19 apresentaram crescimento, com destaque para veículos automotores (10,6%), que superaram a perda de 5,6% acumulada nos últimos quatro meses, alimentos (5,0%), máquinas e equipamentos (5,2%), bebidas (7,6%) e celulose e papel (6,4%).

Os setores de refino de petróleo e produção de álcool (-9,4%), tiveram resultados negativos. A indústria farmacêutica, que cresceu 17,0% em fevereiro, diminuiu o ritmo em marco (9,7%).

Da Agencia Brasil

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